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    Capítulo 6

    Okaeri

    A população de Konoha estava agitada. Uns escondiam-se em becos e olhavam surrateiramente desconfiados, outros refugiavam-se em suas casas e trancavam as portadas das janelas como se tivessem visto um fantasma ? bem, o mais lógico seria ser mesmo um fantasma -. Os mais corajosos mesmos eram os pequenos Genin. Sabiam bem quem era aquele shinobi. Era um dos heróis de Konoha, o fabuloso filho primogénito dos Uchiha, o génio do Sharingan estava diante deles. Pouco se importavam se era um fantasma ou demónio, para as crianças o fascínio por aquele ser fazia os esquecer esses promenores. Corriam por entre as pequenas ruas da vila seguindo Itachi, sorriam, alguns coravam quando o Uchiha os alcançava com o olhar.

    Bem, o que era certo é que o alarido era grande o que rapidamente chegou aos ouvidos da Hokage.

    Tsunade- ?Que confusão é essa? Tanto barulho, esses genin são cada vez mais espalhafatosos. Olhando pela janela do seu escritório

    Shizune - ?È verdade, parece que os pequenos shinobis de hoje em dia esqueceram o que é o medo desde a nascença, e também as boas maneiras? - fechando os olhos e dando um profundo suspiro, com Ton Ton no seu colo.

    Tsunade- ? Deve ser a influência de Naruto nessas crianças. Ele pode estar cada vez mais próximo de tornar-se Hokage. È forte e possui uma compaixão que não conheço em mais ninguém, ficou mais adulto mas... ainda é barulhento, precipitado e não mede as consequências dos seus actos. E aqui está a prova, olha para eles a correr pelas ruas?- fechando os olhos um pouco aborrecida.

    Tsunade tinha muitos documentos para rever, montanhas de papelada se amontoava no seu escritório, por causa das casualidades da Grande Guerra ninja.

    Todos os kages ainda tinham imensas formalidades a tratar.

    Mas ela não era de ser propriamente empenhada, escapava-se muitas vezes dos seus deveres para ir beber um sake e toda aquela agitação não estava ajudar em nada na sua disposição para trabalhar

    -Shizune: ?È verdade, mas não deixa de ser um grande homem.?

    Ficaram por uns breves instantes cada uma perdida em seus própios pensamentos até que Tsnuade se levantou violentamente, deixando cair para o lado a cadeira onde estava sentada. Pôs as mãos no vidro da janela, encostou a sua testa e griou.- ?Impossíve!?

    Não podia ser, era Uchiha Itachi a caminhar pelas ruas da vila. Bem vivo. Aquilo não era o jutsu do Edo Tensei, ele estava mesmo... Ressucitado!

    Shisune não percebia bem o que se estava a passar, olhava a incrédula. Tsunade num gesto quase aerodinamico abre a janela onde estava encostada e salta. Shizune apercebendo-se que devia ser algo de grande importância para a Hokage ter aquele tipo de atitude a seguiu também. As duas num salto aterram no solo das ruas de Konoha.

    Tsnuade movia-se a uma velocidade louca, fazendo a população olha-la à sua passagem, Shizune seguia um pouco mais a tras incapaz de acompanhar aquela velocidade louca.

    A poucos metros Tsunade já avistava a razão dos seus actos precepitados. Shizune abrandou o ritmo também olhando chocada para o que avistava à sua frente.

    Tsunade parou mesmo em frente. Olhava o incrédula. Poisava o olhar nele e no seu irmão que agora tinha um olhar completamente diferente. Parecia que aquela dor que o consumia, que era sempre visivel nos seus olhos, agora era ocupada por uma luz de alegria e conforto.

    E depois olhou para Ebizou na costas de Itachi. Percebeu logo o que se tinha passado. Então era essa aventura que o ançião se referia naquela reunião há uns dias atrás. Era essa a sua missão. Ele se deu como sacríficio para ressuscitar Itachi. Fitou o chão por uns segundos, pensando como o mundo shinobi estava diferente. Como agora não estavam divididos entre fronteiras e conflitos de poder. Aquele velho ninja de Suna deu a sua vida por um ninja da Folha.

    O mundo estava diferente. Logo as lágrimas de alegria que enchiam os olhos e escorriam pelas suas faces ligeiramente rosadas.

    Tsunade: ? Okaeri...? (Bem-Vindo) ? sorrindo ao mesmo tempo que suas lágrimas continuavam a inundar o seu rosto.


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