Always

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    Capítulos:

    Capítulo 6

    Capitulo 6

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez

    Estar naquela casa novamente não lhe trazia boas recordações. Adentrou as enormes portas de carvalho sem fazer sequer um ruído, caminhou diretamente para a enorme sala de jantar, um luxo extremamente extravagante pra uma família de quatro pessoas, no caso agora três.

    -Esta atrasado.

    Disse a voz grossa e rouca do moreno mais velho

    -Fiquei preso no hospital.

    Mentira, a verdade era que pensou varias vezes se iria ou não aquele maldito jantar.

    -Ficamos felizes que tenha vindo.

    A senhora também morena que se encontrava sentada a mesa junto ao marido disse

    cordialmente.

    -Hun... respondeu o Uchiha mais novo.

    -Diga só por você Mikoto.

    Fugaku não parou um minuto sequer de apreciar a refeição nem ao menos para olhar o rosto do filho.

    -Fugaku por favor, você prometeu.

    -Que seja. Respondeu o mais velho com descaso.

    Sasuke ouvia tudo sem se importar, a verdade é que já estava acostumado com aquele tratamento, só estava ali devido aos insistentes pedidos da mãe.

    Os empregados se aproximaram e o serviram em silencio, o mesmo nem sequer os encarava.

    O lugar era grande e frio, como sempre fora, e silencioso, muito silencioso, se não fosse acostumado com certeza já estaria louco, o único som ouvido era o dos talheres batendo nos finos pratos de porcelana chinesa datados do século XVII.

    -E então como esta indo no hospital? A senhora Uchiha era a única a tentar manter algum tipo de dialogo.

    -Bem.

    Desde a morte de Itachi, Mikoto vem tentando se reaproximar do filho, no começo também havia o julgado pelo fato, mas depois se culpou por fazer isso a Sasuke. Ela via que o que ele mais precisava era apoio, mas não adiantava, ele nunca deixava ela se aproximar, nunca deixava ninguém se aproximar, somente Naruto conseguia alguma coisa do moreno. Sabia que não dava pra consertar anos de desprezo em um simples jantar, não que ela o desprezasse, mas nunca fez nada para evitar os maus tratos do pai com o filho, nem o protegia do mesmo, ela era uma péssima mãe e sabia o porque, todos sabiam menos Sasuke.

    -Algum paciente apresentou melhoras?

    -Não. Era sempre assim que a respondia, monossilábico, coisa que era bem aceita pela mãe já que com o pai ele mal dirigia a palavra.

    -Claro, mais um que vai parar no tumulo por sua causa.

    Já com Fugaku era diferente, ele sempre lhe dirigia a palavra, cada uma mais cruel e ferina que a outra.

    -Fugaku, pare! Mikoto sempre tentou manter a paz entre os dois, mas era impossível.

    -Nem sequer consegue manter uma conversa decente com os pais, depois de quase um ano sem nos ver, ate mesmo Itachi que sempre te protegia, se estivesse aqui te repreenderia, maldita hora em que ele morreu.

    Era sempre assim quando via os pais, sempre...de repente a comida começou a se tornar intragável.

    -Aposto que ele preferiria estar morto a ter de conviver com você.

    O som do talher batendo com violência no prato foi ouvido por todos, os empregados se assustaram e a senhora Uchiha já se preparava para intervir na discussão dos dois.

    -O que você disse moleque?

    -Alem de velho esta surdo?!

    Fugaku levantou com tanta violência que a cadeira em que o mesmo estava desabou no chão causando um enorme estrondo.

    -Maldita hora que você nasceu.

    -FUGAKU, POR DEUS, PARE!

    Mikoto estava de pe, as lagrimas já eram presentes em seus olhos negros.

    -CALADA! VOCE É A CULPADA DESSE ESTORVO, DEVIA TER ABORTADO COMO EU

    MANDEI!

    A senhora Uchiha desabou na cadeira tapando o rosto

    -Fugaku, você não sabe o que esta dizendo...

    -Itachi era meu filho, meu único filho...não esse...esse BASTARDO!

    -Sabe o que é engraçado. Sasuke se levantou com o guardanapo em uma das mãos

    limpando o canto da boca. – Eu sou exatamente como o senhor.

    -SAIA DAQUI, SAIA DA MINHA CASA AGORA!

    -Com todo o prazer.

    O moreno caminhou calmamente ate ouvir o som da voz de sua mãe.

    -Sasuke! Meu filho...por favor...

    -Se você for atrás dele Mikoto, é pra não voltar mais!

    Ouviu a mãe se calar, era sempre assim, totalmente submissa a ele.

    Abriu novamente as portas de carvalho e desceu as escadas da mansão indo em direção a seu carro. O vento bateu em seu rosto o deixando mais frio do que já estava.

    O curioso é que mesmo durante anos o moreno ouvindo que Itachi era o filho dele, o único filho, alegre, divertido, feliz... enquanto Sasuke que era frio, severo...um déspota, era ele que era exatamente como ele, como Fugaku Uchiha.

    Entrou no carro e deu a partida deixando pra trás um rastro de pneu queimado e uma família que queria esquecer.

    O que o moreno não sabia é que um único erro no passado de sua mãe o havia condenado a uma vida de total desprezo por parte de seu pai.

    Ficou horas rodando de carro pela cidade, não podia dizer que as palavras do pai não o haviam afetado, sim afetaram, mas ele não ia surtar ou chorar, fazia anos que não chorava, desde a morte de Itachi. Chegou em casa já era de madrugada, estava tudo escuro, sinal que Karin não estava , deixou as chaves na mesinha do abajur ao lado do sofá e se deixou cair no mesmo, estava cansado, muito cansado. Fechou os olhos buscando algum sono mas era em vão estava completamente aceso. Se levantou e foi para o quarto, sentou-se diante da escrivaninha ao lado da janela e posse a pensar.

    Será que ela ainda estava acordada, esperando o sol nascer como no outro dia?!

    Balançou a cabeça afastando aqueles pensamentos, desde a conversa com Naruto resolveu esquecer esse assunto, por pior que fosse admitir o loiro idiota estava certo, não que ele fosse se envolver com ela, nunca pensou nisso, era difícil ate a ver como mulher com aquele jeito completamente infantil que tinha, mas alguma coisa dentro de si não deixava a garota estranha de cabelos cor de rosa se afastar de sua mente, quando pensava nela não era seu coração que se aquecia, mas sua mente, sua cabeça fritava.

    Tirou os olhos da madrugada estrelada do lado de fora da janela e buscou a única gaveta presente na escrivaninha, retirou de la alguns papeis, agora que havia perdido dois pacientes só lhe restava uma, e era exatamente sobre seu caso que iria estudar, não podia perder mais um...não podia perder ela.

    Afinal, seu caso era extremamente interressante.

    CONTINUA...


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