Prontas para Amar - Jily.Franlice

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    Capítulo 4

    Capítulo 4

    Heterossexualidade

    Nota da Autora: Oi! Espero que tenham gostado do capítulo anterior. Aqui está mais um. Obrigada pelos favoritos e comentários. Espero que gostem desse. Bjs emoticon

    Alice ainda se sentia um pouco nostálgica quando chegou à recepção da revista onde trabalhava, a “Mayfair Magazine”, uma revista onde se poderia ler entrevistas com famosos, como realizar as melhores viagens, conselhos sobre moda e beleza, entre outros assuntos.

    Cumprimentou o segurança, Alastor Moody, um homem de trinta anos, com cicatrizes no rosto por ter combatido na guerra, quando era jovem.

    – Oi, Sr. Moody. Como vai? – Ele olhou para ela e respondeu, seriamente:

    – Estou bem, menina Alice. – Ela sorriu e acenou para a recepcionista, Mary Macdonald, enquanto entrava no elevador. Carregou no botão para o quarto andar e as portas de metal se fecharam. Escutou uma música que saía por pequenas colunas, enquanto retirava o celular da bolsa e lia algumas mensagens. As portas se abriram silenciosamente e, enquanto guardava o celular, entrava em sua área de trabalho, a redação da revista. Era um local sossegado, sendo somente quebrado pelas conversas entre colegas. As paredes estavam pintadas de cores neutras, relaxantes. Havia dezenas de escrivaninhas com a forma de um semi-círculo, onde estavam notebooks, e cadeiras confortáveis. Pessoas caminhavam de um lado para o outro, tirando fotocópias, outras atendendo telefonemas. Ao lado estava um armário com amontoados arrumados de papéis. Ela se dirigiu para seu lugar, ao lado da janela, e ligou o notebook. Quando sentia que seu trabalho estava complicado, olhava pela janela, onde via ao longe um parque com crianças correndo e respirava fundo, se sentindo melhor. E o ambiente de trabalho era bastante agradável: a revista tinha aberto há pouco tempo, com jornalistas jovens, entusiasmados e cheios de vida, que faziam de tudo para que a revista ficasse cada vez melhor. Os companheiros de redação de Alice eram duas excelentes pessoas: Marlene McKinnon, com quem tinha uma relação de trabalho cheia de apoio e dedicação e James Potter, um jovem artístico de cabelos negros e rebeldes, muito divertido e com um grande sorriso, pronto para ajudar quem precisava.

    – Bom dia, Alice. – Cumprimentou James, bem disposto, sentado na escrivaninha a seu lado. Ela se virou para ele e percebeu que ele lia um livro grande, com pinturas grandes que ocupavam toda a página.

    – Bom dia, James. – Respondeu, e perguntou, curiosa – O que está lendo?

    – Um livro de pintura. – Falou, erguendo o livro e lhe mostrando. Alice comentou:

    – São muito bonitos.

    – É verdade. – Confirmou ele, baixando o livro – Sou fascinado por pintura, desde pequeno. Mas meus pais sempre quiseram que eu fosse jornalista, tal como eles. E nunca me deixaram frequentar um curso. – Hesitou, mas continuou – Eu até penso que tenho jeito.

    – E porque você não aprende agora? – Perguntou Alice, observando seu colega atentamente.

    – Bom, – Começou James, passando a mão pelo cabelo, o despenteando ainda mais – Para pintar é preciso ter mestres, ter talento. E onde é que tenho tempo, com a vida que levo?

    Alice observou o semblante triste de seu colega, pensativa. De repente, uma ideia lhe surgiu e sorriu, enquanto pegava rapidamente no telefone e exclamava:

    – Lily! – James ergueu o olhar e perguntou, curioso:

    – Quem? Lily Evans, a pintora?

    – Exatamente! – Respondeu, enquanto esperava que sua amiga atendesse.

    – Você a conhece? – Perguntou James, admirado.

    – Sim, – Respondeu Alice – Somo amigas há vinte anos. E acho que ela tem tempo para lhe dar umas aulas. Mas, não tenho certeza – Avisou, enquanto a voz de Lily ecoava do outro lado:

    – Alô?

    – Oi, Lily! É Alice! – Exclamou Alice, feliz – Como você está?

    – Estou bem. – Ouviu sua amiga responder – E você?

    – Estou ótima. – Falou, observando a expressão ansiosa de James, e informou – Olhe, eu liguei para você porque tem um colega de meu emprego, James Potter, que gostava de ter aulas de pintura e eu pensei que você estivesse interessada em dá-las.

    – Ele já frequentou algum curso? Alguma aula?

    – Não. – Respondeu Alice, observando seu colega, que se colocou de pé e perguntou:

    – Algum problema? – Ela fez um gesto com a mão, para que ele esperasse, e falou:

    – Mas ele é uma pessoa que aprende depressa, principalmente porque ele gosta. – Vendo que sua amiga estava calada, implorou – Por favor!

    – Ele é culto?

    – Claro que sim. – Falou Alice – E tem percepção do que ocorre em seu redor. Mas também tem outras capacidades.

    – Bom. – Ela ouviu a hesitação na voz de Lily – É giro?

    Alice olhou James de cima abaixo antes de responder:

    – Pois, com certeza. – E acrescentou, com voz maliciosa – Porquê?

    A voz de Lily tremeu ao responder:

    – Fiquei curiosa, só isso. – E adicionou, na defensiva – Tenho o direito de saber quem irei ensinar.

    – Claro, Lily. Claro. – Comentou Alice, sorrindo – Então você está dizendo que…

    Lily interrompeu:

    – Não é definitivo, mas aceito. Primeiro preciso de umas aulas experimentais com ele, para saber se tem jeito para a pintura.

    Alice suspirou, aliviada e levantou o polegar para James, informando que ela tinha aceitado. O colega sorriu e lhe lançou um beijo com a mão. Alice sorriu e perguntou:

    – Quanto leva pelas aulas?

    – Depois eu verei com ele. – Disse Lily – Vai depender do tempo que irá precisar. Ele que venha até minha casa para a gente tratar de tudo.

    – Muito bem. – Falou Alice – Eu lhe vou dar seu contato e ele irá tratar de tudo diretamente com você. Obrigada.

    – De nada. – Respondeu Lily – Só espero não estará perdendo meu tempo.

    – Não estará. – Garantiu ela – Juro.

    – Tá bom. – Falou Lily, e adicionou – Enviei uma mensagem para seu Facebook, contando o que me aconteceu hoje de manhã.

    – Que aconteceu? – Perguntou Alice, curiosa, enquanto se sentava:

    ­– Estive trabalhando essa manhã com um modelo e ele se “entusiasmou”. – Disse Lily, dando uma risadinha nervosa – Foi tão esquisito. Mas não aconteceu mais nada. Simplesmente, decidi parar o trabalho.

    – Sério? – Perguntou Alice, admirada – Isso já aconteceu antes com você?

    – Nunca! – Afirmou ela – Mas, normalmente, eu trabalho com modelos mais experientes. Penso que era a primeira vez desse modelo.

    – Ficou nervoso. – Comentou Alice, compreensiva.

    – Hum, hum… – Apoiou ela, e falaram mais um pouco. Por fim, desligaram o telefone, divertidas. Pegou em uma caneta e, enquanto escrevia os dados de sua amiga em um papel, se lembrou do escritor daquela manhã e suspirou. Gostaria de se reencontrar com ele.

    – James. – Chamou e o colega foi na direção dela. Alice lhe entregou o papel, dizendo:

    – Aqui está o contato de Lily. Agora é só falar com ela pessoalmente. – James sorriu e beijou a bochecha de sua amiga, que deu uma risadinha, ruborizando.

    – Obrigado. – Agradeceu ele, se dirigindo para seu lugar e começando a trabalhar. Alice entrou em seu Facebook e leu a mensagem de Lily. Sorriu, divertida. Que manhã inusitada que elas tinham tido. Olhou para fora da janela, para o parque, e viu que tinha muitas crianças brincando juntas. Se virou para a frente e começou a trabalhar em seu artigo sobre moda. De vez em quando, lhe colocavam papéis em cima da mesa, para que ela lesse, enquanto ela escrevia apressadamente.

    Escutou alguém atrás dela e se virou, se deparando com James:

    – Acabei por hoje. – Informou ele. – Irei almoçar e depois falarei com sua amiga.

    – Tá bom. – Falou Alice – Boa sorte.

    – Obrigado. – Respondeu ele, se afastando – Até amanhã.

    – Até amanhã. – Respondeu Alice, voltando para seu artigo. James entrou no elevador e desceu. Entrou na recepção, e disse:

    – Até amanhã, Mary. Adeus Alastor.

    ­– Adeus James. – Responderam eles, Moody seriamente e Mary com um sorriso no rosto. Ele saiu do edifício, correndo para seu carro, um Chevrolet Corvette de cor azul, e entrou. Ligou o carro conduziu em direção à Starbucks, Conseguiu arranjar lugar mesmo à frente do edifício e entrou. Se dirigiu para uma mesa e se sentou, esperando ser atendido. Seu amigo de longa data, Sirius Black, vestido um o uniforme da loja, se dirigiu para ele e perguntou:

    – Oi, Prongs. Que deseja?

    – Sério que você vai usar nossos apelidos aqui, Padfoot? – Perguntou James, tentando soar irritado, mas não conseguindo.

    – Claro que sim. – Respondeu Sirius, com um sorriso maroto, fazendo algumas garotas que passavam por ele suspirarem, enquanto ajeitava os cachos de seus cabelos negros, que caíam sobre seus olhos cinzas. Ele adorava importunar seu amigo.

    – Como está a Lene? – Perguntou James, curioso – As férias estão quase acabando.

    – E ela está muito triste com isso. – Informou Sirius – Assim não poderemos fazer nossas viagens de mota. Ela adorava.

    – Hum, hum… – Comentou James, maliciosamente – Quando voltou de férias?

    – Ontem. – Respondeu Sirius, enquanto escrevia em uma máquina e perguntou, sarcasticamente – E sabe quem eu vi?

    – Me deixe adivinhar. – Falou James, observando a postura tensa de seu amigo – Seu pai.

    – Meu queridinho papai, o grande Sr. Orion Black – Comentou, ironicamente – Aquele que me deserdou só porque não queria continuar os negócios de advocacia de sua empresa. Estava com Regulus, o idiota de meu irmão.

    – Você pode fazer o que quiser, Sirius. – Falou James, seriamente, olhando preocupado para ele. Sirius poderia ser um grande advogado, mas não queria depender de seu pai, continuar os negócios de família, por isso, quando completou a maioridade, fugiu de casa, se refugiando com ele e seus pais. Orion tinha ficado tão furioso com seu filho quando descobriu, que o deserdou e nunca mais conversaram. – Porque está aqui?

    – Porque é melhor do que implorar a meu pai que me coloque como seu trabalhador de estimação. – Resmungou e suspirou, tentando se acalmar. Fechou seus belos olhos e perguntou – O costume?

    – Sim, Pad. – Respondeu ele, e observou preocupado, Sirius se afastando. Pousou a mão na testa e fechou os olhos, tentando arranjar uma forma de ajudá-lo, mesmo sabendo que ele não queria. Tamborilou os dedos na mesa e se lembrou que tinha de ligar à pintora. Pegou no celular, que estava no bolso das calças, e no papel que Alice lhe deu marcou o número. Esperou um pouco e a voz dela perguntou:

    – Alô?

    – Boa tarde, srta. Evans. – Começou James – Sou James Potter, o colega de Alice.

    ­– Boa tarde, senhor Potter. – Respondeu Lily, e ele percebeu que ela tinha uma voz suave – Como vai?

    – Bem, obrigado. – Respondeu ele, educadamente – E a senhorita?

    – Vou bem obrigada. – Respondeu ela – Que deseja?

    – Gostaria de saber se, no fim do almoço, posso passar por aí, para tratarmos de tudo.

    – Deixe ver em minha agenda. - Pediu Lily e ele esperou pacientemente, enquanto ouvia sons abafados – Por mim tudo bem, estou livre a tarde toda. Se quiser, até poderemos fazer nossa primeira aula, tá bom?

    – Sim. – Respondeu ele – Obrigado.

    – De nada. – Falou ela – Adeus

    – Adeus. – Se despediu e desligou o celular, guardando novamente nas calças. Viu Sirius se dirigir para ele e pousar em sua mesa uma tigela de Salada de Frutas Natural, um Frappuccino® Mocca, uma bebida de café deliciosa e refrescante, ideal para aquela época e, de sobremesa, um Muffin de Mirtilos. Pegou em uma nota de cinquenta libras e entregou a Sirius, que lhe deu troco. Se despediram com um aceno e James almoçou à vontade, embora estivesse ansioso para conhecer Lily. Viu distraidamente o noticiário na televisão e, quando terminou de almoçar, se levantou e foi ao banheiro. Lavou as mãos e voltou para o carro, dirigindo para a casa da pintora. Estacionou perto da porta dela e saiu do carro. Observou a vizinhança, parecia calma. As casas estavam juntas umas às outras e os tijolos eram de cor vermelha, enquanto que os telhados eram cinzentos. Tocou à campainha e, quando a porta foi aberta, arregalou os olhos, espantado. Era a mulher mais linda que já tinha visto. Tinha os olhos mais verdes e brilhantes que já vira, lábios vermelhos e carnudos. O cabelo caía ao longo de seus ombros, e seu rosto era pontilhando de pequenas sardas em volta do nariz, a tornando ainda mais bela. Usava um vestido vermelho, que marcava suas curvas. Lily, tentando ignorar o olhar do homem sobre si, perguntou:

    – Sr. Potter?

    – O próprio. – Respondeu ele, sorrindo, olhando atentamente para a mulher. Ela se afastou da porta e pediu:

    – Entre, por favor. – James entrou e Lily suspirou, enquanto fechava a porta. Era um homem lindo, de cabelos negros e arrepiados, pele morena e de olhos castanho-esverdeados, que brilhavam na direção dela. Usava óculos quadrados, e tinha um sorriso que era capaz de causar o caos nos sentimentos de muitas mulheres. Muito bonito – pensou, enquanto o levava até à sala – Mas perigoso.

    Suspirou, se preparando para a primeira aula, sentindo que iria ser complicada.

    Continua...


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