You are my destiny

  • Finalizada
  • Aanonimaa
  • Capitulos 3
  • Gêneros Ação

Tempo estimado de leitura: 16 minutos

    14
    Capítulos:

    Capítulo 1

    Parte 1 ? o estranho da lanchonete...

    Violência

    O autor deste texto, Paola Tchébrikov, diante de seus direitos impressos na lei brasileira, Lei 9.610/98, proíbe a divulgação de seu trabalho por terceiros, com ou sem permissão. Qualquer tentativa será previamente relatada ao dono do site e o autor punido. Sobre universos usados, marcas de roupas, comidas etc, dá-se os créditos aos seus devidos criadores. O texto está adaptado ao Novo Acordo Ortográfico, qualquer erro pode e deve ser relatado ao autor.

    You are my destiny

    Parte 1 ? o estranho da lanchonete...

    ? Por Paola Tchébrikov

    O que é um vampiro?

    Dizem as lendas mais antigas ser um ser noturno que, no ponto mais alto da lua, vaga pelas ruas escuras, à procura de uma presa. Seja homem ou mulher, velho ou jovem, bonito ou feio, gordo ou magro, não importa. O que ele quer fazer é sugar o sangue de sua vítima, até a última gota, sem hesitar.

    Você já viu um ser desses? Já foi alvo de um? Não? Então você tem sorte. Contar-lhe-ei a história de uma bela dama que, infelizmente, não teve a mesma sorte...

    Era um dia ensolarado de primavera, ora, as folhas novas e saudáveis enfeitavam a cidade de Milão, repleta de rostos calorosos e sorrisos gentis, algo típico daquele povo.

    Annabelle, a bela e gentil Annabelle, com seu vestido florido e despojado, chapéu para proteger-lhe do suave sol da tarde e sandálias baixas, caminhava pelas ruas, procurando um lugar fresco a agradável para sentar-se e saborear um delicioso chá.

    Seus olhos azuis, em tom de violeta, com leves riscas de tonalidades mais claras, encontraram uma mesa vazia de uma lanchonete com aparência sofisticada e agradável. Seus olhos brilharam de contentamento e, andando em direção à pequena mesa de dois lugares, puxou levemente a cadeira, notando um leve movimento atrás de si.

    ? Uma turista? ? uma voz masculina e suave, com um leve sotaque local, pronunciou-se, congelando-lhe os sentidos. Fingindo não ouvir, ou não conhecer a língua daquele local, sentou-se, chamando o garçom com um leve movimento de cabeça.

    Pediu um suco natural e alguns petiscos leves, apenas o lanche da tarde, o recomendado por seu nutricionista. O pedido não demorou a chegar, e enquanto mordiscava um biscoito, observou sob a aba do chapéu um homem observá-la. Em passos calmos ele pôs-se a aproximar-se dela, parando em frente a sua mesa, observando-a.

    ? Em que posso ajudá-lo? ? perguntou educada, olhando-o com olhos mansos e um doce sorriso nos lábios.

    ? Achei que você não fosse capaz de me entender ? comentou semicerrando os olhos.

    ? Por que sou uma turista? ? questionou um pouco seca.

    ? Porque você não me respondeu quando lhe fiz uma pergunta ? havia certo tom de acusação em sua voz. Dando de ombros, Annabelle respondeu:

    ? Achei que não fosse comigo ? e, pegando seu copo de suco, tomou um gole.

    A insinuação de que era o momento de ele se retirar foi clara, mas o homem permaneceu lá, encarando-a com olhos analíticos.

    Respirando fundo discretamente, a moça de curtos e sedosos cabelos negros procurou no fundo de sua alma paciência para enfrentar aquela situação.

    ? Está de férias? ? ele perguntou, acenando para o garçom. Annabelle levou vários minutos para entender o que ele pretendia, mas quando entendeu, não conseguiu evitar um torcer de lábios.

    ? Você parece estar ? disse não conseguindo esconder sua irritação. Ele deu de ombros enquanto um garçom aflito aproximava-se da mesa.

    ? Vou querer só um café preto, forte e sem açúcar ? ele nem se dispôs a olhá-lo.

    ? Sim, Senhor Grimhows. Sua companheira deseja algo mais? ? questionou prontificado.

    ? Estou satisfeita com o que já pedi, obrigada ? agradeceu sorrindo levemente.

    Os segundos seguintes passaram-se com os dois em silêncio ? após o garçom sumir como fumaça. Ele observava-a, enquanto ela fingia estar sozinha ali. Não conversaria com aquele estranho, não lhe daria esse gostinho, nem se ele fosse a única pessoa capaz de ouvir e entender no mundo ? preferia falar com macacos, elefantes ou formigas.

    ? Pergunto-me o que uma bela dama como você faz neste fim de mundo ? disse ele levemente.

    Annabelle não conseguiu evitar encará-lo intrigada. O que ele queria dizer com aquilo? Que ela tinha cara de quem não gostava daquele tipo de lugar? Ou que era fútil?

    Crispou os lábios.

    ? Quero dizer, com tantos lugares para ir, você escolheu logo aqui? ? corrigiu-se diante da expressão dela.

    ? Eu gosto daqui ? replicou dando de ombros ?, teria escolhido outro lugar se esse fosse o caso, mas o clima daqui me é muito satisfatório.

    ? Entendo. Milão recebe, mensalmente, centenas de turistas. É um ótimo lugar para se descansar. Do que você estava fugindo ao vir para cá? ? questionou ele ousado.

    ? Não estava fugindo de nada. ? respondeu calmamente, tomando um gole de seu suco para que engolisse as palavras que vinham à sua mente. ? Eu precisava de um descanso da minha vida de modelo, só isso.

    ? Você é uma modelo? ? questionou surpreso, aceitando de prontidão quando o garçom apareceu ao seu lado com a xícara de café que pedira.

    ? E por que não seria? ? indagou com as sobrancelhas arqueadas.

    ? É só que... bem, nem toda moça bonita consegue tornar-se modelo, é natural. Então não pensamos em um primeiro momento que alguém que se destaca por sua imagem seja de fato alguém que se destacou por causa dela ? explicou paciente, levando o café aos lábios.

    Annabelle torceu o nariz ao sentir o cheiro do café forte e sem açúcar. Tomava alguns goles da bebidas, mas sempre ele mediano e doce, se fosse com leite podia até ser mais amargo, mas nunca forte.

    ? Não gosta de café? ? perguntou ele divertido ao ver a expressão dela.

    ? Não forte e amargo ? respondeu de prontidão, comendo um de seus biscoitos. Ofereceu um a ele por pura educação.

    ? Então prefere ele fraco e doce? ? indagou curioso. ? E não, obrigado ? apontou com o queixo para o biscoito, dispensando-o.

    ? Prefiro uma taça de vinho branco e fino ? discordou elegantemente, terminando de beber seu suco e comer os biscoitos.

    ? Digno de uma modelo, não? Novamente eu me pergunto o que você faz por aqui ? comentou ele para si mesmo.

    ? A conversa está muito boa, mas eu preciso realmente ir. Meu hotel fica um pouco longe daqui ? confessou ela, erguendo a mão para chamar um garçom, pedindo a conta.

    ? Não precisa, eu pago ? ele tentou detê-la, segurando-lhe a mão, mas Annabelle sorriu acenando negativamente, voltando a chamar o garçom.

    ? Eu comi, eu pago ? murmurou enquanto pegava o dinheiro dentro da pequena bolsa de mão que carregava.

    ? Tudo bem. ? disse rendendo-se, vendo que ela era do tipo orgulhosa. ? E quando eu poderei vê-la novamente?

    ? Desculpe minha indelicadeza, Senhor, mas eu realmente preciso ir ? comentou ela, levantando-se e fitando-o calmamente.

    Aquele homem diante de si, belo, de pele morena, cabelos negros levemente ondulados e olhos verdes profundos poderia ser o caminho da perdição, o sonho de consumo de qualquer mulher, mas Annabelle não sentia algo bom nele. Parecia que ele emanava negativismo.

    Com um acenar de mão ele dispensou-a, pegando o jornal na mesa para folheá-lo, desprezando-a.

    Annabelle deu graças a Deus pelo interesse dele ter sumido e virou-se, caminhando a passos rápidos na direção da rua e logo sumindo.

    Ela não foi capaz de ver o par de olhos vermelhos que seguiam seus movimentos.


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