Sonic The Hedgehog: Outside N'Counter

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    Capítulos:

    Capítulo 30

    Crise em Mobius: reuniões e confusões

    Violência

    Olá, pessoal. Como estão?

    Hoje o capítulo trará mais intrigas e muitas reuniões. Mas fiquem tranquilos que também haverá momentos de ação.

    E Silver finalmente conseguirá resolver seu problema? Veremos a seguir.

    Divirtam-se! ??

    Floresta Fantasma de Knothole

    CASA DE SARAH ACORN – BOSS BATTLE:

    The haze of forgotten mourning

    Music: “Dreams of the Absolution - intrumental” by Morris

    Silver estava decidido em ajudar Sarah Acorn. Morando naquele casebre humilde por tanto tempo, a esquilo não nutria esperanças com seu recém conhecido hóspede. Porém o ouriço prateado não demonstrava medo algum de sair da residência isolada de tudo e de todos, no meio de uma Knothole destruída e entregue as trevas daquele mundo inóspito que se tornou Mobius.

    Deixando o lugar seguro que estava, começou a emanar seus poderes psíquicos, circundando seu corpo com sua aura, que supostamente oferecia proteção. Silver parecia saber o que estava fazendo e não demorou muito para que a tal névoa sombria envolvesse toda a área, fazendo com que o ouriço sumisse em seu interior. E ao acontecer isso, Silver ouviu aquela mesma voz dizer:

    — Seu futuro... Ele não te pertence...

    — Então é você outra vez... Porém dessa vez as coisas serão bem diferentes!

    — Você destruiu tudo aquilo que importava a esse mundo... e deve pagar por isso...

    — Eu irei pagar sim... Começando em te banir da existência!

    Com o ouriço levitando por entre a névoa, sua visão era dificultada pela escuridão permanente, que não o deixava ver sequer a um metro a frente. E mostrando irritação em seu rosto, ele diz:

    — E então... Porque não tenta me levar para a perdição?

    — Você... Você busca... Você busca sua... Você busca sua destruição... Você busca sua destruição em me desafiar...

    — Então porque não tenta me destruir? Vamos!

    — Você não sabe onde está e para onde irá... Um ouriço destinado ao fracasso e... futuramente... ao eterno descanso...

    — Você que não sabe o que fala! Eu estou aqui te desafiando! Você quer trazer o esquecimento a todos... EU NÃO PERMITIREI ISSO E VOU TE DERROTAR!

    Silver começou então a concentrar seus poderes e, juntando esferas psíquicas em casa uma de suas mãos, as fechou uma com a outra causando uma explosão que fez com que sua energia começasse a se conectar a névoa sombria. Um grito de lamento e dor foi ouvido por ele, que diz:

    — QUEM É VOCÊ? APAREÇA!

    — AHHH... Você não sabe o que está fazendo!

    — Eu sei exatamente o que estou fazendo! ESTOU LIMPANDO ESSA TERRA SOFRIDA DE SEU DOMÍNIO!

    — Você não tem ideia... Você é o culpado, Silver... Você é o culpado pelo o que aconteceu, pelo o que está acontecendo e pelo que irá acontecer...

    — CALE A BOCA! – Disse, condensando ainda mais seus poderes.

    Logo uma imensa roda moinho começou a se formar, estando Silver com os braços estendidos e suas mãos abertas ditando o ritmo do combate contra a névoa, que não esboçava força alguma. E isso ficou evidente com o que o ouriço passou a dizer:

    — Eu consegui entender o que você é! Eu senti... Eu imaginei um meio de te parar com a experiência que tive nas minhas viagens pelo tempo... EU SEI O QUE VOCÊ É! – Disse, dissipando a névoa aos poucos – Você não passa de uma soma de poder... Uma alma perdida e sussurrante que por onde passa traz o esquecimento a todos... porque você é uma alma esquecida!

    — NÃO!

    — Eu vou te entregar a seu verdadeiro destino... VOCÊ NÃO VAI TRAZER MAIS ESQUECIMENTOS! Que seu fim seja agora... e que desapareça com seus tormentos dessa terra!

    — Você não tem ideia...

    — Tenho totalmente!

    — Você não pode acabar comigo...

    — EU ESTOU ACABANDO COM VOCÊ!

    — Você não pode me destruir..

    — DESAPAREÇA! – Disse, implodindo a névoa.

    Aos poucos a escuridão perdia a força...

    Com o solo podendo ser visto...

    Ainda que consigo carregasse um fardo...

    A história daquela terra merecia respeito...

    Knothole, antigo refúgio do Reino Acorn...

    Entregue as trevas, por assim dizer...

    Porém havia um ouriço que estava ali, em pé...

    Determinado a fazer o que for possível...

    ... para enfim transformar seu futuro.

    Triunfante no meio da até então névoa densa que cobria todo o vale, Silver ainda manifestava seus poderes enquanto a vista era finalmente recuperada. Embora o terreno morto da floresta fantasma de Knothole e árvores escuras formassem um cenário nada agradável, o fim da névoa sombria trouxe alívio ao ouriço. E para sua surpresa, a sua frente já estavam todos os Guerreiros da Liberdade, com Dust, Mera-li, Ridge, Racer e Metal Sonic olhando para Silver. O líder do grupo logo se manifestou:

    — Silver, o que significa isso?

    — Essa névoa... Edmund me disse uma vez que forças atemporais acabam por existir causando males. Todos nós estávamos sendo afetados com o esquecimento. Essa névoa tentou nos tirar tudo que sabíamos e nos prender na perdição.

    E Mera-li logo disse:

    — Sem memórias, sem vida. Sem lembranças, sem história. O esquecimento é uma perdição.

    — Dados conclusivos fidedignos. Sua teoria é confirmada – Disse Metal, com seus olhos acesos.

    — Sabia que iria concordar comigo, Metalzin! – Disse a equidna, o abraçando.

    Racer, mostrando impaciência, logo disse:

    — Tá bom, galera do bem... Mas e aí? Como vamo levar a the mission?

    — Minha mana está certa... – Disse Ridge – Dust, esse lugar... Ele não tem nada. Essa névoa nos enganou!

    — Hm... Temo ter de concordar com essa sua indagação. Essa soma de energia que Silver disse realmente emanava energia quântica. Um fenômeno atemporal, como ele disse. Peço as devidas desculpas pelo meu erro.

    E Racer não podia deixar essa passar:

    — Pera... Tipo, o Dust tá pedindo desculpas? Gente... O Dust. Pedindo. Desculpa.

    — Isso a incomoda, ouriço? – Disse o híbrido, irritado.

    — Não... Que isso. Achei mó rox até. Só que vendo de quem veio soa sinistro...

    — Hm... Perda de tempo... Hm, vamos sair daqui. Esse lugar me dá nojo...

    Essa última palavra dita por Dust desagradou Silver, que até iria dizer algo. Porém o evento seguinte foi o suficiente para que o clima nada assertivo fosse ignorado: com a porta do casebre se abrindo, eis que surge Sarah Acorn. Seu olhar demostrava surpresa e vislumbre ao finalmente poder sair de sua casa depois de um longo período presa. Olhando para todos os lugares e com lágrimas nos olhos, ela parecia estar triste com o que via. E a esquilo, com suas mãos em seu peito, logo diz:

    — Essa é... Knothole?! Mas... porque... Porque está entregue a trevas?! Onde está o solo fértil, o gramado verde, as árvores vivas... O QUE ACONTECEU AO MEU LAR?!

    E Dust, executando um salto, ficou a frente de Sarah, dizendo:

    — Quem é você?

    O tom ameaçador do híbrido logo fez com que Silver tomasse uma postura: ele se colocou entre os dois e, olhando para Dust, não parecia contente com o que seu líder fez.

    — Saia de perto dela!

    — Silver, o que está fazendo?

    — Ela não tem nada a ver com isso, Dust!

    — Quem é ela, Silver? Seja coerente. Eu não sou uma ameaça.

    — Ela se chama Sarah Acorn!

    O olhar surpreso de Dust foi compartilhado por todos os Guerreiros da Liberdade bastante instante, com Mera-li dizendo:

    — Acorn?! Os Acorn? O reino deles...

    — Caraca, maluquinha! – Disse Racer – Ela é uma Acorn?!

    — Dados inconclusivos. Probabilidade de indivíduos da família Acorn estarem vivos é de apenas 0,000000000001%. Tecnicamente impossível, porém teoricamente possível – Disse Metal.

    A declaração de Silver trouxe diversos dilemas a todos. Sarah Acorn. Porque está ali e... Quem é ela? 

    E voltando ao presente de Mobius...

    Nova Mobotrópolis

    Castelo Acorn | Madrugada

    Uma terrível tempestade caía sobre a cidade naquela noite soturna. Com as bandeiras do alto das torres do castelo tremulando ao forte vento, que quase as levavam, raios cortavam o céu e iluminava a cidade a cada instante. Caminhando pelos corredores escuros e vazios da construção imponente e sólida, estava a princesa Sally. Vestida com uma camisola de dormir, a jovem tâmia caminhava pelo lugar sozinha, carregando consigo uma lanterna que lutava para se manter acesa.

    Ao caminhar para o grande salão real, lá avistou seu pai, o eterno rei Max e sua mãe, Alicia. Porém havia algo errado: os dois, sentados em seus tronos, não pareciam estar acordados. Sally, confusa, se aproximou lentamente, temendo pelo pior. E infelizmente sua intuição estava certa: seus pais estavam com ferimentos... que não é cabível comentar, mas com a reação desesperada da princesa, já podíamos saber do quão grave seriam. Tomada pela dor ao ver seus pais naquela situação, isso foi piorado ao ver seu irmão, Elias, aparecer caminhando com dificuldades no salão. Ela sem pensar correu ao seu auxílio, com ele, agonizando, dizendo:

    — Sally... Porque...

    — ELIAS?!

    — Porque nos matou... Sally?

    — O QUE?!

    Elias foi ao chão após terminar de dizer, ficando imóvel após a queda. E assim que olhou para frente, Sally viu Mecha Sally com suas lâminas de plasma a mostra. Porém havia algo diferente: a robô assassina se movia exatamente como a princesa. E após essa constatação, uma revelação: todo esse tempo era a própria Sally o robô. Ela tirou essa prova ao olhar para as próprias mãos e apalpar o seu corpo metálico.

    O terror tomou conta de Sally, que começou a gritar com uma voz metalizada...

    Tudo não passava de mais um pesadelo.

    Castelo Acorn | Quarto da Princesa Sally

    Sally acordou desesperada e nervosa com o que acabou de sofrer. Embora não tivesse gritado ao acordar, sua temeridade aflorou do mesmo jeito que antes, com lágrimas saindo de seus olhos naquele momento. Sozinha, escondeu de todos essa experiência traumática, sabendo que no dia seguinte haveriam muitas obrigações a fazer e pensou em sua equipe.

    — Ahh... Outra vez... Outra vez isso... Mas... Porque? Esses pensamentos... Esses pesadelos estão mesmo me incomodando... Eu... Eu não posso deixar que saibam que tive isso outra vez... Eu não quero alarmar a todos e... Isso deve ser só passageiro... Mas... Pode ser um sinal... Um mal presságio...

    Não foi uma madrugada nada agradável a princesa, que voltou a dormir naquela noite que abrigou esperanças a todos os habitantes de Nova Mobotrópolis.

    E ao amanhecer...

    Numa aconchegante Nova Mobotrópolis, os afazeres matinais de seus habitantes eram acompanhadas com o informativo televisivo em cada uma das casas da cidade. Durante o delicioso café da manhã que tomavam, eis que vemos uma TV ligada onde podíamos ver a abertura do jornal local enunciar o começo do jornal:

    — Você está assistindo a News 11, o seu canal número um em notícias de Nova Mobotrópolis!

    — Olá, Nova Mobotrópolis! Bom dia! Sou Cassie Gato e essas são as notícias da manhã!

    Temos uma incrível notícia! O general Antoine D’Coolette acordou de seu coma! Ele se recuperou! Nesse exato momento os Lutadores da Liberdade estão no hospital memorial Tommy Tartaruga reunidos com nosso amigo e herói! Toda a guarda Acorn está fazendo vigília e o nosso rei Elias está indo para lá nesse exato momento! Pessoal, ele está bem! Saiam e comemorem! Antoine D’Collete está de volta!

    O show da banda Forget Me Knots, estrelado por Mina Mangusto e a Orquestra de Nova Mobotrópolis foi um estrondoso sucesso! Vicent, nosso mais novo herói, se ofereceu para fazer parte do show... E que show! Os álbuns da banda já estão a venda... e se esgotaram nessa manhã em questões de minutos! Seu agente, Ash Mangusto, já prometeu que irão disponibilizar mais cópias em breve.

    Nicole terminou os reparos do Castelo Acorn. Nessa manhã, aproveitando o momento agradabilíssimo da recuperação de Antoine D’Collete, nossa benfeitora concluiu os reparos. Nosso castelo está ainda mais belo e sólido. Parabéns, Nicole! Estamos com você!

    O Conselho Acorn fará um ato solene de nomeação do presidente do conselho. E não poderia ser outra pessoa: é no nosso eterno Maximilian Acorn! Vamos transmitir a cerimônia ao vivo, então fiquem com a gente!

    E trazendo notícias a todos na cidade, a charmosa felina de terno deixou entretido os cidadãos de Nova Mobotrópolis na manhã ensolarada que estava ocorrendo. Tudo estava fluindo perfeitamente... e é por isso que iremos mudar de cenário agora.

    Hospital Memorial Tommy Tartaruga

    Leito de recuperação | Final da manhã

    Os corredores do hospital da cidade estavam mesmo movimentados... no bom sentido. Embora fosse um lugar de recuperação e tratamento, o que mais se via eram pessoas com um sorriso no rosto, trazendo várias flores e as deixando no saguão. A maioria, como o momento era propício, eram destinadas a Antoine, que estava recebendo a visita de todos os integrantes dos Lutadores da Liberdade. E justamente em seu quarto estavam lá Sonic, Sally, Rotor, Tails e Nicole... E sim, Vicent também estava. O ouriço logo disse:

    — Aí, Tuane! Tá de volta pra mais outra! Haha! Que bom que você tá bem, camarada!

    — Oui... Oui... Mas vamos devagar, camarade. Eu estou voltando aus poucos...

    — Haha! Saudades de conversar com você!

    — Antoine... – Disse Sally – Não se esforce até doutor Quack o liberar! E eu estou meio feliz com sua recuperação!

    — Oui, ma princesse! Pode deixar que irei me comportar... – Disse, beijando a mão de Sally.

    — Antoine, a gente tem um novo integrante no nosso grupo! – Disse Tails, sorrindo.

    — Do que está a falar, pequeno brilhante?

    Tails então apontou para Vicent que, um pouco tímido, caminhou até a cama onde o coiote estava deitado. E Nicole, olhando para o jovem, diz:

    — Vai, Vince... Se apresenta! Para de ser tímido! 

    — Ah... Tudo bem... – Disse, olhando em seguida para Antoine – Prazer. Me chamo Vicent Pierre.

    — Hã?! Um overlander! E você se chama Pierre?! Este sobrenome... Você é de Mércia?! – Disse Antoine, surpreso.

    — Mércia? Que lugar é esse?

    E Rotor logo precisou intervir:

    — Calma, Vince. Mércia é o continente onde Antoine nasceu.

    — Ah entendi... Mas ele falando... Eu percebi que...

    — O que foi?

    E Vicent, se aproximando mais de Antoine, diz:

    — Vous parlez français, n'est-ce pas? (Você fala francês, não é?)

    — Français? Vous vouliez dire mercien, n'est-ce pas? ( Francês? Você quis dizer merciano, não é?)

    — Wow, tu sais vraiment parler ma langue! C'est magnifique! (Nossa, você sabe mesmo falar a minha língua! Isso é magnífico!)

    — Ouais! Je rencontre rarement des gens qui parlent ma langue! (Sim! É raro eu encontrar pessoas que falam minha língua!)

    E adivinhem quem não estava gostando da conversa? Com a palavra, Sonic:

    — Aí, vocês dois... Estão combinando a rodada de croissant, não é?

    — Ah... Desculpe, Sonic! – Disse Vicent, sem jeito.

    — Relaxa, cabeludo. Só que a gente não tem opção de tecla SAP... Ih cara, voltei uns vinte anos agora... Piada antiga...

    — Como sempre está com sua boca grande do mesmo jeito, Sonic... – Disse Antoine.

    — Você me conhece melhor do que eu. Bobeou, dançou!

    Porém o momento festivo precisou dar lugar a preocupação, pois um portal se abril exatamente onde estavam. Na verdade era um anel warp, onde de dentro saiu Espio que, mostrando estar ferido, caminhou para o quarto, enquanto o anel se fechava. E o camaleão, com uma das mais em sua barriga, diz:

    — Detesto interromper a reunião, mas...

    — Hã?! ESPIO?! – Gritou Sally.

    — Ah... E eu vejo que... – Disse, se ajoelhando com uma das pernas em seguida – Antoine... Você voltou...

    Espio caiu, fraco pelos ferimentos. Logo todos vão ajudá-lo, com Dr Quack chegando em seguida.

    O portal ficou aberto por outros segundos, o que trouxe mais um dilema. O que estava acontecendo? E porque Espio apareceu do nada e ainda dentro do hospital?

    Enquanto isso...

    Castelo Acorn

    Central de inteligência do Reino Acorn | Ala secreta.

    Fomos levados então até a ala secreta, lugar onde Geoffrey St John estava sendo mantido em cárcere privado, porém com regalias e total conhecimento do que acontecia na cidade. Fazendo anotações em um computador com criptografia altamente pesada, o jaratataca (ou gambá) trabalhava sem parar desde a madrugada. Mostrando estresse em seu semblante, Geoffrey continuou sua jornada incansável. E descendo as escadas do lugar, era Coruja Who, que trazia consigo uma garrafa com suco de maracujá e algumas torradas. E se sentando a mesa junto a Geoffrey, ele diz:

    — Você deveria descansar...

    — E deixar Hershey morrer? Estou correndo contra o tempo... E então, cadê os membros que você iria reunir?

    — Acalme-se. Tudo no seu tempo. Eu preciso mesmo esperar o último momento para... – Who não pôde concluir.

    — CONVERSA! Who... Pare de perder tempo! Você não tem ninguém, assuma!

    — Não tão fácil, Geoffrey. Seria mais fácil eu dizer isso a você, mas não é isso...

    — Então o que é?

    — Você exigiu que mantivéssemos sigilo. Então... Eu vai posso simplesmente instaurar essa mordaça e fazer de conta pra todo mundo que tudo está bem... Então eu preciso esperar até o último momento para fazer a convocação!

    — Ah... Droga... – Disse, aceitando – Você está certo... Infelizmente é isso...

    — Finalmente um pouco de juízo nessa sua cabeça oca.

    — Não comece!

    — Tudo bem... E então, já fez o relatório?

    — Terminei agora... – Disse, ao se servir com suco e torradas.

    — E como estamos?

    — Soumerca está com chuvas torrenciais a cada duas horas. Isso pode ser muito útil para nós adentrarmos a Mystic Ruins. Ambas as tribos locais não costumam sair de suas aldeias e vilarejos durante. Porém...

    — O que tem?

    — Qualquer erro pode ser fatal. Há áreas pantanosas, musgos, cogumelos venenosos... e ainda temos um clima frio e muito úmido. Iremos precisar de trajes específicos.

    — Quanto a isso não se preocupe. Eu providenciarei.

    — Tudo bem... Ah e eu estou feliz com a volta de Antoine. Pelo menos minhas preces foram ouvidas.

    — De fato. Eu também estou muito contente com sua recuperação.

    — Gostaria de visitá-lo. Poderia providenciar isso também?

    — Uma coisa de cada vez, Geoffrey. Não levantemos suspeitas...

    — Está certo. Hm...

    Mas enquanto conversavam, Nicole apareceu em um dos monitores, o que chamou a atenção dos dois. E ela, em sinal de urgência, diz:

    — Who Coruja, Geoffrey St John... Temos um problema!

    — Hm? O que foi, Nicole? – Perguntou Who.

    — Espio retornou... muito ferido!

    — O que?! Mas o que houve?

    — Dr Quack está o medicando. Em breve saberemos melhor, mas ele adiantou que há uma crise sem precedentes para ocorrer em Soumerca!

    Naquele instante, Who e Geoffrey trocaram olhares, meio que se comunicando em silêncio. Constataram então que era questão de tempo para que soubessem de tudo. O Coruja, sabendo de que teria de fazer algo, diz:

    — Tudo bem, Nicole. Estou indo imediatamente para o hospital!

    — Entendido! – Disse a lince holográfica, desligando o monitor em seguida.

    Who se levantou e logo pegou um tablet. Geoffrey, voltando a escrever, diz:

    — Você vai fazer o que estou pensando, não?

    — Sim... Mas não poderemos pará-los. Tenho quase certeza que Espio sabe de detalhes que desconhecemos... e isso pode ser útil.

    — Era o que eu pensava. Só cuidado pra não falar demais...

    — Relaxe... Bem, estou indo até lá. Continue com o relatório. Quanto mais dados tivermos mais rápido poderemos começar com a missão.

    Como Nicole manifestou, o teor de urgência só aumentava, trazendo tensão a todos os envolvidos.

    Minutos depois, de volta ao Hospital...

    Com a animação da recuperação dando lugar para o tratamento e cuidados a Espio, a tensão e a preocupação logo se fez a mudança de clima que tomou conta da enfermaria do hospital. Medicado e com curativos pelo corpo, o camaleão já se sentia um pouco melhor de seu estado convalescente. E com quase todos os Lutadores da Liberdade na sala, com exceção de Bunnie e Antoine por motivos óbvios, até mesmo Vicent acompanhava o relato de Espio, que dizia:

    — ... e Shadow supostamente se aliou a Eggman novamente.

    — O que? O emo edgy virou a casaca de novo?! – Disse Sonic, surpreso.

    — Supostamente, Sonic. Há coisas ainda que não me permitem dar certeza de nada.

    — Mas Espio... Isso que você disse, sobre esse clã chamado Nocturnes...

    — Pouco sabemos... De nota que minha vinda até aqui foi porque eu sou o membro dos Chaotix em melhores condições... Se é que posso dizer que estou bem...

    — O que tem sua vinda pra cá? – Disse Tails, pegando chá em uma xícara para Espio – Você veio pra ser curado!

    — Não exatamente, Tails... – Disse, pegando a xícara – De fato eu precisava de cuidados médicos, mas... Dimitri enviou para vocês uma mensagem criptografada.

    — Pera... É mesmo! – Disse Sonic – A Nicole mandou para o Castelo Acorn no setor de inteligência.

    — Setor de... inteligência?! – Se surpreendeu Espio – Eu pensei que este setor havia sido desativado a temos atrás...

    — Sim, mas... Espio, aconteceu muita coisa em Nova Mobotrópolis nesse período todo... – Disse Rotor, dando espaço para Espio ver Vicent.

    O camaleão ninja do clã Shinobi logo se surpreendeu ao ver um overlander na sala. E ele logo disse:

    — Quem é ele? – Disse, apontando para o humano.

    — O nome do cabeludo é Vicent, Espio. Ele tá bom a gente... – Disse Sonic, esboçando um sorriso.

    — Vocês... Vocês simplesmente aceitaram dente estar aqui sem saber de sua origem?!

    — Ei... Vai devagar, ninja espião. O Vicent ajudou a salvar a cidade e é o melhor segundo lugar de heroísmo daqui.

    — O que?! Mas... Como podem ser tão imprudentes?!

    — Qual foi, Espio? O cara aí é gente fina! Não começa com suas crises, tá?

    — Grr... COMO VOCÊS SABEM QUE ELE NÃO É UM DOS NOCTURNES?

    E Nicole, se materializando para a sala, logo diz:

    — Porque temos certeza que ele não é.

    — Nicole, isso não é o suficiente!

    — Pra todos nós é! Vince fez coisas que você nunca imaginaria.

    — Os Nocturnes com certeza farão coisas que nenhum de nós imaginaria!

    E Sally aumentou o coro:

    — Temos plena confiança em Vince, Espio.

    — Princesa?!

    — Eu entendo sua preocupação e respeito seu julgamento, porém nenhum de nós temos dúvidas da integridade do jogo novo amigo e aliado. Você pode não confiar nele, mas nada vai mudar o que ele fez. Se quer tirar suas conclusões, ótimo. Conheça-o melhor, o investigue... Mas até lá você só tem duvidas.

    E Vicent logo tomou a palavra:

    — Eu não vou me importar em responder pergunta alguma sua, se isso ajuda a você ter um voto de confiança em mim.

    — Hm... – Resmungou Espio, fechando seus olhos – Meu clã respeita valentia, porém não toleramos traidores. Faça valer sua palavra e eu não o julgarei precipitadamente, combinado?

    — Tem minha palavra.

    — Ótimo.

    E com Nicole voltando ao assunto, ela diz:

    — Espio, você disse que lutaram contra Shadow e Lien-da... Onde estão os Chaotix?

    — Em Downunda... Muito feridos.

    — Feridos?! – Disse Sally – Mas porque não os trouxe pra cá?

    — Vocês viram que o anel warp se fechou rápido? Pois bem, tive somente três segundos... Três míseros segundos para atravessar... Might e Vector estão mal, mas os Lutadores da Liberdade de Downunda estão os ajudando. Com o tempo eles vão se recuperar, porém...

    — O que foi? – Perguntou Sally.

    — Meus amigos... Eles querem encontrar Shadow.

    — Espera... Peralau, Nicolau... – Disse Sonic, se aproximando de Espio – Vocês nunca foram de quererem revanche nem nada. Que tá rolando?

    — Você já viu o Vector irritado por não ter cumprido uma missão? Então... E ainda tem o Knuckles... Drago o levou e depois disso o perdemos de vista JUSTAMENTE porque Shadow nos impediu! Onde você não entendeu de “cumprir com a missão”, Sonic? Levaram o Knuckles para algum lugar...

    — Relaxa, Shinobi. A gente vai achar o Knux! E então...

    — NÃO E TÃO FÁCIL ASSIM, SONIC! NÃO É!

    — Opa... O que foi?

    E chegando até a enfermaria, era Who, que completou:

    — Nocturnes... Eles tem uma tecnologia maior que a nossa. E a usa para controle mental...

    — Hã? Who?! Mas... – Tentou dizer Sally.

    — Era isso que queria descobrir... Não é, Espio?

    — Mas como você... – Disse o camaleão ninja – A mensagem que Dimitri enviou... Vocês decifraram?

    — Sim, parcialmente... *Eles não sabem saber de tudo, msg o suficiente para minha estratégia funcionar...*

    — Diga tudo que sabe... TUDO! – Disse Espio, tentando se levantar.

    O ninja do clã Shinobi ainda estava fraco e quase foi ao chão se não fosse Vincent, que o acudiu antes. O segurando, o jovem diz:

    — Está na cara que tem muito mais coisas por detrás disso tudo que você disse...

    — Por isso eu quero saber de tudo... Não precisa dizer o que devo fazer, overlander...

    — O pouco que descobrimos da mensagem já deixa claro o que deve estar acontecendo... Talvez Shadow esteja sendo mantido sobre controle mental dos Nocturnes, assim como Lien-da e todos os envolvidos.

    — Isso que você disse... Controle mental... Eu não acredito nessa teoria... – Disse Espio – Pelo menos Shadow e Lien-da não estavam! Drago foi o único que os citou, como um fanático!

    — Hm... Como pode estar certo disso?

    — Shadow tinha total consciência do que estava fazendo, assim como Lien-da. Eles defenderam Drago para que fugisse! Não... Isso não faz o minino sentido. Shadow e Lien-da não davam sinais de estarem sendo controlados! Eu tenho certeza... Total certeza! Shadow não mudou sua forma de agir... Conversamos com ele, que a todo instante dizia para que recuássemos... E Lien-da não se intrometeu na luta que tivemos! Tem algo nefasto por trás disso tudo...

    Mas antes que a conversa continuasse, Nicole recebeu uma chamada de rádio. Ela prontamente conseguiu identificar um helicóptero se aproximando da cidade enquanto atendia a chamada:

    — Aeronave, se identifique! Câmbio.

    — Aqui é Eagle Seven, helicóptero missionário da GUN. Necessitamos de autorização para aterrissagem. Repito: necessitamos de autorização para aterrissagem! Câmbio

    — Qual a finalidade? Câmbio

    — Digamos que seja para compartilhamento de informação. Câmbio

    — Qual? Câmbio

    — Nocturnes... Isso significa alguma coisa pra vocês? Câmbio – Disse, porém uma voz feminina.

    Novamente a tensão tomou conta de todos, principalmente de Who, que diz:

    — Nicole, deixem que aterrissem!

    Uma apreensão era o que ditava o clima. Todos ficaram muito impactados com o alcance que isso já estava indo. E os Lutadores da Liberdade já suspeitavam de quem era aquela voz.w

    Minutos depois...

    Aeroporto Rei Frederick | Hangar do heliporto

    Situado ao sul da cidade de Nova Mobotrópolis, o aeroporto era extenso o suficiente para várias aeronaves pousarem, inclusive era onde havia um hangar com o Tornado, o aeroplano de Tails, estava. Mas justamente no heliporto era onde as coisas realmente aconteciam naquele momento, com Sonic, Sally, Rotor, Tails, Vicent e Who no aguardo pelo desembarque. E eis que a porta do helicóptero da GUN se abre, mostrando que se tratava de Rouge. A morcega, esboçando um sorriso, caminhou elegante até o hangar, dizendo:

    — E aí, mores? Nossa, vejo que todos vieram me receber. Estou lisonjeada.

    — Corta essa, Rouge! – Disse Sonic – Diz logo qual é a treta!

    — Treta? Ah sim... Bastou eu dizer “nocturnes”, né? Hehe... Irresistível!

    — Rouge!

    — Ok... Ok... Fazem horas que não consigo contato com Shadow. Então decidi vir aqui...

    — Pera... E como é que você sabe dessa parada dos Nocturnes?

    — Ora, ouriço... Shadow me mandou mensagem informando sobre isso. Ele estava em Soumerca...

    Novamente todos voltam a ficarem tensos, pois as informações pipocam a todo momento. E o que a morcega agente da GUN disse é mesmo algo que vai de acordo com tudo que Espio disse. E Sally, olhando para Rouge, diz:

    — Realmente temos informações... Muitas informações por sinal, para compartilharmos.

    — Sério? Então eu vim em uma boa hora! – Disse, olhando para Vicent – Mas o que esse overlander bonitão está fazendo aqui?

    — Ah... Esse é o Vicent – Disse Tails – Mas não se anime, hein!

    — Hm... Está com ciúmes, garoto raposa? Fique tranquilo... Hehe...

    — Ei! Eu não estou... – Tentou dizer Tails, sendo interrompido por Sonic.

    — Relaxa, irmãozinho. Ela só tá te provocando...  

    — Mesmo assim, ora! Onde já se viu... – Disse, envergonhado – Eu com ciúmes... Hunf!

    E Rouge, indo até Vincent, lhe estendeu a mão, dizendo:

    — Prazer, overlander. Me chamo Rouge Morcega.

    — Prazer. Me chamo Vicent Pierre, madame! – Disse Vicent, beijando sua mão.

    — Ora... Que cavaleiro! Coisa rara hoje em dia... Já me impressionou positivamente, bonitão! Gostei do seu cabelo.

    — Agradeço, madame. Porém acho que deveria se concentrar neles ali, ó! – Disse, apontando pra trás.

    O porquê de Vicent dizer isso? Bem, todos os Lutadores da Liberdade estavam mesmo incomodados com o descaso da morcega, com todos de braços cruzados e com a cara bem fechada. E Sonic, a olhando, diz:

    — Aí, talarica... Já parou de jogar charme? Beleza... Hora da gente ter um lero bem longo... Bora, desembucha!

    Pelo visto seria uma conversa bem extensa. E o mais preocupado com o desenrolar do assunto não podia ser outro que Who, pois o tempo estava correndo e mais e mais informações brotavam por todos os lados.

    Mobius estava ficando pequena.

    E em um outro continente de Mobius...

    Soumerca

    Penhasco South Sand | Noite

    Em um acampamento improvisado, uma fogueira era a única fonte de iluminação. E dentro de uma tenda fornada por folhas de bananeiras, lá estava Knuckles, que dormia deitado em uma cama formada por palha. E lentamente o equidna despertava depois de um longo período inconsciente. Abrindo lentamente seus olhos, ele diz:

    — Ah... Onde estou... O que...

    E Shadow, indo até ele, diz:

    — Finalmente acordou, Knuckles...

    — Hã?! Shadow?! Mas... O que...

    — Fique calmo. Você está seguro.

    — Onde estão os outros?

    — Você quer dizer os Chaotix?

    — Sim... Onde estão?

    Mas a noite iria ser longa: Lien-da, que caminhava até onde os dois estavam, diz:

    — Estão bem feridos depois que Shadow os derrotou da forma mais humilhante possível.

    — O QUE?! – Gritou Knuckles, se levantando rapidamente – LIEN-DA?! VOCÊ!

    — Você é uma fraude, guardião!

    — EU VOU TE ESFOLAR VIVA, SUA MISERÁVEL! – O equidna partiu para cima da grã mestra com tudo.

    Lien-da precisou saltar para trás pois caso contrário iria receber um soco poderoso certeiro de Knuckles, que não parou de investir contra a equidna. Ele estava mesmo ensandecido, enquanto investia com longos saltos e desferindo socos durante suas falas:

    — VOCÊ FOI UMA DAS RESPONSÁVEIS PELA QUEDA DO MEU POVO!

    — Eu? Sua mãe... Aquela tola! Ela que levou nossa raça a ruína!

    — DESGRAÇADA! VOCÊ VAI PAGAR PELO O QUE FEZ!

    — IDIOTA! SUA FALHA COMO GUARDIÃO QUE LEVOU A NOSSA ESPÉCIE A DESTRUIÇÃO!

    Lien-da começou a emanar seus poderes elétricos enquanto Knuckles quebrava o que estava no caminho para acertá-la. Pedras, montes, árvores... Tudo estava sendo destruído pelo equidna irritadiço. Mas a grã mestra havia parado de recuar, acertando Knuckles com seu punho energizado, o causando dor.

    — Hehe... Está vendo? Você é fraco!

    — Grr... VOCÊ VERÁ O QUE É FRAQUEZA! – Disse, ignorando os choques.

    — Hã? O que?!

    Knuckles golpeou Lien-da com um poderosíssimo soco, a fazendo voar para longe e encaixar seu corpo em uma área rochosa alí próximo, indo ao chão em seguida. E o equidna, ainda dominado pela raiva, foi em sua direção para acabar com a grã mestra. E executando um salto, ele diz:

    — VAI PAGAR PELO O QUE FEZ, DESGRAÇADA! – Disse, descendo com seu punho a frente.

    Porém Shadow apareceu no último instante e vc a salvou, usando o controle do caos. Reaparecendo atrás de Knuckles após o equidna aterrissar e destruir todo o solo, o ouriço sombrio diz: 

    — Guardião, precisamos que você se acalme.

    — ME ACALMAR?! VOCÊ DEVE ESTAR DE BRINCADEIRA! Você... Você acabou de salvá-la! Shadow, ela é nossa inimiga!

    — Concordo. Mas não no momento.

    — O que? Está louco?

    — Não... O momento que passamos necessita de intermédio de ambas as partes. Bem ou mal... Isso não tem serventia agora.

    — Grr... Você tem um minuto para me convencer de não acabar com vocês dois aqui, agora!

    — É o suficiente...

    — Então comece a falar!

    E com Lien-da ferida ao fundo do vale, Shadow explicou:

    — Nocturnes. Esse clã... Lien-da disse que eles foram banidos a mais de mil anos. Pois bem, eles voltaram e querem vingança... e com juros.

    — Então... Drago estava sendo controlado por eles?

    — Provavelmente. E eles extraíram informações suas.

    — Mas como?

    E Lien-da, de longe, diz:

    — Eles tem uma tecnologia de controle mental. Onde você vai entendeu que eles teriam tecnologia para leitura mental também?

    — CALE A DROGA DA SUA BOCA! – Gritou Knuckles, irritado – Grr... O que ela disse parece ser verdade...

    — E é. Knuckles, isso é só o início. Em breve eles chegarão a esmeralda mestra.

    — O que?! Mas... TEMOS QUE VOLTAR A ANGEL ISLAND IMEDIATAMENTE! – Disse, pulando para o penhasco.

    Mas antes que pudesse começar a planar, Shadow o trouxe novamente para o solo, usando o controle do caos, o que fez com que o equidna ficasse mais irritado:

    — O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?!

    — Fazendo um bem maior...

    — BEM MAIOR?! VOCÊ ESTÁ ME IMPEDINDO!

    — Estou...

    — Porque?

    E Lien-da se arriscou outra vez:

    — Deter a ativação de TANATOS.

    — Hm?! O que?

    — Controle mental pleno. Seja orgânico ou não, os Nocturnes tem esse desejo de controlar mentalmente a todos. Todas as pessoas e todas as máquinas... TODOS!

    — Mas isso... Isso não...

    — A dominância plena do mundo, Knuckles. Só nós três temos conhecimento, habilidade e, principalmente, tempo hábil para acabar com os planos dos Nocturnes. Se não os detê-los a tempo, de nada adiantará proteger a esmeralda mestra... E com isso, perdemos a guerra.

    — Mas... Ah... Se a esmeralda mestra for levada...

    — O mal maior seria o projeto TANATOS ser ativado. Poderíamos reaver a esmeralda depois, mas o grande problema é mantermos o “depois” ainda possível.

    — PORQUE NÃO CHAMAR A TODOS? Sonic, Khan, até Eggman...

    — Não temos muito tempo. Na verdade o estamos perdendo em mantermos essa conversa. Eu sei que você tem diferenças com Lien-da, mas a culpa pelo sumiço dos equidnas não é dela... e você sabe disso!

    — Grr... – Knuckles estava mesmo irritado – Thrash... Aquele maníaco desgraçado...

    — Uma parceria é a chave para acabarmos com esse perigo. Toda Mobius está prestes a sofrer com seus danos.

    — Grr... Avisem a todos. Todo mundo tem que saber...

    — Sem comunicação, Knuckles. Estamos as cegas e mudos.

    — Use seu controle do caos...

    — Devo economizar energia. Usar demasiadamente meu líder pode acarretar em um lapso temporal permanente. Fora que a distância é...

    — FAÇA ALGUMA COISA PARA AJUDAR, SHADOW! – Ele estava ainda mais irritado.

    E novamente Lien-da interveio:

    — Você poderia me provar que não é o inútil que eu sei que é, pra início de conversa.

    — Eu já disse para você calar a sua maldita boca...

    — Está vendo? Inútil... Está deixando sua irritação lhe consumir... É um desequilibrado mesmo, que sequer pôde proteger nosso povo...

    — Sua... – Disse, serrando os punhos.

    — E então? Vai deixar tudo ruir novamente? Igual a você eu estou irritada por Thrash ter nos levado para aquele lugar...

    — O que? Grr... DO QUE ESTÁ FALANDO?

    — Nosso povo, guardião... Eu estava com eles... Thash fez isso conosco. Eu consegui voltar por algum motivo... Uma luz vermelha brilhou e do nada estava aqui novamente... Em Soumerca. E já muitas coisas ocorrendo por lá nesse exato momento.

    — Hã? Então isso... Os Chaotix... Might, Espio, Vector... Charmy e Ray... Todos eles...

    E Shadow, tomando a frente, diz:

    — Knuckles, hora de você escolher. Eu e Lien-da estamos indo. O que vai fazer? Se TANATOS for ativado, não terá absolutamente ninguém mais para salvar. Por algum motivo nenhum de nós fomos influenciados pelo controle mental deles... e devemos usar isso a nosso favor. E então... O que vai fazer?

    E Knuckles, começando a caminhar com raiva, já tinha uma resposta:

    — Grr... Vamos com isso então... – Disse, se virando para Shadow em seguida – E Shadow...

    — Hm? O que...

    E antes que tivesse noção do que iria acontecer, o ouriço recebeu um violento soco em seu rosto por Knuckles. Com o ouriço no chão, o equidna disse:

    — Isso foi pelos Chaotix. E vá se preparando... porque eles irão atrás de você até te derrotar!

    — Hm... – Resmungou, se levantando – Eu mereci esse soco.

    — Hahaha! – Riu Lien-da – Eu gostei disso!

    E com Knuckles concordando em ajudar, o trio inusitado se forma. A união de forças ali feita era a salvação de Mobius. Logo os três seguiram desfiladeiro abaixo, a fim de chegarem ao deserto.

    Enquanto isso...

    Arredores do deserto Outback | Noite

    Um bando de indivíduos usando mantos que lhes cobriam todo o corpo podia ser visto rumando para o oeste da região. O líder ia a gente, se destacando ao estar segurando um tipo de localizador. Logo uma repentina tempestade de areia começou a agredir a todos, retirando o gorro que lhes cobriam a cabeça: eram os Chacais. E como sabemos, eram liderados por Saga. Ele, mostrando tranquilidade, pegou um apetrecho de forma oval de dentro de seu manto, o colocando no chão. Logo uma enorme cúpula de energia é formada, servindo de proteção para todos. E enquanto aguardavam o fim da tempestade, Saga disse:

    — Hm... Kaji, não? Ele está seguindo pena floresta Sydney. Estamos perto, mas manteremos distância por enquanto... Em breve chegaremos ao vilarejo escondido... e teremos uma breve conversa com Blastion. Hehe... Embora seja um serviço, eu estou mesmo me divertindo.

    Continua.


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