O Céu não é Cor de Rosa

  • Thwila
  • Capitulos 6
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 1 hora

    18
    Capítulos:

    Capítulo 2

    Revelação

    Álcool, Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Hentai, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência

    Boa leitura :)

    Eu estava perplexa diante de tudo o que estava acontecendo, parecia uma cena de filme, porém não era. Ashley estava no banheiro vomitando e o meu pai estava discutindo com a minha mãe, que tentava acalmá-lo e, ao mesmo tempo, tentava defender sua adorável filha. O problema é que o meu pai sempre fica agressivo toda vez que está nervoso, ele não tem muito controle sobre os seus atos e também ele não pensa muito antes de fazer alguma coisa ou tomar alguma decisão, pelo contrário, quando ele percebe, já fez. Por isso, todos nós temos medo dele.

    Verônica: Por favor, Otávio, não faça nada com a nossa filha. — Implorou Verônica, preocupada do que ele poderia fazer.

    Otávio: Verônica, de tudo o que ela tem aprontado, essa foi a pior de todas. — Falava sem olhar para sua esposa. Ele estava sério e cheio de raiva. Aquela noite seria uma noite turbulenta e difícil de ser apaziguada.

    Otávio: AASHLEEY. — Otávio gritava o seu nome, que podia ser ouvido por toda a casa. O estômago de Ashley se revirou e ela engoliu em seco.

    Otávio estava descontrolado, tomado pela raiva e andava pesado em direção ao banheiro no qual a jovem se encontrava. Sua esposa tentava segurá-lo pelo braço, mas ele facilmente conseguiu se soltar por possuir mais força do que ela. Verônica apenas chorou.

    Maitê: Calma, pai não é para tanto. — Minhas tentativas de acalmá-lo foram frustradas, quando ele me olhou pelos cantos dos olhos. Era como se eles pudessem falar dizendo: não se meta. Eu apenas me afastei.

    A caminho do banheiro, Otávio havia ido para outro lugar, para cozinha da casa. Verônica se assustou e entrou em pânico, achando que ele havia pegado uma faca para matar a sua filha. Enquanto eu apenas pensava, ele desistiu, era um alívio. Otávio aparece novamente segurando a bainha do facão e, em passos largos quase correndo, ele aparece na porta do banheiro. Ashley apenas ficou imóvel pelo susto e o seu medo tomava conta do seu corpo.

    Por frações de segundos, tentou fechar a porta do banheiro, porém Otávio foi mais rápido e empurrou a porta e ela se abriu, jogando Ashley para trás.

    Otávio começou a insultá-la dizendo palavras inapropriadas, enquanto Verônica tomava a sua frente, deixando o homem surpreso pela sua audácia.

    Verônica: Se você for bater nela, bata em mim — dizia, olhando nos olhos dele com a sua voz de choro e medo.

    Otávio: Saia da frente, mulher tola ou baterei nas duas. — Os olhos de Verônica se arregalaram, ele teria mesmo coragem de fazer isso?

    Verônica: Você bateria mesmo em mim? Na sua mulher? Você nunca fez isso antes.

    Otávio: Não vou repetir. Saia da frente ou baterei nas duas. Será que você é surda? — Otávio estava praticamente gritando e sem paciência enquanto Verônica apenas se calou novamente, porém permaneceu onde estava, na frente de Ashley, não deixando o homem passar.

    Ashley: Pare, mãe! Não a quero ver apanhar por minha causa. — Falava enquanto colocava a sua mãe atrás dela e fixava os olhos em seu pai de cabeça erguida, dando a entender que ela não tinha medo dele. O seu pai apenas sorriu com tal comportamento, era ousadia demais da parte dela.

    Otávio, sem pensar duas vezes, soca Ashley no rosto, que cai sobre o chão, mas é segurada por Verônica. Vendo o homem que a sua esposa apenas o atrapalharia na sua correção. Decidi bater nas duas para ensiná-las que certos comportamentos não são aceitos debaixo do seu teto, principalmente quando for ele que estiver corrigindo. Isso se chamaria educação.

    Ashley gritava quando sentia aquela bainha sobre o seu corpo, apesar de estar grávida, ela tomava a frente de Verônica para que ela não fosse atingida, apenas ela. Não suportaria vendo a sua mãe sofrendo devido a seu pai.

    Otávio estava descontrolado e enfurecido batia em Ashley sem piedade nas pernas, cabeça, braços e ainda puxava o seu cabelo a derrubando sobre o chão e mesmo assim ele não se limitava.

    Sua mãe, mais uma vez na tentativa inútil de tentar segurá-lo, suplicava e implorava para que parasse, mas mesmo assim ele não dava ouvidos.

    Quando pensou que aquilo não era suficiente, começou a chutá-la sobre o chão. Ele a mataria, estava tomado pelo ódio, porém sentiu-se empurrado bruscamente para trás. Ao olhar para frente para ver quem era o tal ousado, viu uma figura masculina que o encarava sem pudor, era uma figura conhecida.

    Otávio: Johnny? O que está fazendo aqui? — Estava confuso, o que o seu sobrinho filho de seu irmão estaria fazendo ali em sua casa e tarde da noite?

    Johnny encarava o seu tio sem dizer uma palavra, que o mesmo o encarava de volta. Todos nós apenas o observava, ele ajudando Ashley a se levantar. A garota chorava muito até soluçar e gritava de dor segurando a barriga, o assustando.

    Johnny: Eu ouvi os gritos de lado de fora da casa e entrei para ver o que estava acontecendo e me surpreendi com o que vi. Você é um monstro. Mataria a sua própria filha e o seu neto a troco de quê? — Seu olhar era frio e inexpressivo.

    Otávio: Como sabe que ela está grávida? Ela te contou? Me diga rapaz, quem foi o responsável disso? — Perguntava Otávio para o jovem rapaz seu semblante era assustador.

    Johnny apenas sorriu e Otávio engoliu em seco. Não precisava de muita ou muito menos falar nada. Pois ele entendeu.

    Otávio: JOHNNY... VOCÊS DOIS SÃO PRIMOS, O QUE FOI QUE VOCÊS FIZERAM? - Perguntava Otávio chocado com a notícia.

    Verônica apenas abaixou a cabeça envergonhada, enquanto Maitê apenas colocou a mão na boca, estava incrédula.

    As pernas de Ashley estavam bambas e fracas ao ponto de conseguirem permanecer de pé, levando ao chão. Sangue descia pelas suas pernas, deixando-o completamente inconsciente. Mais foi amparada a tempo pelo seu namorado.

    Verônica: ASHLEYYYY. — Gritava Verônica vendo sua filha inconsciente no chão, mais sendo carregada por Johnny que agora era seu genro.

    Johnny: Irei levá-la ao hospital mais fique sabendo meu tio que ela não irá mais conviver com alguém como você. Não precisa mais se preocupar com isso. — Johnny leva a garota para fora de casa. Por sorte seu carro já os aguardava.

    Dentro do carro estava Verônica, Maitê (que no caso não estava ajudando em nada), pois estava alvoraçada e desequilibrada, deixando todos nervosos com a situação de sua irmã mais nova, e Johnny que dirigia às pressas, pois temia o pior. Otávio ficou para trás, ele ficou pensativo a respeito do que fizera, porém, não sentia arrependimento e também não iria ao hospital devido ao orgulho.

    Chegando ao hospital, Johnny tira Ashley do carro completamente desmaiada, carregada por ele a gritos, pedindo por socorro e ajuda, pois estava desesperado. Tal atitude assustava a todos ali presentes. Os enfermeiros rapidamente correram com uma maca para colocar a jovem e receber os primeiros socorros. Enquanto Maitê e Verônica apenas choravam do lado de fora.

    Algumas horas se passaram. Johnny andava de braços cruzados de um lado para o outro, parecendo que faria um buraco no chão de tanto andar, Maitê e Verônica estavam apenas sentada de cabeça baixa. Todos estavam preocupados em relação à saúde de Ashley e da criança, todos esperando por uma resposta. Parecia que seria uma eternidade, afinal de contas porque tanta demora assim?

    Minutos e mais minutos se passavam quando finalmente o médico resolveu aparecer. Andava de uma forma calma e vagarosa, deixando Johnny irritado pelo tal comportamento, justo agora? Ele sentiu uma enorme vontade de socar o médico pela pirraça. Porém, essa vontade desapareceu quando ele disse que ela ficará bem e que não havia necessidade de transfusão de sangue. Porém...... Sempre tem um porém. Maldito, porém.

    Ele não poderia dizer o mesmo da criança. A garota estava grávida de dois meses mais infelizmente ela perdeu. O semblante de Johnny havia caído, e a tristeza era notória mais o importante é que ela estava bem e ficaria bem, isso era o que importava. Mais já o bebê, ele fazia outro depois.

    Por outro lado, enquanto Johnny e Verônica estavam entristecidos com a notícia. Maitê olhava para o médico que aparentava ter uns trinta para trinta e cinco anos, um homem jovem, musculoso e que ficava muito bem-vestido com o jaleco. Ela abaixava a cabeça, colocava pequenas mechas de cabelo atrás da orelha e sorria para ele. Percebendo-se isso de uma forma discreta, ele mostra a aliança para a garota que estava em seu dedo e sai voltando a sua atenção para os outros pacientes, a deixando entristecida porque ele era a única forma dela desencalhar e de conseguir um namorado. Mas ele era um homem casado. Então, ela precisaria tentar em outro lugar, alguém que não fosse comprometido com ninguém.

    Johnny foi para casa prometendo a Verônica que voltaria ao amanhecer levando Maitê para a casa do pai a pedido de sua sogra. Verônica ficou ao lado de sua filha, que apenas dormia, enquanto ela dormiria na cadeira dura e desconfortável do hospital. Infelizmente as regras do hospital seria: "Não pode deixar a paciente sozinha, é necessário uma acompanhante e de preferência seja mulher". Por mais que Johnny quisesse ficar o correto seria a mãe no caso Verônica que ali estava presente.

    A noite tem sido longa naquele lugar gritos de desespero podia ser ouvidos de familiares, corpos sendo levado em volta de lençóis brancos, pessoas doentes outras vomitando e outras se contorciam de dor. Médicos e enfermeiros andando afoitos de um lado para outro. Um verdadeiro alvoroço. Fechei os meus olhos por um momento, desejando que tudo isso acabasse logo. Era tudo o eu queria.

    Ao amanhecer, Johnny estava na porta do hospital, parecia que nem tinha dormido. Eram praticamente 05:45 da manhã. Ele queria ver Ashley, porém ela ainda não tinha recebido alta e também era cedo demais para visitas, isso significaria que ele teria que esperar, o deixando revoltado. Algumas horas depois, quando foi permitida a entrada dele no quarto, ele não pensou duas vezes, foi imediatamente em passos largos, parecendo que Ashley iria fugir dele.

    Quando entrou no quarto, avistou a jovem adolescente sentada sobre a cama conversando com sua mãe, e com uma assistente social que as interrogava acerca da perda do bebê e dos hematomas no corpo da jovem.

    Verônica tinha medo em dizer a verdade, pois temia que o seu marido fosse preso, afinal o que ele tinha feito era considerado crime, então preferiu mentir, dizendo que foi uma briga no colégio onde ela estudava devido à comida. A mulher não pareceu engolir aquela conversa, mas preferiu não questionar.

    Johnny apenas as observava quando abriu a boca para questionar e dizer a verdade foi interrompido por Verônica que vinha novamente com outra desculpa. Ela era boa em mentir, deveria receber um prêmio por isso. Então ele desistiu.

    Johnny: Ashley como você está? Já estava com saudades. — Falava enquanto se aproximava dela, com um grande sorriso no rosto.

    Verônica os observava, ela os achava super fofos, porém não concordava muito com a união deles pelo fato de ser parentes.

    Ashley: Que bom que você veio, preciso muito falar com você. — Ela o olhava de uma forma séria o preocupando.

    Ashley: Eu não quero mais voltar para casa e eu quero ir embora com você. — Johnny apenas sorriu.

    Johnny: Era justamente isso que eu queria falar com você. — Ashley sorriu de volta.

    Ashley: Então eu já adiantei o assunto.

    Verônica não gostou do que ouviu então ela inclina-se na cadeira, vendo que os dois estavam se entendendo bem resolve questionar.

    Verônica: Mas?.... Minha filha o que está dizendo? Pretende me deixar? — Perguntava seriamente olhando para ela não crendo no que havia escutado.

    Ashley: Mais é claro! Se Johnny não tivesse chegado a tempo provavelmente eu estaria morta assim como o meu filho. Não irei mais voltar para lá. — Falava enquanto cruzava os braços.

    Verônica: Seu filho? Não parece que você perdeu um filho. Está muito tranquila diante desse assunto. — Ashley olha para a sua mãe com um olhar de raiva. Acertei? Ela não queria aquela criança.

    Verônica olha para Johnny que as olhava sem entender nada. Pobre Johnny achou que tinha saído de um problema tirando Ashley de casa e está, sem perceber, entrando em outro. Lá na frente, ele vai ver quem é Ashley de verdade. — Pensava Verônica.

    Johnny: Está decidido. A levarei comigo quando receber alta, que acredito que não deve demorar, e mais tarde passarei na casa de seu pai para pegar as suas roupas e tudo o que é seu, para não precisar mais voltar para lá.

    Verônica: Espera Johnny.....

    Johnny: O que foi?

    Verônica: Ela já recebeu alta. — Falava sorrindo, alegrando o jovem rapaz.

    Johnny: Pode ficar despreocupada, sogrinha, eu cuidarei muito bem da sua filha. — Disse isso com um grande sorriso no rosto, ele de fato parecia muito feliz.

    Verônica apenas se calou, afinal, o que ela poderia dizer? Johnny olhou para Ashley, que apenas o observava. Talvez essa decisão seja melhor para ambos.

    Johnny: Ashley, seja bem-vinda!

    Continua.


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