Sonic The Hedgehog: Outside N'Counter

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    12
    Capítulos:

    Capítulo 29

    Seguindo em frente

    Violência

    Olá pessoal.

    Voltando para mais uma temporada de capítulos. O hiato terminou.

    Após a emocionante saga passada, veremos nesse capítulo os outros acontecimentos da história.

    Em uma outra dimensão...

    Em Mobius...

    E em seu futuro!

    Nova Mobotrópolis | Madrugada

    Quartel General dos Lutadores da Liberdade

    Deitado sobre a base, Vicent somente descansava depois de uma noite apoteótica. E junto a ele estava Nicole. Os dois contemplavam as estrelas enquanto conversavam. E naquela noite agradável, a lince holográfica perguntou:

    — Vicent, tem uma coisa que você não me respondeu...

    — O que seria?

    — Porque você as vezes me chama de anjo? Bem, isso causou uma confusão...

    — Nem me fale... Bem, tem um fator simbólico... E algo a mais.

    — Algo a mais?! O que?

    — Minha mãe... Sua voz é parecida com a dela... E ela também se chamava Nicole.

    — Nossa, Vicent... Imaginava que fosse um fator simbólico, mas não nessa magnitude.

    — Ela sempre me chamava de anjo. Então eu a chamava de anjo também... E falando com você eu sempre lembro dela... É por isso que eu gosto de conversar com você.

    — Isso foi muito gentil de sua parte. É uma honra tê-lo aqui como um aliado e um amigo. Espero que tudo se resolva.

    — Eu também... A propósito, você gostou do show?

    — Eu amei! Cada música! Você canta bem, sabia?

    — Hehe... Faço o que posso.

    — E faz muito bem... – Disse, olhando para o jovem – Vicent, posso te pedir uma coisa?

    — Claro que sim! Diga.

    — Você se importa da gente te chamar de Vince?

    — Vince?! Hehe... Parece nome de agende secreto...

    — Hahaha! Bobo! Bem, é um nome legal... E um apelido carinhoso.

    — Claro que podem me chamar assim. Até pegou pelo visto. Vince, o cabeludo!

    — Hahaha! Você é muito divertido! Hehe...

    Por estar um pouco tarde, Vicent (ou Vince, como ele será chamado pelos membros do Lutadores da Liberdade) se levantou e disse:

    — Bem, Nicole... Estou indo dormir... A Dona Betina vai brigar muito comigo por estar acordado até agora... Até amanhã... Ops, até mais tarde.

    — Até Vince. E durma bem!

    Novamente os laços de amizade entre os dois ficou mais forte. E já com todos dormindo, a noite ainda seguia.

    Enquanto isso...

    Castelo Acorn | Madrugada

    Setor de inteligência do Reino Acorn

    Como todos devem ter visto no final do capítulo anterior, Geoffrey St John conseguiu descriptografar a mensagem, cujo conteúdo estava com linguagem do serviço secreto. Só agentes conhecedores de tal código poderiam decifrá-lo, a fim de evitar que dados sigilosos fossem descobertos. Sabido disso, o ex agente especial do Reino Acorn estava sentado em uma sala escura, com uma mesa a sua frente e uma lâmpada acesa era a única fonte luminosa no lugar. Seu rosto mostrava uma ansiedade fora do comum. E adentrando a sala era Who Coruja, que logo tratou de se sentar a mesa. E ele, olhando para Geoffrey, diz:

    — E então... Já está mais calmo?

    — Corta essa, Who! Vá direto ao assunto!

    — Muito bem... Serei direto: você não vai sair daqui sozinho pra ir atrás de pistas do paradeiro de Hershey.

    — VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO COMIGO!

    — Acalme-se, St John. Não vou permitir que você continue a gritar, você ouviu?

    — Mas que... Ah... Who, reconsidere o que você impôs... É da minha esposa que estamos falando...

    — Geoffrey, Hershey mandou essa mensagem enquanto trabalhava. Então quero que trate isso como tal.

    — Não tem como! Eu a não vejo a muito tempo... Nossa, eu pensei que ela estivesse morta!

    — Acalme-se! Escute, eu disse que você não iria sair daqui sozinho, porém iremos fazer algo a respeito.

    — O que? Diga! Pode ser agora... Eu não me importo!

    — É necessário tempo para planejamento...

    — Não temos tempo!

    — Temos sim... E não adianta apressar as coisas. Prudência nessas horas é a melhor estratégia.

    — Que saco... Who, o que você propõe?

    — Antes de qualquer coisa, me diga o restante da mensagem.

    — Hershey disse que estava em Solmerca, mais precisamente em Mystic Ruins. Um clã oculto chamado Nocturnes está... – Tentou dizer Geoffrey, sendo interrompido.

    — O que?! Você disse Nocturnes?

    — Sim... O que tem?

    — Geoffrey, você nunca ouviu falar desse nome?

    — Não me recordo. Porque está dizendo isso?

    — Porque esse clã equidna foi banido pelo povo equidna a muito tempo atrás!

    — O que? Mas... De quanto tempo estamos falando?

    — No mínimo mil anos!

    — MIL ANOS?! Who, o que está acontecendo? E como você sabe sobre esse clã?!

    — Difícil dizer... E eu os conheço porque li alguns memorandos da história do povo equidna! O que mais está escrito na mensagem?

    E dessa vez Geoffrey disse na íntegra o conteúdo da mensagem:

    “Código dos agentes secretos do Reino Acorn

    Série 0974873777BD677

    Codificação comprovada e arquitetada

    Sou a agente Hershey Gato.

    Nota da missão: interior da floresta de Soumerca. Possível inimigo. Obtenção de dados para averiguação.

    Reporte descrito bom detalhamento: estava chovendo muito, com vários drones de Eggman pairando o ar. Minha suspeição me levou até o interior da construção antiga em Mystic Ruins. A entrada foi fácil, pois usei meu traje camuflagem. Encontrei vários indivíduos usando elmos que lhelhes cobriam toda a cabeça, usando vestimentas pretas e com leds em tons ou azuis ou magentas. Achei estranha a situação e decidi averiguar.

    Clan Nocturnus.

    Um povo equidna banido por um milênio. Encontrei em um dos seus registros criptografados. Tecnologia a frente de seu tempo, pois levei semanas para descobrir meios de fazê-lo.

    Suas intenções são a guerra e controle mental. Não são um povo pacífico. Dados conclusivos em 98,9%.

    Há uma líder. Shade. Equidna. Forma de vida com idade de mais de 1000 anos. Descobri ao acessar sua ficha de identidade.

    Clã Nocturnes. Decidiram usar esse nome. Estão começando a agir. Taticamente falando, decidi ir ao núcleo. Missão: desestabilizar e retardar seus avanços. Objetivo: retornar a Nova Mobotrópolis e avisar ao Quartel General do Serviço Secreto do Reino Acorn.

    Vários equidnas. Eu não poderei voltar. Fui ferida e sou prisioneira. Se você está lendo essa mensagem, já estou ×÷π¥÷×°¥€¢¥¢ππ=¢÷√`¢×•¢u$°€¥π}}}}^}¶^÷¶¥€∆}}׶∆∆}∆}=¶}°¥÷¢÷°¥∆∆∆¶¶¶∆∆׶∆ππ|^×׶•`||`~π•``¢^^€©™✓÷¶[✓[]]]×¥}׶¥¥÷=¢÷√`¢×•¢u$°€¥π}}}}^}¶^÷¶¥€∆}}׶∆∆}∆}=¶}°¥÷¢÷°¥∆∆∆¶¶¶∆∆׶∆ππ|^×׶•`||`~π•``¢^^€©™✓=¢÷√`¢×•¢u$°€¥π}}}}^}¶^÷¶¥€∆}}׶∆∆}∆}=¶}°¥÷¢÷°¥∆∆∆¶¶¶∆∆׶∆ππ|^×׶•`||`~π•``¢^^€©™✓÷¶[✓[]]]×¥}׶¥÷¶[✓[]]]×¥}׶¥¥÷=¢÷√`TE¢×•¢u$°€¥π}}}}^}¶^÷¶¥€∆}}׶∆∆}∆}=¶}°¥÷¢÷°¥∆∆∆¶¶¶∆∆׶∆ππ|^×׶•`||`~π•``¢^^€©™✓÷¶[✓[]]]×¥}׶¥¥÷×÷π¥÷×°¥€¢¥¢ππ=¢÷√`¢×•¢u$°€¥πAMO}}}}^}¶^÷¶¥€∆}}׶∆∆}∆}=¶}°¥÷¢÷°¥∆∆∆¶¶¶∆∆׶∆ππ|^×׶•`||`~π•``¢^^€©™✓÷¶[✓[]]]×¥}׶¥¥÷=¢÷√`¢×•¢u$°€¥GEOFFREYπ}}}}^}¶^÷¶¥€∆}}׶∆∆}∆}=¶}°¥÷¢÷°¥∆∆∆¶¶¶∆∆׶∆ππ|^×׶•`||`~π•``¢^^€©™✓=¢÷√`¢×•¢u$°€¥π}}}}^}¶^÷¶¥€∆}}׶∆∆}∆}=¶}°¥÷¢÷°¥∆∆∆¶¶¶∆∆׶∆ππ|^×׶•`||`~π•``¢^^€©™✓÷¶[✓[]]]×¥}׶¥÷¶[✓[]]]×¥}׶¥¥÷=¢÷√`¢×•¢u$°€¥π}}}}^}¶^÷¶¥€∆}}¥∆∆∆¶¶¶∆∆׶∆ππ|^×׶•`||`~π•``¢^^€©™✓%÷¶[✓׶}

    O fim adrupto da mensagem veio com a dificuldade de Geoffrey traduzir o final. Hershey usou um sistema de criptografia que pudesse ser o mais seguro possível, onde nem mesmo agentes secretos capacitados pudessem ler. E com essa conclusão, o jaratataca (ou gambá) diz:

    — Se Hershey usou essa criptografia, então é porque ela queria manter essas informações seguras. E se for exatamente isso...

    — ... é porque ela descobriu o perigo da missão e não queria ser seguida – Terminou Who.

    — Justamente. Tem algo muito grande prestes a acontecer, Who. Ela não faria isso se não fosse realmente necessário. Hershey preferir guardar essa informação só pra ela significa que seu sacrifício foi só para avisar e não que agentes fossem a seu resgate!

    — Hm... Mystic Ruins. No meio de Soumerca. As gêmeas Leeta e Lyco voltaram para sua matilha a poucos dias... Posso tentar contatá-las e...

    — NÃO FAÇA ISSO! – Gritou Geoffrey.

    — Hã? E porque não?

    — Porque?! Who, está na cara que os Nocturnes querem ser descobertos. E se esse lance de controle mental for verdade?

    — Mas não sabemos nada. Como pode ter tanta certeza nisso?

    — Nós agentes secretos entendemos o tom de ameaça. Se Hershey disse que eles tem como objetivo a guerra e controle mental, então estão mais preparados que podemos imaginar!

    — Hm... Há uma certa lógica no que você diz. Bem, o que propõe?

    — Entrar em Mystic Ruins, coletar dados, descobrir mais sobre os Nocturnes no que diz respeito ao quanto progrediram e voltar pra cá. Só assim poderemos traçar um plano e reunir contingente.

    — Hm... Muito bem. E o que você precisaria para essa missão?

    — Um grupo de aliados de extrema confiança.

    — Ah sim. Então os Lutadores da Liberdade irão saber que...

    — NÃO, WHO! Você não entende? Embora os demais membros dos Lutadores da Liberdade sejam mesmo confiáveis, o ouriço tagarela vai estragar tudo! Se Hershey está mesmo certa de tudo que esta prestes a acontecer, então temos que ser discretos. Nada de Lutadores da Liberdade dessa vez...

    — Muito bem, Geoffrey. Eu irei ir atrás de “aliados de extrema confiança” como você disse. Porém...

    — O que foi dessa vez?

    — Será sob meus critérios. E você, não se esqueça que está em caráter prisional, embora tenha uma certa liberdade pra agora.

    — Então quer dizer que não poderei sair daqui? Está andando pra trás, Who!

    — Não... Você irá sair, porém essa tornozeleira não!

    — Mas como você quer que eu ajude dessa forma?

    — Tudo tem seu jeito. Por hora, descansemos. Não poderei contatar ninguém a essa hora. Mas assim que todos estiverem acordados, eu irei mexer minhas peças para juntar um grupo. Até lá, só planeje. E não apresse as coisas...

    — Ah tah... Tudo bem. Maravilha! Uma iminente ameaça aparece e temos que esperar os dorminhocos acordarem... Bravo, Who! – Disse debochando, batendo palmas.

    Mas o coruja não gostou do jeito que Geoffrey se dirigiu a ele e, irritado, se aproximou e disse:

    — Trate de se controlar, St John! Do contrário, pode ter certeza que eu posso simplesmente assinar um papel e você ir direto para a prisão do Castelo Acorn.

    — Ameaças... Eu as amo. Me fazem sair do ostracismo. Beleza, Who. Retiro o que disse e peço desculpas.

    — Desculpas aceitas. Agora vá se preparar... e durma logo depois.

    Who deixou a sala, com Geoffrey voltando a ler a mensagem. Ele, mostrando tristeza em seu olhar, diz:

    — Hershey... Eu fiquei muito feliz em ler esse seu recado. Meu amor... Eu irei te encontrar! E eu irei impedir esse clã, seja lá quem forem!

    Será que essa noite não termina nunca? Muitas intrigas no centro de inteligência do Reino Acorn trouxeram um grau de urgência nunca vista. E Geoffrey não parecia disposto em compartilhar essas informações com os Lutadores da Liberdade, em especial o Sonic. O jaratataca realmente tinha um pressentimento muito estranho quanto ao teor da mensagem de Hershey e ele parecia determinado a ir a fundo nisso.

    A noite parecia estar terminando, mas não por agora...

    E em uma outra dimensão...

    Reino do Sol

    Vila Alvorada | Sob os raios solares do meio dia

    — Ah muleque! É disso que eu tô falando!

    Cortando uma faixa de areia próximo a uma área litorânea com várias vegetações da região, V estava dirigindo um boogie, correndo contra um jipe... que estava sendo içado por um helicóptero. É isso mesmo: o ouriço piloto estava correndo contra um carro sendo suspenso por um helicóptero! Mas V nem estava preocupado com isso. Se divertindo, esboçando um sorriso franco, continuou a dirigir nessa exibição de carros. O Festival Horizonte continuava a todo vapor e nada seguraria V.

    E não mundo longe dalí...

    Restaurante Supremo Amanecer Del Mar

    Num luxuoso restaurante próximo a costa de Vila Alvorada, Blaze, que ainda estava fraca, e Moon estavam tomando chá enquanto planejavam o que iriam fazer.

    — Vossa majestade Blaze... Qual passo devemos seguir?

    — Hm... Permita-me... – Disse, tomando uma xícara de chá – Prisma deve estar nos seguindo nesse exato momento. Ela não vai desistir de pôr as mãos na última esmeralda do Sol. Eu já estava debilitada de meus poderes antes e... Bem, eu preciso mesmo restabelecer meus poderes o quanto antes.

    — Mas como faremos isso?

    — Cetro das Jóias.

    — Hã? Vossa majestade... Não me diga que...

    — Sim. Eu sou a guardiã das esmeraldas do Sol. Então eu tenho o direito de exigir um desejo.

    — Mas se fizermos isso, as dimensões...

    — Não, Moon. Eggman Nega e qualquer outro tinham o objetivo de acabar com o equilíbrio das dimensões. Porém eles não eram dignos de sequer encostar nesse artefato sagrado. Porém eu, a princesa do Reino do Sol, tenho plenas condições e direitos para usá-la em prol de meu povo.

    — Eu entendo. Mas se me permite, há algo errado nessa situação toda.

    — Porque diz isso?

    — Esse clã que Prisma disse... Nocturnes. Eu nunca ouvi falar deles...

    — Nem eu, porém sabemos que é um clã obscuro no que diz respeito a suas intenções e ambições. Temos que tomar cuidado... e preciso de sua ajuda.

    — Tudo que estiver a meu alcance, pode contar comigo. Nossa família sempre esteve a disposição do Reino do Sol. É uma grande honra oferecer meus serviços.

    — Lisonjeada por sua devoção e lealdade, Moon.

    E de forma inesperada, um dos garçons do restaurante de luxo foi até a mesa das duas nobres, dizendo:

    — Ilustres benfeitoras, poderiam me dar a honra de virem comigo?

    — Hm? Do que se trata? – Perguntou Blaze.

    — Somente uma formalidade ímpar as suas agradabilíssimas presenças, caras benfeitoras.

    Porém Moon estava a parte do que acontecia. Ela usou por um breve momento seus poderes psíquicos, pressentindo o perigo: ela percebeu que as demais pessoas que estavam sentadas as suas mesas não disfarçavam o olhar centralizado a elas. Sabendo disso, se levantou dizendo:

    — Senhor, agradecemos a gentileza, mas estamos de saída.

    — Hm? E poderia saber o motivo da recusa? – Perguntou o garçom.

    — Não. Vossa majestade, acho que devemos ir... – Disse Moon, olhando nos olhos de Blaze.

    A felina pirotécnica entendeu bem o que sua aliada quis dizer com seu olhar. E ela, se levantando, a acompanhou até a saída, mas podem ter certeza que não seria tão fácil. Com as duas caminhando um pouco mais rápido, Blaze diz:

    — Tem algo acontecendo, não?

    — Essas pessoas... Elas estão nos observando já faz algum tempo... Devemos sair já!

    Mas ao chegarem a porta de saída, o próprio hostess (recepcionista) impediu sua saída, dizendo:

    — Vossas senhorias... Eu insisto que fiquem e desfrutem de nossas iguarias. Por favor.

    — Nós dispensamos sua hospitalidade – Disse Blaze, mantendo a calma – Pedimos licença, pois precisamos ir.

    — Creio que isso não será possível. Vocês são nossas melhores clientes e devemos dar-lhes o melhor atendimento.

    — Não. Poderia abrir passagem, por favor? – Disse, mostrando irritação em seu rosto.

    — Eu insisto.

    — Senhor, eu insisto que saia da nossa frente agora! Se não o dizer, eu o farei por você! – Disse, dessas vez demonstrando irritação.

    E já não era mais temos de terem paciência. Logo todas as pessoas do restaurante estavam indo na direção de Blaze e Moon, que os ouviram dizem em coro:

    — NOCTURNES SALVARÃO O REINO DO SOL!

    Usando de sua velocidade, Blaze golpeou o hostess com um soco, abrindo caminho para as duas. Correndo pelas ruas de Vila Alvorada, Blaze e Moon, assustadas, conversavam:

    — Vossa majestade... Eles são muitos...

    — Sim... E eu não irei voltar a levantar meus punhos a cidadão algum... embora fosse necessário essa última vez.

    — Eles disseram Nocturnes... Então isso só pode ser... Blaze, eu notei uma força psíquica no restaurante... NÃO! ESTÁ POR TODA PARTE!

    — Esse clã os está controlando mentalmente!

    — Se é por isso... – Disse, concentrando seus poderes – Pronto. Eu apliquei uma proteção mental em nós duas. Não seremos influenciadas.

    — Não poderemos seguir caminho até o outro lado de Continente Grande a pé...

    — Podemos tomar um barco e...

    — Impossível, Moon... – Disse, enquanto corria – Não podemos confiar em ninguém... Hm... Com exceção de...

    — Hã? O que está pensando?

    — Moon... Você conhece Grande melhor do que eu. Onde fica o autódromo?

    — A uns dois quartei... – Moon interrompeu sua palavra após entender – Não... Não pode estar falando sério...

    — Não há tempo para debates! Só temos ele como aliado confiável!

    — Confiável aquele acéfalo? Preferiria tentar a sorte surrando todo mundo dessa cidade!

    — MOON, SEJA MADURA! – Se irritou Blaze – Antipatia no momento não é a solução! Temos que encontrar V antes que seja tarde! Só ele tem o transporte que precisamos!

    — Eu poderia usar meus poderes psíquicos e levitar a nós duas por toda Grande se quiser!

    — AH PARE COM ESSA CONVERSA!

    — Blaze?!

    A princesa estava mesmo irritada com o comportamento de sua pupila. Parando de correr, ela olhou para dentro dos olhos de Moon, dizendo:

    — Escute, Moon: trate de colocar as prioridades como elas merecem! Sua irritação para com o V não devem lhe cegar a sua missão, entendeu? A inimizade de vocês pode trazer o fim de todo o Reino do Sol!

    — Tudo bem, vossa majestade... Mas sabe que ele não tem o mesmo entendimento de responsabilidade que eu.

    — Me leve até o autódromo. Deixe isso comigo! Vamos!

    E com os eixos no lugar, Moon levou Blaze pelo carinho correto até o lugar citado.

    E enquanto isso...

    Autódromo de Vila Alvorada

    A exibição havia terminado. V conseguiu vencer e promoveu ainda mais o Festival Horizonte por toda a região. Enaltecido pelos administradores do festival, ele recebeu um título que o permitiria ser o dono do boogie, o que lhe trouxe uma alegria sem tamanho. E retornando para seu Skyline, ele pensou:

    — *Pronto, N... Primeira conquista desbloqueada. E isso foi por você também... Em breve eu vou vencer esse festival e...*

    E logo ele tem Deus pensamentos interrompidos, pois viu seu principal rival passar exatamente a frente de seu carro. Era um lobo com pelugem azul e usando uma camisa fina e estilosa da cor vermelha. V sem perder tempo foi até ele correndo, que diz:

    — Aí... Ô do blusão! Daryus, não?

    Mas Daryus não lhe deu atenção alguma. Mas V insistiu e foi até sua frente, impedindo seu caminho.

    — Aí, mano... Tô falando contigo!

    — Saia da minha frente! – Disse, forçando caminho.

    — Ih... Qual foi? Mano, tu tá locão? Tô aqui pra te vencer nesse festival, tá? Fica ligado...

    — SAIA DA MINHA FRENTE! – Disse, ameaçando com um soco.

    — Ei... Calma aí, mano! Olha... Sou de paz, falou? A N não ia gostar de ver você fazer isso...

    — Saia... Tenho uma missão a fazer...

    — Aí, cara... A N disse que tu era babaca mas não tanto assim. Que tá rolando? Posso tentar ajudar.

    — Grr... Procuro por duas nobres...

    — Hm? Duas nobres?

    — Elas são ligadas ao Reino do Sol... Estão com uma esmeralda do Sol também...

    — Hã? Pera... *Cara, esmeralda do Sol?! E duas nobres?! Mas como é que o Daryus sabe delas?!* Aí, mano... O que elas fizeram?

    — São traidoras aos objetivos dos...

    E antes que Daryus pudesse terminar sua frase, o lobo foi arremessado para longe pois Moon o golpeou com seu poder psíquico. E indo a encontro de V, Blaze diz:

    — V, você está bem?

    — Não! Eu não estou bem! Tá acontecendo uns lance bem sinistro e eu não tenho resposta alguma!

    — Eu entendo, mas precisamos sair daqui o quanto antes!

    — Como é? Acho que a gente se entendeu mais cedo, não? Te dei transporte, me despedi e tô levando minha vida. O que tu quer mais?

    E Moon, irritada, diz:

    — Está vendo, vossa majestade? Eu avisei que ele era um arredio de ignorância.

    — Aí mina locona... A conversa não chegou no setor de esnobes. Fica de bico calado aí, pode ser?

    — Até parece que você tem essa moral de querer me dar ordens, plebeu!

    — Melhor ser plebeu e livre do que ser uma esnobe em algemas de ouro.

    — Como é?

    — É isso aí!

    Com os dois voltando a brigar, Blaze logo surtou:

    — PAREM VOCÊS DOIS! ESTAMOS COM UM PROBLEMA SEM PRECEDENTES! PAREM! PAREM!

    — Uh?! Que problema é esse? – Perguntou V.

    E logo uma multidão de pessoas se amontoou frente ao autódromo, entrando em suas dependências. V, surpreso, diz:

    — Que tá rolando aqui, gente? Tão fazendo protesto?

    — V, ligue seu carro... E VAMOS SAIR DAQUI! – Disse Blaze, irritada.

    — Mas o que...

    — AGORA!

    V iria até discutir novamente, mas só em ver Daryus se levantar e dizer...

    — NOCTURNES SALVARÃO O REINO DO SOL!

    ... o fez se calar em entrar eu seu carro, a exemplo de Blaze e Moon. Sem pensar, arrancou com seu carro e seguiu caminho pela estrada, em direção sabe-se lá para qual destino.

    Minutos depois...

    Com todos calados e tensos dentro do carro, o clima era de total confusão. V, olhando pelo seu retrovisor para ver suas passageiras, diz:

    — Tá... Ok... Será que poderiam me explicar agora o que tá rolando de verdade?

    — Como eu disse da última vez... – Disse Blaze – Quanto menos você saber é melhor.

    — Tá... Mas vamos lá: teve aquele negócio do deserto, quando vocês apareceram. E tem um lance que o Daryus me disse sobre esmeralda do Sol... Aí vocês apareceram de novo e tava todo mundo loção... Já tô sabendo de muita coisa. Hora de colocarem as peças onde nada disso faz sentido. Eu tenho direitos.

    — Hm... Concordo.

    — Vossa majestade, você vai mesmo dar satisfações a ele? – Disse Moon.

    — Muito bem... Ouçam vocês dois. Já estou cansada dessa inimizade de vocês. V, estamos em uma crise no Reino do Sol. Uma emissária chamada Prisma deseja obter a esmeralda do Sol para conseguir algo muito nefasto.

    — Que tipo de coisa?

    — Algo nefasto, idiota! – Disse Moon – Se ela disse assim é porque não temos a mínima ideia do que está acontecendo!

    — Como assim não sabem?! Então porque estão fazendo o que fazem?! Gente, o que está acontecendo?

    — Devemos ir até o Templo de Solaris. Você sabe onde fica, V? – Disse Blaze.

    — TÁ FALANDO SÉRIO?! ESSE LUGAR EXISTE DE VERDADE?!

    — É, você não sabe...

    — Mano, isso é inaceitável...

    — Estamos muito longe ainda... Mas continue por essa estrada.

    — Tá, mas o que vamo fazer lá?

    — Irei fazer um pedido ao Cetro das Jóias para que minhas chamas voltem a queimar.

    — Ai, caraca... Ok, uma resposta. Agora porque aquela gente lá estava locona?

    E dessa vez Moon tomou a palavra:

    — Controle mental. Os Nocturnes devem ter um meio de fazer isso àquela gente... e talvez a até mais pessoas.

    — Pera... É sério isso?

    — Não é momento para brincadeiras. É muito sério.

    — Hm... Por isso o Daryus trata agindo estranho... Ok, última resposta. Então daqui pra frente sabemos as mesmas coisas: nada. E estamos lutando contra um clã obscuro que tá querendo controlar as mentes de todos. Mano, que loucura!

    — V, me diga uma coisa... – Disse Blaze – Você não sentiu nada diferente?

    — Como assim?

    — Todos na cidade foram controlados, mas você se manteve são. Por isso perguntei.

    — Ah... Bem... Agora que tô sabendo da história toda... Deve ser por causa do V Focus.

    — Hm?! V Focus?

    — Sim... A N disse que eu tenho essas coisas psíquicas aí... Mas eu não tenho poder de controlar. Só acontece, entende?

    Mas vocês devem saber quem não iria ficar sem falar nada não? Com a palavra Moon:

    — Somos dois.

    — Hm? Disse alguma coisa, donzela?

    — Eu também não consigo controlar plenamente meus poderes psíquicos.

    — Ah então tu tem mesmo esses poderes, né?

    — Sim. Eu sei como você se sente. Incapaz de compreender sua essência, seu ser... Só se mantenha focado que logo as respostas fluirão naturalmente.

    Tanto Blaze quanto V se surpreenderam com as palavras motivacionais da mestiça. E o ouriço marrom, pasmo, diz:

    — Impressionante.

    — Hm? Porque?

    — Primeiro: você sabe mesmo ser gentil quanto quer. E segundo: você não fez piadinha. Posso saber o porquê?

    — Tudo bem. Primeiro: eu tenho mais empatia pelas pessoas que você imagina. Te motivar é o que eu gostaria que fizessem comigo quanto eu desenvolvi meus poderes psíquicos. E segundo: você mesmo é uma piada.

    Até essa Blaze riu. E V, levando na esportiva, diz:

    — É, mina locona... Tu é boa nas palavras. Tá beleza... Sejam bem vindas ao meu xodó, sob cortesia de N! Seja lá onde fica esse tal Templo de Solaris... Vamos nessa!

    E a toda velocidade seguiram pela estrada, com o destino traçado por Blaze.

    E voltando a Mobius...

    Downunda | Tarde

    Para informação adicional, Downunda se encontrava no extremo lado de Mobius com relação a localização de Nova Mobotrópolis. Então enquanto era madrugada na cidade de Sonic, era tarde no continente dos Lutadores da Liberdade de Downunda.

    E justamente falando sobre eles...

    Quartel General Itinerante dos Lutadores da Liberdade de Downunda

    Em um acampamento improvisado em algum lugar do deserto do continente, os Lutadores da Liberdade de Downunda Estevam em uma reunião dentro de uma das tendas de sua base. Sob a iluminação de lampiões a óleo dentro de uma tenda com tecido bem grosso, eles estavam sentados a mesa, onde seu líder, Walt Canguru, que tinha pelugem bege, com olhos azuis e que usava luvas e colete marrons, dizia a mesa:

    — Kaji, então você só conhecia Mobius em livros?

    — É bem isso. Mas verdade, de onde eu venho, Mobius era uma fábula. Pelo visto estava errado...

    E tomando a palavra dessa vez era Barby Coala, que tinha pelugem com predomínio da cor branca e com orelhas pretas. Ela vestia luvas e botas vermelhas, com um cinto preto em sua cintura. Ela, olhando para o tenreque, diz:

    — Fofinho, o que você estava fazendo naquele acampamento? Tipo, somente gente bem casca grossa frequentam aquele lugar...

    — Um ancião chamado Blastion me acolheu e me ajudou. Então eu quis ser útil e me ofereci pra comprar mantimentos. Aí eu fui lá... Só isso.

    — Mas Kaji... Você foi no acampamento errado.

    — Errado?!

    E Stu, o vombate que ajudou a Kaji a fugir do cativeiro dos chacais que o prenderam, diz:

    — Cara, você correu muitos riscos. Esse tal Blastion que você disse... Ele talvez quisesse dizer pra você ir ao acampamento ao norte e não aquele. Lá só tem gente casca grossa, como a Barby disse.

    — Nossa... Pode ter sido... Mas quem são aqueles chacais?

    E Walt, tomando a palavra, diz:

    — Não temos a mínima ideia.

    — O que?! Mas eles estão aqui e parecem bem perigosos – Disse Kaji.

    — E é por isso que estamos nessa reunião.

    E meditando próximo a incensos aromáticos, uma ema macho com plumagem azul, usando uma camisa branca bem surrada, com um pingente com um signo de “Paz” pendurado em seu pescoço e uma tiara colorida que prendia sua plumagem sobre sua cabeça, era Guru Ema. Ele, olhando para todos, diz:

    — Pessoal... Acho que vocês não entenderam o espírito das coisas. Vocês precisam pegar leve, ir devagar e entender a essência... Tipo, é só entrar nesse mundo de paz e harmonia que tudo se expande e vira algo cósmico, com dezenas de respostas... Então, papo firme: liberem-se dessa energia negativa e vamos todos promover o amor.

    Kaji só teve uma reação pra tudo isso:

    — Gente, esse cara aí é de Mobius mesmo ou caiu de um caminhão cheio de hippies?

    — Ah... Esse aí é o Guru. Sem ele não estaríamos com a nossas cabeças no lugar – Disse Walt

    — Em compensação ele é meio dodói...

    — Ele tem o jeito dele mas é único... Então não implique com ele, Kaji – Disse Stu.

    Porém a conversa é interrompida, pois todos ouviram um ruído característico ele logo os Lutadores da Liberdade de Downunda já reconheciam prontamente. Indo até o lado de fora, Walt Canguru diz:

    — Acho que teremos uma visita, pessoal.

    Um anel warp ganha aparecido a pelo menos três metros de altura, com todos observando o ocorrido. Kaji, surpreso, diz:

    — Mas o que é isso?!

    — Acalme-se, Kaji. Está tudo bem. Os Chaotix são aliados.

    — Chaotix?! Espera... Knuckles, Charmy, Vector e Espio?!

    — Nossa, você os conhece... E Ray e Might também.

    — Como é?! Mas... *Cara, as famílias são verdadeiras! Eu estou prestes a conhecer o equidna mais badass das histórias que eu ouvi!*

    E com o anel warp aumentando de tamanho, ele se expandiu, com todos os Chaotix caindo da passagem aberta, chegando ao chão, com Vector gritando:

    — FICA NA ATIVIDADE, CAMBADA! TROUXEMOS MUITA TRETA!

    Barby, já conhecida por ter um parentesco nada usual com Vector (eles eram irmãos), logo diz:

    — Então já chegam trazendo presentes, Vec?

    — PREPAREM-SE!

    — Hã?!

    Walt, mostrando preocupação, logo tentou dizer:

    — Vector, o que está acontecendo?

    — MANJA SÓ, BROW!

    Logo todos ficam assustados com a quantidade de badniks que saíam através do anel warp, não não havia se fechado. Rapidamente todos os Lutadores da Liberdade de Downunda se juntaram aos Chaotix, assim como Kaji. E com todos em base de luta, Vector diz:

    — Vocês tão recrutando gente nova, é?

    — Ah... Bem... – Disse Walt – Esse é o Luke Kaji. Ele é novo por aqui.

    — Hm... Novo, é? Aí, brow... Tu sabe lutar? – Disse Vector, olhando para o tenreque.

    — Pode crer que sim! – Disse, concentrando uma aura negra ao seu redor.

    Todos olharam para a manifestação dos poderes de Kaji, até então desconhecidos. O tenreque marrom se colocou em base, se agrupando aos outros, com Espio dizendo:

    — Embora eu também esteja curioso por saber mais desse novato, creio que devamos nos concentrar nos inimigos!

    — Essa parada, Espio! – Disse Vector, tomando a frente – Chaotix, Lutadores da Liberdade de Downunda... e Kaji... VAMO BATÊ LATA!

    Downunda Desert Boss Battle: Badniks Armada

    Música: “Destructive Goodwill” by Guilty Gear Xrd Sign

    18 vs 7

    Os badniks estavam em uma grande vantagem numérica. Charmy e Ray se juntaram a Guru, se abrigando em um túnel abaixo das areias do deserto. Indo a luta estavam Vector, Espio e Might pelos Chaotix e Walt, Stu e Barby pelos Lutadores da Liberdade de Downunda, com Kaji avançando junto aos dois grupos. A luta seguiu feroz, com a habilidade de todos sendo levada ao máximo. Barby, usando de sua inteligência, desviava de tal forma que usava os próprios projéteis dos badniks neles menos, causando danos. Espio marcava as latarias dos robôs com kunais, mostrando seus pontos fracos para Vector arrancar os alvos com suas mandíbulas poderosas de crocodilo. Might auxiliava Stu, que executava vários socos contra os robôs junto ao tatu. E Walt, que usava seu bumerangue para atingir aos badniks, flanqueava o lugar, para traçar uma estratégia mais eficiente. Ele então pensou:

    — *Esses robôs do Eggman parecem que passaram por um upgrade. Eles não atacam a toa... Tem algo aí...*

    Mas o surpreendendo, Kaji roubou a cena usando seus poderes: ele envolveu dois badniks com sombras, que impediam que se movimentassem, com o tenreque golpeando a lataria dos robôs com seus punhos também envoltos pela mesma aura negra. Todos olharam o poder fora do comum do jovem tenreque. E ainda lutando, Vector diz:

    — De onde esse cara aí brotou, hein?

    — Muitas coisas acontecem no deserto... – Disse Barby, se desviando de rajadas – Stu o resgatou de um acampamento de chacais.

    — Chacais? – Disse o crocodilo, destruindo um badnick com um soco.

    — Vocês poderiam me dizer o que está acontecendo? – Perguntou Stu, socando um badnick junto com Might.

    — Longa história... Aliás, uma história bem complicada... – Disse Espio, usando sua espada.

    — Beleza... Vocês vão contar tudo depois, não? – Perguntou Barby.

    — Sim, maninha... Isso se tiver depois. Tamo mó bagaço...

    — Como é?

    Não foi preciso muita percepção por parte de Barby para saber que os Chaotix estavam exaustos e feridos... E ela sabia que eles vieram assim do anel warp. A coala se assustou com o estado dos seus amigos e diz:

    — Walt, precisamos de uma estratégia! Rápido!

    — Eu sei... Eu estou tentando pensar!

    A zona de batalha se tornou mais crítica. Os Chaotix estavam fracos e, com isso, os badniks estavam sendo mais efetivos nos ataques. Might havia caído, sendo amparado por Stu. Vector por um milagre estava de pé e Espio, embora empunhando com força sua espada, dava evidentes sinais de cansaço. E diante esse cenário nada animador, Kaji olhou ao horizonte e percebeu que o sol estava se pondo. E com isso ele pensou:

    — *Minha nossa! Eu... Eu preciso sair daqui o mais rápido possível! Eu tenho que acabar com essa luta logo...*

    E concentrando ao máximo seus poderes, sua aura se expandiu ainda mais, tomando a todo o lugar e envolvendo a todos os badniks ao mesmo tempo. E com seus olhos ficando escuros, Kaji diz:

    — VIOLENT DARKNESS!

    Uma explosão ocorre, com as sombras anulando o ataque dos robôs, trazendo a suas latarias corrosão e as impossibilitando de se mexerem. Logo suas partes metálicas começam a se desmanchar, caindo ao chão podres. Um cheio de ferrugem foi sentido. A ação seu final a luta, com todos aliviados. Porém:

    — Hã? Mas... – Disse Walt, olhando em volta.

    — BELEZA! Vencemos! – Disse Charmy, ao ver os robôs destruídos.

    — Gente, escuta...

    — Falou e disse, camarada voador – Disse Guru – É uma onda de inspiração que todos nós devemos ter para erradicar essa energia negativa... Paz e amor, gente! ☮️

    E enquanto Barby acudia Vector e Stu a Might, Walt diz:

    — Onde está o Kaji?!

    E andando até próximo a seus amigos, Ray diz:

    — Ele sa-saiu! Eu vi... Esta-tava com pre-pressa até!

    — Mas... Ray, pra que lado ele foi?!

    Mas mesmo com a preocupação, eles não poderiam ir atrás do tenreque. Os Chaotix precisavam ser ajudados e essa era a prioridade.

    E não muito longe dali...

    Com o sol se pondo atrás de uma montanha ao horizonte, Kaji corria como nunca pelas areias do deserto, se orientando por um mais. E com seus olhos escuros, ele diz:

    — Me desculpem, pessoal... Eu espero que tenha ajudado a vocês por enquanto, mas preciso mesmo ir até Blastion... Eu sinto muito... Mas eu os verei outra vez...

    Se aproximando de uma vegetação densa, Kaji adentrou no meio dos arbustos e árvores, com uma explosão de sombras ocorrendo em seguida. O que aconteceu? Porque o tenreque marrom simplesmente fugiu após ajudar aos Lutadores da Liberdade de Downunda e os Chaotix na batalha contra os badniks? E o que foi essa explosão?

    Muitos mistérios permanecem no ar em Downunda...

    Porém a história agora tá de avançar muitos anos a frente... e talvez um pouco mais.

    Futuro de Mobius | Calamidade total

    Floresta Fantasma de Knothole

    — Sarah... Acorn?!

    Silver havia sido salvo por uma esquilo chamada Sarah (você se lembra do longínquo capítulo “Engrenagens de Guerra (Parte 1): o ataque de Jack Coelho? Está lá!), onde o trouxe até sua humilde casa. O ouriro prateado, ainda um pouco tonto, diz:

    — Não pode ser... Você é uma Acorn?

    — Ah... Sou sim. Porque?

    — Onde estão todos?

    — Todos quem?

    — Que você conhece! É bem possível que vários descendentes de sua família tenham respostas!

    — Respostas?! Do que você está falando?

    — Rápido... – Disse Silver, a puxando pela mão – Você tem que me levar até eles!

    Mas Sarah não parecia querer ir, permanecendo no mesmo lugar, mesmo com Silver a forçando. E o ouriço, não entendendo, diz:

    — O que foi? Porque não quer vir?

    — Não... Eu não vou com você...

    — Porque não?

    — Mirianda me disse... Ela me disse que um emissário viria pela névoa e iria me puxar para ela... Eu não vou!

    — Hã? Névoa? Emissário? E quem é Mirianda?

    — Ela foi a única que se preocupou comigo... e minha única amiga... Emissário, eu vai sairei dessa casa!

    — Olha, Sarah... É seu nome, não?

    — Sim... Mas não me faça mal, por favor!

    — Eu nunca faria isso! Olha... O meu nome Silver Ouriço. Eu não sou um emissário ou seja lá o que isso quer dizer...

    — Silver... Prazer. Mas o que você quer de mim? 

    — Eu estou aqui para encontrar uma fonte de energia. Meus amigos estavam comigo e sumiram... Aí veio uma névoa e...

    — Ela quase te consumiu.

    — O que?

    — A névoa. Uma maldição paira a floresta de Knothole... Seus amigos já devem estar... – Disse Sarah, colocando sua mão sobre seu peito.

    — Não, eles são fortes! Nunca que iriam cair assim...

    — Silver... Isso vai faz sentido. Tudo que a névoa toca vira a névoa.

    — Eles nunca seriam derrotados assim! Mas... E você? Você está sozinha aqui?

    — Ah... Eu... Eu vivo aqui desde...

    Porém um pulsar no peito de Sarah ecoou, lhe trazendo pensamentos em sua mente:

    — *Não ultrapasse... Não ultrapasse o... Não ultrapasse o limite...*

    Frações de segundos intercalavam suas últimas palavras a Silver, que diz:

    — Desde quando? Hm?

    — Eu... Silver... Eu vivo sozinha desde sempre... E essa solidão... Ela me consome. Mas te ver... Ver alguém depois de tanto tempo... me fez me seguir viva.

    — Sarah... *Essa garota misteriosa deve viver aqui a muito tempo. Mas como ela conseguiu viver aqui sem sair? E tem outra coisa: e essa névoa? Eu me lembro de ter minha mente controlada, eu ouvi vozes... Tem algo acontecendo e... Os outros. Onde devem estar?*

    E o ouriço, depois de pensar, diz:

    — Sarah... Eu vou te ajudar!

    — Me ajudar? Como?

    — Essa névoa... Eu tenho que dar um fim a isso! Eu vou descobrir uma forma de acabar com a névoa!

    — Mas Silver... Ela é amaldiçoada. Você não teria chances... nem ninguém.

    E o ouriço prateado, determinado, caminhou até a porta, com a esquilo segurando sua mão. Ela não concordava com o que ele disse:

    — Não, Silver!

    — Sarah...

    — Você não compreende! Ela vai te consumir! Mirianda... Ela... Ela tentou, mas...

    — Sarah, acalme-se. Está tudo bem. Eu te disse que iria ajudar... e eu vou.

    — Mas Silver...

    — Pode não parecer, mas eu tenho poderes...

    — Poderes?

    — Sim... Eu fui pego de surpresa antes, mas... – Disse, enquanto começava a emanar seus poderes psíquicos.

    Silver logo estava coberto com uma cúpula psíquica, com raios a circundando. Mostrando um poder absurdo, o ouriço mostrou a Sarah que de fato seu poder era diferenciado. E Silver, completando o que dizia, logo tratou de abrir a porta durante:

    — ... desta vez serei eu que irei tomar a ofensiva!

    Continua.


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