The Last A: O Último Anis

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    Capítulos:

    Capítulo 22

    Sabaibaru: o aperto de mão emissário

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    O começo da segunda temporada. E com isso uma nova direção.

    Eu me vi...

    Eu me vi chegando a Etofuru...

    E estava tão bonita quanto antes...

    Minha cidade natal.

    Hakiro estava paralítico...

    Eu e minha prima encontramos uma cápsula...

    E nela havia um felino...

    Piece 1.

    Uma garota me fez perder o ar da pior forma...

    O nome dela era Shizuka.

    E depois seu irmão apareceu...

    O nome dele? Kuon.

    Eles apagaram a memória de meu amigo...

    ... e tentou fazerem o mesmo comigo.

    Só que aquele felino... ele mudou tudo.

    Travei uma luta contra o Kuon...

    ... e venci.

    Casa da família Hawoen | Manhã

    Lentamente Jason abria seus olhos após uma noite de sono. Acordando e olhando para os lados, um bem estar foi sentido, embora as lembranças sejam um elemento que lhe trazia maus pensamentos. Ele imediatamente olhou seu peito, procurando por ferimentos, porém nada encontrou. O jovem estava aparentemente bem e, se sentando a cama, diz:

    — Isso... Isso tudo... Foi só... um sonho.

    E pulando na janela, eis que era Piece 1, que diz:

    — Não... Não foi um sonho.

    O terror voltou a mente de Jason, que viu a porta se abrir e dela apareceu sua tia, que o olhou em seguida. Ela logo correu até ele, o abraçando e chorando sem parar. Em seguida, Iamiko apareceu, ainda com dificuldade de andar. Ela fez o mesmo que sua mãe, abraçando Jason.

    E a única coisa que Jason pensou foi:

    — *Eu saí vivo... DAQUILO?!*

    Havia se passado uma semana.

    The Last A’: O último Anis | Segunda temporada. 

    Contextualizando...

    Sem explicações, Jason, que havia sido ferido de forma grave e fatal, apareceu em eu quarto sem nenhum ferimento. Aliás, sequer tinham vestígios da luta. Para aumentar sua preocupação, Jason passou uma semana dormindo, sob os cuidados de sua tia, que precisou chamar médicos para examiná-lo. Foi diagnosticado sono profundo... e nada mais. Os sinais de vida de Jason estavam normais e isso causou um alívio e ao mesmo tempo um tormento por Azika, que havia recém trazido os cara Iamiko. Durante esse tempo as duas cuidaram do Jason, com seus amigos o visitando todos os dias para saber de seu estado.

    Porém um deles já desconfiava: Hakiro. Com os demais orando e fazendo preces pela recuperação de Jason, Hakiro sabia que algo de muito estranho havia acontecido. Tanto que durante essa visita olhos para o jardim e viu Piece 1. Sem perder tempo, ele pediu licença e seguiu até a área externa. O felino percebeu que estava sendo seguido, caminhando para dentro da floresta atrás da residência. Lá, aguardava a aproximação do humano, que diz:

    — Piece 1...

    — Humano... Eu sei porque está aqui.

    — O que aconteceu? Porque Jason não acorda? 

    — Hm... Travamos uma batalha contra o Anis chamado Kuon...

    — O que?! Então... Era isso que o Jason queria gmesmo resolver... Mas...

    — Vencemos.

    — O que?

    — Essa batalha... Kuon foi aniquilado totalmente por nós.

    — Nós? Mas então... Você e Jason lutaram juntos contra o Kuon?!

    — Hm... Mais juntos que imagina.

    — Mas porque ele...

    — Eu não sei... Aliás, eu estava fraco e aos poucos eu também caí...

    — Mas então...

    E surpreendendo Hakiro, um outro alguém invadiu o espaço dos dois: era Spark. O canino, olhando para o humano, diz:

    — Suas tentativas de querer achar o porquê de tudo isso são inúteis. Pare de incomodar meu senhor...

    — Quem é você?

    — Você não precisa saber disso.

    Mas Piece 1 lobo tratou de acalmar Spark, dizendo:

    — Inimizades não são necessárias, Spark.

    — Mas meu senhor...

    — Este humano não é uma ameaça. E a dúvida dele é como a minha... Algo aconteceu, mas como estou sem meus poderes plenos, não há como examinar.

    — Eu o avisei que não deveria ter se unido ao humano asqueroso.

    — Spark, Jason é meu ressonante. A sincronização foi totalmente sucedida...

    — Ainda assim... Eu insisto no que penso.

    — Eu respeito... mas dispenso.

    — Como queira...

    Hakiro, preocupado, diz:

    — O que faremos agora? Jason não acorda!

    — Não faremos nada... Posso estar sem poderes, mas sei que Jason está bem... e com suas atividades mentais ativas.

    — Você tem certeza?

    — Ele está sonhando... Imaginando coisas que deveriam ter acontecido... e em muitas que aconteceram.

    — Mas... Ele quando acordar...

    — Eu estarei ao seu lado... e serei o primeiro que ele verá... E eu lhe direi que não foi um sonho.

    As lembranças de Jason foram mantidas, mas em forma de um sonho. Piece 1 sabia...

    E ele o avisou.

    Duas semanas depois...

    Cidade de Etofuru

    Era uma manhã ensolarada em Etofuru. A vida seguia a mesma, como todos queriam. Porque esse sentimento? O toque de recolher havia sido retirado, com as pessoas retornando a sua rotina. As autoridades chegaram a um veredicto sobre o estado sanitário da cidade, mostrando que o surto da Blood Plague não passou de um caso isolado, com todos os que sofreram de seus efeitos estavam bem de saúde. Porém as olimpíadas foram canceladas, com a federação olímpica entregando medalhas a todos os atletas em sinal de respeito pelo treinamento assíduo que fizeram para participarem do evento.

    E igual ao resto da cidade, os colégios também voltaram a seu horário normal diário.

    Colégio de Etofuru

    Pátio do colégio | 07:00 AM

    Era sabido que todos já haviam visto Jason em sua casa logo após a notícia de que haja acordado. Sumo, Paladino, Kenta e Motoi estavam com ele no pátio conversando até.

    — É, Jason... Depois que as aulas voltaram algumas coisas mudaram... – Disse Motoi.

    — Como assim? – Perguntou Jason.

    — Meu mano está menos babaca e estamos treinando juntos desde o toque de recolher.

    — Com o tempo o pessoal vai achar até que vocês não são irmãos, hehehe – Brincou Sumo.

    — Hahaha! Pode crer... Mas a gente ainda briga. Mas eu sempre jogo na cara que eu venho ele no jogo das olimpíadas.

    — Hahaha! Cara... Tu é maldoso, hein!

    — Relaxa, Sumo. Ele leva na esportiva. Só foi um jogo...

    — Falando nisso... – Disse Jason – Onde está o Kazu?

    — Ah... Bem... – Desconversou Paladino – Ele anda um pouco distante desde a volta as aulas...

    — Ele não foi me ver lá em casa... E eu mandei mensagem pra ele mas não respondeu...

    E Kenta logo disse:

    — Ele não falou com nenhum de nós, Jason.

    — O que?

    — O Kazu está diferente... Como se estivesse nos evitando...

    — Como assim?!

    — Cara, é difícil dizer... – Continuou Sumo – Mas ele anda mais tempo afastado de todos. Não fala muito, está sempre apressado... Muito estranho.

    — Estranho mesmo... *Tem algo mesmo errado nisso tudo. Porque ele se afastou? Porque não foi me ver? E falando nisso...*

    Mas nem sequer foi preciso Jason completar seu pensamento: Kuon estava de pé no outro lado do pátio. No mesmo instante Jason ficou imóvel e, suando frio, continuou olhando para o Anis. E ele, levantando sua mão, chamou o humano. Caminhando em direção a uma área afastada, Kuon queria ser seguido. Tanto que Jason diz:

    — Pessoal, eu vou dar um pulo alí.

    — Hã? Mas onde você vai? – Perguntou Sumo.

    — Resolver uns assuntos aí... Coisa minha. Volto logo.

    — Mas a aula vai começar! Você vai ter que ir pra sua sala!

    — Tudo bem... A gente se vê na hora do intervalo. Tudo bem?

    — Ok.

    Jason se apressou, seguindo Kuon que estava indo até a ala desativada só campus do colégio. O que estava acontecendo?

    Minutos depois...

    Colégio de Etofuru | Ala desativada

    Com corredores degradados e com muito musgo e poeira nós móveis e equipamentos abandonados e sucateados do pavilhão, Jason somente seguia o Anis, que não dizia uma frase. Isso causou um pouco de apreensão a Jason, que também se manteve mudon durante a caminhada. Não demorou muito e Kuon adentrou a uma sala, com o humano fazendo o mesmo em seguida e, para sua surpresa, Kazu estava lá.

    Sob uma luz fraca iluminando a mesa a sua frente, o Arauto diz:

    — Jason Hawoen... Entre.

    — Que tá pegando, Kazu? E o que aconteceu? Porque você sumiu?

    — Tudo no seu tempo... Você se lembra do que aconteceu?

    — Como se fosse ontem... E vou dizer que ainda estou sentindo o mesmo prazer de ter esfolado a cara desse filho da p*ta...

    A provocação de Jason foi bem direta, mas não causou reação alguma em Kuon, que se manteve quieto e sem expressão. Com isso, o jovem humano achou ainda mais estranho o comportamento.

    — Que foi, o k*zão? Porque está calado? Esperava pelo menos você responder...

    — Kuon não vai fazer nada, Jason. E acho melhor você passar a respeitá-lo – Disse Kazu, sério.

    — Como é?

    — Pedi para que Kuon o trouxesse aqui para oficializarmos o resultado do Kumate.

    — Hã? Isso significa que...

    — Sim. Todas as suas exigências serão atendidas por Kuon, sem nenhuma contestação ou protesto. Então é indicado que você não o trate mal, porque ele irá respeitar.

    — Sério mesmo? Nossa, estou comovido... Então o péla vai ficar na dele e deixar as coisas fluírem como devem ser?

    — Exatamente – Disse Kazu, abrindo um documento – Isso aqui é o termo que oficializa o resultado do Kumate. Jason Hawoen, você foi o vencedor do duelo. Só assinar.

    — Assinar? E como vou saber que isso é verídico?

    E Kuon, estendendo a mão parte Jason, diz:

    — Você me venceu em uma luta justa. Eu irei aceitar todos os seus termos. Fizemos um Duel Butin... e eu estou ciente da minha derrota.

    O reconhecimento da derrota foi feito de forma direta. Kuon nem parecia o Anis que até então estava subjulgando Jason e Piece 1. E o jovem entendeu que ele estava mesmo falando sério. Comedido pelo comportamento formal de seu desafeto, Jason apertou sua mão, dizendo:

    — Muito bem. Então será como eu disse nesse tal Duel Butin. Só seguir como eu disse e poderemos viver no mesmo espaço. Sem ressentimentos? – Disse, olhando nos olhos de Kuon.

    — Combinado.

    Naquele mesmo instante, Kazu olhou para as mãos dos dois, fitando Kuon em seguida. Em frações de segundos os dois, com uma simples truca de olhares, se comunicaram, com algo muito negativo sendo entendido por Kazu.

    Após a confirmação, Jason subiu o termo, dando fim ao trâmite. Finalmente o entendimento das partes ocorreu, acabando com o Kumate. E depois da assinatura, Kuon também assinou, colocando o documento e colocando em um envelope. E enquanto o Anis derrotado levou o envelope, Jason e Kazu começaram a conversar:

    — Cara, porque você sumiu?

    — Estava trabalhando, Jason. O Conseil exige que eu seja o mais formal possível. Eu só poderia me manifestar mais abertamente com a assinatura desse documento.

    — Tudo bem, mas... O que foi tudo isso?! Eu... Eu acordei com minha tia e prima me abraçando depois de uma semana dormindo!

    — Esqueça isso.

    — ESQUECER?! TÁ MALUCO? O que aconteceu, Kazu? Eu fui empalado pelo Kuon naquela floresta!

    — Esqueça... Jason, o que importa é que está bem.

    — Não tem como esquecer! Me diga!

    — Assuntos relacionados ao Kumate não são mais pertinentes. Acabou, Jason.

    — Como é?! Cara, você tá falando sério mesmo? Porque esse mistério? Eu recebi uma lâmina bem no meio dos peito! E não tem marca alguma!

    Mas por incrível que pareça, Kazu mutou-se para sua forma Anis e, olhando nos olhos de Jason, diz:

    — Há coisas que vocês, humanos, não devem saber. Deixe como está, Jason. O assunto está encerrado.

    — Você sabe que isso é errado... Eu tenho o direito de saber o que houve!

    — Jason... – Disse Kazu, com energia sendo reunida em uma de suas mãos – Chega!

    — Hã?! Kazu... Você... O que pensa que iria...

    — Eu não são se você vai querer cobrindo sendo meu amigo depois disso, mas eu não lhe devo absolutamente nenhuma satisfação. Insistir com essas perguntas é ir contra a decisão do meu Conseil e do próprio Kumate. Esteja avisado, Jason: eu sou um Anis e tenho orgulho disso. E também tenho minhas responsabilidades como Arauto. O Conseil sempre sabe o que eu faço e como ajo, então... Assunto encerrado.

    Dessa vez o rapaz havia entendido o tom o qual seu amigo Anis queria dizer. Embora continuasse com muitas dúvidas, viu que havia pontos os quais não poderia ir além. Ele entendeu que:

    — *... Kazu está trabalhando. Ele como Arauto deve ter responsabilidades para manter a ordem. Então é isso. Eu fico com minhas dúvidas, mas continuo sendo seu amigo. Acho justo... AE tudo está bem agora*

    E mostrando alegria em seu rosto, Jason abraça Kaxu, dizendo:

    — E então, neko azul? Que tal um copo de leite?

    — Hã?! Mas... Jason, eu estou na minha forma Anis! – Disse Kazu, corado.

    — E daí? Como vai ser? Quer leite ou um peixe grande? – Disse, com uma cara mostrando malícia.

    — Ei! Para com isso! Que assunto é esse?! – Disse, envergonhado.

    — Hahahaha! Cara, você tinha que ver sua cara!

    — Ah... Mas... Você... Ah... Me pegou dessa vez... Caramba, Jason...

    — Hahaha! Você como neko fica parecendo uma mina bem kawaii, sabia?

    — Ei! Para com isso!

    — HAHAHAHAHA! Tamo junto, Kazu!

    E Jason respeitou a posição de Kazu. Mesmo diante tantos dilemas, o jovem manteve a amizade de seu amigo Anis. Logo após a amistosa conversa, eles partiram para a saída, agindo como antes. Entretanto, Kazu se manteve quieto e sério ao se lembrar do aperto de mão que Kuon ofereceu a Jason. Ele sabia do resultado dessa ação, pois tentou se lembrar do simbolismo:

    — *Aquilo tem um significado... Aquele aperto de mão... Kuon não faria isso para oficializar o fim do Kumate... mas então o que...*

    Entretanto haviam mais coisas naquele colégio acontecendo enquanto tudo isso...

    Horas depois...

    Colégio de Etofuru | 12:00 PM

    Já havia tocado o alarme do intervalo. Dessa vez todos estavam reunidos no refeitório, sentados em uma mesa e conversando sobre tudo. Até mesmo Kazu estava se divertindo, colocando os assuntos em dia. Era visível que a alegria e descontração haviam retornado, para a coroação completa. Lupa também estava sentada, junto a Sumo. Abraçada a seu namorado, ela logo diz:

    — Sumo... Eu vou beber água. Estou com sede.

    — Hm? Mas você pode tomar um refrigerante...

    — Agradeço... Mas prefiro água fresca.

    — Tudo bem. Vou te esperar aqui.

    Jason não pode deixar de notar que os dois estavam mesmo levando a sério, principalmente Sumo. Com um sorriso, ele mostrou contentamento com a relação dos dois, pois parecia que Lupa estava fazendo tudo certo dessa vez.

    Porém...

    Corredores do colégio | Área de lavado.

    Em uma área distante do refeitório, e deserta, a área de lavado era onde ficavam os toaletes e bebedouros do complexo. Diferente do que havia no prédio das salas de aula, lá era quase como um vestiário, porém com melhores acomodações.

    E enquanto Lupa se refrescava com água, uma certa alguém diz:

    — Você é patética.

    Lupa se virou e vou que se tratava de Shizuka. A loba, sem tirar os olhos dela, diz:

    — O que disse?

    — Posso ter demorado para perceber... mas agora vejo que é uma Anis. Sua relação com aquele humano é abominável e grotesca.

    — Eu não lembro de ter pedido sua opinião.

    — Hm... Vejo que não se importa com sua própria raça.

    — Não sou como você... e nunca serei. Meu pai disse uma vez que orgulho se tem dentro pra fora e que só mostramos isso pra quem realmente se importa... Então, não me interessa o que quer dizer – Disse, caminhando para a saída.

    Mas Shizuka a impediu, se colocando a sua frente. E ela, demonstrando imponência, diz:

    — Mate-o... Você deveria fazer isso.

    — Saia da minha frente...

    — Não sairei até que reconheça sua insignificância e mate-o assim que tiver uma oportunidade.

    — Saia da minha frente... – Disse, com uma ventania se formando no lugar – É meu último aviso.

    — Então tente me matar... Se puder.

    — Pode ter certeza... que se você... ou qualquer outro... que se atrever a se colocar entre mim e Sumo... eu matarei.

    — Faça isso agora... Eu sei que quer. Está na sua natureza. Eu sei, Lupa... O cheiro podre e nojento daquele humano está impregnado em você... E acho que você não se importa com sua própria raça.

    — Sumo é a única coisa que importa pra mim...

    — Mediocridade... Uma forma de viver sem esperar muito... Indigno para um Anis, esperado por humanos. Entendeu a diferença? Eles não vivem além do que esperam...

    — Pra mim é o suficiente... Esse termo, mediocridade... Ele é mais apropriado a você.

    — Você é imatura... Parece até que quer ser uma humana...

    — E se eu quiser?

    Shizuka pulou em direção a Lupa, que sequer teve tempo para reagir. A pressionando contra a parede, deixou o corpo da loba paralisado, dizendo:

    — Nunca... Jamais... Ouse dizer isso.

    — Me solte.

    — Subimos vários degraus da evolução para enfim estarmos acima dessa raça que desgraça essa terra magnífica... e temos tudo para levar a glória de nossa raça para algo grandioso a esse lugar maravilhoso... Então eu não irei permitir que traga essa injúria a nós...

    — Mediocridade...

    — O que?

    — Uma forma de viver sem esperar muito... Você quer isso pra os Anis. Acabou de dizer... ou estou errada?

    Shizuka tinha um semblante idêntico a Lupa: ambas não expressavam reações em seus rostos, se limitando a colocar o tom que estavam em suas palavras. E era fato que a loba havia usado os argumentos falhos de Shizuka contra ela mesma. Percebendo que a conversa não tinha mais o porquê de continuar, ela soltou Lupa, caminhando em seguida para a saída. Mas antes de sair, enquanto caminhava, diz:

    — Logo tudo isso terá um fim... Todos vocês cairão... Um por um... Seja pelas minhas garras ou de outros Anis... e essa sua ideologia herege vai ser destruída... Além disso, basta aquele humano asqueroso descobrir sua natureza e verá com seus próprios olhos a reprovação.

    A loba, olhando para um espelho da área, viu seu reflexo e, refletindo, diz:

    — Eu... Eu agi como uma humana... não foi? Eu sei que sim... Sumo.

    Lupa então voltou para o refeitório. E assim seguiu mais um dia normal na escola.

    Horas depois...

    Delegacia de Polícia de Etofuru

    Setor de investigação criminal | 19:00 PM

    Local onde o Sr Hansen, pai de Hakiro, a delegacia estava mesmo movimentava. Pelas ocorrências durante o surto da Blood Plague, o governo ficou de olho pelo que estava mesmo acontecendo na cidade. Essa preocupação chegou a um patamar um pouco acima, com o setor de investigação atento a uma visita. Sentado a sua mesa, Sr Hansen lia relatórios, quando um tenente da polícia entoa em sua sala e anunciou:

    — Senhor...

    — Hm? O que foi, Hakatesuno?

    — Bem, como poderia dizer? O senhor tem visita.

    — E quem seria?

    — Uma agente destacada do governo. Posso chamá-la?

    — Sim. Deixe-a entrar...

    Instantes depois, entrou a sala uma bela jovem usando saias e um blazer feminino, com uma camisa social por baixo e gravata. Com seus cabelos curtos de cor castanha com gradientes alaranjados por baixo, combinando com seus olhos castanhos, ela diz:

    — Sua sala... Era como eu imaginava.

    — Olá, senhorita. Prazer, me chamo...

    — Sr Hansen Hakiro. Eu sei.

    — Sim. Vejo que você gosta de se adiantar.

    — Sim. Alguém precisa mostrar trabalho. Infelizmente que isso é uma competência para poucos.

    O policial olhou um pouco irritado após as palavras arrogantes da moça. Ele, se levantando, diz:

    — Creio que seja a agente destacada do governo.

    — Boa observação. Eu vim para ajudar nas investigações... Pra fazê-las funcionar, se assim dizer. Não se preocupe, velho.

    — Hm? Velho? Senhorita, deveria ir mais devagar.

    — Oh... Eu feri seu orgulho? Desculpe, mas eu sou sincera. Policiais carrancudos dessas cidades do interior demoram para andar detalhes que eu consigo em minutos.

    — Já descobri muitas coisas sem sequer ter instrumentos. E resolvi muitos casos antes de você se formar.

    — Uma mera casualidade. Sabe, sangue novo sempre está a pelo menos dois passos de métodos antigos.

    — Porém anos nas costas me deu caminho para atalhos.

    — Nada que eu não possa aperfeiçoar de um novo jeito. Nem sempre um vinho antigo é saboroso.

    As cutucadas da jovem estavam mesmo incomodando Hansen mas, para dar um fim a discussão, ele diz:

    — Sem experiência, sem vida.

    E a jovem entendeu o recado. Sem ter argumentos para responder, entregou os pontos:

    — Hm... Está aí algo que eu não posso negar. Você tem fibra, senhor.

    — E você não me disse seu nome.

    — Prazer. Me chamo Misato Yamauchi. Sou a oficial destacada da Agência Nacional de Polícia do Japão e estou aqui para auxiliar nas Investigações da Blood Plague.

    — Muito bem, oficial. Acho que começamos com o pé esquerdo. Quer começar outra vez ou prefere ficarmos fazendo essa discussão de adolescente?

    — Hehe... Prefiro começar do início. Sabe, você me causou boa impressão... Ah e outra coisa...

    — O que?

    — Desculpe por ter lhe chamado de velho.

    — Haha... Não ligue pra isso. Eu levei na esportiva.

    — Mas você se incomodou com alguma coisa. Poderia me dizer o que foi?

    E ele, se aproximando da jovem oficial, diz:

    — Gente arrogante geralmente me irrita. Mas o que mas me irrita são pessoas que usam máscaras e tenham fazer de conta que são o que não são. Mas você não é assim... felizmente.

    — O que quer dizer?

    — Você é autêntica. Pode ter sido arrogante no início, mas é humilde para começar de novo.

    — De qualquer forma, peço desculpas.

    — Desculpas aceitas. Bem, Misato... Venha. Irei lhe mostrar nossa delegacia.

    Pelo visto a polícia de Etofuru estava mesmo levando a sério a investigação. Um reforço foi exigido... e efetivado em sua equipe. Tendo em vista todo o mistério acerca da Blood Plague e do surto que ocorreu anteriormente que vitimou seu filho, eles tinham uma linha de iinvestigação sólida e secreta para os demais policiais da delegacia. Sr Hansen fez questão de mostrar todos os documentos, anotações, memorandos e dados da investigação para a oficiail Misato Yamauchi.

    Naquela mesma noite começaram a trabalhar juntos.

    O tempo passa...

    Casa da família Hawoen | 22:00 PM

    — Nada termina, Jason.

    Piece 1 deu sua opinião. O assunto? O Kumate e seu fim oficial. O Anis, ao ouvir a notícia de Jason, não tardou em se expressar. Mas o jovem logo interveio.

    — Kazu oficializou com um documento. E o próprio Kuon deu as honras.

    — Hm... E como ele estava?

    — Ele quem?

    — O Anis chamado Kuon. O dano que infligimos a ele foi estrondoso. Nós golpeamos pra feri-lo sem pena... Como pode estar de pé e ileso dos danos?

    — Pis... Cara, agora que você disse isso... É verdade. Eu bem me liguei nisso e... O Kazu também não quis me dizer o que houve.

    — Tem algo nisso tudo... Você não acha? E pare de me chamar desse nome!

    — Pode até ter, mas... Kazu me disse sobre um lance de Conseil. Você conhece isso?

    — Como poderia saber tais coisas?

    — Assuntos de Anis... Pensei que conhecia.

    — Hm... Os Anis daqui são completamente diferentes.

    — Como disse?

    — Kumate, Duel Butin, Conseil... Eles são bem organizados.

    — Do que está falando? Você disse que não sabia nada disso.

    — Eu não lhe disse, mas... Eu sou o responsável por todos esses Anis.

    — Como é?!

    — Eu os liderei e os libertei... Nós éramos mantidos presos em um centro de pesquisas... Nós matamos humanos naquele dia, para enfim estarmos livres.

    — Então... Então você é o mestre deles?

    — Jason... Tudo que eu te disse... Tudo isso são memórias de outros como eu. Aquele lobo, Moonsand... Ele conheceu uma dessas vidas...

    — Eu não estou entendendo o que você quer dizer com tudo isso.

    — Os clones... Todos foram eliminados, mas... Suas memórias vieram até mim. Eu tinha ligações com eles... porque eles sou eu.

    — Caramba... Então você sabe disso tudo de vento de pesquisas e tal... Mas e aquilo que o lobo disse? Sobre você ter lutado contra eles...

    — Não fui eu... ao mesmo tempo que eu agora tenho essas lembranças. O clone tentou encontrar seu ressonante... e o encontrou. Porém...

    — O que?

    — Ele... Um humano chamado Ethan... ele o renegou e o expulsou de sua mente, cessando a ressonância. Esse meu clone realmente quase conseguiu...

    — Quase conseguiu o que?

    — Fazer a ressonância... com todo seu poder aflorado. Porém não passava de uma cópia... Uma simples cópia. E aqui estou eu, com meu ressonante... mas sem poderes. Uma ironia do destino, por assim dizer.

    — Que frescura...

    — O que?

    — Pis... Esquece. Vai dormir. Já está tarde... e eu estou indo nessa. Boa noite...

    Com Jason indo até sua cama para dormir, Piece 1 ficou alí sem entender o que ele quis dizer. E nessa conversa, ficamos sabendo que o felino estava se recordando de memórias de coisas que não viveu, mas que duas cópias compartilharam suas centelhas com essas informações. Decerto, Piece 1 ainda não tinha recuperado seus poderes e, para piorar, ele gastou tudo o que havia. Mais fraco, um bom tempo de descanso seus necessário.

    Mal sabia ele que isso seria um grande problema.

    E durante a madrugada...

    Uma noite de sono tranquila era o que acontecia em Etofuru. Fora algumas pessoas que estavam trabalhando, toda a cidade dormia para um dia seguinte de atividades. Porém um certo alguém seria despertado.

    Na casa de Jason, seu celular começa a vibrar sobre sua mesa. Mais e mais vezes foram necessárias para que isso realmente o acordasse. Ainda sonolento, pegou seu celular, olhando para a tela em seguida. E com seus olhos sendo desfocados pela luminosidade da tela, ficou assustado ao poder ler na tela várias mensagens, nesta mesma ordem:

    "Eu agradeço do fundo do meu coração por ter apertado minha mão

    Isso me ajudou a melhorar nossa relação, é fato

    Tanto que eu exijo sua presença em uma reunião especial

    A não ser que esteja com medo

    Caso tenha a mesma coragem em me confrontar, venha até a floresta naquele mesmo lugar

    Você sabe qual, porque é inesquecível pra você

    E que em breve será para você também

    Caso não tenha salvado meu número, sou eu que estou enviando.

    Assinado: Kuon Haruka"

    Uma irritação indescritível tomou Jason naquele instante. O convite, ou a convocação, seja lá o que tenha entendido, era para aquele momento. Tomado por curiosidade e motivado pena raiva novamente por seu desafeto, o jovem se levantou e colocou suas roupas, isso tudo evitando fazer ruídos. Curiosamente, Piece 1 não estava em seu quarto, o que facilitou sua saída. Jason deixou a casa pela janela do seu quarto, colocando o capuz de sua jaqueta naquela madrugada fria. Em seguida caminhou sozinho pelas ruas vazias do seu bairro, indo em direção a floresta de Etofuru. Foi uma caminhada longa, mas não tão torturante que sua curiosidade: “o que Kuon está tramando?”.

    Uma hora depois...

    Floresta de Etofuru | 02:30 AM

    Uma brisa fria trazia um mal presságio. Jason caminhava entre as grandes árvores que traçavam uma trilha no solo gramado da região. E chegando até a área aberta onde houve o Kumate, o jovem humano, mostrando irritação em seu rosto, avistou Kuon, que estava de bebida cruzados o observando. Mas ele não estava só: Kazu estava a seu lado. Jason, se aproximando, diz:

    — O que está acontecendo? As premiações ainda não acabaram?

    — Jason, Jason... – Disse Kuon – Sua ignorância me diverte.

    — Bem, se você se diverte com isso então eu estou mesmo na vantagem. Agora me diga: porque me chamou? Eu pensei que tudo já havia sido resolvido com a oficialização do fim do maldito Kumate.

    — De fato. Nossos assuntos estão encerrados e eu, novamente, renovo minha promessa de cumprir com suas exigências.

    — Então o que que há? Porque essa p*rra de reunião?

    Ao dizer isso, Kazu logo tomou a frente, o que fez Jason se surpreender: o Anis estava com o mesmo semblante do dia do Kumate, porém trajado com umas vestimenta diferente, com uma roupa cerimonial: calças vermelhas, com longo manto azul e usando uma tiara dourada. O humano, sem entender, diz:

    — Mas o que é que está acontecendo aqui?

    — Challenger humano... Sua convocação foi necessária para a proclamação do Sabaibaru.

    — Hã? Que p*rra é essa?!

    — Que tenha início a cerimônia de abertura. Que Riviera esplêndida tome a justiça e faça a sua seleção natural.

    Com Kazu dizendo coisas que faziam Jason ficar ainda mais confuso, o humano logo precisou se manifestar:

    — MAS QUE C***LHOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI, KAZU?!

    Enquanto isso...

    Em um matagal que ficava atrás da casa da família Hawoen, Piece 1 estava conversando com Spark, quando os dois avistaram um vulto traçando o céu a uma velocidade impressionante.

    — O que foi isso, meu senhor?

    — Muito rápido para ser algo humano... E rápido o suficiente para ser só notado por Anis.

    — Então... É um Anis.

    — Sim... E foi na direção do local onde lutamos...

    — Acho que devemos averiguar!

    — Concordo.

    Os dois logo seguiram para o lugar, já lhes trazendo uma preocupação maior do que imaginavam...

    E retornando a floresta de Etofuru...

    Um silêncio tomou conta do lugar, com a brisa se transformando em uma ventania. Uma tensão dominou Jason naquele instante, o que trouxe mais estranheza e dúvidas. Logo um ruído grave, como se fosse uma turbina foi ouvida por ela e, olhando para Kuon, diz:

    — O que... Mas o que é isso?

    — Hehe... O líder dos Imps... A muito tempo ele não é visto... e será uma honra vê-lo novamente.

    — Líder dos Imps?! Mas que p...

    Jason não teve muito do que dizer, pois a sua frente um indivíduo mostrando tira sua imponência apareceu flutuando. E o ruído das turbinas eram originadas dele mesmo. Usando uma armadura metálica de cor azul por praticamente todo seu corpo, com suas patas de ave a mostra, com barras bem afiadas. Seus braços eram na forma humana, com dedos e músculos, porém cobertos com sua plumagem marrom e havia uma marca em formato de Epsilon em seu braço esquerdo. E sua cabeça era a de uma águia, com um bico preponderante, demostrando poder de predador. E ele, com uma voz grave e intimidadora, olhando para Jason, diz:

    — Humano Jason Hawoen... Você obteve uma vitória merecia contra um Anis. Lutou com afinco e bravura... então eu aceito seu desafio.

    — O que? Mas do que está falando?

    — Deveria estar honrado. Poderão defender sua ideologia em nosso Sabaibaru.

    — MAS O QUE ESTÃO FALANDO?! – Gritou Jason, desesperado.

    — Sua vitória os credenciou para tanto... E com certeza... – Tentou dizer o indivíduo, sendo interrompido.

    — F*DA-SE ESSE PAPO ESCROTO, PASSARINHO! O QUE ESTÁ ACONTECENDO NESSA P*RRA?

    Jason mal teve tempo de perceber: o tal Anis o pegou e, o segurando, o levou para o alto. Com o jovem humano ficando ainda mais desesperado, o vôo só aumentava de altura, ultrapassando em questões de segundos as camadas, com o Anis dizendo:

    — Vocês humanos são limitados a sua própria insignificância... Nós, Anis, somos limitados as nossas ambições... Notou a diferença?

    Os dois estavam no limite da troposfera, a primeira chamada da atmosfera. Após a pergunta, o Anis águia levantou Jason até sua linda de visão, esperando por uma resposta. O humano ignorou totalmente, cuspindo em seu rosto dizendo:

    — VAI SE F*DER!

    O Anis subiu ainda mais, levando Jason além da troposfera, entrando na estratosfera. Como sabemos, essa camada é pobre em oxigênio, o que aos poucos fazia com que Jason começasse a ficar fraco, puxando ar mas em nada isso ajudava. E o Anis continuou:

    — Sua insignificância começa onde sua significância ao mundo começa. Vocês são inferiores e, para compensar isso, criaram tecnologias. Aos olhos de vocês, acham um milagre. Mas aos nossos olhos, os Anis, é patético. Uma tentativa de fazer valer sua existência em um mundo onde já perigos em qualquer lugar. Sem essa tecnologia o que vocês seriam? Você deve saber da resposta, mesmo prestes a desmaiar.

    Jason já estava perdendo os sentidos, quando o Anis o soltou, deixando que disse em queda livre. Fraco e completamente entregue a sua própria sorte, sua vida estava por um fio, já que não podia fazer nada. Mas antes que pensasse que sua o fim de tudo, o Anis voltou a segurá-lo, dizendo:

    — Eu ficarei fazendo isso até que você diga “aceito”. Estou pouco me importando com sua vida. Só me interesso com sua ideologia, humano. Eu quero saber se você tem dignidade... que se orgulha de ser o que é. E então... você aceita nosso Sabaibaru?

    Jason até o ouviu, mas estava confuso. Pressionado por essa situação caótica, estando de cabeça para baixo, conseguiu observar Piece 1 e Spark se aproximando. E logo pensou:

    — *Porque isso tudo? Porque tanto ódio dessa gente? Porque Kuon quer tanto isso? Já estava tudo terminado... Tudo iria colar como era antes e todos viveriam bem e felizes... Então porque? Esse Anis está mesmo falando sério... Ele vai me matar! E esse papo de ideologia... Isso... É a única coisa que ele se importa? Eu... Eu não posso fazer nada... Mas se eu não pegar em algo, ele vai me matar...*

    E em uma só palavra, alí começou a ser traçado o destino de Jason: sob os olhares de Kuon, Kazu... Piece 1 e Spark, que já estavam próximos, Jason diz:

    — EU ACEITO!

    Logo o Anis o soltou, deixando que disse ao chão. Por ironia do destino novamente, Spark saltou e evitou sua queda. Com o Anis águia voltando a levitar, ele diz:

    — Que se inicie nosso Sabaibaru. Que Riviera esplêndida tome a justiça e faça sua seleção natural. 

    Mas antes que saísse, Jason logo se impôs:

    — Eu não sei o que está acontecendo... ou o que vai acontecer... Mas... Você pode ter certeza... Que eu não vou morrer!

    — Como pode ter essa certeza, humano?

    Piece 1 logo tomou a frente de Jason, dizendo:

    — Eu estarei aqui e protegerei meu ressonante! Seja lá quem você for, cairá!

    — Um Anis aliado a um humano? Kuon Haruka estava mesmo certo... Seu existir desgraça a nossa raça. Eu vai o considero um de nós, patético ser.

    — O mesmo digo eu... e a qualquer um de vocês!

    — Grr... Isso não importa. O nosso Sabaibaru está instaurado. Que o desafio comece... Se que todos caiam ao Abismo!

    Porém Jason não havia terminado:

    — Seu... Seu arr*mbado...

    — Você é muito ousado, humano. Suas palavras sujas não me afetam. Aliás, vocês humanos se sentem bem ao fazer isso... Patético.

    — Me diga o seu nome!

    — O meu nome? Porque deveria lhe dar tal honra?

    — PORQUE VOCÊ ESTÁ OLHANDO PARA O HUMANO QUE VAI TE DERROTAR! – Gritou Jason, com bastante raiva – Eu quero ter o prazer de dizer o seu nome quando você estiver no chão, rastejando... e perdendo cada uma de suas penas!

    — Hm... Uma rivalidade. Acha mesmo que teria capacidades de chegar tão longe?

    — Estou de pé na sua frente, te desafiando... ACHA MESMO QUE EU NÃO CONSIGO?! EU VOU TE ESFOLAR!

    — Curioso. Um humano comum já teria desistido ou tirado a própria vida... Muito bem, Jason Hawoen. Lutem... Sofram... Tenham perdas... E nesse dia, caso o seu caminho te leve sempre para frente, eu estarei lhe esperando. Dentro de alguns dias vocês receberão a primeira carta... e o imp voluntário irá fazer valer o Sabaibaru. Então, Jason Hawoen... Após derrotarem a todos... eu estarei no campo de batalha para ver se tem mesmo essa capacidade.

    E ele, se colocando de costas, diz:

    — A propósito... Eu me chamo... Wing 11 (eleven).

    Numa velocidade impressionante, Wing 11 sumiu a frente dos olhos de todos. Kuon e Kazu se retiraram, deixando ali Jason, assim como Piece 1 e Spark. O humano, ajoelhado, diz:

    — Piece 1... Porque? Porque essa guerra não acaba?

    — Porque a paz é só um efeito passageiro. Você não a tem totalmente... e você deveria saber disso, como um humano.

    E Spark, olhando para o céu, diz:

    — A todo instante esse tal Wing 11 sempre se referiu a “vocês”...

    — Hã? Mas... – Disse Jason, surpreso – O que quer dizer?

    — Tenho mesmo uma sensação muito ruim. Meus instintos me dizem que o problema é maior que imaginamos. Ele não é um Anis comum... Não é, meu senhor?

    — Sim, Spark... – Disse Piece 1 – É uma guerra. Um desafio que eles tento querem... e isso tem um motivo diferente. Eu, o Anis mais poderoso, tenho o interesse de dominar o mundo... e irei. Porém esses Anis... Eles parecem ser os que dominam o mundo no momento.

    — O que?! – Disse Jason, assustado – Você está mesmo falando sério?!

    — Infelizmente sim... *E Spark está certo. O problema é muito maior... Jason, também prevejo coisas muito ruins...*

    A madrugada flor mesmo marcada por esse evento traumatizante. Não ganha muito o que dizer: Sabaibaru. Um novo desafio, que Pereira ir além do Kumate...

    Mas o ponto crucial onde Spark se atentou foi: “vocês”.

    Quinze dias depois...

    Cidade de Etofuru

    Casa da família Hakiro | 06:00 PM

    Caminhando até o ponto de ônibus para seguir para o colégio, Hakiro estava devidamente uniformizado e ouvindo música usando um fone de ouvido. E quando se sentou ao assento do ponto, abriu sua mochila para pegar um se seus livros. Praticamente da boa leitura de livros físicos, o jovem não era somente um prodígio no basquete: Hakiro era muito inteligente. Porém, aí abrir sua mochila, achou uma carta misteriosa. Sem perder tempo, ele a abriu e viu seu conteúdo, que dizia:

    “Você é meu Sabaibaru... Koji Hakiro”

    Em breve faremos valer sua ideologia

    Floresta de Etofuru. Amanhã. Esteja sozinho ou meu Duel Butin será... bem desagradável

    Assinado: Eva ”

    Continua.


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