Prontas para Amar - Jily.Franlice

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    12
    Capítulos:

    Capítulo 10

    Capítulo 10

    Heterossexualidade

    Nota da Autora: Oi! Espero que tenham gostado do capítulo anterior. Aqui está mais um. Espero que gostem desse. Obrigada pelo comentário e pelos favoritos. Bjs emoticon

    Algumas semanas se passaram desde o encontro entre Alice e Frank. Eles se encontravam alguns dias da semana no mesmo café que tinham ido a primeira vez e conversavam até altas horas da noite, apreciando a companhia um do outro. Alice já tinha contado a Lily que tinha conhecido uma pessoa e que estava encantada por ela. Também lhe perguntou como estava sua situação com James, mas ela se fez de desentendida. Lily sabia que o amava, sempre que se encontravam havia sempre uma forte tensão, uma atração inevitável, difícil de controlar, mas não sabia que ele retribuía seu amor. Por isso, tentava ser o mais fria possível com ele, tentava afastá-lo, pois não queria acabar por sofrer.

    Alice estava em seu emprego e escrevia um artigo sobre moda, quando seu celular tocou. Atendeu e ficou admirada ao escutar a voz rouca de Frank do outro lado:

    – Alice?

    – Bom dia, Frank. – Falou ela, alegremente – Como vai?

    – Vou bem. – Respondeu ele, e perguntou – E você?

    – Estou bem, obrigada. – Disse ela e perguntou, curiosa – Porque me ligou?

    – Então, gostaria de saber se você quer tomar um café comigo, em um café junto ao mar? – Alice não conseguiu acreditar. Era uma surpresa agradável.

    – Hoje? – Perguntou ela.

    – Sim, – Respondeu ele – Você não pode?

    Ele fez uma entoação triste naquela pergunta e ela falou prontamente:

    – Claro que sim, Frank.

    – Eu vou buscar você, pelas oito horas, tá bom?

    – Está ótimo. – Respondeu ela, sentindo seu coração batendo fortemente no peito. – Ficarei esperando.

    – Até logo. – Se despediu ele, e ela escutou um tom alegre em sua voz.

    – Até logo. – Respondeu e, sonhadora, desligou o celular. Olhou para o lugar vazio de James e suspirou, desde que ele começara as aulas com Lily, nunca mais o tinha visto. E Lily não falava nada sobre ele. “O que estará acontecendo entre eles?” – Se perguntou. Não sabendo a resposta, voltou para seu trabalho, ansiosa para que a tarde chegasse para se encontrar com ele.

    OoOoO

    O mar à noite era uma presença extraordinária. Tudo se refletia nele, e ele, pacífico, sossegado, parecia beijar com as ondas a areia da praia, para contar às pessoas coisas secretas, misteriosas. Não se escutava, era solitário. Brilhava à luz do sol poente, e tudo parecia brilhar nele. De casacos vestidos, Alice e Frank caminhavam silenciosamente pela praia, sentindo a areia fresca em contato com os pés descalços. A praia era larga e tinha alguns pescadores que recolhiam seus barcos de pesca, tal como diversos casais de namorados, que andavam de mãos dadas e que se dedicavam a carinhos longos, mas apressados. O vento acariciava os cabelos de ambos, os despenteando. Algumas gaivotas sobrevoavam o céu em círculos e, uma ou outra, estava pousada no chão. Ao longe, se escutava o som das ondas batendo nas rochas. O ambiente era sereno, belo, mas com a presença dos namorados, fazia a timidez de Frank ficar mais pronunciada.

    – É tão lindo isso aqui, não é verdade? – Perguntou ela, quebrando o silêncio.

    – É maravilhoso. – Admitiu ele, e revelou, pensativo – Eu gosto de escutar o mar, sabe? Quando se escuta o mar, não se consegue escutar nosso interior, nossos pensamentos. A gente tem tanta coisa a dizer para si própria. O interior está sempre afastado do exterior mas, com o mar não é assim. É sempre igual. E está sempre em movimento, sempre fazendo barulho, se fazendo ouvir, pedindo que o escutamos. 

    – Foi lindo o que você disse. – Falou Alice, o observando ternamente.

    – Desculpe. – Pediu ele, envergonhado – Pensamentos. Mas, o que interessa é que a gente está aqui. E a gente tem a chance e o tempo de se falar.

    – Você se lembra do filme “Casablanca”? – Perguntou Alice – Eles se separam, mas Rick diz: “Teremos sempre Paris”. É uma frase com muito significado, penso eu. Era como se ele afirmasse que não importava o que iria acontecer, pois eles teriam Paris em seus corações e o amor seria eterno. Seu destino, sua ilha no meio do mundo.

    – É verdade. - Concordou ele – A gente passa de carro, correndo pela estrada. Ao lado do mar, e nem pensa que, parando o carro e descendo a escada, pode entrar em um mundo diferente.

    Alice sorriu e ele continuou:

    – É como o amor. O amor faz com que se viva no meio do mundo. Mas em um mundo completamente diferente. Ou você não acredita nisso?

    – Acredito, sim. – Respondeu ela.

    Frank se retraiu, sentindo que tinha falado demasiado. Se sentia bem na presença dela. Alice comentou:

    – Você é realmente um poeta. Que coisas maravilhosas você fala.

    – E você, Alice? – Perguntou ele, curioso – Quando começará a escrever?

    – Não sei. – Admitiu ela, olhando para a areia – Penso que ainda não vivi o suficiente. Só quando se vive tanto é que se consegue entender o segredo da escrita. Eu tento, mas penso que não tenho nada para dizer.

    – Está esperando que a vida se encontre com você.

    – Sim, – Concordou Alice – Talvez.

    – A vida, o mar e ao amor. – Falou Frank, sonhadoramente – São eles que fazem com que uma pessoa se sinta completa, como agora.

    Estavam frente um ao outro, com o suave movimento do mar a seus pés, se observando. Não se tocaram, sentindo que não deviam quebrar aquele momento. Entre um e outro estava acontecendo a mais bela história de amor que tinham desejado.

    Continua…


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