Dance Comigo

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    Capítulos:

    Capítulo 11

    Pintinhas verdes

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo

    –O QUE?? Tente pareceu não entender o que Neji lhe dizia.

    –Eu quero tentar novamente, não ouviu?

    O garoto parecia nervoso e levemente acanhado.

    –O que te faria pensar que eu aceitaria uma proposta dessas?

    A morena o encarava, o mesmo não podia ser dito do Hyuuga.

    –Você sabe o porque, não se finja de boba.

    –Nossa, esse é seu jeito de tentar voltar?! Que cavalheiro!!

    –E então, você aceita ou não?

    –Não.

    –O que?? Finalmente o moreno a encarou.

    –Você não me merece Neji, já provou isso várias vezes.

    –O que quer de mim então?!Já não é o suficiente eu me arrastar atrás de você, não é

    a primeira vez que você me rejeita e...

    Tenten ficou irritada

    –Você está ouvindo o que está dizendo?? Rejeitar, VOCÊ me rejeitou quando dormiu com minha prima quando estávamos começando a namorar, você não foi atrás de mim quando eu fui embora, você que passa a vida desfilando com mulheres pra cima e pra baixo, você é um estúpido Hyuuga Neji e eu nunca voltaria com uma pessoa como você. Agora por favor, me leve pra casa.

    Ele não soube o que dizer, o mal que sentiu dentro de si fez sua garganta apertar.

    –Está bem...

    O caminho até a casa da morena foi em total silêncio.

    –Porque não me disse que Kurenai ia dar aulas no meu colégio? Mal a rosada entrou na escola de dança e já foi falar com Tsunade.

    –Oh, boa tarde pra você também querida, como tem passado?

    Tsunade guiava os dois rapazes que faziam par, Sakura chegou a se assustar como ambos dançavam bem.

    –Muito bem Rock Lee, você está evoluindo cada vez mais!

    –E eu não Tsunade-sensei?

    –Você também Kiba, você também.

    –Não respondeu minha pergunta Tsunade.

    A loira parou de ajudar a dupla e deu atenção a rosada.

    –Porque achei que ia gostar, ia se soltar mais e mostrar sua dança a eles.

    –Sabe que não danço em publico!

    –Porque é uma tonta isso sim! Tsunade se irritou levemente. –Sakura querida,

    porque insiste nisso, sua mãe não ia gostar desse seu comportamento, escondendo tudo àquilo que ela te ensinou.

    –Eu danço pra mim, não para os outros, sabe disso.

    –Essa sua filosofia é ridícula. As inscrições pro concurso de dança já foram abertas e você fingiu ignorar, sabe que seria importante pra ajudar a levantar a escola, seu pai ia adorar..

    –Meu pai é como eu, aliás ele é pior do que eu porque nunca mais voltou a dançar depois da morte da minha mãe.

    –Isso porque ainda não fui ter uma conversa séria com ele.

    –Meu pai foge de você como o diabo foge da cruz!

    Sakura sorriu

    –Mas ele não vai poder fugir pra sempre. E por falar em fugir, como vão as aulas com o Uchiha?

    –Bem.

    –Não estou vendo muito entusiasmo da sua parte.

    –Meu entusiasmo vai aparecer quando não precisar mais dar aulas a ele.

    –Nossa, que amargura.

    Sakura sorriu

    –Desculpe. Vou começar a ensaiar, até mais tarde.

    –Até.

    Sakura se direcionou até sua sala, aquele dia finalmente poderia ficar ali, sozinha, somente ela e sua dança. Ligou o som e deixou a musica entrar...

    Tsunade reconheceu aquela musica... um tango, Sakura voltara a dançar tango. Alguma coisa estava acontecendo dentro dela...a garota só dançava tango quando havia um turbilhão guardado em seu interior pronto pra botar pra fora.

    –Amélia ficaria feliz em ver que a filha voltou a dançar seu ritmo favorito. Pensou Tsunade.

    –Boa tarde, posso anotar seu pedido?

    Apesar daquelas roupas ridículas, o emprego não era tão ruim assim. Tinha tempo pra tentar fazer o dever de casa (somente tentar, pois sempre acabava por copiar o de Neji) e ainda podia comer toda a bata frita que quisesse, no final do dia ainda poderia ensaiar com os garotos. E talvez depois, marcar um encontro com aquela ruivinha da aula de educação física com quem dançou.

    Porque havia esquecido o maldito livro de matemática na escola? Ter que ir no meio da noite pega-lo para fazer as lições de casa não estava nos seus planos, mas até que o vigia do turno da noite era uma boa pessoa e entendera que ela só viera pegar seu livro esquecido.

    Sakura caminhada apressada pelos corredores escuros, aquela escola era bem estranha durante a noite, muito mais do que de dia. Quando por fim trancou seu armário viu uma luz vinda dos fundos, próxima ao local onde ficavam as quadras de esporte. Não soube porque, já que nunca fora muito curiosa, mas sentiu a necessidade de saber o que acontecia naquele local. Assim que abriu as portas viu um enorme pássaro amarelo e vermelho invadir sua visão a derrubando no chão, a enorme freada fez os pneus cantarem e a fumaça sumir.

    –Você está louca?

    Sakura sentiu seu sangue ferver

    –O que está fazendo seu idiota? A rosada se levantou do chão com pressa, pegando seu livro e bastante irritada.

    –Ei, o que está acontecendo aí?

    O vigia noturno se aproximava com uma lanterna na mão.

    –Droga! Vem, entra no carro!

    –Eu não vou entrar no seu carro!

    Sasuke pegou a mão da rosada e empurrou pra dentro do automóvel, entrando logo em seguida e dando a partida.

    –Parece que ele não vem mesmo. Gaara de levantou e começou a guardar seu instrumento enquanto Neji nem se mexeu e Naruto se levantou apressado.

    –Ótimo, assim posso chamar aquela gatinha da aula de dança pra sair.

    Gaara riu do amigo enquanto Neji se levantou e se retirou sem nada dizer.

    –O que deu nele? Perguntou o loiro confuso.

    –Não sei, mas aposto qualquer coisa que tem a ver com a Tenten.

    –Você é maluco!! Para esse carro, eu quero descer!!

    –Quer ficar quieta?! Espero que ele não tenha me visto.

    –Não me mande ficar quieta. Afinal o que estava fazendo na escola uma hora dessas?

    –Se eu te contar...vou ter que te matar depois.

    Sasuke olhou para a rosada e sorriu com a lateral dos lábios.

    –E você, o que fazia lá?

    –Não que seja da sua conta...mas fui pegar um livro que esqueci.

    –Claro, o que mais você faria ali...

    –Olha, você pode me deixar na próxima esquina.

    –Não, vou te deixar em casa.

    –De jeito nenhum!

    –Porque não?! O moreno por vezes tirava os olhos da rua e os pousava na cerejeira

    ao seu lado. Usava um casaco comprido que ia até suas canelas, por baixo uma saia em tons azuis podia ser vista, com certeza antes de passar no colégio ela estava na escola de dança.

    –Não quero ser vista com você.

    O moreno parou o carro. Como Sakura não queria ser vista com ele?

    – O que você tem contra mim afinal?

    Ela se virou e notou ela olhar o horizonte do lado de fora do veiculo, somente naquele instante o moreno percebeu onde havia estacionado. Estavam próximos ao mirante de Konoha, de onde estavam era possível ver os rostos do lendários hokages.

    –Nossa... foi tudo que a rosada conseguiu pronunciar.

    O Uchiha nada disse, apenas saiu do automóvel e passou a caminhar em direção ao mirante, Sakura abriu a porta e o seguiu, ambos pararam diante do parapeito feito de gesso .

    Ficaram em silêncio admirando a paisagem, Konoha era realmente bonita a noite.

    –Você não respondeu minha pergunta.

    A rosada o olhou de lado. Tinha que admitir, Sasuke era um jovem muito bonito, sua pele branca contrastava perfeitamente com seus cabelos negros e rebeldes e seu olhos...como gostava de seus olhos.

    –Não queria ter ofendido você, me desculpe.

    –Você pede desculpas com muita facilidade. Ela a encarou e sorriu, a mesma desviou o olhar para a vista.

    Sakura estava pronta para voltar ao carro quando Sasuke segurou seu braço.

    –Me diga Sakura, o que eu te fiz pra você me detestar assim...

    Seus rostos estavam muito colados, a rosada podia sentir a respiração do moreno próxima de si.

    –Contra você nada, mas sim contra suas atitudes.

    O Uchiha se aproximava mais da cerejeira, assim de perto era possível ver pequenas pintinhas verdes claras em seus olhos esmeraldas. Seria charmoso se não fosse...ela.

    –O que eu faço que te incomoda?

    A outra mão do moreno foi para o outro braço, era a primeira vez que estava tão próximo a ela. Suas mãos eram frias e isso fez o corpo da jovem se arrepiar levemente.

    –Não se lembra do que vez com aquelas garotas?

    A voz de Sakura estava baixa, quase num sussurro.

    –Que garotas?

    Sasuke roçou levemente seus lábios nos dela, instintivamente a cerejeira fechou os olhos.

    –Aquelas...garotas...

    O Uchiha juntou seus lábios nos de Sakura levemente. A boca fina da rosada era extremamente suculenta ao paladar do moreno, logo as mãos que seguravam seus braços foram para a cintura e o moreno colocou mais pressão no beijo.

    Sakura levou as mãos ao peito de Sasuke no mesmo instante em que seus lábios se abriram e ela sentiu a língua do moreno se misturar com a sua.

    Em um lampejo a rosada empurrou levemente Sasuke que encerrou o contato.

    Sakura estava levemente ofegante.

    –Sabe de quais garotas estou falando, e eu não sou como elas.

    Nisto a cerejeira retirou as mãos do Uchiha de si e passou a caminhar.

    Sasuke ficou parado uns instantes absorvendo aquela situação, havia beijado a nerd cor de rosa da escola, aquilo não fazia sentido em sua cabeça.

    Quando olhou ao redor notou que Sakura não estava mais lá.

    –Ei, onde está indo?

    O moreno chegou correndo atrás de si.

    –Pra casa. Ela se limitou a dizer.

    –Eu te dou uma carona.

    Sakura parou e o encarou, fazendo Sasuke parar também.

    –Eu não preciso que me dê uma carona Uchiha. Gosto de andar se ainda não percebeu.

    E voltou a seguir seu caminho.

    Em poucos instantes Sakura ouviu passos atrás de si.

    –Você não desiste não é... a rosada parou novamente suspirando.

    –Você pode até pensar o pior de mim, mas eu não vou deixar uma garota andando sozinha a noite pela cidade. Te acompanho até sua casa.

    Ele parou novamente a seu lado.

    –Vamos andando se é assim que prefere.

    Sakura estreitou os olhos mas não discutiu, continuou a caminhar silenciosamente.

    Assim que chegaram a residência da Haruno ela parou.

    –É aqui, obrigada pela companhia.

    Antes que o Uchiha pudesse dizer algo a rosada entrou em casa e bateu a porta.

    Sasuke observou por mais alguns momentos a casa da Haruno, ainda podia sentir o sabor dos lábios dela nos seus. O que ele não sabia era que do outro lado da porta, escorada na mesma, Sakura tentava se recompor daquele ato.

    –Ah, oi querida, já chegou?

    Nenhuma resposta foi dada a seu pai.

    –Sakura? Tudo bem?

    Saito se aproximou da filha e parou diante de si.

    –Hein?

    –Onde está com a cabeça?

    –Em lugar nenhum papai.

    Rapidamente a rosada correu para as escadas.

    –Espero que não tenha a ver com o garoto parado ai fora de casa.

    –Quê?

    Sakura correu para seu quarto e abriu as cortinas apressada, não havia mais ninguém na rua.

    Suspirou e se jogou na cama, tocou seus lábios com as pontas dos dedos.

    –Droga... disse pra si mesma.

    Já em sua cama, recém banhado e olhando para o teto, Sasuke recordava os momentos passados com a cerejeira. Desde o caminho de volta ao mirante onde foi buscar seu carro até aquele momento, o gosto da boca dela não saía da sua.

    –Ela tem belas pintinhas nos olhos.

    CONTINUA...


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