Sonic The Hedgehog: Outside N'Counter

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    12
    Capítulos:

    Capítulo 17

    Engrenagens de Guerra (Parte 1): o ataque de Jack Coelho

    Violência

    Os Lutadores da Liberdade conseguiram entrar na refinaria Oil Ocean e Barão os acolheu. Mas um mistério acerca tudo isso.

    E como Silver está se saindo no futuro?

    Futuro de Mobius

    Caminho para a Floresta Fantasma de Knothole

    A falta de recursos da Mobius do futuro era um problema enorme. Praticamente era impossível sobreviver fora de Neo Mobotrópolis, cidade essa pertencente a simpatizantes do regime imposto por “o nome que ninguém sabe”, como Mogul disse, antes de ser transformado em pedra.

    Sabido disso, os Guerreiros da Liberdade, como assim se proclamavam, faziam suas excursões pelo mundo devastado “a pé”. Bem, não necessariamente assim: um bólido anfíbio era alimentado pela energia infinita de Metal Sonic, que era o motor do veículo. Quem guiava o veículo era Mera-li, que tinha a seu lado o ouriço prateado. Ridger e Racer estavam alocados logo atrás, sentados um de frente para o outro, com Dust mais atrás, isolado dos demais. Silver, curioso, logo diz:

    — Mera-li, eu nunca imaginaria que um dia Metal Sonic estaria fazendo o bem. E ainda mais servindo de motor.

    — O Metalzin é fora de série. Adoro ele, esse amor.

    — Mas esperem... Se ele tem essa energia infinita, porque não a usam para alimentar o modulador?

    Dust, que estava quieto, não poderia deixar de explicar:

    — O modulador só pode ser energizado por uma fonte sagrada. Energia atômica não funcionam.

    — Mas porque? – Perguntou Silver.

    — Você acha que não tentamos isso? Ledo engano... Até mesmo meus poderes não surtiram efeito algum no modulador.

    — Mas o modulador é pura energia quântica. Não deveria...

    — Enganado mais uma vez, Silver Ouriço. Energia quântica é energia cósmica. Só uma fonte de energia com qualidade impar pode nutrí-lo. Então não perca seu tempo com perguntas inúteis.

    Depois em um longo caminho por descampados inóspitos e árvores mortas, finalmente chegaram ao lugar. Já com o veículo estacionado, todos então desembarcam, caminhando até entre várias árvores negras contorcidas. Eram tantas que tornava o lugar ainda mais sombrio. A sensação de frio era maior por causa da forte corrente de ar que ventava entre aquelas árvores mortas. Tornando a caminhar, todos então entram na floresta.

    Trazendo todo o contexto a tona, Knothole era um vilarejo onde Sonic e os outros moravam, inclusive o reino Acorn, com seu reluzente castelo. Porém Eggman bombardeou o lugar e havia sequestrado todos os habitantes e, para piorar, derrotou Sonic em combate (HQ Sonic #175). Entretanto, com a união de todos, principalmente a Nicole, Sonic conseguiu resgatar a todos com uma fundamental ajuda da bela holo lince: Nicole reconstruiu Mobotrópolis, que antes havia sido propriedade de Eggman por um bom tempo. E, com suas nanites, criou Nova Mobotrópolis (HQ Sonic #176). Depois disso, Knothole virou um lugar de reflexão onde entes queridos tinham seu descanso eterno. Foi lá que Cavaleiro Connery, Tommy Tartaruga e muitos outros tinham suas jazidas, preservando suas memórias.

    E foi justamente sob essa ótica que Silver pôde ver que os túmulos estavam lá, do mesmo jeito que no passado. Ele, reflexivo, diz:

    — Eu conheço a história desses dois... Sonic havia me contado de forma breve o sacrifício que tiveram que fazer por um futuro melhor...

    — Hoje são só memórias, Silver. Continuemos com a procura.

    — São memórias que dizem muito do que foi o passado de Mobius. Essas pessoas...

    — Isso não é importante, Silver.

    — Claro que é importante! Foi por causa deles que todos vocês estão aqui agora!

    — Não. É por SUA CAUSA que estamos aqui. Não esqueça disso.

    Dust não pegou leve com Silver, lhe dizendo coisas duras mas era a realidade. O ouriço prateado então ficou um pouco sentido palavras do híbrido. Mas Ridge, se aproximando de Silver, diz:

    — Escuta, ô prateado... Tu não tem que abaixar a cabeça toda vez que o Dust te dizer essas coisas...

    — Ele não está errado, Ridge...

    — E daí? Tu botou a cara a tapa pra tentar resolver tudo. Tu ganhou muita moral comigo fazendo isso. Então levanta a face e bola pra frente.

    — Você está certa. Está corretíssima! Obrigado.

    — Ih relaxa. Fica sussa.

    — Ah essa é minha irmã. Jeito moleque mas sabe ser gentil as vezes... – Disse Racer, com um sorriso no rosto.

    — Pode parar com a zuera, tá beleza? Só tô tirando o figura aqui da fossa...

    — Tá... Se você está dizendo...

    — Aí, Racer... Vai ver se eu estou na esquina, vacilão!

    — Ei, chega com isso vocês dois. Vamos começar a procurar pela jóia – Disse Mera-li, junto com Metal Sonic.

    — Rastreamento iniciado. Escaneamento em análise. Buscando forma de vida. Procurando... – Metal começou a ajudar.

    Todos só observavam o ouriço robótico, que ficou estático o tempo todo, com seus olhos iluminando um pouco o lugar inóspito. Porém algo de anormal é encontrado por ele.

    — Organismo biológico encontrado.

    — O que? Você deve estar enganado... – Disse Dust, duvidando.

    — Margem de erro em 0,0000000000000000000000000...

    — Tudo bem, Metalzin. A gente entendeu. Você tem certeza, não é? – Disse Mera-li, segurando em um dos braços de Metal Sonic.

    — Afirmativo. Forma de vida encontrada. Devemos ir a seu encontro.

    — Pera... break time, guys! Tipo, o robô aí tá dizendo que tem alguém vivendo aqui? Isso tá cheirando a perigo... – Ridge foi logo cuidadosa.

    — Ajudando Silver e agora agindo com cautela... Minha irmã está ficando madura, haha! – Disse Racer, voltando a rir.

    — Aí... Para de me encher, Racer! Tá pedindo pra levar uma na fuça...

    — Ok ok... Mas devo te avisar que estou adorando ver seu progresso!

    — Seu péla...

    — Está bom... Chega! Metalzin, pra onde devemos ir? – Perguntou a bela equidna, olhando para Metal.

    — As coordenadas dizem para irmos para o sul. Traçando rota... O local encontra-se a quinhentos metros daqui.

    Depois de saberem para onde deveriam ir, começaram a caminhar mas tomando as devidas precauções. Dust mostrou o porquê disso.

    — Ninguém sobreviveria aqui... Ainda acho que já algo muito estranho acontecendo aqui...

    — Mas Dust... Metalzin nunca iria errar. Seus dados sempre são precisos... – Disse Mera-li, abraçada a um dos braços de Metal Sonic.

    Mas Silver então notifica a todos com um fato no mínimo curioso.

    — Eu estou sentindo uma vibração também... Algo como uma voz...

    — O que? Mas como... – Tentou dizer Dust.

    O híbrido líder dos Guerreiros da Liberdade foi interrompido porque uma densa névoa negra tomou todo o lugar, fazendo com que todos sumissem nas trevas.

    — EI! ONDE ESTÃO TODOS? MERA-LI?! RIDGER?! RACER?! METAL?! DUST?! ONDE VOCÊS ESTÃO?! – Gritou Silver, olhando para todos os lados.

    O ouriço prateado estava envolto pela névoa negra, o cegando para tudo. Silver então passou a caminhar sem rumo, onde não havia nenhum sendo de direção para onde deveria ir. Estava entregue a própria sorte naquele lugar soturno e macabro. E enquanto estava caminhando, uma voz sussurrante é ouvida.

    — Silver... Seu futuro não lhe pertence...

    — Hã? Quem está aí? Quem é você?!

    — Você não deveria estar aqui... Não há escapatória então...

    — Do que você está falando?

    — Seu fim será aqui... Este futuro não lhe pertence...

    — Mostre sua face! Me diga quem é você e porque está dizendo isso?

    E um vulto é visto frente ao ouriço prateado e, em milésimos de segundos, pôde ver seu próprio rosto deformado a sua frente. Imediatamente Silver sentiu-se fraco e assustado com o que acabara de ver.

    — Hã? Mas... o que está acontecendo... Meu corpo... Estou perdendo as forças... Minha energia... Está sendo drenada totalmente... O que... O que está acontecendo aqui... e porque?

    Silver tentou caminhar, talvez para fugir daquele lugar sinistro. Mas era em vão: depois de tropeçar, ficou de joelhos, apoiando suas mãos no chão. Era visível que não conseguia se manter nessa posição, pois estava fraco. Depois de tanto lutar, caiu de vez ao chão e, com sua vista pesando cada vez mais, ele diz:

    — Esse... Esse é meu fim? Mas eu não fiz nada ainda... Porque isso? É muita... coisa... pra se... pensar...

    Depois de sua última palavra, a escuridão tomou o corpo de Silver por completo. Seria mesmo seu fim? E os outros? O que está acontecendo?

    Após ter fechado seus olhos, Silver adruptamente acordou, deitado em uma cama. Mas não era somente isso que chamou sua atenção: ele estava acomodado em uma casa. Bem mobiliada, havia uma escrivaninha em um dos cantos da sala, com alguns utensílios domésticos sobre uma mesa, esta com pães sobre. Um doce aroma de chá era sentido no ambiente, contrastando totalmente com o futuro que se tornou Mobius. E assim que Silver se dá conta que estava em um lugar diferente dos demais, uma voz suave e agradável é ouvida.

    — Oi, você tá ouvindo? Você está bem?

    — Hã? Mas... Quem é você?

    Silver então pôde ver que se tratava de uma esquilo. Tinha cabelos com mechas castanhas, com predomínio da cor bege, que também era a cor de sua pelugem. Tinha também uma longa cauda, evidenciando ainda mais sua espécie. Vestida uma camisa regata com uma alça somente e um short azul e, em suas mãos, luvas pretas com argolas vermelhas em seus pulsos. Mas algo chamava muito atenção: seus olhos eram heterocrômicos. Ou seja, um deles era da cor azul piscina e o outro castanho claro. Sim, ela tinha olhos de cores diferentes. Ela, com um sorriso franco, diz:

    — Prazer. Me chamo Sarah Acorn.

    — Sarah... Acorn?!

    O ouriço prateado parecia não acreditar no que havia ouvido. Era evidente que esse fato iria mudar totalmente o que estava pensando desse novo futuro que enfrentava. Uma Acorn estava viva? O que está acontecendo?

    E voltando ao presente...

    Refinaria Oil Ocean, quartel general da Legionários Sombrios do domínio de Eggman.

    Como ficou acordado anteriormente, Barão impôs uma trégua em prol a sua sobrinha, Bunnie Rabbot. O mestre de todos os legionários sombrios do deserto chamou os Lutadores da Liberdade para entrarem em sua base, com o intuito de mostrarem onde a coelha lutadora da liberdade estava. Muito mistério estava por trás de seu paradeiro e todos estavam indo mesmo fundo posts descobrir o que de fato aconteceu nesse meio tempo desde que Sonic encontrou a carta escrita por ela se despedindo, o que fez com que fizessem uma caravana para trazê-la de volta.

    Adentrando a refinaria, todos então sentiram um forte cheiro de óleo, seja queimado ou virgem, Como era a forma que abasteciam os veículos do domínio de Eggman. Resumindo, o ar da fábrica era poluído. Várias cisternas para estocar vários tipos de combustíveis criavam corredores do com isso e, ao fundo, várias vigas e guindastes para o transporte e manipulação do composto. Legionários, que anteriormente eram mobianos normais, trabalhavam duro para manter a refinaria funcionando em sua potência máxima.

    Depois de uma breve caminhada, eis que chegaram até o elevador que os levaria para baixo do lugar. Sim, o acesso para o interior da refinaria era por dentro das areias do deserto de Oil Ocean. Já no elevador, curioso, Rotor diz:

    — Nossa, estamos aqui mesmo... Pela primeira vez vejo uma construção de Eggman sem ser atacado...

    — Num vai acostumando, tá? Hora ou outra vamo tretá. Hoje não, mas não conte com o amanhã... – Disse Barão, enquanto apertava botões.

    — Barão, nós sabemos de toda a história. Não vamos criar problemas.

    — Tá de boa. Agora vamo... dão uma olhada no grande compartimento da refinaria...

    E assim que desciam, eis que todos ficam impressionados com o tamanho do lugar. Era um espaço gigantesco pé baixo do deserto, com todo o maquinário e armamentos disponíveis por Eggman. Tails não se segurou.

    — MINHA NOSSA! Deve ter quilômetros esse lugar!

    — Eggman tem armamentos infinitos! Rotor, então aqui é... – Disse Amy, bastante impressionada.

    — Sim, Amy. E acredite: não é a única fonte de recursos do Eggman. Ele tem bases como essa espalhadas por Mobius... – Respondeu Rotor.

    — Tem comida aqui? – Disse Big, indiferente ao momento.

    — Hã? Comida? Ocês tão com fome? – Perguntou Barão.

    — Não... Só o Big. Até parece que ele é de comer muito... – Amy estava irritada.

    — Eu não comi nada na cidade antes de sairmos. Só isso – Disse Big, explicando.

    — E porque você não fez isso, seu bobo? 

    — É que ajudar as pessoas é mais importante.

    — Tô ligado nesse seu papo, cumpade. Tá certo, vamo até a ala de conveniência pegá umas comida pro grande aí no caminho e depois vamo vê a Bunnie... – Disse Barão, entendendo Big.

    Minutos depois...

    Já bem acomodados nas dependências da base, e com Big comendo um sanduíche servido por uma das legionárias responsáveis pelo refeitório da base (uma esquilo com braços metálicos), Barão então chama para que o sigam. Estavam agora entrando em um tipo de câmara, com vários tubos de descanso suspenso a líquido. O lugar era enorme, com teto alto, por onde passavam vários cabos e tubos. Enquanto caminhava, Barão diz:

    — Chegamo. Só peço a ocês que não fiquem exautados, tá?

    — Ueh, porque ficaríamos? – Disse Rotor, confuso.

    — Só quero ver...

    E enfim chegam até o fim do enorme salão, com um tipo de cápsula grande a sua frente. Barão então diz:

    — Pronto. Taí o que ocês vieram achá.

    — Hã? Tá, mas cadê a Bunnie?

    — Suba essa escada e verá.

    — Isso não é bom sinal...

    E Rotor subiu uma pequena escada e, ao olhar por cima da cápsula, consegue ver o que custava a acreditar.

    — Bunnie?! É ELA! É A BUNNIE, PESSOAL! ELA ESTÁ AQUI E... mas... O que aconteceu... Mi-minha nossa... O que... O QUE VOCÊS FIZERAM COM ELA?!

    — Eu avisei que não era pra ocês ficarem exautados...

    Rotor desceu as escadas rapidamente, mostrando toda sua irritação e incredulidade. Logo segurou Barão, dizendo:

    — SEU MANÍACO! PORQUE VOCÊ FEZ ISSO A ELA!?

    — Fica carmo, Rotor. Eu posso explicar... 

    — Rotor, o que houve? O que você viu? O que aconteceu com a Bunnie? – Disse Tails, subindo a escada.

    — NÃO TAILS! NÃO VEJA! SAIA JÁ DAÍ! AMY, TIRA ELE DE LÁ!

    — Rotor, você está me assustando... – Disse Amy, indo em direção ao morsa.

    — Não... Não... Isso não pode estar acontecendo...

    Ainda que Amy se vira e olha para Tails, que estava na escada, percebe que o olhar do menino raposa havia mudado e para pior: Tails esboçou um rosto demonstrando surpresa e começou a chorar. Correndo feito um louco, tentou agredir Barão, sendo impedido por Amy, que diz:

    — Calma, Tails... O que houve?

    — ME LARGA! ME DEIXA BATER NELE! ESSES MALDITOS... AMY... A BUNNIE...

    — O que houve? Me digam logo o que está acontecendo!

    — Ela... Ela...

    De fato, algo de muito ruim nossos heróis viram. Bunnie, embora estivesse aparentando estar bem, pois seu rosto, mesmo que em sono profundo, esteja lindo como sempre foi, tinham várias bandanas e ataduras em seu braço esquerdo e... o que sobrou de seu dorso: por tantas bandanas Rotor não conseguia ver o Citi de Bunnie da cintura pra baixo. Detalhar exatamente como ela estava não seria uma boa ideia. A única coisa que se podia afirmar era que...

    — ... VOCÊS A LEGIONARAM! OU QUASE ISSO! – Gritou Rotor, chorando.

    — Me deixe explicar...

    — EXPLICAR?! VOCÊ TRABALHA PARA O EGGMAN! Como pôde fazer isso?!

    — Ok... JÁ CHEGA! JÁ TÃO PASSANO DOS LIMITE! ME SOLTA, ROTOR!

    — COMO EU PODERIA!? VOCÊ É UM...

    — Ei... Carma lá... CARMA LÁ, CUMPADE! JÁ IA FALÁ BESTERA!

    — Bunnie é sua sobrinha... Como pôde... 

    — Pra início de conversa, eu nunca que ia machucá arguém da minha família. De parente vivo só tenho minha Bunnie. E fiquem sabeno, gostem ocês ou não, que foi ela que me pediu pra fazer isso tudo aí.

    — A Bunnie quem pediu?

    — Isso mesmo, sim senhô. Ocês acham que eu gosto de fazê isso co as pessoa? Eu só faço proque o Dr Eggman manda e se eu não fizé uma bomba dentro da minha cabeça explode. Mas co a Bunnie foi diferente... Ela chegô aqui dizeno que queria consertá as coisa de suas terra... E que queria vortá a ser a merma de antes...

    — Rotor... Isso que ele está dizendo... – Disse Amy, se recordando da carta.

    — Sim, Amy... Ela... Ela fez então, como o Barão disse... Ela pediu pra que...

    — Exato. Ela pediu pra eu consertá ela e dexá ela como ela sempre foi. Eu tentei forçá ela a mudá de idéia mas não consegui. Mas se existe uma coisa que ninguém pode ser é egoísta. Minha sobrinha tava sofreno proque não tava feliz com ela merma. Então decidiu vortá a ser robô... Nem eu e nem ocês tem o direito de julgar ela.

    — Mas Barão... Porque ela está nesse estado?

    — O processo é por etapas. Bunnie ia recebê seus implantes cibernéticos no instante que ocês invadiram mina base. Aí eu pedi pra todo mundo se focar nos invasores. Ocês tão atrapalhando tudo isso aí! E só temos hoje pra fazê isso, senão...

    — Não ouse dizer isso... Não ouse! NÃO OUSE! TRAZ A BUNNIE PRA GENTE AGORA! VAI! FAZ SEU TRABALHO! TRAZ ELA! – Gritou Tails, sendo acudido por Amy enquanto chorava.

    — Barão... Olha, peço desculpas pela forma que eu te tratei, tá? Mas por favor... Traz a Bunnie pra gente de volta. Termina de fazer o que ela te pediu... – Disse Rotor, olhando para Barão.

    — Tudo bem... Vamo trabalhar... LEGIONÁRIOS! VAMOS! Temos uma responsabilidade aqui. Minha sobrinha tá dependeno da gente.

    Rapidamente vários legionários começaram a providenciar a retomada para tratar Bunnie o mais depressa possível. Barão estava totalmente focado em sua recuperação. Mas mesmo com tanto cuidado, Rotor e seus amigos, alojados na sala particular de Barão, que era um lugar bastante confortável, mostravam em seus rostos muita apreensão. Tails, olhando para Amy, diz:

    — Como é que a Bunnie pôde pensar em fazer uma coisa dessas? Ela ficou esse tempo sonhando em ser...

    — ... normal? Era isso que você queira dizer, Tails?

    — Sim, mas...

    — Ela sempre foi normal, Tails. Ela sempre foi a nossa Bunnie. Ela aprendeu com o tempo a viver como sempre foi – Disse Rotor, olhando para Barão.

    — Ocê tá bem tretado comigo, num é? Que tá pensano? – Perguntou o coelho.

    — Queria muito saber o que você e Jack Coelho tem tanto um contra o outro. Ele seria um de nós e você é a ameaçava. Só que é tudo ao contrário: você quem é o bonzinho e ele que é o vilão aqui...

    — Ah Intaum é isso... Tá bem... Ele quer tudo daqui. Jack tá sempre nas intensão de dominá essa refinaria e minha base.

    — Porque? O que você esconde aqui pra ele ter tanto interesse?

    — Ocê num sabe mesmo de nada, inocente. Ele num qué nada daqui. Ele qué é a mim.

    — A você? Como assim?

    — Jack num gosta de perdê. Nós sempre treta pra ele tentá me pegá. Ele qué me humilhá, me subjugá e me matá no fim.

    — Mas porque? Não existe fundamento algum.

    — Como disse, tu é inocente. Num sabe dos assunto de gente graúda. Nós quando vai ralhar é pra mostrá força. Jack é um eterno perdedô. Tá intendeno agora?

    — É, agora eu entendi. Mas isso parece meio imaturo da parte de vocês...

    — Na parte de Jack ocê qué dizê. Eu só tô tomano conta da minha vida. Ele que qué tretá.

    — Não importa quem seja o culpado. O interessante é saber quem será a pessoa que vai trazer a solução disso tudo. Jack Coelho faz atrocidades com a galera da cidade Sand Blaster e...

    — Tô sabeno disso tudo, tá ligado? Tem gente vindo de lá pra vivê aqui, pra ocê tê uma ideia. Tá intendeno melhor a situação agora? Essa gente prefere ser legionada do que vivê co o Jack. E a cada mês aumenta mais e mais... O lazarento não aceita isso.

    — Nossa... eu não esperava por isso mesmo... Então essa gente toda daqui da Oil Ocean estava morando na cidade e, pela opressão do Jack, vieram pra cá pra ter paz? Cara, isso é muito tenso...

    — Que bom que intendero. Tô fazeno o que posso, Rotor. E tô fazeno sem o Eggman sabê.

    — Então o senhor é mais bondoso que eu imaginava. É praticamente um herói pra essa gente – Disse Amy, com um sorriso.

    — Longe disso, oxe. Tô mais pra um sobrevivente... E essa gente toda tá comigo nessa. Samo uma família de sobreviventes.

    — Pode ser, mas...

    E logo, atrapalhando a conversa, uma forte explosão é ouvida da superfície. Todos então se levantam assustados, inclusive Barão, que diz:

    — Quê tá haveno? DIGAM!

    Uma felina legionária que estava a frente de um dos computadores da sala, diz:

    — Senhor, estamos sofrendo um ataque! 

    — A-ataque? Por quem?

    — Os rastreadores informam que toda a base está cercada e... Bem, nossas defesas iniciais estão baixas por causa da invasão dos Lutadores da Liberdade.

    — RAPIDO, LIGUE TODAS AS CÂMERA! VAMO NO VISUAL!

    — Afirmativo. Ligando todo o sistema de monitoramento da base em três, dois, um...

    E instantâneamente todos os monitores mostraram que vários veículos com tração estavam se aproximando, desde jipes até tanques de guerra. E, para surpresa de todos, Jack Coelho estava se aproximando pelo portão principal da refinaria.

    — Aquele miseráver pilantra traiçoeiro tava de tramóia esse tempo todo!

    — Eh... Barão... A-acho que preciso te dizer uma coisa... – Disse Rotor, um pouco tímido.

    — Que que tu quer falá?

    — Tipo, nós estávamos na cidade Sand-Blaster antes de virmos para cá... Então, ele pedir algo em troca. Mas claro que a gente não ia fazer nada...

    — Fala logo, Rotor! Não temo tempo!

    — Ele pediu pra gente pegar de você um capacitor de nêutrons... Mas a gente não ia fazer isso de...

    — CAPACITOR DE NÊUTRONS?! POR MINHA DEUSA ARORA QUE TANTO EU REZO NESSA VIDA...

    — O que foi? Porque você está dizendo isso?

    — Ocês não sabem... Ele planejou fazê isso tudo! Isso que tu disse...

    — O que tem?

    — Ele mandou um recado pra eu sabeno que ocês iam vir aqui e abrir o bico!

    — Hã? Mas o que isso tem a ver? Um capacitor de nêutrons só serve pra passar um...

    — OCÊ NUM SABE DE NADA! ELE MANDOU O RECADO! ELE QUER DESTRUIR TODA A REFINARIA!

    — COMO É?

    — É ISSO MERMO! A refinaria é um imenso e monstruoso capacitor de nêutrons!

    — Minha nossa! Então ele nos usou pra...

    — Sim! Ele dexô ocês virem aqui pra dexá minhas guarda baixa pra poder atacar! Depois da nossa última treta as defesa da refinaria ficaram limitadas. Ocês derrubaram as última!

    — Mas não foi nossa intenção... – Disse Amy, um pouco preocupada.

    — Não, ocês não tiveram... E Jack sabia disso e se aproveitô de ocês.

    O momento era tenso, pois as tropas dos legionários sombrios do deserto não tinham recursos suficientes para impedirem essa incursão. Mas Barão, depois de pensar, diz:

    — Esse miseráver tá blefando.

    — Hã? Blefando? Mas ele está atacando sem parar!

    — Se eu tamém não tenho recursos Intaum ele tamém não tem. Might destruiu os tanque dele como se fosse papelão... Ele não poderia...

    Mas não houve tempo para ponderações. Embora Barão tivesse mesmo razão em afirmar que Jack também estaria desarmado, pois os Chaotix tinham causado um duro golpe a artilharia do coelho líder dos Sand Blasters, o monitor mostrou o contrário: Jack havia parado seu jipe próximo às dependências da refinaria e, para surpresa de todos que estavam olhando, pelo menos dezenas de robôs humanóides começaram a aparecer correndo, e estes pareciam fortemente armados. Metralhadoras laser, rifles, granadas... Parecia um pesadelo, mas era verdade: Jack tinha robôs em seu maquinário, causando estranheza em Rotor.

    — Cara, mas como? Ele nunca teve essa coisas!

    — Não, Rotor... Tô ligado no que ele fez...

    — Será que o senhor poderia dizer logo o que está acontecendo aqui? – Disse Amy, irritada.

    — Ele desgraçado tá usando meu lixo contra mim. Esses robô tinha sido descartado pelo Dr Eggman um cadin atrás... Ele escondeu o oro até um momento propício... Miseráver lazarento!

    Rotor, percebendo que as coisas só pioraram, logo pediu a Tails.

    — Tails, tenta chamar o Sonic! Essa sim é uma encrenca que só ele daria cabo...

    — Não adianta, Rotor. Eu tinha tentado mais cedo... Algo está bloqueando o sinal...

    — Não é possível! Mas a gente ouviu a voz da Sally...

    — Sonic e os outros devem estar com problemas em Nova Mobotrópolis. Só somos nós aqui, não tem jeito.

    — Barão, você conseguiria contatar Nova Mobotrópolis com seu equipamento?

    — O que, ocê tá loco? Se eu fizer isso Eggman ficará sabeno no mesmo momento. Eu estaria frito na hora! – Disse Barão, pegando uma espingarda laser.

    — Espere... Porque você pegou essa arma?

    — Proque? Tamo tudo correno perigo, abestado! Nós tem que lutar contra esses robô aí! Não tem outro jeito!

    Frente a iminente batalha que teriam que enfrentar, Rotor começou a raciocinar. Não havendo outra alternativa, logo tratou de dizer a todos:

    — Muito bem então... Teremos que lutar ao lado do Barão. Bunnie precisa ser protegida, assim como toda a refinaria. Então precisamos agir, equipe.

    E enquanto ia até próximo a um mapa holográfico da refinaria, diz:

    — Tails, peço que vê na para a ala da enfermariada base e ajude aos legionários em tudo que eles precisarem. Como eles mexem em maquinários, precisamos ter certeza que tudo vai funcionar bem.

    — Você quer que eu cuide de um Dome de legionização do Eggman? Mas...

    — Não temos tempo a perder. No momento estamos no mesmo lado, que é ajudar a bunnie. Não estamos ajudando Eggman.

    — Tu-tudo bem, eu entendi.

    — Amy e Big, vocês vem comigo...

    — Espera... Você vai mesmo fazer o que estou pensando?

    Rotor então aperta um botão em seu cinto, ativando a sua nanosuit. E ele responde a Amy:

    — Sim, Amy... Nós vamos lutar. Nós vamos salvar a Bunnie e todo mundo dessa refinaria!

    Os robôs não tiveram dificuldades de entrarem na refinaria, conseguindo destruir o portão principal sem maiores problemas. Com isso, vários Sand Blasters lacaios de Jack também conseguem entrar, com o apoio de seus aliados metálicos. Os legionários sombrios que tentavam a todo custo impedirem a invasão eram facilmente vencidos pela força do suposto exército de robôs de Jack Coelho. Mas ao chegarem próximo ao elevador, eis que estavam lá, perfilados, Amy, com seu martelo piko piko, Rotor, vestido com sua nanosuit, Big, com seus poderosos punhos, e Barão, com sua espingarda laser. Não havia tempo para arrependimentos. Era hora de lutarem por todos da refinaria e, principalmente, por Bunnie.

    E lá vamos nós para mais um estágio!

    Refinaria Oil Ocean –Mid Boss Battle: Sand Blasters' Assault Robots

    (Música sugerida: “I Stand Alone” de Godsmack)

    Eram seis robôs batedores fortemente armados. Ao avistarem os Lutadores da Liberdade prontos para o combate, começaram a preparar seu armamento, abrindo fogo contra os heróis sem perder tempo.

    “Eu já lhe disse uma vez

    você não pode me controlar

    Se você tentar me derrubar você vai se quebrar

    Eu sinto tudo que você não faz por mim

    Estou lhe tirando de mim

    Você foge”

    Para evitarem a saraivada inicial Dev projéteis, todos conseguem usar as paredes e destroços da base como abrigo. Sob cover, Barão se levanta e, usando de sua espingarda laser, usou de sua mira óptica para atingí-los com mais precisão. Com um único tiro conseguiu atingir uma das granadas que estavam alojadas na lataria de um dos robôs, fazendo-a explodir. O impacto foi monstruoso, tendo efeito em toda a estrutura da ala onde estavam no momento. Uma fumada escondia os efeitos. Com Rotor olhando, impressionado com a habilidade de Barão, diz:

    — Nossa... Já? Com um tiro você já conseguiu destruí...

    — Não... Não se iluda, Rotor. Tamo só no comecin... Esses robô não são simples robô... 

    — Como assim?

    E enquanto tinham a breve conversa, os todos continuavam a caminhar, atirando em seguida. Barão continuou, se abrigando novamente ao cover:

    — Esses robô são da série T do império de Eggman.

    — “Titan”?

    — Sim... Intaum ocê conhece...

    — Do que vocês estão falando? – Perguntou Amy, preocupada.

    — São robôs resistentes. Eggman os criou para resistir por mais tempo ao Sonic e Shadow... Eram a força de elite dele...

    — Exatamente, morsa. Tamo lutano contra uns bem duro na queda. Vamo ralhar um cadin aqui... – Falou Barão, recarregando sua arma.

    “Eu... me mantenho sozinho

    Por dentro

    Eu... me mantenho sozinho”

    Os robôs não pareciam intimidados com a boa mira de Barão e, para fazê-los saírem de onde estavam, arremessaram uma granada em direção e eles. Isso foi sabido pois Rotor recebeu o rastreamento em sua roupa, avisando:

    — NOSSA! ENTES JOGARAM UMA GRANADA! TEMOS QUE...

    Mas não foi tão necessário assim uma fuga repentina: Big, atento ao que lhe fora arremessado, esmurrou o explosivo, o jogando de volta contra os robôs, que se esquivam. A granada então foi ao encontro de um jipe da primeira tropa de Sand Blasters, explodindo o veículo e causando ferimento aos soldados de Jack. Rotor, aliviado, diz:

    — Isso, Big! Você pensou rápido!

    — Eles estão vindo... – Disse o grande gato, olhando para os robôs.

    — Nossa... Time, hora de atacar! Eles estão nos empurrando pra trás assim!

    — Tá! Então chegou a minha vez! Ah! – Disse Amy, pulando do cover, em direção a dois robôs.

    — Amy?! Não... Não faça isso!

    Mas parecia que a ouriço rosa sabia o que estava fazendo. Ao executar o salto de fé, percebeu que abririam fogo contra ela e, se protegendo com seu martelo, assim que chegou ao solo golpeou o chão com tanta força que fez praticamente tudo estremecer ao redor, causando desequilíbrio pé parte dos robôs. Era impressionante o que Amy havia feito. Rotor, aproveitando o momento, concentrou energia em uma de suas mãos, que estavam com luvas de sua nanosuit, jogando o feixe de energia contra todos os robôs, fazendo-os irem para trás.

    “Está sempre se escondendo atrás da sua tal "Deusa"

    Ainda acha que não conseguimos ver seu rosto?

    Ressurgido antes do último caído

    Agora eles estão presos até que eu possa fazer do meu próprio jeito

    Eu não tenho medo de sucumbir”

    Conseguiram impedir que continuassem progredindo, mas de forma breve: assim que conseguiram se levantar, voltaram a andar em direção ao elevador. Os Lutadores da Liberdade estavam mesmo frente a um inimigo bem difícil de lidar.

    No lado de fora da refinaria estava Jack Coelho junto aos Sand Blasters. O coelho caolho só observava, como se tivesse mesmo controle da situação. Monitorando o avanço de seus robôs em seu radar, contemplava seu plano estar funcionando. Um de seus aliados, Shift E. Lobo, um lobo do deserto, com pelugem marrom, que trajava um colete e calças pretas e tinha uma corrente enrolada em seu pescoço, logo diz:

    — Estamos indo bem, chefe. Acho que tá na hora da fase dois.

    — Eh... Não.

    — Não?! Mas nós...

    — Carma, Shift... Carma... Vamo dexá eles bruncá um tico... Depois a gente entra na brincadeira tamém, hehehe...

    Retornando aos problemas, o embate se tornou mais terrível, com os robôs avançando cada vez mais. Rotor passou então a entrar em luta corporal, executando fortes socos contra os robôs, sendo ajudado por Big. De fato, até estavam conseguindo impedir seu avanço, mas os tiros desferidos pelos que estavam mais distantes eram um grande problema. Amy então se colocou a frente, pulando contra um que atiraram sem parar contra nossos heróis, golpeando-o com seu martelo piko piko.

    — Ah não... Para de atirar, desgraça! Ah!

    “Eu me mantenho sozinho

    Sentindo seu ferrão em mim

    Eu não morrerei por isso

    Eu continuo sozinho

    Tudo em que eu acredito está sumindo

    Eu... mantenho sozinho

    Por dentro

    Eu... me mantenho sozinho”

    No lado de fora a movimentando aumentou, vários Sand Blasters chegavam, deixando tudo ainda mais tenso. Um deles era Jolt Papaléguas, que tinha plumagem verde e que usava uma jaqueta roxa e tinha um punhal na bainha. Como todos devem saber, ele tem como Marie virtude a velocidade.

    — Pronto, Jack... Já cheguei... E a fase dois?

    — Carma... Tá quase na hora... Sem pressa... Aproveita a música, que tá bem boa...

    A luta na refinaria seguia tortuosa. Por mais que tentassem, o cansaço já era aparente. Até mesmo Barão, que conseguia acertar sua tiros em locais críticos nos robôs já esboçava que não suportava mais tanta fuga. Mesmo estando em cover atrás de uma parede, era visível o esgotamento por parte de todos.

    — Rotor... Esses fio de uma torradeira elétrica tão casca grossa demais. Meus legionários tamém não tão guentando...

    — Não! A gente tem que continuar!

    “E agora é minha vez 

    (agora é minha vez!)

    É minha vez de sonhar 

    (é minha vez de sonhar!)

    Sonhar com os céus 

    (sonhar com os céus!)

    Me faça acreditar que esse lugar é invadido

    Pelo veneno em mim

    Me ajuda a decidir se meu fogo vai se acabar

    Antes que você possa respirar

    Respirar dentro de mim”

    Não havia tempo para pensar. Ou continuavam lutando, esgotando todas suas energias pois ou todos que lá estavam teriam seu fim, inclusive Bunnie. A missão era uma só e Rotor não parecia disposto a se entregar tão facilmente.

    — *Isso é ruim... Nós viemos de tão longe para achar a Bunnie e conseguimos... mas... Esse ataque... Se ao menos o Sonic estivesse aqui... NÃO! NÓS PODEMOS! Nós chegamos aqui e estamos dispostos a salvar a Bunnie... e a todos dessa refinaria. Não importa se eles servem ao Eggman. São pessoas com sonhos, como nós... Só nos resta então...*

    E o morsa, sabendo da gravidade da situação, grita:

    — TIME, VAMOS NESSA! VAMOS ATACAR COM TUDO!

    —Mas Rotor, essas coisa... – Disse Barão, sem entender.

    — Precisamos... PRECISAMOS, BARÃO! POR TODOS AQUI! E PELA BUNNIE! LUTADORES DA LIBERDADE, ATAQUEM!

    E todos partem juntos, usando tudo que tinham. Inclusive Barão, que saltou para frente, já mirando conta os robôs e atirando. Amy usou seu martelo mais uma vez e golpeou três ao mesmo tempo com uma força ainda maior que antes, jogando-os para longe. A intensidade do último ataque da ouriço rosa foi tanto que os robôs caíram a frente de Jack Coelho, fora da refinaria. Mas o ataque ainda não acabou: Big, a exemplo de Amy, golpeou outros dois robôs para além da refinaria, levando-os até além do que Amy havia feito. Os Sand Blasters só observavam seus robôs serem arremessados, sem esboçar muito além. Mas faltou a Rotor se manifestar: vários compartimentos de sua nanosuit começaram a se enrijecer, formando em um de seus braços um canhão. Ele, quase sento atingido por quatro robôs, diz:

    — Essa roupa foi feita pela minha amiga Nicole. Ela não está aqui mas ela me deixou uma surpresinha pra vocês. Então é hora da versão portátil do PROTON CANNON!

    “Eu... me mantenho sozinho

    Por dentro

    Eu... me mantenho sozinho

    Sentindo seu ferrão dentro de mim

    Eu não estou morrendo por isso

    Eu... me mantenho sozinho

    Tudo em que eu acredito está sumindo

    Eu continuo sozinho

    Por dentro...”

    O tiro foi certeiro e a força era descomunal. Rotor usou o canhão de prótons que Nicole havia desenvolvido. Toda a nanosuit do morsa era formado por nanites, que se moldaram para formar a arma mais poderosa de Nicole. Mas tinha um preço: seu traje. A energia utilizada sacrificou sua última arma. Ao fim, para encerrar o embate, Barão executou um tiro concentrado certeiro na cabeça de um dos ricos remanescentes, o neutralizando. A ameaça foi evitada momentaneamente.

    Enquanto isso...

    Ala de enfermaria da refinaria Oil Ocean.

    O interior da refinaria estava em um clima tenso. Vários legionários sombrios do deserto corriam para todos os lados para proteger uma possível invasão. As explosões da superfície do deixaram a situação pior, tendo em vista que haviam duas pessoas precisando de total atenção na ala médica. Tails estava ajudando a alguns legionários a aumentar a potência do domo onde Bunnie era mantida para terminar sua legionização ou seja lá o que aconteceu. Percebendo que as coisas lá em cima não estavam muito animadoras, Tails então diz a um dos legionários que cuidava da ala da enfermaria.

    — Olha... Eu acho que seria melhor retirar os pacientes daqui. Tá fazendo muito barulho lá em cima e...

    — Estou sabendo disso, mas só há mais uma pessoa fazendo uso de um dos leitos.

    — Só uma? Então melhor tirá-la daqui.

    E da cama do leito uma voz é ouvida.

    — Não, eu não posso sair daqui.

    — Hã? Que-quem é você? Seu rosto... é familiar.

    Era Matilda, irmã de Might. Ela estava ferida desde o último embate contra Jack. Foi ela quem protegeu seu irmão e quase morreu feira de golpear um míssil arremessado pelas forças do coelho caolho líder dos Sand Blasters. Ela é um tatú com casco verde musgo e com sua pele em tom esverdeado. Como ela era uma legionário, seus braços eram de metal desde seus ombros. Tails, surpreso, diz:

    — Você parece mesmo familiar...

    — Eu sou a irmã do Might. Me chamo Matilda.

    — IRMÃ DO MIGHT?! Mas entre nunca disse que...

    — Meu irmão conseguiu me achar aqui. Ele não escondeu isso de ninguém. Só não tinha certeza que eu estivesse viva.

    — Nã-não, tudo bem... Puxa, deve ter sido bem emocionante o reencontro de vocês.

    — Foi sim... Ray abriu meus olhos. Eu renegada meu irmão, mas aquele esquilo voador me fez perceber que família é algo mágico, que se deve valorizar ao máximo...

    — Ray sempre foi assim, assim como todos os Chaotix.

    — Sim, concordo. Todos eles nos ajudaram...

    — Mas porque você disse que não pode sair daqui?

    — Eu devo ficar aqui por causa de meu irmão. Ele disse que sempre viria aqui me ver quando pudesse... e ele prometeu.

    — Nossa... Então não é uma boa ideia. Mas você corre perigo aqui...

    — Eu sei me defender...

    — Não. Você está fraca. Não se esforce...

    O empenho do simpático menino raposa era louvável. Mantinha sua atenção ao domo onde Bunnie se encontrava, assim como a segurança dos demais legionários. A forma como conseguia manusear o maquinário do lugar era impressionante, tendo em vista que estava ali por pouco tempo.

    Mas as coisas não iriam ser tão simples de se resolver. Lembrem-se que Jack Coelho e sua trupe não estavam tão exautados como de costume. O coelho parecia agir com tranquilidade no lado de fora da refinaria. Mesmo ao observar seus robôs serem praticamente chutados de dentro do lugar, manteve-se calmo. Nesse meio tempo, mais dois de seus capangas haviam chegado: Avery, um urso pardo enorme, tão forte quanto big, que usava uma camisa azul surrada, calçando botas e luvas pretas gastas e tinha um cinto de utilidades amarelo; e Tex, um lagarto verde vestindo um colete vermelho, assim como luvas e botas. Descendo dê mais um dos jipes, Tex diz:

    — Chefe, acho que chegou a hora...

    — Muito bem... Avery?

    — Sim, chefe?

    — Aprochegue aqui um tico...

    — Diga.

    — Pode começá a fase dois do plano. Chegô a hora. Abre a porta e pode ralhar a vontade. Só num mata ninguém. Dexa vivo pra eu, hehehe...

    — Tudo bem, chefe. Pode crer que isso vai ser um prazer...

    Foi um grande erro Barão não ter fortificado mais sua base. Foi um enorme erro Rotor e os outros terem vindo a refinaria sem antes terem avaliado melhor a “benevolência” de Jack. E foi um erro gigante ambas as partes terem menosprezado o coelho. Porque isso está sendo dito, vocês devem se perguntar. Simples resposta: Jack havia se aproveitado de um ponto fraco da refinaria. Os Sand Blasters não tinham a intenção de entrar na refinaria pela porta da frente. Jack sabia que o que tinha de mais valioso no lugar era no subsolo. E foi por lá mesmo que Avery, usando de sua força, socou as sólidas rochas do contorno da refinaria com tanta força que conseguiu rachá-las. E se aproveitando dessas saliências, colocou bananas de dinamite e explodiu o enorme paredão rochoso, dando acesso total ao subsolo.

    Ao fazer isso, um estrondo é ouvido, surpreendendo a todos, inclusive Tails. Não havia tempo para fazer nada. O exército dos Sand Blasters conseguiram invadir a base no seu lugar mais frágil, capturando a todos alí presentes. Tails nem esboçou reação, pois várias armas laser foram apontadas para sua cabeça e para todos que estavam no recinto.

    Na superfície, os Lutadores da Liberdade, junto com Barão, ainda estavam em euforia por terem vencido, mas por pouco tempo. Logo um dos monitores da refinaria se liga a frente deles, com Jolt dizendo:

    — Vocês todos... Parem de lutar imediatamente, senão...

    — Hã? Como que esse infeliz conseguiu entrá no canal de vidro daqui? – Disse Barão, bastante surpreso.

    — Mas o que... Ei! Porque está dizendo isso! Nós acabamos de vencê-los e...

    E Jolt vira a câmera para o lado, mostrando que Tails e os outros agora eram prisioneiros dos Sand Blasters. Rotor e os outros ficam chocados com o que viram.

    — Mas como eles conseguiram entrar? A gente estava o tempo todo aqui... – Disse Amy, sem entender.

    — Eles tão um passo a nossa frente... Dessa vez esse cuelho lazarento agiu de tramóia das boa...

    — Não... Isso não pode estar acontecendo... Nós faremos todas as nossas forcas pra impedir que entrassem... – Disse Rotor, talvez o mais impactado.

    E Jolt conclui:

    — Agora que conversamos, tá na hora de vocês fazerem parte da nossa festinha. Estão vendo os nossos companheiros Sand Blasters chegando? Por isso, eles irão trazê-los até aqui... E não quero nenhuma reação, senão tudo mundo aqui morre.

    No lado de fora, Jack Coelho observada tudo na malote tranquilidade possível. Retornou então até o jipe, parecendo que iria pegar algo.

    Minutos depois...

    Subsolo da refinaria Oil Ocean, crise no deserto.

    O clima era de desolação. Todos os legionários estavam presos, com armas apontadas para eles. No centro do lugar, ajoelhados, estavam Rotor, Amy, Big, Tails e Barão. A frente deles todos os robôs, que estavam enfileirados formando um corredor, que dava para a saída do elevador. Um silêncio logo tomou o lugar. O nível de tensão era enorme. Logo o elevador desvia lentamente, até chegar ao destino. As portas se abriram, mostrando quem estava lá dentro: era Jack Coelho, segurando um taco de beisebol com o emblema dos Sand Blasters gravado na ponta. Ele, com um olhar de menosprezo, começou a caminhar em direção aos Lutadores da Liberdade, dizendo:

    — Hum... Isso aqui vai virar um mar de óleo logo logo...

    Continua.


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