Um Beijo Inesperado de Natal - Snames

Tempo estimado de leitura: 3 horas

    16
    Capítulos:

    Capítulo 1

    Capítulo 1 - O Beijo

    Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Nota da Autora: Oi! Mais um projeto que iniciei. É uma fanfic Yaoi, universo alternativo, e terá como casal principal, James Potter e Severus Snape (Snames). Terá cerca de 70 capítulos e contém Lemon. Espero que gostem. Se não gosta, por favor, não comente. Se gosta, tenho todo o prazer em ler seus comentários e de responder. Bjs emoticon

    Uma boa leitura a todos ^^

    Severus estava saindo da biblioteca de Hogwarts em direção ao salão comunal de sua casa. Seus longos cabelos negros e oleosos caiam em cascata por seu rosto pálido e magro. Levava em seu braço um livro de capa dura de DCAT avançado, que tinha requisitado a Madame Pince, uma mulher severa e temível. O livro tinha um aspeto antiquado, com muitas páginas cheias de feitiços e contrafeitiços. Ao vê-lo na estante, se apercebeu que poderia aprender um pouco mais e ele adorava conhecimento.

    Estava ansioso para chegar a seu dormitório e lê-lo debaixo das cobertas. Seria seu divertimento antes de dormir. Nada como ler um bom livro, aprender mais um pouco sobre o que gostava, sentir as folhas amareladas contra suas mãos finas.

    Virou o corredor, vendo os enfeites natalícios que decoravam o castelo. Eram férias de Natal e seus colegas de dormitório tinham ido para suas casas, para junto de suas famílias. Snape não gostava dessas festividades, pois o faziam lembrar que não tinha uma família amorosa e feliz, mas uma disfuncional.

    Seu pai era um homem bêbado e abusivo, que o maltratava, tal como sua mãe. Sempre lhe perguntara porque não o abandonavam, porque não saiam de casa, tentarem serem felizes, mas ela simplesmente respondia que não podiam. E não falava mais nada, para sua raiva e frustração.

    Severus odiava seu pai por tudo de ruim que ele lhes tinha feito. Ainda hoje, mas não tão intensamente como no passado, tinha pesadelos com o modo como Tobias os tratava. Seus pensamentos foram interrompidos ao escutar passos em sua direção, mas não via ninguém. Discretamente tentou pegar na varinha, que tinha escondido dentro da manga direita e tentou erguer o braço, mas sofreu um empurrão, caindo contra o chão gelado do corredor.

    Com os sentidos alerta e o coração batendo descompassadamente contra seu peito, tentou se equilibrar e suas mãos tocaram em um tecido delicado como seda. Bateu violentamente com o traseiro no pavimento e gritou de dor e espanto, escutando o livro caindo a seu lado. À sua frente se encontrava um James Potter espantado, de olhos arregalados, e sua boca formava um perfeito “o”.

    – Potter! – Gritou Severus, seu rosto retorcido de raiva. Sentia seu coração batendo rapidamente com o susto – Seu maldito…

    Estacou, olhando para cima da cabeça do Gryffindor e sentiu seu rosto perdendo a cor. James, que ainda estava em choque, seguiu seu olhar e sentiu seu coração falhando uma batida. Por cima deles se encontrava um belo e delicado visco. Se xingou mentalmente pela má sorte, ele só estava regressando da cozinha, depois de pedir aos elfos domésticos um delicioso cheesecake de frutos vermelhos, sua sobremesa preferida. Só queria chegar ao seu Salão Comunal sem ser descoberto, já que Pad e Moony tinham levado o mapa com eles.     

    Seus amigos estavam em um relacionamento e tinham ido namorar para a Torre de Astronomia. Viu o Slytherin se levantando ao mesmo tempo que massajava seu traseiro, e passando rapidamente por ele, lhe dando um encontrão. Instintivamente, agarrou em seu braço e viu os olhos negros profundos o encarando com um misto de receio e raiva.

    – Espere. – Falou, sem saber como continuar. Provavelmente seu colega não acreditava na maldição do visco, mas ele acreditava nesse mito e não queria ser amaldiçoado no amor – Você não pode sair daqui.

    – Porquê? – Perguntou seu colega com raiva – Agora você quer mandar em mim, Potter?

    – Não. – Respondeu James, olhando para sua mão e percebeu que estava agarrando fortemente o braço de Snape e afrouxou o aperto. O Slytherin, percebendo que ele tinha vacilado, puxou seu braço, conseguindo se libertar. Estava pronto para correr, quando sentiu que Potter o agarrava pela cintura.

    Com rapidez, se virou para seu arqui-inimigo, pronto para lutar, quando se desequilibrou e caiu novamente, de pernas afastadas. Olhou para ele, furibundo, a dor em seu traseiro se intensificando. James tentou se equilibrar, mas não conseguiu. Caiu em cima de Snape, seus rostos se aproximando perigosamente e seus lábios se tocaram com alguma violência. O Slytherin arregalou os olhos, chocado com o que estava acontecendo entre eles e James sentiu que os lábios de Snape tinham um sabor amargo a chocolate, como se tivesse acabado de comer um. Antes que pudesse reagir, foi empurrado e bateu novamente no chão, soltando um gemido de dor.

    Viu como o Slytherin se levantava rapidamente e pegava no livro, que tinha caído no chão com o embate. Seu rosto estava ainda mais pálido que o habitual, parecendo um fantasma. Snape correu o mais rapidamente que pode para longe dele e James sentiu uma profunda tristeza dentro de si.

    Afinal tinha acertado em seus sentimentos, estava profundamente apaixonado por Severus Snape.

    OoOoO

    James não se recordava com precisão como se tinha apaixonado por seu colega, deveriam estar ambos no terceiro ano. Snape continuava o mesmo garoto franzino e obcecado por livros. Estava regressando de mais um treino banal de Quidditch, pensando como iria ser fácil vencer os Hufflepuffs no jogo seguinte, quando seu olhar se dirigiu para o Lago Negro. Sentado perto das margens se encontrava o Slytherin, isolado de seus colegas. Trajava o uniforme de sua casa, sua pele continuava com o mesmo aspeto doentio e seus cabelos negros oleosos, mas havia algo em seu rosto que o tinha deixado cativado. Snape estava sorrindo, um sorriso aberto e sincero, diferente de sua habitual carranca fechada. E tinha sido seu sorriso a iluminar seus dias, sempre que se sentia triste.

    Continuava se intrometendo em sua vida, pregando peças, tentando ver novamente aquele sorriso cativante, mas nunca mais o viu sorrindo daquele jeito relaxado e feliz, o deixando frustrado, sem saber o que mais fazer.

    Se ergueu do chão, sacudiu seu uniforme e pegou na capa de invisibilidade, que tinha caído a seus pés com o encontrão e se cobriu. Regressou a passos leves e seguros para o Salão Comunal, sentindo o sabor de chocolate de seu colega em seus lábios, desejando provar mais.

    Severus corria desesperadamente para seu Salão Comunal, sem se importar se era apanhado por Filch ou um professor. Seus pensamentos estavam focados em Potter e no beijo, não acreditando que tinha sido tocado tão intimamente. Ainda conseguia sentir seus lábios formigando com o beijo repentino de seu arqui inimigo, não percebendo porque tinha sido beijado.

    Resmungou entredentes, sentindo seu rosto esquentar ao se recordar dos lábios dele, carnudos e macios, contra os seus, e como seu coração tinha acelerado com o toque. Nunca pensou que beijar pudesse ser tão bom. Suspirou e tocou em seus lábios, sentindo uma deliciosa mistura exótica de sabores. Ao se aperceber do que estava fazendo, limpou seus lábios furiosamente com a palma da mão, irritado com seu colega. Potter lhe tinha roubado um momento único em sua vida, ser beijado por alguém que gostava. Não por um traste idiota como ele. Nunca o perdoaria.

    Entrou no corredor das masmorras e, mesmo com as tochas pregadas na parede criando fogo, que produziam formas fantasmagóricas nas paredes, sentiu frio. Seu corpo gelado tremia levemente, estava horrorizado com o que tinha acontecido.

    Abraçou seus braços à frente de seu corpo, tentando se aquecer. Andou apressadamente, querendo estar debaixo dos cobertores quentes de sua cama e amaldiçoar o Gryffindor para o resto de sua vida. Parou em frente ao retrato de seu salão comunal, que era atrás de uma porta secreta, no porão debaixo do Salão Comunal e falou a senha, sua voz saindo mais rouca do que habitual:

    – Salazar. – A porta se abriu e ele entrou para dentro de uma longa sala luxuosa, onde as janelas davam para as profundezas do lago de Hogwarts, permitindo escutar a água batendo contra elas. A lula gigante nadava calmamente pelas águas escuras, com seus enormes tentáculos se agitando suavemente em seu redor. Alguns alunos do primeiro ano, que ainda não estavam habituados com à presença do animal, se encontravam sentados nos sofás de veludo negro, observando seus movimentos e comentando entre eles. Sentados em frente à lareira crepitante se encontravam alguns jovens alunos, lendo algum livro ou uma carta de seus pais, ou namorando.

    Ignorando a criatura e seus colegas, correu para seu dormitório, que se encontrava vazio. Se atirou para sua cama, largando o livro em seus lençóis e fechou os olhos com força, não querendo recordar o que tinha acontecido. Antes que pudesse levantar novamente para ir ao banheiro e trocar de roupa, adormeceu de imediato, cansado das emoções daquele dia.

    Continua…


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