"Odeio acordar de madrugada", pensou Kenji, quando abriu os olhos, deitado num colchonete no quarto do Natsuru. Levantou-se e começou a olhar Natsuru dormindo calmamente, aparentemente livre de seus problemas.
"Bonito, gentil e forte. Não é a toa que ele tem aquelas três na cola".
Ao dizer isso, teve vontade de beijá-lo.
"Difícil controlar dois instintos. Vou tomar banho."
Procurando sua tolha, ele entra no quarto das garotas. Resolve perder um pouco do seu tempo observando silenciosamente as três beldades que ali dormiam. Pega a sua toalha, e ao sair, nota um movimento. Sem discernir qual das três foi, sai do quarto, com um leve sorriso.
"O que será que vai rolar?"
Chegando ao banheiro, começa a se despir.
De pele morena, seu peitoral e abdômen são a tentação de milhares de mulheres. O cabelo, preto cortado bem curto, lhe dá um ar sério. Pelo corpo torneado, havia várias cicatrizes, pequenas, mas vísiveis. Sua região pubiana era toda depilada, acentuando ainda mais o seu membro.
Entrou na banheira e ficou lá pensando na vida. Resolveu mergulhar, para ter uma reflexão mais tranquila.
Passos.
Alguém entra furtivamente no banheiro.
"Vou ter uma noite só minha com o Natsuru", ela pensava enquanto afastava a cortina.
Mikoto entra na banheira, se coloca sobre ele e puxa o garoto submerso. Depara-se com o olhar espantado de Kenji.
- Era pro Natsu... - sua boca é tapada pelo dedo dele. - Ssh, quer acordar a casa toda?
- Não, mas é que...
Ele faz um sinal pra que ela abaixe o tom de voz.
- Era pra ele estar aqui.
- ... Existem outros homens por aí. Você só falava de mim pra Sayuri.
- Mas vocês são a mesma pessoa!
- Isso não conta muito. O fato é que começei a gostar de você. Mas aí você sumiu de repente.
- Você veio pro Japão me procurar?
- Não. Mas acabei dando sorte. Não me diga que me esqueceu assim, tão rápido.
Ele aproximava o rosto lentamente, até não resistir e roubar um beijo dela, que corresponde vigorosamente. Cada movimento era perfeitamente sincronizado, pressionando seus corpos, um contra o outro, domados pelo ímpeto e pelo desejo de ter um ao outro. Ele então começa a beijar delicadamente o pescoço dela, que responde com gemidos entrecortados. Ele vai descendo, lentamente, até os seios dela. Não eram muito grandes, mas mais do que o suficiente para excitar os dois. Ele lambeu os mamilos dela com uma perícia exemplar, fazendo ela ficar mais inebriada de tesão.
Ela então sente o membro dele entre as pernas, ávido pra entrar na brincadeira.
"É isso mesmo que você quer? E o Natsuru?"
Ela o empurra, pedindo pra parar.
- Não vou me entregar a outro homem que não seja o Natsuru.
Ele reclina a cabeça por alguns segundos, como se pensasse numa solução pra aquilo. Então ele vira o rosto, com um olhar sereno.
- Então não preciso ser homem.
Rouba outro beijo, mais fervoroso ainda, já na forma feminina.
Ela reluta inicialmente, mas a excitação fala mais alto. Elas se reposicionam na banheira.
Sayuri sentou na banheira, abriu as pernas e Mikoto sentou de costas.
Os dedos de Sayuri dançam pelos mais pérfidos cantos do corpo de Mikoto com um vigor e uma naturalidade notáveis. Os seios são novamente acariciados, mas Sayuri não demorou muito neles. Suas mãos desciam pela cintura, como duas serpentes almejando o mesmo alvo.
Os dedos entram e saem suavemente, fazendo com que ela se contorça a cada movimento deles. Mais e mais. Uma das mãos a masturbava, enquanto a outra acariciava os seios. Sayuri ainda lambia o pescoço e a nuca, fazendo a Mikoto praticamente entrar em transe. De repente, ela parou de se mover.
"Já chegou ao orgasmo?"
Mikoto se vira pra ela. Tinha um pouco de saliva escorrendo pela boca, a respiração ofegante. Mas o olhar estava completamente diferente. Era mais sensual e maduro.
- Não é justo só você se divertir. Agora é o meu turno.
Quando Sayu se toca, já está colada na parede. Agora a outra está no comando.
Ela rouba beijos vigorosos e ferozes, como uma drogada ansiando pelo entorpecente. Abre as pernas da Sayu e começa a roçar seu clitóris com o dela.
"O que é isso? É mais prazeroso do que na forma masculina! Muito mais!"
Mais e mais.
Mais e mais.
Logo depois, as duas perdem os sentidos.