Always

Tempo estimado de leitura: 3 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 1

    Capitulo 1

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez

    Historia antiga mas que também quis postar aqui, boa leitura!

    “Porque foi o amor dela que me salvou...”

    ”Nunca levei minha vida a serio, talvez seja por que lido com a morte todos os dias. Meu nome é Uchiha Sasuke, sou medico do Hospital Geral de Tókio, especialista em pacientes terminais e essa é a minha historia.

    Como todas as outras pessoas do mundo eu sempre quis ser especial, realmente acreditei nisso ate a realidade aparecer diante de mim.Sempre gostei de medicina, desde os meus oito anos quando vi um acidente de carro no cruzamento da minha escola, o barulho das pessoas, das ambulâncias, os bombeiros tentando resgatar as vitimas, enquanto todos ao redor se mostravam chocados eu me fascinava…naquele dia resolvi, iria salvar vidas. Mas o futuro nem sempre é como esperamos, entrei em um ramo evitado por todos, o da morte, e ate hoje me lembro das palavras de minha chefe:

    -Devia cuidar dos pacientes terminais, você é frio o bastante para lhe dar com eles.

    Na hora não quis entender o que Tsunade estava dizendo, hoje eu aceito a minha condição, eu não me compadeço diante da morte.

    -Ah…ola Sasuke.

    Como sempre estava perdido prestando atenção nos prontuários de meus pacientes, alguns mostravam alguma melhora, outros nem tanto. Recebi o cumprimento de

    Konan mas nem me importei, ela sabia como eu era, todos sabiam.

    -Ola. Fui seco.

    Ouvi um suspiro e levantei os olhos, ela olhava pra mim com cara de poucos amigos.

    -Você poderia ser mais agradável!

    -O que você quer?

    Voltei meu olhar para os prontuários, somente Konan e Tsunade insistiam em manter algum contato comigo dentro do hospital alem de Kakashi.

    -Queria te pedir um favor, vou sair de licença maternidade…

    É mesmo, por vezes me esquecia que Konan estava grávida, já entrando no nono mês, ela e o marido Nagato se casaram a um ano, me lembro de ter ido a festa mas não do que fui fazer la.

    -Que bom pra você.

    -…e gostaria de pedir que ficasse com uma de minhas pacientes.

    Voltei novamente meus olhos pra sua figura, a enorme barriga estava saliente por debaixo do jaleco, ela sorria.

    Suspirei

    -Tudo bem, deixe o relatório em minha sala.

    -Ah, obrigada Sasuke.

    Ela me abraçou, eu continuei imóvel.

    Depois que me largou me encarou profundamente.

    -Ela vai dar um jeito em você.

    -O que? Torci o cenho.

    -Nada…. Disse se afastando. – Deixarei o relatório em sua mesa.

    -Certo. Meus olhos retornaram para meus afazeres.

    -Cuide bem dela, ele é muito especial.

    Ignorei suas ultimas palavras, quando terminei de revisar cada prontuário Konan não estava mais la, e eu…respirei aliviado.”

    A noite já caia e seu plantão se encerraria dali alguns minutos, fora um dia cansativo assim como todos os outros.

    Abriu a porta de sua sala e acendeu a luz, fechou a janela que deixava entrar um vento frio fazendo todos os papeis da mesa saírem do lugar. Sentou na poltrona atrás dela e apertou o botão da secretaria eletrônica que piscava insistentemente, levantou os pés os repousando sobre a mesa, jogou a cabeça pra trás e tentou relaxar.

    A primeira mensagem começou…

    -Sasuke meu amor, não poderei passar na sua casa essa noite, fiquei presa em Ota decorando a casa de um cliente, passarei a noite em um hotel, amanha nos vemos…vou matar toda saudade. Beijos da sua ruiva gostosa.

    Não pode deixar de dar um leve sorriso, aquela era Karin, sua namorada, extravagante como sempre.

    Olhou para a janela fechada, a lua já surgia no céu trazendo consigo pequenos pontos cintilantes, as estrelas estariam bonitas aquela noite.

    O próximo recado se iniciou, assim que reconheceu a quem pertencia aquela voz se endireitou na poltrona.

    Era sua mãe

    -Sasuke, sei que não gosta de receber ligações no trabalho mas queria te lembrar do jantar no sábado, você ainda tem uma família.

    Os olhos negros encaravam o aparelho que mostrava não haver mais nenhuma mensagem

    -E agora ela lembra disso… disse para si mesmo.

    Olhou para o relógio de ponteiros que ficava em cima da mesa, já era hora de ir, arrumou os papeis espalhados por sobre a mesma, ate que um lhe chamou atenção.

    Era o relatório da paciente que Konan havia transferido pra ele, passou os olhos rapidamente lendo por alto, talvez desse uma ida ate seu quarto antes de sair, mas desistiu assim que leu a ultima linha, era a letra de Konan.

    “Seja bonzinho.”

    Aquilo o irritou um pouco, Konan era muito amiga de seus pacientes e pra ele isso era pouco profissional, já a vira chorar apos a morte de alguns deles mesmo sabendo que eram terminais.

    -Patética. Disse apos reunir os papeis em uma pilha pequena.

    “Caminhei pelos corredores quase vazios, já não era assim tão cedo e os pacientes estavam recolhidos em seus quartos,apenas algumas enfermeiras circulavam pelo ambiente. Apertei o botão do elevador e assim que o mesmo abriu me desloquei para entrar mas instantaneamente meu corpo foi parado por alguma coisa, não pude distinguir quem era pois uma cabeleira cor de rosa tomou conta de minha visão…e de meus sentidos, tinha um cheiro que não me era estranho...

    -Ops, me desculpe.

    Me recompus, passei por ela e entrei no elevador, apertei o botão da portaria

    -Tudo bem. Disse com certo descaso e desviando meu olhar

    Antes que o elevador se fechasse ela se virou , deu um sorriso e acenou pra mim… era a garota mais estranha que vi em toda minha vida. Suas unhas eram pintadas cada uma de uma cor, usava um chapéu amarelo e uma saia vermelha, e eu que achava que todas as mulheres se preocupavam com moda.

    -Cada uma que me aparece… disse quando as portas se fecharam.”

    Chegou em casa quase uma hora depois do que imaginava, o transito de Tókio parecia ficar cada dia pior. Jogou as chaves sobre a mesa de centro em sua sala, tirou o casaco e o jogou no sofá, foi ate a cozinha e abriu a geladeira, respirou fundo angustiado, teria de fazer compras urgentemente. Pegou a garrafa de água e se dirigiu ate o escorredor de pratos, pegou um copo e o encheu com o liquido incolor, bebeu em duas goladas deixando a garrafa e o copo em cima da pia. Foi para o quarto e sentou na cama tirando os sapatos, deitou-se na mesma deixando-se relaxar um pouco, admirou o teto por alguns instantes e depois virou a cabeça ate seu criado, la havia apenas um abajur e uma foto.

    -Ola Itachi. Disse o moreno.

    Na foto estava ele a aproximadamente dois anos atrás, não tinha uma cara muito boa pois detestava tirar fotos, mas seu irmão insistira. O Uchiha mais velho segurava a câmera em uma mão e com o outro braço, abraçava o pescoço do irmão mais novo sorrindo alegremente.

    Lembrava-se do motivo daquela foto, Sasuke havia acabado de se formar em medicina e Itachi tinha dito que ele seria um medico muito marrento e nunca se consultaria com ele. Sasuke fechou a cara e o moreno mais velho aproveitou e tirou aquela foto, disse que seria a prova do que dissera. Semanas depois descobriram que Itachi tinha um problema no coração e um ano apos ele não resistiu. Sasuke não gostava de se lembrar, não pode fazer nada para salvar o irmão e se culpava por isso, não só ele como seus pais, jamais iria esquecer as palavras que seu pai disse apos receber a noticia da morte do filho mais velho.

    “- Por que me levou esse e não o outro… ele abraçava a mãe de Sasuke que estava sentada no chão do hospital chorando desesperadamente. Ele olhou para o moreno e disse quase gritando: –De que adianta ser medico se não pode nem ao menos salvar a vida do próprio irmão.”

    Aquilo matou Sasuke por dentro, sempre soube que Itachi era o filho predileto, ele era a alegria da casa, o orgulho dos pais…Sasuke era só o caçula abafado pelas conquistas do irmão, o que não queria seguir os passos do pai, por vezes quando pequeno ouvira seu pai se queixar com sua mãe que não queria outro filho, que ela foi displicente ao engravidar e que ela e somente ela cuidaria da criança. Mas Itachi sempre vinha o confortar, sempre fora seu companheiro e melhor amigo, quando ele morreu Sasuke se sentiu impotente, fraco, incapaz , e o desprezo de sua família só aumentou. Por isso decidiu entrar para a área de doenças terminais, queria encarar a morte de perto, vê- la nos olhos de cada paciente. Não havia como ser culpado da morte de mais ninguém pois todos ali já estavam morrendo.

    -Como foi seu dia? Perguntou para a foto.

    Se sentou e retirou as meias

    -Te garanto que foi melhor que o meu.

    Respirou fundo, se levantou e caminhou ate o banheiro. Abriu o box e ligou o chuveiro, enquanto ouvia o barulho da água retirava o resto das roupas…sentiu uma essência de diferente enquanto subia a camisa pelo corpo, o cheiro daquela garota tinha ficado agarrado a ele ,balançou a cabeça negativamente, chutou-as para o canto e quando levantou a cabeça deu de cara com espelho. Estava com leves olheiras debaixo dos olhos, a barba rala por fazer o deixava com um ar mais velho, estava cansado era fato, mas nunca conseguia dormir direito, sofria de insônia desde criança. Entrou no box sentindo a água quente bater em suas costas, era um sensação agradável, molhou os cabelos negros e rebeldes os jogando pra trás para logo em seguida pegar o sabonete e passar pelo corpo.

    Terminado o banho decidiu comer alguma coisa mas se lembrou que não tinha praticamente nada comestível em casa, se ao menos Karin estivesse la lhe prepararia uma saborosa refeição enquanto tagarelava sobre coisas fúteis, eles comeriam e depois provavelmente transariam em cima da mesa da cozinha. Mas a ruiva não estava, teria de se virar sozinho.

    Abriu os armários e achou um pacote de biscoitos, nem se lembrava de ter comprado aquilo, não era muito chegado em doces, provavelmente Karin havia deixado ali. Abriu o pacote e foi comendo de volta ao quarto, deitou-se na cama e ligou a tv, passaria a madrugada vendo qualquer coisa ate o sono decidir lhe alcançar, e com certeza seria próximo a hora de se levantar para voltar ao hospital.

    CONTINUA...


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