Dance Comigo

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    Capítulo 7

    Surpresas.

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo

    Ah, como era maravilhoso ouvir os gritos da multidão! Nada no mundo seria capaz de lhe trazer tamanho prazer e euforia, sentir o cheiro de borracha queimada no asfalto era seu combustível para querer sempre vencer.

    Como sempre, assim que desceu do carro as belas pernas de várias garotas vieram em sua direção, iria se deleitar se a imagem daquela garota vindo em sua direção não tivesse o pegado de surpresa.

    –O que faz aqui? Perguntou enquanto tirava algumas mãos de seu peito.

    –Ora, vim ver a tão famosa “corrida” que os garotos participam.

    Ela estava deliciosa naquele vestido preto colado, o decote farto e as pernas leitosas a mostra, combinava perfeitamente com seus cabelos ruivos.

    –Isso não é lugar pra você Karin.

    –Se a lesada da Ino pode vir, porque eu não poderia?!

    Ela lhe sorria marota. Ambas viviam disputando sua atenção, desejando finalmente ser a felizarda que Sasuke entregaria seu coração. O moreno nunca namorara ninguém em toda a vida, ser a primeira era objeto de desejo tanto da loira quanto da ruiva.

    –Vocês deviam parar com essa guerrinha estúpida.

    Karin ajeitou os óculos.

    –Eu não faço guerra com um inimigo morto, não é...

    Ela se aproximou e beijou o canto dos lábios dele. Sabia que teria problemas se Ino visse aquilo, ate porque as duas eram filhas de famílias influentes, não seria nada bom uma brigando com a outra por sua causa, ate porque poderia chegar aos ouvidos do senhor Fugaku.

    –Aqui não, mais tarde. Eu procuro você.

    Se desvencilhou dela e lhe dando uma piscada avançou ate o carro cantando os pneus. Não desejava ser alvo do ataque daquelas duas.

    Estava realmente preocupada, seu pai saiu apressado e sem lhe dizer nada após receber um telefonema já tarde da noite. Ele estava fora já a um tempo e não atendia no celular, e ficar sentada na calcada de casa aquela hora da noite tomando sereno não estava ajudando em nada. Entrou em casa e pegou um casaco o jogando por cima da camisola, trancou a casa e passou a caminhar apressadamente pelas ruas escuras.

    Ela era louca de sair aquela hora, sabia disso, mas não conseguia ficar em casa sozinha naquela agonia. Shizune disse a uns dias que estava passando umas noites na , pois estavam dedetizando seu apartamento. Tsunade que era dada as gandaias e muito sake, não queria ninguém em sua casa a vigiando, então ofereceu a escola a amiga e ajudante. Sakura decidiu ir ate la fazer companhia a morena, ou

    para que ela a fizesse companhia na verdade...

    Chegou ate o prédio e subiu as escadas, bateu na porta por algumas vezes mas ninguém atendeu, talvez estivesse dormindo. Pegou a chave reserva que ficava debaixo do extintor de incêndio ao lado da porta e a abriu com cuidado para não incomodar, caminhou na escuridão ate o interruptor e constatou que não havia ninguém, chamou pela morena e devido ao silencio teve a certeza que estava só.

    Suspirou, fora ate ali a toa...

    Começou a caminhar pelo ambiente, desde que se mudara para Konoha ia ate ali, mas sempre se escondia naquela sala afastada, sozinha, dançando consigo mesma.

    Olhou para os discos antigos na parede, para os prêmios que Tsunade ganhara como dançarina e posteriormente como professora, e finalmente para as fotos, algumas muito antigas outras mais recentes, ficou longos minutos observando uma delas, nela estava a loira e sua mãe, Amélia, abraçadas e vestidas com belos vestidos de baile. Não pode deixar de sorrir, ainda doía a falta que ela fazia mas nunca poderia deixar de sorrir ao olhar a imagem daquela mulher, tão firme, tão forte, com o sangue quente, totalmente brigona e estressada, mas completamente adorável, como seu pai mesmo dizia.

    Sua mãe era uma grande dançarina e Sakura jamais esqueceria da ultima dança que ela lhe ensinara antes de morrer. Nunca mais se atrevera a dançá-la depois da perda, mas naquele dia, naquele momento, todo seu ser desejava ouvir aquela musica, aquele som, queria senti-lo com todo seu ser.

    Foi ate o aparelho e procurou entre as musicas aquele ritmo que precisava ouvir.

    Respirou fundo fechando os olhos, a quanto tempo não ouvia aquilo.

    Ainda de olhos fechados, deixou seu casaco deslizar ate o chão e a melodia tomar conta de si.

    Dirigia sem rumo pelas ruas, acabou tendo que sair do local dos pegas sem nenhuma companhia, talvez ate fora melhor assim, não estava com muita cabeça para aquelas garotas e a noite passada com Ino ainda o deixava saciado.

    Distraidamente passou pela rua onde ficava a escola de dança a qual freqüentava, notou as luzes acesas e estranhou, quem estaria ali aquela hora da madrugada?

    Quando virou os olhos pra rua novamente teve frear bruscamente para não passar por cima de um cachorro, que assustado correu para a calcada e sumiu de vista.

    –Filho da.... pronunciou se recuperando do susto.

    Já que havia parado, resolveu estacionar o carro próximo ao meio fio e constatar o que acontecia no andar de cima do prédio àquela hora da madrugada.

    Subiu a passos lentos cada degrau, ate porque se fosse um ladrão não o pegaria desprevenido.

    Chegou ate a porta e girou a maçaneta cuidadosamente deixando abrir somente uma fresta. A luz avermelhada do local atingiu metade de seu rosto que se transformou diante daquela imagem.

    Os cabelos rosados caiam ate os ombros bagunçados, seus pés descalços faziam movimentos rápidos e as pernas estavam a mostra devido a camisola que subia pelos passos ousados. A respiração era ofegante, ela parecia estar dentro da musica, girava e tocava sua perna com firmeza como se uma mão imaginaria tentasse ultrapassar os limites de seu corpo. Os seios pequenos se mexiam por baixo do tecido fino e ela tombava a cabeça pra trás passando as unhas pelo pescoço.

    Era uma visão.

    Os olhos negros não se desprendiam daquela imagem, seu corpo não ousava se aproximar e atrapalhar aquele rito, era inacreditavelmente inebriante os passos e a forma como o corpo daquela garota se entregava ao momento.

    Sua mente ficou paralisada, nunca vira algo como aquilo antes, tão ousado, tão profundo, algo parecia estar encarnado dentro dela.

    Então ela subiu uma perna a roçando na outra e a projetando pra frente. O peito alvo subia e descia devido ao cansaço, mas nada a fazia cessar, estava em transe.

    Somente quando a musica parou é que pode abrir os olhos.

    Os verdes se encontraram imediatamente com os negros.

    –Ah meu Deus...

    Foi o que conseguiu pronunciar.

    Correu ate onde havia deixado largado seu casaco e o pegou vestindo rapidamente.

    –O que está fazendo aqui?

    Sasuke ainda estava parado na porta que agora se encontrava completamente aberta, ele não resistira observar de uma simples fresta, precisava apreciá-la por completo.

    Estava mudo a olhando de costas.

    Ate que ela se virou prendendo o casaco com as mãos.

    –O que foi? Perdeu a língua?

    Ela não parecia nada feliz.

    –Vi a luz acesa la de baixo e pensei que estivesse acontecendo alguma coisa.

    –Bom, já viu que está tudo bem, pode ir agora.

    Ele nada disse, apenas continuava a encarando o que deixava a cerejeira ainda mais desconcertada.

    De todas as pessoas no mundo que poderiam pega-la naquela situação, tinha que ser ele?!

    Por fim ele fez aquilo que ela menos desejava.

    Soltou um charmoso sorriso com o canto dos lábios.

    –Não é meio tarde pra vir aqui?

    –Digo o mesmo a você.

    –Já disse que vi a luz acesa la debaixo.

    –Isso não quer dizer nada!

    Aquele papo não estava a agradando, queria muito que o Uchiha fosse embora para que ela pudesse se socar mentalmente e se xingar ate não poder mais.

    –Você tem sempre uma resposta na ponta da língua? Perguntou o moreno ainda sorrindo.

    A rosada desviou os olhos dos seus, era totalmente perceptível sua falta de jeito.

    –Bom, já vou indo.

    –Ótimo! Ela disse finalmente sorrindo, o que não passou despercebido pelo Uchiha.

    –Quer uma carona?

    –Não obrigada. Foi rápida em responder.

    –Não posso te deixar andar sozinha por ai essa hora da noite.

    –Não se preocupe, eu sei me cuidar.

    –Não falo de você, falo dos caras que você pode atacar pelo caminho.

    Viu-a contrair os olhos com raiva.

    –Idiota.

    Ela disse e ele soltou uma leve gargalhada.

    –Vamos, eu te deixo em casa.

    Não tinha outra forma de se livrar dele.

    –Tudo bem, vou apagar as luzes.

    Foi ate seus sapatos e após os calcar apagou as luzes, foi ate a porta a traçando e

    colocando a chave onde estava antes. Quando olhou para o fim da escada viu

    Sasuke a encarando serio enquanto segurava a porta aberta, ficou desconcertada mas decidiu não demonstrar, desceu a passos lentos cada degrau e quando chegou ao final passou pelo moreno.

    –Obrigada. Disse depois que ele fechou a porta.

    –Disponha.

    Ambos caminharam em silencio ate o carro, o moreno abriu a porta para ela que agradeceu com a cabeça. Seguiram o caminho sem pronunciar nenhuma palavra.

    Quando por fim chegaram diante da casa da cerejeira e ela estava pronta para descer do carro, o moreno se pronunciou.

    –Qual o nome daquela dança?

    Sakura estancou no lugar e o encarou. Ele a olhava profundamente.

    –Tango. Disse e saiu do carro batendo a porta.

    Mesmo depois de a rosada entrar em casa, Sasuke permaneceu parado onde estava.

    –Tango...sussurrou pra si mesmo.

    Por fim arrancou com o carro notando que o dia começava a amanhecer.

    Assim que pôs os pés dentro de casa viu a imagem do pai a sua frente.

    –Onde estava a essa hora?

    O tom o utilizado pelo mesmo era agressivo.

    –Eu estava na escola de dança...mas, o que aconteceu?

    –Nunca mais me assuste assim Sakura, entendeu?

    A cerejeira se assustou.

    –Desculpe...

    Nunca vira o pai assim antes, parecia transtornado.

    –Não, me desculpe você filha.

    –O que aconteceu?

    –Nada. Vá dormir, você tem aula daqui a pouco.

    –Não vou conseguir dormir com você desse jeito, me diga, o que aconteceu? Porque

    saiu daqui daquele jeito?

    Saito encarou a filha.

    –Meu pai... seu avô – fez uma pausa- faleceu essa noite.

    Continua...


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