Sonic The Hedgehog: Outside N'Counter

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    Capítulos:

    Capítulo 23

    Um novo horizonte

    Violência

    Mobius está cheio de nossos horizontes. Todos estão se movendo e tudo pode mudar a qualquer momento.

    Mas hoje conheceremos um novo horizonte...

    Além de Mobius...

    As festividades na cidade de Nova Mobotrópolis continuaram pela tarde inteira, ser estendendo até a noite. O festival de frutas estava sendo um sucesso, com todos os habitantes comemorando a recuperação da cidade. No Castelo, logo após os festejos e nomeações, muita coisa ainda aconteceu.

    Recapitulando (para que você, leitor, não perca detalhes), Elias Acorn, rei de Nova Mobotrópolis, fez nomeações importantes a seus aliados. Todos os membros de seu time receberam condecorações de honra ao mérito, assim como Macaco Khan, rei do Povo Livre do Reino dos Dragões, Sonic, como esperado, e Vicent, overlander de outra dimensão. Who Coruja, antigo conselheiro e até então comandante do grupo especial Lutadores da Liberdade Secretos, foi nomeado Ministro de Segurança e Estratégia do Reino. Seu pai, o eterno rei Max, foi nomeado Presidente do Conselho Acorn. Por ter um grande conhecimento de governança e muita sabedoria, todos do conselho concordaram, até mesmo Hamlin e, pasme, Rosemary Prower (mãe do Tails, ativista e escritora). A notícia causou muita comoção entre todos, até porque o que acontecia dentro do palácio era mostrado ao vivo pela cidade toda, unindo aos festejos do festival de frutas.

    Porém antes dessa última nomeação amigo muito inesperado aconteceu. Elias, diante de um herói anônimo e agora um forte aliado, se viu na obrigação de nomear Vicent Pierre como cavaleiro do Reino Acorn, este sendo realizado por seu próprio pai sobre sua licença. Mas antes que tocasse o ombro de Vicent com sua espada, o jovem humano precisou avisá-lo de um importante detalhe: Vicent já havia um título de nobreza. Ele era um marquês, o que impossibilitaria uma nomeação abaixo de sua hierarquia. Frente a isso, e muito sereno, Max pediu gentilmente para que Vicent se ajoelhasse, tenso em vista que tinha muita experiência em títulos. E com seus autonomia respeitada por Elias, Max nomeou Vicent a Marquês do Reino Acorn em segundo Estado. Ou seja, Vicent, além de seu título de seu próprio principado, pois em seu mundo ele é pertencente a nobreza do principado de Mônaco, ele também é do Reino Acorn, podendo até mesmo usar o nome da família. Em outras palavras, Vicent agora responde também como um Acorn.

    Ao fim da solenidade no palácio real, houve então a saudação ao povo na sacada do Castelo Acorn, com todos os nossos heróis sendo aclamados pelo povo da cidade. Logo após o ato, Khan gentilmente se despediu de seus aliados e, claro, de forma bem especial a Sally. As gêmeas do Reino da Matilha, Leeta e Lyco, agradeceram pela oportunidade e logo em seguida seguiram seu caminho de volta a Soumerca.

    Porém a noite ainda não havia acabado.

    O tempo passa...

    Cidade de Nova Mobotrópolis, noite.

    Terminadas as festividades, inclusive o festival de frutas, os moradores da cidade se recolheram em suas casas, buscando o descanso que tanto queriam. A cidade está protegida, em paz e a tranquilidade voltou. Mas como dito em um outro capítulo, uma das diversões do povo era assistir a TV e, como era um dia festivo, logo se criou uma curiosidade por parte da emissora local por uma certa pessoa.

    E em uma TV em uma casa na cidade...

    — Boa noite, Nova Mobotrópolis! Me dê licença pra entrar na sua casa, pessoa! Agora vamos começar o programa “Conversa Aff Ada” com Ada Andorinha, sua amiga número um em entrevistas!

    A espontânea andorinha com penas verdes, usando um vestido azul bem despojado e olhos azuis dava o tom de hospitalidade de seu programa. E assistindo a TV, estava reunida a família Ouriço. Sim, estávamos na casa de Sonic e, junto a ele estavam seus pais, Jules Ouriço e sua esposa Bernadeth Ouriço. Sentados enquanto comiam pipoca, Sonic diz:

    — Caraca... Já tô ficando como com isso? Eu também salvei a cidade e...

    — Ah querido... A você todo mundo conhece. Mas ao Vicent... Nossa, até eu tenho curiosidade – Disse sua mãe, olhando para a TV.

    — E meu filho, lembre-se: tenha sempre humildade – Disse seu pai.

    — Tá legal, mas... Ah quer saber? Eu tô feliz pelo cara aí. O cabeludo detonou geral nessa cidade mesmo. Não vou ficar nessa de ser invejoso nem nada. Todo segundo lugar tem seu momento de fama, hehehe.

    — Oh e o senhorzinho está falando de você ou dele, hein? – Brincou Jules, o provocando.

    — Ah qualé, pai? Tá tirando comigo agora?

    — Hahaha! É fácil te provocar, meu filho. Relaxe.

    — Ah não tem graça! Isso não é justo!

    — Hehehe...

    — Calados vocês dois! Vai começar – Disse Bernadeth, tomando o pote de pipoca.

    E de fato o programa havia começado.

    — E hoje teremos um convidado muito especial. Vindo diretamente de um outro lugar “que ninguém faz ideia de onde é”, pode entrar... Vicent Pierre!

    Logo uma banda começou a tocar jazz, um estilo musical bem característico de talk shows, com Vicent adentrando ao palco, que tina um grande sofá para convidados e, ao lado, a mesa da Ada. Ele, ainda vestindo o mesmo smoking da festa do palácio, se sentou em seguida, totalmente sem jeito. A andorinha apresentadora, percebendo isso, diz:

    — Ora... Porque está nervoso? Nosso salvador precisa ser salvo? Hehehe.

    — Nã-não... É que... Bem... Eu nunca... Nunca apareci na TV e...

    — Ah não fique assim. Todo mundo é amigo aqui.

    — Vou tentar... Palavra.

    — Muito bem, Vicent... Me diga... Como chegou até aqui?

    — Eu simplesmente apareci. Só isso. Do nada eu apareci numa base de um cientista maluco fora de forma e fui salvo pelo Sonic.

    — Ora, ora, ora... Isso é muito bom de saber! Então o Sonic te salvou?!

    — Sim. Teve os outros também... Uma ourico rosa que esqueci o nome... Desculpa aí, senhorita... e o Tails.

    — Nossa! Isso é muito curioso! Mas como você foi ter tanto poder pra destruir aqueles robôs? Eles eram colossais e bem fortes...

    — Essa pedra aqui... – Disse, retirando o blazer de seu smoking – Ela me dá forças... Como o pessoal daqui já examinou. Rotor, junto com o Tails e a Nicole me ajudaram nisso.

    — Então você foi ajudado por todos os Lutadores da Liberdade?! Fantástico!

    — Sim... E eu devo muito a eles por isso.

    — Todos nós. Eles ajudam muito a gente. Mas me diga: ouvi boatos que você tem uma namorada aqui na cidade... É verdade?

    Sabe aquele silêncio por parte do entrevistado que o deixa totalmente de “calças na mão”? Vicent mais parecida um pimentão de tão vermelho que estava, tentando dizer:

    — Olha... Bem... Es-escuta só, senhorita... Eu...

    — Fique relaxado, overlander. Essa pessoa que me refiro é sempre chamada de anjo por você...

    — O QUE?! Es-escuta... Eu...

    — Pessoal, ele é tímido. Vou ajudar: a pessoa que roubou seu coração é a Nicole.

    Leitores, não entendem mal. Vicent não tem mesmo relacionamento amoroso e assumido com ninguém em Nova Mobotrópolis, mas como as fofocas correm a passos largos e sem noção alguma, os canais onde essa “notícia” corre fazem de tudo para arrumar um pretexto de colocar as pessoas em maus lençóis, e dessa vez o jovem humano caiu numa armadilha televisiva. Mas durante isso tudo, um certo alguém não deixou barato: em sua casa, assistindo isso tudo, Sonic estava rolando no chão e chorando de tanto rir.

    — HAHAHAHA! O cabeludo tá apaixonado pela Nicole! HAHAHAHA! Ah cara... Mas que coisa absurdamente absurda! HAHAHAHA!

    — Querido, deve ter uma explicação para isso... – Disse Bernadeth, com um sorriso no rosto.

    — HUAHAHAHA! Me ajudem... Eu vou morrer aqui, gente... HAHAHAHAHA! Imagino os dois de mão dadas, passeando pelo riacho tocando daquelas músicas bem melosas... Clichêzão!

    — Sonic, você acha mesmo que eles tem mesmo uma relação? – Perguntou Jules, não acreditando.

    — Ah e quem liga? Ganhei meu dia com isso! Vou zuar o cabeludo até ele voltar de onde veio! HAHAHAHAHA! Vicent “ésse dois” Nicole, hahaha!

    E não se baseou só dá casa de Sonic. Também teve reações na casa da senhora Betinha Coelho:

    — Mãe, eles fazem um lindo casal, mesmo o esquisito sendo esquisito... – Disse Beatrice, rindo.

    — Fazem sim... Mas não chame ele de esquisito!

    E também do Quartel General dos Lutadores da Liberdade, onde todos estavam lá, como Rotor, Tails, Amy, Cream, Big, Sally e, como esperado, Nicole:

    — Nicole, porque você não me disse isso antes? – Perguntou a princesa, olhando para a lince.

    — Hã?! Sally, eu... – Disse Nicole, tão vermelha quanto Vicent.

    — Ah minha nossa! Minha nossa! Nicole e Vicent estão juntos! Eu não posso acreditar... Ah meu coração! – Disse Amy, com suas duas mãos em seu rosto.

    — Agora faz todo sentido... Por isso que ele te chamava de anjo... – Disse Sally, com um sorriso no rosto.

    — Não, Sally... Não é nada disso... – Nicole estava ainda mais vermelha.

    — Como não? Você está toda corada aí!

    E como um choque de palavras, os dois dizem ao mesmo tempo, Vicent e Nicole, para seus ouvintes onde estavam saberem da verdade por eles mesmos:

    — NÓS NÃO SOMOS NAMORADOS!

    O grito dos dois voltou a trazer o silêncio onde estavam, com Vicent dizendo:

    — ... nós só somos amigos. Muito amigos agora. Mas nada além disso.

    — Vicent... Olhe, desculpe se eu tentei colocar palavras na sua boca, mas muita gente na cidade achou estranho isso de você chamar ela de anjo e...

    — Com o devido respeito, eu a chamo assim por simbologia. E isso só diz respeito a mim e a ela. Eu gosto muito dela, muito mesmo. Já até disse a ela que se encontrasse alguém como ela em meu mundo eu a teria como namorada, mas não é o caso. Nós somos somente amigos. E nossa... A Nicole é um amor de pessoa. Ela ama todo mundo dessa cidade pelo visto...

    — Ela ama sim... Ela pediu para que acreditássemos nela.

    — É isso mesmo! E a Nicole foi a pessoa mais injustiçada nesses últimos dias aqui nessa cidade.

    — Mas como você sabe disso?

    — O rei Elias, os Lutadores da Liberdade, os Secretos... Todos me disseram. Só que todo mundo estava sob influência do malvado. Adivinha só quem nos uniu? A Nicole! Então eu te pergunto: como não chamá-la de anjo?

    — Oh que fofo! Você está certo, Vicent. Nós nos precipitamos. E Nicole, desculpe pelo erro.

    E voltando a base dos Lutadores da Liberdade, Sally, com um sorriso no rosto, olhou para Nicole, que estava também esboçando um lindo sorriso, com lágrimas de alegria aos olhos.

    — Minha amiga... Ele te chama assim por causa disso então...

    — Sim... Ele é um amor, Sally...

    — Desculpa o jeito, tudo bem?

    — Ah não se preocupe, Sally.

    E a entrevista seguiu, com a apresentadora perguntado assuntos mais leves como qual comida ele gosta, frutas, o que gosta de fazer pra ser divertir etc. Minutos depois de uma divertida e despojada conversa, a entrevista estava chegando aí fim. Mas assim que Vicent iria se levantar, Ana diz:

    — Espera, Vicent! Temos uma outra convidada também!

    — Hã? Mas quem?

    — E agora, com vocês... Mina Mangusto!

    — A Mina?!

    E realmente era Mina, que entrou no palco usando um como vestido uma blusa rosa com estampa da sua banda e uma saia preta. A Mangusto então se sentou ao lado de Vicent, dizendo:

    — E não é que eu tive menos a honra de conhecer um dos novos heróis da cidade? Hehehe.

    — Mina?! Olha... Cara, que demais te conhecer! Eu te vi cantar no festival da fruta (capítulo “Engrenagens Metálicas – parte 1”) e te achei o máximo! – Disse Vicent, com um brilho nos olhos.

    — É mesmo? Por essa eu não esperava... Então era você lá no fundo fazendo a maior zuera...

    — Era eu sim e...

    Ana Andorinha, percebendo que estava sendo ignorada, logo colocou as coisas nos seus devidos lugares:

    — Ora, vejam só... Meu programa virou um encontro de estrela e fã... Eu só não sei quem é quem aqui, hahaha!

    Vicent e Mina, bastante envergonhados, logo se calam, com a mangusto dizendo:

    — Opa... Descupinha, Ana. Foi mal, hehe...

    — Ah fica tranquila, fofinha. E me diga, gostou de ser uma convidada surpresa?

    — Sim! Eu queria conhecer o Vicent pessoalmente e agradecer por ter ajudado a salvar nossa cidade.

    — Haha! Que bom... Mas vamos com o compromisso que motivos você estar aqui. Diga, Mina: nós todos estamos animados pra saber sobre seu show de amanhã a noite. O que teremos?

    A alegria de Ana logo seu lugar a estranheza. O porquê disso ficou evidente a apresentadora ao olhar para o rosto de Mina, que mudou de semblante. E com um tom triste em sua voz, a mangusto cantora e ex membra dos Lutadores da Liberdade diz:

    — Então, Ana... Não haverá show.

    — O que? Mas... Mina, estava marcado e...

    — Eu sei, mas o Max Macaco, nosso guitarrista... Ele se machucou durante a invasão dos robôs da cidade...

    — Nossa, Mina... Ele está bem? – Perguntou Vicent, preocupado.

    — Sim... Ele está bem, mas não se recuperou a tempo. Eu sinto muito por ele, pois o Max queria muito tocar nesse show... Agora que a cidade precisava de uma revigorada no astral da galera, ele tá bem frustrado. Não é bem pelo show em si minha indignação... É pelo Max. Ele queria que esse show acontecesse amanhã... Mas não será possível.

    — Mina, está tudo bem. Logo ele vai se recuperar e vocês irão fazer um show inesquecível... – Disse Ana, se aproximando de Mina... – Bem, pessoal... Agradeço a audiência a todos vocês que nos assistem. Estaremos aqui semana que vem para mais um Conversa Aff Ada, com sua apresentadora Ana Andorinha... Força Mina. Boa noite, gente!

    O programa havia terminado. E dentro desse contexto os Lutadores da Liberdade, ainda no quartel general, conversavam sobre o ocorrido.

    — Que pena. Queria tanto ir nesse show... – Disse Nicole, fã da banda Forget Me Knots.

    — Eu também, Nicole. Mas nossa... Muita gente se machucou no ataque... – Disse Sally, preocupada.

    — Que bom que ele está bem, o Max. Ele toca muito bem sua guitarra... – Disse Rotor, pegando um tablet – Amanhã preciso avisar ao Tails que devemos consertar o tornado bem cedo... Apesar que eu tenho quase certeza que ela vai ter lá no galpão antes de mim, hehe...

    — Gente, está tudo muito bem mas eu estou indo dormir... E tomara que o Max se recupere logo... – Disse Amy Rose, descendo as escadas, indo até o dormitório da base – Até amanhã.

    Big já havia ido embora para sua casa, assim como Cream, esta bem mais cedo. E com os remanescentes no recinto, que eram Sally, Nicole e Rotor, a princesa diz:

    — Amanhã irei dizer ao Vicent sobre tudo. Ele precisa saber a história de Mobius e... Nossa, como será que ele vai receber essa notícia?

    — Mas devemos avisá-lo, Sally. Talvez isso até ajude a achar um modo dele voltar... – Disse Rotor, tranquilo.

    — Tenho certeza que ele vai entender. E ele precisa saber... – Disse Nicole.

    — Sim... Mas essa noite... Bem, terei de cumprir com a promessa que fiz ao Sonic...

    — Hã? Promessa? – Perguntou Rotor.

    — Sim, eu prometi que...

    E como uma flecha azul, o ourico apareceu aom lado de Sally antes dela continuar, com ele completando:

    — ... teria a honra de ter a companhia desse ourico azul charmoso e bonito para um encontro a dois.

    — Ah Sonic... Você foi rápido...

    — Fui sim... Mas eu passei antes ali na venda e te trouxe isso! – Disse, dando a Sally uma rosa.

    — Ora, vejam só. O ouriço azul e charmoso tem cavalheirismo as vezes.

    — As vezes? Tá ficando mal acostumada, isso sim. Vamos, Sal. Não é educado deixar frente segurando vela.

    — Tudo bem... Nicole, Rotor... Amanhã nos falamos. Peço que estejam aqui cedo. Eu avisei ao Vicent.

    Com a confirmação de seus amigos, Sally e Sonic saem da base para o prometido encontro no centro da cidade. Havia mesmo se passado muito temos desde que os dois tiveram algo parecido pela última vez.

    Porém Essa era uma noite longa...

    E em um outro continente de Mobius...

    Soumerca, noite.

    Sobrevoando o céu escuro da noite, lá estava o mesmo aeroplano de antes, levando em seu interior dois soldados da Legião Sombria e, acomodada em um assento confortável, estava Lien-da que, mostrando irritação em seu rosto, pensou:

    — *Isso tudo... Tudo está acontecendo muito rápido e mal consegui bolar em um plano... Mas esses dois aí... Eles são mesmo devotos a minha causa... E deram uma ótima ideia pra procurarmos por Thrash.*

    Seguindo a um local específico, a nave manobrava, contornando uma montanha, com a equidna grã mestra ainda pensando:

    — *O plano vai seguir como planejamos. Não vamos recuar dessa vez. Eu irei conseguir o que quero, custe o que custar... E quase que o Eggman descobriu a verdade da Legião...*

    Eggman... Isso mesmo... Não nos esqueçamos do cientista que havia tentado entrar em contato com Lien-da. Mas o que foi tratado na ligação? Pois bem, retornemos então para...

    No dia anterior.

    Soumerca, base de abastecimento da Legião Sombria.

    Durante sua estada na base, Lien-da recebeu uma chamada de vídeo de Eggman. Pela primeira vez desde sua última aparição em Death Egg 2.0 se teve notícias do doutor. E a equidna, mostrando seriedade em seu rosto, logo atendeu a chamada, dizendo:

    — Grã mestra no comando, câmbio.

    — Câmbio? Você está num telefonema, cara Lien-da.

    — Eh... Bem... O que quer?

    — Hm... O que eu quero? Quero resultados! Onde estão todos os legionários do seu clã mordulento? Não vejo seu rastreamento onde estou... O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

    — *Droga! Como vou sair dessa? Ah já sei...* Senhor, todos foram alocados para Soumerca.

    — Espere... TODOS?! Mas o que você está pensando em fazer com um exército? Lien-da, explique-se já.

    — Precisei alocar a todos aqui porque temos problemas. Um grupo de mobianos insurgentes locais está nos trazendo problemas. E não são poucos. Eu então exigi que todos viessem e...

    — EXIGIR?! HAHAHAHAHA! Eu quase levei a sério! Me diga o que está acontecendo, grã mestra de araque!

    — Eu já lhe disse, Dr Eggman.

    — E porque eu não consigo rastrear ninguém?

    — Eu... Bem... Eu desliguei os sistemas de rastreamento.

    — Como é? E quem você pensa que é para ter essa autonomia? Lien-da, eu devo saber onde cada um de vocês está. O implante explosivo não depende disso, está sabendo? Se estiver escondendo algo, eu irei...

    — Não estou escondendo nada! O que o senhor quer de mim?

    — Hm... Gostei dessa abordagem. Creio que foi vitoriosa em Albion.

    — Si-sim!

    — Então está com Lara-Su, a monarca do povo equidna com você, eu presumo...

    A cada pergunta de Eggman, Lien-da mais ficava irritada. Mas mesmo assim continuou com a conversa sem deixar muito aparente sua situação.

    — Não, senhor.

    — NÃO?! MAS...

    — Ela está morta.

    — Espere... Morta?!

    — Seu povo agora é meu.

    — Não... Seu povo, assim como você e sua legião de imprestáveis são todos meus! Comecem com a legionalização de cada um deles imediatamente e mande a metade para as demais bases. Tenho planos grandiosos para expandir meu império...

    — Muito bem, senhor. Assim que todos estiverem legionalizados eu irei fazê-lo.

    — Esplêndido. E agora tenho ordens para mais uma missão.

    — *Esse idiota vai estragar todo meu plano...* O que seria?

    — Quero que vá até a costa sul de Soumerca.

    — O que? *Mas isso fica a vários quilômetros daqui, e isso vai atrapalhar meus planos!*

    — Eu estou começando uma nova iniciativa... Uma bem opressora... e terrível, HUAHAHAHA!

    E voltando ao aeroplano...

    Depois de vermos esses eventos passados, agora vemos Lien-da caminhar até a cabine dos pilotos e, olhando para um deles, diz:

    — Onde você conseguiu essa informação desse agente?

    — Se-senhora grã mestra... Esse grupo de mercenários cresceu as escondidas...

    — Como assim?

    — O submundo, madame.

    — Nack Doninha... Já devia imaginar...

    — Não, senhora.

    — Hã? Os Destrutix então...

    — Não, madame...

    — Então... Me diga logo! Que grupo é esse?

    — Nós não sabemos o nome... Só sabemos que existem indivíduos bastante ocultos e que agem nas sombras. Não podem ser achados a não ser que se conheça as pessoas certas...

    — E como conseguiu?

    — Madame...

    — DIGA! NÃO QUERO ENROLAÇÃO!

    — Um de nossos alvos... Me disse isso antes de morrer.

    — O que? Mas...

    — Eggman havia nos mandado em uma missão de neutralização. Chegados lá e encontramos nosso alvo... aniquilado. Lá o encontramos em seus últimos momentos... e pelo seu estado, não pegaram leve com ele.

    — O que ele disse?

    — Ele olhou para mim e disse: “Vocês estão muito atrás... e nunca chegarão nem perto do terror que eles nos trouxe...”

    — O que? O que ele quis dizer com isso? DIGA!

    — Ele continuou dizendo: “... nada se compara a eles... nem Eggman... Nem nenhum ser maléfico... os chacais fizeram isso... e não irão parar...”

    — Chacais? Isso está... ESPERE! Aquela pessoa que eu estive falando no telefone... Para a missão...

    — Exato, senhora grã mestra. Era um membro desse grupo oculto...

    Lien-da por alguns instantes ficou muda. Haveria mesmo um grupo secreto, agindo sob as sombras, que tinha muito poder? E ela havia contratado um deles sem bem saber desse detalhe. Sua curiosidade só aumentava e, com um sorriso no rosto, diz:

    — Hehe... Isso é muito estimulante. Então temos rivais que terceirizam seus serviços? Devem ser mercenários... e bem habilidosos. Isso pode nos ser útil no fim das contas... Hahaha! Isso sim é uma boa notícia! Vamos então... Vamos seguir com esse plano do Eggman e nosso amigo chacal vai nos dar uma grande vantagem! Hahaha!

    Então a grã mestra da Legião Sombria está mesmo entusiasmada com seus novos rivais? Mas ela não tem a Mônica ideia de quem são e um de seus membros está a seu serviço no momento... Isso sim é algo cabuloso. E que iniciativa “opressora” Eggman está pensando?

    E mais uma vez temos muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo que fica até difícil calcular a intensidade.

    E em uma outra dimensão....

    Um lugar tomado por grandes mares.

    Várias ilhas paradisíacas, com muito sol e ventos refrescantes.

    Estávamos dessa vez no Reino do Sol, um lugar regido por uma princesa felina que controlava o fogo e tinha uma velocidade comparável a de Sonic. Sua responsabilidade era de proteger as esmeraldas do Sol e ela foi bem sucedida em sua missão. A devoção dessa verdadeira guerreira trouxe paz e equilíbrio a seu reino, que seguiu seu fluxo de acordo com o que todos almejavam.

    Vocês devem saber de quem se trata, não?

    O Reino do Sol tinha em sua concepção um conjunto de várias ilhas, todas lindas e cheias de muita vegetação. Várias embarcações iam e vinham trazendo e levando mercadorias aos montes e das mais variadas opções, desde frutas e... carros.

    Sim, isso mesmo. Carros. Mas havia um bom motivo e um endereço todo especial. Ao longe podemos ver, com toda uma imponência, um grande continente, o que era totalmente contrário ao que conhecíamos antes do Reino do Sol. Estávamos chegando ao continente Grande, um país populoso e cheio de luxuosidade em suas ruas e estradas tanto quanto Dubai em nosso mundo. E assim como o exemplo do país árabe, tínhamos também suas características naturais, como faixas de areia e desertos. Mas deixemos esses detalhes para uma outra hora. No momento, estava acontecendo um evento especial na cidade...

    Continente Grande.

    Cidade Paraíso Azul, manhã.

    Uma imensa balsa atracou no porto da cidade. E em seu interior, amém de muita gente, uma gama absurda de automóveis iam lentamente deixando seu interior. Vários bólidos, todos lindos e potentes, começavam a trafegar frente a um público animado e eufórico. Era o começo de um festival e, para exemplificar melhor a onda, deixemos o radialista local ter a palavra:

    — OLÁ A TODOS! O festival está sendo um sucesso... Eu estou vendo vários carros saindo em uma caravana... GENTE, TÁ TODO MUNDO PULANDO E GRITANDO AQUI! A GALERA TÁ ANIMAVA DEMAIS! E vocês aí nesses carangos... Vai, Deixa eu ouvir esses motores rugindo... Acelerem e se esbaldem nessa estradas largas e convidativas de Paraíso Azul e pé na tábua! Se emocionem e se divirtam... PORQUE ESSES É O DEMAIS, INDESCRITIVEL, FORA DO COMUM E ESPETACULAR FESTIVAL HORIZONTE!

    Paraíso Azul “Course”: HORIZON FESTIVAL... FORZA!

    (Música Sugerida: “Liberate” de Eric Prytz)

    "Não se quebre...

    O horizonte cresce...

    Apenas feche seus olhos...

    E podemos todos estarmos juntos..."

    — Novidades fantásticas... 

    O Festival Horizonte mal começou... E já está causando uma boa impressão pra quem veio de tão longe... 

    É com grande entusiasmo que eu estou aqui, Scott Urso... pois é um prazer estar com vocês nesse dia de sol intenso e quente no continente Grande!

    Muita música...

    Muito agito...

    Solzão de verão...

    Vocês deveriam ver... Então enfiem o pé nesse acelerador e vem comigo nesse festival cheio de gente alegre e animada!

    As ruas bem pavimentadas da cidade estavam tomadas de carros, que faziam muito barulho por onde passavam. Muita gente estava atrás de alambrados acompanhando o cortejo de bólidos zunindo, cortando as ruas. Era emocionante ver a reação das pessoas ao estarem presenciando o início do Festival Horizonte.

    — Vocês não tem ideia de como estão as ruas dessa cidade acolhedora! O som tá ditando o ritmo da galera que tá zuando demais, falei? Mano, é muito massa!

    "Mundo, não se quebre...

    Mundo, não se quebre..."

    Os carros então seguiram até a saída da cidade, com destino a central do torneio, um lugar onde haviam garagens e oficinas para os pilotos ajeitarem seus carros. E quando chegaram até as estradas, foi aí que a festa começou de vez. Os motores roncaram ainda mais, colocando mais força em sua puxada, com os automóveis ganhando mais velocidade. Logo a emoção de estarem a mais de duzentos e cinquenta quilômetros por hora era uma realidade, com os pilotos aproveitando ao máximo essa liberdade.

    — Hahaha! Saquei a de vocês, ô do volante. Tá, eu sei... Vocês querem ir além. VÃO! VÃO COM TUDO! Eu sei o que vocês procuram... Tudo bem... É A NECESSIDADE DE VELOCIDADE QUE VOCÊS QUEREM MAIS QUE TUDO NA VIDA!

    "Não se quebre...

    O horizonte cresce...

    Apenas feche seus olhos...

    E podemos todos estarmos juntos..."

    O ruído dos giros dos motores soavam como melodias dos céus, quebrando o silêncio e trazendo muita adrenalina e uma explosão de vivacidade e gosto pela velocidade. Mas o locutor estava mesmo empolgado e ele queria contagiar ainda mais os pilotos.

    — Vocês que estão aí... Caraca! É isso que eu tô vendo?! Gente... Tem um Aventador zunindo aqui... Cara, e naquela EVO? Minha nossa... Tô vendo também um Miura, um Volvo... MINHA NOSSA! TEM UM SKYLINE POSSUÍDO AQUI, CORTANDO TODO MUNDO! Aí, galera... Melhor acelerarem mais porque pelo visto só esse alguém entendeu a intenção aqui, então... TEM UM PRÊMIO BEM ESPECIAL PRA QUEM CHEGAR PRIMEIRO!

    E isso foi o estopim para que todos começassem a correr ainda mais, porém aquele Skyline tinha tomado muito a dianteira. Numa via agora sinuosa, um drift nervoso e preciso dos realizado pelo líder, sendo acompanhado de perto pelos demais pilotos, que também eram tão habilidosos quanto ele. E a emoção não acabava!

    "Mundo, não se quebre...

    Mundo, não se quebre..."

    — CARA, TÁ MUITO MANEIRO! O Skyline tá levando todo mundo, mano! CARACA, TEM UM NISMO E UM SUPRA CHEGANDO PERTO! QUEM VAI CRUZAR A LINHA DE CHEGADA?!

    O Skyline, de cores laranja com detalhes azuis nas laterais, avançava mais e mais, quase sendo alcançado pelos outros, mas sua vantagem era muita... e a minha de chegada estava logo a frente, a poucos metros...

    — AÍ... VAI ACABAR... ELES VÃO PASSAR A LINHA...

    "Não se quebre...

    O horizonte cresce...

    Apenas feche seus olhos...

    E podemos todos estarmos juntos..."

    E sim, ele venceu, cruzando a linha de chegada por um metro de diferença. E o locutor diz:

    — É ISSO AÍ, GALERA! BEM VINDOS AO FESTIVAL HORIZONTE! Hehehe... Isso só foi um aquecimento!

    A agitação começou. A central do Festival Horizonte era na verdade uma reunião de belos carangos e uma celebração musical. Vários ritmos diferentes divididos em palcos ao redor de todo o ambiente mostrava o calor que seria esse verão. E podem acreditar, isso era contagiante a quem chegava, corredor ou não.

    Minutos depois...

    Hall do Festival Horizonte, tarde.

    Já com todos os pilotos arrumando seus carros, eis que finalmente conhecemos a pessoa que pilotou o Skyline. Estacionando o seu carro, abre então sua porta. Se tratava de um ouriço, com pelugem marrom escura, vestindo um blusão xadrez de cor vermelha e preta, vestindo uma calça jeans rasgada e surrada. E em sua cabeça, além de tem longos cabelos da mesma cor de sua pelugem, usava um gorro azul com a letra “V” bordada de forma bem rústica. O jovem ouriço de olhos castanhos então começou a caminhar, chamando a atenção dos outros corredores. Decerto, creio que todos o recolheram como um rival, tendo em vista que os metros finais foram bem intensos. O carisma do ouriço chamou até atenção de jovens donzelas que estavam alí próximas, mostrando a vibe do evento.

    E não demora muito e uma bela camaleão verde, usando um short jeans e uma camisa regata, amém de um boné com a aba voltada para trás, apareceu e diz:

    — Olha. Então você é o corredor do sky, não?

    — É, sou eu.

    — Prazer, sou Jay Jay. Eu sou a sua anfitriã do Festival Horizonte.

    — Mano... Uma mina toma conta dessa parada toda?! Massa demais.

    — Sim, e eu recebo isso como um elogio.

    — Tá beleza, Jay. O que conta?

    — Qual o seu nome mesmo?

    — Me chamo V.

    — Hm? É sério?

    — Sim. Porque?

    — É seu apelido, não?

    — Você é esperta, moça. Parabéns.

    — Hã... Ok... E qual seu nome?

    — V. É como eu quero ser chamado.

    — Ah tudo bem... Tome isso... – Disse Jay, entregando um tipo de ponto eletrônico – Coloque isso no seu ouvido. A qualquer momento você ficará sabendo de tudo sobre o festival.

    — Opa! Essa parada! Mandou!

    — Já é! Então... Você amanhã tem um compromisso com o Festival Horizonte.

    — Como é?!

    — Como você chegou em primeiro aqui, amanhã faremos uma caravana até a próxima cidade: Vila Alvorada. Lá você poderá ganhar um carro...

    — Ah muleque! Gostei! Urra!

    — Porém terá de participar de um evento de exibição. Vai correr contra um outro carro.

    — Ah já tá no meu sangue esses desafios. Pode dizer pro champs lá que vou cruzar a linha antes... Tá ligada, né?

    — Hahaha! Pode deixar, “confiante” em forma de piloto.

    — Beleza, moça. Gostei de te conhecer.

    — Prepare seu carro por hoje. E aproveite o festival.

    — Pode deixar. Tamo junto!

    Terminadas as festividades iniciais do festival, horas depois veio a noite. Os preparativos para a caravana haviam começado e, com isso, todos os pilotos tomaram seus carros e fizeram individualmente acampamentos. Embora a estrutura do lugar fosse grande, a graça do evento era a convivência em contato com a natureza, ou seja, todos estavam ao relento, numa união entre máquina e orgânico em harmonia.

    Longe dos burburinhos, lá estava V, acampando sozinho, no meio do deserto frio de continente Grande. E sob a iluminação de uma fogueira improvisada, entre pensava:

    — *É... Aqui estou eu... Longe de casa e cumprindo com minha promessa a você, N... Tu me deu seu carro antes de partir e... Nossa... Olha onde eu cheguei... Não, nós chegamos. Você está aqui também, N... Estamos no Horizonte! Nosso grande sonho...*

    Porém, quebrando sua reflexão sobre seu passado, eis que o jovem ouriço ouve passos na calada da noite e, assustado, se levanta e diz:

    — Ei, quem tá aí? Mete a cara, vacilão!

    E logo avista um vulto, que se aproximava lentamente em sua direção. Pegando um pé de cabra na mala de seu carro, ele então só aguardava, imóvel, esse alguém. E depois de tanto suspense, uma suposta mestiça de ouriço e felina com pelugem alaranjada, mesma cor de seus cabelos curtos, que tinham suas pontas uma da cor azul e a outra de cor roxa. Embora fosse híbrida, sua parte felina era predominante, com uma longa causa de gato com a ponta branca e tinha olhos felinos de cor castanhos em tons avermelhados. Vestindo uma bermuda de moletom bem justa de cor cinza e uma bluza regata de cor branca, seu conjunto vestiário ser completava com uma luva com dedos a mostra de cor cinza na sua mão direita e duas argolas de dores azul e rixa em seu braço esquerdo, a híbrida apoiava em seu corpo umas outra pessoa que usava um manto que lhe cobria todo corpo, escondendo qualquer identificação de quem seria. Ela, cambaleando, diz:

    — Você... Nos ajude...

    — Hã?! Mas o que está acont...

    Mas antes que V pudesse fazer algo, ruas não vieram sozinhas: um grupo de quatro indivíduos vestidos com uma roupa preta, com um ideograma iluminado em suas testas. V, assustado, diz:

    — Caraca, mano... Quem são vocês?

    Mas não teve tempo para conversa, pois eles investiram contra V no mesmo instante. Mas o ouriço não deixou por menos, se defendendo como deveria. Quando um deles iria lhe acertar com um soco, ele conseguiu se esquivar, revidando com um chute, fazendo com que o seu agressor fosse jogado para longe. V, estalando os dedos, diz:

    — Tão de saca, né? Vocês sabiam que é muito errado atacar em maioria de número? Mas tá bom... Eu gosto assim... Eu gosto de espancar covardes de noite! Podem vir!

    Mas não era uma simples luta. Eles então se armaram com espadas lasers, indo em direção a V, que fiz:

    — Caraca... qual foi a de vocês?!

    Ele tentava se esquivar como podia... E só depois de deu conta que não eram simples invasores. Eles tinham interesse em aniquilá-lo.

    — O que tá acontecendo?! Moça, quem são...

    E quando V estava bastante pressionado e prestes a receber um golpe fatal, conseguiu ver que todos eles foram envoltos por um tipo de aura azul, os arremessando contra o solo várias vezes até que os dois desacordados. V, confuso, olhou para o estrago e, voltando suas atenções a jovem mestiça, pode ver que foi ela mesma quem fez isso, mesmo segurando uma outra pessoa, agora visivelmente ferida e cambaleante. A jovem, com sua mão direita levantada A deve de seu corpo, diz:

    — Temos que sair daqui agora!

    — Ei... Que parada insana é essa?! E o que tá acontecendo?

    — Não temos tempo... Rápido!

    — Não temos tempo pra quê? Responde, mulher!

    — VOCÊ NÃO ESTÁ ME ESCUTANDO?! VAMOS SAIR DAQUI! NÃO TEMOS TEMPO PRA...

    — AÍ... PARA DE GRITAR! O QUE ELES CARAS QUERIAM...

    Mas não foi possível o diálogo, pois uma imensa bola de fogo rasgou o ambiente, indo em direção a eles, com a reação espontânea de V:

    — CARACA! O QUE...

    Mas antes do choque, eis que, usando sua mão esquerda, a jovem arremessou contra a bolsa de fogo uma outra, respondendo o ataque e anulando o projétil. Em seguida, serpenteando pelo chão, vários raios elétricos foram em sua direção, causando novamente apreensão por parte de V:

    — PELOS PISTÕES DO...

    Mas novamente a jovem isso seus poderes da sua mão direita, anulando os raios com um tipo de barreira azul. Ela, bastante irritada, diz:

    — VAI! LIGA SEU CARRO! VAMOS SAIR DAQUI!

    — Você não precisa dizer duas vezes!

    V, correndo as pressas, virou a ignição de seu Skyline, dizendo:

    — VAMOS! ENTREM!

    — NÃO! SIGA SOZINHO!

    — O QUE?! TÁ LOUCA?

    — VAI LOGO!

    — Ah essa mina é louca, caraca... Tô ferrado nessa joça, mané... Bendita hora que eu fui bancar o escoteiro...

    Ele manobrou seu carro e seguiu a toda pela estrada, colocando toda a potência de seu motor. Não demorou muito e olhou para trás e, parte sua surpresa, a jovem estava levitando, envolvida por uma aura azul, assim como a outra pessoa que trazia. V, totalmente surpreso, diz:

    — MANO DO CÉU!

    E os ataques continuaram, com nossas de fogo e raios indo em sua direção. A jovem, usando mais uma vez de seus poderes, protegeu como podia os ataques contra eles, evitando que houvesse maiores danos. Não não durou muito tempo e metros depois o ataque cessou, e finalmente conseguiram despistar seus inimigos. Abrindo a porta traseira de passageiros, a jovem, junto com a pessoa que ajudava, entram no carro em movimento, usando seu poder.

    Tempos depois...

    Rodando já a alguns minutos, V olhou pelo seu retrovisor e percebeu que não havia nenhuma ameaça, diz:

    — O caô se foi... Ufa!

    — Hm... – Resmungou a jovem, ajeitando a pessoa a seu lado.

    — Aí... Qual teu nome, mina?

    Mas ela simplesmente ignorou a pergunta, com V dizendo:

    — Ih qual foi?! Aí... tô falando contigo, ô ingrata!

    — Fique quieto!

    — Como é?!

    — Eu estou cansada... E sua voz é muito alta, me dá dor de cabeça... Coloque-se em seu lugar como plebe e somente continue dirigindo.

    — Opa... Peraí... Tá errado isso...

    Logo V estacionou seu carro e, nervoso, diz:

    — Que conserva é essa de plebe? Tu acha que eu sou um vira lata ou coisa do tipo? Se liga, mina!

    — Ligue seu carro novamente e continue dirigindo até segunda ordem.

    — O que? Hahaha! Aí, tu tá se achando, né?

    — Eu não lhe devo satisfações. Seus serviços serão recompensados, plebeu.

    — Tô pouco me ferrando pra money, mina. O que tá acontecendo aqui? Porque aquela gente tava atacando a gente?

    — Hm... Eles não estavam atrás de você...

    — Hã? Mas...

    — Um reles plebeu como você só passa de um peão num jogo... Não quero te envolver em nada disso, então continue dirigindo e não faça mais perguntas.

    — Tá... Parei contigo... Chega!

    Ele então desceu do carro, abrindo a porta do passageiro, dizendo:

    — Beleza... Você tá salva e bem... O tour acabou... Agora mete o pé do meu carro!

    — O que? Você não tem ideia do que está acontecendo...

    — Tenho sim. Vocês são encrenca. Eu estou no Festival Horizonte. Você é uma mina esnobe sem motivo algum. Eu sou um piloto feliz e muito bonzinho. Então sai do meu carro e segue seu rumo!

    Mas a jovem parecia estar tão irritada quanto V e, saindo do carro de forma elegante, ela diz:

    — Moonyiest Ravenne d'Galax, duquesa do Reino do Sol...

    — Hã? Mas...

    — Esse é meu nome. Mas como você deve ser um ignorante sem classe alguma, pode me chamar somente de Moon. Melhor: eu quero que me chame sempre assim. Não quero ouvir meu nome sendo dito por você.

    — Aí, ô marrenta... Tô pouco ligando que tu é nobre e tal... E tu quando for se referir a mim me chama de V, tá beleza?

    — V? Agora eu entendi porque sua grosseria... Alguém como você só poderia mesmo ter uma letra como nome... Porque só alguém sem valor poderia ter inteligência suficiente pra...

    — Cala a boca... – Disse V, olhando nos olhos de Moon.

    — Está tentando me intimidar? Tolo... Poderia acabar com você em segundos. Você sabe que sim, porque estamos vivos porque eu lutei contra aquelas pessoas...

    — Beleza... Eu vou te agradecer agora por ter me “salvado” e você promete meter o pé daqui?

    — Você não tem ideia do que está prestes a acontecer no nosso reino!

    — Não sei mesmo! Você não me disse! Mas eu não quero saber. Agora tira seu amigo mendigo alí e vão marcar um ckeckpoint, capiche? Time extended!

    E a pessoa que estava sendo trazida logo se levantou de dentro do carro de V e, saindo, começou a dizer:

    — Como você pode ser tão inconsequente...

    — Hã? Mas...

    — Uma crise sem precedentes está prestes a acontecer e você simplesmente desafia uma nobre que está somente seguindo com suas obrigações...

    — Como é?! Quem é você?

    — Hm... Me desagrada seguir com toda essa apresentação, pois não temos tempo... Mas você merece tal coisa...

    Lentamente essa pessoa retirava o manto que lhe cobria...

    E em um outro lugar do deserto...

    Com todos os indivíduos sombrios se reunindo sobre uma duna de areia, tentando achá-los usando binóculos, eis que uma ourico com pelugem roxa clara vestindo um colante magenta com cintos de cor cinza entre passados pelo seu dorso. Pelo visto ela teve intensas batalhas por sua vida, já que uma cicatriz que lhe cortava um de seus olhos com iris rosa tirou o brilho de seu olho esquerdo e uma de suas orelhas havia sido ferida, com um pedaço dela em falta. Seus braços, cada um com um elemento diferente sendo demonstrados enquanto caminhava, estes sendo fogo e raios, tinham luvas que realçavam seus membros, e ela tinha asas de morcego mecânicas, saindo de algum tipo de dispositivo em suas costas. Logo um dos indivíduos diz:

    — Excelentíssima Prisma Ouriço...

    — Sem muita conversa. Já o acharam?

    — Ainda não...

    — Hm... Paciência...

    — A senhora não se incomoda com isso?

    — Porque deveria? Eles estão em desvantagem...

    — Sim, mas...

    — Mantenha sua dignidade, soldado. É questão de tempo até que nos cheguemos até elas...

    — Devemos capturá-las... Mas e quanto aquele ouriço?

    — Uma peça de peão sem valor não tem significância alguma. Elimine-o na menor oportunidade. Peças fracas caem primeiro... A torre e a rainha me interessam mais, hehehe...

    — Entendido, madame!

    — Ótimo. Seguimos com o plano... E em breve os Nocturnes terão o que é deles, hehehe.

    E voltando onde os três estavam...

    Essa tal pessoa ia se revelando aos poucos, retirando o manto, deixando que sua face dissesse por si só quem era: uma linda felina com pelugem púrpura, usando sapatos de salto alto branco com uma faixa vermelha em cada um, vestindo calças de uma luxuosa seda de cor branca e uma vestimenta real de cor azul com mangas. Tinha olhos cor de mel bem claros e um rubi no alto de sua testa, com seus cabelos presos sobre o alto de sua cabeça. Ela, segurando um de seus braços, continuou a dizer:

    — Eu sou a única esperança do Reino do Sol... Uma princesa que luta em prol de seu povo, sob qualquer condição, seja qual for seu grau de exigência e dificuldade... Eu jurei proteger meu povo e não será um simples indivíduo como você que irá impedir que cumpramos nossa missão... Eu sou...

    Mas V não precisou de mais nada para saber quem era:

    — Blaze?!

    Continua.


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