ANUON 9999

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    12
    Capítulos:

    Capítulo 19

    O segredo de Kaede - Parte Final

    Violência

    Naquela mesma noite, sirenes já podiam ser ouvidas próximo ao Dojoh. E logo a polícia chega até a porta de sua casa.

    — SR. RYAKA... SAIA COM AS MÃOS PARA CIMA! AQUI É A POLÍCIA!

    E o senhor Rayka diz a sua esposa:

    — Fique aqui. Não saia até eu te chamar.

    — C-Cuidado, meu bem...

    E, no momento que iria sair, ouvem-se barulhos de espada, que pareciam vir de dentro da casa. Algo de anormal e muito estranho havia acontecido dentro daquela moradia, era o que os policiais desconfiavam, ao observar vultos transitando no interior da residência e ao ouvir ruidos. Com a polícia entrando, por causa da demora em responderem, observam uma cena chocante: O pai de Kaede estava segurando uma espada suja de sangue e, ao chão, o corpo de sua esposa, retalhado. Um dos policiais, surpreso, diz:

    — LARGUE A ESPADA E PONHA AS MÃOS PARA CIMA, SEU MANÍACO!

    — Esperem! Eu... Eu...

    — CALE-SE! DEITE-SE AÍ NO CHÃO, AGORA!

    — Minha mulher... Minha filha...

    — VEJAM SE ESTE ANIMAL FEZ ALGUMA COISA COM A FILHA DELE! PROCUREM-LA!

    E logo os policiais pegam Kaede no colo. A levam, junto com o pai, que é algemado e levado a prisão em seguida, já dentro de uma patrulha. 

    E toda a cidade toma conhecimento, depois de que foi noticiado na TV. Muitos moradores se manifestam de forma violenta: incendeiam sua casa!

    Seus familiares, estes que tinham seus próprios Dojoh ou viviam suas vidas normalmente, quiseram distância do ocorrido. Diziam que foi um fato isolado e que o pai de Kaede não fazia justiça a família. No fim, deram como se fosse um louco.

    A Jovem Kaede, para fugir da perseguição a qualquer membro daquela família, foi adotada por sua avó, mãe de sua mãe. Para evitar problemas, Kaede mudou seu sobrenome para o mesmo de sua avó: Kuroshima.

    Até hoje tudo isso foi explicado a Kaede dessa forma. É evidente que muitas dúvidas averbamento o ocorrido, mas a jovem tem seu pai como uma pessoa odiosa, pois dei fim a sua mãe a sangue frio. Ao fim da história, Kaede começa a chorar, tamanha é sua raiva por seu pai.

    — Aquele louco... Ele matou a minha mãe e desgraçou o nome de minha verdadeira família. Ethan... Eu agora sou uma pessoa sem identidade...

    — Kaede, não chore! Isso já passou. Agora tem sua própria vida. Sua avó a ama - Disse Ethan, consolando a jovem com um abraço.

    — Mas Ethan... é difícil viver escondendo isso. E ainda tenho que conviver com estes fantasmas do passado.

    — Não se torture. Você não tem culpa de nada.

    — De nada serve minhas habilidades... Se eu mostrá-las em público, eu serei perseguida.

    — Porque?

    — Simples, Ethan: este estilo de luta é muito conhecido por entendidos em artes marciais. Nunca poderei participar das aulas de judô da escola. Pior: todos irão me odiar pela desgraça que eu carrego comigo.

    — Ninguém é obrigado a isso, Kaede. Mas deveria se orgulhar desta doutrina.

    — Não, de forma nenhuma! Foi com ela que meu pai matou minha mãe. Logo usando uma doutrina que valorizava a vida... Triste ironia.

    — Mas espere, Kaede... Se seu pai matou sua mãe e foi preso, QUEM TE ENSINOU A LUTAR? Você era muito nova para aprender algo naquela época.

    — Minha avó me levou a última remanescente da minha família em Kyoto. Minha tia.

    — Última? Sua tia?

    — Sim. Pois quando começaram a perseguição a minha família, ela, de alguma forma, sumiu da cidade...

    — E não tem idéia pra onde foi?

    — Diz minha avó que ela agora vive em um templo, no meio de uma floresta...

    — Sozinha?

    — Sim...

    — Kaede, acho que você precisa voltar até lá.

    — Porque, Ethan?

    — Para conseguir respostas...

    — Respostas?

    —Sim! Você está só por dentro. Sei que sente aquele vazio, que a incomoda. Você já não consegue viver com essa angustia. Seus amigos e parentes irão te ajudar. Conte comigo nisso. Seria muito bom conversar com ela.

    — Você iria comigo?

    — EU?

    — Sim. Sabe, depois desta conversa, acho que você conseguiu abrir meus olhos... - Dust a jovem, fitando Ethan nos olhos.

    — Kaede, não me olhe assim...

    — Porque?

    —Sem querer ser galanteador, mas sua beleza me deixa sem jeito.

    — Hahaha... Ethan, seu palhaço! Tu não tem jeito mesmo...

    Ao mesmo tempo, no quarto de Ethan...

    Anuon, depois que Kaede saiu com Ethan, disse:

    — Humana detestável... Ethan perde seu tempo em dialogar com ela. Temos muitos problemas para resolver, todos aqui correm perigo e agora vem esta arrogante nos dizer de que não precisa de ajuda. Se Ethan não tivesse aqui, lhe daria uma lição...

    Anuon pula até a janela e começa a observar as estrelas.

    — Natureza... Temos tanto! Mesmo com toda violencia a ti, continua a me encantar... Estrelas no céu... Me lembro de minha terra natal... Paz... Pena agora ser coisa de um passado distante, que dia após dia fica mais e mais distante...

    E, abaixo onde estava, alguém diz:

    — Gatinha... Você fala bem, sabia?

    — Quem está aí? - Disse Anuon, mostrando os dentes, já com sua pelugem ouriçada.

    — Hehehe... Não se assuste. Meu nome é Kenta!

    — Um humano? O que sabe sobre mim?

    — Anuon 9999... É assim que se chama, não? 

    — Que audácia... O que importa?

    — Hehehe... Anuon. Bonito nome...

    — O que você quer aqui?

    — Só conversar.

    — O que?

    — Por isso... Aquele rapaz se chama Ethan, não?

    — QUEM É VOCÊ? O que quer de nós?

    — Ethan é seu dono, não?

    — ELE NÃO É MEU DONO!

    — Ei, não precisa gritar!

    — Você não manda em mim! 

    — Hehehe... Já percebi que você não gosta de levar desaforos...

    — QUAL É O SEU OBJETIVO AQUI? Última chance.

    — Nada... Eu gosto de felinos... E você é muito bonita, gatinha...

    — Você me incomoda sabia, humano? Vá embora daqui!

    — Não posso...

    — Porque?

    — Porque preciso lhe dizer algo...

    — Diga logo e vá embora!

    — Ethan foi atacado por uns caras aí, a mando de mim... Mas tudo está bem com ele. 

    — O QUE? COMO OUSA FAZER TAIS COISAS E AINDA DIZER ISSO NA MINHA CARA?

    — Hehehe... Só fiz isso porque vim aqui fazer algo que me incomoda muito...

    — O que?

    — Dizer que Ethan não passa desta noite. E acredite, não há nada que possa fazer pra evitar.

    — O que?

    Pelo visto mais problemas estão por vir...

    Continua. 


    Somente usuários cadastrados podem comentar! Clique aqui para cadastrar-se agora mesmo!