The Last A: O Último Anis

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    14
    Capítulos:

    Capítulo 10

    Um desacerto de contas

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Jason estava com as cartas na mão. O jogo está apenas começando.

    E mais acontecimentos aconteceram no colégio...

    Depois da conversa, Kazu combinou com Jason a tratar diretamente com Kuon sobre tudo. A reunião no colégio era tudo que importava no momento e não via a hora. Ele havia mesmo perdoado o amigo? 

     

    O tempo passa...

     

    Colégio de aplicação de Yutsuka, 07:00 am.

    A primeira aula já estava quase começando. Ao fundo da sala estava Kazu conversando com outros alunos, formando um grupo. Não demora muito e Jason entra na sala, sendo chamado por Kazu em seguida.

    — Jason, chega aí.

    Logo o jovem se aproxima, se sentando junto ao grupo.

    — Fala aí, galera. Tudo de boa?

    Kazu logo diz:

    — Estávamos conversando sobre o professor. Ele está atrasado.

    —   Bem, já foram a diretoria saber o que houve?

    —   Ainda não, mas ele sempre vem.

    —   Mesmo assim, pois…

    E antes de Jason completar, um dos alunos diz:

    — É que o Kazu está interessado nele!

    Jason logo arregalados seus olhos, não entendendo muito bem essa história.

    — O que? Como assim?

    — Ora, ele tá afim do tiozinho, haha.

    — Kazu, mas que estória é essa?

    Kazu, olhando para Jason, diz:

    — Bem, eu estava interessado em você, mas…

    — MAS O QUE? 

    O grito inesperado de Jason chama a atenção de todos os alunos na sala, sendo contido pelos amigos e do próprio Kazu, que estavam rindo do jovem.

    — Calma, Jason. É zuera. Não tenho interesse em machos. Hehe, você caiu direitinho.

    Imediatamente Jason, bastante envergonhado, evita olhar para Kazu, mas logo um sorriso amistoso em seu rosto aflora. No fim, entra na brincadeira.

    — Seus v**dos! P**ra… vai ter volta!

    E todos continuavam rindo, desta vez acompanhado por Jason. Depois de alguns minutos de conversa, logo o professor entra na sala, dando início a aula. Mas antes de os alunos tomarem seus lugares, Jason vai até Kazu e o pergunta, falando baixo:

    — Avisou a ele, não?

    — Sim, Jason.

    — Bom saber…

    — Tem certeza que quer conversar com ele?

    — Me surpreende ele querer conversar comigo…

    A aula transcorre normalmente.

     

    Pátio do colégio, 12:00 pm.

    Jason e Kazu caminhavam pelo pátio, conversando.

    — Jason, peço por favor que não faça nenhuma besteira.

    — Eu não vou fazer nada, Kazu. Mas eu vou falar muita coisa

    — Jason, não faça nenhuma besteira.

    — Escuta, Kazu. Você precisa entender que a vítima aqui sou eu. Não quero confusão mas não vou me calar. Minha decisão é única, seja lá o que vocês passaram até chegarem aqui.

    — Eu entendo, mas não exagere.

    Os dois jovens caminhavam em direção aos fundos do ginásio. Por ser um lugar distante, não havia outros alunos próximo ao lugar. Essa talvez seja a ideia de Kazu: não levantar suspeitas nessa “reunião” improvisada. Mas era visível o desconforto de Kazu no momento, tendo em vista que o mesmo não parava de olhar para Jason, que mostrava em seu semblante uma irritação tremenda.

    Chegando ao lugar, sentado em um banco de praça, estava Kuon, que ouvia música em seu celular usando fones de ouvido. Jason estava a sua frente, que diz:

    — E aí, Kuon…

    Kuon, do mesmo jeito calmo e educado, diz:

    — Olá, Jason… Talvez nem precise perguntar se está bem, pra eu sei a resposta…

    — Exatamente. Mas na verdade eu só estava com vontade de mandar você ir tomar no **.

    Kuon, mostrando certo desconforto com a falta de débito por parte de Jason, diz

    — Sabe, eu quis mesmo resolver isso da melhor forma, mas humanos como você, mal educados e arrogantes, me irritam profundamente. Mas isso é algo que gosto dos humanos.

    — O que seria? Ira? Filha da p*tagem?

    — Não. Espontaneidade. É como música. Realmente isso acalma a alma. Nos deixam relaxados, tranquilos, sóbrios…

    — Não seja ridículo Kuon. Levante-se…

    Kuon logo se levanta, ficando gente a frente com Jason, fitando-o sem desviar o olhar. Kuon diz:

    — Não me dá satisfação alguma vê-lo aqui, de pé, são. Digo isso pois sou sincero.

    — Nossa, isso é bem louvável de sua parte, Kuon. Acredito também que gostaria que eu estivesse vegetando em uma cama pelo resto da vida, não é?

    — Não precisava ser tão dramático.

    — Ora, talvez sim talvez não.

    — Só em você esquecer tudo já me deixaria muito feliz. Entretanto, vocês sempre me surpreendem. Vocês humanos são imprevisíveis. Sempre querem fazer o que querem, mesmo que isso lhes traga tristeza, dor, frustração…

    — F*da-se.

    — ... e são mal educados.

    — Obrigado pelo elogio. Vou guardar com muito carinho. Só amor.

    — Insolente, como sempre.

    — Ao menos não sou um monstro.

    Kazu estava ainda mais desconfortável, temendo pelo pior.

    — “Kuon vai matá-lo se continuarem a trocaram farpas como estão fazendo. Jason não tem noção alguma do que ele pode fazer. Preciso intervir.”

    Kazu então coloca-se entre os dois e diz:

    — Vocês dois, nós estamos aqui pra conversar. Não comecem mais uma guerra. Kuon, acho que você precisa fazer algo e sabe muito bem o que é.

    Kuon, olhando para Kazu, respira fundo e volta a mostrar aquele mesmo rosto calmo e tranquilo. Vira para Jason, estendendo-lhe a mão, dizendo:

    — Peço a ti formalmente minhas desculpas pela forma que o tratei e pelo que eu tentei lhe fazer naquele dia. Sinto muitíssimo por todo o mal que tenha trazido a sua pessoa. Digo isso também em nome de minha irmã. E, principalmente, a Hakiro. Eu sei que não posso apagar o que fizemos, mas não quero trazer nenhum mal.

    Jason, sem perder tempo, aperta sua mão com força, enquanto olhava fixamente nos olhos de Kuon. E diz:

    — Eu aceito as desculpas.

    Kazu, mesmo diante o entendimento entre os dois, ainda não estava tranquilo, pois após a aceitação de Jason, os dois não largavam a mão um do outro e era perceptível que a tensão entre Jason e Kuon aumentava ainda mais. Kazu, percebendo disso, logo trata de apaziguar a situação.

    — Bem, bem… agora que se entenderam, vamos conversar. Tratem de se tranquilizarem. Esqueçamos o passado. Vamos trilhar o futuro.

    Jason e Kuon soltam suas mãos, mas Jason vira a Kazu e diz:

    — Kazu, eu entendi o que você dizer. Mas entenda, eu não vou esquecer do que aconteceu. Mesmo os pedidos de desculpas sinceros de Kuon não muda o fato que vocês não são humanos. E o que fizeram a Hakiro não tem volta. Nada apaga isso.

    Kuon não perdeu tempo, dizendo:

    — Jason está certo. Nada vai mudar esse fato. E você, Jason… Kazu me disse que você não irá nos delatar. Porque faz isso, mesmo diante de tudo que o fizemos?

    — Eu não quero causar ainda mais problemas. Eu voltei pra essa cidade para encontrar paz. Não quero atrito. Só que não gosto de injustiças. Não posso sacrificar a paz de todos a troco de vingança, ainda que Hakiro mereça tal coisa.

    — Hum… então é um justiceiro…

    — Pelo contrário. Eu não sou lá um defensor ferrenho e fracassado de justiça. Não existe justiça perfeita.

    — Entendo. Então é mais sábio que imaginava.

    Jason, com um pouco de irritação em seu rosto, diz:

    — Só que c*zões como você eu não suporto, só isso. Você fez aquilo com o Hakiro ou vai negar?

    — Hum… continua insolente, mas sinto pelo seu amigo. Ele havia chegado longe demais.

    Jason não suporta e explode:

    Kazu logo interveio para impedir que Jason fizesse alguma besteira:

    Kuon se aproxima de Jason, já com lágrimas nos olhos, mesmo que ainda estivesse com o mesmo semblante calmo.

    — Jason, é com muita dor que vivo com esse fardo. O peso de ter feito o que fiz quase me fez tirar a própria vida. Eu não me orgulho de ter feito o que fiz. Mais uma vez, peço-lhe as mais sinceras desculpas. Mesmo diante tudo isso, nós cuidamos do seu amigo da melhor forma possível. Por respeito a ele e a de seus genitores.

    Kazu reforça.

    — Desde que tudo aconteceu, nós o ajudamos sempre. Ele é feliz. Não como antes, mas diante suas limitações, ele está feliz. Eu sinto muito.

    Jason estava nervoso, mas mais contido. Iria esboçar uma palavra, mas recuou em seguida. Olhando-os, diz:

    — O que irão fazer daqui pra frente?

    Kazu toma a palavra.

    — Somente viver, Jason. Não sabemos o que vai aconteceu, mas veremos onde vai acabar.

    — Muito bem. A partir de hoje, nada dessas coisas que vocês faziam vai acontecer mais. O que quer que seja, será. Não quero problemas. E continuem a ajudar Hakiro.

    Kuon, quieto até então, diz:

    — Concordo. Conte conosco, Jason.

    Jason então despede-se dos dois e segue em direção ao pátio. Porém, antes que virasse na esquina do pátio, Kuon diz:

    — A propósito, creio que diante as circunstâncias, irá desistir da ideia do time B do colégio, não? Será uma sábia decisão sua.

    Jason imediatamente retorna ante Kuon, dizendo:

    — Isso nunca passou pela minha cabeça. Não vou somente formar um time, como vou te vencer em quadra, seu filho da p*ta.

    — Então acha mesmo que terá chances? Eu imaginava que você tendo conhecimento da minha natureza, iria recuar pra evitar problemas.

    — Engano seu. Como eu disse, eu vou vencer você em quadra. Entenda isso como a parte que eu irei "vingar" meu amigo. Eu vou te tirar desse trono que você tomou posse.

    — Muito bem. Eu, a exemplo de você, quero evitar problemas. Tenho uma ideia: que tal um jogo amistoso entre seu time contra o meu?

    — Sabe, essa é de longe a melhor ideia que eu ouvi desde que voltei pra essa cidade.

    — Muito bem. Então estamos combinados? Irei falar com o professor para liberar o ginásio. Que tal no sábado?

    — Perfeito. Até lá já conseguirei ter treinado a equipe. Nos vemos lá. E prepare-se, "péla".

    Ambos apertam as mãos, agora de um jeito mais leve e descontraído. Era muito visível a animação de Jason em seu rosto. Depois de combinarem o jogo, Jason retorna para o pátio, restando Kuon e Kazu, que fiz:

    — Porque fez isso, Kuon?

    — Ele é insolente, mas tem coragem. Eu quero ver até onde vai sua ambição.

    — Kuon, você disse que não quer problemas.

    — Por isso mesmo. Nesse jogo ele irá ver a diferença entre um humano e um Anis. E depois desse jogo, sua alma como desportista será aniquilada.

    — Kuon, não faça nada estúpido.

    — Kazu, é só um jogo. Pessoas se divertem com o esporte. Espero que Jason se divirta também. Ele não tem chances, não? Isso sem dúvidas. Mas Jason é teimoso, insistente 

    — Bem, darei a ele o que ele quer. Expô-lo a isso o fará ter mais juízo.

    O tempo passa...

     

    Colegio de Aplicação de Yutsuka, 13:00 pm.

    Além de da turma de Jason e Kazu, havia a terceira turma do terceiro ano. E lá estudava Hitao Katsumo, porém todos o chamava de Sumo. A aula em sua sala transcorria sem problemas. Ele estava sentado em sua carteira, terminando um dos trabalhos o qual o professor de biologia havia aplicado. E, ao fim, o professor diz:

    — Bem, para quem terminou, formem duplas pois o próximo trabalho exige mais de um aluno.

    Sumo já havia terminado e, por isso, pediu permissão ao professor para ir ao banheiro. Logo o faz, saindo da sala e seguindo até o banheiro. No retorno, tem a ideia de ir até o bebedouro antes de voltar a sala. E assim que iria chegar até lá, eis que ao mesmo tempo avista aquela garota a qual se apresentou a Jason: Lupa. Ela, ao perceber a intenção de Sumo em beber água, fica parada, somente o observando. Sumo, sem graça, diz:

    Ela, quieta e muda, se aproxima do bebedouro e começa a beber água por um breve momento. Ao terminar, olha para o rapaz, voltando depois a caminhar para o corretor. Sumo, para quebrar o clima, fiz:

    Lupa então lhe dá atenção, continuando quieta, o esperando dizer. Sumo diz:

    — Você fica sempre sentada lá no fundo da classe e mal fala. A galera daqui é amistosa. Não precisa ser tão tímida assim.

    Ela então se aproxima de Sumo e diz:

    — É melhor assim… para o bem… de todos…

    — Você se chama Lupa, não?

    — Sim.

    — Bem, Lupa… todo mundo tem curiosidade de saber de onde você veio e outras coisas.

    A bela jovem, de forma fria, deixou bem claro que isso a estava incomodando.

    — Isso não interessa a elas… Mais alguma coisa? Ou você tem algum interesse em saber mais alguma coisa?

    — Eh… não. Tudo bem. Desculpe te incomodar.

    Enfim, Lupa volta a caminhar em direção a sala. Sumo então começa a beber água, pensativo.

    — “Ela é bem diferente mesmo. Desde sua aparência até sua voz. Ela é linda… mas, não sei… Senti algo diferente ao falar com ela…”

    Ao terminar, retorna a classe. Mas para surpresa de Sumo, muitos alunos já haviam formado duplas.

    — Esse pessoal não perdeu tempo mesmo, putz.

    Ele vai até um dos colegas de classe, mas houve negativa: antes de sair da sala , seus amigos haviam combinado duplas.

    — Dei mole… deveria ter pensado nisso.

    Mas, ao fundo, percebendo bem, estava Lupa, desacompanhada. Ele então segue até próximo da jovem. Mas durante o caminho, pensa:

    — "Cara, será que ela aceitaria? Não creio, mas não tenho outra alternativa. Senão o professor vai dizer pra fazer o trabalho sozinho..."

    Ele, já próximo a Lupa, diz:

    — Lupa, posso fazer dupla com você?

    Ela, olhando para o caderno, parecia ignorar o rapaz, mas diz:

    — Isso é realmente necessário?

    — Sim… o professor exigiu isso e todo mundo aqui já tá com dupla formada. Só faltou a gente mesmo.

    — Muitos bem, então. Eu aceito.

    — Sério? Assim, sem problema algum?

    — Você tem algum problema?

    — Não, pelo contrário.

    Depois do convite, Sumo a senta-se ao lado de Lupa, ajeitando seu caderno. O professor havia pedido para que os alunos fizessem uma pesquisa sobre o sistema digestivo e marcar os órgãos responsáveis. Sumo, olhando para um de seus livros de biologia, diz:

    — Lupa, deixa que eu desenho. Você fica com a parte escrita, tudo bem?

    — Tudo bem.

    Passam-se alguns minutos e Lupa, sem levantar a cabeça, continiava a olhar seu caderdo fazendo a anotações citadas. Ela, ao colocar sua caneta sobre o seu caderno, diz:

    — Terminei de escrever. E você?

    Sumo, se apressando, diz:

    — Péra, tô quase terminando. Nossa, você escreveu muito rápido.

    E finalmente o jovem termina. Ele, orgulhoso, diz:

    — Pronto! Terminei. Deu trabalho, mas Terminei.

    — Que bom…

    — Aqui, veja só… ficou bom?

    Ele coloca o desenho sobre o caderno de Lupa, que a princípio ignora totalmente o trabalho. Mas ao olhar por um instante, Lupa fica pasma e lentamente seu rosto fica levemente rosado. Não demora muito e, assustando e surpreendendo a todos, ela começa a rir descontroladamente, chegando até mesmo a chorar de tanto rir.

    — HAHAHAHA! O que é isso? HAHAHAHA! O que está acontecendo comigo?!? HAHAHAHAHA! Eu não consigo parar de fazer isso! HAHAHAHAHAHAHAHAHA!

    O professor logo pergunta:

    — O que houve aí atrás? Sumo, o que aconteceu?

    — Ela… eu… bem, ela está rindo do meu desenho, eu acho.

    Lupa continuava rindo sem parar e, com dificuldade, diz:

    — HAHAHAHA! Estou rindo?!? Isso é estar rindo? HAHAHAHAHAHAHA! Me ajuda a parar, por favor! HAHAHAHAHAHAHA!

    Sumo parecia ser o único que havia percebido que era sério a situação. Ele logo tratou de pegar o desenho de Lupa e, com ela ainda rindo, a abraçou com força. Todos os alunos estavam até assustados, se acalmando conforme Lupa era contida pelo rapaz, cessando aos poucos sua risada, até se acalmar. A jovem estava vermelha e quase sem ar. Percebendo isso, Sumo a levanta, segurando-a no colo e a levando até a enfermaria.

    Enfermaria do colégio, 17:00 pm.

    Lupa estava repousando em uma cama da enfermaria. Sumo ficou ao seu lado o tempo todo, esperando-a acordar. Não demora muito e a jovem abre seus olhos lentamente, olhando para Sumo, que diz:

    — Olha ela aí… acordou finalmente.

    — Onde… onde eu estou?

    — Está na enfermaria. Você riu tanto que desmaiou.

    — Eu… desmaiei?

    — Sim. Mas você está bem agora. A enfermeira disse que você só ficou com falta de ar. O cérebro desliga, aí você apagou.

    — Mas, porque isso aconteceu?

    — Você riu, e muito… e riu do meu desenho.

    — Seu desenho?

    — Sim. Mas me diga, porque você riu do meu desenho?

    — Eu… eu nem sei o que aconteceu comigo… O que fiz é… estar rindo?

    — Sim, Lupa. Porquê a surpresa?

    — "Estar rindo", eu nunca fiz isso. 

    — Como assim?

    — Aquela sensação… eu não conseguia parar… era uma sensação prazerosa e… era como que eu estivesse livre e…

    — Feliz, é isso?

    — Sim… eu nunca havia sentido nada assim…

    — Sério mesmo que você quer dizer que nunca riu antes? Você é diferente mesmo.

    — Diferente? Como assim?

    — Bem, você toda é diferente. Mas isso é bom. Você é linda e ver você rindo, embora tenha me assustado um pouco, foi bom.

    — Porque diz isso?

    — Porque você tem um lindo sorriso. Ficou ainda mais bonita sorrindo.

    A jovem, mostrando-se um pouco envergonhada, coisa essa bem tara até então, diz:

    — Me… me perdoe…

    — Ueh, porque?

    — Por estar rindo do seu… desenho…

    — Relaxa, Lupa. Eu só queria saber porque você riu do meu desenho.

    — Você… você desenha muito mal.

    — Sério? Pensei que tinha feito certo o desenho. Me dediquei bastante e levou muito tempo. Estava tão ruim assim?

    — O intestino parecia… uma… minhoca… e o esôfago parecia um… grão de feijão…

    — Nossa… preciso mesmo fazer um curso então.

    — Precisa sim…

    Sumo, com um sorriso, estava se divertido com a situação. Ele, olhando para Lupa, diz:

    — Hahahaha. Você é bem sincera.

    — Me… perdoe…

    — Ora, pelo quê dessa vez?

    — Por ser… sincera… Talvez tenha ficado magoado comigo…

    — Relaxa. Eu não levo essas coisas a sério. E sim, eu desenho mal e preciso treinar.

    — E obrigada…

    — Pelo quê?

    — Por ter me ajudado… estou eternamente grata a você…

    — Que isso, Lupa… tá tudo bem…

    Ela, já com um olhar penetrante, começa a fitar Sumo de uma forma intimidadora. O rapaz, sem entender, ficara sem ação, a ouvindo.

    — Eu preciso retribuir…

    — Que nada, Lupa. Amigos são para is...

    Sumo não pôde nem ao menos terminar a frase, pois Lupa havia me sentado a cama e, usando uma das mãos, puxou o rosto do rapaz até próximo ao seu e o beijou na boca de forma intensa.

    Continua


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