ANUON 9999

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    Capítulo 56

    O rapto: Son se apresenta

    Violência

    E hoje Ethan e Kaede irão atrás de seu amigo raptado.

    Porém irão conhecer melhor Son e isso não será nada agradável...

    Os ânimos se exautaram na noite. Uma crise sem tamanha encontrou novamente a vida de todos os envolvidos. Abrigados na casa de Kaede, todos estavam em seu quarto. Com Ethan tomando um copo com água servido pela jovem,  diz:

    — Ele foi sequstrado por Son. O desgraçado disse para nós irmos até a cidade amanhã de manhã, somente nós dois.

    — Ethan, vamos salvar Ryoga. Pode ter certeza nisso.

    — Eu nunca duvidei disso.

    — Hunf... Prefiro lhe dar o direito a dúvida.

    — Hã? Porque está me dizendo isso?! Ryoga está em apuros e...

    — Difícil conversar com um idiota como você. 

    — Hã?! Mas...

    E Anuon logo diz:

    — Não se esqueça do que você fez, humano. É isso que ela está querendo fazer.

    E Kaede não deixou por menos:

    — Até um Anis que tentou te matar tem mais noção das coisas que você. Patético.

    — É isso então? Vai ficar me julgando o tempo todo?

    — Faz o que você quiser. Só me importo em salvar o Ryoga. Mais uma vez eu que tenho que limpar sua sujeira... Bem, vá para casa. Precisamos acordar cedo.

    — Mas o Ryoga...

    — Esse tal de Son já avisou que ele está bem e você falou com o Ryoga. O cara está esperando a gente. Com certeza já teria feito algo se pudesse. Então nada de ficar desesperado que nem uma "donzela" no trilho do trem, Ethan. Saco, você é patético... Boa noite.

    Ethan ouviu as palavras de Kaede, que não pegou leve nem um segundo sequer. Ele, mesclando imersão e irritabilidade, diz:

    — Não é uma boa noite. O meu dia está horrível...

    — Dane-se. Eu só estão preocupada com o...

    — Cala a boca.

    — Hã? Como disse?

    — Eu disse pra você calar a boca. Ouviu agora?

    — Acho que eu deveria fazer uso da minha boken e te colocar no lugar onde merece estar.

    — Porque não usa sua mão? Precisa se armar pra me bater, é isso?

    Provocada, a jovem então desferiu um fortíssimo tapa no rosto do rapaz, que só tirou o rosto ao receber o golpe. Até nisso Kaede não arredou sua força: o tapa causou um pequeno sangramento na boca do jovem, que voltou a olhar em seus olhos mesmo após o golpe de Kaede. Ele, irritado, diz:

    — Está satisfeita? 

    — Ethan... - Tentou dizer, sem ação.

    — Suas palavras me feriram mais que esse seu tapa. Eu queria saber se você seria capaz de me perdoar depois de todas as m*rdas que eu fiz. Mas eu creio que não... pois acho não ser merecedor, com razão. 

    — Você procurou por tudo isso!

    — E estou tentando resolver as coisas agora... Sem fugir, nem recuar... e dando sangue. Não vou mais aceitar ser humilhado por você, Kaede.

    — Isso que você está falando...

    — Chega! Respondendo a sua pergunta de hoje mais cedo: eu lutaria contra você com tudo também. Só pra te devolver tudo que me disse. Você não sabe de nada... NADA! 

    — Ethan... - Tentou dizer novamente, mais impressionada.

    Ethan em seguida lhe deu as costas e sair de sua casa, sendo acompanhado por Anuon e Fhor, que diz:

    — Humano, o que houve?

    — Não sei que Kaede voltará a falar comigo como antes... E estou pouco ligando pra isso.

    Anuon também estava preocupada, dizendo:

    — Dê tempo ao tempo, humano. Logo isso irá acabar... E vocês conversarão sem essa inimizade.

    — Sim, Anuon. De alguma forma vai acabar.

    — Como assim, Ethan?

    —Ou nós conseguimos ou eles conseguem. Vai acabar de qualquer forma. E ainda tem a Kaede.

    — O que tem ela?

    — Tenho certeza, Anuon... Tenho certeza que iremos lutar um contra o outro um dia.

    — Humano, não pense nisso! Vocês são amigos!

    — Não mais... Acho que somos rivais agora. E é melhor que seja assim. Já cansei de ficar levando pedrada dela. Quem essa garota pensa que é pra ficar humilhando os outros assim? - Disse Ethan, irritado mais do que o normal.

    Fhor, percebendo a irritação de seu aliado, logo tratou de mudar de assunto:

    — Melhor irmos embora. O humano precisa descansar para amanhã.

    — Sim... eu concordo, Fhor. Eu preciso esfriar a cabeça mesmo.

    Caminhando pegar retirar escuras do bairro, voltam para a casa de Ethan. 

    E dentro do quarto de Ethan...

    Já deitado em sua cama, o jovem já dormia profundamente. Enquanto isso, os felinos, porém, conversavam na janela. Olhando para o horizonte e apreciando a lua, Anuon diz:

    — Fhor, não esperava que fizesse aquilo.

    — O que, four nine? (Em alusão ao nome de Anuon)

    — Falar o que sente por Ethan. Pensava que somente o estava ajudando por peso em sua conciência.

    — Tentei esconder, mas vi que não posso lutar contra os meus sentimentos. Ele passou a significar muito pra mim desde aqule dia... E eu vinha tentando adquirir coragem em dizer o que sentira por ele. Enfim, com o tempo descobri que não precisava de coragem e sim de vontade.

    — E falou tudo. Gostei de sua atitude.

    — Four nine, toda essa situação... Pensava que éramos melhores que os humanos... Estava enganado. Somos iguais, pois sentimos as mesmas emoções, as mesmas virtudes... e defeitos.

    — Você evoluiu muito em seus pensamentos.

    — Você também, Anuon. Ainda mais em defender o humano inúmeras vezes. Sua sabedoria serviu para mostrar a Ethan que poderia lutar. Sempre cuidou de sua integridade e procurou levantar seu moral em situações difíceis.

    — Obrigada por estas palavras, Fhor. Jamais nenhum Anis foi tão sincero com seus sentimentos para comigo.

    — Falei somente a verdade, Anuon.  E sim, você tem parte nesse meu amadurecimento.

    — Fhor, do que está falando?

    — Você é como as estrelas... Brilham cintilantemente, guiando aqueles que a admiram. Só que você não é só o brilho... É também a voz que me alenta e os ouvidos que escutam meus pesares... Eu me sinto bem em estar com você.

    Anuon se aproxima de Fhor e acaricia com seu rosto ao de Fhor, que retribui da mesma forma. E ficam ali, admirando a lua.

    Enquanto isso...

    A noite conflituosa não terminava. No galpão abandonado do porto, Kenta voltava para sua casa, que ficava no extremo do lugar. Em um tipo de vila, o jovem entrou em sua casa. Preocupado e mostrando aflição em seu olhar, subiu até seu quarto. Mas Spin o esperava em sua janela, dizendo:

    — Humano, conseguiu fazer o que lhe foi ordenado?

    — Sim... Ethan e aquela jovem loira encontraram Son. Lutaram com ele.

    — Lutaram? Hm... interessante. Feridos?

    — Nenhum dos lados. Son foi embora e Ethan e a garota também.

    — Ótimo. Tudo indo como esperava. A única surpresa foi o humano não ter aprendido a lição.

    — Son parece ter brincado com ele.

    — Hm... era esperado. Apesar de querer o lugar de Piece 1, ainda é um Anis. 

    Ela então se virou, armando suas lindas asas negras. Mas antes que alçasse vôo, diz:

    — Em respeito a sua causa, sinto muito por seus "amigos".

    — Hã? Do que está falando?

    — Já tentou entrar em contato com eles. Eu sei. E nenhum respondeu... E não irão.

    — Spin, você sabe... O que houve com meus amigos?

    — Moonsand... Um lobo... Os matou facilmente...

    — O QUE?! NÃO! ISSO NÃO PODE SER! E nada fez para ajudá-los?

    — Hahaha! Gostei da piada. Até logo - Disse, voando para longe.

    — Ei! Espere!

    Kenta nada pôde fazer, observando sua suposta aliada voar para longe após a conversa. O jovem, sentado em sua cama, pensa:

    —*Estou perdendo demais ajudando-a. Todos os meus amigos estão sucumbindo diante esses animais! Será que vale a pena mesmo servir com esse plano? Eu como eles odeio os humanos, mas...*

    Kenta ficou sem dormir aquela noite, sabendo que perdeu seus amigos. Pelo visto um grande dilema o guardou.

    No dia seguinte, ao amanhecer...

    Ethan acordou rapidamente. Já arrumado desceu as escadas e deixou um bilhete para seus pais. Pegando um pacote de biscoito, correu para fora de sua casa, onde Kaede já o estava esperando. Caminhando e com o seu semblante bem fechado, diz:

    — Vamos, Kaede.

    — Vamos... 

    Mas mesmo diante da exigência de Son, Anuon e Fhor os estavam seguindo, com o felino dizendo:

    — Iremos atrás de vocês. Ficaremos bem escondidos.

    — Son parece não ser de confiança - Dust Anuon, correndo.

    — Tudo bem. Só não vão ser vistos, ok? - Disse Ethan.

    E entram em uma condução em direção a cidade. A viagem não se alonga muito e. Kaede, durante o percurso, sequer olhou para Ethan, que fazia o mesmo. O jovem guardava um pouco de tristeza em seu olhar, embora a revolta também o dominasse. Tanto que se colocou em pensamentos:

    — *Kaede... O que eu devo fazer pra você me perdoar?. Fale comigo, eu estou me sentindo sozinho desta forma... Sinto sua falta...*

    E chegam finalmente a frente do museu, onde Havia mesmo um carro os esperando, como Son tinha dito. se aproximam do automóvel e logo um indivíduo sai de seu interior e abre uma das portas trazeiras para eles.

    — Entrem, Ethan e Kaede. Son os espera.

    Anuon e Fhor seguem-los, correndo o quanto podiam enquanto o carro seguida a toda velocidade. O camiho é um pouco demorado, tendi em vista que estavam deixando o distrito da cidade, indo para uma área mais distante e completamente tomada por uma densa área verde. E ao fim, avistam uma mansão, perto do mar. O carro manobrou em um estacionamento e em seguida os jovens saem do carro. Logo uma servente humana, trajando um uniforme de governanta os convida para entrar. Já dentro, a mansão era explêndida, com arranjos sofisticados e o asoalho em mármore. Ethan ficou impressionado com o lugar, dizendo:

    — Puxa, esse cara tem estilo. Como um Anis pode ter tudo isso?

    Mas mesmo diante do comentário, Kaede ficou calada, concentrada. Parecia querer somente falar o indispensável. Em seguida entram, a pedido da servente, em uma sala com uma poltrona virada para uma parede. Uma mão balançava uma taça de vinho, dizendo:

    — Bem vindos a minha humilde casa.

    Mas Kaede não perdeu tempo com formalidades, gritando:

    — ONDE ESTÁ RYOGA? DIGA LOGO!

    — Calma, minha jovem humana... Logo verão seu amigo.

    — Porque isso tudo? - Disse Ethan.

    — Queria conversar com vocês. Não sou seu inimigo...

    — Como assim? Você tentou nos acertar na cidade!

    — Seu inimigo é Piece 1. E o inimigo de meu inimigo é meu amigo. Somos aliados.

    — Não seja petulante! Você mesmo nos atacou na cidade, seu hipócrita! - Indagou Kaede.

    Mas Son, ao se levantar, parecia diferente. Seu rosto demonstrava quietude e paz, como se fosse outra pessoa. Ele então diz:

    — Não fui eu quem fez aquilo.

    — Como é? - Perguntou Kaede.

    — Sim, não fui eu. Eu sofro de múltipla personalidade e não era eu, ao menos este eu presente aqui, que estava lá...

    Mas a jovem não parecia convencida disso:

    — Sei... então porque quer matar os humanos?

    — Não quero isso.

    — MENTIRA! O que está tramando? E onde está Ryoga?

    — Acalme-se, jovem humana. Não quero destruir os humanos. Eu quero fazer ao contrário: quero protegê-los. E seu amigo humano está bem.

    — Mas como? - Perguntou Ethan, confuso.

    — Ethan, eu não quero o fim da raça humana. Por isso digo que somos aliados nesta guerra.

    — Son, difícil acreditar nisso. Onde está Ryoga?

    E o Anis corvo bate as mãos. Logo uma porta a frente de Ethan e Kaede se abre e Ryoga sai de seu interior. Ele então caminha em direção a todos, dizendo?

    — Fala galera! O Tiririca já virou presidente?

    — Ryoga, você está bem? - Perguntou Ethan, abraçando seu amigo.

    — Sim, o carinha aí é gente boa.

    — Gente boa?!

    — É que ele só queria minha ajuda sobre uns lances de medicina.

    — Mas você foi raptado por ele.

    — Raptado? Não, ele me chamou e eu vim aqui.

    — Mas... você disse que as coisas estavam complicadas e...

    — Ah... Só tava colocando drama. Desculpa

    — E o seu tio? Não ficou preocupado?

    — Ele não está na cidade. Logo nem me preocupei com ele, hehehe.

    Mas Kaede não compartilhou com todos seu alívio por saber que Ryoga estava bem. Pelo contrário: ficou irritada com os dois. Tanto que deu as costas a todos com rapidez, segundo para fora da sala, dizendo:

    — EU SOU MUITO BURRA EM OUVIR SUAS PALAVRAS, ETHAN! ME TROUXE AQUI SÓ PRA TRAZER DE VOLTA UM TAPADO IDIOTA! CANSEI COM VOCÊS DOIS! SUMAM DA MINHA FRENTE PRA SEMPRE!

    Com a explosão de fúria de Kaede, Ethan e Ryoga logo seguiram em sua direção, msg não sem antes perceberem algo de anormal em Son. Com o jovem olhando para o Anis e Ryoga e Kaede a frente, Ethan diz:

    — Son, o que houve?

    — Saia, humano... saia daqui... - Disse, ficando um pouco tonto.

    — O que? Mas...

    — SAIA JÁ DAQUI O MAIS DEPRESSA POSSÍVEL... SAIA!

    — Mas...

    E logo Son desmaiou, com Ethan se aproximando lentamente. Ryoga logo correu, o acudindo, com Kaede acompanhando tudo de longe. E de forma inesperada o rosto de Son muda, mostrando um semblante próximo o que já viram antes. O Anis, ainda deitado, diz:

    — Humano, quer saber a verdade?

    — Hã? Son?

    — Sim, sou Son. Quer saber a verdade?

    — Mas... RYOGA, SAIA DE PERTO DELE!

    Sem perder tempo Ryoga logo correu para longe, com o Anis perguntando novamente:

    — Quer saber a verdade?

    — Que verdade? - Perguntou Ethan.

    — Aproveite enquanto eu estou aqui, pois quando for embora vocês nunca sairão daqui...

    — Acredito que com vida não sairemos, não é?

    — Não... não morrerão. Só não sairão mais.

    — Isso está estranho...

    Logo Kaede e Ryoga começam a olhar por toda a sala, assustandos com a mudança repentina de comportamento de Son. A jovem, confusa, diz:

    — Que verdade é essa?

    — Eu não mato humanos... Eu nunca os matei... Mas não quer dizer que não faço mal a humanos...

    — Hã? O que está escondendo, seu louco?

    — Hehehe... humanos, eu os caço!

    — Você o que?

    — Eu os caço. Preciso de vocês...

    — Como assim?

    — Eu os caço... Hahahahaha... prendo-os... hehehehehe...

    — Mas porque? DIGA ALGO QUE FAÇA SENTIDO!

    — Eu necessito... hehehehehe... de vocês para viver... hahahahaha! Eu... hehehe... sugo suas energias.... hahahahaha! Para viver enternamente...

    Ethan, ao acompanhar a conversa entre os dois, logo surta:

    — O QUE? QUE LOUCURA É ESSA? VC SUGA A ENERGIA DOS HUMANOS PARA VIVER?

    E com o apertar de um botão, a sala modifica-se, fazendo com que as paredes subam e revela várias câmaras, com humanos em repouso em um tipo de estufa. Vários dutos eram ligados aos seus corpos, extraindo deles fluidos. Era uma visão assustadora e doentia. Todas aquelas pessoas estavam vivas, mas tendo parte de suas vidas sugadas para os desejos de Son que, parecendo estar possuído, diz:

    — Estão vendo? Hahahahahahaha! Meus alimentos...

    — SEU SÁDICO! O QUE FEZ A ESSAS PESSOAS?

    — Hahahaha! Eu sugo suas energias e as curo, pra depois sugar novamente... hhahahaha! Eu não os mato, só os aproveito... Hahahaha. A raça humana é importante para mim... - Dizia, mostrando em seu rosto confusão e loucura.

    Ethan fica descontrolado. Ryoga e Kaede tendem a acreditar no que estão vendo. O jovem ficou tão impressionado e revoltado com o que via que de sues olhos saíam lágrimas. Sua mente está em total confusão com o que acabara de ver. Desesperado, parte para cima de Son, dizendo:

    — SEU DESGRAÇADO! SOLTE-OS! AGORA!

    E a personalidade de Son muda novamente. Agora parece como o da primeira vez, por apresentar uma feição séria e segura de seus atos. Como se estivesse lutando contra seus instintos, o Anis diz:

    — Humano... Me mate...

    — O que? Mas...

    — Me matem! Agora... Eu não vou poder segurar ele dentro de mim por muito tempo... ME MATEM!

    — O que está acontecendo?!

    — Melhor calar-se e me atacar. VAMOS! ME MATEM!

    O Anis tentava lutar contra sua outra contra parte, parecendo a ceder em seguida. Tanto que Son voa em direção a Ethan, para atacá-lo.

    Continua.


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