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Era um alivio passar alguns dias visitando o Museu do Vaticano. Mergulhar, em um mundo onde sempre se sentirá segura, Sakura achou que logo se esqueceria de Corzena. Mas não foi assim.
Lendo um pergaminho do século XIV, recordou a porta que quase se abriu... e logo em seguida se fechou.
Fechou-se para ela, e isso era o que mais a magoou. Sasuke testava a porta só para se certificar de que foi deixada aberta para ele, e ai a rejeitou. A mensagem não poderia ser mais clara.
Na viajem de volta, não aconteceu nada de especial entre os dois. Na certa porque não havia, da parte de sasuke, nada mesmo, concluiu Sakura, amargurada.
Quando Sakura, chegou à mansão uchiha,depois da viaje e de três dias de visita ao museu, já era noite, e Mikoto estava ansiosa a sua espera.
_Seu pai telefonou, querida. Eles voltaram e estão ansiosos para vê-la. Nós três fomos convidados para jantar amanhã à noite. Tentei ligar para Sasuke, mas vocês haviam desligado os celulares. Desse modo, aceitei o convite em nome de todos nós. Será que fiz bem?
_Claro! Como meu pai está?_Perguntou Sakura se animando.
_Emocionado com a notícia de seu casamento. Masato quer vê-la, e parecia mais simpático do que de costume. Desculpe-me, sei que ele e seu pai, mas é assim que eu sinto. Entretanto, se Masato for bom para você, pode ser do jeito que for.
Ao chegar para jantar, Sasuke ouviu a historia toda.
_Eu adivinho que estávamos atrapalhados com os preparativos da viajem para os casamentos de Pain e Madara e propus que deixássemos o jantar para quando retornássemos. Mas Masato insistiu para que fosse amanhã, e é compreensível, pois deve estar ansioso para vê-la._Disse Mikoto.
_É mais difícil do que imagina, mamãe. Eu tinha planejado passar a noite no escritório, para tomar certas providências antes de irmos para Veneza.
_Sugiro que peça para seu tio e para Pain adiarem o casamento_ Brincou Sakura no tom sarcástico que costuma usar para falar com Sasuke.
_Boa idéia! _Sasuke pareceu levar aquilo a sério._Mas eles são tão irracionais que acharão que os matrimônios são mais importantes do que meus clientes._ E depois sorriu para deixar claro que também estava brincando.
_Me conte tudo o que papai falou, Mikoto._Perguntou Sakura feliz.
_De novo? Certo, eu entendo._Mikoto sorriu._ Masato perguntou de você, se estava bem, se ficou feliz por conhecer Sasuke. Quis saber também se podia ficar sossegado e conceder sua mão a meu filho. Enfim, fez essas perguntas que todo pai faz.
_E que ele esperou tempo demais para fazer_ Concluiu Sasuke._Gostaria de saber o que está por trás disso tudo.
_Acha que o interesse de meu pai por mim precisa de uma explicação?!_ Perguntou Sakura irritada.
_O interesse repentino dele, sim, sem dúvidas.
_Eu vou me casar. Será eu isso não e motivo suficiente?
_É, acho que tem razão. Agora, preciso ir, já é tarde_ Disse Sasuke e saiu.
Para a noite seguinte, Sakura comprou um vestido novo, elegante, de seda preta, que combinava com a tiara de diamantes que Sasuke lhe deu de presente. A cabeleireira ajeitou a jóia no alto dos cabelos de Sakura que Estavam presos em um lindo penteado. Sakura tocou os diamantes e notou como eram frios. Assim como a tentativa de Sasuke de estragar tudo com os comentários maldosos que fez sobre o pai dela. Por que teria feito aquilo?,perguntou-se Sakura. Sasuke podia ser duro e gélido, mas desta vez ela teve a impressão de que Sasuke fez de propósito, só para magoá-la.
Sakura e Mikoto viajaram juntas no carro dirigido pelo motorista. Sasuke iria direito do trabalho.
Os Harunos moravam no bairro mais elegante de Roma, perto da catedral de São Pedro, em uma rua onde ficavam muitas embaixadas.
Quando chegaram, as duas viram Sasuke saindo do carro dele, uma BMW prata, ele notou como Sakura estava bonita, e fez um sinal da aprovação com a cabeça e disse:
_Eu sabia que essa tiara ficaria perfeita em você. Não é qualquer mulher que poderia usá-la.
Ao se aproximarem da porta principal, que se encontrava aberta para o jardim iluminado, Masato apareceu,abrindo os braços na direção de Sakura.
_Minha filha favorita! Que saudades!_Masato a abraçou pela primeira vez em muitos anos.
Masato usava uma colônia forte, e Sakura teve de fazer um esforço para não se esquivar.
O pai parecia envelhecido e engordou muito. A intuição de Sakura lhe dizia que havia algo de teatral e falso naquilo tudo.
Mas era seu pai, e Sakura esperava muito por esse momento. Então, resolveu sorrir e aproveitar a ocasião ao máximo.
Masato foi todo sorrisos com Mikoto e cumprimentou Sasuke como se fosse um irmão que não via durante anos. Sasuke, como sempre, foi um cavalheiro, mas reservado. Sakura entendeu que as maneiras afetadas do pai o incomodavam, embora Masato não notasse isso.
A esposa dele também não notou. Sakura constatou que a madrasta malvada desapareceu e em seu lugar surgiu uma mulher bondosa, e ansiosa por mostrar os laços que a uniam à enteada, a quem sempre rejeitou.
Só Suky continuava a mesma. Beijou Sasuke como uma irmã caçula, abraçou Mikoto, depois Sakura e depois provocou a todos por estarem um pouco à vontade.
À medida que chegavam os convidados, a atenção de Masato Haruno se desviava para recebê-los, e Sakura puxou Suky de lado, apesar dos protestos dela:
_Querida, também sou anfitriã, tenho muita coisa para fazer._Falou Saky.
_Você fará tudo que precisa depois de dar uma palavrinha comigo. Diga-me, por que Masato está agindo como se fosse um pai amoroso cheio de orgulho da filha mais velha?_Perguntou Sakura.
_Entenda, meu amor, que papai ficou furioso quando recusei a proposta de Sasuke. O titulo, você sabe...
_Mas o titulo não será de Sasuke.
_No entanto, ele é sobrinho de um conde. Pappa é um esnobe, e mamma é pior ainda. Olhe, preciso ir, alguém esta me chamando. Suky saiu às pressas, deixando para Sakura a tarefa de decifrar a entrelinhas. Masato queria Sasuke na família como marido de sua filha predileta, mas Suky não aceitou. Então, ele se lembrou de que Sakura também era sua filha, e ela teria de se casar no lugar da irmã. E agora que séria útil foi até promovida à favorita. Claro como água.
A festa corria, muito animada. Masato não se cansava de elogiar Sakura, e também não poupava elogios a Sasuke. Fazia a mesma coisa observando varias vezes, quando terminava a inspiração.
Depois da primeira decepção, Sakura começou a sentir pena de Sasuke, e ficava cada vez mais embaraçada ao ser apresentada para as pessoas como ?? Minha filha Sakura, noiva do sobrinho do conde Uchiha??.
Sakura acreditava que a situação não podia ficar pior, mas estava enganada. Masato começou a falar que ??A queria filha?? dele passaria alguns dias em Veneza na semana seguinte, pois iria a dois casamentos. E repetia a todo instante que ela deveria mandar lembranças para o conde Uchiha, ??um velho e querido amigo??. Sakura quase morreu de vergonha, quando percebeu que Masato estava querendo receber um convite para os casamentos. Por isso, o jantar daquela noite era tão urgente!
Sakura não tinha coragem nem de olhar para Sasuke, mas quando o fez isso, viu as feições dele rígidas, como se usasse uma mascará de cortesia. E assim que teve chance, pediu licença e saiu. Sakura desejou sumir, enfiando-se em um buraco qualquer.
Nos fundos da casa havia uma estufa enorme, onde os convidados mais velhos tinham se sentado para conversar. Ao ver Mikoto, Sasuke foi até lá e, enquanto entrava, ouviu uma voz feminina falar:
_Uma mulher estranha, e mais inglesa do que italiana. Apesar do sobrenome. Ora, ora, Mikoto... Me espanta você concordar com essa união. Sakura não tem classe e nunca será uma de nós.
A presença de Sasuke provocou uma inquietação gera. A baronesa Naoko era uma mulher magra, de olhar inexpressivo, que parecia ter apenas arrogância e nada mais. Ao ver que Sasuke escutou a conversa, calou-se. Por susto, não por vergonha.
_Suponho que não tenha lhe ocorrido, baronesa, que minha noiva não quer ser uma de nós. Ela é uma mulher original, corajosa, tem estilo próprio e é inteligente. Em poucas palavras, é tudo o que desejo que seja._Falou Sasuke firmemente e bastante sério.
Havia anos que ninguém ousava criticar a baronesa em público, e a atitude de Sasuke a deixou pasma.
_Acho natural que você a defenda. Mas tome cuidado, rapaz, para não ser rude. Se não me engano, meu marido é um de seus clientes mais importantes.
_Todos meus clientes são importantes, e aceite minhas desculpas por recusar-me a discutir esse assunto com qualquer outra pessoa que não seja seu marido. Se ele quiser investir em outro banco, sem dúvidas irá me avisar. Existem muitas outras instituições onde será bem-vindo. Com licença.
Quando Sasuke saiu, Mikoto se levantou e foi atrás dele segurando-o pelo braço.
_Muito bem, querido!Nunca suportei aquela mulher!_Disse Mikoto, muito feliz._Foi um encerramento perfeito para uma noite perfeita.
_Não está indo embora, está, mamãe?
_Sim, me sinto um pouco cansada. O motorista vai me levar para casa. Você leva Sakura mais tarde.
_Acho que ela precisa de seu apoio, mãe. Tenho certeza de que ela não se deixou enganar.
_Eu também. Sakura não queria enxergar a realidade porque queria sentir que ainda tinha um pai, mas é inteligente demais para se enganar por muito tempo. Que homenzinho esnobe e horroroso! Não entendo como pôde ser filho de Etta. Mas acho que é com você que ela deveria conversar.
_Mamma... O que eu posso dizer para Sakura?
_Meu filho, se não sabe como consolá-la quando ela está triste, tudo o que tenho a lhe dizer é que já está na hora de descobrir.
_Farei o possível.
_Sasuke, como estão às coisas entre você e Sakura?
Sasuke deu de ombros e falou:
_Como posso explicar? Ela oscila o tempo todo, como uma gangorra, com altos e baixos. Acho que não gosta de mim.
_Que é isso?! Impossível!
Sasuke deu uma risada.
_Esta e minha mãe!_E a beijou no rosto._Boa noite.
A noite parecia interminável diante de Sakura. Quando Mikoto se despediu, teve vontade de ir junto, mas era cedo demais. Mikoto tinha desculpa do peso da idade, mas se Sakura saísse naquele horário, seria um insulto. Foi então que Sasuke apareceu a sua frente com uma xícara de café.
_Aquente firme. Prometo tirá-la daqui logo.Disse Sasuke.
_Será que sou tão transparente assim?_Disse Sakura aceitando o café.
_Pode acreditar que sim.
_Oh, querido, espero não ter ofendido nenhum de seus clientes importantes...
_Não. Eu mesmo fiz isso, mas foi por uma boa causa. Depois te conto.
_Sasuke, meu garoto!_ Masato bateu no ombro do futuro Genro._Acabei de me despedir de sua adorável mãe. Claro, que compreendo que Mikoto precise economizar energia para viaja a Veneza, na semana que vem. Casamentos em geral são muito cansativos, ainda mais quando a festa é grande. Aposto que eles nem sabem o tamanho da lista dos convidados._Falou Masato.
Incapaz de suportar mais daquilo, Sakura virou-se e s afastou, deixando Sasuke nas garras do pai. Não gostou de fazer aquilo, mas se ficasse teria dado um grito.
Uma hora mais tarde, Sasuke retornou a seu lado.
_Não foi muito gentil de sua parte, mas não a culpo. Venha, estamos de saída. A menos que queira ficar mais.
_Me leve embora daqui, por caridade!_ Sakura quase implorava.
Demorou quase quarenta minutos até conseguirem se despedir de todos. Em seguida, Masato os acompanhou até o carro, falando sem parar. Por fim, conseguiram partir.
No carro, permaneceu calado, enquanto Sasuke dirigia pelas ruas de Roma. Após algum tempo, Sakura falou:
_Você sabia, não é? Soube desde o momento em que recebemos o convite, e tentou me avisar ontem
_Imaginei que deveria haver um motivo para Masato se lembrar de repente de que era seu pai. Perdoe-me. Foi uma decepção para você.
As palavras eram doces, embora Sasuke permanecesse com o olhar fixo na estrada e nem ao menos segurasse a mão dela.
Quando pararam na frente da mansão. Sasuke disse:
_Não vou entrar. Preciso voltar para terminar meu trabalho. Boa noite.
_Boa noite.
No quarto, Sakura jogou a bolsa em um canto e guardou a tiara. Ficou de pé perto da janela, sob a luz do luar, sentindo-se sozinha e desamparada. Aquela noite, algo lhe foi tirado, algo que jamais teria de volta. Antes, houve uma esperança, ainda que pequena, mas agora, estava tudo acabado. Aos poucos, se perdeu em pensamentos, e não saberia dizer por quanto tempo ficou parada ali, quando ouviu alguém bater a porta.
Ao atender, deparou com Sasuke, sem o paletó e a gravata, com um bule de chá e uma xícara na mão.
_Trouxe algo de que precisa_ Disse, passando por Sakura_ Chá inglês.
Sasuke serviu o chá com leite, do jeito que Sakura gostava.
_Esta uma delicia. Obrigada._Sakura agradeceu.
Ela se sentou na cama, e Sasuke se acomodou a seu lado. Sakura viu nos olhos escuros dele uma expressão de bondade.
_Você não disse que ia embora?_perguntou Sakura.
_Mudei de idéia. Entrei e esperei, porque achei que você fosse descer. Como não desceu... Bem, talvez eu esteja começando a compreendê-la melhor. Achei que precisava conversar com alguém, e sei escutar muito bem.
_Agradeço por ter vindo, Sasuke. Mas não há nada pra dizer, há? Só tive certeza de uma coisa que acho que sempre soube. Deveria te encarado essa realidade anos atrás. Pensei que eu tinha feito isso, mas me enganei.
_Não vai cometer o erro de se importar com o que Masato disse ou deixou de dizer, vai?_Sasuke a repreendeu com carinho.
_Não, de modo algum. Afinal de contas, ele falou tudo que eu sempre quis ouvir. Só que os elogios não se dirigiam a mim, mas sim a você. Papai é um esnobe. E só porque me tornarei a sobrinha do conde, agora de repente virei sua filha de novo.
_Sakura, pare com isso! Você é uma mulher bonita, forte e inteligente. Construiu uma vida independente, graças a seu talento. Não precisa de seu pai, nunca precisou.
_Eu sei, eu sei. É bobagem a minha, não é?
De repente, as lagrimas começaram cair pelo rosto de Sakura, pôs a xícara sobre a mesa-de-cabeceira, e se desculpava por ter perdido o controle.
_Por que isso deveria significa algo, depois de tantos anos? Não sou mais uma criança._Sakura terminou a frase com um soluço, e de imediato, os braços de Sasuke a envolveram, firmes, cheios de compreensão.
_De certo modo, você é, Sakura. Nunca deixamos de ser criança. Os fantasmas estão sempre ali, durante a vida toda.
Sakura se segurou nele, pois não conseguiria parar de chorar aquela magoa, contida por tantos anos.
_Papai nunca me amou...
_No começou, amou. Lembra-se do que você me contou, que os dois se adoravam?
_Se me amasse de verdade, não teria me descartado, não acha?
_Não sei._Sasuke suspirou._algumas pessoas amam assim, de maneira superficial. Outras tem um jeito diferente._ Disse Sasuke esfregou o rosto nos cabelos de Sakura e abraçou-a mais forte e disse:_ estou aqui, estou aqui!
Sakura tentou falar, mas não conseguiu.
_ O que é?_Sasuke pegou o rosto de Sakura entre suas mãos._Me conte
_Nada, estou melhor agora.
_Duvido._Tirou do bolso um lenço e enxugou as lagrimas dela.
_Como acha que estou?_Perguntou Sakura olhando o rosto de Sasuke bem de perto.
_Parece uma menininha que acaba de descobrir que o pai não a ama. Mas não vai se deixar levar pelo desespero. Sabe que o mundo ainda tem muito a lhe oferecer.
_Não sei o que seria, Sasuke. No momento, nem ao menos sei se isso faz alguma diferença.
_Nunca diga mais uma coisa dessas! Eu a proíbo! Só os fracos dizem que não se importam com nada, e você é uma fortaleza. É do tipo de pessoa que luta pelo que quer até o fim.
Sasuke a estudou por um instante, e depois se inclinou para beijá-la nos lábios. Primeiro de leve. Era um toque muito delicado, mas suficiente para trazê-la de volta a existência. Sakura correspondeu ao beijo, encorajando-o a continuar.
Sasuke teve um momento de indecisão e levantou a cabeça, encarando Sakura, preocupado. Veio até o quarto dela para oferece conforto, mas não daquele jeito. Nos olhos de Sasuke, Sakura via o ??homem de palavra?? que ameaçava detê-lo. Assim, reagiu imediatamente, deslizando a mão pela nuca dele, puxando-o de volta, para que seus lábios mornos pudessem dizer-lhe, em silencio, o que ela desejava. E estava pronta para Sasuke, com a boca entreaberta, a espera de mais um beijo.
O sinal verde de Sakura serviu de estimulo, e Sasuke decidiu prosseguir, os movimentos sensuais e decididos dele demonstravam que agora se sentia livre para fazer o que quisesse. Antes de começar a explorar o interior da boca de Sakura, provocou-a com a ponta da língua. A reação dela foi imediata e eletrizante. Nenhum outro beijo foi capaz de causar tanta emoção, e aquilo não bastava para Sakura. Agora o desejava de todas as maneiras possíveis.
Sasuke beijou-lhe o pescoço, e Sakura suspirou, trêmula. Era muito bom senti-lo beijando um seio, enquanto a mão acariciava o outro. O decote do vestido de Sakura era baixo, mas não o suficiente para Sasuke, que, impaciente, num gesto brusco, rasgou.
Sakura experimentou um frio repentino, quando seus seios ficaram a mostra. Parecia flutuar, como se sua alma se libertasse. Queria o amor de Sasuke, desejava a paixão dele e jurou para se mesma que, se não pudesse ter o amor, teria a paixão.
Sasuke pôs a cabeça entre os seios de Sakura, sentindo com a língua a maciez de sua pele. Onde quer que a tocasse, a resposta era imediata, com arrepios incandescentes que se espalhavam pelos braços , pernas e entre as coxas.
O vestido foi rasgado até a cintura e, à medida que a tocava, Sasuke notava o brilho no olhar de Sakura. Lendo neles um sinal de consentimento, forçou ainda mais o tecido e o rasgou ainda mais.
Sakura se aproximou e começou a desabotoar a camisa de Sasuke. E ele terminou de desabotoar e, jogando a roupa longe, trouxe Sakura mais perto de si. Sakura queria que a luz fosse mais forte, para que pudesse vê-lo. No entanto, experimentava apenas a sensação da nudez de Sasuke contra seu corpo.
Com movimentos lentos e sensuais, as mãos de Sasuke a exploravam na intimidade, fazendo Sakura se contorcer, numa sensualidade que nem ao menos sabia que possuir. Também começou a explorá-lo e descobriu que os ombros de Sasuke eram tão largos quanto imaginava quando o via de paletó, as costas largas e flexíveis, os quadris estreitos. Em seus pensamentos delirantes, Sakura se prometia que faria isso muitas vezes com Sasuke, aprenderia os carinhos preferidos dele, saberia provocá-lo. Enquanto isso, ia aprendendo, e era maravilhoso.
Sasuke tocava as coxas se Sakura, deixando ela alucinada. E Sakura soltou um longo gemido, e Sasuke se mexeu um pouco, para conseguir ver o rosto dela, agora sobre os travesseiros, com os magníficos cabelos rosa despenteados.
Sakura teve a impressão de que murmurava o nome de Sasuke, mas não estava bem certa, e no momento sequinte, Sasuke se colocava entre suas pernas, enlouquecendo-a cada vez mais, até que estivesse pronto para o momento de penetrá-la. Então no momento seguinte, tudo ficou no lugar certo, perfeito, como deveria ser...
Ele se movia com ímpeto dentro dela, enquanto Sakura, adorava cada segundo, viu que Sasuke tocava seu rosto, de leve. Era difícil acreditar que ele fosse capaz de gestos tão carinhosos. Não combinava com Sasuke que conhecia, tão senhor de si, mas talvez combinasse com o homem sensível que se escondia no fundo de seu ser.
E naquele momento, era esse Sasuke que a acariciava, Sakura teve certeza disso. Sakura teve controle de raciocinar até certo pondo, foi quando todos os pensamentos coerentes se apagaram, e a volúpia tomou conta de tudo. Ela teve impressão de que se dissolvia no ar: e o mundo se partiu em milhões de partículas que iluminaram o universo, antes de se juntar outra vez, para se recompor sem, no entanto, ser o mesmo. A terra jamais seria como antes.
Sakura tentou dizer algo, mas Sasuke pôs os dedos em seus lábios, e com os braços ao redor dela, murmurou palavras de amor. Um torpor intenso tomou conta de Sakura, até que caiu no sono, ainda nos braços de seu amor.
De manhã bem cedo, ainda tonta de sono, Sakura percebeu um movimento na cama. Abriu os olhos e viu Sasuke se levantando em meio à madrugada.
Na noite anterior, tinha sentido o corpo dele, mas teve pouca chance de vê-lo por causa do escuro no quarto. Agora o via por inteiro. As pernas longas e de coxas musculosas, os quadris estreitos e fortes.
Sakura se lembrou força, de como Sasuke a levou ao êxtase, e esse recordação a fez se aquecer por dentro. Se ele quisesse fazer amor mais uma vez, Sakura não se importaria...
No entanto, Sasuke se vestiu as pressas. Sakura fechou os olhos e permaneceu deitada,observando os movimentos tensos de Sasuke, esperando que a acordasse para se despedir. Ou quem sabe, a beijaria, e Sakura então lhe daria um abraço. Mas os movimentos cessaram e houve um longo silencio.
Quando Sakura tornou a abrir os olhos, viu Sasuke de pé, diante da janela, cabisbaixo, a imagem típica de um homem transtornado. Parecia mergulhado em tormento diante de uma cena que o perturbava.
Por fim, endireitou os ombros e sacudiu-se como se quisesse despertar de um transe e afastar os monstros particulares. Em seguida, saiu do quarto. Enquanto Sakura via tudo, fingindo estar dormindo.