ANUON 9999

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    Capítulo 38

    Gothic 6, a assassina

    Violência

    Uma terrível oponente entrará em combate contra todos no templo.

    Diante da situação, todos ficam aterrorizados com o objetvo da pantera. Anuon, mais uma vez, tentou falar com ela.

    — Gothic, o que pretendem fazer com Heaven?

    — Irei levá-la a Piece 1. Tenho certeza que esse meu presente será de muita utilidade...

    — Então ele conhecia Heaven?

    — Sua tola... Sabe muito bem que nosso mestre não perde tempo com coisas assim. Eu o presentearei com esse Anis. Eu a espionei junto aquele humano asqueroso... e eu o matei antes de vir aqui.

    — O que? 

    — Sim, exato. Não precisa agradecer... Me entreguem Heaven e prometo que não sofrerão quando matar a todos.

    Kitsune, já com sua Bokken em mãos, dava sinais a Gothic que não estava mesmo disposta a obedecer:

    — Nós nunca permitiremos que faça o que deseja! Heaven é só um filhote e não deve cair em mãos de criaturas tão repulsivas quanto você!

    — Raposa insolente... Suas palavras soam-me como choramingo. Mas o fim de todos será o mesmo - Dizia a pantera, caminhando em volta deles.

    Anuon, preocupada, diz:

    — Kitsune, cuidado com ela. Está bem diferente desde a última vez que a viu...

    — Como assim?

    — Ela foi treinada por Piece 1 para ser uma assassina perfeita. Está muito mais letal que antes.

    — Será mesmo que tem toda esta capacidade?

    — Kitsune, ela dizimou por completo uma cidade do interior do Japão. 

    — O que? Mas... Espere. Maeti, temos atrás você me trouxe um jornal que dizia que um genocídio havia acontecido em Shibuka...

    — Sim, mãe. Exatamente - Respondeu o jovem raposa, segurando também uma boken.

    — Isso significa que...

    — Você está certa, Kitsune. Fui eu mesma. E me orgulho disso. Odeio humanos mas suas carcaças sem um ótimo gosto. O sangue que corre em suas veias é um delicioso tempero. Me dá prazer só em lembrar do doce gosto...

    — Você?! Não me diga que...

    — Eu os devorei.

    Ao ouvir os relatos torpes de Gothic, o belo rosto de Kitsune logo expressou sua emoção: era um ódio jamais visto antes, onde até mesmo Maeti se surpreendeu. A raposa sacerdotisa, mostrando seus dentes, o que evidenciou ainda mais sua irritação, diz:

    — SUA INFELIZ! COMO PÔDE FAZER TAMANHA BÁRBARIE!?

    — Hahaha... Fácil, cortei-lhes suas gargantas e lambi minhas patas sujas de seu sangue, para sentir prazer. O rastro deixado por mim nada mais é do que eu desempenhando minha natureza como predadora. Me diverte vê-la empática com esses seres humanos... Ah sim, você se tornou uma...

    Anuon não estava acreditando. Não por Gothic ter cumprido com sua missão e sim por ela estar manifestando emoções humanas abertamente. Com isso em mente, ela diz:

    — Piece 1 nunca a aceitaria como uma Anis por ter emoções humanas! Você é uma fraude!

    — Cara Anuon... Nosso mestre é um estudioso em emoções agora. E sabendo disso, ele me promoveu a grã-mestra.

    — Isso significa que...

    — Sim, cara Anuon... Eu sou a 2ª Anis.

    — ISSO É IMPOSSÍVEL! Seus poderes não se desenvolveram como aos dele. Piece 1 jamais...

    — Ele próprio me disse isso. E lhe agradeço de todo coração. Não sabe o quanto aquele exímio felino me ajudou a superar meus problemas... Minha vida pertence a ele e farei de tudo para que seja feliz e consiga acabar com os humanos. Minha admiração por ele é plena... Eu o amo.

    A felina de garras rubras estava completamente atônita com as notícias de Gothic. Teria Piece 1 mudado diante o antro o qual se encontrara? Ou era só uma conversa da pantera? Ela então diz:

    — Então faria qualquer trabalho sujo só para satisfazer Piece 1?

    — Sim, como sempre fiz.

    — Não consigo entender... Não é natural de um Anis se entregar de corpo e alma a Piece 1. Ele mesmo não permitiria isso...

    — Anuon está certa. Tem algo mais nisso tudo... Diga! - Disse Maeti, próximo a sua mãe.

    Gothic estava mesmo disposta a continuar provocando Kitsune. Tanto que tornou a caminhar lentamente em sua direção, a fitando fixamente. Ela então diz:

    — Faço tudo isso por que... eu o amo. Como eu disse, eu amo Piece 1.

    — Então está fazendo isso por amor a ele? Sabe, caso não tenha conciência, este amor de que diz não é possível e sabe disso - Disse a raposa, se controlando para não agredir Gothic.

    — Sim, eu sei mas... mesmo não sendo preterida por ele... já me satisfaço por estar a seu lado... sentindo seu cheiro... ouvindo sua voz... servindo a ele.

    Até então calado, Maeti tomou a palavra:

    — Você tem uma visão totalmente conturbada de fidelidade. Seguir alguém por amor... Nenhum Anis faria isso pois é uma emoção humana. Não existe razão em tal comportamento. Suas palavras são pobres de contexto. Você não sabe interpretar emoções de razões!

    As palavras fortes do jovem raposa realmente chamaram atenção da pantera assassina, que diz:

    — Hum... Kitsune, vejo que arrumou um herdeiro. Bonito por sinal, apesar de ser um híbrido, uma aberração, assim como você... Ele deve ter um bom gosto...

    Kitsune, ao ouvir Gothic, praticamente explodiu em fúria.

    — NÃO TEM O DIREITO DE FALAR ASSIM DE MEU FILHO! SUA MISERÁVEL PREPOTENTE! EU IREI FAZER COM QUE SE ARREPENDA DO QUE ACABOU DE DIZER!

    — Era o que eu queria ouvir... Bem, acho melhor começarmos. Será um belo banquete...

    E Gothic e suas cópias avançam contra Anuon, kitsune e Maeti. Com todos agora sendo atacados, percebem que umas das cópias entrou no templo, indo atrás dos humanos e, principalmente, de Heaven. Anuon, desesperada, diz:

    — Temos que ajudar Kaede e o outro humano! Eu irei até...

    A felina correu então para o portão do ligar, mas no momento que iria entrar no templo, umas das cópias da pantera a intercepta, bloqueando seu caminho. Gothic diz:

    — Devia se preocupar mais consigo mesma, Anuon. O destino dos humanos já está traçado e nada pode fazer para impedir isso...

    — SUA ARROGANTE! ACABAREI COM ESTAS SOMBRAS SUAS!

    Anuon investiu então contra uma das cópias de Gothic. Já com seus olhos escarlate iluminados, assim como suas garras rubras, começa o ataque, usando suas garras para cortar o ar. O golpe, iluminado por uma cor rubra, atinge em cheio o ser, que vai ao chão. Porém os postes de Gothic em suas cópias não pareciam ser somente uma divisão: cara cópia tinha de fato o mesmo poder que a original, como era esperado por Anuon: a cópia se levanta e partiu novamete ao encalço de Anuon.

    No outro lado do lugar, Kitsune se defendia dos golpes de seu adversário, que era a própria Gothic. Ela, assim como suas cópias, era muito ágil e a sacerdotisa do templo Rayka tinha certa dificuldade em se defender. Sabido disso, a raposa invoca seus poderes: logo vêem-se em suas mãos raios negros proveniente das trevas e tenta atacar Gothic que, em uma manobra surpreendente, consegue se esquivar, saltando para trás. Ainda empunhando sua espada, Kitsune tenta lhe aplicar um dos estilos do Maratsu-Kyoken.

    — MATSU-KYOZAN!

    O golpe se baseava em Kitsune jogar sua espada contra Gothic com sua arma envolta com seus poderes, porém a pantera era mesmo ágil o suficiente para evitar o golpe, se esquivando para um dos lados assim que iria ser atingida, frustrando Kitsune, que diz:

    — Sua miserável...

    — Você nunca me vencerá com esses seus fogos de artifício...

    No outro canto do salão, Maeti, segurando sua espada, mantêm-se imómel, somente esperando a ação de seu adversário, que o rodeava. O jovem sabia que seu adversário era traiçoeiro e iria esperar o mínimo vacilo em sua defesa para atacar. Surpreendendo o jovem raposa, a cópia de Gothic tenta o atingir, mas Maeti se esquivou com um simples movimento e consegue atingir seu dorso, utilizando de um estilo do Maratsu-Kyoken. Mas a cópia se levanta e tenta o atingir novamente, usando suas garras. Esse último golpe foi o suficiente para Maeti saber que se não fosse tão ágil quanto: seria atingido fatalmente: apenas rasgou um pedaço de seu kimono, no braço.

    A batalha seguia tensa e ambos os lados são extremamente competentes no que faziam. Não parecia uma luta que acabaria logo.

    Enquanto isso, dentro do templo Rayka...

    Ryoga e Kaede corriam o mais rápido que podiam ao encontro de Heaven, que estava no quarto de Kitsune se recuperando desde a última vez. Ryoga então diz:

    — Kaede, quando pegarmos Heaven que a gente vai fazer?

    — Não sei, Ryoga... Acho que me lembro de um bom esconderijo por aqui...

    — Mas você acha? E se a galera lá fora perder?

    Kaede estava tão tensa e nervosa com a situação que logo parou de correr e, segurando Ryoga pela "gravata", diz:

    — NUNCA DIGA ISSO NOVAMENTE E NEM PENSE NISSO, ENTENDEU? Está todo mundo lá fora lutando contra aquele monstro e nós temos que manter a fé neles!

    — Sim... Sim... Claro... Claro... só me solta, porque tu tá me machucando...

    — IDIOTA! TODOS ESTÃO LÁ FORA SE SACRIFICANDO POR NÓS E VOCÊ VEM FALAR ESTAS COISAS AGORA? VÊ SE CRESCE, RYOGA! A COISA AQUI É SÉRIA!

    A jovem tinha mesmo sido dura com Ryoga, mas estava coberta de razão. O jovem,  cabisbaixo e constrangido, diz:

    — Sim... você está certa em falar assim... sou um idiota mesmo... Então tô tendo uma ideia aqui... Faça uma coisa: vá na frente e ajude a Heaven.

    — O que você está pensando em fazer, Ryoga?!

    — Ajudar... Não posso ficar parado, fugindo...

    — Ryoga, ficou louco? O que você poderia fazer pra...

    — Desde que vim para cá, não fiz nada de útil. Só atrapalhei e sempre fiquei zoando vc e Ethan... Acho que é hora de pagar pelo que fiz, não acha?

    — Ryoga, não seja louco! Claro que você é importante. Conseguiu diagnosticar o problema da Heaven e ajudou o Ethan quando Kitsune quebrou suas costelas. Você tem valor aqui. Sem você, Heaven e Ethan poderiam ter sofrido mais.

    — É... tem razão... Estou perdoado?

    — Idiota do caramba... Vamos encontrar Heaven!

    Mas antes que voltassem a correr, Ryoga diz:

    — Kaede...

    — O que?

    — Obrigado. Tô sendo muito babaca esse tempo todo mas vocês não desistiram de mim...

    — SERÁ QUE DÁ PRA DEIXAR DE CHORAR?! VAMOS, TEMOS QUE CORRER!

    E seguem rapidamente a Heaven. Chegando a seu quarto, encontram-la e ela, assustada, diz:

    — Anjo, o que houve? Porque estão...

    — Heaven, temos que sair daqui e nos esconder! - Disse Kaede, pegando a pequena tigresa.

    — Porque?

    — O bicho tá pegando lá fora, menina - Disse Ryoga, ajudando Kaede.

    — Tem algum monstro lá fora? - Perguntou Heaven.

    — Quase isso! Vamos!

    — Será que estou melhor? Acho melhor vocês verem...

    — Não há tempo, bunitinha. Vamo sair aqui!

    E correndo com a tigresa, os dois, meio que perdidos, procuram por um lugar para se esconderem. Porém, pela movimentação que faziam, era esperado que suas presenças fossem percebidas: Infelizmente uma das cópias consegue os alcançar, com Ryoga dizendo:

    — Caraca! Kaede, a xerox conseguiu nos alcançar! temos que fugir! Heaven, teremos de correr!

    — Mas o que está havendo, anjo?

    — Heaven, olha pra frente e dá uma de Usain Bolt! Corra como se tivesse roubado um carro e não olhe para trás!

    — Mas...

    — Faça isso, criança!

    Apesar da tentativa de fuga, a cópia acabou os alcançando. E assim que os avistam, desferiu um poderoso golpe usando sua garras. A simples movimentação do ar foi o suficiente para fazer com que Kaede E Ryoga caiam, fazendo com que o rapaz ficasse desarcodado. Kaede, se levantando diz:

    — Ryoga? Você está bem? Heaven, onde está você?

    — Estou aqui, anjo! Estou bem - Disse a tigresa, se levantando entre escombros.

    — Me ajude com Ryoga! Temos que fugir! 

    — Mas o que está acontecendo, anjo?

    — Estamos sendo atacados! E nosso agressor quer você

    — É o Kae? É o Kae? Anjo, não deixa ele me levar! Por favor, eu até fico quieta, mas não deixa ele me levar! Por favor! Não quero mais sofrer!

    — Heaven, calma! Não é ele... e pode ser até pior...

    Mesmo com o cuidado de Kaede, já era tarde. A cópia já os tinha visto. A jovem consegue pegar uma boken que estava na parede e coloca-se em base de luta. A cópia, estranhamente, diz:

    — Você, humana... estaria disposta a me enfrentar? Nossa matriz ficaria feliz se levasse sua cabeça...

    — O que é você?

    — Está com medo, eu sei... Eu sinto isso exalando de seu corpo... Talvez até a devore...

    — Afaste-se de mim! Estou avisando!

    — Nada pode fazer contra mim. Não se preocupe... gosto de brincar com minhas presas antes de devorá-las! Assim disse nossa matriz...

    — Não... você não vai!

    — Hehehe... gosto quando ficam desesperados. A morte se aproximanto... isso, faça este momento ficar melhor. Deixe-me fazê-la sofrer... ouvir seus gritos de dor e clemência... sua agonia ser estendida por horas... até agonizar e morrer com uma pressa saborosa...

    Kaede, em vez de tentar atacar a cópia, estava paralizada, sentindo um medo que jamais sentira. Realmente a sua morte estava perto. A cópia andava lentamente a seu encontro, sendo observada por Heaven, que tentava acordar Ryoga.

    Kaede, levantando sua espada em direção a cópia, nada pôde fazer para contê-la: com um golpe, a cópia cortou sua espada. A pantera negra, mesmo sendo uma cópia, era um oponente poderoso demais para Kaede.

    — Nada pode lhe ajudar agora! Grite! Grite por socorro! Nossa matriz ficará feliz!

    — Não importe o que aconteça comigo, nós iremos proteger a Heaven! Eu caindo, um mar de nós eclodirá ante todos vocês!

    — Desistiu cedo, humana... Sabe, acho que vou devorá-la... viva.

    E, chorando, kaede esboçou um último golpe desesperado. Um último lampejo.

    — NÃO VAI ME MATAR! EU IREI TE DESTRUIR! AH!

    Mas surpreendendo a jovem, Ryoga acorda e arremessa contra a cópia o que viu mais perto: jogou uma armadura de samurai bem antiga.

    — Toma, sua copyright Tabajara!

    E a atingiu na cabeça, a incomodando. Um pouco tonta, diz:

    — Sabe, humano, isso me machucou... A nossa matriz não gosta disso... Vou começar com você...

    Mas algo ocorre. A cópia logo começa a sofrer um tipo de transformação! Era como se estivesse se desmantelando. A cópia de Gothic, surpresa, diz:

    — O que está acontecendo? Nossa matriz, o que ocorre?

    Kaede corre para perto de Ryoga e Heaven. Todos agora observam o que estava acontecendo com a cópia. Kaede, bastante assustada, diz: 

    — Ryoga, o que você fez?

     -Só joguei aquela armadura na cabeça da cardex aí! 

    O ocorrido não parava de surpreender a todos: estava saindo faíscas de seu corpo. Não conseguia se manter estável. Era visível que algo de anormal estava acontecendo e os motivos eram desconhecidos. O desespero era tanto por parte da cópia, que gritava:

    — Não... Não... NÃO!

    Se retorcia loucamente, enquanto seu corpo de desmanchava na frente dos jovens. Kaede, horrorizada, diz: 

    — Minha nossa... O que esta... Mas... Está muito estranho isso, Ryoga!

    — É! Tá parecendo o T-1000 morrendo. Nessas horas que queria ter um calibre 12 aqui...

    E, para espanto de todos, algo já ocorria com Heaven faz tempo: Seus olhos brilhavam e emanavam um tipo de aura, que agora envolve o corpo da cópia. E, por alguma razão, o corpo da pantera começa a se derreter e ser sugado por Heaven.

    A tigresa havia absorvido a cópia. E vencido a luta.

    Continua.


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