Tiny Memories

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Tempo estimado de leitura: 2 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 2

    CAP 02 - A New Feeling?

    Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    O percurso até Cimarron não tardou em terminar, porque a via rápida estava cheia de carros abandonados a bloquear a passagem.

    ? Mas que merda!!! ? Diz Merle irritado com a situação. - A nossa única solução neste momento é irmos a pé até Cimarron. ? Tirando a sua mochila e armas.

    Tsubaki saio também da carrinha.

    ? Pergunta ai á tua amiga se sabe manejar alguma arma. ? Diz Merle num tom baixo.

    Aproximei-me dela, perguntei-lhe, está diz que não, faço sinal ao meu irmão respondendo-lhe á pergunta. Ele aproxima-se.

    ? Miúda, um aviso se não acompanhares o nosso ritmo deixamo-te para trás sem hesitar. ? Num tom serio.

    ? Ok. ? Tsubaki num tom baixo.

    ? Penso que deveríamos ir pelo bosque, ao menos lá estamos mais seguros e podemos esconder nos arbustos. ? Olhando para bosque. ? Tenho a certeza que dará á cidade.

    Passamos sobre as faixas de segurança da via rápida dechendo uma pequena vala até terra firme. Meu irmão é quem liderava o caminho, enquanto eu ia atrás e Tsubaki no meio de nós. Vi que ela estava um pouco insegura connosco, pelo caminho ouvimos um pequeno reacho.

    ? Parem!!! ? Ordenou Merle. ? Parece que alguém passou por aqui.

    ? Olhando para um pequeno arbusto, a onde seus ramos estavam quebrados. ?Pela seiva fresca que está aqui não foi á muito tempo. ? Voltando-se para nós.- Deve andar aqui algum morto. ? Com sorriso nos lábios.

    Prosseguimos com o nosso caminho pelo bosque sem grandes preocupações. Penso que pelo menos andamos umas 3 horas e 30, isto por causa do posicionamento do sol. Reparei que Tsubaki começava a ficar ofegante, mas mesmo assim ela continuava ao nosso ritmo, até que as suas pernas cederam por completo.

    ? Penso que não esqueces-te do que disse, certo?

    ? Sim não me esqueci. ? Levantando-se com alguma dificuldade. ? Podemos continuar.

    Merle recomeçou outra vez andar a passo rápido, mas Tsubaki andava lentamente apesar de querer acompanhar nosso ritmo. No horizonte o sol já começava-se a pôr.

    ? Teremos de acompanhar aqui. ? Diz Merle poisando a mochila. ? Meu rapaz vai á procura de lenha que eu trato do nosso perímetro de segurança. ? Olhando-me.

    ? Ok.

    ? E eu? ? Diz Tsubaki ? Em que posso ajudar?

    ? Bem tu....tu....- Pensando. ? Sabes fazer uma fogueira?

    ? Não. ? Um pouco desapontada com a sua resposta.

    ? Então....hum....

    ? Ela pode vir comigo encher as garrafas de agua no rio aqui próximo. ? Disse pegando na minha arma.

    Merle sorri-se com ar pervertido.

    ? Espero que aproveites bem. ? Rindo-se enquanto começar a marcar o perímetro.

    ? Como querias. ? Virando-lhe costas com desprezo.

    Tsubaki acompanhou-me a bom ritmo, mas por pouco tempo pois ainda não tinha recuperado o folgo a cem porcento. O som da agua acorrer indicou-nos que estava-mos perto, para minha supressa havia pequenos troncos de iam dar jeito para a fogueira. Dei a Tsubaki as garrafas que eram para encher. Como ela tinha uma subtileza incrível e cuidada na execução da tarefa.

    ? As garrafas já estão. ? Com sorriso nos lábios.

    ? Ok, isto deve chegar para a fogueira. ? Com três troncos médios, por baixo dos meus braços.

    ? Queres que te ajude a levar algum tronco?

    ? Não é preciso, alias ainda não recuperas-te o teu folgo a cem porcento e isso só iria atrasar. ? Num tom pouco brusco.

    Nada disse Tsubaki apenas olhou para o chão com as garrafas ao colo.

    ? Vamos.

    Pelo caminho de regresso vi claramente que Tsubaki estava um pouco magoada. Talvez fui um pouco brusco com ela. Ao aproximar-mos do acampamento um terrível odor pairava no ar. Um odor a podre a cadáver em decomposição.

    ? Sejam bem aparecidos. ? Dando uns últimos toques nas pedras que circulavam o acampamento. ? De certeza que eles não atreveram vir até aqui. O nosso cheiro será disfarçado com este que paira no ar. Tive sorte em encantar um aqui a vaguear.

    ? Vou fazer a fogueira. ? Disse poisando a lenha, aonde iria realizar a tarefa.

    Merle começou a montar as tendas, enquanto Tsubaki poisava as garrafas e observava-me a fazer a fogueira atentamente.

    ? Incrível. Eu nunca foi muito boa em acampamentos, o meu ex-noivo é que é.

    ? Hum.... ? Sem muito interesse no que dizia.

    ? Estou desejosa por chegar a Cimarron, para poder vê-los.

    ? Afinal o que fazias naquela farmácia abandonada? ? Um pouco curioso.

    ? Bem é que eu e meu ex-noivo somos os únicos do grupo que tem conhecimentos médicos, ele pediu-me que fosse juntamente com um grupo para ir buscar medicamentes ? Explicando-se. ? mas fomos surpreendidos pelos mortos, e depois todo aconteceu tão depressa. A única coisa que lembro-me fui do meu corpo estar paralisado pelo medo e .... ? Franzido o sobrolho. ? Já estava lá alguns dias, talvez á dois, não sei bem....

    Nesse momento o estômago de Tsubaki range por ter fome, ela cora um pouco envergonhada.

    ? Toma. ? Atirando-lhe um snack.

    Olha-me surpreendida pela minha acção.

    ? Obrigada. ? Agarrando gentilmente o snack.

    Em poucos segundos devorou o snack com grande satisfação.

    ? Delicioso.

    ? Bem eu vou caçar antes que anoiteça de vez. ? Diz Merle, preparando-se para sair.

    ? Espera ? Aproximando-me dele. - e ela?

    ? O que tem? ? Desprezando-a. ? Eu não sou pai dela, ela terá de se desenvasilhar. ? Voltando-me as costas.

    ? Por favor espera. ? Tsubaki aproximando-se de nós. ? Peço-te, que tragas também para mim. ? Com olhar suplicante. ? Eu posso pagar-te com mantimentos ou munições assim que chegarmos Cimarron. ? Com algum desespero na voz.

    ? Gosto dessa proposta. Sendo assim, todo bem. ? Sorrindo-se para ela. ? Vou indo.

    Tsubaki senta-se no chão a olhar a fogueira.

    ? Eu gostava de poder ser mais útil no campo de batalha. ? Pondo seus braços á volta dos joelhos com o queixo sobre eles. ? Meu pai nunca deixou-me manusear qualquer tipo de armas dizia-me sempre que era coisas de homens, as mulheres não tinham esse direito. Como era antiquado. Para dizer a verdade não tenho nenhuma saudades dele.

    Nada disse, apenas fiquei em alerta máxima para um possível imprevisto. A noite já se via e com ela troce uma leve brisa fria, Merle chega, trazendo consigo um par de esquilos e umas rãs selvagens. Preparou-os para assa-los.

    ? Espero que te agrade. ? Sentando-se ao pé da fogueira a observar a comida.

    ? Claro que sim, é não te preocupes. ? Diz Tsubaki.

    ? Meu rapaz, hoje dou-te a honra de fazeres o primeiro turno. ? Olhando para mim.

    ? Ok não te preocupes. ? Pegando num esquilo assado pronto a comer.

    Merle pega nas perninhas de rã para comer, bem como Tsubaki. A sua forma de comer era bastante elegante, apercebi-me que ela de algum modo estava agora a gostava da nossa companhia.

    ? Que delicia. ? Diz Merle. ? Agora para acabar em beleza, nada melhor que uma boa pinga. ? Tirando um pequeno frasco de Whisk. ? Vou deitar-me. ? Ao encontro da sua tenda.

    Durante algum tempo nós os dois não dissemos nada, apenas a chama da fogueira preenchia os nossos olhos semicerrados. Vi que ela encolhia-se um pouco. Será que tem frio? Levantei-me até á minha tenda de lá tirei uma pequena manta.

    ? Toma, põe isto. ? Entregando-lhe e sentando-me ao seu lado.

    ? Obrigada. ? Com pequeno sorriso.- E tu não tens frio? ? Um pouco preocupada.

    ? Nem por isso, estou habituado a está brisa. ? Contemplando a chama da fogueira.

    ? De onde és? ? Curiosa.

    Demorei algum tempo a responder-lhe, até que ela acabou por desistir da pergunta.

    ? Os meus pais emigraram para a América quando tinha 12 anos, nunca foi a favor da mudança, após a minha mãe morrer, meu pai e eu nunca tive uma relação de pai e filha. Talvez por ter nascido rapariga. ? Rindo-se com amargura. ? Sempre quis ter irmãos mais novos ou velhos, mas nunca tive. Tu e Merle parecem darem-se bem.

    Não estava nem um pouco de acordo com a sua observação, nunca eide esquecer-me daquele dia em meu irmão abandonou-me na floresta. Tive quase suas semanas sem comer ou beber como deve ser, mas graças isso tornei-me mais independente.

    ? Deve ser fantástico ter um irmão que se preocupa connosco.

    ? Não fales do que não sabes. ? Num tom brusco para ela, levando-me com sobrolho franzido.

    ? Peço desculpa, não queria....- Arrependida por ter perguntado.

    A sua expressão de tristeza, fez-me ver que talvez tenha ido longe de mais da maneira como respondi-lhe.

    ? Eu apenas estou com o meu irmão porque sozinho não iria sobreviver neste inferno. ? Sentando-me outra vez ao pé dela.

    ? Compreendo. ? Olhando para mim, a brisa da noite fez com que o seu cabelo dança-se.

    ? Desculpa-me por ter respondido mal. ? Num tom mais calmo.

    ? Sabes o que dizer Tsubaki, Daryl?

    ? Hum....- Pensando.

    ? Camélia. Dizem que não tem cheiro, mas têm vários tons de cor. Na minha antiga casa no Japão tínhamos varias no jardim. Foi a minha mãe quem baptizou-me com esse nome, ela sempre disse-me que todas as camélias tem um cheiro especial. Como tenho saudades dela, e tu também tens saudades da tua família?

    ? Porque queres saber isso? ? Um pouco irritado.

    ? Ok, eu não faço mais perguntas até ao amanhecer!!!

    A noite estava calma, sem grandes alarmes, por vezes Tsunbaki bocejava.

    ? Se quiseres podes ir deitar-te na minha tenda. ? Apontando-lhe.

    ? Então aonde dormes tu? ? Curiosa.

    ? O que aconteceu ao ?não vou fazer mais perguntas até ao amanhecer??

    ? Compreendido.

    Tsubaki entra na minha tenda e Merle sai da sua, para substituir-me na vigilância.

    ? Esta noite ainda só é uma criança. ? Num tom pervertido.

    Nada disse apenas levantei-me para ir dormir, dentro da tenda Tsubaki olha-me surpreendida, sentei-me no chão, despi a camisola que tinha vestida, ela virou-se de costas para mim um pouco corada. Não liguei muito á sua atitude, senti um ligeiro ardor no braço, soltei um ligeiro gemido.

    ? Oh!!! ? Diz Tsubaki voltando-se para mim. ? Deixa-me ver. ? Pondo a sua mão no meu braço.

    ? Não é preciso. ? Soltando-me dela com alguma brusquidão. ? Vai dormir que amanhã termos um longo dia pela frente.

    ? Por favor deixa-me ver, se isso infecta será pior. ? Num tom serio. ? Eu sei do que estou a falar.

    ? Como queiras, se te faz mais feliz.- Cedendo.

    Dentro do bolso da camisa ela retira uma pequena embalagem. Talvez fosse uma pomada. Como era meiga a pô-la, via-se que tinha gosto no que fazia. Nossos olhares cruzaram-se, por alguns segundos, senti algo diferente em mim, foi uma sensação diferente de quando estou no campo de batalha não ser explicar bem.

    ? É o mínimo que posso fazer. Já está. ? Satisfeita.

    ? Obrigada. ? Vendo a ferida.

    ? Ora essa, - Rindo-se.- Boa noite. ?Deitando-se de costas para mim.

    Nada disse apenas deitei-me, a sua respiração era inaudível. Voltei-me de barriga para cima com a nuca apoiada nas mãos. Por algum motivo o sono não vinha, virei o meu rosto, para ela a pele branca do seu rosto era quase prefeita. Para dizer a verdade já muito tempo que não dormia ?acompanhado?. Se quisesse poderia ter tornado Tsubaki minha, mas não sou demasiado ?mau? a esse ponto para faze-lo ao contrario do meu irmão que é bem capaz.

    De qualquer forma, manhã ela ira seguir o seu caminho e o nós o nosso.


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