Dance Comigo

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    Capítulos:

    Capítulo 9

    Problemas

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo

    Estavam todos la esperando pelo loiro, todos muito silenciosos já que Naruto era sempre o mais eufórico. Cada um mantinha a mente em um lugar, Gaara afinava sua guitarra distraidamente, já Neji estava no baixo dedilhando-o com os olhos em algum ponto distante, Sasuke mantinha um caderno sobre as mãos tentando escrever alguma coisa, alguma musica que fizesse sucesso...mas ele mesma não conseguia sucesso nessa tarefa, sua mente estava longe. O olhar que a Haruno o lançara mais cedo, seu tom rude...quem ela pensava que era afinal?!

    –Desisto. Disse jogando o caderno de lado e apoiando a cabeça no encosto do sofá em que estava.

    –Esta com a cabeça aonde Sasuke? Gaara perguntou interessado

    –Em um lugar que não te interessa Sabaku.

    –Alguém esta de TPM hoje... comentou o ruivo sorrindo

    –Vá encher o Neji.

    –Esse está mais longe que você.

    Olharam para o moreno que nem ao menos notara que estavam falando dele.

    –Deve estar pensando na Mitsashi.

    –Com certeza. Zombou Sasuke

    –O que estão falando ai?!

    Neji pareceu despertar de seu transe.

    –Viu só, é só falar da Tenten que ele acorda.

    –Porque não admite que ainda é caidinho por ela? Sasuke perguntou ao Hyuuga

    –Porque não sou e nunca fui caidinho por ninguém, muito menos por essa garota.

    –A quem você quer enganar Neji, todos nós sabemos que ela te deu o maior toco

    quando você a pediu em namoro ano passado.

    O Hyuuga bufou, odiava falar sobre aquilo.

    –Mas você também foi um idiota, tira a virgindade da menina e no dia seguinte pega a prima dela e na maior cara de pau pede ela em namoro depois, nem o Naruto é tonto a esse ponto. Gaara comentou.

    –O que eu podia fazer? A garota se jogou em cima de mim já tirando a roupa...e também eu não tinha nenhum compromisso com a Tenten ainda.

    –Pois se eu fosse ela teria cortado seu pinto. Gaara riu.

    –Seu orgulho ainda esta ferido com essa historia não é? Relaxa cara, qualquer um de nós ficaria, por isso não me prendo a ninguém.

    –Podemos mudar de assunto por favor?! Neji se irritou.

    –Cadê aquele besta do Naruto, já devia estar aqui a uma hora.

    –Oooopa, cheguei.

    O loiro adentrou no local ofegante, provavelmente viera correndo esbaforido pelas ruas a fora.

    –Já era hora, onde estava?

    O loiro arregalou os olhos, ainda não tinha contado aos amigos que conseguira um emprego.

    –Arrumei um trampo la no centro, nada demais...

    –Vamos parar de falar e começar logo a ensaiar.

    Naruto largou suas coisas em um canto e se sentou diante da bateria dando graças por terem encerrado o assunto.

    –Pois não?

    A rosada estava diante do balcão da recepção, não se lembrava de ter visto aquela atende da primeira vez que estivera ali.

    –Eu vim ver um senhor, seu nome é Moruno...

    –Deixe Sasame, eu a conheço. Foi interrompida

    A distinta senhora que conheceu no outro dia estava la, bem vestida como sempre, tinha belos olhos negros e seus cabelos caiam como uma cascata por seus ombros.

    –Então você voltou? Fico feliz com isso.

    –Obrigada senhora. Sakura estava um pouco sem graça diante de Mikoto.

    –E então, em que eu posso te ajudar? Apesar de ser mais velha e mostrar-se visivelmente ser uma mulher rica, Mikoto era muito amável.

    –Gostaria de visitar um senhor, aquele com quem dancei a valsa no outro dia...

    –Hum... a senhora Uchiha pareceu refletir um pouco, suas feições ficaram pesadas de repente. –A querida, sinto muito mas o senhor Moruno faleceu.

    A rosada se chocou mas não disse nada, sentiu-se mal por não ter vindo antes ou por não ter insistido em procurá-lo naquele dia.

    –Ah...que pena.

    –Você o conhecia? Mikoto perguntou

    –Não, o conheci quando dançamos...não sei mas, me senti bem estando junto dele.

    A rosada sorriu melancólica e Mikoto segurou sua mão.

    –Venha, quero te mostrar uma coisa.

    Caminharam pelos corredores do asilo calmamente, pelas janelas Sakura podia ver os outros idosos tomando sol, alguns liam, outros cochilavam...era um lugar extremamente tranqüilo.

    –Entre.

    A senhora Uchiha abriu a porta de um quarto cuidadosamente organizado.

    –Era aqui que ele ficava.

    Sakura caminhou pelo local, sorriu ao reconhecer o cheiro de tabaco, mas seu sorriso morreu ao colocar os olhos sobre uma cômoda próxima a janela. Nela haviam algumas fotos, a rosada se aproximou e pegou uma delas em suas mãos, ela conhecia a pessoa naquele foto, era seu pai quando ainda estava na adolescência.

    –Não pode ser... disse quase em um sussurro

    –Algum problema?

    A rosada permanecia sem fala.

    Pegou os outros porta-retratos e os analisou. Em um estava o senhor mais jovem com uma moça ao seu lado, ela tinha os cabelos cor de rosa assim como os seus.

    –Qual...era o sobrenome dele? Disse tentando se conter.

    –Haruno.

    Sakura quase perdeu o chão. Sentiu seus olhos molhados na hora.

    Mikoto se aproximou dela assustada.

    –O que foi, sente-se mal?

    O olhar de preocupação de Mikoto pousava sobre a Haruno que tentava limpar as lagrimas.

    –E-ele...era meu avô.

    A Uchiha se espantou mas não quis demonstrar, retirou a foto da mão da cerejeira e a abraçou.

    –Esta tudo bem, as pessoas precisam partir um dia..

    Sakura se mantinha abraçada a Mikoto, sentiu sua tristeza se aprofundar ainda mais.

    –Ele me odiava.

    A morena se afastou e segurou nos ombros da rosada a encarando, os orbes verdes da jovem a encararam cabisbaixos.

    –Não diga isso...venha, vamos tomar um chá e conversar.

    Ambas foram para o jardim, e se sentaram em uma mesa debaixo de um grande carvalho.

    Sakura contou sua historia a senhora Uchiha que ouvia atentamente, disse-lhe que seu avô era muito rico e que criara o filho com todo zelo para o substituir em seus negócios, mas o rapaz acabou por se apaixonar por uma dançarina argentina e foi obrigado a escolher entre o amor e a família, ele escolheu o amor e perdeu tudo que tinha direito, desde os negócios ate o carinho dos pais.

    Mas Sasukra jamais imaginaria que seu avô terminaria os dias em um simples asilo no interior do país.

    –Não se sinta mal querida, pense que você o encontrou ainda em vida e pode falar com ele, talvez ele só estivesse esperando encontrar você para poder partir...me lembro que ele sempre dizia querer se encontrar com sua querida Inori, mas ainda tinha assuntos inacabados aqui.

    A rosada se lembrou da conversa que tivera com ele quando dançaram.

    "-O senhor foi muito bem!

    Ela lhe sorria.

    –Obrigado.E desculpe pelos meus erros.

    –Imagina, não houve erro nenhum.

    –Um dia...ele pausou.- Um dia você irá entender e se puder me perdoar...

    –Não sei o que quer dizer mas...

    Foi interrompida.

    –Você tem lindos cabelos. Minha Inori tinha os cabelos iguais aos seus.

    Não soube dizer o porque mas se sentiu incomodada com aquela conversa.

    –Vamos descansar um pouco sim?!

    –Sim, agora finalmente eu posso descansar.

    Ela lhe sorriu e ajudou a se sentar em uma cadeira.

    –Como o senhor se chamar?

    –Moruno. E sorrindo tentou continuar. –Moruno Ha..."

    Agora tudo fazia sentido.

    –Queria ter podido me despedir dele. Disse terminando de secar as lagrimas.

    –Tenho certeza que ele foi em paz depois de ter conhecido a neta.

    Sakura sorriu juntamente com ela, ela não era como os outros riquinhos que conhecia da escola, era bondosa e educada.

    –Obrigada senhora. Se levantou.- Já esta tarde e já lhe tomei muito tempo.

    –Fiquei feliz em te ajudar, volte mais vezes para conversarmos, as pessoas daqui precisam muito de carinho.

    –Com certeza, eu vou voltar.

    Mikoto a abraçou mais uma vez. E a viu partir.

    –Gostaria de ter uma filha assim. Pensou consigo mesma.

    Não falou sobre o que descobrira com seu pai quando chegou em casa, nem na manha seguinte, queria refletir, se acalmar, não desejava entrar em atrito com o pai por não lhe contar que seu avô estava em um asilo bem próximo a eles.

    Ela estava mais estranha ainda, se é que isso era possível...mal olhava para o quadro ou para o professor, parecia estar em um mundo a parte. A situação do dia anterior ainda o incomodava, tinha que admitir, mas a rosada parecia alheia a tudo.

    Do outro lado da sala uma loira observava o moreno encarar certa rosada, estranhou de inicio, se irritou, mas depois concluiu que ele só devia estar preocupado se a coisa rosa iria abrir a boca sobre o que viu.

    Assim que o sinal do termino das aulas tocou o ritual diário dela começou, arrumou todas suas coisas calmamente esperando todos os alunos saírem antes dela.

    –Nos vemos mais tarde.

    Ouviu o moreno dizer baixo a seu lado, quando se virou o Uchiha já não estava mais la mas sim dois pares de olhos azuis nada amigáveis.

    –Escute aqui, espero que você nem pense em abrir sua boca pelo que viu ontem, entendeu bem. Você não vai querer me ver aborrecida com você.

    Sakura a encarou quase chocada, quem aquela garota achava que era pra tratar os outros dessa forma.

    –Escute aqui você. A Haruno falava baixo.- Se você tivesse o mínimo de bom senso não estaria fazendo essas coisas na escola e na frente dos outros, e outra, se eu pudesse evitar de ver alguma coisa seria essa sua carinha nojenta, e por ultimo, eu não tenho saco pra aturar frescuras de gente como você. Boa tarde e passar bem.

    Saiu deixando Ino parada no mesmo lugar.

    –Essa garota me paga!

    Disse saindo da sala quase derrubando as carteiras de raiva.

    Estava atrasada, ambos já estavam na sala reservada onde passaram a treinar, a mesma onde a cerejeira costumava dançar longe dos olhos de todos...cerejeira que parecia ter se esquecido do compromisso de ensaiar Konan e Sasuke.

    Ele estava sentado em um banco próximo a porta observando o movimento na pista de dança, os dois seres estranhos estavam la dançando um com o outro, era muito difícil engolir aquilo, dois homens dançando juntos... já Konan estava sentada no chão ajeitando os sapatos de dança. Ouviram quando a porta da escola bateu com força, uma Sakura extremamente seria passou por todos e foi em direção a sala onde estavam, fechou a porta já deixando suas coisas em um canto.

    –Já aqueceram? Perguntou sem os olhar e retirando o enorme casaco que escondia suas roupas de dança.

    –Ainda não. Konan respondeu se levantando do chão.

    –Não vamos mais perder tempo.

    Ela se virou sem encarar o moreno que já estava a postos no meio da sala.

    Pouco tempo depois e o nervosismo da rosada já estava se tornando insuportável.

    –Vocês não sabem o que é sincronia? Konan, é o Sasuke que tem que guiar. Sasuke, olhe pra ela quando dançar, pelo amor de Deus quantas vezes tenho que repetir isso?

    Konan se assustou com o tom da jovem.

    –Ei, pega leve, ninguém aqui é a rainha da salsa como você não! Sasuke se irritou com a rosada.

    Sakura respirou fundo resignada, não devia descontar suas frustrações assim nos outros.

    –Tem razão, me desculpem. Acho que por hoje já chega.

    Sasuke e Konan se separaram e a azulada pegou suas coisas, antes de se retirar foi ate a cerejeira que observava a rua da pequena janela existente naquele espaço.

    –Eu sei que nem sempre estamos em um dia bom, mas o amanha é sempre melhor

    Sakura-chan, mesmo que ele demore a chegar. Ate quinta.

    A rosada ouviu sem responder, Konan tinha razão, as coisas iriam melhorar...

    –Qual o seu problema?

    ...Ou talvez não.

    –Ainda não foi embora?

    O que aquele ser causador de uma boa parte de seus problemas ainda estava fazendo ali?

    –Não, e não vou ate você dizer porque esta tão nervosinha.

    Ela se virou irritada.

    –Ah, quer saber porque estou nervosinha? Porque você não sabe manter as calças no lugar e aquela coisa loira vem me ameaçar!

    Sakura tinha o sangue quente, coisa herdara de sua mãe, principalmente as palavras pesadas.

    Sasuke se assustou com o tom da garota.

    –Ino foi falar com você?

    A rosada se aproximou do moreno.

    –Foi, e eu só te peço uma coisa Sasuke, mantenha os seus rolos longe de mim. Eu não ligo pra o que você faz com essas garotas, já ate esperava esse tipo de coisa vinda de você, mas não me meta nisso, entendeu?!

    Então ela saiu do local e bateu a porta.

    Ele não soube o que dizer, simplesmente pegou suas coisas e saiu dali.

    Não sabia o que estava acontecendo consigo mesma, mas precisava falar com seu pai e esclarecer aquilo tudo. Quando chegou em casa o pai estava lendo alguns papeis do trabalho.

    –Pai?

    –Princesa? Chegou cedo hoje.

    –Eu preciso falar com você.

    –Claro, o que foi?

    –Porque não me disse que meu avô estava em um asilo aqui em Konoha?

    Continua...


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