ANUON 9999

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    Capítulo 31

    O treinamento: Ethan desiste.

    Violência

    E seguimos com o andamento da história.

    Depois dos últimos acontecimentos, Maeti, Ryoga e Kitsune voltaram ao templo conversando. O jovem humano estava muito contende com Kitsune, agradecendo a ajuda a ela e Maeti.

    Enquanto isso...

    Durante o período que estava isolado de todos, Ethan havia acordado naquela manhã exausto. Teve que procurar o que comer e, para seu alento, estava com sorte, pois haviam muitas frutas pelo jardim.

    — Bem, ao menos comida não foi um problema, mas os dormir foi... Cara, minhas costas estão me matando...

    Se levantou depois de comer e praticamente não encontrou nada para fazer. Se era um teste de resistência, então estava indo bem, porém entediado.

    — O que Kitsune quer com esse tipo de treinamento? Droga, não tem nada para fazer aqui. Tudo está na maior paz...

    E como não acontecia nada, decide cochilar um pouco. Quando acorda, já era hora de almoço, pois sua barriga havia avisado.

    — Pareço até cachorro... Mas que droga... 

    E cai a tarde.

    Seu estresse parecia ter atingido o limite. Já não aguentava mais tanto tédio. Andava pelo jardim sem rumo, como se estivesse perdido.

    — Kitsune deve estar com algum problema... Ficar mais dois dias sem ter contato com eles vai me deixar louco. Nessas horas até sinto falta das palhaçadas do Ryoga...

    O tempo passa...

    E quando começa a escurecer, Ethan diz:

    — Pronto, passou o dia todo e nada demais para fazer. Se fosse para não fazer nada, ficaria em casa mesmo. Kaede vai se ver comigo... Ih pensando bem, melhor pegar leve com ela...

    Mas parte surpresa do jovem, algo é ouvido. Ethan logo se assusta com um ruído vindo da floresta. parecia um grito de socorro, mesmo que bem baixo.

    — Que isso? Vem da floresta!

    E corre com cautela para a mata, que faz escurecer mais rápido aquele dia. Adentrava com todo cuidado, pois já passara por uma situação nada confortável quando veio ao templo. Logo encontra uma clareira na mata e reparou que havia ocorrido neste lugar algum tipo de luta ou coisa parecida, por causa dos ramos quebrados daquele jeito. Vasculhou então com cuidapo cada sentímentro e encontra um pingente.

    — Um pingente!? Alguém deve tê-lo deixado cair enquanto estava aqui... parece que lutando! Cara, agora está estranho isso aqui...

    E novamente, o surpreendendo, escuta passos vindo da mesma direção para onde iria. Logo gritos são ouvidos mais uma vez. Ethan corre para ajudar. Chegando lá, depara-se com uma cena inusitada: um pequeno tigre siberiano está sendo atacado por um homem, que se parecia com um caçador. Ethan logo se impressionou em ter pensando um pouco mais: o que um filhote de tigre siberiano estaria naquele lugar? Ele, distante dos dois, diz:

    — Cara, mas como?! O que está acontecendo aqui?

    E o filhote, para ainda mais surpresa do jovem, começou a dizer:

    — Socorro, alguém me ajude!

    Mas o suposto caçador estava descontrolado e, usando palavras grosseiras, diz:

    — Cala a boca, sua traste! Sua aberração! Você não vai mais me atrapalhar! Vou acabar com vc aqui e ninguém vai te ouvir, seu monstro! Já estou cansado de você ficar fugindo! Se não posso te ter pra ganhar dinheiro, então você não presta pra nada!

    — Não, por favor! Não me mate! Eu quero viver!

    — Você não deveria estar viva! Se arrependimento matasse... Não sei porque tive pena de você naquele dia quando passava por aquele centro de pesquisa. Tinha de estranhar que a segurança daquele lugar estava fraca naquele dia. Era difícil subornar aqueles guardas nojentos só pra pegar uns litros de diazepam. Mas vc tinha de soltar minhas presas, nãos é? Agora não tem volta...

    — Mas você ia tirar seus couros... ISSO É CRUEL!

    — Não interessa a você, sua miserável Vai morrer! - Disse o homem, batendo na pequena tigresa com um pedaço de madeira.

    — Não, pare de me bater!

    E Ethan corre em auxílio a filhote, com o intuito de tirar a madeira das mãos do homem. O jovem, já segurando com força o pedaço de madeira, diz:

    — Ei, pare de bater nela!

    — Quem é você, moleque? Cai fora!

    — Não interessa isso agora! Não vou deixar você matá-la!

    — Hahaha! Um garoto como você nada pode fazer!

    — Ah, não posso né?

    Ethan poderia ser um jovem sem muitas habilidades, mas sabia que sua juventude era uma vantagem contra o homem mal intencionado. Sabendo disso, executou uma tinta de corpo, se aproximando com facilidade, lhe aplicando um soco no nariz. O golpe foi certeiro e causou muita dor ao homem.

    — AH seu pirralho intrometido! Vai se arrepender!

    — Vamos ver... Vem, seu desgraçado!

    E o homem corre para atacar Ethan, que consegue se esquivar e o agride por trás com um chute, fazendo-o  os ao chão. Ele fica um pouco tonto, tempo necessário para que Ethan fosse até a felina.

    — Oi... você consegue correr?

    — Não... ele me machucou muito... me ajude...

    — Sim... Vem, suba em minhas costas! Vou carregar você!

    — Vo-você é um anjo?

    — Não... que isso! Vamos!

    E sai em disparada, deixando o homem caído para trás. Ethan então corre até o jardim, se tranquilizando quando já se sente seguro. No jardim, Ethan, muito cansado, sentou-se no chão e colocou a tigresa com todo o cuidado sobre o gramado e diz:

    — Quem é você? E porque aquele cara estava batendo em você?

    — Eu... eu... meu nome é Heaven. E aquele humano... Ele... Ele me... salvou, mas...

    — Hã? Te salvou?! Mas como? Ele estava... Ah deixe... Bem, o meu é Ethan. O que aquele cara fazia com você?

    — Ele... caçava animais... tirava-lhes seu couro...

    — Eu entendo, mas porque estava com ele?

    — Foi ele que... me... me... acolheu quando... quando... acho melhor você não saber...

    — Aposto que a resposta disso tudo é "Piece 1", não é? - Disse Ethan, com um leve sorrisono rosto

    — Hã? Piece 1? Quem é ele?

    — O que? Não conhece o cabeça que os tirou daquele centro?

    — Você sabe do centro?

    — Bem, aquele moço lá estava dizendo sobre o centro de pesquisas, mas eu conheço toda a história.

    — Mas como? Ninguém... Nenhum humano soube...

    — Ah tive meus contatos, hehehe... Mas realmente não sabe quem é Piece 1?

    — Não. E que ligação tem ele com aquele centro?

    — Como disse, foi ele que liderou para acabar com aquele centro.

    — Não sei desta história... Estava só... com frio... sozinha... Ninguém havia me ajudado até Kae me encontrar...

    — Kae é o nome daquele caçador?

    — Sim... ele havia me encontado na chuva... estava chorando... foi violento comigo, mas... mas... me alimentou e eu... tive que pagar...

    — Mas que desgraçado! E como você o pagou?

    — Eu... eu... o ajudava a caçar.

    — Mas você é um filhote! E ainda um tigre siberiano.

    — Não sabia o que era... até agora. Obrigada.

    — Meu Deus... Você é uma filhote dos maiores felinos que existe na terra. Aquele monstro deve ter judiado de você até hoje e na certa iria fazer atrocidades com você quando estivesse adulta! Não se preocupe, de alguma forma, vou ajudar você.

    — Eu agradeço você... Ethan...

    — Não precisa.

    — Pergunto de novo... Você é um anjo?

    — Não Heaven. Por que perguntou de novo?

    — Nunca havia sentido isso que estou sentindo agora... Nem sei o que é...

    — Gratidão, pequena. É isso.

    — Não sei... é como se preocupasse comigo... o que sinto... o que penso...

    — Carinho então. Você não entende, não?

    — Se é esse o nome... Li em alguns livros que Kae jogava fora... histórias de anjos... Seres que ajudavam as pessoas... por algo chamado amor.

    — Bem... como vou explicar a você? Isso que você deve ter conhecimento é chamado altruísmo. É quando alguém tem amor ao próximo, sem querer nada em troca a não ser o bem estar da pessoa.

    — Então é isso...

    E Ethan, aproveitando o momento, diz:

    — E outra coisa: você foi alvo de experimentos naquele centro. Eles na certa te alteraram de alguma forma.

    — Como o que?

    — Bem... tigres não falam. Começa por aí...

    — Não falam? Então eu sou... um monstro?

    — Não, Heaven... Você não é!

    — Mas você disse que tigres não falam.

    — Tigres comuns. Você não é uma simples tigresa.

    — Mas era para eu não falar. O que faço agora?

    — Viver, ora.

    — Viver deste jeito? Eu sou errada.

    — Mesmo vítima de experiências, você ainda é um ser vivo. Aliás, agora pode responder por si só.

    — Mas é difícil...

    — A vida de todos os seres é difícil... Eu vou ajudar você.

    — Obridada, Ethan...

    — Nada... agora descanse...

    — Está bem...

    E deita-se sobre o colo de Ethan, que deu um pequeno sorriso e começou a acariciá-la, enquanto dizia: 

    — Pobre criança... É, parece que dei para ser o salvador de felinos. Já é a terceira vez neste mês. E minhas responsabilidades aumentam a cada dia... Mas o que queriam com um filhote de tigre siberiano? Se me lembro, só estavam atrás de seres realmente resistentes. Mas um filhote, mesmo sendo um tigre... Porque não pegaram um adulto?

    Tendo ainda de se preocupar com o treinamento, Ethan se vê frente a um dilema: ou continua do teste ou desiste para ajudar Heaven. Depois de pensar muito, decide o improvável:

    — Heaven... Você foi colocada em meu caminho e eu não posso deixar de te ajudar... Então isso que vou fazer é por você.

    O jovem então se levanta com Heaven no colo e anda em direção ao templo, dizendo:

    — KITSUNE, EU DESISTO! ABRA A PORTA! 

    E a porta logo se abre. De seu interior, vem Kitsune, mostrando descontentamento.

    — Sinceramente, Ethan... eu não esperava por isso. Pensava que era um rapaz especial, mas me enganei...

    E Ethan, cabisbaixo, diz:

    — Desculpe por decepcioná-la, mas tenho outras prioridades...

    — E o que é mais importante que sua própria segurança?

    — A segurança dos outros.

    A irritação de Kitsune foi tanta que a fez nem ao menos perceber que Ethan estava segurando Heaven em seus braços. Kitsune havia ficado muda. Seu rosto mostrava incredulidade inclusive. Ela, confusa, se aproxima dos dois, dizendo:

    —Ethan, o que está acontecendo? Onde encontrou esse filhote?

    — Não sei ao certo, mas coisas começam a acontecer também por aqui. Não é de estranhar que haja tanta história desta floresta.

    — Encontrou este tigre lá?

    — Sim... e o nome dela é Heaven.

    — Tem poderes?

    — Não sei... Se tiver, pelo jeito não sabe. Mas ela sabe falar...

    — Minha nossa! Um Anis!

    Logo todos aparecem para saber o que acontece. Anuon logo diz:

    — ETHAN! ETHAN! Você está bem?

    — Puxa, como está eufórica!

    — Digo... você nada sofreu, humano? Ainda temos que enfrentar Piece 1... - Disse Anuon, olhando para os outros e para Ethan envergonhada.

    — Anuon, você é esquisita! Deixa de ser tímida.

    — O que aconteceu, Ethan? Desistiu? - Perguntou Kaede.

    — Sim... Mas por uma boa causa...

    — O QUE? Mas o que é...

    — Foi por causa dela... Essa filhote estava em perigo...

    — Uma tigresa siberiana?!

    — Onde a encontrou, Ethan? - Perguntou Anuon, se aproximando.

    — Na floresta. Estava sendo atacada por um caçador... - Disse Ethan, olhando para a floresta.

    Kitsune, ao ouvir o que Ethan disse, logo voltou sua atenções para a floresta e diz:

    — Caçador? É isso?

    — Sim, porque?

    — Todos vocês... Entrem agora!

    — O que houve? O que... E cadê o Maeti e o Ryoga?

    — Ethan, depois conversamos sobre isso. Agora, por favor, entrem no templo.

    Ethan e os outros ficaram preocupados com o comportamento de Kitsune, que estava muito inquieta. Anuon a olhava a todo instante, enquanto estava fechando as portas do templo. Seu rosto esboçava nervosismo. Ela, guiando a todos pelos corredores, diz:

    — Todos para a sala principal.

    E chegando lá, pede para que todos se sentem.

    — Esperem aqui. Irei cuidar da tigresa e logo voltarei.

    — O que fará com ela? - Perguntou Ethan, preocupado.

    — Irei pedir a Maeti que use seus poderes de cura.

    — Não sabia que Maeti podia fazer isso - Se surpreendeu Kaede.

    Kitsune então se retira com a jovem tigresa, a levando até onde seu filho estava. E logo volta a sala principal, sentando-se diante de todos, dizendo:

    — Bem, acho que todos estão preocupados por meu comportamento.

    — Pode crer. Ainda não entendi porque pediu para entrarmos daquele jeito - Disse Ethan, ainda preocupado.

    — Não é de fazer destas coisas... - Disse Anuon, também preocupada.

    — Nem minha tia fazia isso - Disse Kaede, cruzando os braços.

    — Chamei-os aqui para dizer algo que diz respeito a mim... - Kitsune logo Indagou.

    — O que, tia?

    — Calma pessoal. Não perceberam que ela parece estar diferente? Vamos pegar leve... - Se preocupou Ethan.

    — Percebeu, Ethan? - Disse Kitsune.

    — Sim. Você costuma ser bem calma e atenciosa. Agora parece nervosa com algo. O que a incomoda?

    — Bem, Kae é...

    — O que? Diga logo! - Insistiu Anuon.

    — Anuon, deixa ela falar - Disse Ethan, defendendo a raposa.

    — Ele é o pai de um jovem que conheci antes de vir para o templo... Eu me protegi... Mas... Isso não foi algo que me orgulhe muito... Eu somente de defendi...

    — E qual o problema disso? Você nos disse que chegou nesse templo dos de fugir de humanos... - Disse Kaede, preocupada.

    — Este jovem... O filho de Kae... eu o matei.

    Continua...


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