Guardião Secreto

  • Monikee
  • Capitulos 4
  • Gêneros Aventura

Tempo estimado de leitura: 13 minutos

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    Capítulos:

    Capítulo 3

    Medo

    Raquel chega à escola e encontra a sua melhor amiga Amanda, ela parece a Branca de Neve. Raquel a abraça com muita força já com lágrimas nos olhos.

    - Nanda, apareceu um feiticeiro no parque, ele soltava fogo pela palma da mão, o pior de tudo foi sentir a morte nos olhos dele.

    - Você está bem?! Ficou assistindo filme de terror de madrugada não é? ? Ela passa a mão na cabeça de Raquel. ?Me sinto frágil com ela, talvez por sermos amigas a mais de 10 anos.? - Pensou.

    - Volta comigo, por favor? Pode me acompanhar até em casa aí você almoça lá! ? Raquel de joelhos implorando agarra a mão de Amanda fazendo-a aceitar o convite. ?Esse sentimento é muito forte, um medo inexplicável, não quero ir para a casa sozinha.? - Pensou Raquel.

    - Já que você me convidou, também vou aceitar. ? Aparece na porta da sala um garoto com roupas suadas de futebol, entra e abraça Raquel ? Você está bem? Senti saudades!

    - Também senti Carlos e vou adorar sua companhia no almoço. ? "Carlos é o garoto mais lindo da escola, é claro, na minha opinião" - Pensa Raquel.

    Eles se olham com muito carinho no meio daquele abraço.

    - Porque não estão namorando ainda? - Amanda diz depois que ignoraram a sua presença, deixando-os vermelhos e longe um do outro.

    No caminho do parque eles param em frente ao círculo marcado no chão.

    - Sabe, depois que esse cara chegou, apareceu uma tormenta no meu coração, estou meio perdida. - Ela tenta refletir, mas não consegue raciocinar com medo de encontrar algo muito ruim no seu coração.

    Uma aura azulada a envolve.

    - Está no seu destino - uma voz sussurra em seu ouvido, sua mente é levada para outra dimensão, uma mulher idêntica a Raquel, mas com escamas azul-claro e olhos que pareciam diamantes azuis ? Enfrente tudo com coragem, porém nunca perca sua bondade, vai acabar tudo bem...

    - Raquel, Raquel! ? Carlos chacoalha Raquel pelos braços.

    - Desculpe-me, eu estava com a cabeça nas nuvens. - ela passa a mão na cabeça pressionando as têmporas com os indicadores.

    - Agora não é hora, olha! ? Carlos aponta para uma nuvem de fumaça negra, Raquel vai seguindo com o olhar e vê que sua casa que está em chamas.

    - Mamãe! - ela coloca a mão no peito, aflita lembra-se do homem daquela manhã.

    Eles correm o máximo que conseguem, Carlos é o primeiro a chegar e arromba a porta, eles entram com o rosto protegido pela camiseta, pois a fumaça é intensa.

    ? Mãe? Sandro? Cadê vocês? ? ela grita, mas só escuta o crepitar das chamas.

    Carlos tropeça em algo.

    - Raquel! Seu irmão está caído no chão. - ela corre para socorrê-lo. - Sandro, meu Deus, você está bem?

    Carlos segura a cabeça de Sandro.

    - Ele está respirando!

    Raquel olha para cima e sai correndo.

    - Mãe, onde você está? ? ela começa a ficar fraca sentindo com algo estivesse sugando o seu poder e ela começa a engatinhar para subir as escadas.

    - Não filha, é muito perigoso, saia daqui! ? quando chega ao topo da escada Raquel vê sua mãe no chão se arrastando.

    - Eu nunca vou desistir de você, eu vou tirá-la daqui!

    - Que lindo discurso ? o homem do parque aplaude Raquel. ? Será que agora você sabe que eu não estou brincando? ? ele caminha na direção de Raquel e a pega pelo pescoço.

    - Mãe. ? ela estica o braço tentando pegar a mão de Tânia.

    Ele olha para o chão e pisa na nuca dela, fazendo-a desmaiar.

    ? Acho que agora você pode me dar o eu quero. ? ele a aperta mais forte.

    - Eu te mato... ? a energia azul aflora de sua pele, seus olhos brilham como diamantes.

    O homem fica satisfeito, pega um pouco de terra do bolso e começa a sugar a energia do corpo de Raquel, mas antes que perca a consciência, ela levanta a mão e estoura o cano que passa dentro da parede, esguichando água naquele homem e apagando o fogo da casa.

    ? O que foi que ele fez? ? ela olha ao redor ? Aquele covarde, agora eu mato ele.

    Ela corre na direção de sua mãe desfalecida no chão.

    ? Por favor, mãe! Você está bem? ? ela começa a chorar e as lágrimas caem no rosto de sua mãe, Tânia emana um brilho e todas as feridas cicatrizam, seus olhos abrem como se tivesse acabado de acordar se um sonho.

    - Mãe! ? ela abraça bem forte.

    - Minha filha se acalme! ? ela passa a mão no rosto de Raquel ainda transformada ? não deixe que a fúria tome conta do seu coração, você vai fazer o que é certo.

    Raquel sorri com lágrimas nos olhos, ela se concentra e fecha os olhos e assim os traços voltam ao normal.

    ? Você está certa minha mãe, eu vou pra ilha que aparece em meus sonhos.


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