O Mago Das Espadas - Livro 0: Os Escolhidos

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    12
    Capítulos:

    Capítulo 16

    A Princesa Perdida no Pesadelo

    Linguagem Imprópria, Nudez, Violência

    E como prometido a conclusão da historia da Illya! Boa leitura!

    A escuridão completa a envolvia, sentia medo, indefesa, sozinha, seu corpo parecia estar amarrado por grossas correntes que lhe sustentavam no ar. Começou a abrir os olhos lentamente, sua visão estava turva, pisca várias e várias vezes, até sua visão se acostumar com o ambiente em que estava que por sinal lhe era muito familiar.

    – O... O quê? – A pequena Illya estava de volta ao seu quarto, porém bem diferente do que ela se lembrava. Não havia cama, colchoes, brinquedos, as janelas estavam quebradas e cortinas rasgadas dando uma aparência tenebrosa ao aposento. – M-Mas o que está havendo?! – Grita a menina em pânico. – Aí que frio!!! – Se abraça e se dá conta que as belas veste que usava viraram trapos sujos, seus pés estavam descalços e seu cabelo desgrenhado lhe davam a aparência de uma menina de rua ou pior abandonada. – Não pode ser...

    Começa a se desesperar.

    – Gwyndolin!!! Por favor, se isso é uma brincadeira não tem graça!!!

    Não ouve resposta.

    – GWYNDOLIN!!! – Grita com todas as suas forças e num misto de desespero e medo abre a porta de seu quarto que cai toda podre. – Minha Deusa... – A pequena Illya tapa a boca e começa a correr pelos longos corredores do castelo... ou o que um dia já foi.

    Tudo estava diferente, salas vazias, quartos destruídos, mobilha podre, tudo era velho e sem vida, como se o castelo estivesse abandonado há vários anos ou até mesmo décadas.

    – GWYNDOLIN!!! – Grita o nome de sua mentora tendo lágrimas escorrendo por seu rosto. Sentia seus pequenos pés arderem devido à corrida. O frio era tão intenso que a cada sopro de ar podia ser visto uma nevoa saindo de sua boca.

    Illya correu por mais alguns minutos até chegar ao hall central do castelo onde não havia mais nada.

    – Não... – Desceu devagar as escadas olhando tudo a seu redor. – O que tá acontecendo? – Sentiu flocos de neve caírem em seus cabelos, olhou para cima e viu que o teto estava destruído. A neve caindo em sua face se misturava a suas pequenas lágrimas. Olha para a parede e vê que o quadro de seus pais já não estava mais lá. Seus joelhos fraquejam e seu pequeno corpo vai ao chão. – Isso é um pesadelo não é? – Pergunta para o nada. – Tem que ser... snif... tem... quer... ser... – Sua frase morreu em meio a seu grito e suas lágrimas. A pequena princesa e seu castelo dos sonhos já não existiam mais e sim...

    – O castelo dos pesadelos, hu, hu, hu. – Sussurra uma voz fria que veio do nada.

    – Huh! – Illya se assusta, olha para todos os lados, mais não vê ninguém. – Q-Quem está aí?

    Nenhuma resposta, apenas um ar frio percorre o ambiente. Ela se levanta com suas mãos juntas, o medo preenchia cada parte de seu pequeno corpo, sentia-se observada por todos os lados.

    Foi então...

    – Ah... – A pequena Einzerbern olha para o chão e vê que sua sombra estava diferente. – Mas o quê?! – Nessa hora um liquido negro brota de sua sombra, era grosso denso e repugnante. – Pela Deusa Althena... – A menina em pânico tenta se afastar, mas não consegue, seu corpo estava todo paralisado. – NÃO!

    Impossibilitada de se mover ou reagir Illya presencia a cena mais assustadora de sua jovem vida. Da gosma negra que eclodiu de sua sombra uma mão branca com longas unhas surge, a pobre menina nem consegue gritar de tanto medo que sentia. Logo após a mão branca irromper da sombra ela firma suas longas unhas no chão que racha e aos poucos um ser de manto negro como a noite, cabelos escuros como os de uma besta, pele branca como a de um cadáver e olhos amarelos como se fosse a própria morte, emerge completamente da sombra da menina que tinha os olhos arregalados de puro medo. Envolta da criatura, correntes negras e luminosas estavam presas a seu corpo e com um movimento de seus longos braços as arrebentas deixando as cair no chão evaporando-se logo em seguida em uma fumaça negra.

    O tenebroso ser totalmente livre olha para suas mãos, as vira e depois as beija com seus lábios negros, depois os passa pelos cabelos e olha para o céu acinzentado que nevava e sorri. Depois o sorriso se torna uma risada e para logo se transformar em uma gargalhada de puro deboche.

    Illya em meio aquilo sente seu corpo fraquejar, percebe que seu corpo já podia se mover, mas não tem forças para nada apenas tapar os ouvidos tentando abafar as risadas daquele ser medonho. Quando do nada a risada sessa e Illya ouve passos a sua frente, quando ergue seu rosto para ver sente seu queixo ser acertado por um chute que a joga contra a parede. Sente seus ossos doerem, sangue ser cuspido por sua boca, fecha os olhos em agonia e quando seu pequeno corpo estava preste a cair no chão, sente seus pulsos é pés serem envolto por algo maciço e frio que esticam seus braços para cima e suas pernas juntas para baixo.

    Um grito de dor e desespero explode por todo seu ser. Se aquilo era um pesadelo, quando será que ela poderia acordar e ver que tudo não passou de um sonho?

    Um sonho muito ruim e perverso.

    – Pronto... agora você está como posso dizer... mas acessível, hu, hu, hu!

    Illya abre lentamente os olhos e vê aquele ser a sua frente, depois olha para seus braços e pernas, lágrimas começam a cair sem controle enquanto ela tenta se soltar, mas em vão.

    – Me solta!!! Está me machucando, me dessa, por favor!!! – Grita a menina em meio às lágrimas. – O que tá acontecendo? Quem é você e o que ouve com meu castelo?! E a Gwyndolin e as criadas onde elas estão?!

    O monstro se segurava para não ri, porém ao ver o desespero da menina ele não se contém começa ri de se acabar.

    – HÁ, HÁ, HÁ, HÁ, HÁ, HÁ!!! Ah, minha criança você é tão engraçada!

    Illya jaz bico ao ver o monstro debochar dela, fazendo o rir ainda mais.

    – Ohhhh, olha só o biquinho dela!!! Tão meiga tão inocente... e tão tolinha!!! – Se aproxima de súbito de Illya lhe apertando a bochecha.

    – Aí!

    – E ainda por cima é frágil! Nossa eu não poderia ter desejado uma chave mais adequada, hu, hu, hu!

    – Chave? – Pergunta Illya.

    – Sim!!! – Exclama o monstro abrindo os braços. – Uma das chaves que me prendia no obscuro Abismo! Não tinha ideia que estava tão próxima assim, ahhhh, como estou feliz! Ora essa onde estão meus modos... me chamo Breu Black! – E faz um reverencia para a menina. – Mais conhecido como; O Rei dos Pesadelos, ou parte do que já fui um dia. – Se ergue com um sorriso para a menina que o olhava confusa.

    – Breu Black?

    – SIM!!! – Exclama o monstro de maneira animada. – Eu estava preso há algum temo sabe? Um anos na idade da magia... mas lá no abismo... – Se aproxima de Illya e com violência pega seus cabelos a fazendo gritar. – FORAM DEZ ANOS!!! – Berra cuspindo na menina e soltando seus cabelos.

    Se vira dando as costas para ela.

    – Dez longos e intermináveis anos naquela prisão... extirpado do meu poder, minha gloria, meus pesadelos e tudo isso por culpa daquelas quatro crianças!!! – Uma massa de energia negra emana do corpo da criatura que aperta forte seus punhos fazendo sangue negro escorrer por suas mãos.  – Mas isso vai mudar eu vou encontrar as chaves, recuperarei meu poder e me vingarei de cada um deles!!! Especialmente daquele moleque que roubou a minha amada arma!!! – Então move seu braço espirrando no chão o sangue que tinha nas mãos.

    Illya por sua vez não entendia nada do que o monstro dizia, apenas desejava se livrar daquilo tudo e voltar para seu mundo, sua vida, sua...

    – Prisão... – Murmura a princesa. – Foi então que ela se tocou. Mesmo sendo bem tratada, tendo uma vida confortável nunca pode sair do castelo, nunca pode ver nada além daquelas paredes brancas, estudou magia, mas nunca chegou a usa-la e agora mesmo não conseguia se lembrar de nada de nenhuma delas.

    “O que está havendo? É como se eu estivesse vivendo em...”

    – Uma ilusão princesa! – A voz do monstro a desperta.

    – O quê?!

    – Você ouviu. Acho que deve ser difícil pra você entender, mas... – Se aproxima da menina e com sua mão direita segura o queixo da criança e responde. – Você estava vivando em uma ilusão minha criança todo esse tempo.

    Os olhos da menina se arregalam.

    – Não...

    – Uma ilusão em forma de um lindo castelo! Com servos, comida farta, lindas roupas, uma perfeita prisão para proteger a última Einzerbern do mundo exterior ou mais precisamente deles!

    O monstro larga o queixo da menina estala os dedos da mão esquerda e um envelope aparece e sua mão.

    – Sabe? O que é isso princesinha?

    Illya meneia a cabeça em negação.

    – Isto minha cara... é uma carta para você!

    – Huh? P-Para mim?

    – SIM!!! Mais precisamente da odiosa escola de magia e feitiçaria de Draconia!

    – Draconia? – Pergunta a menina.

    – Exato! A mesma escola que a sua mamãe e seu papai estudaram e se conheceram, não é romântico?! – Pergunta Black com sarcasmo.

    – A mesma que meus pais... estudaram... – Um mar de pensamentos passa por sua pequena mente. Uma escola de magia e não qualquer uma a mesma em que seus amados pais estudaram se conheceram e por fim se casaram. –Então essa carta é?

    Breu sorri e responde:

    – Sim é para você querida, digamos que seja... o último desejo de vossos amados pais se assim pode ser dizer, parecia que eles queriam que a filhinha deles tivesse a mesma educação em magia, mas é uma pena... – Larga o envelope. – Você nunca irá para lá! – E pisa na carta da menina.

    – NÃO, ISSO É MEU!!! – Grita Illya tentando se soltar.

    – Ah, me faça o favor minha querida, acha que eu te daria a chave da sua liberdade assim de mão beijada? – Sorri para ela. – Acha que vou te deixar sair daqui, ou melhor, acha que Gwnydolin te deixaria sair deste castelo?!

    Illya congelou ao ouvir aquilo.

    – O quê... disse?

    Dentro de si sentia algo sendo pressionado.

    – Hu, Hu, Hu, vejo que você não conhece muito sobre sua mentora, ou melhor, dizendo, sua carcereira!

    – Minha... carcereira?

    Se corpo fraquejava.

    – Isso mesmo! Você como última Einzerbern viva deve ser protegida, guardada a sete chaves para que ninguém como “moi”, pudesse usar seus poderes, mas pelo visto ao receber a carta de Draconia sua tutora ficou revoltada e fez a coisa mais simples e fácil de se fazer... te abandou e te tirou da prisão ilusória que ela criou e por fim te jogando no mundo real, ahhhh, como eu devo a ela.

     Os olhos de Illya perderam o foco, aquilo não podia ser real.

    – É mentira... – Olha em volta e vê o castelo em ruinas.

    – Tudo necessário para te manter em segredo do mundo, mas nem isso conseguiu impedir Odin e a feiticeira dele a Caster de saberem de sua existência e mandassem uma carta te chamando para a escolinha deles.

    – É mentira... é mentira... – Repetia Illya.

    – Mas em fim, agora você é minha e ninguém pode me impedir de recomeçar a minha escalada pelo poder, ahhh... eu vou me divertir muito com você... Illya... – E lambe os beiços se aproximando da menina.

    – É mentira... é mentira... é mentira... – Repetia sem parar, imagens de Gwyndolin passavam em sua cabeça, rígida, inteligente, sagaz, linda, misteriosa... uma mãe para ela e agora ela a abandonou... jogou-lhe em um mundo onde nada conhecia com um homem mau que iria fazer coisas perversas com ela.

    Não podia ser verdade, não podia e do fundo de sua alma ela grita:

    – É MENTIRAAAAAAAAA!!!

    Illya gritou com todas as suas forças e sem que ela mesma percebe uma aura branca eclode de seu pequeno corpo e se expande pela área.

    – Mas o quê?! – Exclama Black surpreso.

    A Aura de Illya crescia enquanto chorava, fechou seus olhos, Gwyndolin havia lhe abandonado, ou talvez nem mesmo existisse. Castrou sua liberdade, disse para esquecer seus amados pais e para que...

    “Para me fazer sofrer mais?”

    Serrou os dentes, balançou a cabeça, o corpo e gritou pelas únicas pessoas que nunca a trairiam e mesmo que o tempo os tenha levado, não conseguiu os esquecer.

    – MAMÃE... PAPAI!!! – Grita para aqueles que a colocaram no mundo. – ME AJUDEM!!! – Aqueles que ela nunca esqueceu, mesmo sendo mandada diversas vezes, algo em seu peito não os fazia irem embora. – ME AJUDEM, POR FAVOR!!!

    E nome daquilo que não a deixava esquecer seus entes mais queridos era...

    – O Coração dela!!! – Brada Black em fúria.

    Uma luz prateada pulsava pelo peito da menina, suas lágrimas cristalinas rolavam por seu rosto angelical e ela clama uma última vez.

    – Mamãe... Papai... – Fecha seus olhos e os vê, porém eles não estavam mais indo embora e sim olhando para ela.

    O pai de Illya ergue sua mão e um objeto semicircular surge em sua mão esquerda, quanto na mão direita da mãe de Illya duas pedras douradas do tamanho de perolas brilhavam e Illya pode ver seus pais sorrindo para ela e ouviu...

    “Nós nos encontraremos em breve... filha...”

    Aquilo foi o bastante para a menina sorri, Breu que assistia tudo atônito via a menina presa ainda chorando, mas com um grande sorriso em sua pequena face e aquilo o irritou profundamente.

    – Como você ousa sorri para mim assim sua pirralha!!!

    Não havia nada no mundo que ele mais detestava do que o sorriso puro de alguém, principalmente o de uma criança. Aquilo era sua maior fonte de ódio e ponto fraco.

    – Eu vou te ensinar a não sorri para mim menina!!! – Ergue seu braço direito e um longo chicote negro surge em sua mão o qual aperta forte. – Vou arrancar esse sorriso presunçoso da sua cara... AGORA!!!

    E desceu o chicote... que sumiu, assim como seu braço.

    – Ah...

    O monstro arregala os olhos perplexo e sem tempo para pensar sente um sombra o encobri e ao olhar para o alto vê uma imensa figura portando um enorme martelo vir em sua direção.

    – MERDA!!! – E pula para trás escapando do impacto do martelo, mas não da onda de choque que sacudiu todo o ambiente. – UUAAAHHHH!!!! – Berra Black sendo lançado para fora do castelo pela rajada de ar.

    Ele se ajoelha se apoiado em seu braço esquerdo, enquanto pingos negros escorriam por seu braço decepado.

    – Mas que merda está acontecendo?!

    Foi então que ele sentiu, não uma, mas duas poderosas Auras a sua frente. Passos metálicos ecoavam e quando saíram da nevoa de poeira do castelo Black tremeu!

    – Não pode ser... é impossível! – Se levanta. – Achei que vocês estavam mortos!!!

    E a frente de Breu Black estavam dois seres... um gigante de armadura dourada gordo com feições femininas, seu elmo tinha o rosto de uma mulher de olhos fechados e véu dourado, portava um martelo quase do seu tamanho que segurava com força pronto para atacar seu alvo. Ao seu lado estava um cavaleiro também de armadura dourada toda ornamentada, medindo dois metros de altura e usando um elmo em forma de cabeça de leão. Em sua mão direita portava uma longa lança ao qual estava espetado o braço de Black e na esquerda carregava a pequena Illya.

    Black serrava os dentes não crendo no que via, seus planos estavam indo bem, conseguiu a última Einzerbern e teria ela todinha para si, mais agora o jogo virou e ele se via em total desvantagem. Se aqueles dois forem quem ele pensa que são.

    – Não é possível... ouvi rumores que ambos estavam mortos, como podem estará aqui na minha frente agora?!

    Não ouve resposta, o cavaleiro com elmo em forma de leão apenas olha para a menina em seus braços. Estava com seus pequenos olhos fechados ao qual derramavam lágrimas, gemia e se encolhia contra seu peito de frio e de medo. Pode ver as marcas de sujeira e machucados em seu corpo, depois olhou para o monstro a sua frente e uma fúria tomou conta de seu ser. Caminhou até o cavaleiro a seu lado lhe entregando a menina que a acolhe em seu longo braço esquerdo. O cavaleiro leão acena com a cabeça e o gigante confirma com um meneio de sua grande cabeça, se afasta, se encolhe e Black vê o gigante saltar para uma densa floresta sumindo de sua visão.

    – Maldição! Você não vai fugir!!! Quando rei dos pesadelos se preparava para perseguir o gigante e Illya vê seu braço ser jogado contra si. No reflexo o pega e olha em fúria para o cavaleiro com elmo de leão que ainda estava lá. – Hunf! Pelo visto não vai me deixar passar tão facilmente não é? – E coloca o braço decepado no lugar onde uma onda de Aura negra cobre a ferida e em questão de segundos seu braço estava curado. – Devo admitir que para uma ilusão você me surpreendeu, mas não achei que iria cortar meu braço assim tão rápido.

    O cavaleiro não respondeu.

    – Mais não adianta meu caro, Gwyndolin não ficara com a menina, então diga para sua mestra ir procurar outro passatempo, ouviu?!

    Nenhuma resposta.

    – Puf... eu nem sei por que estou perdendo tempo com você... você não é real o verdadeiro cavaleiro que trajava esta armadura, está morto há décadas! Basta que eu estale meus dedos e você desaparecera, como um sonho de um passado distante, hu, hu, hu!

    Breu ergue seu braço esquerdo.

    – Adeus ilusão... quando eu pegar a Illya de volta... ahhh eu vou me saciar, se é que me entende, hu, hu, hu!!!

    E o monstro estala seus dedos e uma onda de aura transparente ressoa pela área. Ele sorri vitorioso, mas logo o sorriso se torna uma cara de medo e angustia, pois o cavaleiro a sua frente não desapareceu!

    – Mas o quê isso?! – E estala os dedos de novo e nada o cavaleiro não desaparecia. – Impossível, isso não pode estar acontecendo?!

    Então...

    – O que você considera impossível ou não, não lhe diz respeito herege...

    Black sentiu um calafrio por seu corpo, o cavaleiro estava falando com ele.

    – Eu não consigo compreender... isso é impossível!!!

    O cavalheiro da alguns passos fazendo o monstro recuar, as nuvens do céu começavam a trovejar, a neve caia sobre os dois. O cavaleiro ergue sua mão esquerda e acolhe o um floco de neve.

    – Vê isso?

    – Ah?

    – Lady Illya é como este floco de neve. Pura, delicada, assim como sua mãe e forte como uma tempestade, assim como nosso lorde!

    Breu engoliu sua saliva.

    – E você... – Caminhou na direção dele. – Tentou macula-la!!! – O cavaleiro segura forte sua lança e mais trovões eclodiam pelo céu! – Não terá perdão!!!

    E avançou contra Breu Black que range os dentes cria duas espadas negras que colidem contra a lança dourada do cavaleiro.

    Mais afastado o cavaleiro gigante criou uma pequena cratera após sua aterrisagem. Levanta-se com cuidado, sacode a terra que estava sobre ele. Atrás de si sente duas Auras colidindo-se ferozmente. Então olha para a pequena vida em seus braços, suspira e diz:

    – Não temas Lady Illya... ninguém mais lhe fara mal. – Solta seu martelo fazendo um carinho em sua testa. – Nós os guardiões do Lorde juramos protege-la, mesmo que isso nos custe à vida.

    Olha para o céu nublado ao qual nevava.

    – Este é apenas o começo de sua jornada... Lady Illya...

    E caminha com a pequena princesa desacordada, estava livre de sua prisão de mentiras e ilusões. Agora estava no mundo real.

    – Bem vinda ao novo mundo.

    E caminha sumindo na alvura em quanto mais afastado a tempestade de raios havia cessado. O cavaleiro leão gira sua lança entre os dedos a apoiando no ombro, contempla sua obra dando as costa em seguida indo embora deixando para trás o Rei dos Pesadelos empalado na parede por diversas lanças feitas de raios ao qual ainda vivo gemia de dor e agonia.


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