Amores de Verão - Dramione

Tempo estimado de leitura: 27 minutos

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    Capítulos:

    Capítulo 3

    Capítulo 3 - Um Pequeno Incidente

    Heterossexualidade, Sexo

    Nota da Autora: Oi! Tenho de agradecer os comentários e os favoritos no capítulo anterior. Aqui está mais um capítulo. Espero que possam lê-lo e deixar vossas opiniões. Bjs emoticon

    A tarde passou com alguma rapidez, o calor abrasador enfraquecendo aos poucos, ao mesmo tempo que o sol descia pelo horizonte a pouco e pouco. Algumas pessoas já estavam arrumando seus pertences, prontas para ir para casa. De vez em quando, aparecia um morador passeando seu animal de estimação, que se divertia indo atrás das gaivotas, que pousavam em terra.

    Hermione decidiu dar uns mergulhos antes de regressar a casa, onde cozinharia uma deliciosa massa à carbonara e se sentaria no sofá, enquanto veria um filme à sua escolha. Fechou e guardou o livro dentro da bolsa, confirmou se tinha ligações ou mensagens no celular e se levantou, pousando a bolsa em cima da cadeira.

    Ao longe, viu o jovem que alugara a cadeira a arrastar duas em direção à loja do bar. Avançou até ao mar, sentindo pequenos arrepios quando sua pele entrou em contato com a água fria. Foi andando por dentro da água, sentindo o corpo ficando envolvido naquele friozinho agradável e intenso.

    Fechou os olhos, para saborear melhor aquele prazer. Começou a nadar, esticando as pernas e sentindo como seu corpo se contrariava com aqueles movimentos. Sem aviso, sentiu uma dor lancinante na perna e sufocou um grito. Se virou, a perna formigando pela dor a seu lado, e deu de caras com a expressão preocupada de Harry.

    - Me desculpe, Hermione. - Ele disse, enquanto tentava se equilibrar na prancha – Estava surfando e não a vi. Está bem? Eu a machuquei?

    Tentando conter um gemido de dor, respondeu:

    - Foi...foi só um pouco. Nada de grave... - Hermione nadava com dificuldade, a dor na perna cada vez mais intensa.

    - Espere, eu vou ajudá-la a voltar para terra. - Harry a encostou à prancha e foi nadando ao lado, puxando-a. Hermione podia sentir o contato das mãos fortes dele. Com alguma dificuldade, chegaram a terra firme. Ele carregou-a até à cadeira, retirou a bolsa e a ajudou a se sentar.

    - Volto já. - Disse, se afastando. Hermione olhou para a perna, vendo como estava vermelha e arranhada. Ainda sentia dores, mas estava acalmando. Quando regressou, ela percebeu que Harry trazia um creme para lhe passar na perna, para aliviar as dores. Estava aflito e se mexia muito.

    - Deixe estar, Harry. - Dizia ela, tentando acalmá-lo – Não tem necessidade.

    - Não, eu faço questão.- Respondeu ele, abrindo a tampa e, com as grandes mãos cheias de creme, passou lentamente por sua perna. Hermione deixou de sentir dor quando o arranhão fez contato com o creme frio. Havia algo em Harry que a deixava irrequieta, mas não sabia o que era. Depois de ter passado o creme e massajado a perna, Harry ficou observando-a sem saber o que fazer. Tinha um olhar tão perdido que ela achou adorável. Sorriu e pediu:

    - Harry, agora sou eu que lhe peço um cigarro. - Viu como ele se erguia de um salto e corria para ir buscá-lo. Se recostou na cadeira e esperou, relaxando seu corpo, a dor na perna quase inexistente graças ao creme. Quando Harry regressou, lhe estendeu o cigarro e ela aceitou, agradecida. Com o isqueiro, lhe acendeu o cigarro e ela colocou-o na boca. Inspirou, sentindo seu corpo mais desperto, antes de expulsar o fumo em baforadas.

    Se sentando, a seu lado, na areia, não foi capaz de não pedir desculpa novamente.

    - Harry, não tem problema algum. - Insistiu Hermione - A gente não se viu na água. Foi um acidente infeliz.

    -Ah, mas era minha obrigação estar mais alerta. - Disse Harry, aborrecido com sua falta de atenção – Fico muito chateado, ainda mais por ter acontecido com você. A gente acabou de se conhecer e logo depois a machuquei.

    - Esqueça, não foi nada de grave. - Hermione não sabia mais o que fazer para acalmar a culpa que Harry estava sentindo. - Estou melhor, graças ao seu creme.

    O surfista tinha uma expressão pensativa, seu rosto franzido, quando se virou para ela:

    - Estava pensando em uma forma de a compensar. - Comentou, enquanto observava o bar da praia, onde entravam um grupo de mulheres.

    - Não se preocupe. - Disse Hermione, remexendo um pouco a perna e sentindo um ardor quase inexistente. Só precisava de andar alguns metros até casa e tomar uma ducha, antes de se deitar um pouco na cama. Estava cansada, tinha sido um dia longo, a viagem tinha sido bastante exaustiva.

    Já nem lhe apetecia cozinhar. Talvez pedisse take-away, teria de pesquisar restaurantes para pedir seu jantar.

    -Talvez queira tomar um café comigo, ali no bar. - Convidou Harry, depois de fechar o frasco – Era uma forma de lhe pedir desculpa pela minha falta de atenção.

    A mão dele tocou na dela, enquanto os belos olhos esmeralda mergulharam nos dela – Por favor, me dê esse prazer.

    Ao ver a forma como Harry a olhava e lhe tocava, Hermione não conseguiu resistir e respondeu:

    - Aceito seu convite , terei muito gosto em tomar um café com você. - Teria tempo depois para descansar. Suas férias ainda estavam começando. O sorriso com que ele a brindou, a deixou sem ar e com o coração aos pulos dentro de seu peito. Harry era um homem muito belo, parecia quase um deus grego. Lado a lado, conversaram um com o outro sobre assuntos banais, a praia ficando, a pouco e pouco, cada vez mais vazia.

    As ondas do mar batiam violentamente nas rochas, subindo cada vez mais pela areia banhada pelo por do sol. As gaivotas circulavam pelos céus, querendo aterrar por uns tempos, uma ou outra com peixes no bico, desejosas por saborear sua refeição.

    Algumas pessoas faziam fila para a loja, onde escutavam sons abafados, para entregarem as cadeiras antes de regressarem a casa. Harry e Hermione se deixaram estar sentados, esperando pacientemente que a fila terminasse antes de entregarem a cadeira. Ela tinha um sorriso nos lábios e uma expressão serena, tinha sido um bom dia. Há muito que não se sentia tão bem a falar com um homem. Nem seu primeiro encontro com Viktor tinha sido tão descontraído, tinham se conhecido em uma de suas saídas à noite com suas amigas, Ginny e Luna. Tinham bebido uns copos juntos, dançado lado a lado e, no final da noite, trocado seus números. Ainda se perguntava como seria sua vida se não tivesse dado seu número a Krum. Será que já estaria com outra pessoa? Nunca saberia.

    Mas esperava que, dali para a frente, encontrasse alguém. Não queria mais estar sozinha.

    Continua...


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