Sonic The Hedgehog: Outside N'Counter

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    Capítulos:

    Capítulo 15

    Residência Maldita Parte Final: Redenção

    Violência

    Uma terrível batalha se aproxima. E perdas são esperadas...

    Todos estavam atônitos com o que estavam presenciando. O poder do mago era tremendo, tanto que Geoffrey diz:

    — Não... NÃO! Não era pra ser assim! NÃO! NÃO!

    — Geoffrey... O que está acon... – Tentou dizer Elias, segurando a espada.

    — NÃO HÁ NADA QUE POSSAMOS FAZER! FIM DE JOGO.

    — Não vim até o fim do mundo para desistir. Nós vamos derrotá-lo!

    — Não existe nada que possa derrotá-lo. Naugus está com seu poder supremo. O portal vai continuar o alimentando para sempre. Ele no momento é um ser com energia infinita!

    — O que? Mas como isso pode...

    — Ah quer saber? Esse coisa feia aí sempre teve poder e a gente sempre chutou o traseiro dele. Não é porque ele ganhou uma truques a mais que isso vai mudar... – Disse Sonic, mostrando confiança.

    — Sonic, Geoffrey parece estar falando sério... – Disse Sally, um pouco preocupada.

    — O seu poder maligno supera qualquer outro que eu presenciei até hoje, Sonic... – Khan estava receoso.

    — Mana, se lembra quando lutamos contra o Overnanter, aquele mago sinistro em Solmerca? Acho que esse aí é bem mais forte... – Disse Leeta, bastante preocupada.

    — Sim... Mas não podemos desistir... – Lyco até manteve o foco, mas também se preocupou.

    — Só eu estou com medo? Olha pra ele... Cara, que tenso! – Larry estava mesmo amedrontado.

    — Larry, de onde venho não se vê esse tipo de coisa. Eu não sei mesmo o que fazer nessa situação... – Vicent não estava tão confiante que antes, ainda que estivesse transfornado.

    A forma sinistra que Naugus olhava para nossos heróis era de desprezo. Já com seu poder concentrado, diz:

    — E que suas vidas cessem agora.

    Naugus combinou todos os seus poderes elementais em seu corpo e, sem pestanejar, soltou todo seu cólera contra todos. O clarão varria a câmara toda, indo a toda velocidade em direção aos heróis. Sentindo que não poderia evitar a colisão, Geoffrey diz:

    — NÃO HÁ COMO SAIR DE SEU ATAQUE! 

    Mas assim que o choque se concretizasse, Vicent se colocou na frente de todos, recebendo a energia de Naugus em cheio. Mas, para surpresa do mago, o jovem consegue segurar seu poder, dizendo:

    — Eu... Eu lutei contra aqueles robôs e eu descobri... Eu descobri que tenho resistência a tiros e até explosões. Esse poder que você tem pelo visto também não me faz mal...

    — Boa, Vicent! Isso aí! Mandou ver! Você ouviu o cara, Naugus! Nós vamos vencer! – Sonic manteve sua confiança.

    — Overlander... Pode ter evitado esse golpe, mas...

    — Mas o que, coisa feia?

    Naugus então levantou seu braço com a palma de sua mão aberta, causando estranheza de todos. Mas bastou somente fechá-la para que uma imensa explosão na frente de Vicent ocorresse, fazendo com que o jovem fosse jogado com violência para trás, assim como todos os outros. O poder de Naugus era absurdo. Com um simples movimentar de mãos já dou o suficiente para derrubar a todos.

    Nossos heróis, embora conseguissem se levantar, estavam machucados com o grande impacto da explosão. Sally, sendo acudida por Sonic, diz:

    — Ele... Ele é muito poderoso...

    — Somente a espada Connery pode causar danos em Naugus, mas nem conseguimos nos manter em pé... – Geoffrey não estava mesmo mostrando confiança.

    — O que vamos fazer, Elias? – Larry estava demonstrando ainda mais temor.

    Elias, ainda ajoelhado, diz:

    — O que sempre fizemos e o que sempre vamos fazer: se levantar e lutar – Disse, caminhando até a frente de todos, com sua espada em punho.

    — Ah é assim que tem que ser! – Sonic se colocou ao lado de Elias.

    Mas antes que pudessem fazer alguma coisa, Naugus novamente os atacou, com uma imensa bola de energia Ixis, bem maior que a de antes. Ele arremessa, explodindo a frente de todos, causando ainda mais danos a todos. A Câmara de Passagem estava até mesmo sofrendo ataques em sua estrutura, com um temor de terra ocorrendo depois da explosão. Nem mesmo Vicent escapou se sofrer com o ataque, mesmo transformado. Todos então levantaram-se novamente, com muita dificuldade. Elias, apoiando seu corpo em sua espada, para se levantar, diz:

    — Nós... Nós não vamos... desistir... nunca... Naugus... Nós vamos vencer... VAI SONIC!

    Sonic havia conseguido evitar o último ataque. Ele apareceu como um raio sobre onde Naugus estava, indo em direção ao mago com seu horning attack. Mas sim que o fez, Naugus o agarrou em seu pescoço, dizendo:

    — Você é muito lento, ouriço...

    Sonic é golpeado pois Naugus com bastante forca. O golpe o jogou para longe, se chocando contra uma parede. Bastante ferido, se apoiou em uma coluna da câmara para se levantar e diz:

    — Cara... Ser chamado de lento pelo Naugus machucou... Aí... Esse cara tá usando hack, só pode!

    — Sonic, ele é invencível! Ele conseguiu te ver! – Sally logo foi acudir Sonic.

    — Hahahaha! Miséria... Miséria... Miséria... Que suas vidas tenham um fim AGORA! Hahahaha!

    Naugus concentrou uma gigantesca esfera frente ao seu corpo, apontando seu cajado. Não perdeu um segundo sequer para arremessar. Todos já esperavam pelo pior, com o projétil energético prestes a tirar-lhes a vida. O desejoso tomou a todos de uma tal forma que, de forma instintiva, Vicent e Khan colocaram-se a frente de todos para tentar protegê-los, ainda que isso fosse improvável. Elias estava desesperançoso, já esperavando pelo pior, mas percebeu uma manifestação curiosa: Larry Lince estava ajoelhado, como se estivesse evocando algo. Foi que justamente naquele momento o rei de Nova Mobotrópolis percebeu que estava chegando o momento da decisão.

    — *Larry... Me lembro que você me disse que quando fica focado em ter sorte, ela acontece de forma inesperada. Mas quando você clama por ela, milagres acontecem... Vai, meu amigo... Faça acontecer seu poder... Precisamos de toda sorte agora...*

    O momento era de aflição. Naugus estava poderoso demais para que nossos heróis pudessem se defender. A única arma que tinham conjura ele era a espada Connery, porém ela só teria efeito se atacasse diretamente o lado Ixis. Os olhares apreensivos de Sally e Elias evidenciava o quão preocupados os irmãos estavam, tendo em vista o quanto já passaram. O rei até mesmo pensou em sua esposa e seu filho, enquanto Sally relembrou todos os seus amigos, os Lutadores da Liberdade. Leeta e Lyco pensaram na sua mãe, Lupe, assim como todos que conheciam no reino da matilha. Larry Lince recordou dos momentos felizes e calmos as margem do rio que cortava a cidade junto com seus amigos, conversando até o sol se esconder atrás das montanhas de Mobius. Khan visualizou todo o reino dos dragões e a harmonia que conseguiu formar depois do domínio de ferro. E Vicent, a todos na cidade e em especial a senhora Betina Coelho e sua filha Beatrice. O momento era de desolação total. Veriam a superfície mais uma vez?

    Mas Larry tinha mesmo um fim do imponderável, que faz milagres e transforma um momento caótico em um tom esperançoso: quando todos estavam prestes a serem dizimados, uma forte barreira de nanites se forma. E uma voz conhecida é ouvida no recinto.

    — Sally, está me ouvindo?

    — Ni-nicole? Nossa... Nicole, você veio... VOCÊ VEIO! – Disse Sally, chorando de emoção.

    A bela IA lince se materializa de frente para Naugus, dizendo:

    — Demorei um pouco para vir, pois não foi fácil hackear uma construção tão antiga.

    — Sua IA maldita! Não se meta na luta! – Naugus não estava gostando.

    — Você não vai conseguir o que quer, Naugus!

    Vicent, ao ver a entrada triufante de Nicole, não poderia ficar calado.

    — Anjo! Puxa vida, como é bom te ver e ouvir sua voz!

    — Ola, Vicent. Estava com saudades de te ver e de te ouvir também!

    — Pena que o momento não é bom...

    — Concordo.

    — Vocês só estão atrasando o inevitável... Me diga, Nicole... Por quanto tempo acha que pode manter essa barreira?

    — O tempo que for possível pra te derrotar!

    — Hahahaha! Vamos ver!

    Naugus estava mesmo disposto a acabar de vez com o embate. Manifestou mais uma vez seu poder Ixis, formando um canhão. Nele um feixe de energia começou a emanar, evidenciando que não demoraria para atirar. Nicole, ao fazer uma leitura do tamanho do poder da ameaça, diz:

    — POR AURORA! RÁPIDO, FIQUEM ATRÁS DA MINHA BARREIRA!

    O canhão é ativado, com o feixe de energia se chocando contra a bateria de Nicole, que até estava resistindo bem. Nicole estava atrás de sua proteção, com suas mãos a frente, como se estivesse segurando. Leeta, preocupada, diz:

    — Nicole, essa barreira...

    — Ele é poderoso demais. Estou usando toda a minha energia pra manter a barreira. Eu não vou suportar muito tempo!

    Mesmo com a ajuda de Nicole, não tinham força suficiente para derrotarem Naugus. Seus poderes estavam num patamar muito acima do que podiam aguentar. O desespero voltou a tomar conta de todos. Mas Larry em nenhum momento ousou em abrir seus olhos, estando no mesmo lugar e do mesmo jeito. Elias olhava seu amigo, percebendo que não deveria perder a fé. Nicole já estava no seu limite. Não podia suportar por muito mais tempo...

    Mas o improvável acontece. Saindo da proteção de Nicole, Geoffrey usou de seus poderes Ixis e se teletransportou então até Naugus, surpreendendo-o. Sonic, olhando, diz: 

    — GEOFFREY, TU ENLOUQUECEU?!

    Mas o jaritataca ignorou o que o ouriço disse, já se preparando para golpear Naugus com um soco. Mas era inútil. O mago simplesmente o segurou, assim como fez com Sonic, e nem ao menos cessou seu canhão.

    — Você pensou mesmo que poderia me golpear, Geoffrey? Será que ficou louco?

    — Sim, fiquei!

    Geoffrey então começou a manifestar seus poderes Ixis, criando uma aura verde que envolveu tudo seu corpo. Com isso, até mesmo Naugus se incomodou, pois estava queimando sua mão.

    — O que está acontecendo aqui?

    — Ah você não se lembra? Meu ex mestre não consegue mesmo se recordar?

    — Não... Você não faria isso...

    — Ah mas faria... aliás, VOU FAZER!

    Geoffrey então se concentra e começa a sugar toda a energia que emanava do corpo de Naugus, diminuindo o ímpeto de seu canhão. No mesmo instante Nicole sentiu um conforto maior em sua barreira inclusive. Ela diz:

    — O poder dele... está diminuindo.

    — O que? É sério, Nicole? – Indagou Sally.

    — Sim. Geoffrey impediu que...

    — Geoffrey não impediu nada... Eu já sei o que ele está fazendo... – Khan estava receoso.

    — Como assim, Khan? – Elias logo foi até Khan.

    — Ele... Ele está anulando os poderes de Naugus... com o próprio corpo.

    — Mas isso... Não, não pode ser...

    — Ele vai dar a vida pra salvar todo mundo! Um outro dejavu... – Vicent se recordou do que fez anteriormente.

    — Não! Ele não pode... NICOLE, ABAIXE SUA BARREIRA! – Gritou Sonic, com um pouco de nervosismo em seu rosto.

    — O que? Sonic, se eu fizer isso, todos nós iremos ser obliterados!

    — Mas Geoffrey... Ele vai...

    Sally foi até Sonic, colocando uma de suas mãos sobre seu ombro, tentando mostrar seu ponto de vista:

    — Sonic... Você entende perfeitamente que as coisas não irão terminar bem, não é?

    — Mas Sally...

    — Geoffrey é um maluco! Não podemos fazer mais nada. Naugus está com um poder absurdo. Se Geoffrey tem algum plano, só podemos deixar mais mãos dele. Ah como ele pôde... Não, nada disso está certo!

    — Todos lá fora estão assistindo a tudo que está acontecendo aqui embaixo... A cidade inteira crê em nossa vitória... Mas... – Disse Nicole, avisando sobre o sentimento da cidade.

    — Estamos em uma guerra, Nicole... Infelizmente há baixas... – Elias foi emblemático.

    — NÃO! Ninguém tem que morrer aqui! Já estou cansado disso! – Sonic estava mostrando insatisfação.

    — Sinto muito, Sonic... Mas sabíamos dos riscos...

    E em seus pensamentos, Larry, ainda do mesmo jeito, tratou em indagar:

    — *Tô ouvindo todo mundo... Tá todo mundo preocupado e não sabendo o que fazer... Uma coisa que eu quero que aconteça mais do que nunca é... que ninguém morra.*

    E agora o combate entra em um momento decisivo. Geoffrey estava dando sua última cartada. Ele percebeu que já não havia muito que fazer a não ser partir para o sacrifício.

    — Geoffrey, pare com isso!

    — Não, Naugus! Eu não vou parar!

    — Se não parar, você...

    — Vou morrer, é isso? Como se eu estivesse muito preocupado com minha vida no momento...

    — Seu verme! Você tinha tanto potencial!

    — Potencial a que? Pois ser seu capacho? Desde o início eu tenho sido um traidor. Eu lutei contra meus aliados, até lhes tirei a paz! Trouxe sofrimento ao meu povo e até tivemos perdas! E você, o que fez pra ajudar? Absolutamente nada! Você não se preocupa com nada ou ninguém a não ser a você mesmo!

    — Tudo nessa vida é poder. As pessoas só te respeitam se você tiver mais poder que elas. É aí que está o equilíbrio da existência: os fortes sobrevivem e os fracos perecem.

    — Você tem conceitos arcaicos do que é a vida... Você não sabe o que é viver, Naugus. Você nunca teve aliados fiéis... gente que está sempre a seu lado pra te ajudar sem querer nada em troca... e você nunca... nunca encontrou o amor...

    Geoffrey logo se lembrou do grande amor que encontrou na vida: Hershey Gato, sua querida esposa e fortíssima companheira de missões. Recordou de cada momento juntos, desde que a conheceu, passando por lembranças que intercalavam momentos de lazer e descontração com sua esposa e até em missões que cumpriram juntos. O jaritataca até mesmo se lembrou de seu julgamento, com Antoine D’Coolette a citando, o que trouxe fúria ao coração de Geoffrey.

    — *Eu errei, Hershey... Errei demais... Mas eu tenho certeza que se você estivesse aqui eu teria acertado... Você era uma parte de mim que foi ceifada... Eu sem você só sou um fracassado traidor... Eu não tenho mais nada a oferecer a essa cidade a não ser minha própria vida. Hershey, você pode não estar aqui mas... eu estou indo te ver, meu amoreco... vamos ficar juntos pra sempre...*

    Os olhos de Geoffrey começarem a brilhar. Além de neutralizar parte dos poderes de Naugus, estava meio que absorvendo uma grande quantidade de energia Ixis, impressionando o mago, que diz:

    — Você está sugando essa energia... VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUE ESTÁ FAZENDO? VOCÊ NÃO VAI SUPORTAR!

    — Quer apostar que vou? E vou fazer mais que isso...

    — O que?

    Geoffrey estava com o corpo repleto de energia Ixis. E pelo seu olhar penetrante, parecia saber exatamente o que estava fazendo. Se afastou de Naugus em seguida, executando um chute, se apoiando no dorso do mago. Com um salto acrobático para trás, colocou-se em base de luta, dizendo:

    — A única forma de vencê-lo é usar fogo contra fogo!

    Geoffrey começa a concentrar uma grande quantidade de energia nas mãos, unindo-as para frente. E um fato impressionante ocorre: a energia que emanava do portal passou a alimentar o corpo de Geoffrey também. Khan, que assistia a tudo, assim como os demais, diz:

    — Ele... Ele criou uma ressonância com o portal usando o poder do Naugus!

    — Geoffrey... ele tem esse poder? – Perguntou Elias.

    — Não como Naugus... Ele... Ele está usando a própria energia vital para suportar tanto poder!

    — GEOFFREY?! Não... Ele não pode fazer isso... – Sally não acreditava no que estava vendo.

    — A energia de ambos está se equiparando. E cresce ainda mais... – Nicole conseguia fazer a leitura do nível de poder.

    Voltando ao embate, Naugus havia entendido bem o tamanho do problema. Tanto que até cessou o canhão no momento que Geoffrey saltou para trás. A situação alcançou seu momento mais crítico, indo em uma direção que não tinha volta. Ao perceber que o ataque de Naugus terminou, Sonic diz:

    — NICOLE, TIRE A BARREIRA! POR FAVOR!

    Imediatamente após o pedido desesperado de Sonic, a barreira é desfeita e o ouriço partiu com o que tinha em direção a Geoffrey. Seus companheiros fizeram o mesmo em seguida, temendo pelo pior. Eles estavam mesmos dispostos a ajudar. O tempo naquele momento havia parado para Geoffrey, que pôde ver seus aliados correndo em sua direção para auxiliá-lo no combate. Mas já era tarde...

    — *Sally... Elias... Vicent... Sonic... Todo mundo... vivam a vida de vocês intensamente... Gostaria que eu pudesse ao menos chamá-los de amigos uma última vez... Eu iria me sentir muito bem em fazer isso...*

    Ao concentrar seu poder ao máximo, Geoffrey teve tempo para uma última palavra:

    — Adeus... pessoal...

    Uma imensa bola de energia é lançada por Geoffrey contra Naugus, que logo tentou deter a esfera usando seus poderes. Embora estivesse mesmo poderoso, era visível que não estava conseguindo impedir o choque.

    — SEU INFELIZ! COMO CONSEGUIU TANTO PODER? NÃO!

    Uma estrondosa explosão ocorre. Não houve tempo de Sonic sequer se aproximar de Geoffrey. Todos foram jogados mais uma vez para longe com o impacto do ocorrido, com escombros seguindo para o mesmo lugar. Um clarão pode ser visto, de dissipando lentamente. No campo de batalha, Naugus havia sumido ao meio das colunas da Câmara de Passagem, que caíram com o impacto. E a frente do altar onde o mago Ixis se encontrava Geoffrey, de joelhos. Seu olhar era distante, de como alguém estivesse nos últimos momentos. Logo lágrimas escorriam aos montes de seus olhos azuis, mostrando sua emoção de ter feito o que pôde para acabar com Naugus.

    Seu corpo estava inerte... 

    Seus olhos pesavam... 

    Havia perdido os sentidos... e aos poucos uma escuridão tomava sua vista.

    Não existia sensação...

    Não havia som...

    Um silêncio tortuoso tomou conta de seu existir...

    Geoffrey cai, desacordado, enquanto sua vista se escurecia mais e mais... até que o último rastro de luz é perdido...

    Havia chegado seu fim.

    O frio, sensação essa que inibe aos poucos os sentidos, é algo muito estranho. O conforto refrescante pode dar lugar a morte em minutos. E quando se sente frio intenso sempre se busca o calor. Mas seu extremo tambem é estranho: a sensação é ambígua. Então o que buscamos no frio e no calor? Equilíbrio, assim como tudo na vida. Se você erra muito, você pode se tornar uma pessoa insegura e sem confiança. Mas mesmo no acerto constante você pode errar: pode se tornar uma pessoa arrogante e prepotente. Por isso que vivemos buscando conhecimento, para entendermos o que devemos fazer. O equilíbrio não é a média do conhecimento. É a busca pela felicidade.

    Geoffrey sempre teve esse pensamento. Sempre esteve disposto a lutar contra Robotnik, nunca se opôs a ficar na minha de frente, sempre se relacionou com os Lutadores da Liberdade e nunca ignorou o amor. Mas tinha uma ideologia. Seu pai morreu em guerra e Geoffrey sempre teve preconceitos contra overlandes, pois alguns foram os culpados pela morte de seu pai. Mas na verdade seu equilíbrio foi quebrado da seguinte forma: Hershey estava morta.

    Mas a força do companheirismo transcende qualquer forma de pensamento. Não é um perdão e sim respeito... pela vida. Os fatos a seguir são a maior prova disso.

    — ... ... ... ... ... ...

    — ... ... V... CO...

    — VA... ... ... ...A!

    — ... ... ... ORDE!

    — NÃO... ... ... ... FUN... ... ...DO!

    — ... ... ... ... GORA!

    — MA... ... ... ... ... AL!

    — ... ... ... ...

    — ... ... ... NUE!

    — REA... ... ... ... ... ... MOS!

    Um barulho...

    Um resquício...

    Uma luz...

    A escuridão perdia força...

    Vozes em sua mente... Baixas, sem coerência... Simples ruídos talvez...

    Um pulsar no peito... Seria uma reação?

    Se ouve mais uma vez... Mais forte...

    Se sente com mais frequência... Uma pressão intensa... Tortuosa mas... agradável a cada vez que se sentia...

    A força voltava, tímida... Os olhos lutavam para abrir...

    O calor... aquecia o corpo por dentro...

    Aumentava cada vez mais... Tornando tudo mais agradável...

    A respiração voltava...

    O brilho dos olhos... de volta.

    E é ouvido um chamado... uma súplica... 

    — GEOFFREY, VOLTE PRA GENTE!

    De forma adrupta, Geoffrey acordou, puxando ar, sendo amparado por Vicent. Sally, preocupada, explodiu de alegria ao vê-lo acordar, abraçando-o com força, com lágrimas em seus olhos. Sonic estava logo atrás, aos prantos do mesmo jeito, assim como Nicole. Ao fundo estava Khan, cansado, sendo acudido por Elias. Leeta e Lyco se abraçavam, chorando. E Larry Lince comemorava.

    Vicent, segurando Geoffrey, diz:

    — ISSO! VOCÊ VOLTOU!

    — Eu... o... que...

    — VOCÊ É MALUCO, GEOFFREY! COMO PODE PENSAR EM FAZER ALGO TÃO DRÁSTICO? – Disse Sally, ainda chorando.

    — Sa-sally... Vicent...

    — Cara, você é um herói! Tu mandou bem pacas, cheiroso... Digo, Geoffrey. Foi maluquice sua, mas tu destruiu! – Disse Sonic, apertando a mão de Geoffrey amigavelmente.

    — Sonic...

    — Nós te trouxemos de volta, Geoffrey... Todos nós... – Vicent disse, com lágrimas nos olhos.

    — Vicent... o-obrigado... por... ter... a-apostado... em mim...

    — Não diga nada, cara... O que você fez foi algo inacreditável!

    — Eu... Eu não... de-deveria estar... vivo... 

    — Claro que sim! Porque não?

    — Eu es-escolhi... morrer... para... fazer... o certo.

    — E nós escolhemos fazer o certo: te trazer de volta – Sonic foi sincero em suas palavras.

    Embora extremamente debilitado, Geoffrey passou a falar um pouco melhor, já que sua respiração havia melhorado.

    — Como fizeram isso?

    — Foi o Vicent que teve a ideia, mas todos nós ajudamos em algo – Elias logo disse.

    — Precisei usar o que tinha. Fiz massagem cardíaca em você, mas isso não seria o suficiente. Seu corpo estava fraco. Para eu ter uma esperança, eu precisaria de um desfibrilador. Khan usou seu poder de raios no improviso e as nanites da Nicole puderam isolar seu corpo. Mas foi o desejo de todos que te fez voltar...

    — Desejo?

    — Nós gritamos seu nome bem alto, pra você nos ouvir... – Disse Nicole, também chorando.

    — Mas porque? Depois de tudo que eu fiz... Minha vida deveria acabar aqui...

    Sonic então toma a palavra mais uma vez:

    — Deixe de ser maluco, Geoffrey! Todos nós erramos inúmeras vezes uns com os outros. Tu deveria saber que enquanto nós estivermos aí não vamos deixar ninguém pra trás!

    — Mas eu trouxe Naugus e...

    — E daí? Eu já lutei contra os Lutadores da Liberdade e estou aqui. Sally foi robotizada e está aqui. Vicent até ousou em tentar sair dessa cidade mas está aqui... Tá vendo? Deixa esse papo de tiozin, Geoffrey. Todo mundo aqui te deve muito. A gente ia morrer mas tu salvou todo mundo.

    — Gente... eu...

    — Eu apostei em você, Geoffrey. Se lembra quando eu disse a você que eu não era um herói? Por isso, o herói aqui é você. E não por você ter vencido Naugus, mas por ter feito o certo – Disse Vicent, segurando sua mão.

    — Vicent...

    — Eu ainda não mudei minha opinião sobre você, Geoffrey... Mas meu respeito a ti retornou. Você mostrou a todos na cidade a verdadeira face de Naugus. Em nome de toda a família Acorn, eu te saúdo – Disse Elias, encostando sua espada no ombro de Geoffrey.

    Não havia maior definição a dizer o que o jaritataca havia se tornado: um herói. Mesmo sem querer, agora era visto como um salvador, assim como via Naugus. Em seguida Vicent puxou aplausos, batendo suas mãos. Não demorou muito e logo todos naquele lugar seguiram as palmas, fazendo parte da saudação a Geoffrey. Sob os olhares orgulhosos de seus aliados, ele mal conseguia expressar sua felicidade. Seus olhos começaram a se encharcar enquanto dizia:

    — De todos os dias de dor que eu passei até hoje... nos momentos mais íntimos... nas noites frias e de sono ruim... eu nunca me senti tão... feliz. Eu não mereço nada disso... Eu não mereço nada disso... Parem de fazer isso! Por favor! Eu não quero nada disso! NADA! EU NÃO SOU NADA!

    — Você merece, Geoffrey. Aceite – Sonic logo tentou levantar o astral do jaritataca.

    — Não! Vocês não entendem! Eu trouxe desgraça a essa cidade! Eu não sou nada disso que vocês dizem! Parem de me aplaudir! Me deixem em paz!

    O surto melancólico de Geoffrey só foi interrompido com um abraço carinhoso de Sally, que diz:

    — Eu te disse coisas horríveis no palácio do conselho. Eu me sinto horrível por ter dito aquilo sem saber a realidade. Bem, todos nós sabemos da verdade agora. Então a única coisa que te peço é desculpas...

    — Sally...

    — Você esteve sozinho todo esse tempo... Precisou segurar toda sua angustia sem ter ninguém pra te ajudar... Você não está sozinho agora, Geoffrey. Você tem a todos nós e vamos te ajudar daqui pra frente como antes.

    — Sally, não...

    — Deixe de ser maluco, Geoffrey. Somos todos Lutadores da Liberdade.

    As palavras honestas e fortes de Sally fincaram de vez um juízo até então perdido em Geoffrey. Sem suportar mais tanta emoção, seu choro ecoava no salão, demonstrando o quão grande era seu sofrimento. Ele não estava mais sozinho agora. E, após desabafar, diz:

    — O-obrigado...

    Mas interrompendo o momento, ao fundo um ruído de rochas sendo arremessadas era ouvido. Dos escombros ao fundo do salão, era possível ver alguém se levantando ao meio de tanta descrição. Não se precisou esperar muito os ver que era Naugus se levantando. Ele, bastante irritado, diz:

    — Mobiano miserável... Destruiu meu vínculo com o portal. Agora é só uma passagem como outra qualquer... Seu desgraçado!

    — NAUGUS! MAS COMO?! – Sonic logo esbravejou.

    — Não será agora que vocês verão meu fim. Eu tenho poder suficiente pra acabar com todos vocês! Hahahaha!

    Geoffrey, ao ver seu ex mestre em pé, diz a Sally:

    — Sally, Naugus está mais fraco que antes... Mas ele diz a verdade quanto a seu poder atual. Vocês precisam sair daqui...

    — Não vamos a lugar nenhum, Geoffrey...

    — Isso mesmo! Estamos aqui pra derrotar esse monstro! – Disse Elias, colocando suas espada a frente.

    — Tá na hora, galera. Hora de pôr o Naugus para dormir! – Sonic mostrou sua confiança.

    — Uma última luta... Nicole, qual o nível do meu poder?

    — Tem 45%. Os poderes de Naugus antes foram demais para você – Disse Nicole, já emanando suas nanites.

    — Sally, acho que precisamos dessa vez ter um plano de ataque. O que me diz? – Khan foi logo racional, já pegando seu cajado.

    — Concordo, Ken...

    Ao fundo, Elias diz:

    — Lutadores da Liberdade Secretos, estão comigo nessa última luta?

    — Pode crer que sim! Não é, mana? – Disse Leeta, pegando sua espada.

    — Claro! Hora de terminar com isso! – Lyco mostrou plena confiança.

    — Boa sorte! Opa... Ótima sorte pra gente! É agora! – Larry também estava confiante.

    Todos estavam a postos para lutar o último combate. Era tudo ou nada. Com Elias a frente do campo de batalha, empunhando sua espada, diz:

    — Pelo sacrifício de Geoffrey, nós não podemos perder... e por todos nessa cidade... nós iremos recuperar a ordem! Me acompanhem nessa última luta, caros amigos... VAMOS EM FRENTE!

    E todos correm a encontro de Naugus. E com isso um novo e decisivo estágio prestes a começar.

    É vencer ou vencer.

    Castelo Acorn “Dramatic Boss Battle”: Injustus Naugus

    (Música sugerida: “Call me Crazy”, nova música do Crush 40)

    O clima da batalha dessa vez era completamente diferente. Estava muito longe da tensão e desespero de antes. Geoffrey, incapacitado de sequer se levantar, foi gentilmente colocado em um lugar seguro, protegido por uma barreira de nanites por Nicole. Porém conseguia acompanhar a luta de onde estava. Sua face mostrava confiança e convicção. Observava com afinco cada movimento de seus aliados. Seus pensamentos diziam tudo.

    — *Eles estão todos unidos para lutar um combate que não há garantia de vitória... Eles... Eles ignoraram até suas diferenças em prol de um bem maior... E eu, todo esse tempo, estive sozinho, seguindo com o plano de devolver a paz... Eu tinha essa esperança em Naugus... Como fui tolo...*

    "Aqui estamos nós, sozinhos

    Algo aqui pesa fora do tom

    Onde vocês estavam? Em órbita?

    Estou falando sério, mas está escuro...

    O que vocês disseram? O que vocês quiseram dizer?

    Estão com medo de quebrarem a barreira entre nós?

    Me deixem sair, me libertem

    Afastem-se de mim

    Esqueçam... Vocês não sabem de nada.”

    Geoffrey continuou, pensando em cada momento que passou até então.

    — *Hoje eu percebi que não adianta o quanto você tem convicções se não tiver noção do ridículo... Eu fiz o que fiz porque me apoiei numa causa, mas... As armas que eu usei foram erradas...*

    A luta havia começado. Naugus ainda tinha bastante poder, como Geoffrey havia avisado. Porém isso não parecia preocupar nenhum de nossos heróis. Vicent logo foi o primeiro a ir a encontro do mago, tentando lhe acertar um soco. Mas Naugus ainda estava forte, jogando contra o jovem uma poderosa carga de raios, fazendo o overlander cair longe. Em seguida, Sonic aproveitou a deixa e, usando de sua velocidade, acertava inúmeros status com seu horning attack em Naugus, irritando-o. Do mesmo jeito que em Vicent, Sonic é arremessado para longe pelo mesmo golpe, se chocando contra uma parece. Mas enquanto Sally, Elias e Khan investiram cobra Naugus, Vicent e Sonic se levantaram logo a seguir, ignorando totalmente a dor. Sonic então foi em direção a Naugus mais uma vez, com Vicent executando um salto poderosíssimo indo na mesma direção.

    — *Eles estão atacando sem parar... Estão mesmo dispostos a acabar com tudo isso... Isso me lembra a luta que tivemos contra os Xordes... Todos os Lutadores da Liberdade estavam lá e até o rei Maximilian... e Hershey...* – Pensou Geoffrey, refletindo.

    "Chamem-me de louco, não significa nada... é o que espero de vocês!

    E se me chamarem de louco, acabo com todos!

    Um oceano de vocês eclode ante mim!"

    Leeta e Lyco então colocaram-se no ataque incessante a Naugus, usando seus ganchos como apoio e, já munidas de suas espadas, o golpearam sem dó, porém o mago usou de seu poder do vento para jogá-las para longe de forma violenta. As duas caíram, se machucando. Elias aproveitou o momento de descuido de Naugus e desferiu um ataque com a espada Connery. E pela primeira vez, Naugus sentiu dano: enquanto segurava a espada com sua garra esquerda, parte de sua barreira se desfez, tecendo ainda mais fúria. Sem demora, o mago Ixis segurou a espada com bastante força e jogou Elias para trás, já emanando poder em seu cajado, desferindo uma imensa bola de fogo contra o rei. Mas Vicent chegou a tempo, defletinto o ataque, golpeando a bola de fogo para um dos lados.

    Khan então seguiu com sua nuvem voadora contra Naugus, que percebeu a tempo um poderoso feixe de energia arremessado em sua direção pelo macaco monge. Com muita dificuldade, por suas várias e ainda estarem retornando, conseguiu defender o ataque. Mas Khan não terminou, pulando de sua nuvem e se jogando contra Naugus. Seu interesse era em golpeá-lo com um chute destruidor, mas o mago Ixis conseguiu se defender novamente, porém precisou recuar.

    Parecia que todos estavam atacando aleatoriamente, mas Sally só estava observando a forma com que todos os atuais desferidos. Ela não estava munida de suas twin blades e Nicole estava ao seu lado, usando suas nanites para proteger seus aliados com suas barreiras. E isso foi um fato que Geoffrey percebeu.

    — *Sally... Minha eterna rival... Teve um dia que eu te idolatrava e... por um breve momento, eu... me apaixonei por você. Você sempre foi a cabeça pensante desse grupo... Você e Sonic são formidáveis, se completam perfeitamente... Mesmo que vivam brigando... Eu sei, princesa. Eu sei que você está planejando algo... Algo efetivo e pleno... como você sempre descobriu...*

    "Esgotei meu tempo, vou superar

    Eu tento me recuperar todas as noites

    Não é o pior que já passei

    Desejo que coloquem na cabeça de vocês que eu estou cansado disso...

    Afastem-se, não me importo o que vocês fazem ou o que vocês dizem"

    Depois de tanto analisar, Sally correu em direção a cada um dos seus aliados, lhes passando uma informação ao pé do ouvido. E logo todos estavam dispostos no salão exatamente dessa forma: Vicent estava no centro, mais avançado. Leeta e Lyco um pouco atrás, juntas. Elias, segurando sua espada, estava mais recuado, assim como Sonic, que estava logo atrás de Elias. Larry estava a frente, como um líder. E Sally, ao lado de Khan, estando os dois mas laterais, diz:

    — Pessoal, é hora do último ataque... É agora ou nunca! Façam do jeito que eu disse...

    E então chegam ao ápice do combate. Um último plano... E acompanhando cada detalhe da luta decisiva, toda a cidade acompanhava apreensiva os acontecimentos na Câmara de Passagem. Os brados de apoio por parte de todos os habitantes de Nova Mobotrópolis traziam um fio de esperança em cada um dos corações que batiam forte desejando o sucesso de seus heróis. Era como se suas energias nutrissem cada um que estava lutando.

    "Me deixem sair, me libertem

    Afastem-se de mim

    Esqueçam... Vocês não sabem nada"

    E em um último momento, antes do ataque, Geoffrey pensou:

    — *Eu vejo o brio de dever cumprido em seus olhos... Todos eles... Meus comportamentos nessa cidade trouxeram perdas irreparáveis... E eu sinto muito por tudo, mas... Não adianta o que aconteça, mesmo que um ou dois de vocês caiam, um mar de vocês eclode ante mim... Sempre lutando, mesmo que nem seja preciso... Eu tenho orgulho disso... Muito orgulho...*

    "Chamem-me de louco, não significa nada, é o que espero de vocês!

    E se me chamarem de louco, acabo com todos!

    Um oceano de vocês eclode ante mim!"

    O último ataque começa. Vicent correu em direção a Naugus junto com Larry Lince, que ficou ao seu lado. Khan usou sua nuvem voadora e, de longe, começou a jogar bola de energia contra Naugus. O mago conseguiu se defender facilmente, porém Vicent apareceu e lhe aplicou um violento soco na barriga. Naugus sentiu, com Vicent continuando:

    — ESSE É PELA BEATRICE!

    O jovem de longos cabelos escarlate lhe aplicou um forte soco no rosto, continuando:

    — ESSE É PELA SENHORA BETINA!

    Um chute destruidor é aplicado no dorso de Naugus, que não conseguia evitar os ataques, com Vicent dizendo:

    — E ESSE É PELA NICOLE!

    O jovem então utiliza seus dois punhos, golpeando Naugus com uma força absurda. Já se podia perceber que a energia que circundava o mago estava mais baixa, trazendo satisfação ao rosto da líder dos Lutadores da Liberdade.

    — Estamos quase! Ken, comece!

    — Pode deixar!

    Khan seguiu até o alto do salão, começando a concentrar todo o poder que tinha no corpo. E nesse meio tempo, Naugus, que estava completamente confuso com tantos golpes recebidos por Vicent, diz:

    — O que está acontecendo aqui?! PORQUE VOCÊS SIMPLESMENTE NÃO DESISTEM? NÃO HÁ COMO ME... mas esperem... Onde está o ouriço?

    De fato, Sonic havia sumido. Mas nenhum dos presentes alí para o último combate estavam preocupados com isso. Ao fundo, estavam Leeta e Lyco, junto a Elias, que só observavam. O rei, confiante, diz:

    — Leeta e Lyco... estou muito orgulhoso de vocês, assim como Larry. Vocês foram fiéis de uma forma sublime...

    — Nós tambem estamos orgulhosas de lutar ao seu lado, Elias. Se mostrou um líder que nos ensinou a aprender com nossos erros... Até porque você errou muito, não? Hehehe... – Disse Leeta, com os olhos úmidos.

    — Pode crer, mana. Mas todo mundo aprende com os erros... – Lyco completou.

    — Hehe... Está quase na hora disso acabar... Sally é um gênio...

    Era chegado o momento.

    Num movimento coordenado, Vicent pulou em direção a Khan, este já com todo seu poder concentrado ao máximo. O macaco monge estava completamente envolvido de energia. Sob o olhar de Naugus, Sonic aparece entre os dois no ar. E como dito anteriormente, a coordenação tinha um objetivo: um ataque triplo. Sally havia se lembrado quando Khan e Sonic haviam combinado seus ataques contra os golens, mostrando a efetividade do ataque.

    — *Khan e Sonic são poderosos. Quando combinaram seus ataques, eles expandiram ainda mais isso. Mas e se o poder do Vicent pudesse entrar nesse, como Sonic disse, “Combo”? Simples: um ataque invencível. Mesmo Naugus estando nessa forma, não terá chances, ainda mais no último ataque...*

    E logo Sonic, estendendo seus braços, com Vicent segurando suas mãos em seguida. Usando de sua super força, arremessa Sonic com tudo que tinha, gritando:

    — VAI OURICO! FAZ SEU SHOW!

    — HAHA! PODE DEIXAR, CABELUDO! É SUA VEZ, KHAN!

    — VAI, ACABA COM ESSE MALDITO! – Gritou Khan, arremessando todo seu poder contra Sonic.

    O ouriço logo é envolto com toda a energia de Khan, que se une a seu corpo, formando uma bola espinhenta de energia. Naugus não havia escapatória. O poder de inércia realizado por Vicent, mas a velocidade de Sonic, que aumentava a cada milésimo de segundo, junto com o poder cibernético de Khan eram de fato um ataque devastador. Geoffrey, ao observar o ataque, pensou:

    — *Não importa os perigos que vocês sempre passam... Você sempre encaram de frente. Vocês são plenos... Eu sempre desdenhei de vocês no passado... Tentei acabar com vocês, inclusive... mas eu sempre fui um maluco sortudo...*

    "Chamem-me de louco, não significa nada, é o que espero de vocês!

    E se me chamarem de louco, acabo com todos!

    Um oceano de vocês eclode ante mim...

    Um oceano de vocês eclode ante mim...

    Um oceano de vocês eclode ante mim!"

    — Chamem-me de louco... Hahaha! Fala sério! Vocês vão vencer... Hahaha! – Disse Geoffrey, rindo enquanto chorava.

    E Sonic atinge Naugus em cheio, causando uma explosão gigantesca. Um clarão envolveu toda a câmara, atrapalhando a visão de quem assistia na cidade. Uma apreensão tomou conta de todos os habitantes de Nova Mobotrópolis...

    Sonic, um pouco tonto, ainda estava de pé, com uma das mãos em seu peito, pois o ataque foi bem desgastante. Não poderia mais lutar na situação que estava. Khan também estava caindo, pois doou toda sua energia. Mas Vicent conseguiu acudí-lo antes que fosse ao chão. O jovem tambem não estava em condições, pois sim que chegou ao chão com Khan seus cabelos voltaram a serem negros. Sally e Nicole logo se aproximaram de Sonic, para ajudá-lo. Mas, surpreendendo a todos, Naugus surgiu intacto entre a poeira que se levantou por causa do estrondo. Ele, reluzente, diz:

    — Hahaha! Tolos... Pensaram que esse ataque seria a solução de tudo? Hahahaha! Agora todos vocês...

    E interrompendo Naugus, Larry, que estava a sua frente, o encarando, diz:

    — Aí, coisa feia... Você vai perder, sabia? 

    — Hã? O que? Um nanico insignificante como você não tem sequer direito a palavra!

    — Você pensou mesmo que seria eu a te golpear? Cara, você tá com estima baixa, não? Eu só tô aqui pra dar sorte. Manda ver, Elias!

    — Elias?! Mas o...

    Tudo fazia parte do plano de Sally. O ataque combinado não era para derrotar Naugus; o ataque foi para neutralizar toda a barreira de energia Ixis do mago. Ele estava tão seguro de si que nem ao menos se deu conta que estava tão exposto quando estava com seu corpo decrépito.

    E para surpresa de Naugus, a voz de Elias é ouvida.

    — NAUGUS!

    — O que? ELIAS?!

    Carregado por Leeta e Lyco, Elias estava sendo seguro no alto.e, a toda velocidade, usando seus ganchos, as gêmeas guerreiras do reino da matilha arremessam o rei contra Naugus. Elias, segurando sua espada, ao estar prestes a atingir Naugus, executa um movimento para se posicionar e desfere um corte partindo da cabeça do mago Ixis até seu dorso, como se quisesse cortá-lo ao meio. E sim que o faz, o grito de dor de Naugus ecoou pelo salão inteiro.

    — ELIAS!? SEU... DESGRAÇ...

    E mais uma explosão ocorre, mas dessa vez mais acudida. Elias havia extinguido toda a energia Ixis do corpo de Naugus, que se evaporou informe a fumaça que concentrava seus poderes evaporava, até sumir por completo.

    Era o fim do domínio de Naugus.

    O mago, rastejando para próximo de seu cajado, tentava encontrar algum alento. Sem poderes, era um ser frágil. Sem perder tempo, Sally, munida de suas lâminas de plasma, se aproximou e cortou em três partes seu cajado, destruindo agora toda a fonte de energia de Naugus, que diz:

    — Vocês... Vocês todos... são infelizes que não sabem o próprio lugar que pertencem.

    E ele, se levantando, continuou com seus lampejos:

    — Eu sou um mago Ixis! Eu sou a ordem! Eu sou o poder! Eu exijo o meu reino por direito! Todos vocês sabem o que Max me deve!

    Elias, com sua espada ainda em punho, se aproxima de Naugus e, irritado, diz:

    — Direitos? Você exige direitos? Como você ousa exigir isso? Você tentou matar pessoas inocentes, o “seu povo”! Você tentou acabar com a Nicole, a única que tinha total ciência de tudo que acontecia em cada centímetro dessa cidade! Você contaminou a mente do meu povo, com esse seu poder! Não... Você não tem direitos de exigir direitos! Um rei não se faz por uma promessa. Você precisa conhecer seu povo, fazer parte dele, se importar com cada vida. Ser rei é ser o povo! Você só se torna rei ao ter o ponto de vista de quem não tem essa ambição.

    Como não poderia deixar de acontecer, Vicent logo tomou a palavra.

    — Seu desgraçado... Você se lembra quando te perguntei sobre “conhecer seu povo”? Você sequer se conhece. Não é uma ideologia como essa que te faz ser um governante. Você tem que ter moral e ética. Sem isso não há ordem, porque ninguém te respeitará. Você é só um monstro querendo poder. Não pensa no bem estar do seu povo, só o do seu. Você nem tem apoiadores. Coloque-se no seu devido lugar... de vilão!

    — Tu ouviu o cabeludo aí... Hora de colocar a cuíca na bolsa e metê o pé, "Thanos paraguaio"! – Disse Sonic, com um semblante mostrando irritação.

    — Do que vocês... – Naugus estava mesmo confuso.

    Elias, apontando a espada Connery para Naugus, diz:

    — Estávamos em guerra, Naugus... Na verdade estamos ainda. Eu deveria acabar com você, mas hoje esse solo não será sujo com sangue, mesmo um sangue sujo como o seu. Então vou ser bem razoável com sua causa... Está vendo o portal da Zona do Silêncio que você abriu? Pois bem... Vá para esse lugar. Lá é seu lar, onde sua presença de faz útil. É o lugar ao qual você pertence. Leve sua pessoa até lá e será poupado.

    — E se eu recusar?

    — Estamos em guerra. Já sabe essa resposta. Escolha sabiamente.

    Se levantando completamente devastado e frustrado, Naugus então escolheu: começou a caminhar até o portal, aceitando a proposta de Elias. O mago Ixis Naugus, o que outrora foi o rei de Nova Mobotrópolis, já quase entrando no portal, diz:

    — Você venceu dessa vez, Elias... Mas entenda: um mago Ixis sempre renasce. Sempre existiremos nesse mundo para tê-lo partes nós, como está destinado. Vocês nunca terão paz enquanto isso não se realizar. E no dia que eu retornar, trarei destruição em dobro a essa cidade. Ninguém será poupado! Hahahaha!

    Assim que Naugus atravessou o portal, Elias o cortou com a espada Connery, selando de vez o terrivel mago Ixis Naugus para sempre na Zona do Silêncio. Um silêncio então tomou conta do momento, com Elias de cabeça baixa. E tomando fôlego, olhou para trás e diz:

    — Geoffrey... Vencemos.

    Uma verdadeira explosão de alegria e felicidade tomou a todos naquele instante, desde a cidade inteira a Câmara de Passagem, as lágrimas evidenciaram a satisfação de terem enfim derrotado Naugus.

    Comemorando, Vicent abraçou Nicole e Sally ao mesmo tempo, levantando-as do chão, enquanto Sonic apertava a mão de Elias, com Khan segurando seus punhos. Larry Lince quase desidratava por tanto chorar de alegria, com Leeta e Lyco o ajudando. Geoffrey em seguida foi amparado por Sonic que, segurando sua mão, diz:

    — Você tá vendo isso, camarada?

    — Não, Sonic... Não comece...

    — Nem pense em fugir da responsa, agente secreto. Tu até parece o Vicent.

    — Não comece com essas suas ideias motivacionais...

    — Que isso, cara! Eu tô sendo legal contigo. Tu mandou bem demais! Olhe ao redor... Nós vencemos porque você nos deu essa oportunidade!

    — Não, ouriço maluco...

    — Não... O único maluco aqui é você! Hahaha!

    Na cidade, os habitantes corriam pelas ruas celebrando mais uma vez terem sido salvos de mais uma ameaça. Betina Coelho, junto com sua filha, Beatrice, comemoravam, com a pequena coelho dizendo:

    — Mãe... Nós vencemos! Nós vencemos! O esquisito vai voltar!

    — Ele vai sim, Beatrice... Ele vai... E vamos recebê-los de braços abertos... Nós estamos salvos!

    Saindo do quartel general dos Lutadores da Liberdade Secretos, o eterno rei Maximilian Acorn, junto com sua esposa Alicia, andavam pelas ruas de Nova Mobotrópolis. Com sua esposa empurrando sua cadeira de rodas, ela diz:

    — Querido, nosso filho trouxe de volta a ordem... 

    — Ele não precisa da coroa para ser rei, Alicia. Depois de hoje, a coroa é só um adorno. As palavras dele o fazem ser um rei...

    — Nós o criamos bem, meu amor. Tenho tanto orgulho dele...

    — Eu também, Alicia. Mas a força de todos esses jovens somados são um alento absurdo a esse mundo caótico.

    — Mas porque diz isso?

    — Naugus foi derrotado mais uma vez, mas como todos nós sabemos...

    Enquanto isso, na Câmara de Passagem...

    “... que não importa se estamos num bom ou num mal momento, problemas sempre teremos e perigos sempre passaremos.”

    Durante as comemorações, com Vicent conversando com Nicole, Sally e Sonic, a IA lince logo percebeu que havia um tipo de estática lhe causando um incômodo. Era como se alguém quisesse entrar em contato. Logo ela tenta a comunicação:

    — Oi? Alguém aí? Aqui é Nicole! Está me ouvindo?

    — Ni... Nicole?! ESTÁ ME OUVINDO? POR AURORA!

    — Rotor? É você? ROTOR?!

    — Sim... Sou eu... NICOLE...

    — Diga, Rotor! Estávamos sem comunicação, então...

    E então, do distante lugar chamado Refinaria Oil Ocean, pendurando em uma corrente prestes a arrebentar, com fogo em sua volta, num cenário extremamente caótico, o morsa membro dos Lutadores da Liberdade diz:

    — SOCORRO!

    Continua.


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