O Céu não é Cor de Rosa

  • Thwila
  • Capitulos 6
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 1 hora

    18
    Capítulos:

    Capítulo 5

    Surpresas parte II

    Álcool, Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Hentai, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência

    A faca ainda estava posta sobre o pescoço de Maitê, a pressionando, impedindo de correr ou até mesmo fazer algum tipo de movimento involuntário. Ela era tão afiada que cortaria a sua carne em fração de segundos, não dando chance de escapatória, caso ela tente alguma coisa. Suas pernas tremiam tanto diante da situação na qual se encontrava que a jovem garota fazia um grande esforço para se manter de pé. O medo e o horror tomavam conta dela, as lágrimas encheram os seus olhos e um pequeno grito de agonia estava preso em sua garganta sem poder ser ouvido. Soluços e mais soluços acompanhados de choro eram a sua atual situação e pedidos de clemência por seus pais eram ignorados. Otávio e Verônica, que outrora estavam dormindo em seus quartos, foram arrancados de uma forma violenta e levados para a sala de estar com armas em todo o tempo apontadas para as suas cabeças.

    Havia também outros caras que estavam com os seus rostos cobertos com um pequeno tecido de pano preto que cobria toda extensão da cabeça, deixando de fora somente os olhos, nariz e boca. Eles passeavam por toda a casa afoitos e vasculhavam com avidez em busca de dinheiro ou coisas preciosas que poderiam carregar, pois do lado de fora uma caminhonete que outrora fora do de Otávio já estava no poder dos ladrões para a sua fuga.

    Correria e mais correria eram total de três pessoas. Três desconhecido encapuzados que estavam levando todo dinheiro que estava guardado dentro do guarda-roupa (sim, meus pais guardava dinheiro dentro do guarda-roupa, acreditando que ali poderia estar seguro, afinal quem olharia dentro de um guarda-roupa velho?) e também alguns bens mais somente aqueles que poderia ser considerado de grande importância como o notebook, televisão e outras coisas. Isso era aparentemente estranho, parecia que eles sabiam exatamente onde procurar tais coisas, principalmente o dinheiro que estava escondido na qual somente nós sabíamos.

    Havia também um pequeno cofre sobre a parede do quarto do casal que tinha dentro dele boletos de dividas a pagar e tal. O objetivo era confundir os ladrões caso um dia fossem roubados. Pois acreditava que isso poderia persuadi-los de alguma forma. Uma parte ficava no guarda-roupa e a maior parte depositados nos bancos. Isso era um fato convincente.

    — ONDE ESTÁ O RESTO DO DINHEIRO? — Perguntava um dos ladrões que descia as escadas, empunhando a arma para a cabeça de Otávio, que tremia e gaguejava pedindo por clemência.

    — Eu.... Só..... Te...nho... Apenas... Isso... E mais nada. Levem tudo o que quiserem apenas solte a minha filha e a nós também. Por favor! — Pedia Otávio com lágrimas nos olhos não sabendo se eles concederia o seu pedido, mais uma coisa era certa é que eles sabiam que no momento os ladrões encapuzados tinha o poder sobre as suas vidas. Se viveriam ou morreriam isso só dependeria da própria sorte.

    Um pequeno sorriso se formou nos lábios do jovem ladrão que tinha a arma apontada para Otávio. Um disparo foi feito e podia ser ouvido por toda casa. Os olhos de Verônica e Maitê se arregalaram enquanto o desespero tomava conta delas a deixando estática e paralisadas diante da situação.

    A baixo da cabeça de Otávio um pequeno buraco sobre o chão podia ser observado, saia pequenas fumaças e lágrimas escorriam sobre o seu rosto. Seria um possível livramento ou ele teria errado a mira?

    Gargalhadas e mais gargalhadas de deboche eram dadas pelos homens encapuzados que zombava deles, e ao mesmo tempo exibiam as suas armas, para amedronta-los.

    — Eu nunca erro velhote, lembre-se muito bem disso. Na próxima será a sua cabeça ou a cabeça da sua família. — ameaçava o jovem armado, enquanto brincava com arma com o dedo no gatilho.

    — Eu não vou repetir de novo. Ou você preferi, do modo mais difícil? — Enquanto falava isso, o jovem olhou para o outro comparça que mantinha Maitê refém sobre a faca. Ele parecia entender perfeitamente o código e riu a segurando com mais firmeza. Aquilo era tudo ou nada! Vida ou morte! — Se não for você, será a sua família.

    — Espere um pouco. — Gritava Otávio para um dos ladrões que o encarava de uma forma fria e impiedosa, ele não estava para brincadeira.

    — Todo dinheiro que eu tenho está depositado nos bancos, te darei tudo mais solte a minha filha. Por favor eu imploro! — Gritava Otávio desesperado.

    — Agora sim, estamos nos entendendo meu chapa. Faça a transferência e poderá viver ao lado de sua família novamente. — Dizia o jovem ao se aproximar de Otávio, se abaixando para está na mesma altura que ele, enquanto puxava os seus cabelos lisos e grisalhos ao apontar a arma abaixo do seu queixo.

    — Agora. Faça agora! — Ordenou o jovem de uma maneira fria e seca sem nenhum pingo de remorso. Ao olhar para o lado vendo Verônica que chorava baixinho de cabeça baixa disse, olhando para Otávio sorrindo. Um sorriso sarcástico.

    — Eu quero que ela faça a transferência. — Ao dizer isso Verônica se assustou com o tal pedido, levantando a cabeça e vendo que todos os encarava, abriu a boca para protestar mais foi chutada atrás de suas costas e arremesada longe com o rosto sobre o chão pelo terceiro comparça.

    — Ordene logo que ela faça a transferência ou todos vocês não verão a luz do dia e o nascer do sol. — ameaçava o jovem impaciente.

    — Bora, levante-se mulher! — Verônica por sua vez levantava devagar por causa da pancada. Sua barriga doía de tanto chorar e as suas costas. A dor que recebera lhe tirava o fôlego. Não estava com mais idade para isso.

    — Ande logo mulher lerda, acha que temos o dia todo para gastar com vocês? — Gritava um dos comparças que puxava o seu cabelo, e nocauteava o seu rosto e a esmurrava pelas costas deixando caída pelo chão.

    Verônica se esforçava novamente para se manter de pé, suas pernas tremiam, e todo o seu corpo e rosto doía por causa da pancada. Ao limpar o nariz que sangrava com o braço ela olhava atentamente para o rapaz que mantinha o seu marido refém e a sua filha também, dizendo: — Eu farei o que vocês pediram mais só lhe peços que não os façam mal. Eu imploro! Por favor! — A mulher estava em prantos, enquanto lágrimas escorria pelo o seu rosto ferido.

    — Então seja rápida e sem demora que logo, logo iremos embora. — falava de uma forma lenta enquanto sorria de puro desdém os ridicularizandos o desespero alheio. Verônica engoliu em seco.

    Minutos e mais minutos se passavam. Pareciam horas ou melhor uma eternidade. Um sofrimento que parecia que nunca iria acabar. A noite seria longa naquele dia, e o trauma do terror vivido se tornaria durante muito tempo feridas emocionais e na alma. Não se curariam facilmente.

    Lágrimas caiam sobre a face de Maitê, por mais que esteja livre no momento e não mais refém por uma faca afiada em todo tempo em seu pescoço. Ela chorava também por causa das economias de seu pai irem embora em questão de segundos. Tantos anos juntando para nada!

    Obviamente que isso seria ingratidão da parte dela por estar valorizando mais os bens do que a vida, diferente do seu pai que as abraçava agradecendo aos céus pela vida de sua família, mais por quanto tempo?

    A transferência havia sido feita e os assaltantes estavam se preparando para irem embora o mais rápido possível. Ao olhar para Verônica que estava ao lado de sua família aliviados e felizes por estarem bem. Puxa pelo braço da garota empurrando Otávio para que se afastassem levando-a com eles.

    Otávio e Verônica se desesperam gritando que eles não havia cumprido o acordo que fizeram caso eles enviassem o dinheiro como combinado.

    Um dos assaltantes que já se encontrava do lado de fora da casa e que tinha Maitê novamente como sua refém disse olhando para o casal de uma forma séria e impaciente.

    — Eu nunca cumpro o que prometo, esse é o meu defeito. Mais já a garota, eu gostei dela.

    — DESGRAÇADO. — Gritava Otávio mais era impedido por Verônica que o segurava. O jovem ladrão havia posto a arma sobre os ouvidos da garota caso eles se aproximassem. O dedo era certeiro sobre o gatilho e não haveria falhas, os outros dois ladrões já estavam dentro do carro a espera deles. Eles levariam a garota sem demora.

    Ao puxá-la para dentro do carro. Otávio corre em direção a eles para tentar impedir aquele sequestro. Eles não levariam a sua filha, mesmo que isso lhe custe a sua vida. Vendo o jovem que o pai da garota se aproximava, aponta a arma para ele para o intimidar. Vendo que não teria sucesso, decidi atirar.

    Um disparo foi feito sobre Otávio e dessa vez sem erro. O pai da jovem cai sobre os joelhos, e a sua barriga sangrava. — O tiro havia o acertado mais por sorte não lhe tirou a vida era o que pensava. Mesmo ferido e sobre os gritos de Verônica, ele se levanta com certa dificuldade, corre novamente para tentar os impedi-los.

    O jovem ladrão aponta a arma para cabeça de Otávio dessa vez o derrubaria para sempre. Mais vendo uma certa resistência por parte de Maitê que lutava bruscamente para não entrar no carro, não vê que na lateral da caminhonete algo o havia acertado o impedido de apertar o gatilho e matasse Otávio e Verônica.

    Ao olhar para os lados, ele vê um rapaz alto e musculoso que tinha nas suas mãos uma pá de pedreiro. Ele era o vizinho que morava na casa ao lado da de Otávio, que havia escutado os gritos e alvoroços.

    Rapidamente, a rua, que outrora era deserta, devido à hora avançada, encheu-se de curiosos, bisbilhoteiros e pessoas que pegavam tijolos e outras facas para tentar impedi-los, pois haviam se comovido com a situação e também porque aquela família era querida no bairro no qual morava.

    Vendo os ladrões que eles seriam linchados pelos moradores, grita para o companheiro entrar no carro ou os deixaria para trás. Vendo o terceiro que talvez eles não teriam sucesso na sua fuga. Empurre a garota para fora do carro quanto antes. Ao tentar entrar, é impedido por Otávio e o vizinho que o puxa pela camisa das costas para que saísse.

    O jovem ladrão machucado aponta novamente a arma para Otávio, mas é golpeado pela segunda vez pelo vizinho cujo nome se chamava Rodrigo. Porém, o disparo tinha sido feito, mas devido à pancada, o tiro saiu sem direção e atingiu o pé de Otávio, que gritava de dor sobre o chão.

    Rodrigo bate mais uma vez na cabeça do ladrão, que já estava desnorteado e tonto enquanto sangrava, cai sobre o chão completamente desmaiado. Os outros dois ladrões, com medo de serem mortos, aceleram o carro em alta velocidade, atropelando a todos que estiverem sobre o seu caminho.

    A fuga deles foi por um triz, mas a sorte não estava com todos. Os moradores, com raiva, se aproximavam para linchar o ladrão que estava caído sobre o chão. Mas é impedido pela polícia que apareceu de repente. Afinal, quem chamou a polícia? Eles pegaram o homem pelo braço, um de cada lado, e saíram arrastando até o carro, para desagrado da vizinhança.

    Maitê e Verônica corre em direção a Otávio que estava caído sobre o chão. Ele chorava e gritava de dor. Estava sangrando muito, provavelmente ele morreria de hemorragia caso a ambulância não chegue a tempo.

    Rodolfo, pai do Rodrigo, se aproxima da família ao lado de sua esposa. Ele era o melhor amigo de Otávio, e se conheciam desde a época da escola. Não tinha o que falar das amizades deles, era algo invejável.

    A esposa de Rodolfo tirou o seu casaco que estava vestida e colocou sobre a barriga de Otávio, pressionando-a, acreditando que talvez pudesse de alguma forma ocorrer a coagulação sobre a ferida para estancar temporariamente a hemorragia até a ambulância chegar. Uma pequena tentativa frustrante e que talvez não desse certo. Mas é o que salvaria a sua vida no momento.

    Rodrigo, desesperado, vendo a situação de Otávio se agravando, pega o seu carro para levar o homem ao hospital, porque acreditava que a ambulância não iria chegar a tempo e ele morreria. Otávio já estava fraco e sem forças e Rodrigo não sabia como carregá-lo até o carro sem que isso o matasse, porém, a ambulância chegou, levando o rapaz acamado e Verônica como acompanhante. Dando os primeiros socorros necessários.

    O medo e o desespero de perder o seu pai tomavam conta da jovem garota, ela estava nervosa e inconformada e chorava muito, sendo observada por todos. Que inconscientemente virou o centro das atenções. A esposa de Rodolfo, com pena da jovem garota, a convida para dormir em sua casa, na tentativa de acalmá-la e tranquilizá-la para que ela não fizesse nenhuma besteira e também pelo que havia ocorrido em sua casa, que imediatamente a jovem aceitou.

    Enquanto caminhava em direção à casa da esposa de Rodolfo. O mesmo apenas as observava, se afastando cada vez mais. Ele possuía uma cara de preocupado, poderia ser pela situação do seu melhor amigo, mas ao invés de mostrar apoio à sua família, com a qual convivia bastante tempo. O seu semblante mudou para um pequeno sorriso de satisfação. Afinal, chamar a polícia e a ambulância enquanto tudo estava ocorrendo fazia parte da sua extratégia.

    Ao se afastar dos moradores que estavam ao seu redor, que conversavam sobre o ocorrido, e outros estavam indo embora. Rodolfo procura um lugar isolado para que pudesse ficar sozinho por instantes. Ao colocar as mãos sobre o bolso, ele tira o seu celular e digita rapidamente os números sobre a tela em uma ligação confidencial. Ao ser atendido por outro ser atrás da linha que possuía uma voz grave, lhe pergunta. — Qual será o próximo passo, senhor?

    O silêncio se fez presente entre os dois rapazes, por alguns segundos. O outro ser que estava do outro lado da linha ansiava por uma resposta do seu superior, que não demorou muito em responder.

    — Prossiga como o combinado.

    E desligou o telefone, colocando novamente sua cara de tristeza e preocupação com atual situação a caminho de casa.

    Continua.


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