ANUON 9999

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    12
    Capítulos:

    Capítulo 16

    Intimidação

    Violência

    Anuon olhava as estrelas naquela noite novamente. Tentava esquecer, por alguns minutos, os problemas que agora todos estavam envolvidos. Deus de um tempo refletindo, voltou para o quarto de Ethan, observando seu rosto em seguida, este que passava paz. Logo procurou um lugar confortável para dormir, pegando no sono minutos depois.

    Embora os acontecimentos da última noite fossem preocupantes, foi uma noite de sono tranquila por parte de todos.

    O tempo passa...

    Depois de acordarem, Ethan se levanta, lava seu rosto, escova seus dentes e desce as escadas para tomar café. Na cozinha, já a mesa, estava a sua mãe, esperando-o para a refeição matutina.

    — E aí, rapaizinho? Refletiu um pouco mais esta noite?

    — Si-Sim, mãe! Mais uma vez, você está certa.

    — Bem, tome logo seu café, para não se atrasar...

    — Tá! Mãe, liga a TV!

    — Esta bem... Espere...

    Sua mãe se levanta, ligando a TV, no momento em que está começando o noticiário local.

    — Bom dia! Está começando o noticiário da manhã, com as últimas notícias da nossa cidade! Vejam as manchetes:

    Inexplicável! Fenômeno estranho acontece na praça central. Névoa encobre principal praça da cidade. E ruídos estranhos são ouvidos.

    Violência: Guerra de gangues leva desespero na praça. Dois jovens dão entrada em hospital feridos, sem gravidade!

    Mistério: Gangue vulgarmente denominada “Turma R” é encontrada brutalmente morta em beco. A polícia junto a legistas disseram que os corpos estavam completamente irreconhecíveis. Só conseguiram indentificar com exames de DNA.  

    E agora os esportes...

    A mãe de Ethan, ao ver a notícia, se impressionou pois citaram seu filho.

    — OUVIU ISSO, ETHAN? Falaram de vocês...

    — É sim... Nossa...

    — Agora você vê que a coisa é séria, não é, rapaizinho?

    — Sim, mãe. Vou tomar cuidado agora.

    — Faça isso mesmo!

    — Outra coisa mãe: hoje a noite teremos visita. Vou trazer a Kaede aqui para conversar e fazermos a lição juntos.

    — Tudo bem, mas avise a ela que seu pai vai levá-la em casa quando for embora!

    — Tudo bem. Ela vai gostar.

    Tempo depois, na escola de Ethan...

    Chegando lá, mais uma vez o jovem encontrou seu amigo, Ryoga, o esperando no pátio.

    — Fala aí, cara! E como está sua “estranha”?

    — Como assim estranha?

    — Fala sério, cara! A Lupa! Como anda a onda de vocês?

    — Tu-tudo bem... Eu acho... Tipo... Bem...

    — Só isso? E cadê ela?

    — Não sei... Sério, não sei mesmo.

    — Não sabe? Tu levou ela em casa, né? Diz!

    — Ela não quis... E sério, cara... Melhor mudar de assunto...

    — Ah, sei... Conta outra, Ethan! Você é que não quis! Vacilão!

    — Olha, cara... Não precisa falar assim comigo, poxa... Deixa o assunto morrer.

    — Desculpa, cara! É inveja, por você ter tanta sorte...

    — Hehe... Quem sabe você também consiga. Não sei...

    — Tomara, cara! Solidão tortura, sabe?

    — Cara, qualquer coisa estamos aí pra te ajudar.

    — Valeu, Ethan.

    — Relaxa, Ryoga.

    Não demora muito e uma vela jovem se aproxima: era Kaede,l. Ryoga logo tratou de cumprimentá-la.

    — Oi, Kaede! Tudo bem?

    — Si-sim, Ryoga... estou bem...

    — Que arranhão é esse aí na sua testa?

    — É... que... foi... arranhei na cama hoje de manhã! Deixou essa marca horrível...

    — Logo você que é vaidosa...

    — É, mais fazer o que, né? A propósito... Ethan, hoje a noite teremos aquela conversa.

    — Ah, sim... A conversa... Tá legal... - Disse Ethan, desviando o olhar da jovem.

    — Conversa? Que conversa? - Ryoga não tinha conhecimento de nada que aconteceu.

    — É... Bem... É segredo nosso, cara! Fica na sua aí, Ryoga...

    Kaede, deles de conversar com seus amigos, se adianta e entra na escola. O sinal toca e todos entram para suas salas. Mas diante o caminho até a sala de aula, Ryogad diz:

    — Putz, cara... Você é meu heroi!

    — Porque diz isso?

    — Prmeiro Lupa, aquela gata de olhos cor de mel, e agora Kaede, a loira... Queria ter esse sex apeal seu.

    — Que isso, Ryoga?

    — Tu é muito sacana, rapá!

    Após a breve conversa, entes possuem para a aula, que acontessem normalmente. Era um dia como outro qualquer, como se nada tivesse acontecido.

    Horas depois...

    Ethan, Ryoga e Kaede, como faziam sempre após as aulas, caminhavam com destino a suas casas conversando sobre diversos assuntos. Logo Ethan pede licença a Ryoga e diz que ele e Kaede irão a sua casa. Quando Kaede lhe dá as costas, Ryoga não perdeu tempo.

    — Não fica o zero a zero não, cara! Toca a bola, dribla os beques e chuta no angulo! E não se contente em fazer só um gol! Visar os cantos também ajuda!

    — Cara, para com isso! É só uma conversa... Deixa disso, Ryoga!

    — Valeu, campeão! Vai lá e levanta o caneco!

    — Ryoga, chega...

    Minutos depois...

    Casa de Ethan, 18:00.

    Chegando lá, a mãe de Ethan já os estavam esperando na sala. O jovem então apresenta Kardec a sua mãe, que retribui a gentileza, convidando-a a sua casa e que ficasse a vontade. Os jovens subiram as escadas, indo até o quarto de Ethan. Mas um fato foi percebido: Anuon não estava lá. Kaede diz:

    — Ethan, agora que estamos aqui, me diga toda a verdade. E seja sincero. Pode até haver absurdos, porque não espero menos que isso.

    — Tudo bem, Kaede. Pode se sentar.

    — Muito bem...Comece, Ethan - Disse Kaede, se sentando.

    — Bem, tudo começou quando meu pai atropelou uma gata e a trouxe pra cá. Eu decidi cuidar dela até que sarasse, mas quando me aproximei dela, isto eu sozinho com ela aqui no quarto, me ameaçou de morte! Aí...

    E de fato, Ethan contou toda a história até hoje, nos mínimos detalhes. Kaede, transtornada, diz:

    — Ethan, você tem idéia das coisas que me contou? Poderia chamar o manicônio agora e te internar...

    — Kaede, é a mais pura verdade.

    — Mas Ethan, é absurdo demais. Tipo, eu até esperava por uma história fantasiosa, mas não tão absurda assim.

    — Bem, você foi atacada por Lupa, viu o que ela fez a Gangue R... Não é o bastante?

    — Como posso saber? Até hoje não acredito no que vi e eu desmaiei lá na praça. Você pode estar inventando essas coisas sobre Lupa. Tudo isso soa falso...

    — Então que prova seria suficiente pra acreditar em mim? Seus ferimentos e suas lembranças não de dizem nada?

    — Bem, traga aqui esta tal de Anuon. Quero ver se gatos realmente falam.

    — Tudo bem! Vou chamá-la!

    Ethan pôe sua cabeça para através da janela, procurando Anuon, que aparece num piscar de olhos após o jovem chamar por ela, e ele diz:

    — Bem Anuon, esta é Kaede!

    Mas a única ação da felina de olhos rubros foi somente balançar sua cabeça em sinal de desaprovação. Kaede, olhando para Ethan, diz:

    — Ethan, esta gata só balançou a cabeça. Todo gato, cachorro, papaguaio, ou seja, todo bicho faz isso. Você é maluco ou coisa assim?

    — Não, ele não é! - Exclamou a felina, olhado para Kaede.

    Só foi aniônicos se manifestar que Kaede começou a gritar desesperada, não acreditando no tinha acontecido.

    — MEU DEUS! ELA FALOU! ELA FALOU! ELA FALOU!

    — Fala baixo, Kaede! Minha mãe pode ouvir! - Ethan logo avisou Kaede.

    — Mas Ethan, como isso pode ser possível? Então esta história dos animais quererem acabar com a gente é verdade mesmo...

    — Sim, infelizmente.

    — E agora até você está envolvida em tudo isso, humana - Anuon tratou de dizer o fato.

    — Mas e o outro gato, o tal de Fhor?

    — Fhor nunca foi de sociar! Sempre age por conta própria desde que Piece 1 o nomeou líder da prontidão. Agora que mudou seu modo de pensar, acabou se renegando, não querendo a presença de ninguém em sua vida, até mesmo de Piece 1.

    — Mas ele vai voltar?

    — Como eu disse, humana: ele age por conta própria. A dívida que tinha com Ethan já foi paga...

    — Resumindo: ele é um lobo solitário!

    — Chame-o do que quiser...

    — Mas Ethan... E você nesta história toda? Está mesmo disposto a seguir com isso? Deveria chamar a polícia, sei lá...

    — Sim, Kaede... mas minha principal preocupação agora é com sua segurança.

    — Porque?

    —Não seria prudente de sua parte sair sozinha de casa, ainda mais de noite. Pode deixar que, de hoje em diante, eu irei buscá-la em casa.

    — Deixa disso, Ethan! Não preciso de nada disso. Eu sei me cuidar.

    — Kaede, não sabe a gravidade da situação.

    — Sei sim e agora mais ainda.

    — Ethan está certo! Só queremos que saia deste problema sã e salva! Você nada tem a ver com essa história - Anuon mostrou preocupação.

    — Não pedi sua opinião, felina. Não quero proteção nenhuma.

    — Você é louca, humana. Estamos aqui querendo seu bem estar e segurança e nos trada desta forma?

    — E eu tenho nome! Pare de me chamar de humana!

    — Humana arrogante! Nos trata assim depois de salvarmos sua vida...

    — E eu não pedi nada. 

    — O QUE? COMO OUSA FALAR ASSIM COMIGO?

    — E DAÍ? VAI FAZER O QUE, BOLA DE PÊLO?

    — Ei, vocês duas... calma aí... somos amigos...

    Mas como se estivessem com o mesmo sentimento, as duas gritam para Ethan ao mesmo tempo:

    — CALA A BOCA, ETHAN!

    — Ih caramba... essas duas aí... vai dar problema... Falem baixo por favor!

    Ambas se encaram, quase como se fossem brigar, mas Kaede recua e diz:

    — Ethan, me leve até a saída. Não quero ficar mais aqui...

    — Mas Kaede...

    — AGORA!

    Para evitar mais problemas, Ethan atende ao pedido de Kaede e a leva até a porta. Chegando a saída de sua casa, Kaede logo se apresa e vai embora, andando rapidamente. Ethan então vai atras e diz:

    — Kaede, porque fez aquilo?

    — Não gosto que pessoas pensem por mim. Ainda mais em um assunto importante assim...

    — Mas só queremos que não sofra nada. Nossos inimigos não são simples animais...

    — Ethan, não preciso de proteção. Réu sei mesmo me cuidar.

    — Mas isso que não entendo. Vc deveria aceitar numa boa nossa ajuda, mas tratou Anuon com grosseria E até a mim.

    Percebendo que tinha postado um pouco dos limites, Kaede diz:

    — Desculpe-me, Ethan. Mas eu...

    — Você o que?

    — Eu...

    Como estava escuro e entrarem em um lugar distante, perceberam que não estavam seguros no local. Ethan, temendo por sua segurança, diz:

    — Kaede, reparou que esta rua ficou um pouco deserta demais?

    — Sim. Acho melhor Boss apressarmos...

    E os dois passam a andar olhando para todos os lados. O cuidado aumentou pois estava em um clima estranho.

    — Sua casa é longe daqui, Kaede?

    — Sabe... Até me perdi.

    — Caramba... Acho melhor voltarmos, sabe...

    — Concordo com vc.

    E quando estavam voltando, são surpreendidos por um grupo de rapazes, com espadas de madeira empunhadas! Um deles, parecendo ser o líder, diz:

    — Olha o casalzinho andando na calada da noite aqui, galera. “Tchi bunitchinho... ohhhh”... - Disse o estranho, causando risos entre os outros.

    — O que querem? - Perguntou Ethan.

     -O que acha? Dinheiro da passagem, mané.

    — E quanto custa?

    — Quanto você tem?

    — Quer saber? Aqui, toma minha carteira. É tudo que tenho. Só nos deixe em paz.

    — Não é o suficiente...

    — E o que vocês farão agora? Não tenho mais dinheiro.

    — Ah, o resto você paga com ossos e dentes quebrados. Fora o sangue, que dá um desconto no money... Coisa fina, saca?

    Ethan então percebe de que terá de brigar para não morrer. Entra em base de lua e se prepara para a luta. Mas Kaede caminhou colocando-se a frente de Ethan, olhando em seguida para os delinquentes. Ethan se surpreendeu, dizendo: 

    — Kaede, o que pensa que está fazendo?

    — Ethan, eu me encarrego deles.

    — O que? Você está louca? 

    — Em nenhum grau, Ethan.

    — Então? Porque voc...

    — Eu também tenho os meus segredos, Ethan...

    Continua.


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