MAKTUB

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    18
    Capítulos:

    Capítulo 31

    Sopros de vida

    Adultério, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo

    Somente uma mãe sabe o que é sentir um filho nos braços

    Somente uma mãe sabe o que é ter a respiração lenta e leve próxima a sua.

    Somente uma mãe sabe o que ter aquele sentimento abrasador lhe dominar e tornar aquele ser o mais importante de toda sua vida.

    E ela foi agraciada, com duas...

    Não queria ser mãe antes, não estava preparada para aquilo, mas que mulher está?!

    Principalmente nas circunstâncias em que seus bebes foram gerados, não foi por amor, mas por pura luxúria, por momentos insanos de entrega a um prazer mundano e carnal.

    Meade dos seres do planeta foram gerados assim, mas os dela que lhe custou caro.

    Lhe custou mais do que poderia imaginar.

    Tudo que tinha agora eram suas duas meninas.

    Não as queria a princípio, não queria olhar para a grande barriga que foi fruto de um mal tão implacável e devastador.

    Tinha tantas falhas...tantas que era difícil se encarar

    Aqueles bebes não a mereciam.

    No fundo Sai tinha razão em a deixar, era vil, baixa, deformada...

    Talvez ele tivesse visto isso nela.

    Agora todos podiam ver também.

    Mas quando os sopros de vida saíram de seu interior foi como se pudesse respirar novamente, e se apegar aqueles seres tão pequenos e frágeis lhe pareceu a única coisa bela que existiu dentro de si.

    Elas eram a coisa mais bela que existiam.

    Inoue e Sarumi.

    Não havia sentimento mais aplacador que aquele, e ele o dominou como uma onda e a cada mergulho era nelas que se agarrava para continuar respirando.

    Eram seu último suspiro.

    Perdeu o homem de sua vida, seu grande amor.

    Achou que encontraria o consolo em sua cópia, marido de sua melhor amiga, ledo engano...

    Os momentos de prazer despertavam nela algo que foi embora quando Sai a deixou, e destruíam aquilo que tinha mais perto, sua irmã.

    Nunca em toda a vida imaginou em fazer algo assim com ela, com Sakura, e nunca deixaria que alguém o fizesse.

    Mas a verdade é que ninguém conhece os demônios que moram em seu interior e nem quando eles estão prontos para atacar.

    Geralmente eles pegam quem está mais próximo.

    Quem mais amamos.

    E seu demônio pegou Sakura

    E agora seu demônio tinha fome e estava a devorando, lentamente...lentamente

    A primeira coisa que levou foi seu útero.

    Agora levava sua sanidade.

    Pedia aos céus todos os dias que ele não devorasse suas meninas.

    Elas não.

    Que a levasse no lugar delas.

    Checar o pulso, a respiração, as pupilas, todos os sinais vitais, se tornou uma rotina e uma obsessão quando as levou para casa pela primeira vez.

    Tinha tanto medo de perder mais um amor, de em um descuido simplesmente alguma delas parar de respirar, engasgar!

    Ele ficou ali, todo o tempo e sabia o porquê.

    Sasuke tinha medo de que algo acontecesse com suas filhas.

    Tinha medo do estado em que ela se encontrava e no fundo ela também tinha.

    Porque mais cedo ou mais tarde cometeria algum erro e algumas delas, ou as duas iriam partir.

    Foi assim com Sai

    Foi assim com Sakura.

    E não tardou a acontecer.

    Sarumi não acordou uma manhã.

    Não abria os olhos.

    A mais frágil das duas, a menor.

    Fez de tudo pela filha, tudo que vinha a sua mente as mãos trêmulas e os olhos embaçados pelas lágrimas buscavam solucionar.

    Mas Sasuke foi mais rápido, recolheu a criança e as pressas saiu pela janela com o pequeno pacote entre os braços.

    Inoue não chorava, berrava.

    Tudo que fez foi pegar a filha no berço e sair desesperadamente pela rua atrás do Uchiha.

    Atrás de sua filha.

    Quando chegou ao hospital teve medo de ser tarde demais

    Todos a olhavam

    Todos cochichavam e nada faziam para ajudar

    Sasuke deu o berro para ajuda-lo e Shizune apareceu, pegou o bebe e correu para a emergência.

    Ela foi atrás mas foi barrada na porta.

    Inoue chorava em seus braços.

    Tudo que viu ao fundo foi a médica de cabelos curtos fazendo a massagem no peito de sua menina.

    Sua menininha.

    Escorreu ao chão aos prantos.

    Sentiu quando os braços a envolveram.

    Ele estava ali, a auxiliando como disse que o faria.

    Mesmo quando o mandou embora.

    E mesmo assim, mesmo naquela situação de tanta angústia e dor podia ouvir julgamentos e acusações.

    Ela não era uma mulher vil ali.

    Era uma mãe chorando pela filha...ninguém podia enxergar isso?!

    Sim, cada um tinha seus próprios demônios...e os deles os engoliriam da mesma forma inquisidora com que o faziam.

    Ela sabia bem disso, já foi assim um dia.

    Se pôs de pé com sua filha entre os braços e tentou limpar as lágrimas.

    -Vamos rezar por nossa filha.

    Disse ao moreno indo até os bancos pedindo pelo melhor.

    Rogando pelo melhor.

    E enquanto ninava Inoue implorava aos céus que cuidasse de Sarumi, para que ela pudesse ter uma vida boa e tranquila, como Sasuke tinha prometido que as filhas teriam, como ela faria que tivessem.

    Seria uma boa mãe...

    Seria!

    E suas preces foram ouvidas.

    A onda a abateu mas ao ver o pequeno bebe de olhos abertos mesmo respirando com aparelhos, foi como se aquele oxigênio estivesse conectado nela e não na criança.

    -Ela tem um leve sopro no coração....

    Shizune começou.

    A morena foi a única que a travava da melhor forma possível ali dentro, e foi ela que lhe prometeu olhar qualquer uma das gêmeas quando fosse necessário.

    A maior parte do que aprendeu sobre medicina foi graças aquela que mais feriu, era difícil usar as técnicas dela, então simplesmente se absteve e agradeceu por aquele gesto de Shizune.

    E as lufadas de ar foram maiores dali em diante.

    Pois foram suas meninas que a tiraram do buraco onde estava.

    Era por elas!

    Sarumi era frágil, Sasuke não mediu esforços em coloca-la no que seria o novo time 7, equipe essa onde ele mesmo seria o sensei.

    Inoue, sua Inoue, tão parecida consigo mesma, no fundo desejava que fosse só na aparência...

    Foi para o time 10, seu tão amado InoShikaChou. Teve tanto orgulho dela!

    Shikamaru e Chouji foram os únicos que se mantiveram perto, os únicos que ela deixava entrar.

    Sentiu-se tão mal na época que Shikamaru teve problemas com Temari que quase o afastou, quase brigou para que se mantivesse longe. Não queria destruir outro casamento, sabia que Temari a odiava, a loira fazia questão de deixar isso bem claro.

    Mas seu filho, Shikadai, não.

    Era sempre ele que estava na floricultura quando as gêmeas eram pequenas, trazido pelo pai, ele foi o primeiro melhor amigo.

    Chouchou não foi diferente. Ela gostava de flores tanto quando gostava de chocolate, talvez um pouco mais se a flor fosse feita do doce.

    Boruto veio em seguida e aquilo sim foi uma surpresa.

    Em seu coração tinha certeza ter o rancor do Hokage seria para sempre.

    Hinata era educada, nunca lhe disse nada, uma frase rude sequer mas também não era tão próxima.

    Suas filhas tinham amigos e era isso que importava, eram meninas fortes, saudáveis e normais.

    Mas quando ela e Sasuke decidiram ir para uma casa maior, as coisas já não foram tão tranquilas assim.

    Shikamaru sabia que ela e o Uchiha não tinham mais nada.

    Sabia que eles estavam debaixo do mesmo teto pelas meninas.

    Ele insistia que cada um devia seguir sua vida e que viver ali juntos era viver uma mentira.

    Shikamaru tinha razão.

    Mas ela não podia privar Sasuke de ter as filhas perto o tempo todo, o tempo que quisesse, ele já não tinha mais nenhum outro laço.

    Ela também não podia ficar sem suas meninas, sem elas...sem elas, não existia nada sem elas!

    Eles tinham uma família erguida numa base de lágrimas mas tinham uma família, e nenhum dos dois queria abrir mão disso.

    Eles permaneceram juntos por elas.

    Ele um Uchiha, ela uma Yamanaka, pois era isso que eram.

    E era isso que suas filhas eram.

    E era isso que desejava ser.

    Nunca almejou ser nada mais que uma Yamanaka e mesmo vivendo sobre o mesmo teto as pessoas sabiam que eles não eram casados.

    E que nunca seriam pois sequer cogitaram algo assim.

    Eles eram parceiros, apenas isso.

    A casa adquirida foi pensada com o numero de quartos suficientes para os membros da família.

    Quando as meninas cresceram mais um pouco pensaram em separá-las para que tivessem mais privacidade, ambas foram terminantemente contra, uma não queria ficar longe da outra.

    Eram unidas, parceiras, amigas, e isso trazia paz ao seu coração.

    Sarumi via em Sasuke a Uchiha que desejava ser, era severa com os treinos e mesmo sendo mais delicada e frágil não se enxergava assim, queria honrar o nome da família. Sasuke e Sarumi passavam muito tempo juntos como equipe e depois treinando.

    Ino teve receio de Inoue se sentir deixada de lado então se dedicou em treiná-la.

    Por um instante pensou em levá-la aos outros membros do clã mas teve medo.

    Os julgamentos...

    Então pegou a tarefa para si. Não queria que a filha se sentisse inferior a irmã, então a faria uma Yamanaka genuína, a melhor!

    Mas Inoue não se mostrava a melhor Yamanaka.

    E aquilo a atingia porque queria que sua filha pudesse se destacar naquilo que nasceu para ser.

    Mas Inoue almejava outras coisas...

    Inoue, sua doce filha queria ser médica!

    Qualquer mãe se sentiria orgulhosa diante de um fato desses, mas para ela era como o ver a perpetuação de seu suplício na figura da filha.

    Se lembrava dos olhares que recebeu no hospital ainda com a pequena nos braços.

    Se lembrava de cada palavra da qual foi chamada e imaginar sua criança ser ofendida, retalhada, comparada ou podada por erros cometidos numa época em que nem era nascida seria demais para ela.

    Seria demais para qualquer mãe.

    Sasuke não era a favor de privar a menina da medicina, mas entendeu.

    Ino sabia dos estudos que ela fazia as escondida na floricultura, sabia das revistas médicas debaixo da cama, sabia que aquela paixão Inoue nunca iria abandonar.

    Nenhum pai ou mãe vem com a receita de como  criar seus filhos, nenhum pai ou mãe pretende errar nessa criação e quando acontece sempre é tentando acertar, tentando fazer o seu melhor.

    E foi pensando nisso que procurou proteger Inoue, era cruel fazer isso? Sim! Mas esse erro ela queria cometer.

    Não o que se seguiu tempos depois...

    Quando as meninas cresceram um pouco mais, quando já eram mais livres e independentes, foi ali que eles tentaram algo.

    Não saberia dizer exatamente como tudo se deu, mas iniciou com ambos sozinhos em casa, acabaram jantando juntos, apenas os dois, o assunto era o de sempre, as meninas e o trabalho, mas o dele do que o dela já que a maior parte do dia passava na floricultura.

    E as flores já não eram mais suas inimigas, mas um acalento naquelas tardes que passava junto as filhas até crescerem o suficiente para seguirem seu próprio caminho.

    Suas meninas foram criadas rodeadas pela beleza das flores, assim como ela mesma, e sua criação não foi tão ruim, talvez se os pais não tivessem partido não teria entrado naquela situação...

    Mas o se não define a vida de ninguém, apenas os fatos.

    E o fato era que ela e Sasuke após conversarem por um tempo longo demais se viram ali, mais uma vez, um nos braços do outro.

    Depois de tantos anos.

    Estavam próximos e sorrindo ao falar de algum feito de uma das meninas, falavam de como eram boas garotas e inteligentes, espertas...

    Que ambos haviam feito algo de bom apesar de tudo.

    Então aconteceu, o roçar de lábios.

    Boca na boca após tanto tempo.

    E o que começou de forma lenta e ritmada foi tomando proporções maiores, mais intensas, mais abrasadoras, então as mãos finas e delicadas foram parar nos cabelos negros e seus corpos se viram mais próximos, mais unidos.

    Mas assim como começou terminou, o beijo calmo que se tornou selvagem findou com as testas coladas e os olhos fechados.

    Não conseguia.

    Não desejava.

    Não queria.

    E quando os abriu e encontrou o olhar desigual enxergou o mesmo.

    Suspirou e se afastou.

    Nunca mais algo daquele tipo aconteceu.

    Nunca falaram sobre aquilo.

    Pois os anos pareciam ter lhe feito entender que sexo qualquer um faz

    Mas amor...ah o amor...

    Esse era único.

    E se fosse para acontecer que fosse por amor, nunca mais por impulso, por simples desejo.

    E um antigo amor pareceu surgir diante de si quando Morino Ibiki decidiu se aposentar.

    A ideia lhe pareceu estúpida de início, néscia, inepta...

    Foi expulsa do corpo de inteligência da Vila da Folha, não haviam chances para ela. Além do mais já era uma mulher mais velha e que acabou deixando de lado o corpo shinobi para se dedicar as filhas.

    Mas os treinos isso sim nunca abandonou!

    Quanto mais treinava Inoue, mais queria lhe mostrar as habilidades do clã.

    E mais se reencontrava em suas próprias capacidades.

    Ela teve medo, sim teve, mas até mesmo por elas, por suas meninas foi até lá e se colocou na zona de frente, mesmo se a rechaçassem, mesmo que a mandassem sair, ela foi e fez o exame.

    E passou com louvor!

    Quando foi readmitida no corpo ninja ficou em êxtase, mas nada disse em casa, queria fazer uma surpresa.

    Não falou nada a ninguém na verdade, iria por seus próprios feitos e subiria, degrau por degrau, levasse o tempo que fosse.

    Inoue ficaria encarregada da floricultura enquanto ela se unia aos novos recrutas.

    Mas então veio o baque. Ela não poderia seguir adiante devido ao seu passado.

    No desespero, sem ter para onde correr, foi atrás do amigo, foi pedir seu auxilio.

    Shikamaru foi irredutível.

    -Sinto muito Ino, mas tem coisas que nem mesmo eu tenho o poder de fazer.

    -Não pode falar com o Hokage?

    -E dizer o que? Que você quer voltar para área de onde foi expulsa por trair a melhor amiga dele no local de trabalho?!

    Ela se calou, não tinha mais argumentos.

    E voltou para o lugar de onde nunca deveria ter saído, a floricultura.

    Mas não ficou nem dois dias lá pois suas habilidades logo foram necessárias e ela se viu sendo chamada as pressas para um caso urgente.

    E ali sim viu a oportunidade que precisava!

    E agarrou com unhas e dentes!

    Naquele dia, no jantar, comemoraram juntos a volta de Ino ao trabalho como kunoichi da vila, e o abraço das filhas ao lhe dizerem como estavam orgulhosas foi sua maior recompensa.

    Sarumi estava diferente!

    A pessoa mais concentrada daquela casa, a mais obcecada nos treinos e missões, a mais séria...estava sorrindo.

    Aérea, diferente demais da filha que sempre conheceu.

    Mas Inoue também estava, e ao contrário da irmã, seus sorrisos fáceis morreram de repente e as conversas se tornaram mais curtas e sucintas.

    Os papeis estavam se invertendo?

    Inoue só se permitia com o pai.

    E o pai se permitia com ela.

    No começo achava bom o fato de Sasuke se atentar a Inoue já que ficava o dia inteiro com Sarumi, fora as missões juntos.

    Mas então, a medida que a menina crescia ela percebeu as semelhanças, o Uchiha não era estúpido, ela sabia que ele havia notado também.

    Apesar da aparência ser idêntica a sua, o jeito, os gostos...tudo a faziam se lembra da amiga a quem tanto feriu.

    Pensou que fosse um sinal, uma forma do universo a fazer se recordar sempre do mal que havia cometido. Depois viu como uma forma mesmo que torta de ter ambas em uma pessoa só.

    Sua filha e sua antiga amiga.

    Inoue a curava do martírio, pois amava sua filha.

    Amava Sakura também mesmo nunca na vida podendo externar esse tipo de sentimento, pois quem ama não faz o que fez.

    Amigos são como um irmão que a vida lhe dá a chance de escolher.

    Tinha Shikamaru, tinha Chouji e teve Sakura.

    A expulsou de sua vida de uma forma torpe e egoísta por não saber lidar com suas próprias desgraças, acabou causando uma ela mesma.

    Então a vida lhe deu Inoue, tão parecida com a amiga que partiu...não se sentiu merecedora mas aceitou de bom grado.

    De pedacinho em pedacinho ia se refazendo.

    Assim como Sasuke.

    Eles tinham um pedaço dela ali, com eles, e por mais estranho e tosco que pudesse parecer trazia uma forma de alívio, pois nunca mais na vida ouvira falar da verdadeira.

    Sequer havido tido a chance de se aproximar e dizer algo.

    Também, naquela época não saberia o que falar, como falar, as palavras faltariam, procurarias culpados onde não existiam.

    Mas lá no fundo, só para ela...pedia para que as dores que havia causado na cerejeira pudessem ser curadas, que sua raiva cessasse, não por ela, mas para que não destruísse a capacidade de amar que a antiga amiga obtinha.

    Que ela fosse feliz.

    Ela sim merecia algo bom depois de tudo aquilo.

    Sakura sempre mereceu.

    Merecia o melhor dela como amiga e de Sasuke como marido, e isso eles não conseguiram lhe dar.

    Entendia que o espaço para ela era o melhor para que aquilo passasse

    Para que o tempo cicatrizasse as feridas.

    E o tempo passou.

    A chance de sua vida apareceu bem diante de seus olhos.

    -Vamos todos para Dohã!

    Foram as palavras do Hokage.

    Aquele lugar parecia ser a mais nova palavra mágica de Konoha.

    -Como sabe Ino, Ibiki se aposentou e precisamos de alguém que o represente externamente.

    -Sim Hokage-sama.

    Por dentro todo seu corpo estava em êxtase tamanha era sua felicidade, mas por fora permanecia contida.

    -Devido a problemas no passado você não seria cotada para voltar ao setor de inteligência, mas como a falta de profissionais na área e você tem talento e interesse, estamos te dando essa chance.

    -Eu agradeço muito por isso.

    Naruto não deixaria a oportunidade de lembrar sobre aquilo passar, ouviu e simplesmente agradeceu.

    Era polida.

    -Será uma missão totalmente voltada para diplomacia, foi a pedido do Emir que a um representante de nossa área de inteligência fosse conosco, assim como um de nossos times, isso já é tradição quando algum Kage vai conhecê-los.

    -Entendo.

    -Eu espero que não haja problemas...

    Não entendeu aquela parte, mas foi Sasuke que externou sobre a colocação feita pelo loiro

    -Não a porque haver problemas.

    O Uzumaki pareceu satisfeito

    -Kakashi e Shikamaru ficarão em meu lugar enquanto viajamos.

    Então se surpreendeu.

    -Shikamaru não vai?

    -Não, preciso dos melhores conselheiros na vila na minha ausência.

    Shikamaru sempre ia em missões diplomáticas com Naruto, tinha como certa a ida do amigo.

    -Outra pessoa irá em seu lugar. Podem se retirar.

    E enquanto caminhava junto a Sasuke de volta para casa, conversava animadamente depois de muito tempo, sentia algo novo, uma sensação que a muito não experimentava.

    Dohã seria a luz no fim de seu túnel!

    Inoue também iria.

    Aquilo a pegou de uma forma que nunca imaginou.

    Após ler a carta baixou-a olhando para os olhos tão azuis quanto os seus.

    -Porque não me contou?

    -Porque sempre foi contra.

    -Eu sou sua mãe!

    -Eu não quero seu uma Yamanaka mamãe, quero ser médica!

    Aquilo a atingiu.

    -Inoue!

    Sarumi desceu as escadas e foi até a progenitora.

    Sasuke olhou para a filha.

    -Eu só quis que você fosse...

    -Você!

    Cortou a loira mais jovem.

    -Queria que eu fosse como você, mas eu não sou!

    Sentiu os olhos embargados e balançou a cabeça resignada

    Estendeu a carta a filha e apenas disse

    -Parabéns.

    Então se virou subindo as escadas apressadamente.

    Sarumi foi atrás, mesmo assim ouviu quando Sasuke disse

    -Vá pedir desculpas a sua mãe

    E ela foi, horas depois.

    -Mamãe?!

    O quarto estava escuro e ela estava deitada sobre a cama olhando para a janela semi-aberta

    -Mamãe, me desculpe, eu falei sem pensar.

    -Você é inteligente o suficiente para saber o que diz, falou o que sente, tudo bem, eu posso suportar.

    -Mamãe, eu amo você!

    E Inoue se aproximou deitando-se a seu lado e se aninhando nos braços da matriarca como a muito não fazia.

    -Eu também te amo Inoue, você não faz ideia do quanto.

    Apertou forte o corpo da filha beijando os fios loiros.

    Não gostava muito do fato das meninas viajarem separadas dela, Sasuke muito menos, mas estava numa missão diferente da deles, nada podia fazer.

    Quando soube que Temari iria no lugar de Shikamaru seu corpo inteiro gelou, esperava muito que a loira fosse profissional, e até o estava sendo, apesar de sequer lhe dirigia o olhar.

    Já seu marido, Shikamaru, havia sido incisivo

    -Não estrague tudo dessa vez!

    Ela sorriu e o abraçou.

    O caminho foi longo e agradável na medida do possível, suas meninas se comportavam bem pelo que podia perceber, os anos de dedicação na educação das mesmas, apesar de seus gênios sobressaírem a qualquer tipo de etiqueta que tenha tentado empregar...mostraram-se válidos.

    Tudo corria bem, tranquilo, até que o viu ao longe.

    Sobre o animal de corcovas fazendo todo aquele trotar parecer algo leve e fácil.

    No inicio foi apenas curiosidade, mas foi apenas o jovem rapaz pular sobre o homem que o lenço que levava sobre o rosto saiu do lugar.

    E naquele momento algo que a muito tempo não sentia, que nem sabia mais como era brotou em seu interior.

    Os olhos negros a encararam e ele lhe estendeu sua mão.

    E Ino amava olhos negros...

    CONTINUA...


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