Reencontro Numa Noite De Verão

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    Capítulos:

    Capítulo 3

    Redescobertas

    Hentai, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo

    Depois de tanto tempo, estavamos novamente, Danilo e eu na velha casinha da árvore, que fizemos quando crianças. Realmente a casinha estava aos pedaços. O período de chuvas a tinha feito enfraquecer ainda mais. Logo no terceiro degrau, a madeira cedeu.

    - Tem certeza...

    - Sobe logo ou eu te amarro e te puxo pra cima! - disse Dã, com toda sua delicadeza.

    Subimos, enchemos nossos colchões infláveis e começamos a nos divertir: comemos porcaria, lemos mangás à luz das lanternas e da lua cheia, e obviamente, conversamos muito. Relembramos do passado e de tudo que fazíamos juntos. Ele me falou sobre tudo que havia feito na escola nova e sobre todos seus amigos. Inclusive, uma das minha preocupações era aquele cheiro de mofo fazer mal ao Dã e sua asma, mas ele não se importou:

    - Minha asma está quase inofensiva. - contou-me Danilo - Meus tios me colocaram numa academia para fazer exercícios inclusive natação.

    - Deu pra notar...

    - E de qualquer maneira, caso eu tenha uma crise, a bombinha está na bolsa. Não vou morrer.

    Eu ri, mas mesmo por hipótese, a ideia me deixava tenso. As horas foram passando e eu cochilei. Mas eu não queria dormir ainda, então reabri os olhos, e dei de cara com Dã, bem perto do meu rosto, passando o dedo em meu cabelo.

    - Te acordei?

    - Não... Na verdade, eu não quero dormir tão cedo.

    - Então vamos fazer algo para tirar seu sono.

    - Vamos falar de... Mangá! Você está lendo Naruto!

    - Claro! Mas o Kishimoto está demorando muito para colocar as coisas importantes... Acho que ele quer concorrer com a Malhação

    - Kkkkkkkkk - Ambos rimos.

    - E você anda lendo algum outro? - perguntei.

    - Alguns... - disse ele um pouco tímido. Ele hesitava a dizer a próxima frase, provavelmente com dedo de minha reação. - Você já leu algum... Shonen Ai?

    Fiquei sem saber o que dizer. Então disse a coisa mais inteligente que pude:

    - Shonen Ai? - Ele pensou que eu não sabia do que se tratava, então me explicou:

    - Bem... Você sabe que Shonen é uma história para meninos... E Shonen Ai é; história de amor.. Para meninos... Tipo...

    - Gay... - conclui. Ele estava completamente vermelho. Lembrava um tomate de óculos.

    - Já ouvi falar, mas nunca li nenhum... E você já... Leu algum... Yaoi?

    Não sei descrever sua expressão. Ele estava, simultaneamente surpreso, feliz e excitado. Ele me respondeu:

    - Já.. Já sim... Alguns.

    Sentia que meu coração iria pular do peito. Notei sobre a bermuda de Dã que seu pênis começava a ficar um pouco mais volumoso. Não sei o que ele me disse depois. Se eu mesmo disse algo, não me lembro. Eu estava tão nervoso e feliz por saber que, ao menos parcialmente, ele também sentia por mim o que eu senti por ele. Então. Ele pegou a minha mão. Me vi ali, sentado ao lado de meu melhor amigo, com vontade de beijá-lo, e pensei em como aquilo era estranho e o que os outros podiam pensar. Mas depois, olhei para seus olhos verdes, e pensei: "O mais estranho é não aproveitar a vida, e que se danem os outros! Afinal, não tem ninguém aqui...". Ele se inclinou em minha direção. Meu coração estava quase explodindo. Fechei os olhos e esperei nossas bocas se tocarem.

    Seus lábios macios... Suas mãos amorosas... Seu cheiro gostoso... Por um momento, pensei no porquê de eu nunca tê-lo beijado antes. Porque nunca tinha tentado sentir seu calor. A única vez que algo parecido havia acontecido foi no dia em que eu quase morri, e ele me salvou com uma respiração boca a boca. Mas dessa vez, eu não tinha água nos pulmões, e ele podia acariciar minha pele, e principalmente, estávamos sós. Não sei bem quanto tempo ficamos nos beijando. Quando nos largamos, eu estava ofegante, sentado no colo do Dã, com o maxilar levemente dolorido. Olhei para a expressão de satisfação em seu rosto. Eu nunca estivera tão feliz. Mas queria mais. Queria que ele ficasse ainda mais alegre em estar comigo. Tive uma ideia.

    - Espera aqui. - disse animado.

    - O que você...

    - Surpresa. Mas espera aqui. - Dã olhou para o próprio pênis e concluiu que seria melhor não sair memo.

    Quando voltei, estava com um frasco na mão. Olhei para Dã, sentado um seu edredom.

    - O que é isso? - perguntou-me.

    - Surpresinha - respondi com uma risada maléfica.

    Sentei-me em frente dele. Mandei que ele fechasse os olhos. Ele o fez, então abri sua boca, recostei sua cabeça para trás e drerramei chocolate em sua língua. Minha mãe havia feito um brigadeiro para por no bolo, e a sobra ela diluiu para ficar mais líquida e depositou em uma garrafinha. Nunca vira utilidade melhor para a calda de chocolate excedente. Enchi sua boca. Logo depois, comecei a beijá-lo. Fui beijando e derramando cada vez mais calda de chocolate. Quando dei por mim, ele estava melecado até o pescoço de brigadeiro.

    - Deixe-me limpá-lo. - disse a ele.

    - Com prazer - respondeu Dã, estendendo o pescoço.

    Comecei a lamber seu pescoço, descendo até o peito. Quando o melado estava acabando, derramei mais e continuei descendo. Continuei por seu abdome até chegar à cintura. Olhei para seu rosto e ele estava com uma expressão incomparável de prazer. Puxei sua bermuda para baixo, e depois, a cueca. Abaixo do umbigo, tomei o cuidado de lambuzar mais a direita - esquerda de Dã - para aproveitar mais a lambida. Fui chupando sua bacia até chegar à base do pinto subindo até a cabecinha. Quando ele estava completamente limpo, passei a língua de leve na cabeça, que estava quente e vermelha de tanto tesão. O brigadeiro acabou novamente, então derramei mais. Enquanto ele escorria como uma cascata, eu chupava seus ovos. Quando dei por mim, ele estava tão cheio de doce que o melado havia escorrido para sua cintura e principalmente para a base de suas coxas e dentre as pernas. Olhei para ele. Sua cara estava vermelha e sua respiração pesada.

    - Chocolate não se desperdiça, não é? - disse a ele, antes de abocanhar seu pênis.

    Engoli o cacete, subindo e descendo intensamente. Mas antes que o doce se extinguisse completamente, senti algo quente em minha boca. Ele havia gozado. Engoli tudo, e aproveitei para testar uma teoria: Ouvi dizer que após gozar, o pênis fica mais sensível. Decidi experimentar. Joguei as últimas gotas de chocolate na sua cabecinha quente e chupei rapidamente. Logo, desci lambendo novamente seus ovos, suas coxas... E não parei de descer. Comecei a levantar suas pernas e degustei o pequeno espaço entre seu saco e seu ânus. Nesse momento, Dã não estava apenas gemendo. Dava gemidas altas, ainda mais audíveis que o tom normal de sua voz. Ele começou a tremer e a se contorcer. Olhei em seus olhos e interpretei seu pedido silencioso: "Chupe meu cú".

    Não pensei duas vezes; comecei a chupá-lo, e logo em seguida, enfiar a língua. Dã estava quase gritando. Seus dedos, tanto das mãos quanto dos pés estavam apertados, e por algumas vezes, pensei que seus pulmões fossem explodir. Por fim, parei um pouco para respirar, mas ele queria mais. Muito mais. Ele abriu mais as pernas e me lançou um olhar sugestivo. Fiquei surpreso e nervoso, mas muito excitado. Como disse, nunca tinha sentido atração por algum homem, nem mesmo Dã, mas naquela noite, Ártemis (deusa da lua) e Afrodite (deusa do amor) se juntaram para nos pregar uma peça muito, muito quente. Eu olhava para Danilo e o via jogado no chão, iluminado pela lua cheia, ofegante de tesão e arreganhado de paixão (literalmente). Não poderia negar sua prece.

    - Vou pegar uma coisa - anunciei a ele.-Use sua bombinha para "espantar esse gato".

    Ele não podia falar, mas assentiu. Quando a asma de Danilo está o incomodando, ele fica com um barulho estranho no peito que parece um gato miando. Então, desde pequenos, usamos a expressão "ESPANTAR O GATO" como sinônimo de se livrar do incômodo na respiração, sempre com a bombinha ou inalação.

    Desci as escadas e entrei na cozinha, sempre com cautela. Se alguém me visse, notaria "quão feliz eu estava". Fui ao armário, peguei um pequeno pote e me dirigi à geladeira. A pior parte foi subir as escadas com o recipiente, principalmente faltando um degrau. Ao entrar, notei que Dã já respirava com mais facilidade. Ambos ainda estávamos com os pênis extremamente duros.

    - O que é isso? - perguntou-me.

    - Algo para ajudar.

    Tirei meu pinto para fora da bermuda e derramei um pouco do óleo gelado nele. Mesmo estando tão frio, meu cacete continuou ereto, na verdade, nunca tinha ficado tão duro. Enquanto o sangue subia por ele, podia sentir as bombadas do coração fazendo-o latejar. Logo depois, derramei óleo também no cuzinho de Dã. Naturalmente, ele gemeu. Comecei enfiando um dedo para lubrificá-lo, mas notei que ele estava gostando, então coloquei dois. Eu estava explodindo de tesão, então enfiei o cacete. Queria ser cuidadoso e romântico, mas estava cada vez mais excitado com aqueles gemidos, e quando notei, já havia entrado com tudo. Olhei para ele. Sua expressão era de prazer. Pensei em falar com ele, mas ele não me esperou falar:

    - Enfia! - ordenou Danilo - Não para não!! Enfia tudo!!!

    Não tive escolha. Comecei a devorá-lo. Depois de um tempo, notei que ele estava sangrando, mas ele não me deixou parar. Depois de um tempo, gozei dentro dele fazendo-o gritar de satisfação, mas depois de tirar, ele começou a me chupar. Aquilo realmente me levou a loucura. Quando meu pau estava bem duro novamente, Dã sentou nele e começou a subir e descer. Eu poderia ficar ali horas, e de fato, não sei quanto tempo ficamos. Só sei que depois de foder muito, gozar até meu saco se murchar e meu pau começar a doer de tanto meter, dormimos abraçados, sem camiseta e sem cuecas por baixo das bermudas.

    Quando o sol veio nos acordar, ficamos juntos olhando o céu escuro se iluminar até se tornar azul. Nunca estive tão feliz. Queria que aquele momento nunca acabasse, mas é claro que infelizmente acabou. Perto do meio dia, acordamos e Danilo foi para sua casa tomar banho e se preparar para voltar para São Paulo, mas com a promessa de voltar assim que possível. E eu fiquei para sempre marcado por aqueles momentos.

    Se alguém me perguntar qual foi o melhor dia de minha vida, certamente responderei: Foi o dia em que morri. Quando morreu o velho Caíque: covarde, sem amor, solitário, e renasceu um novo Eu, mais confiante, mais certo de seus próprios sentimentos, e com esperanças de em breve voltar a ver meu grande amor. Agora, sempre que vou tomar banho e vejo a casinha pela janela do banheiro, não lembro do Dã com saudade e rancor de meus atos, mas lembro-me dele como o amor da minha vida, e de nossa experiência na noite passada. Em noite em que morri.


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