O Mago Das Espadas Livro 1: Aqueles que Buscam seus Sonhos

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    12
    Capítulos:

    Capítulo 8

    A Escolha de Anna

    Violência

    O menino andava a passos rápidos pelos corredores do castelo, não queria ficar mais nem um minuto naquele lugar, cruel e sádico!

    “Malditos que se divertem com o sofrimento alheio!!!”

    Esbraveja o menino em sua mente.

    “Devia ter dado mais alguns socos naquele velho só pra fazer ele se urinar ainda mais!”

    O menino para por alguns segundos, fecha os olhos e respira fundo.

    “Meu plano foi pras cucuias...”

    Lamenta o menino.

    O plano era aproveitar que Anna estava sobre sua proteção e conseguir alguma recompensa, assim comprar uma casa melhor e se mudar da floresta para alguma vila mais próxima do castelo e assim deixar sua mãe e Mia em segurança enquanto ele ia para Draconia, mas agora...

    “Eu estraguei tudo, MERDA!!!”

    O menino não conseguia ver injustiças e ficar parado, se ele visse alguém incomodando ou fazendo mal a alguém, pode apostar que essa pessoa estaria no chão com o nariz quebrado.

    “E agora que eu soquei aquele babaca, será impossível conseguir uma recompensa... eu tô fudido!!”

    Exclama o menino cabisbaixo.

    “Mas ter quebrado a cara daquele bode velho... Ahhh, isso sim valeu a pena!”

    Um sorriso bobo surgi na face do menino que volta a caminhar até...

    – Ei, espere!!!

    – Hum? – O menino se vira e se surpreende ao ver o jovem capitão correndo em sua direção. – Ei, você é...

    – Capitão Link! – Responde o jovem batendo a mão direita no peito. – Não tive como agradecer pessoalmente sua bravura ao salvar nossa princesa, como pode ver o rei, ele...

    – É um tremendo filho da puta! – Responde o menino sem papas na língua e para sua surpresa o capitão não o corrigiu.

    – De fato meu jovem... Richard... mão é um rei digno, isso posso garantir.

    O menino coça a cabeça.

    – Eu vou ser preso por ter batido naquele bode velho?

    O semblante do capitão era sério.

    – Se fosse em tempos normais... sim você seria... Mas! – Um sorriso de satisfação surge no rosto do capitão. – Como você tinha uma recompensa justa a receber por salvar a princesa, ela foi paga com os dentes de prata do chanceler voando pela sala.

    – Ufa! – O menino respira aliviado ao ouvir aquilo. – Quem bom! Olha desculpe ter feito aquilo tá é que aquele velho me...

    – Obrigado. – Corta o capitão.

    – Como?

    – Meu jovem... – O capitão apoia ambas as mãos sobre os ombros do menino. – Você fez o que todos nós nunca tivemos coragem pra fazer nesses longos anos aqui no castelo! Você lavou a alma de muitas e muitas pessoas que Bartos humilhou, pisou e maltratou... nossos sinceros agradecimentos! – E curva a cabeça deixando o menino constrangido.

    – Ei, ei, sem essa tá! Só fiz o que me deu na telha! Esse é meu jeito de agir, sou meio impulsivo, sabe?

    O capitão levanta a cabeça e responde:

    – Há, há percebesse!

    – Bom, eu vou indo agora, acho que minha presença não é mais benvinda aqui, se quiser mandar um guarda buscar a Anna, digo a princesa eu o guio, mas se quiser mandar depois, estou na...

    – Meu jovem... – O capitão o interrompe. – Sobre a princesa eu tenho um favor a pedir.

    – Um favor? – Pergunta o menino intrigado.

    – Sim... mas não podemos conversar aqui, siga-me! – Exclama o capitão que começa a caminhar para longe sendo seguido pelo menino que só tinha uma coisa em mente:

    “Uma conversa sigilosa, isso não vai prestar!”

    Enquanto isso na cabana da família Maximus...

    – Ele está demorando. – Comenta Mia olhando pela janela, rezava para que seu irmão não fizesse nenhuma besteira, mas já conhecendo seu ego. – Tomara que ele não tenha socado a cara de ninguém.

    – Tomara mesmo minha filha, mas estamos falando do Gládius então tudo pode acontecer! – Exclama sua mãe que varria o chão da casa. – E nossa convidada como ela está?

    Mia se vira para a mãe e responde:

    – Está bem melhor, mas ela pediu pra ficar sozinha com a Ruby, achei isso estranho.

    Helen para de varrer e pensa um pouco.

    – Verdade...

    No quarto do andar de cima...

    A pequena princesa estava sentada no meio da cama, sobre seu colo repousava os restos de sua carta de admissão para Draconia. Tocava nos pedacinhos com cuidado para não danificar ainda mais o papiro. Um sorriso fraco brota em seu rosto enquanto uma lágrima escorrer por sua face que e logo aparada pela patinha de sua mini babá.

    – Não fica assim Anna.

    Ruby tentava consolar a menina, mas sabia que era difícil... quase impossível.

    – Eles vão me força a voltar pra lá Ruby.

    A pequena gatinha não responde, apenas abaixa a cabeça.

    Anna suspira, recolhe com cuidado os pedacinhos da carta os repousando em suas mãos em forma de concha.

    – Tantos sonhos e esperanças destruídos por aquele homem, é como se ele gostasse de me ver sofrer!

    – Anna...

    – Eu não pedi por isso Ruby. Eu não pedi para ir para Draconia, se bem que eu sempre nutri o desejo de estar próxima da minha irmã de alguma forma, sabe?

    – Eu sei! – Responde a gatinha de prontidão. – Você sempre me falava da Elsa e de seu desejo de estar junto dela, sempre fiquei curiosa para conhecê-la e de saber que tipo de pessoa ela é.

    Anna sorri.

    – Ela é uma pessoa muito boa. – Fecha seus olhos e se recorda de momentos felizes que teve com sua irmã mais velha. – Sempre animada, estudiosa, bonita e sempre sorridente, isso até... – O sorriso em sua face murcha. – Até nossa mãe... – Ela não consegue terminar a frase, mais lágrimas caem de seus olhos da cor turquesa.

    – Anna... – Ruby choraminga junto com sua amiga.

    – Eu não vou voltar para aquele lugar Ruby! – Brada a menina. – Eu não posso voltar para junto daquele homem, não posso!!! – Sua voz era de determinação, estava decidida a não voltar para junto de seu pai e das pessoas más que viviam o rodeando como abutres sobrevoando a carcaça. 

    – Então... o que vai fazer?

    A princesa olha sua amiguinha com determinação.

    – Vamos fugir!

    – Mais, hein?!

    A pequena princesa se põe de pé e correr até sua mochila guardando os pedacinhos da carta em um envelope. Conferiu suas roupas que havia trazido, todas bonitas e muito chamativas.

    – Não posso sair daqui usando isso! – Olhou em volta e avistou um guarda roupa, não pensou duas vezes e correu até ele o abrindo logo em seguida. – Ótimo é disso que eu preciso!

    Dentro do guarda roupa várias vestes humildes estavam devidamente arrumadas em motinhos e a princesa percebeu serem todas de tamanhos pequenos.

    – Devem ser as roupas da Mia! – Exclama Ruby.

    – Perfeito! – Responde a pequena princesa que pega uma muda do motinho e as joga na cama e sem pensar começa a se despir tirando a camisola que usava para vestir a peça de roupa que escolheu. – Ruby tranca a porta!

    A gatinha olha hesitante, mas obedece, voa até a porta e com suas patinhas, gira a chave que estava na maçaneta a trancando.

    – Anna tem certeza disso? – Pergunta a gatinha. – As pessoas daqui foram muito boas conosco, salvaram a gente e vamos retribuir fugindo e roubando?!

    Anna já estava colocando a parte de cima da roupa quando ouviu sua amiguinha. Era uma roupa simples que com certeza ela nunca usaria no castelo. Uma blusa rosa escura batida, uma saia rodada na cor verde musgo, achou também sapatos na parte de baixo do guarda roupa e não tardou a calça-los e por fim pegou um lenço estampado o amarando sobre a cabeça e por fim da uma rodadinha e exclama:

    – Tacharam, uma menina normal!!!

    – Você ouviu alguma coisa que eu disse?! – Esbraveja a gatinha inflando as bochechas.

    A princesa franze as sobrancelhas, coloca o dedo indicador direito sobre os lábios e meneia a cabeça em negação.

    Aquilo foi à gota d’água.

    – SUA MALUCA DESMIOLADA!!! – Berra a mini babá furiosa.

    – Ruby não grita podem nós descobrir!

    – Mas é isso que eu quero sua sem-noção!!! – Berra a gatinha voando e ficando cara-a-cara com sua amiga. – Anna, não sei se você se lembra de que ontem à noite nós quase viramos comida de lobo, já se esqueceu!?

    – Eu sei, não sou tão burra assim! – Responde a princesa.

    – Mesmo? Pois não parece! – Rosna a pequenina.

    A princesa por sua vez respira fundo, se senta na beira da cama e diz:

    – Ruby... acredite ou não, vai ser melhor pra todo mundo se eu desaparecer!

    – Como? – A gatinha pousa na cama. – Do que você tá falando?

    Anna se vira e encara sua amiguinha.

    – Ruby eu vou ser sempre grata a essa família que me ajudou e por ser tão grata não quero envolve-los em meus problemas e principalmente com meu... – Ela não consegue terminar a frase.

    – Seu pai?

    A princesa apenas meneia a cabeça em confirmação.

    – Oh, Anna... – A gatinha caminha sobre a cama e fica na ponta das patas traseiras enquanto dá uma pequena lambida na face da menina. – Você acha que ele faria algo de ruim com essa família?

    – Eu não acho, tenho certeza! – Se coloca de pé. – Ele é um sádico que gosta de ver os outros sofrerem, você não viu! Mandou-me chicotear sem remorso algum, esse é o tipo de homem que ele é, por isso é melhor que ninguém fique perto de mim, caso contrário pessoas podem se machuca. Mesmo que Gládius e sua família nos tenham salvado, eles correm ricos também.

    A gatinha ficou séria, não tinha levado isso em consideração.

    – Eu... não tinha pensado nisso...

    A menina suspira.

    – Arendelle não é mais segura para mim Ruby, por isso preciso sair deste reino, o mais rápido possível, custe o que custar!

    A gatinha então responde:

    – Pelo visto... não vou conseguir fazer você mudar de ideia, né?

    – Não mesmo. – Responde a princesa e vendo que nada ia fazê-la mudar de ideia Ruby responde:

    – Bom, se é assim é melhor irmos logo antes do Sol se pôr!

    – Agora você falou minha língua, me ajuda aqui!

    A menina correr e pega os lenções que havia sobre a cama e começa a amarrá-los uns nos outros, Ruby ajudava como podia, segurava com as patinha e apertava com os dentes as pontas.

    Por fim as duas fizeram uma longa corda de lençóis típica para fugas.

    – Maravilha! Agora uma última coisa! – Diz a princesa.

    – O quê? – Pergunta à pequenina e vê sua amiga pegar sua mochila e separa todos os seus vestidos reais que trouxe os colocando sobrea a cama.

    – Espero que isso pague pela minha estadia.

    – Anna...

    A princesa segura uma forte vontade de chorar, não queria ter que fazer aquilo, mas temia mais do que nunca a ira de seu pai.

    “Eu queria muito poder ficar, comer aquela sopinha deliciosa todos os dias, mas...”

    Caminha até a uma escrivaninha perto da cama onde havia papeis e um tinteiro, sem demora pegou um folha de papel, retirou a pena dentro do tinteiro e escreveu. Levou alguns minutos escrevendo sua carta de despedida e pôr fim a dobrou colocando-a junto dos vestidos, amarrou a corda improvisada na perna da cama, abriu a janela e jogou a corda afora.

    –Vamos Ruby!

    – Tá!

    A gatinha alçou voou para fora do quarto, a menina por sua vez se senta no parapeito pronta para descer, mas antes olha para dentro do quarto e responde para o nada:

    – Obrigada... por tudo... – E desce a corda chegando ao chão coberto de neve em segurança, para depois correr floresta adentro deixando a cabana e a família Maximus para trás.

    O cavalo corria a toda velocidade pela estrada, em suas costas carregava o pequeno guardião que se segurava firmemente.

    “Mas que merda!!!

    Brada o menino em sua mente.

    “Se tudo o que o Link me disse for verdade a situação é muito mais séria do que eu pensava!”

    Acelerou o cavalo que desceu a encosta e se embreou pela mata para cortar caminho. A vantagem de morar no meio da floresta era que Gládius a conhecia como a palma de sua mão, assim 15 minutos depois já conseguia avistar sua casa.

    – Estou chegando!

    Assim que se aproximou da casa pulou do cavalo e arrombou a porta gritando:

    – Mãe, Mia! – Elas não estavam no andar de baixo. – Cadê vocês?!

    – Gládius! – Era a voz de sua mãe.

     – Aqui em cima maninho! – Dessa vez foi à voz de Mia e o menino não tardou a correr pelas escadas entrando logo em seguida no quarto de sua irmã onde ambas estavam.

    As feições de ambas eram tristes, Mia estava sentada na cama desarrumada com seus olhos vermelhos e fungando, devia estar chorando já algum tempo. Sua mãe por sua vez estava em pé segurando um pedaço de papel em mãos e pela sua feição também havia chorando.

    O pequeno guardião olhou em volta e reparou que faltava uma pessoa, ou melhor, duas.

    – Mãe, Mia... cadê a Anna e a Ruby?

    As duas não responderam, sua mãe estendeu o pedaço de papel que tinha em mãos para ele que o pega e começa a ler seu conteúdo:

    “Oi... sou eu a Anna... vocês devem estar confusos e se perguntando o porquê de eu ter fugido, né? Bom... é complicado explicar em poucas palavras, mas vou tentar mesmo assim. A Ruby já deve ter contado a vocês que sou uma princesa, certo? Ela tem uma boquinha muito grande, mas eu agradeço por isso, assim não me esqueço de nada!”

    O menino deu um sorriso ao ler aquelas palavras e continuou:

    “A verdade é que... eu fugi do castelo por que meu pai me proibiu de ir para um lugar especial, onde eu poderia finalmente ver a pessoa que eu mais amo no mundo... minha irmã.”

    Gládius arregalou os olhos.

    “Logo que minha mãe morreu, nosso pai nós separou proibindo qualquer contanto entre nós duas, ficamos assim por longos anos, até que um dia minha irmã recebeu um convite para estudar fora do castelo... eu já era sozinha, agora então.”

    O menino se senta na cama e sua irmã e mãe se aproximam dele.

    “Meus dias eram frios e sem vida, eu era como uma boneca de porcelana em uma estante, intocada implorando para que alguém aparecesse e viesse brincar comigo, mas ninguém aparecia, mesmo que eu gritasse e chorasse nunca era ouvida, assim acreditei. Mas então um dia eu vi algo vermelho cair do céu bem nos jardins do castelo. Corri até lá e achei uma pequena cratera e dentro dela uma linda gatinha cor de rosa repousava”.

    – Ruby...

    “Ela foi meio arisca no começo, mas com o tempo nos tornamos amigas inseparáveis, dei a ela um laço que ela usa até hoje e o nome que ela aceitou com todo o amor. De uma boneca fria em uma prateleira abandonada eu me tornei uma menina de verdade, que sente calor, amor e medo... um medo da escuridão que tentava separar constantemente minha irmã e eu. Só que não terei mais medo! Pois agora sei que juntas podemos ser felizes! Unidas podemos vencer qualquer desafio, mas para isso preciso encontra-la e eu sei o nome e lugar que ela se encontra e é para lá que eu vou! A terra da magia e onde o impossível se torna possível, este lugar que busco se chama...”

    – Draconia! – Exclama Gládius sentido seu peito apertar.

    “Agradeço do fundo do meu coração a todos vocês que nos ajudaram. Senhora Helen, Mia e principalmente você Gládius! Obrigado por salvarem Ruby e a mim, que as roupas que eu deixei aí possam pagar pela minha estadia, são roupas nobres que devem valer muitos Gils... Obrigada novamente pela acolhida...”

    “Que a deusa lhes guarde”. 

    “Com amor Anna...”

    E assim se encerra a carta, o menino não conseguia dizer nada apenas olhava fixamente para o papel em suas mãos. Cada palavra escrita ali transmitiam os sentimentos da princesa que eram de angustia, medo, solidão, tudo o que aquele maldito castelo transmitiam!

    “Como ela aguentou tantos anos naquele lugar insano?!”

    Pensa o menino que se levanta. Caminha a passos lentos até a parede do quarto, olhou para ela e viu a imagem do rei, trincou os dentes e na mesma hora socou a parede com toda a sua força abrindo um rombo nela!

    – Gládius! O que você está fazendo?! – Brada sua mãe assustada.

    O menino não ouviu a voz de sua mãe, arrancou o braço de dentro do buraco e o socou de novo, mais uma, duas, três vezes até que abriu praticamente uma nova porta no quarto. O pequeno guardião respirava fundo, não de cansaço mais de raiva e determinação, sentia que poderia matar alguém agora mesmo e de preferência o rei ou aquele maldito chanceler.

    “Ou os dois juntos!”

    Pensa o menino saboreando a ideia.

    – Meu filho se acalme! – Ele sente o toque da mão de sua mãe em seu ombro. – Eu sei que você deve estar se sentido mal por Anna ter nos deixado, mas destruir nossa casa não vai traze-la de volta! – Exalta Helen.

    – É maninho, eu também tô triste, mas nem por isso eu sai quebrando tudo! – Exclama a irmão do pequeno guardião.

    O menino tenta se acalmar, mas era impossível, depois do que viu e ouviu no castelo não tinha como se acalmar.

    – Mãe, Mia... – Se vira para ambas e que se surpreenderam ao verem o menino... chorando...

    Pesadas lágrimas caiam dos olhos do pequeno guardião, lágrimas de ódio, dor e de tristeza por aquela menina que ele conheceu há pouco tempo, mas que sentia a conhecer há muito mais tempo.

    – Ela é forte mãe.

    – O quê? – Helen se aproxima e toca o rosto do filho.

    – Eu não sei se eu aguentaria ficar em um lugar como aquele por tanto tempo sem fazer uma loucura!!! – Brada o jovem. – Aquilo não é um castelo é uma prisão!

    Helen prende a respiração ao ouvir aquilo.

    – Gládius, o que aconteceu lá?

    O menino respira fundo e se senta na cama, sua mãe e sua irmã por sua vez se acomodam em volta dele para ouvirem seu relato, enquanto lá fora nos campos brancos de Arendelle a pequena princesa caminha a passos rápidos sem perceber o peso que carregava nas costas.

    A roda do destino começava a girar...


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