Sonic The Hedgehog: Outside N'Counter

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    Capítulos:

    Capítulo 21

    O dia seguinte

    Violência

    E hoje voltamos a Nova Mobotrópolis. O que será que aconteceu depois de tudo?

    E hoje também conheceremos mais um continente de Mobius, e outras pessoas...

    Cidade de Nova Mobotrópolis

    Hospital memorial Tommy Tartaruga, noite.

    Já era bem tarde da noite. O grande hospital, que cuidava dos habitantes feridos durante os eventos me cidade, estava quieto, silencioso como deveria estar. Seus corredores frios e espaçosos davam uma ideia de como se encontrava o lugar. Por já estar de madrugada, não era de se estranhar tal comportamento.

    Porém, contrastando com isso, eis que somos levados ao leito onde Antoine D’Coolette, Lutador da Liberdade ferido em combate, estava sendo cuidado. E, a seu lado, olhando para o lado de fora da janela, estava Bunnie, que refletia sobre os últimos ocorridos:

    — *Tô muito feliz em tê vortado pra cá. Sally voltô, salvaro a cidade do Naugus, eu sou euzinha otra vez... E agora vô te trazê de vorta, Tuane. Como foi bom ver meus amigo otra vez, todo mundo junto... E a Sally ao me vê... Eu nunca mais vô esquecê do sorriso dela. Agora tamo tudo mundo junto di novo, pronto pra luta...*

    E logo alguém entrou ao quarto. Vestindo uma roupa de hospital, era Vicent, que se aproximou da bela Coelho e diz:

    — Opa... Dá licença, moça...

    — Hã?! Mas... Ah é ocê... Bem, qual teu nome mermo?

    — Vicent Pierre, a seu dispor. E você é a Bunnie, não?

    — Sou euzinha sim. Ocê tem uma forma de falar bem familiar...

    — Tenho?! C'est très curieux... (Isto é muito curioso, em francês)

    — Olha só! Tu fala que nem o Tuane!

    — Falo?! Como assim?

    — Ah essa forma toda cheia de mercianês. Maior charme, bunitinho.

    — Ah... Bem... Tipo... *Deve ser como eles chamam o francês aqui nesse mundo* — Disse Vicent, um pouco envergonhado – Hehehe... Tudo bem. Me deixou sem jeito agora.

    — Oh discupa! Não foi minha intenção...

    — Relaxe. Está tudo bem. Estou ainda me acostumando a viver nesse mundo.

    — Os otros me dissero... Ocê num é daqui, né? E como tá sendo? Já te dero alguma dica?

    — Não, nada ainda... Não vou mentir que não estou preocupado, mas no momento eu não estou pensando nisso.

    — Intaum?

    — Como ele está? – Disse Vicent, olhando em seguida para Antoine.

    — Ah o Tuane... Ele tá legal... Tá melhorando... Vai dá tudo certo... – Disse Bunnie, desviando o olhar de Vicent.

    O jovem humano então caminhou até o pé da cama, pegando o prontuário de Antoine. Logo tratou de lê-lo:

    “PRONTUÁRIO – HOSPITAL MEMORIAL TOMMY TARTARUGA

    Paciente: Antoine D’Coolette

    Espécie: coiote

    Origem: Mércia

    Tipo sanguíneo: A positivo

    Estado civil: casado

    Cargo: Chefe da guarda real do Castelo Acorn; Membro do grupo Lutadores da Liberdade

    Estado físico do paciente (quando chegou):

    — escoriações em seus dois braços

    — clavícula esquerda fraturada

    — arranhões profundos em seu peito

    — grande edema cerebral

    — perda de sangue (já contida no pré atendimento)

    Estado atual do paciente:

    — Coma profundo”

    Vicent, ao terminar de ler o prontuário, logo pensou:

    — *Se ele chegou nessa situação, só um milagre o salvaria. E se ele está em coma, um milagre realmente aconteceu... Cara, ela está segurando essa barra toda e... eu sei exatamente como ela se sente. Eu tenho certeza que todo mundo está dando apoio a ela, senão esse milagre não aconteceria...*

    Decerto, Vicent tinha razão em dizer sobre o “milagre”: Sonic havia trazido um anel de poder que nutriu de energia o corpo de Antoine e, mesmo que os efeitos não sejam os mesmos que no ouriço, permitiu manter o coiote merciano vivo, porém o jovem humano não sabia desse detalhe.

    Logo após a leitura, percebeu que Bunnie estava de cabeça baixa. Vicent então foi até ela e gentilmente levantou sua cabeça: a coelha estava chorando. Ele, pegando um lenço, enxugou seus olhos e disse:

    — Moça, escute bem... Ele vai sair dessa.

    — Eu... Eu sei que vai... Ocê num tem ideia de como eu sei que ele vai...

    — Pode crer! Mas você não deveria chorar...

    — Eu num tô chorando por isso.

    — Então?

    — É que eu tava lá lutano pra vortá e defendê todo mundo que... Bem... Eu tô emocionada por tá falando com um desconhecido overlander que salvô a cidade...  

    — Bunnie, olha... Não é bem assim que... 

    — É sim! Sonic me disse, a Sally, a Nicole... Tu salvô a cidade dos robô. Se não fosse ocê tudo ia ser destruído. Por isso que eu tô chorando... Proque otro milagre aconteceu! Brigada, Vicent! Muito muito! – Disse Bunnie, abraçando Vicent, lhe dando um beijo carinhoso em seu rosto.

    — Eh... Bem... Tipo... O-obrigado, Bunnie. 

    E lá estavam, abraçados, unidos a causa. Vicent havia feito mais uma amiga. E mais uma parceria foi estabelecida.

    A noite cai...

    Castelo Acorn, madrugada.

    A noite estava calma ao redor do Castelo, com alguns guardas da área externa fazendo rondas para proteger a família Acorn. Já em seu interior, luzes baixas deixavam o ligar um pouco escuro, mas confortável a vista. A quietude harmoniosamente trazia paz a todos, dando-lhes uma oportunidade de toda a família real poder descansar depois de dias de intensa batalha e indefinição. Por muito tempo não se ouvia um silêncio como esse. E logo fomos até o quarto de Elias Acorn, rei de Nova Mobotrópolis, junto com sua esposa Megan Acorn (Meg) e seu filho recém nascido Alexis Acorn (Alex).

    Era muito visível e reconfortante ver toda a família reunida novamente ao seu lar. E, para melhorar, a saúde de seu pai, o eterno rei Maximilian Acorn (Rei Max) estava melhorando. Sua presença durante o conselho foi de extrema importância e trouxe mais confiança a seus filhos, em especial Sally.

    Porém, de forma inesperada, a porta do quarto de Elias ia ser abrindo lentamente. Logo passos eram ouvidos, enquanto ruídos de mecanismos robóticos ecoavam no lugar. Alguém havia entrado e, de frente a cama onde estava dormindo a família real, eis que somos surpreendidos por um robô, e era nada mais nada menos que Meca Sally, que iluminava o ambiente com suas lâminas laser ativadas. Ela, os olhando, diz:

    — Alvo encontrado. Seguir com execução. Rei Elias Acorn: exterminar. Aviso: alvos adicionais. Ordem secundária: exterminar a todos os membros da família Acorn.

    A robô assassino (?) havia ativado seu canhão sob o alto de sua cabeça. E com Elias despertando de seu sono, o rei de Nova Mobotrópolis pôde ver o que estava acontecendo, sem sequer ter chances de fazer absolutamente nada para se defender. Meca Sally então concentrou seu canhão de raios e logo um forte clarão podia ser visto, com um poderoso raio indo em direção a cama onde estava a família Acorn.

    Não havia como escapar...

    Entretanto, adruptamente, somos assolados por uma constatação. E principalmente por estarmos agora no quarto de Sally, que gritou:

    — NÃO! ELIAS... NÃO! AHHH! AHHH! MINHA NOSSA... NÃO! NÃO!

    Logo todos aparecem ao quarto da princesa, desde Elias a Meg e sua mãe Alicia Acorn. E até mesmo guardas vieram em auxílio e Macaco Khan, que estava hospedado no castelo, e assim como Nicole, que logo tratou de abraçar sua amiga, dizendo:

    — Sally, o que houve? Calma...

    — EU... O ELIAS... A MEG E O ALEX... EU VI... FUI EU... AHHH!

    — O que? Sally, fique calma! Está tudo bem...

    — Eu os... matei... Eu atirei... Eu estava lá... Minha nossa... Por Aurora...

    — Calma, Sally. Só foi um pesadelo...

    — Era muito real, Nicole... Muito real...

    E havia sido um terrível pesadelo que a princesa havia passado. Chorando enquanto era acudida por Nicole, Elias se aproximou de Sally e diz:

    — Sally, estamos todos aqui. Eu, Meg e Alex. Estamos todos bem. Fique calma. Só foi um pesadelo.

    — Elias, que bom que está aqui. Assim eu posso tirar a prova que tudo está bem... Mas...

    — Mas o que, minha irmã?

    — Eu me vi, Elias... Como se eu fosse um robô assassino... E eu... Eu atirei. Eu via aquilo tudo por dentro mas não tinha controle por fora... Era como se eu estivesse dentro de um casulo e...

    Sua mãe, Alicia, preocupada, logo se sentou a seu lado, também a amparando:

    — Minha filha, acalme-se. Estamos todos bem. Só foi um pesadelo. Claro, esses últimos dias foram bastantes intensos...

    Khan, olhando para Sally, diz:

    — Só foi um sonho ruim, Sally. Fique firme. Não há nenhuma energia maligna ao redor. Está tudo bem. Estamos todos no seu lado.

    — Obrigada, Ken... Muito obrigada...

    Elias, como se quisesse dar um pouco mais de espaço a princesa, logo diz:

    — Bem, pessoal... Vamos deixar Sally descansar. Amanhã temos muitos compromissos... E Nicole, poderia fazer companhia a ela durante essa noite de sono?

    — É claro, majestade. Será uma honra.

    Com todos tomando os corredores, caminhando para seus quadros, Alicia não poderia ficar calada sem dizer:

    — Elias, eu não acredito que você simplesmente vai ignorar tudo isso que aconteceu.

    — Eu sei, mãe. Vai me dizer que eu não estou preocupado com ela e tal... Sim, eu estou preocupado. E estou tanto que não quero gerar mais preocupações pra minha irmã.

    — Mas então deveria fazer algo e...

    — E irei. Amanhã mesmo irei conversar com Dr Quack sobre isso. Sally teve um trauma muito grave que foi ser robotizada, como ele mesmo me disse.

    — Isso me deixa um pouco mais aliviada. Por um minuto pensei que não estava dando atenção a Sally como devia...

    — Acredite, mãe: depois de tudo que aconteceu nessa cidade esses dias, eu me tornei mais atento. Não vou cometer os mesmos erros do passado.

    — Muito bem. Então irei dormir. Boa noite. E não conte a seu pai sobre o que aconteceu? Max está mais ativo que antes e não quero que ele se preocupe com a Sally.

    — Tudo bem. Boa noite.

    E o acompanhando pelo corredor até a porta de seu quarto estava Khan, que diz:

    — Não acha que deveria chamar o doutor agora?

    — Não. É melhor não causar alardes. Sally já teve sua dose de adrenalina essa noite.

    — Não acho prudente isso. Sally passou por muita coisa e...

    — Acalme-se, Khan. Sally está bem. Estamos todos aqui no castelo. Nada vai acontecer. Amanhã Dr Quack será avisado. No momento deixemos ela descansar. Ela precisa.

    — Grr... Hm... Hm... Como achar melhor, rei... – Disse, enquanto caminhava até seu quarto, resmungando.

    Adentrando ao sei quarto, já com Megan segurando seu filho Alexis em seu colo, o acalmando, a rainha então diz:

    — El... Esse pesadelo que Sally teve...

    — Calma, querida. Já disse a mina mãe que amanhã de manhã chamarei Dr Quack para checarb isso.

    — Ah muito bem. Isso é bom, mas...

    — Ah lá vem... Mas o que, Meg?

    — Ela disse que tinha atirado na gente e que era um robô assassino. Você entendeu bem isso?

    — Foi só um pesadelo, Meg.

    — Elias, o Eggman tinha mesmo o Interesse de nos aniquilar!

    — Meg, escute...

    — Não, escute você. Essa cidade passou por uma crise sem precedentes. Eu e Alexis estávamos exilados em Soumerca. Se não fosse por isso, nós...

    — Meu amor, por favor... Chega disso.

    — Chega? É só isso que tem a me dizer? Ninguém aqui está seguro. Elias, o seu pai quase foi envenenado novamente pelo Naugus... Você percebe o quanto estamos expostos?

    — Sei perfeitamente o que fazer, Meg. E entendi também o que você quer dizer.

    — Então?

    — Amanhã será um dia bem cheio. Mas ontem de tarde eu já estava trabalhando pra arrumar as coisas. Eu durante esse tempinho como líder dos Lutadores da Liberdade Secretos meu deu uma perspectiva totalmente diferente do nosso reino. Pode ver que as pautas dessa cidade se importam uma com as outras. E, além disso, que se importam com a segurança. Por muito tempo os Lutadores da Liberdade nos ajudam nisso e a população de Nova Mobotrópolis carecia desses guardiões. Porém Vicent... Bem, ele acabou com tudo.

    — O que? Mas do que é que você está falando?

    — Conversei com o conselho, Meg. “Os guardiões protegem, mas quem protege os guardiões” foi a pauta extraordinária. Essa frase mexeu com todos, meu amor. Margareth Prower (mãe do Tails) tomou isso como o ponto a ser valorizado na cidade, então...

    — Então vocês irão...

    — Sim. Iremos dar proteção a quem nos protege. Não vamos mais ficar parados só na burocracia. Coisas irão mudar, pautas estão levantadas ainda mais e iremos criar mais proteção a nossa cidade. Enfim, teremos guardiões posts proteger nossos guardiões. E eu fiz parte disso o tempo todo...

    — Elias, então é o que eu estou pensando?

    — Sim, Meg. Mas devemos manter isso, de praxe, como algo “Secreto”, hehehe...

    Pelo visto as ações de todo o reino Acorn, assim como o Conselho, agora estavam a todo vapor. E era só o começo...

    Cidade de Nova Mobotrópolis, manhã.

    O sol estava brilhando, assim como o ruído de água que corriam nos riachos que cortavam a cidade. Um aroma doce era sentido, não somente de flores mas também de guloseimas que faziam parte da refeição matutina dos habitantes da cidade. Tudo havia voltado ao normal, com um astral ainda maior que de costume. Pessoas andavam pelas ruas, sorridentes e felizes. O comércio estava agitado, com compradores mostrando satisfação em adquirir itens. Crianças corriam nos bosques, brincando. Essa era a tônica: a cidade de Nova Mobotrópolis havia voltado ao normal.

    E sob essa calmaria e quietude, fomos então levados a casa da senhora Betina Coelho, que pelo visto estava bem movimentava.

    Com a senhora coelha andando até o quarto onde Vicent estava hospedado, ela diz: 

    — Estão demorando muito com isso... Beatrice também não voltou...

    Entrando ao quarto, ela então olha para seu interior, se imaginando com o que via:

    — Mas o que é isso tudo aqui? O que vocês estão fazendo?!

    Lá estava Vicent, com seu cabelo tudo despenteado, sendo ajudado por Lyco e Leeta, assim como Beatrice, que estava trazendo vários apetrechos para suas novas amigas. Com as irmãs guerreiras penteando o enorme cabelo de Vicent, Beatrice diz:

    — Tem que deixar bem penteado porque a ocasião é bem especial!

    — Ah você pode crer que a gente vai caprichar. Não é, Leeta? – Disse Lyco, alisando o cabelo do jovem.

    — Sim, mana! Vamos fazer um bom trabalho. Até porque nosso amigo overlander aqui confiou na gente!

    A senhora Betina, cocando a cabeça, diz a Vicent:

    — Garoto, como você foi deixar isso acontecer?

    — Olha... É uma longa história. Resumirei: elas pediram pra mexer no meu cabelo e eu deixei. Fini. (“Fim” em francês)

    — Mas e se elas fizerem besteira no seu cabelo? E Beatrice, nada de tesoura, tudo bem? Eu não quero você mexendo nela...

    — Ah mãe... Eu não ia fazer nada. Eu gosto do cabelo do esquisito grande assim – Disse a pequena, escondendo a tesoura.

    — Beatrice, tenha modos! Não o chame assim!

    — Ah desculpa!

    Mas Vicent logo deu a entender que estava levando tudo na esportiva, dizendo:

    — Não, tudo bem. Ela fica mais fofinha me chamando de esquisito. Essa pidona – Brincou o jovem, olhando para a pequena coelha.

    — Eu não sou isso que você falou não! Não sou pidona, esquisito! – Disse a pequena coelho, um pouco irritada.

    — É sim! E muito! Hehehe!

    — Bobo! Bobo! Seu chato esquisito!

    — Beatrice! Não fale assim com ele! – Disse a mãe da pequena.

    — Senhora Betina, está tudo bem. A gente se entende. Estamos só brincando – Tentou acalmar Vicent, um pouco sem jeito.

    E logo todos são surpreendidos por um ruído de como se alguém tivesse batido a porta da casa. A senhora Betina logo foi até o lado de fora do quarto, deixando os jovens. Logo Vicent diz:

    — Vocês duas... Tipo, vocês são lobas?

    — Somos sim. Somos do reino da matilha. Lupe é a nossa líder – Disse Leeta, sorrindo enquanto arrumava o cabelo de Vicent.

    — Nós adoramos aventuras. Por isso aceitamos fazermos parte disso tudo. Nós queríamos ajudar aqui estamos – Disse Lyco, alisando suavemente o cabelo do jovem com uma escova.

    — E vocês duas ajudaram muito junto com todo mundo contra o Naugus. São muito fortes!

    — Eh... Hihi... Obrigada, Vicent – Disse Lyco, um pouco envergonhada.

    — Obrigada. Bem, nós na maioria do tempo somos bem diferentes... – Disse Leeta, também envergonhada.

    — Diferentes? Como assim? – Vicent ficou curioso.

    — Ah... Nós somos guerreiras. E estamos ainda durante um treinamento de Lupe, nossa rainha. Então estamos sempre envolvidas com lutas e praticando o que aprendemos – Explicou Lyco, ainda penteando o cabelo de Vicent.

    — E dificilmente fazemos isso que estamos fazendo. E nós adoramos fazer isso! Seu cabelo é muito bonito, Vicent! – Disse Leeta, ajudando a alisar o cabelo do jovem.

    — O cabelo do esquisito é lindo. Eu nunca tinha visto um cabelo desse tamanho em meninos – Disse Beatrice, admirando Vicent.

    — Vou dar um desconto porque pelo visto não tem muitos como eu no seu mundo – Vicent logo perdoou Beatrice, a olhando com um sorriso.

    — Você não sabe de nada, esquisito. Tem muitos outros overlanders por aí, seu bobo!

    — Sério? Mas... Como?

    — Um dia o Sonic te leva lá na Station Square. Você vai gostar.

    — Falando nisso, cadê o azulão?

    — Está no quartel general. Ele disse que...

    E, entrando a sala, causando uma pequena comoção, mas de forma bem positiva, eram Vanilla Coelho, sendo acompanhada por sua filha Cream Coelho, e Rosie Woodchuck (ex governanta e babá de Sally quanto era criança. Hoje ela cuida do orfanato de Nova Mobotrópolis). Beatrice logo foi brincar com Cream, enquanto as garotas continuaram a ajudar Vicent com seu cabelo. Mas havia um porque de tantas visitas. Logo o jovem foi apresentado pela senhora Betina Coelho.

    — Vicent, essas são Vanilla Coelho e Rosie Woodchuck.

    — Encantada, jovem overlander – Disse Vanilla, lhe estendendo a mão.

    — Olá, senhora. A seu dispor – Disse Vicent, segurando sua mão e a beijando, como manda a etiqueta.

    — Nossa! Você é um perfeito cavaleiro – Disse Rosie, estendendo sua mão como a de Vanilla.

    — Bons modos ajudam a construir um mundo melhor, hehe – Disse o jovem, repetindo o gesto de cavaleirismo.

    — Sábias palavras, jovem. Seus pais devem ter muito orgulho de você. Mas agora que eu percebi... Tem muita gente aqui. Lyco, Leeta... Vocês, o que fazem aqui? – Perguntou Rosie, surpresa.

    — É, e ele deixou que a gente ajudasse. O cabelo dele é lindo! – Disse Lyco, também um pouco envergonhada.

    — Mana, estamos quase acabando... E sim, é um cabelo lindo! – Disse sua irmã Leeta, penteando o cabelo do jovem.

    — Vocês estão mais para Maria shampoo! Não podem ver um cabelo bonito... Depois vão ficar paquerando o jovem e...

    Rosie era um amor de pessoa, daquele tipo de tia que todo mundo ama ter. Mas se existe uma coisa que ela sabe fazer é pegar jovens pela boca e foi justamente o que aconteceu, pois deixou a todas extremamente envergonhadas com suas palavras. Mas ela tinha um ótimo humor e logo desfez a pequena brincadeira.

    — Hahaha! Garotas, continuem o que estão fazendo. E estão fazendo um bom trabalho. Hahaha, deveriam ver o rosto de vocês. Fiquem tranquilas.

    — Nossa... Bem... Hehe, a senhora deixou a gente bem sem graça... – Disse Lyco, ainda envergonhada.

    — Não pense isso da gente, senhora! Ai que vergonha... – Disse Leeta, um pouco envergonhada.

    Tanto a senhora Betina quanto Vanilla caíram na gargalhada, com Vicent alí parado, bastante sem jeito com a situação que foi colocado. Ele, bem sem graça, diz:

    — Ok, senhoras... Ok... Está tudo bem com a gente, sabe? Hehehe...

    — Relaxe, Vicent. Está tudo bem. Bem, você se lembra da conversa que tivemos quando você chegou do hospital? – Disse Betina.

    — Sim, mas o que tem? A senhora até tirou minhas medidas pra uma roupa...

    — Por isso mesmo. Vanilla e Rosie vieram aqui pra costurarem roupas pra você.

    — É sério? Mas tipo, do jeito que eu quiser?

    — Claro! Hoje mesmo elas irão. Até porque amanhã marcaram a festa no palácio. E você está convidado, lembra?

    — Isso vai ser muito legal! A última vez que eu fui numa festa assim foi quando o meu pai me levou no castelo do príncipe de Mônaco.

    E era isso mesmo. Logo após Dr Quack dar alta para Vicent, entre foi recebido por Betina e sua filha que, assim que chegaram até a casa da dona coelha, ela disse que o reino Acorn o havia convidado para as festividades do palácio para comemorar a retomada da cidade. Porém a senhora tinha planos de deixar o jovem humano mais apresentável, já que suas roupas haviam rasgado. E assim foi a manhã de Vicent, que continuou sendo ajudado pelas garotas e, agora, com Vanilla e Rosie tirando mais medidas para lhe presentear com vestimentas adequadas ao seu tamanho.

    Enquanto isso...

    Quartel general dos Lutadores da Liberdade.

    Depois de um longo tempo longe da base, Tails e Rotor arrumavam os últimos circuitos e componentes do painel de controle. Isso foi necessário para não haver nada decodificação do sistema de segurança e de comunicação da cidade. E também lá estava Amy, ajudando Nicole a configurar os sensores da base. Ao fim, Tails, que era observado por Sonic, diz:

    — Pronto! Agora está tudo certo.

    — Mandou bem, amigão! Quero ver agora hackearem...

    — Ah Sonic... Teoricamente não houve hacker. Isso tudo foi um sistema mirabolante e sistemático do Naugus.

    — Ok. E isso na minha língua como é?

    E Rotor, retirando seu óculos, diz:

    — Ele quer dizer que nunca mais ninguém vai fazer gambiarra maquiavélica pra deixar a gente incomunicável. É isso.

    — Essa parada, Rotor. Simples e direto.

    — Sonic, deixa disso. Você tinha entendido o que eu disse! – Disse Tails, rindo. 

    — Hehehe! Fica na boa, Tails. Tamo junto!

    Depois da conversa amistosa, eis que adentrou ao lugar Macaco Khan que, como de praxe, não estava de bom humor. Sonic então diz:

    — E aí, Khan? Dormiu bem?

    — Hm... Não.

    — Dormiu mal?

    — Grr... O que parece?

    — Tô indo bem essa manhã. Acertei na segunda.

    — Ah sonic... Não comece com isso.

    — Tudo bem, tudo bem... Qual foi, então?

    Mas Khan pensou muito bem antes de responder essa pergunta. Ele tem muita admiração por Sally, assim como um grande sentimento por ela, mas também tinha um forte respeito por Sonic.

    — *Hm... Sonic não sabe do pesadelo de Sally. E é melhor que não fique sabendo por agora. Como ela, todos aqui estão muito cansados. Sally está bem, Sonic também... Não irei tornar as coisas ruins* Bem, Sonic... Eu não estou acostumado em dormir em castelos.

    — Caraca... Tu se sentiu desconfortável no luxo do Castelo? É, vocês do oriente são mesmo exóticos.

    — Grr... E eu tenho que ouvir essas coisas...

    — Ei, relaxa. Tá tudo de boa. Que tu veio fazer aqui?

    — Elias me convidou para os festejos. Eu como o rei do Reino dos Dragões devo representar meu povo, assim como prestar homenagens aos líderes de Nova Mobotrópolis.

    — Saquei. Então todo mundo que lutou aqui tá convidado. Ah você vai curtir, Khan. Relaxa.

    — E eu vim até aqui para saber se eu poderia me comunicar com Li Yuen (ancião curador do templo da Lotus Dourada, situada no vilarejo Stormtop, no Reino dos Dragões) para saber como estado as coisas.

    — Cara, fica frio pelo menos mais um dia. Relaxa...

    — Eu não posso ficar um minuto sequer sem me preocupar, Sonic. Regina Ferrun escapou e eu sei que ela vai tramar algo. Pessoas como ela tem sede de vingança...

    — Tá, beleza. Mas vê se relaxa pelo menos um dia. Tails, tem como ajudar nosso amigo monge esquentadinho super importante?

    E Tails, indo até o computador, diz:

    — Claro, Sonic! Nicole, preciso de sua ajuda.

    Logo Nicole apareceu ao lado de Tails, dizendo:

    — Sim, e eu já sei porque. Khan, já criei um link com Li Yuen. Ele já está no monitor.

    — Muito obrigado, Nicole. Senhorita Amy Rose, Agradeço a gentileza – Disse Khan, sendo ajudado por Amy em ceder uma poltrona.

    — Lisonjeada, rei do Reino dos Dragões.

    — Ei! Tá bom, Khan. Não precisa agradecer. Vai lá e coloca a conversa em dia com seu amigo lá – Disse Sonic, caminhando até fora da base, sendo acompanhado por Rotor e Tails.

    Já na parte externa, Rotor não demorou para dizer:

    — Sonic, cadê a Sally?

    — Ah... Logo de manhã ela me disse que o Dr Quack iria fazer uma visita pra ela no castelo.

    — E porque você não está lá agora?

    — Porque a princesa sabichona pediu pra eu não estar por lá. Simples assim.

    — E porque isso? Ela disse?

    — “Coisas de garota”, como sempre...

    — Ah entendo...

    — E Sonic, Sally já te disse como será daqui pra frente? Digo, esse lance que o Khan falou da Rainha de Ferro ter fugido... Eu acho que deveríamos levar isso bem a sério – Disse Tails, olhando para Sonic.

    — Camarada, o Khan tem moral pra fazer tudo isso. E vocês tão ligados que se essa rainha da sucata aparecer novamente vai ser chutada que nem a última vez. Então, Tails... deixa quieto – Disse Sonic, bem seguro de si.

    — Bem, se você está dizendo...

    E, surpreendendo a todos que estavam alí, de dentro da base Khan gritou:

    — SONIC!

    Isso fez com que entrassem as pressas, assustando até mesmo Nicole que, olhando para o monitor, diz:

    — Dimitri?! Mas... O que...

    — Cara criança... Sinto muito por derrubar a sua transmissão de vídeo, mas eu tenho notícias de suma importância...

    Com todos olhando para a tela, a surpresa de Dimitri ter aparecido de forma inesperada trouxe um pouco de aflição a Sonic, que diz:

    — Ih... Lá vem... Danou-se...

    E em um outro continente de Mobius...

    Soumerca, ao sul do Reino da Matilha.

    Sobrevoando um extenso vale verde, com riachos e cachoeiras em montanhas, a aeronave que transportava Lien-Da e outros três membros da Legião Sombria parecia estar diminuindo de altitude. E era isso: a base do grupo estava logo abaixo, o que fez com que o piloto aterrissasse. Já ao solo, e estranhando a calmaria, Lien-Da diz:

    — Mas que demônios... Porque nenhum soldado está no saguão principal pra nos receber? Tem algo muito estranho...

    Caminhando pelas instalações modernas e protegidas da base, o pequeno grupo se viu em um lugar completamente deserto, o que trouxe ainda mais estranheza a Lien-Da, que diz:

    — Onde estão todos? Porque a nesse está deserta? Não vejo sinais de invasão nem nada...

    Ela, estranhando também o comportamento de seus comandados, logo diz:

    — Vocês... Tirem suas máscaras!

    — Se-senhora grã mestra, nós...

    — TIREM JÁ! É UMA ORDEM! – Disse, aos gritos.

    Rapidamente retiraram suas máscaras, mostrando então seus rostos. Por estarem legionalizados, haviam implantes biônicos em suas faces e braços. Em posição de sentido a frente de Lien-Da, a grã mestra da Legião Sombria caminhou olhando nos olhos de cada um deles, dizendo:

    — Eu estou com pouca paciência. Então, caso qualquer um de vocês tenham algo para me dizer sobre tudo que está acontecendo, melhor dizerem.

    — Senhora grã mestra, porque está fazendo isso? – Disse um deles, tremendo.

    — Porque desde que vocês me resgataram eu percebi que falaram pouco e em nenhum momento buscaram comunicação com ninguém da Legião. Então é melhor que abram o jogo de uma vez. O que está acontecendo?

    Um outro dos soldados de Lien-Da se aproximou da sua mestra e, mostrando um pequeno apetrecho em uma de suas mãos, começou a dizer:

    — Senhora, todos nós estávamos em missão durante sua incursão em Albion. Eggman ordenou que ficássemos próximo a costa do continente de Mércia. Porém, durante nosso vôo, nós todos fomos teletransportados para um lugar desconhecido. Um warp ring nos sugou.

    — O que? Mas... Aquele tasmaniano... Grr... Isso também aconteceu comigo. Continue!

    — Nós ficamos voando naquele lugar durante muito tempo, procurando uma maneira de voltar. Aquele lugar, senhora grã mestra... aquele lugar...

    — Uma outra dimensão. Estávamos em uma realidade alternativa. Um limbo, como muitos dizem. As profecias dos povos antigos dos equidnas viviam dizendo que tudo que existe no universo são nada mais que incalculáveis dimensões que se valiam uma das outras para existirem.

    — Eu entendo, senhora grã mestra. Mas durante nossa estadia naquele lugar, uma forte luz vermelha iluminou todo o ambiente e... Bem, nós estávamos voando nos céus de Soumerca. Durante horas tentamos todo tipo de comunicação, mas em vão. E então recebemos seu chamado, o que alimentou nossas esperanças...

    — E isso em sua mão? O que é?

    — Isso foi achado durante nossa estadia naquela dimensão... Esse dispositivo é um tipo de localizador.

    — Hm... Parece coisa daquele tasmaniano... Mas vocês ainda não responderam uma coisa: onde estão todos os outros?

    Nesse momento os membros da Legião Sombria que estavam com seus rostos a mostra olharam-se, com um deles respondendo:

    — Senhora grã mestra... Nós somos os únicos remanescentes da Legião Sombria que restaram.

    — O que?! Mas como? Não... Isso não pode ser verdade!

    — Como ele disse, ficamos por horas tentando comunicação. Ignoramos até Eggman, pensando que acharíamos a senhora... E conseguimos.

    — Não... Isso não pode ser... Não... Não...

    — Senhora grã mestra, só aguardamos suas ordens para...

    Mas Lien-Da estava fora de si, olhando para todos os lados, desesperada. Ela, tomada por ira, agarrou um dos equidnas legionalizados pelo pescoço e diz:

    — Me diga... Mas me diga com toda sinceridade... Me diga: e o povo equidna? Lara-li? Knuckles?

    — Senhora, eu...

    — DIGA, SEU IMPRESTÁVEL!

    — Não sei... Não houve contato... Nós definitivamente não temos notícias de ninguém mas últimas horas.

    A equidna mestra da Legião Sombria o soltou, sabendo que tinha mesmo as respostas. Ela, a frente de seus comandados, diz:

    — Thrash... Aquele tasmaniano... Ele... Ele os levou.

    — Se-senhora?!

    — Antes de eu cair, eu vi... Todos eles... Levados... Aquele desgraçado... AQUELE INFELIZ MISERÁVEL! AHHH! – Disse, começando a emanar seus poderes eletricos – ELE OS MANDOU PARA AQUELA DIMENSÃO... PARA SEMPRE! AHHH!

    — Se-senhora, acalme-se...

    Lien-Da então começou a desferir golpes em vários maquinários usando seus poderes, destruindo grande parte da sala onde estavam. Um dos membros então diz:

    — Senhora, contenha-se!

    — NÃO! ISSO É INTOLERÁVEL! – Disse, ainda descontrolada.

    E não havia o que fazer no momento. Todos do viam sua mestra descarregar toda sua raiva, destruindo a sala onde estavam. Precisaram até mesmo em saírem dali para que não se machucassem.

    Já no pátio principal, eles então viram uma fumaça saindo da sala onde Lien-Da estava e, surpreendendo-os, a viram sair caminhando, com muita irritação em seu rosto. Ela, cruzando o caminho de seu grupo, é interpelada por um deles:

    — Senhora grã mestra... O que...

    — Vamos sair em missão. Só nós.

    — Mas qual a missão?

    — Achar, capturar, torturar, extrair informação e... matar Thrash.

    — Sim, senhora!

    — Nós somos os únicos equidnas restantes da nossa raça. Vamos trazer todos de volta e, como o destino reservou, eu governarei com punhos firmes o povo equidna. E vocês serão testemunhas...

    Mas antes que entrassem no aeroplano, o monitor do veículo mostrava que uma ligação estava sendo feita...

    Era Eggman. E com isso já podíamos ter uma ideia de que muita coisa iria acontecer.

    Voltando a Nova Mobotrópolis...

    Quartel general dos Lutadores da Liberdade, tarde.

    A vídeo ligação de Dimitri causou uma grande comoção entre os Lutadores da Liberdade, especialmente Sonic, que diz:

    — Tá, vovô biônico. Qual foi dessa vez? Eu pensei que o Knux já tinha...

    — Sonic, antes de você começar com suas provocações inúteis, devo lhe informar que eu só estou aqui falando com vocês a mando do Knuckles.

    — Gah?! E cadê o marrentinho?

    — Junto com os Chaotix. Partiram para Soumerca nesse exato momento.

    Tails, preocupado com a situação, diz:

    — Espera aí um pouco. Na última vez que estivemos com o Knuckles, a gente estava lutando contra aqueles diabos da tazmania selvagens, ajudando ele a vencer o Thrash.

    — Isso, Tails! Ele tinha ido atrás do Thrash naqueles warp rings.

    — Muito bem, Sonic... Thrash fugiu... Ah talvez deva ser mais dramático: ele sumiu – Disse Dimitri.

    — Como é? Isso só pode significar que... 

    — O guardião é o único equidna vivo em toda Mobius.

    Isso sim foi uma notícia bombástica, talvez quase no mesmo nível do que aconteceu com Sally. Sob os olhares aterrorizados de Rotor, Tails, Khan e Sonic, o ouriço diz:

    — COMO É?! NÃO BRINCA!

    — Não... Sonic... Remmy... Lara-li... Julie-Su... Todos eles... sumiram pra sempre? – Disse Tails, com lágrimas nos olhos.

    — Não, isso é mal... Muito mal... Não pode ser verdade! Sonic, quando isso aconteceu? – Disse Rotor, desesperado.

    — A alguns dias atrás, antes de chegarmos na Death Egg 2.0. Cara, o Knux deve estar muito mal...

    O astral de todos praticamente desabou. Tristes e cabisbaixos, pareciam não aceitar o fato. Khan talvez fosse o único que estivesse com controle emocional suficiente para perguntar:

    — Dimitri, já nos deu só más notícias. Você só interrompeu minha ligação para dizer isso?

    — Não. Na verdade eu trouxe pedidos do guardião.

    — Hã? E quais seriam?

    — Knuckles está indo para Soumerca. Nesse meio tempo ele gostaria que avisassem a Lyco e Leeta sobre sua presença por lá.

    Sonic então tomou a palavra, dizendo:

    — Elas ainda estão aqui na cidade. Mas porque o Knuckles pediu isso?

    — Os Chaotix irão procurar por toda Soumerca por pistas usando as coordenadas de uma mensagem que eu consegui encontrar.

    — Mensagem? Tá, e qual é?

    Logo Dimitri enviou um arquivo para o computador de Nicole, que diz:

    — Dimitri, isso é..

    — Uma mensagem com criptografia.

    — Mas eu não consigo decifrar, tampouco procurar por algo no meu banco de dados... Como pode isso?

    — Simples, cara criança: é uma criptografia na linguagem secreta.

    — Minha nossa... Uma mensagem do serviço secreto do Reino Acorn?

    Sonic, confuso, logo perguntou:

    — Que parada é essa de mensagem secreta?

    — Sonic, durante a guerra o rei Maximilian se viu obrigado a se comunicar com os povos aliados, porém não se conseguia esconder muito as informações. Foi aí que o serviço secreto desenvolveu uma linguagem que só agentes bem treinados poderiam decifrá-la. Essa linguagem é desconhecida por mim porque não existe um entendimento procedural de analise descriptográfica – Disse Nicole, sendo bem técnica.

    — Ah... Alguém poderia traduzir?

    — É um tipo de código que só pessoas que criaram isso podem decifrar – Disse Rotor.

    — Valeu, Rotor. Show!

    Mas Tails, indo até próximo ao monitor, diz:

    — Essa mensagem... Como a conseguiu?

    — Passei os últimos dias fazendo o possível e o impossível pra achar algum vestígio de Locke, em vão naturalmente. Porém eu notei que toda Mobius recebeu aumento de energia quântica acima do normal. Isso fez com que eu conseguisse rastrear um resquício de warp ring em Soumerca e, junto com isso, essa mensagem. As coordenadas foram passadas para o guardião, que achou melhor ir ele mesmo até lá com os Chaotix.

    — Mas e Knuckles, ele tem algum plano? 

    — Não sei ao certo, pois o guardião não tem estado de bom humor. Ele me deixou protegendo a esmeralda mestra inclusive.

    No mesmo instante Sonic arregalou seus olhos, tamanha foi a surpresa de saber disso. Como sabemos, Dimitri era o grã mestre da Legião Sombria, liderando até mesmo sua neta, Lien-Da. Depois da queda da rainha de ferro, Dimitri ficou sozinho e acuado, buscando exílio em Nova Mobotrópolis, sendo acudido pelos Lutadores da Liberdade e, principalmente, por Nicole. Depois disso tudo resolveu ajudar Knuckles a trazer seu pai de volta. Mas diante os inúmeros problemas do equidna guardião da Angel Island, resolveu ajudá-lo em sua epopéia de trazer seu povo de volta.

    E, com Rotor pegando um tablet, ele diz: 

    — Muito bem, Dimitri. Em breve iremos entrar em contato com você para sabermos se conseguimos decifrar essa mensagem.

    — Agradeço. Dimitri desligando.

    Logo após Dimitri ter encerrado a vídeo conferência, Rotor logo foi emblemático.

    — Tem algo errado.

    — Claro que tem. Como é que o Knux iria confiar a esmeralda mestra para o Dimitri? – Disse Sonic, sendo racional.

    — Não é só isso. Knuckles partiu para Soumerca... Sonic, onde fica Albion? É em Mércia, não?

    — Sim, porque?

    — Vocês estavam lá, correto? Bem, vocês ajudaram o Knuckles e...

    — Sim. Rolou até Boss Battle boladona... 

    — Todos os equidnas sumiram lá. Então porque Soumerca? Não faz o mínimo sentido. 

    — Dimitri é uma cabeça de equidna sem corpo. Quer sentido? Melhor ler “Oceano Azul”...

    — Sonic, é sério. Tipo, essa mensagem... Precisamos mesmo encontrar alguém que possa decifrá-la.

    E logo Nicole diz:

    — Coruja Who. Ele pode.

    — Hã? Mas...

    — Deixem comigo. Eu irei até ele e darei as notícias.

    A mensagem foi passada. Knuckles está se mexendo. Os Lutadores da Liberdade agora tem algo a mais pra se preocupar. E o reino Acorn está em festa, pois o triunfo sobre Naugus ainda era motivo de comemoração.

    O tempo não para.

    Enquanto isso...

    Downunda, sudoeste do hemisfério de Mobius.

    De todos os continentes de Mobius, Downunda de longe era o mais contrastante. Com um ecossistema próximo ao que encontramos na Austrália, podíamos ver imensas montanhas que cortavam o continente, assim como vales e rios, que desembocavam no mar. E, para mostrar o quanto era diversificado, desertos extensos existiam ao longo de uma boa parte daquele lugar. E, como dito antes no capítulo anterior, Equidnapólis estava situada exatamente nesse continente, completamente devastada. Mas não era sobre essa cidade, ex colônia do povo equidna, que sofreram com ataques do império de Eggman. Alguns outros lugares também foram alvo de embates conforme o passar dos anos.

    Mas mesmo com o passar das eras as batalhas em Downunda não cessaram. Isso é dito pois agora somos levados até o interior de uma densa floresta, onde vemos um tenreque com pelugem parda e olhos vermelhos em fuga. Conseguindo se esquivar de tiros laser, corria com dificuldades pelas árvores, até chegar em um descampado. Porém, ao chegar no local, se viu cercado por swatbots do império de Eggman.

    O tenreque, trajando uma calça jeans com rasgos e usando uma caixa azul, tinha um lenço amarrado ao pescoço e calçava tênis brancos com detalhes em vermelho. Usando luvas pretas, e percebendo que um combate mais intenso seria inevitável, diz:

    — Tá, entendi... Vamos todos sair no pau aqui... Mas acreditem no que eu vou dizer: vocês não vão vencer e eu não vou voltar pra aquela base de vocês! Então... DARKNESS!

    Ao dizer essa palavra, um poder de sombras apareceram nas mãos do tenreque, mudando um pouco seu visual, com vários vultos circundando seu corpo. Logo o jovem começou a golpear cara um dos robôs, acertando socos em suas latarias, assim como sombras lhe ajudando a contê-los com a mesma intensidade. Embora os poderes do tenreque pardo fosse impressionantes, era visível que não estava em plenas condições, tendo em vista que estava ofegante durante a luta.

    Passado alguns minutos, observando vários clarões dos swatbots explodindo iluminando o interior da floresta, vemos então o jovem terenque saindo de dentro da mata, completamente exausto. Ele, olhando para o céu, se apoiando em uma árvore, diz:

    — Não... Está anoitecendo... Não... Não... E eu... Eu não sei o que fazer... Logo vai acontecer e eu...

    Mas não houve muito tempo para que o ouriço pudesse fazer algo. Logo desabou, esgotado. Mas o que ele queria dizer em “logo vai acontecer”? E porque estava na floresta sendo seguido por swatbots de Eggman?

    As surpresas ainda não terminaram: próximo onde o jovem tenreque havia caído, pôde-se ver uma silhueta se aproximando de seu corpo...

    Continua.


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