The Last A: O Último Anis

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    Capítulos:

    Capítulo 7

    Novas amizades ou algo assim

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    "O que está acontecendo com Jason?"

    — JASON, ACORDE!

    Era a voz de Iamiko, que clamava por seu primo, ainda deitação no chão. O jovem lentamente abria seus olhos, retomando a consciência.

    — Eu.... O... o que houve? – Perguntava, ainda um pouco tonto

    — Você desmaiou do nada, Jason. – Disse a veterinária, acudindo o rapaz, ajudando-o a se levantar.

    — Senti uma pressão na cabeça... não sei bem o que houve...

    — Seria melhor ir ao hospital.

    — Não é necessário. Eu estou bem... – Dizia, se levantando.

    — É necessário sim! Desde aquele dia que você teve o acidente lá em casa que você não anda normal. – Dizia Iamiko, colocando-se a frente de Jason, o pressionando.

    — Eu estou bem e você não tem nada que se meter na minha vida. 

    — Mal educado, hein.

    — Tipo, desculpe. Eu não estou de bom humor.

    — Percebi. Mas tudo bem, eu sei como é.

    A veterinária, um pouco mais tranquila com a situação de Jason, começa a arrumar suas coisas e, olhando para os dois, diz:

    — Jason e Iamiko, eu terei de viajar no final de semana. Vocês terão de cuidar do felino.

    Jason logo se preocupar:

    — Mas como iremos cuidar dele?

    — Não tem mistério: basta manterem atenção. Ele está supostamente hibernando, então dificilmente terá de ter algum outro medicamento pra aplicar. 

    — Mas e se ele acordar?

    — Bem, como todo gato, o alimentem imediatamente. Gatos selvagens se acalmam quando são alimentados.

    — Você está brincando, né? 

    — Não, é verdade. No estado atual dele, não precisam se preocupar.

    — Bem, se você está dizendo. Mas quero o número do seu celular pra qualquer emergência.

    — Tudo bem. Amanhã vocês poderiam pegá-lo?

    Iamiko, já se prontificado, toma a frente de Jason e diz:

    — Porque não o levamos hoje? Já estamos aqui mesmo.

    — Tudo bem então. Irei prepará-lo.

    A moça coloca o felino em um antigo de transporte de animais e entrega a Jason. Já a porta da casa da estudante, eles se despedem e seguem para a casa de Iamiko. Durante caminho, Jason começa a conversar com Iamiko.

    — Iamiko, quanto ao que aconteceu comigo hoje, gostaria que não contasse pra sua mãe.

    — Como não devo falar? Tá louco? Você não está bem. Aquele acidente está te trazendo problemas na cabeça. Precisa levar a sério e ir ao hospital.

    — Eu não quero preocupar sua mãe com isso. Minha tia tem me ajudado muito nesse retorno aqui e não quero alarmá-la. Eu estou bem, acredite.

    — Sei... Você é um irresponsável. Deveria ir ao hospital. Eu vou contar sim...

    — Iamiko, façamos assim: se eu me sentir mal, eu mesmo vou sozinho ao hospital. Eu te aviso antes pra você avisar a sua mãe, tudo bem assim?

    — Ok. Ok. Muito bem... não quero ouvir reclamações depois, hein.

    —Tudo bem... vamos, abra a porta de casa...

    E entram na residência. Jason vai até seu quarto e, como orientado pela estudante, ajeita e acomoda o felino próximo a sua cômoda. Jason, sentado em sua cama, mostrando cangaço, observa o bichano. Ele, já quase dormindo, diz:

    — Boa noite, guerreiro...

    A noite transcorre sem problemas...

     

    Colegio de Etofuru, 12:30 pm.

    Todos já ser encontravam no colégio. Jason, assim como Kazu, estavam no ginásio. O jovem estava fazendo auditoria com alguns alunos que se interessaram por formar um segundo time de basquete do colégio. Não eram muitos, e no semblante de Jason, o resultado não parecia dos melhores. Com um tablet em mãos, perguntava sobre cada um dos interessados com Kazu.

    — E esse aqui?

    — Ele é o Hito Katsumo, ele é um ala. Foi preterido por Hiroshi Nobuo, que está até hoje no time da escola.

    — Mas ele não ficou nem na reserva?

    — Kuon não foi com a cara dele...

    — Opa, já gostei dele. Está na equipe.

    — Mas você nem o viu jogar. Como pode aceitá-lo assim?

    — O cara não gosta do Kuon. Já é meu brother.

    — Mas só pra causa disso vai aceitá-lo

    — Ah é? Peraí que vou te mostrar.

    Logo Jason vai até o rapaz e pergunta.

    — Ei, você é Hito, não?

    — Sim e valeu por ter me chamado.

    — Tudo bem, cara. Vi aqui que você é ala.

    — Sou sim.

    — Beleza, mas tenho uma pergunta.

    — E qual seria, camarada?

    — Kuon... o que tem a dizer dele?

    Diz o rapaz, cruzando os braços, esbravejando logo em seguida:

    — O QUE EU TENHO A DIZER DELE? É um desgraçado sem consideração com ninguem, que gosta de se gabar por tudo que faz na escola. Eu o odeio pela sua arrogância e prepotência.

    — E você está aqui pra jogar basquete, não?

    — Sim, mas o que tem a ver?

    — Vamos enfrentá-lo no intercolegial e você está no time.

    — Sério? Muito obrigado. Vou adorar tirar aquele sorriso debochado do Kuon! Sangue nos olhos!

    — Isso aí. Continue nesse espírito.

    Logo jason retorna para ao lado de Kazu, que diz:

    — jason, você está criando problemas antes de tudo acontecer...

    — Você viu que o cara tá animado, não? Por isso ele está no time. 

    — Mas faltam mais três jogadores. Como vai...

    — Relaxe, vamos encontrar.

    O dia passa. Antes de mais nada, vale informar que, com a iminência dos jogos, a escola estava mobilizada para os festejos de abertura, assim como o treinamento das demais atividades esportivas. Já eram por volta de 16:40 da tarde, quando era possível ver a desolação de Jason. Kazu estava em seu lado, mexendo no tablet, enquanto Jason estava sentado, com a cabeça apoiada em seu braço. Kazu, para quebrar o gelo, diz:

    — Agora nota-se que Kuon soube escolher bem os jogadores que tem. Tirando Hito, ninguém quis enfrentar o time do Kuon.

    — São um bando de frouxos. E eles eram bons, mas o temor deles por Kuon é algo humilhante...

    — Não os culpe, Jason. Só não querem se meter com o Kuon pra não serem mais humilhados ainda.

    — E eu pensei que você estava no meu lado. Porque tem tanto medo desse cara?

    — Bem, só estou sendo realista. E não é um pensamento meu e sim deles.

    — Tô ligado, mas mesmo assim. Nunca pensei que iria voltar pra Etofuru e encontar esse lugar neste estado.

    — Como assim?

    — As pessoas nesse colégio. Não todas, mas percebi que a galera daqui está sem brio, não tem vibração, sem emoção alguma. Muitos aqui parecem estar acomodados. Não, não é o mesmo lugar que antes e isso me incomoda. 

    E ao fundo, por trás dos dois, surge alguém, que ja vinha dizendo:

    — Finalmente alguém que pensa aqui sem ser um alienado.

    Jason e Kazu se viram e avistam um jovem alto, com cabelos verdes e quase na mesma altura que Jason, que diz:

    — Valeu aí, camarada. Mas quem é você?

    — Me chamo Hitao Katsumo, mas podem me chamar de Sumo.

    — Espera, mas esse é o mesmo sobrenome do...

    — Sim, sou irmão do Hito. Eles me disseram que vocês estavam selecionando jogadores para o time de basquete. Então, estou aqui. Sou Ala-Pivô e, a exemplo do meu irmãozinho, eu odeio o Kuon.

    — Família unida, causa ganha. Está no time! Mas Kazu, você conhecia ele?

    — Tipo, tenho muito conhecimento dos alunos daqui, mas não conheço todos.

    — Ah tudo bem. Só estou te provocando, hehehe. E Hitao, uma pergunta: você conhece outros alunos interessados?

    — Pode me chamar de Sumo.

    — Ah tá de boa, Sumo.

    — Respondendo a pergunta, conheço sim, mas eles já sairam.

    — Precisamos de um armador e um ala-armador pra fechar a equipe.

    — Mas não teremos reserva?

    — Teremos, mas preciso de um time titular pra formar um ti...

    Logo as palavras de jason cessam, dando lugar ao seu olhar fixo para alguém que andava ao redor. Logo kazu e Hitao também olham: Jason estava impressionado com uma bela jovem que passava proximo a eles, a qual tinha cabelos crinza, com ollhos cor-de-mel, trajando um uniforme de estudante tradicional. Tinha como adorno uma pequena tiara no formato de um lobo. Jason não conseguia parar de olhá-la, sendo pressionado por Sumo.

    — Nossa, você saiu de órbita mesmo, hein.

    Kazu, a olhando, diz:

    — Eu nunca vi essa garota por aqui antes.

    Sumo, continuando o assunto, diz:

    — Muitos alunos se transferiram pra cá esse ano. Uns dos colégios da região fecharam as portas depois dos incidentes da floresta Etofuru. Então acho que ela pode ter vindo de um desses.

    — Bem lembrado.

    E esse breve momento, Jason quebra o silêncio, dizendo:

    — Eu, e é sério isso, nunca vi uma garota tão linda como ela em toda minha vida. Preciso conhecê-la.

    E sem nem ao menos dar tempo para Kazu se expressar, já que Jason partiu em direção a jovem que passara. Kazu, preocupado, diz:

    — jason, mas e o time? Estávamos combinando com o Sumo.

    — Bem, amanhã aqui ao meio dia, e traga seus amigos que jogam basquete, ok?

    O rapaz estava as pressas, entrando em um corredor alí proximo, escuro, por já estar se aproximando a noite. Logo Jason avista aquela mesma jovem, bebendo água em um dos bebedouros naquela corredor escuro. Jason então se aproxima da jovem, e diz:

    — Olá, como vai?

    E é prontamente ignorado por ela que, terminado de beber água, continuou sua caminhada pelo corredor, já quase chegando ao fim do corredor, que dava caminho ao pátio principal, Jason mais uma vez tenta ganhar sua atenção.

    — Ei, peraí... eu quero falar com você...

    A jovem ao ouví-lo, para a sua frente e o olha nos olhos. Jason mo mesmo instante muda de semblante, pois estava mesmo impressionado com sua beleza. A jovem então diz, com uma voz sussurante:

    — O que quer comigo?

    — Queria conhecer você. Prazer, me chamo Jason e...

    E como mágica, a jovem aparece bem próxima a Jason, tocando-lhe no peito com uma das mãos. Ela, mantendo a mesma voz sussurrante, diz:

    — Todos nós temos nossos sonhos... nossos desejos... nossas provações... todo dia, toda hora, todo momento. Eu então lhe peço para não querer me conhecer... ou querer minha amizade.

    Jason estava confuso, não entendendo bem a atutude da bela jovem. No entando, Jason insistiu em tentar conversar.

    — Bem, você está certa, mas só estou a cumprimentando. Não vejo nada demais nisso.

    — Você é um tolo.

    — Porque? Só estou querendo te conhecer. Estudamos no mesmo colégio e nunca te vi aqui. E devo lhe dizer que você é linda.

    A jovem não espressava praticamente nenhuma emoção em seu semblante, sempre fechado, apesar de sua beleza esconder esse lado tenebroso de sua reação ao flerte. Então, surpreendendo ainda mais Jason, ela diz:

    — Caso insista, provavelmente algo irá acontecer... e talvez se arrependa pelo resto de sua vida...

    — Mas... mas o que poderia acontecer?

    A garota, colocando as duas mãos em cada lado do ombro de Jason, diz:

    — De algo possivelmente muito ruim iria te acontecer e eu o mataria. Então fique longe de mim...

    — Mas porque diz isso? Eu não te fiz nada.

    — Você cheira a morte. E não gosto disso. Seu cheiro me traz um ódio tão intenso que... Sim, me lembra uma certa pessoa que um dia chamei de pai e me trouxe muita dor quando eu descobri toda a verdade...

    Jason estava assustado com a jovem. Ela, olhando-o nos olhos, diz:

    — Me chamo Lupa e não quero sua amizade.

    Continua.


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