ANUON 9999

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    Capítulo 21

    A Viagem: Em Busca do Maratsu-Kyoken

    Violência

    Todos ainda estavam no menor lugar, logo após Piece 1 e Spin terem ido envia no portal. Depois o que disse Anuon, que de fato aquele era Piece 1, Ethan diz:

    — Como pode ser... Anuon...

    E por não aguentar tanta a emoção, o jovem desmaia, indo ao chão em seguida. Anuon precisou se esconder depois pois algumas pessoas que estranharam os ruídos ouvidos naquela noite escura e fria apareceram na rua, acudindo o jovem. Porém um suposto desconhecido fez o favor de levar Ethan adormecido para casa.

    Horas depois...

    Casa de Ethan, manhã.

    O jovem, de forma ligeira, acordou em casa, já de manhã, minutos antes de ir para a escola. Confuso e desorientado, diz:

    — O que ouve? Como vim parar aqui?

    Anuon, que estava a seu lado o tempo todo, logo diz:

    — Acalme-se, Ethan. Por alguma razão, Kenta o trouxe para cá...

    — E minha mãe? E meu pai?

    —Fique calmo. Eles nem sabem que você sofreu um desmaio. Um humano misterioso chamado Kenta o trouxe para seu quarto sem que ninguém visse.

    — O que? Como?

    — Ele o trouxe pela janela. Ele tem habilidades únicas, mesmo pra um humano.

    — Bem, este tal de Kenta então é um aliado...

    — Não conte com isso, Ethan. Você está bem?

    — Não, Anuon! Não está nada bem!

    — É por causa de Piece 1, não é?

    — Sim... e por tudo.

    — Fique calmo, pois você passou por essa...

    — Passei por essa? Você não viu que quase morri ontem?

    — Mas Ethan... O que houve por lá...

    — O que houve? Vc ainda pergunta vai tentar explicar? Eu nunca estive tão próximo de morrer de que você tentou me matar! Isso que está acontecendo é pra valer mesmo...

    — Onde está aquele humano que sempre está disposto a se sacrificar para mostrar a verdade?

    — Esses que me atacaram hoje tem sua própria verdade a seguir! E essa tal de Spin "não sei das quantas" estava disposta a me matar!

    — Piece 1 realmente me impressionou fazendo aquilo... Bem, isso mostra que você o incomodou muito. Para Spin ter feito isso, é porque Piece 1 quer acabar logo com tudo.

    — Desde que tudo isso começou, eu sempre estive perto da morte... Você quase me matou... Fhor quase me matou... Lupa quase fez algo pior que a morte... Mas nada se compara ao que Spin e Piece 1 fizeram...

    — Eles dois são quase como irmãos. Lembro-me de que ambos se ajudaram dentro naquela base, no dia da retalhação... Spin não somente segue Piece 1 mas concorda com tudo. Ela não sofreu manipulação alguma. Ela realmente crê na ideologia dos Anis.

    — Vejo agora que o nosso inimigo é mais forte e esperto do que imaginava...

    — Você nem imagina...

    — E vejo agora que não passo de uma formiga, se comparado a vocês...

    — Não diga isso, Ethan. Onde está sua alto estima?

    — Alto estima, você diz... Ela deve ter ficado naquele lugar fatídico de ontem...

    — Mas Ethan...

    — Isso é muito para mim, Anuon. Colocar em pergio meus amigos e agora pode ser até meus pais... Tenho muito a perder.

    — Bem, eu não vou ficar aqui ouvindo seus choramingos... Até logo... - Disse Anuon, indo até a janela.

    — Aonde vai?

    — Dar uma volta... E não se preocupe... quando estiver na escola, estarei lhe protegendo, filhote...

    Ethan não entendeu o comentário de Anuon. O que quis dizer com "filhote"? Deboche ou alguma crítica? Enfim, sua mãe entra em seu quarto, percebendo que Ethan ainda não estava arrumando.

    — Mas o que é isso, garoto? A essa hora e ainda não trocou de roupa?

    — Tipo, mãe... É que...

    — Se arruma e vai a escola! Agora!

    Tempo depois...

    Pátio do colégio, 7:00 AM.

    Ethan, como todos os dias, se encontra com Ryoga, que diz: 

    — Fala Ethan!

    — Oi, cara... Não estou bem hoje não...

    — O que houve?

    — Um lance aí, cara...

    — É muito sério?

    — É sim, Ryoga...

    — Quer conversar sobre isso, cara?

    — Não, melhor não...

    — Você quem sabe...

    E logo chegou Kaede, com um leve sorriso no rosto.

    — Oi, rapazes.

    — Oi, Kaede! - Disse os dois, que olharam para a jovem.

    — Gostei da nossa conversa ontem, Ethan! - Disse Kaede, olhando para o jovem.

    — Peraí... Foi isso que eu ouvi? Ah, safado... Tu tá brincando comigo com essa cara amarrada, hein... - Brincou Ryoga, com um sorriso.

    — Você é bobo, Ryoga! Foi só uma conversa sobre uma viagem... 

    — Ah, vocês vão viajar... sabia que tinha algo aí... Agora sei que é sério mesmo...

    — Cara, você é muito palhaço mesmo... - Disse Ethan, um pouco vermelho.

    —Hahaha! Tá ficando envergonhado, né?

    Depois da amigável conversa, os jovens foram para suas salas depois que o sinal soou, indicando o início das aulas.

    Tempo depois...

     Durante a aula, quase já no fim, a professora dá um comunicado.

    — Alunos, prestem atenção. A escola passará por um período de recesso durante o festival japonês. Durante os festejos as dependências da escola ficarão inacessíveis.

    Ethan, depois do que ouviu, fica pensativo. Tornou então a olhar para Kaede, que dá um leve sorriso, meio que entendendo o que o jovem havia pensado. Ao fim da aula, como de sempre, os jovens caminhavam para casa juntos conversando.

    — Sabe, casalzinho... eu até gostei desse recesso... - Disse Ryoga, mostrando euforia.

    — Cara, para com isso! - Disse Ethan, ainda envergonhado.

    — Hehehe... Ethan fica todo vermelho quando fala isso, Ryoga... - Aproveitou Kaede, com um sorriso.

    — Kaede, você está gostando disso?

    — Hehehe... É legal ver você fazer papel de bobo. Seu rosto fica todo coradinho.

    — Hahaha! Pimentão! - Disse Ryoga, brincando.

    E então os jovens chegam ao trevo, onde ficaram conversando um tempo. E logo Ryoga se despede e deixa Kaede e Ethan, que continuavam a conservar.

    — Kaede... ontem, depois que fui embora, quase fui morto!

    — ETHAN, É SÉRIO ISSO?

    — Sim, Kaede... 

    — Mas como foi?

    — Uma Anis... parecia uma mulher humana. Ela se chamava Spin. Ela quase me matou. Só não o fez por causa de Piece 1.

    — Aquele felino que quer matar os humanos?

    — Sim. Ele praticamente me humilhou. Poderia me matar, mas não o fez.

    — Porque?

    —Quer ter a satisfação de me ter vivo para ver o fim da raça humana. Só assim irá me matar depois.

    — Ethan, você... Você está com medo. Eu vejo isso no seu olhar. Isso não é atitude de um cara que quer mudar o mundo.

    — Kaede, eu estou... com medo... disso tudo...

    — Pobre Ethan... eu sinto por sua dor... Mas você tem idéia que não pode fazer nada, né? Você não tem habilidades como esses animais.

    — Mesmo assim... eu preciso seguir em frente. Por isso preciso de um plano...

    —Eu sei, Ethan. E mais uma vez preciso te agradecer por ter ouvido minha história e ter me apoiando.

    — Não precisa agradecer, Kaede. Todos nós sabemos que não escolhemos passar por o que passamos. Esse lance de destino é coisa de perdedor. Mas tipo... Eu preciso lhe falar uma coisa...

    — O que?

    — Porque não viajamos amanhã para o templo onde foi treinada? 

    — Amanhã? Mas eu pensei que seria mais tarde. 

    — Não. Me interessei e decidi, no colégio mesmo, que eu quero ser treinado por sua tia.

    — O QUE? Ethan, você...

    — Sim, isso mesmo. cansei de depender de Anuon e até de você para me defender.

    — Você é louco? Você não tem noção...

    — Devo estar, mas eu não posso ficar parado. Eu preciso saber me defender.

    — Leva-se tempo para aprender... E você só tem 2 semanas. Não é muito tempo... Aliás, a técnica só é aprendida depois de longos anos.

    — Terá de servir, Kaede. Mesmo que seja só um pouco, é melhor que nada.

    — Porque tudo isso? Você tem a Anuon, embora não goste dela...

    — Quero estar pronto para quando PIece 1 aparecer frente a frente! Temos contas a acertar.

    — Ethan, isso não é certo...

    — Ele pensa que me humilhando daquele jeito irá me desmotivar... Hehehe... Anuon estava certa...

    — Então está bem, Ethan... Só que...

    — O que foi?

    — Eu não sei onde fica o templo... Muita coisa mudou em Kyoto desde aquela época...

    — E sua avó? Não poderia nos ajudar?

    — Mas eu não poderei falar nada sobre o propósito, não é?

    — É claro que não. Já envolvemos muita gente nisso...

    — Vamos falar com ela agora então. Não quero fazer isso sozinha.

    — Tudo bem.

    E se dirigem a casa de Kaede. Logo encontram sua avó, esta saindo de casa, para jogar o lixo fora.

    — Oi vovó. Temos que falar com você

    — Pode dizer Kaede. O que vocês querem?

    — Bem, este aqui é o Ethan, um amigo da escola.

    — Oi Ethan. Tudo bem?

    — Tudo bem, senhora... - Cumprimentou Ethan.

    — O que querem comigo?

    — Vó, queremos ir a Kyoto achar aquele templo onde fiquei na minha infância.

    — Kaede, quer mesmo ir a Kyoto? Sabe muito bem sobre aquela história...

    — Pode falar com Ethan, vovó. Eu já lhe contei tudo.

    — Kaede, não se deve contar estas coisas a qualquer um...

    — Ele não é qualquer um... É meu amigo de confiança.

    — Tudo bem... Você quem sabe... Bem, posso lhes dar o endereço do templo. Irão quando?

    — Amanhã.

    — Amanhã?

    — Sim, porque a escola vai entrar em recesso por causa do festival japonês.

    — Então é melhor tratar de prepararem suas coisas, porque o trem para Kyoto parte cedo.

    — Sério? Opa... Então vou nessa, Kaede. Não quero perder o trem. Tchau, até amanhã.

    — Tá, até! Boa noite!

    — Tchau, senhora. Obrigado pela ajuda.

    — Tchau, boa noite, meu jovem - Disse a anciã.

    E Ethan volta a sua casa.

    Casa de Ethan, noite.

    Em seu quarto, o jovem encontrou Anuon, deitada em sua cama. Ela então diz:

    — E então, Ethan? Porque demorou em voltar de sua escola?

    — Tive uma idéia depois daquilo que disse...

    — O que?

    — "Filhote"...

    — Ethan, me desculpe por ter chamado você assim.. Estava chateada por sua atitude.

    — Obrigado por ter me puxado a orelha. Piece 1 não vai ficar livre de mim tão fácil.

    — Gostei de ouvir isso... E o que planejou?

    — Iremos sair em viagem!

    — O que?

    — Sim. Iremos visitar o templo onde Kaede morou na infâcia.

    — E o que faremos lá?

    — Iremos atrás de soluções... Diretamente a mim... 

    — E quando?

    — Amanhã.

    — Amanhã? Ficou louco?

    — Sei que é estranho, mas não devemos perder tempo...

    — Bem, se diz... Não acho que seria prudente.

    — E você terá que viajar na minha mochila.

    — Eu, Anuon 9999, nunca iria me sujeitar a tal situação.

    — Bem, é aceitar ou ficar aqui sozinha.

    — Ethan... Isso é humilhante!

    — Anuon, por favor... É coisa rápida.

    — Mas que droga...Tudo bem, Ethan... Farei este sacrifício...

    — Obrigado Anuon! - Disse Ethan, enquanto puxava e abraçava Anuon.

    — Ethan... Chega! Me solte... Vamos... Me solte, oras...

    — Quero não! Você é tão fofinha... Hahaha!

    — Me solte Ethan... Não gosto deste tipo de agradecimento... - Disse Anuon, envergonhada.

    — Hehehe... Seu rosto está vermelho...

    Ethan, de fato, estava brincando com Anuon. Ela não conseguia entender este tipo de comportamento. Talvez nunca havia sentido essa sensação.

    — Porque tanta brincadeira de sua parte?

    — Anuon... Você despertou novamente aquela atitude de querer mudar as pessoas... No fundo de meu coração... obrigado por tudo - Disse Ethan, Fazendo cafuné na cabeça da felina.

    — Ethan.. eu... eu... não me agradeça... Eu que agradeço por você ter se importado tanto comigo. Durante toda minha vida não havia recebido afeto de ninguém... e isso para mim é tudo novo.

    — Com o tempo você acostuma. Isso a vida ensina.

    Ethan, deles da conversa carinhosa com Anuon, se prepara para dormir. Anuon se dirigia para seu "cercado", mas Ethan diz:

    — Anuon, não tem mais necessidade de dormir aí. Dorme aqui comigo!

    — Ethan... eu acho que nãos seria...

    — Deixa de ser desmancha prazeres. Vem que está quentinho.

    — Mas eu dormir junto com você... Isso seria...

    — Tá com vergonha? Vem logo, timidez...

    E ela, com tanta insistência de Ethan, acaba sedendo e pula para a cama. Se ajeita e olha para Ethan, que diz:

    — Em outros tempos você estaria me matando agora...

    — Cala a boca, Ethan! Vai dormir, Grr...

    — Mas agora nós tornamos amigos.

    — Boa noite, Ethan. Para com esse papo...

    — Boa noite, Anuon... Te adoro, tá?

    — Vai dormir, humano! 

    E depois do momento de ternura que envolveu os dois, caem no sono.

    O tempo passa...

    Casa de Ethan, manhã.

    Depois de uma boa noite de sono, Ethan, já pronto com Anuon, espera por Kaede. A jovem não demora muito e se encontra com o jovem eseguem para a estação de trem da cidade. Enquanto o tem não chegava, ficaram conversando. Ethan perguntou:

    — Demora muito para chegar a Kyoto?

    — Umas três horas.

    — É chão, hein.

    E de dentro da mochila de Ethan, se ouve uma voz.

    — Isso é muito humilhante!

    — Calma, Anuon... Logo vai chegar...

    — Três horas aqui dentro não é lá muito confortável!

    — E o que quer que faça então?

    — Me solte dentro do trem. Garanto a você que ninguém me verá.

    — Até esqueci que você é um pouco ninja, hehehe...

    E quando chegam a estação, ambos ficam surpresos com a presença de uma pessoa!

    — Oi, casalzinho!

    — RYOGA?! 

    Continua.


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