O Céu não é Cor de Rosa

  • Thwila
  • Capitulos 6
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 1 hora

    18
    Capítulos:

    Capítulo 3

    Despedida

    Álcool, Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Hentai, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência

    Naquele mesmo dia, Ashley recebeu alta, Marcos seu namorado a levou para sua casa levando com eles todos os pertences dela.

    Otávio seu pai não ficou muito satisfeito com a notícia mais não deu o braço a torcer. Tentava acreditar que poderia ser o melhor, afinal ter uma filha mal criada dentro de casa isso lhe geraria dores de cabeça.

    Maitê estava dentro do seu quarto, estava triste e sentia saudades da sua irmã caçula. Vê a casa vazia e sem ela para lhe encher o saco era super chato. Mas teria que se acostumar, afinal Ashley estava vivendo a vida dela.

    Deitada sobre a sua cama mexendo no celular, procurando alguma coisa para se distrair, para tentar aliviar o sentimento de tristeza que sentia, os seus dedos rolavam sobre a tela para cima e para baixo sem encontrar nada que chamasse sua atenção.

    O tédio predominava sobre o seu quarto e provavelmente alcançara toda a sua casa e era acompanhada com um sentimento de vazio existencial e solidão esmagadora e ao mesmo tempo angustiante. Já havia sentindo esse tipo de sentimento antes, será que poderia ser início de uma depressão?

    Enquanto pensava no que sentia, Maitê ouvi uma batida na porta do seu quarto e ao abri-la se depara com Verônica sua mãe, que a olhava com os olhinhos tristes e lacrimejados de tanto chorar. Me surpreendi com tal visão, mais algo dentro de mim me dizia que aquilo não era pela saída de Ashley. Me senti na obrigação de perguntar.

    - Mãe, aconteceu alguma coisa?

    Ela continuava me olhando enquanto as lágrimas desciam pelo o seu rosto, eu a olhava fixamente e sentia por um momento o meu estômago se revirar.

    - Maitê sua avó morreu.

    Ao escutar me senti completamente imóvel, paralisada com as suas palavras por alguns segundos. Não conseguir raciocinar direito, o medo e o desespero começou a tomar conta de mim, as lágrimas desciam e os soluços já eram notório.

    - O quê? - Foi a única coisa no momento que conseguir dizer, minha mãe chorava do outro lado.

    - Ela morreu de infarto fulminante.

    Eu não sei direito, tudo o que eu sei é que ela havia se aborrecido com um de seus netos que morava com ela por conta de dívidas de droga e sem falar que ultimamente ele tem se tornado muito agressivo não respeitando a idade avançada dela. Ela se aborreceu porque ele estava pegando as coisas de dentro de casa e vendendo sem permissão e o dinheiro que conseguia vendia para coisas erradas.

    - Sua avó tem problemas de saúde e estava sendo acompanhada pelo médico para lidar com a pressão alta, diabete e fibromialgia.

    Ultimamente a pressão dela tem estado muito alta por conta do estresse e preocupação e acredito que seja isso que a tenha matado.

    - Mais mesmo assim, ela não deveria ter morrido. - Dizia aos prantos não aceitando a perda.

    - Minha filha..... Eu sei mais do que ninguém era a minha mãe...... Eu cuidava dela, mandava dinheiro no que precisava, ia no médico com ela, me preocupava mais do que os meus outros irmãos. Ela teve 7 filhos e nenhum fazia por ela o que deveria ter feito. Ela dedicou a vida dela por nós e agora..... Já é tarde. Pelo menos a minha consciência está tranquila porque a minha parte eu fiz, mais...

    Sua avó era uma mulher sofredora. Sofrerá muito na vida desde a sua juventude. Casara desde cedo com apenas 16 anos de idade com um homem que o seu pai acreditava ser um bom partido porque ele sabia manejar muito bem uma inchada e também sabia como ganhar dinheiro e trazer sustento para a sua família. O problema é que ele era um homem pesado de língua, e iletrado, tinha uma boa lábia com as mulheres o que deixava sua avó bastante irritada. Esse relacionamento não durou muito tempo apenas 5 anos quando ele decidiu se juntar com as estrelas do céu, deixando nas costas de sua avó 3 filhos. Falecera cedo por tentar separar uma briga que acontecia nos campos na qual ele trabalhava.

    Um tempo depois sua avó se casou de novo com um homem que dizia que ela era uma mulher bonita assim como o sol é para o dia, as estrelas enfeitava o céu a noite. Ele era conhecido como o homem das cantadas, e para conquista-la arranjava flores para oferece-la todos os dias. Infelizmente seu amor não durou por muito tempo, ele se tornará um homem agressivo que a agredia todas as vezes que bebia ou quando não cedia aos seus caprichos, assustada e traumatizada ela fugiu para longe levando com ela os seus 7 filhos.

    Ela criou os seus 7 filhos sozinha na casa que outrora seria dos seus pais. Ela viveu por eles, deu tudo o que podia para eles, fez tudo o que podia para eles e mesmo depois dos filhos já adultos eles não retribuíram todo esse amor que receberá desde a infância. Nem eles e nem mesmo os filhos dos seus filhos, seus netos.... porém não todos.

    - Quando será o enterro? Perguntava Maitê para Verônica que ao mesmo tempo fechava os olhos e os abria novamente, já conhecia aquela história. Mais infelizmente minha mãe tem um hábito horrível de sempre ficar repentino as coisas se esquecendo que a pessoa já sabe ou quando presencia alguma coisa mais tarde ela vai lá e repete como se a pessoa não estivesse lá.

    - Eu ainda não sei... Se arrume nós vamos para a casa de sua avó. Lá é aonde o corpo será velado. - Só disse isso e saiu andando pela casa, estava arrasada e fazia o mínimo de esforço para não perder a razão.

    Maitê imediatamente saiu correndo e foi em direção ao banheiro para tomar banho, deixando separado suas roupas preta de luto.

    Aquele dia seria um dia triste para todos nós.

    ------------x--------------

    Alguns minutos depois, Verônica já estava pronta e o seu marido também. Os dois estavam vestido de roupas preta para representar luto diante daquela situação.

    - Maitê vamos você já está pronta? - gritava Verônica ao pé da escada, não estava com muita paciência para esperar por ela ou para ficar gritando, estava nervosa e o atraso dela só piorava as coisas.

    - Já estou aqui. - Falava enquanto descia as escadas acelerada

    - Vamos o seu pai já está nos esperando. - Dizia olhando para o chão, seu olhar era triste e ela fazia um esforço enorme para não cair em lágrimas. - E Eu apenas só acenei com a cabeça em confirmação.

    Entramos todos no carro que era dirigido pelo o meu pai Otávio, minha mãe estava sentada no banco ao lado dele com um lenço nas mãos de cabeça baixa chorando baixinho e eu estava sentada nos bancos de trás ao lado da janela, observando as pequenas casas que ficavam para trás a medida que o carro seguia o seu percurso.

    Ao chegar na estrada pegamos um enorme engarrafamento por causa de um terrível acidente de moto que acontecera. O motoqueiro tentava empinar a moto no meio de muitos carros e por causa disso acabou se desequilibrando e batendo bruscamente em um carro que vinha em alta velocidade. Infelizmente o motoqueiro não sobreviveu mas as pessoas que estavam sobre o carro ficaram feridas e foram levadas pela ambulância. Acredito que ficaram bem.

    Algumas horas se passaram e finalmente conseguimos sair daquele maldito engarrafamento.... Conseguimos sair para parar em uma terrível estrada de barro cheios de buraco que nos fazia pular e chacoalhar por horas, já que não poderia acelerar para não acontecer um acidente, infelizmente tínhamos que aguentar, eu me sentia dentro de um liquidificador que revirava e balançava até não poder mais.

    A casa de minha avó ficava um pouco mais a diante e já podia se ver pessoas na qual eu não conhecia e não fazia parte da família entrando e saindo da casa, provavelmente para ir ver o corpo, acredito que seja os vizinhos e amigos da minha avó. Pessoas chorando inconformadas, outros gritava alto ao ponto de ser seguradas, a frente de casa estava cheio de gente que conversa baixinho entre si dizendo que ela era uma pessoa amada e querida pela vizinhança uma coisa eu posso dizer todos estavam inconformados pela perda repentina de minha avó.

    - Que bom que vocês chegaram. - Dizia uma tia que saiu para nos receber, ela era a filha mais velha de minha vó, a primogênita o nome dela é Hadassa

    - Viemos assim que soubemos. - Dizia Verônica enquanto abraçava Hadassa

    - Onde está Ashley? Ela não veio com vocês?

    - Ashley teve que fazer umas coisas mais logo estará aqui. - Mentiu Verônica para Hadassa, na verdade ela não sabia sobre a sua filha caçula, afinal Ashley não tinha respondido as mensagens de sua mãe a respeito de sua vó. porém se ela tivesse dito a verdade isso não seria bem visto diante dos parentes.

    - O que seria mais importante sobre a morte de sua vó? As outras coisas podem esperar. - Falava séria e desapontada, afinal Ashley era uma das sobrinhas que Hadassa mais gostava.

    - Eu sei mais logo ela estará aqui, afinal de contas todos os filhos estão presentes? Perguntava Verônica para a sua irmã, que a olhava de cima para baixo, provavelmente esteja avaliando a minha roupa. Minha irmã ela sempre criticava as minhas roupas e dizia que eu não sabia me vestir muito bem e que eu tinha me jogado ao desprezo desde que eu engravidei da minha primeira filha.

    - Todos estão só faltava vocês. Me diga minha irmã porque vocês demoraram tanto para chegar?

    - Demoramos por causa de um engarrafamento na estrada

    - Entendo. Bom estamos todos nos organizando para o enterro da nossa mãe. - Falava enquanto as lágrimas desciam. - já compramos o caixão, já temos a certidão de óbito para comprovar o falecimento e ela será enterrada no cemitério dessa região daqui mesmo onde ela mora, o enterro será amanhã às 10:00 horas, peço a sua colaboração para que nos ajude dando uma contribuição para pagar o cartão por conta dos gastos, fizemos um gastos um pouco a mais de nosso orçamento porque não queríamos que ela fosse enterrada no chão e sim na gaveta de uma forma digna. Os cemitérios dessa região para quem são enterrados no chão é humilhante, para falar a verdade eu nem queria que ela fosse enterrada aqui e sim na cidade, mais a maioria optaram para cá.

    - Esse lugar era o lugar que ela amava, os seus pais moravam aqui e foram enterrados aqui e ela sempre dizia que quando morresse queria ser enterrada no mesmo lugar aonde os pais dela foram sepultados. Acredito que era uma forma de reencontra-los após a morte. - dizia Verônica olhando para sua irmã que olhava para as pessoas que estavam saindo da casa de sua mãe.

    - Nossos irmãos nem esperaram o corpo esfriar e já estão brigando pela casa. Eles querem vender e dividir o dinheiro para todos. Eu simplesmente não concordo ainda é muito cedo para pensar nisso, mais eles são teimosos.

    - Hadassa..... Eles nem parecem que a amavam, ela fez tudo pela gente, dedicou a sua vida inteira por nós e é assim que eles retribuem? - falava Verônica escandalizada

    - Admito os meus erros e me arrependo de todo o meu coração. Eu permitir que um de meus filhos morasse com ela acreditando que talvez a minha mãe soubesse criar mais do que eu, e também para cuidar dela por conta da idade avançada, 75 anos não é para qualquer um. O problema é que ele trouxe muitas dores de cabeça e eu não fiz praticamente nada. Era para eu ter feito mais, era para eu ter entrado com providência, era para eu ter arrancado ele de lá e não ter ficado quieta como sempre estive, era para eu ter me importado mais. Tudo o que eu fiz foi pouco. - dizia Hadassa para Verônica em lágrimas.

    - Onde ele está agora Hadassa? - perguntava Verônica para sua irmã mais velha

    - Depois que ela morreu ele fugiu porque sabia que todos os culparia. Eu não sei onde ele está agora. - falava em prantos - Eu sou uma mãe irresponsável...

    - Calma minha irmã não vamos nos desesperar agora, nossa mãe não ia gostar de nos ver assim

    - falava Verônica tentando consolar a sua irmã porém ela foi interrompida quando escutaram Maitê as chamando para que pudesse entrar na casa.

    - Venham aqui eu quero lhe mostrar uma coisa - falava Maitê com um grande sorriso no rosto. Verônica e Hadassa se entre olharam por um momento e decidiram segui-la.

    Ao entrar na casa estavam todos ali chorando amigos, vizinhos, parentes, netos, bisnetos e os filhos. Alguns estavam a base de remédios e outros estavam sentados com os olhos vermelho de tanto chorar. Era um cenário triste que transmitia muita dor diante de todos, alguns se lamentava por não ter sido melhor e os outros se desculpava diante do caixão. Mais uma coisa é certa... O arrependimento era notório.

    Maitê entra na casa e vai direito ao caixão que estava sobre a sala sendo velado, era uma mulher idosa de cabelos brancos, pele enrugada que dormia de uma forma tranquila, sua pele embranquecida tinha perdido a coloração, seu nariz tinha algodões, sua boca estava colada e as suas mãos estavam cruzadas na altura do peito sendo rodeadas de flores artificiais que cobriam o seu leito até os pés, e tinha também uma espécie forro de renda que cobriam todo o caixão inclusive o falecido.

    - Venham aqui - falava Maitê para a sua mãe e a sua tia, que vinham até ela deixando a todos que estavam ali presentes curiosos.

    - Ela está peidando, isso significa que provavelmente ela esteja viva - dizia com um grande sorriso no rosto

    Hadassa sua tia põe a mão sobre a cabeça desapontada e a sua mãe Verônica a baixa a cabeça e começa a olhar para o chão. Não estava para brincadeira.

    Alguns que estavam próximos ali presentes fecharam a suas caras e começaram a murmurar. Vendo Maitê que estavam falando dela, abriu a boca e quando pretendia pronunciar algo é interrompida pelo o seu pai que a repreende.

    - Maitê minha filha o que você está dizendo? Que tipo de conversa é essa no momento inapropriado como esse?

    - Não mais.....

    - Entenda uma coisa.... Quando uma pessoa morre existe bactérias do nosso sistema respiratória e do organismo que chega às correntes sanguínea iniciando o processo de decomposição, eles digerem e elimina gases com mal cheiro. Entendeu? Ela não está peidando porque está viva e sim porque sãos gases alojadas no estômago e intestino.

    - Ah! É... Desculpe pai eu pensei.....

    - Você não pensou nada, vá se sentar - falava isso para ela se aquietar e não sair por aí dizendo ou falando coisas que o povo poderia simplesmente encarar isso como uma zombação.

    A noite havia chegado, era uma noite fria e cheia de tristeza. A madrugada logo chegaria e todos estavam ali para passar os seus últimos momentos.... a despedida. Quando o sol raiou dando início a mais um dia se iniciando todos ficaram tensos e nervosos, logo chegaria o momento mais difícil da vida deles...... O sepultamento. Eles não estariam enterrando uma pessoa qualquer, e sim a mãe deles (a dor é maior), para os netos uma avó, para os amigos uma pessoa querida e para a vizinhança uma pessoa de caráter.

    Algumas horas havia se passado e finalmente chegou o momento de levar o corpo ao cemitério. Otávio, alguns tios, sobrinhos e netos

    Se puseram cada um ao lado do caixão para que pudesse levá-lo. Eles suspenderam o caixão que estava posto em uma espécie de mesa apropriada e levaram até a porta com os pés para a rua e a cabeça para baixo sendo acompanhada pela filhas e os outros que os acompanharam até o carro que já os esperavam do lado de fora.

    Maitê vendo tudo isso e observando o movimento disse para si mesma que nunca mais dormiria e nem deixaria a sua cama a pontada para porta para que os pés dela estivesse de frente para eles, porque isso lembraria a sua avó e também porque os mortos eram levados assim.

    Choro e mais choro já podiam ser ouvidos.... O carro havia partido ao seu destino levando com ele sua adorável avó para o seu último adeus. Cada um pegaram os seus carros, outros iam de carona e outros preferiram ir andando, já que o cemitério não ficava muito distante.

    Ao chegar lá Verônica e a sua família observa o caixão que estava posto sobre uma mesa de pedra para que pudesse ser velado pela a última vez antes do sepultamento. Eles só tinham pouco tempo e logo não a veria mais. NUNCA MAIS!

    Choro e mais choro já podiam ser ouvidos novamente, promessas sendo ditas, arrependimentos e pedido de perdão. Todos eles estavam aproveitando o último, pequeno e curto momento que ainda tinham antes de ela ser levada novamente.

    Quando enfim a hora chegou e o caixão já estava sendo levado para ser posto na gaveta sobre a parede que já os esperava.... era um momento de grande tristeza e dor que ao passar dos anos ela nunca sumiria por completo. Era um momento que a vida estava ensinando que ninguém vive para sempre e também que a valorização é enquanto está vivo para que o arrependimento não sobrevenha.

    Enquanto o coveiro estava lacrando aquela gaveta com cimento ao lado deles estava tendo um outro sepultamento só que no chão....

    Enquanto nós estávamos chorando pela nossa perda do outro lado aquela família também estava chorando pela a sua perda.

    Uma coisa é certa.... Aquele lugar era um lugar que mostrava a todos que quando enfim a hora chegar não poderia levar nada do que construiu em vida apenas as suas obras sejam boas ou más. Infelizmente.

    O sepultamento acabou e todos estavam voltando para as suas casas, cada um seguia em frente chorando e se lamentando... Mais seguia, a vida precisava continuar porém não precisava ser naquele dia.

    Enquanto todos estavam se distanciando seguindo os seus rumos de volta para casa, Maitê caminhava de passos lentos e observa a sua mãe que estava inconsolada e inconformada sendo segurada pelo o seu marido que a ajudava a andar. Aquele era o seu último adeus.

    Por um momento ela decidi parar de andar e olha para trás não virando o seu corpo mas apenas a sua cabeça para o lugar onde pusera sua amada avó. Sua doce vó que cuidará dela e de sua irmã quando criança, que colocava remédios em suas feridas quando se machucava, que costura e fazia suas roupas quando pedia. Não haveria mais.... NUNCA MAIS NESSA VIDA.

    Hoje ela brilharia junto com as estrelas do céu porque o seu papel aqui na terra acabou.

    Ao observar aquele túmulo ela então decidi dizer uma últimas palavras antes de ir embora e acompanhar a sua família que estava adiante, acreditava que talvez em um outro mundo seja lá aonde ela estiver, talvez possa ouvi-la por um momento ou por uma última vez.....

    - Adeus doce Margarida.

    Então Maitê decidi seguir em frente sem olhar para trás.

    Continua...


    Somente usuários cadastrados podem comentar! Clique aqui para cadastrar-se agora mesmo!