Always

Tempo estimado de leitura: 3 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 3

    Capitulo 3

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez

    A morte (do latim mors), o óbito (do latim obitu), falecimento (falecer+mento) ou passamento (passar+mento) são termos que podem referir-se tanto ao término da vida de um organismo como ao estado desse organismo depois do evento. A morte é o fenômeno natural que mais se tem discutido tanto em religião, ciência, opiniões diversas. O Homem, desde o princípio dos tempos, tem a caracterizado com misticismo, magia, mistério, segredo. Para os céticos, a morte compreende o cessar da consciência, exatamente quando o cérebro deixa de executar suas funcionalidades.

    Aquela aula era relativamente chata, detestava essa parte do curso de medicina, a parte filosófica. Para ele era perda de tempo.

    -Vocês como médicos irão se deparar com a morte diariamente, cabe a vocês dar o primeiro conforto a família, pois pra eles cada um de vocês terá falhado no cumprimento do dever.

    Aquelas palavras do professor fizeram Sasuke refletir, sabia que como medico seu dever era o de salvar vidas, mas afinal de contas, morrer também não fazia parte da vida?!

    -A pior parte de ser medico esta na perda. O ser humano não esta acostumado com ela e é o único ser vivo capaz de senti-la na carne, somos os únicos a velar nossos mortos, a falar com eles, a não aceitar que a morte é o fim...

    -Mas professor, como futuros médicos não somos obrigados a aceitar que a morte é o fim, biologicamente falando, quando se morre se deixa de existir.

    -Sua lógica tecnicamente é correta senhorita Matsuri, mas não é um em emaranhado de células e tecidos vivos que fazem cada um de nos aqui dentro desta sala existir.

    Os alunos se entreolharam.

    Nesse instante o professor se dirigiu ate o quadro e desenhou uma molécula de DNA.

    -Isto é a base da vida. Foi a apagando gradativamente. –Quando ela é destruída, não sobra nada?

    Um burburio começou na sala.

    -Senhor Uchiha?

    Sasuke olhou para o professor

    -Como responderia essa pergunta?

    Os alunos se calaram.

    Ele refletiu, olhava dentro dos olhos do mestre,aqueles olhos tentavam lhe dizer alguma coisa...o que seria? O que nos tínhamos de diferente de qualquer outro ser vivo? Teve um estalo, por fim entendeu.

    -Sobra a lembrança. Cada ato, cada gesto, cada pensamento...enquanto alguém for querido por uma pessoa, ela jamais deixa de existir.

    O professor lhe deu um sorriso.

    -Será um ótimo medico senhor Uchiha.

    A partir daquele dia Sasuke passou a olhar aquela aula com outros olhos.

    “Não sei porque essas lembranças invadiram minha mente depois da visita aquele quarto. Era uma lembrança distante de uma aula do primeiro período da faculdade a anos atrás. Aqueles pensamentos realmente me perturbaram e isso fez com que eu me distraísse do transito, só despertei depois de ouvir a enorme buzina de um caminhão e seus faróis se aproximando, freei o carro bruscamente cantando os pneus e deixando um fétido cheiro de borracha queimada no asfalto, meu coração disparou, minhas mãos suaram. O que estava acontecendo comigo? Por um instante achei que poderia morrer...

    Cheguei em casa e estava tudo uma penumbra. Acendi as luzes e fui para a cozinha beber um copo de água, ainda não havia me recuperado totalmente do susto.

    Quando me virei a vi encostada no batente da porta, usava uma camisola vermelha combinando perfeitamente com seus cabelos caídos soltos pelos ombros nus, tinha que admitir, era tentador. Ela sorriu pra mim e veio andando sorrateiramente, tinha o andar felino e sua respiração estava embargada, certa vez Karin havia dito que minha simples presença já a deixava excitada, pude comprovar isto naquele exato momento. Ela passou as mãos envolta de meu pescoço e sussurrou em meu ouvido

    -Demorou...

    -Fiquei preso no hospital.

    -Senti sua falta.

    -Sei muito bem do que você sentiu falta.

    Ela se afastou e me encarou nos olhos

    -E o que esta esperando?”

    A jovem lhe tomou os lábios com volúpia, Sasuke correspondeu à altura prendendo sua cintura a prensando mais contra si. Karin ansiava por um contato maior e já foi logo lhe arrancando a camisa e buscando o zíper da calça, o moreno a girou e a levou ate a pia, segurou em suas nadegas e a pos sentada sobre a mesma, tinham pressa, tinham luxuria. A ruiva abaixou o cós da calça e buscou o membro já rijo do moreno o colocando pra fora, Sasuke passava as mãos pelas coxas leitosas da jovem e buscou a fina peça que ela usava por baixo da roupa logo a afastando, roçou seu membro lentamente pela entrada já úmida somente para vê-la arfar e implorar, sorriu de canto e penetrou de uma vez fazendo a mesma gritar. Os movimentos já começaram com força e seguiam-se intensos. A ruiva gemia, arfava e lhe puxava mais para si com as pernas entrelaçadas em sua cintura, o moreno segurava e as apertava em volta de si. Por vezes se encaravam, mordiam os lábios e suspiravam, o prazer era intenso, mas foi somente quando chegaram ao ápice que se sentiram satisfeitos, primeiro ela depois ele.

    Se retirando de dentro dela o moreno a encarou e viu seu semblante satisfeito, sorriu e se encaminhou para o banheiro. Tomou um banho rápido e foi para a cozinha, assim que abriu a geladeira viu uma bandeja coberta de morangos. Morangos... era engraçado como não se lembrava do cheiro deles, pegou um e sentiu seu aroma, tinha o cheiro de sua paciente, por isso não identificou qual essência ela usava assim que a sentiu, não gostava de coisas doces, não gostava de morangos. Colocou a fruta novamente onde estava, havia perdido a fome.

    Assim decidiu ir pra cama, deitou ao lado de Karin e estranhou o sono lhe alcançar tão rápido, em pouco tempo já estava dormindo e ate mesmo sonhando.

    Estava em um lugar escuro, sentia um perfume estranho no ar, tentou tatear algo ao redor que pudesse lhe ajudar a sair dali ate que sentiu algo tocar sua mão, olhou para mesma e pode notar uma pétala de flor. No mesmo instante varias outras pétalas começaram a cair sobre si acompanhado seus passos e ajudando a iluminar o local, por fim pode ver logo adiante uma enorme arvore, uma cerejeira, as pétalas se desprendiam das flores a medida que o vento soprava. Mais ao longe pode ouvir uma risada, se aproximou e encontrou uma pessoa sentada debaixo da arvore segurando uma das flores, tinha mãos bonitas e delicadas, não conseguia reconhecer quem era pois estava desfocada, ela a despetalava e sorria, sua risada preenchia todo o espaço e isso lhe deu uma felicidade incompreensível, a pessoa notou sua presença e se virou deixando o sorriso morrer, Sasuke não reconheceu aquele rosto disforme mas foram os olhos o que mais lhe chamaram a atenção. Eram nitidamente verdes e brilhantes, mas algo estava errado. Algo dentro do moreno lhe encheu de pânico e os olhos verdes como jades foram se tornando rubros, sangue começou a escorrer dos mesmos e tomar conta do local antes tão belo, tentou alcançar a pessoa para lhe ajudar mas se viu preso em uma enorme poça de sangue. Tentava a todo custo se mover, era em vão...aos poucos ela foi se afastando levando consigo a enorme cerejeira, as belas mãos e seus lindos olhos verdes... e tudo se tornou escuridão novamente.

    Acordou em um rompante assustado e suado. Sentou-se na cama e passou a mão pelos cabelos negros, olhou para o relógio no criado ao lado da cama, ainda eram duas horas da manha, Karin ressonava ao seu lado. Suspirou pesaroso, quando finalmente conseguia dormir os pesadelos o atormentavam. Se levantou e foi ate a janela, abriu-a calmamente evitando fazer barulho, sentiu a brisa fria da madrugada tocar sua pele e secar superficialmente o suor do corpo, fechou os olhos e tentou relaxar, no mesmo instante as imagens do sonho voltaram a sua mente. Afinal de contas, o que aquilo podia significar? Bufou enquanto voltava a abrir os olhos, quando poderia finalmente ter paz?!

    Caminhava sozinho pelos corredores quase vazios, decidiu ir mais cedo para o hospital aquela manha já que passara o resto da noite em claro, talvez assim conseguisse chegar mais cedo em casa e tentasse dormir um pouco. Foi para sua sala colher os prontuários do dia, nenhuma das visitas era urgente então se prendeu no ultimo da pilha que se encontrava em sua mesa, era o do quarto 303.

    “Peguei o elevador e me dirigi para o terceiro andar do hospital, àquela hora da manha poucas pessoas circulavam pelo ambiente, parei na frente do quarto e bati levemente, ela ainda poderia estar dormindo.

    -Pode entrar. Ouvi em resposta

    Empurrei a porta calmamente, estranhei ao vê-la acordada, havia arrastado a poltrona que fica ao lado da cama para perto da janela. Seus cabelos rosados estavam soltos, vestia uma simples calça de moletom azul com uma blusa amarela, sempre muito colorida. Olhava para a paisagem do lado de fora e não se moveu um milímetro ao notar minha presença, continuava encolhida, abraçando as pernas.

    -Bom dia. Disse tentando ter sua atenção.

    -Bom dia. Ela respondeu com a voz serena

    -Como se sente hoje?

    -Incrivelmente bem...

    -Teve uma boa noite de sono? Fazia as perguntas de praxe quando se ia visitar um paciente

    -Não dormi essa noite. Ela respondeu ainda presa a imagem do lado de fora

    Aproximei mais da onde estava e me sentei na cama.

    -Sentiu alguma dor?

    -Não.

    -Deve saber que não pode ficar sem dormir, pode ser ruim para o seu problema.

    Finalmente ela se virou pra mim

    -Seria muito pior não ter a oportunidade de ver essa linda manha nascer. Sabe...as vezes imagino como os outros pacientes se sentem, como eles não podem apreciar um simples raiar do sol, então, eu empresto meus olhos pra eles, e vejo, sinto...idiota né ?!

    Os tímidos raios de sol bateram em seu rosto iluminando seus olhos e mais uma vez ela sorriu pra mim.

    A admirei por alguns instantes ate que algo passou por minha mente, eu conhecia aqueles olhos...eu me lembrava deles.

    Levantei de imediato ao recordar do pesadelo.

    O silencio reinou entre nos ate ela voltar a admirar a paisagem do lado de fora.

    -Tente dormir um pouco.

    Me dirigi ate porta ansioso para sair dali.

    -Você também, Doutor. Ouvia-a dizer antes de abrir a porta e me retirar.

    Ela notou que eu precisava dormir....

    Enquanto eu passava a noite acordado por ter insônia ela passava porque desejava ver o sol nascer...

    - Quem é essa garota? Me perguntei assim que cheguei ate minha sala.

    Me joguei na cadeira atrás da mesa e passei a procurar o relatório que Konan me deixou. Eu queria. Não! Eu precisava saber quem era aquela garota.”

    CONTINUA...


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