O Mago Das Espadas - Livro 0: Os Escolhidos

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    12
    Capítulos:

    Capítulo 13

    Pequeno Gênio Parte ? 3

    Linguagem Imprópria, Nudez, Violência

    Em uma garagem velha e escura ele esperou, em pé em frente a sua bancada ele trabalhou.

    Estava tudo pronto para aquela noite.

    À noite em que realizaria seu maior feito.

    Em uma parede a esquerda um mural com várias fotos de jornais e revistas jazia pendurado. Todas elas pregadas com fios vermelhos que se ligavam a uma única pessoa...

    “Yama!”

    O maior gângster e criminoso de San Fransyko. Estava envolvido em diversas atividades criminosas; contrabando de peças de robôs, lutas clandestinas onde rolavam altas somas em dinheiro, o centro de inteligência calcula que Yama faturava por noite dois milhões de gils, uma quantia absurda, fora o que ele ganhava com as vendas das peças, além de boates e pontos de prostituição que funcionavam com seu aval.

    O menino deixa sua bancada e caminha até uma estante de livros, de lá se agacha e puxa um fundo falso revelando uma caixa marrom envernizada que ele leva até a bancada, em seguida volta até a estante e pega um livro intitulado, “Jornada para o Futuro”, escrito por Melquior Sabori, famoso escritor e visionário ao qual o pai do menino era fá.

    – O senhor sempre me disse para acreditar no amanhã... não é pai?

    Abre o livro que revela em seu interior uma antiga pistola de cano longo. O menino retira a arma, para logo depois fechar o livro e o colocar de volta na estante. Com cuidado carregar a arma até a bancada, abre a caixa marrom revelando várias balas de grosso calibre.

    – Noventa e cinco balas restantes... – Diz o menino para si mesmo que pega cinco balas as despojando sobre a bancada. Então com um movimento de mão para frente, faz a arma abrir revelando seu compartimento vazio, coloca uma das cinco balas sobre a bancada na arma e com um movimento reverso fecha a arma. – Uma bala na agulha e quatro reservas... deve ser o suficiente. – Em seguida coloca sua fiel arma dentro de um coldre e coloca seu casaco por cima, pega seu distintivo o colocando no bolso da bermuda, despois fecha a caixa de madeira e guarda no compartimento no fundo da estante de livros. Por fim se dirige a parede ao sul onde seu parceiro está sentado.

    – Hora de agirmos, amigão!

    Ao dizer essas palavras, os olhos cor de âmbar de seu amigo se acendem. Cabos de energia se soltam de suas costas, seus punhos emitem energia estática e por fim o gigante negro e azul se ergue.

    Estou pronto... Hiro. – Responde o robô e o menino sorri.

    – Ótimo, então vamos nessa...    

    – Hiro...

    Uma voz suave e preocupada cruza o ambiente, o menino se vira para a dona da voz e vê uma moça de cabelos castanhos olhando para ele e seu robô. Vestia uma camisola azul bebê e calçava pantufas da mesma cor. Tinha olhos azuis, olhos esses que demostravam preocupação e medo.

    – Então... você já vai?

    O pequeno policial abaixa a cabeça fazendo seus cabelos rebeldes cobrirem seus olhos.

    – Vou.

    Ela se aproxima dele.

    – Não há outro para essa missão?

    O menino apenas meneia a cabeça em negação.

    – Não, tia. Apenas Weltall e eu temos as qualificações necessárias para essa missão. Mandar uma pessoa sem preparo e sem experiência seria...

    – Loucura eu sei! É só que...

    O menino sorri triste para sua tia.

    – Acha perigoso que um menino como eu vá em uma missão tão perigosa como essa, não é?

    A moça suspira triste.

    – Sim...

    – Tia Cass... – O menino se aproxima dela, olha para seu rosto e levanta sua mão direita tocando o rosto dela. – Ei! Não se preocupe, não é a primeira e nem a última vez que vou a uma missão perigosa, faz parte do meu dever como policial e também... – Aperta forte seu punho esquerdo. – É meu deve impedir que tipos como Yama usem seu dom como forma de extorqui e matar pessoas.

    Cass segura com carinho à mão de se seu sobrinho mais novo. Desde a morte de sua irmã mais velha e esposo Hiro e Tadashi ficaram sobre sua tutela, cuidou deles como se fossem seus próprios filhos, mais foi com Hiro que ela criou mais afeto, já que Tadashi ficava a maior parte de seu tempo em Draconia, e nos últimos três anos não voltava para casa.

    – Sei que posso parecer uma boba pedindo isso, mas... posso pedir um favor?

    – Favor? – Pergunta o menino confuso.

    – Sim... que é... – E lentamente se aproxima de seu sobrinho e num gesto de amor e afeto beija sua testa, fazendo as bochechas do menino corarem.

    – T-Tia Cass!!!

    – É um feitiço de boa sorte. – Responde ela se separando dele. – Vai te trazer de volta em segura, isso eu não tenho dúvida. – E sorri para ele. Um sorriso que o menino nunca esqueceu, o primeiro que ela esboçou quando ele e seu irmão chegaram para viver com ela e o primeiro que ele também sorriu em resposta após ficar órfão.

    Sem perceber ele acaba sorrindo e seus olhos ficam marejados, percebendo que se não fosse agora não conseguiria mais ir, então enxuga os olhos, olha destemido para sua tia que diz:

    – Vai pega-los meu falcão!

    Sorri de imediato e responde:

    – Pode deixar! – Vamos Weltall!!!

    – Afirmativo. ­

    Os dois parceiros começam sua caminhada protos para a missão quando...

    – Weltall!

    O gigante para, se vira parcialmente para a tia de seu mestre.

    – Cuide bem dele... por favor...

    O robô de Hiro se vira totalmente para a tia do menino ergue os punhos de frente para o corpo os fechando juntos como uma saudação que os antigos monges faziam e inclina parte do corpo, depois volta a sua posição normal e responde:

    – Esse é e sempre será meu dever senhora Cass... pode contar comigo!

    E se vira indo embora junto com seu mestre que o esperava do lado de fora da garagem deixando tia Cass sozinha.

    –Voltem em paz... meus amados. – Desejou antes dos dois deixarem a garagem onde estavam e partirem para seu confronto... que mudaria suas vidas para sempre...

    – Só espero que Tadashi e os amigos dele não demoram muito, mas afinal onde eles iam mesmo? – Se pergunta a tia do menino antes de voltar para o interior da casa ao qual esperaria por ambos.

    De volta ao galpão abandonado...

    O grupo de Draconia ainda se recuperava da onda de choque que foi liberada pelo robô azul e negro e antes que pudessem dizer ou pensar um novo barulho foi ouvido dessa vez mais nítido e reconhecido.

    – Isso foi... – Comenta Mérida.

    – Um tiro! – Exclama Soluço.

    – Mais de onde? – Pergunta Jack com seu ouvido latejando.

    – D-D-D-De lá! – Responde Rapunzel tremula apontando para o ringue.

    – O quê?! – Exclamam todos que olham na direção do ringue e vem isso!

    O irmão de Tadashi em pé imponente com uma antiga arma de cano longo erguida apenas com sua mão direita, o cano ainda fumegava quando o menino atirou contra o gângster que decepou os dois dedos inferiores da mão esquerda que segurava a arma semiautomática que voou longe. A bala perfurou o braço do gângster saindo pelo cotovelo causando assim um jorro de sangue quase arrancando seu braço fora. Yama fica com a boca semiaberta tentando murmurar algo, mais depois sua mente entra em colapso e seu corpo começa a entra em convulsão.

    – AAAARRRRGGGGG!!!!

    Um grito de agonia e dor ecoa por todo o galpão, Yama cai de joelhos em pura agonia.

    Zie que assistia na cena fecha os olhos e vira o rosto evitando ver aquela cena, já Soluço olhava para arma de Hiro e não acreditava no que o menino tinha em mãos.

    – Não pode ser...aquela arma...

    – Nossa isso foi...

    – Frio! – Responde Jack cortando Mérida. – Mais merecido.

    – Jack! – Mérida responde surpresa à reposta do amigo.

    – Mérida era Yama ou o Hiro, e o Hiro foi mais rápido e não hesitou, lembre-se, nunca hesite numa luta, isso pode te levar a sua morte e a de todo seu grupo!

    A jovem ruiva engole seco ao ouvir tais palavras do albino, o pior é que... ele estava certo, hesitar em uma luta é o mesmo que pedir pra te matarem.

    – Mesmo assim... vendo alguém tão novo atirando é meio...

    – Difícil de olhar! – Responde Zie que chorava em silencio. Porém o grito de Yama chama atenção de todos novamente.

    – MALDITO!!! O QUÊ VOCÊ FEZ COMIGO?!!! AAARRRGGGGG!!!! – E se joga no chão se debatendo.

    O menino mantinha a postura seria.

    – Nada demais. – Responde o garoto. – Só atirei em você com uma bala “especial”, feita para pessoas “especiais” como você!

    Yama se vira ficando de barriga pra cima.

    – Você... descobriu?!

    O menino sorri.

    – Eu não seria um bom detetive se não percebesse uma coisa ou duas não é?

    Silencio, ninguém proferia uma só palavra, os jovens estavam estáticos e sem reação, mais um deles se ergueu com seu braço esquerdo dolorido pela torção que seu irmão mais novo fez e caminha para perto do ringue.

    – Hiro?

    O menino ouve seu nome e olha por cima do ombro o rosto incrédulo de seu irmão mais velho. Sentia um ódio crescer por dentro de seu coração ao ver aquela cara de inocente. Havia mandado dezenas de cartas dizendo que havia ingressado na força policial de San Fransokyo, mais nenhuma delas foi respondida e após três longos anos muita coisa tinha acontecido, mais aquela não era a hora nem o lugar para troca de acusações ou brigas, a situação era crítica e ele precisava agir.

    – Tadashi!!! – Grita o menino. – Pegue seus amigos esquisitos e dê o fora daqui! Isso é assunto policial, civis devem ficar de fora, especialmente magos que usam sua magia em público e sem pensar!

    Tadashi ouviu aquilo e não acreditou.

    – Como é?! Do que você está falando? – Pergunta o jovem. – Você é quem me deve resposta aqui? De onde você tirou essa arma, ou melhor, onde apreendeu a atirar e esse robô? – Aponta para Weltall.

    – Serio que você vai me perguntar isso agora? – Pergunta o menino incrédulo.

    – Vou sim, sou seu irmão mais velho e tenho que zelar pela sua segurança!

    Hiro ouviu aquilo e serrou os dentes, seu irmão estava conseguindo tirar seu foco e isso não era bom.

    – Eu não vou repetir isso de novo... – Em questão de segundos abre sua arma e dela deixa cair o cartucho ainda fumegando. Puxa uma bala extra e a coloca na arma, gira-a pelos dedos e aponta para seu irmão e brada: – CAI FORA DAQUI!!!

    Tadashi congelou ao ver aquilo.

    Seu irmão mais novo apontando uma arma para ele!

    – Não pode ser... Hiro você?

    O menino estava sério, seu coração batia acelerado, seu dedo formigava, quantas vezes ele imaginou essa cena em sua mente. Toda vez que olhava as fotos que seu irmão mandava para ele e sua tia, todas sorrindo e feliz, mais para ele não... aquilo não era felicidade verdadeira, era uma fuga. Não importa quantas vezes você se distraia, brinque ou jogue, isso é momentâneo se na vida real você tem problemas muito maiores! Para que esses momentos de lazer sejam realmente dignos e verdadeiros, sua vida tem que ser certa e suas diferenças resolvidas.

    “Irei para Draconia e serei feliz!”

    Foram as palavras de seu irmão ao ir para a escola. Ele voltou feliz mais animado, mais feliz de verdade... não! Parecia que faltava algo nele, algo que buscava e o fazia se distancia cada vez mais dele e de sua família. Três anos... três longos anos sem voltar para casa e manda dizer para prepararem a casa que ele traria visitas...

    “Hipócrita!”

    E eles vieram. Pareciam um grupo de desajustados, ficavam fascinados com qualquer coisa, dês da cafeteira ao televisor, mais não podia negar... eles eram engraçados.

    Foi quando foi apresentado a eles, todos os quatro o olharam nos olhos enquanto o cumprimentava já ele não, nenhuma vez.

    Quando saíram para mais um passeio na cidade já era hora dele partir para sua missão. Sua amada tia lhe desejou boa sorte e rezaria por eles dois, por seu sobrinho e seu amigo e agora ambos estavam no final dela e quem justamente aparece para atrapalhar...

    – Você!

    Tadashi estava assustado, nunca vira aquela expressão no rosto do irmão, o que poderia ter acontecido nesses três anos em que ele ficou longe?

    Foi quando engoliu seco e caiu em si.

    Nesses três anos não entrou quase em contato com sua família, estava muito ocupado trabalhando e treinando para algo. Sempre pensou que sua tia e irmão iriam entender... como ele estava errado.

    “Droga o que foi que eu fiz!!!”

    Encara seu irmão.

    “Isso tudo que está acontecendo então...”

    – Tadashi, se abaixa!!!

    – Ah?! – O jovem mal tem tempo de pensar quando vê uma torrente de gelo voar por cima de sua cabeça e ir de encontro a seu irmão.

    Hiro mal tem tempo de reagir quando sua mão direita é atingida por uma torrente de energia azul cristalina que congela em segundos todo seu braço direito impossibilitando assim o disparo e o manuseio da arma.

    – Mas o que?! – Exclama o menino que ouve uma segunda voz dizendo:

    – Stone arc!!!

    O menino sente seus pés presos, quando olha para o chão descobre que eles viraram pedra!

    – NÃO!

    – Ah, Sim!!! – Uma voz selvagem é ouvida e uma ruiva de longos cabelos cacheados pula para dentro do ringue, estende seu braço esquerdo revelando um bracelete prateado que brilha e altera sua forma transformando-se em um arco feito de pura prata com corda de cristal e com sua mão direita puxa um fio de seu cabelo o colocando sobre a corda de crista que se materializa em uma flecha vermelha. A garota fecha seu olho direito e mira com o esquerdo e dispara a flecha que voa contra a orelha direita de Hiro arrancando o transmissor que dava os comandos para Weltall.

    – NÃOOOOO!!! – O menino sem poder mexer as pernas se desiquilibra e cai, uma trilha de sangue quente escorre de sua testa vira seu rosto e vê seu transmissor caindo lentamente para depois ser esmagado pela ruiva com uma pisada.

    – Transmissor desativado! Agora Soluço!!!   

    E sem imaginar que sua situação poderia ficar pior Hiro vê o mesmo rapaz que cortou a grade com uma espada em chamas pular para dentro do ringue e avançar contra Weltall que sem comandos fica imóvel e recebe um potente soco no rosto do rapaz de Berk o jogando longe.

    Os olhos de Hiro acompanhavam tudo em câmera lenta seu grande amigo ser jogado contra a grade de proteção e ficando imóvel no chão com seus olhos cor de âmbar agora apagados... o gigante não mais se movia.

    – Não... WELTALL!!! – Brada o menino ao ver seu amigo caído no chão e imóvel como se estivesse...

    O menino ouve passos e sente uma bota pisar em seu peito o fazendo perder o ar.

    – Se eu fosse você ficaria quietinho ai, pirralho! – Era a garota ruiva que disparou a flecha contra ele, reconheceu-a de imediato, era uma das amigas esquisitas de seu irmão.

    – O que você fez?! – Sente a garota pisar mais forte nele. – GUAHH!!

    – MANDEI VOCÊ FICAR QUIETO MOLEQUE!!!

    Aquilo não estava acontecendo, seu plano, sua estratégia de batalha e armadilha para capturar Yama estava indo por água baixo.

    – ME SOLTA! SE CONTINUAR ASSIM O YAMA VAI FUGIR!!! – Berra o menino que recebe um soco no rosto desferido pela ruiva que quebra seu nariz. – AHHHH!!!

    – Tô nem ai pra Yama ou Lyama!  Você apontou uma arma para um de meus amigos e isso... – Aperta o punho fazendo seu arco sumir, se agacha apertando seus punhos. – Eu não vou perdoar!!!

    E Mérida começa a desferir uma sequência de socos na cara do menino que não consegue reagir, eram fortes e potentes sentia seu mundo escurecer e antes de apagar viu que Yama já não estava mais ali... seu plano fracassou...

    “Não...”

    E tudo ficou escuro.

    Vazio e silencio preencheram sua alma, sentia seu corpo pesado e sem forças. Sentimentos de ódio, indignação, cresciam em seu interior, mais acima de tudo raiva de si mesmo.

    “Eu sou um fraco... não tenho forças nem para lutar sozinho... eu odeio... odeio... odeio... A MAGIA!!!”

    – Hiro...

    Uma voz carinhosa o chamava.

    – Hum...

    – Hiro, por favor, abra os olhos meu amor!

    – Tia... Cass? – Sussurra o menino que não conseguia abrir os olhos. – Estou sonhando? – Pergunta o menino.

    – Snif... não, você não está! – E sente ela acariciar sua mão esquerda a qual ele aperta com toda a força que tem a mão de sua tia. – Onde... eu... estou? Meus olhos...

    – Fique calmo querido, estamos no hospital, você... se machucou demais e seus olhos ficaram inchados, então tiveram que enfaixá-los... você quase ficou cego... – E ouviu sua querida tia chorar de novo.

    – Tia...

    – Desculpa eu não consigo mais conte-las... – E ao dizer isso chora ao ponto de soluçar.

    Hiro sentiu-se mal ao ouvi-la chorando, sua memorias estavam fragmentadas e tentava se lembrar do que aconteceu foi quando algo veio em sua mente.

    – Tia... eu preciso saber...

    – Ah?!

    – O Weltall... cadê ele?

    Nessa hora sua tia se cala, até seu choro havia cessado e isso deixou o menino preocupado.

    – Tia... o que ouve? – Se senta na cama mesmo com dificuldades, percebe que seu braço direito está imobilizado. – Onde está meu amigo... onde está o Weltall?!

    Como ela iria contar pra ele...

    – Tia?

    Como iria explicar algo que nem ela sabe direito o que aconteceu.

    – O que foi que aconteceu?!

    Ele tinha que saber.

    – Hiro... o Weltall... ele... desapareceu...

    O tempo parou... aquelas palavras foram fincadas dentro de sua alma como estacas, seus lábios tremularam e uma grossa lágrima escorreu por seus olhos machucados.

    – Não... não... NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!

    E se levanta se debatendo arrancando os fios dos aparelhos que estavam presos a ele.

    – Hiro, por favor, se acalma! – Exclama sua tia que abraça seu sobrinho tentando contê-lo enquanto ele gritava o nome de seu amigo.

    – WELTALL, WELTALL, WELTALL!!!!!

    Logo uma equipe de médicos e enfermeiros entram no quarto ajudam a conter o menino que recebe uma injeção de calmante, sua mente se apaga e ele tomba na cama inconsciente ainda murmurando o nome de seu amigo...

    – We...Weltall...

    Fora dali na delegacia de San Fransokyo.

    – Ei isso é violação dos direitos civis!!! – Um rapaz albino grita dentro de uma das celas da delegacia. – Cadê meus direitos, quero ver meu advogado, cadê meu telefonema, onde estão as oficiais de minissaia?

    – CALA A BOCA MERDA!!! – Berra a garota ruiva. – Já basta a gente tá nessa situação e ainda tenho que ficar ouvindo você tagarelar, aja saco!

    Ao ouvir as reclamações da amiga, o albino se vira, cruza os braços e responde:

    – Mais ruivinha... dessa vez o motivo de a gente tá preso aqui foi...

    – Sua! – Completa Soluço sentado em um banco da cela.

    A ruiva fica quieta, tenta pensar em algo, mas foi em vão, nada veio e ela acaba cobrindo o rosto de decepção.

    – Oh! Deusa... minha mãe vai me matar!!! – Exclama a menina desesperada sacudindo a cabeça.

    – Calma amiga, tenho certeza que tudo vai se resolver, eles vão nos soltar! – Exclama Rapunzel confiante. – Aliás quando souberem quem somos duvido que nos mantém presos, né Soluço?

    O rapaz de Berk tinha uma feição mais séria.

    – Olha Zie detesto ter que ser portador de más notícias, mais a situação não parecer nada favorável pra gente.

    Ao ouvirem isso seus três amigos o encarram com feições preocupadas.

    – C-Como assim?

    – Soluço... o que você quer dizer com isso? – Questionam Mérida e Jack simultaneamente.

    O rapaz suspira, coça a cabeça e diz:

    – Pelo que eu vi... nós atrapalhamos uma operação ultrassecreta da polícia daqui da cidade, interferimos na prisão de um elemento perigoso, meses de investigação, dias e dias de planejamento e por fim agredimos um oficial...

    – Foi a Mérida que agrediu ele! – Aponta Jack.

    – Aí, valeu pela ajuda cabeçudo!

    – CALEM A BOCA! – Grita o rapaz de Berk. – A situação é muito séria! – Se levanta. – Nós fomos a uma luta ilegal, usamos nossa magia, ferimos pessoas, Jack virou uma celebridade pop!

    – Com muito estilo ainda apor cima! Já até recebi proposta para tocar em...

    – Jack se você não calar a boca agora EU CALO!!! – Brada Mérida se levantando e apertando os punhos.

    – Ah tá, vai se achando ruivinha, eu não sou pato igual aquele moleque que você quase desfigurou rosto! Belo trabalho nervosinha! – Exclama Jack se encostando na grade e cruzando os braços.

    Mérida trincou os dentes, serrou as mãos e sua pele ficou vermelha de raiva, quando ela ia avançar contra Jack.

    – JÁ BASTA!!!

    Uma quinta voz se manifesta, uma que estava em silencio até agora sentando em um quanto sozinho com seu braço esquerdo enfaixado. Seus olhos estavam sem brilho, sua cabeça baixa, seu punho direito estava vermelho com lascas de sangue de tanto ficar socando o banco em que está sentado. Estava se contendo ao máximo, mais a gritaria de seus amigos acabou lhe tirando do sério.

    – Fiquem quietos, por favor, não estou de bom humor para ouvir reclamações agora, fui claro?!

    Os quatro amigos se calaram, nunca tinham visto Tadashi com aquela feição, era difícil de descrever o que era, se era raiva, frustação, revolta, ou tudo ao mesmo tempo. Ele fecha os olhos e apoia a cabeça na parede da cela e sussurra:

    – Por que isso teve que acontecer?     

    – Tadashi... – Murmura Zie olhando com pena para o amigo, que depois olha para o restante deles que abaixam as cabeças e sentam-se em seus lugares, menos Jack que preferiu sentar no chão. Passou-se meia hora e um guarda veio até eles.

    – Tadashi Hamada!

    O jovem olha para o guarda.

    – Sim.

    – Visita pra você, venha!

    O jovem se levanta e se dirige a porta da cela, não olhou para miguem, não conseguia. Assim que o guarda abre a porta da cela o jovem passa e o acompanha deixando os quatro sozinhos com a cela aberta.

    Ambos piscam vendo aquilo.

    – Pessoal, eu tô doido... ou o guarda deixou a cela aberta?

    – Então somos dois Jack, por que eu também tô vendo!

    Os olhos da ruiva e do albino brilham e Soluço e Rapunzel ao notarem isso pulam na frente deles.

    – Vocês nem pensem nisso! – Exclama Soluço.

    – Já basta o problema em que nós estamos, vocês querem fugir e piorar tudo ainda mais! GENTE ACORDEM!!! – Exclama Rapunzel mexendo os braços.

    – Sabias palavras Rapunzel... eu não teria dito melhor.

    Uma voz penetrante ecoou pela cela, os quatro adolescentes gelaram ao ouvirem aquela voz, muito familiar por sinal. Olharam para a porta da cela e encontraram uma pessoa conhecida parado encostado na porta e de braços cruzados. Usava um terno azul-escuro, com uma gravata roxa, seus cabelos eram longos e azulados, presos em um longo rabo de cavalo e em suas costas carregava um embrulho roxo que os quatro reconheciam muito bem como sendo sua espada.

    – Boa noite crianças... vejo que aprontaram... de novo!

    Os quarto arregram os olhos, seus lábios ficam se mexendo sem sair som nenhum até que Zie consegue dizer:

    – P... Professor Kojiro!!!

    – Eu mesmo, sentiram minha falta? – Pergunta com ironia para os quatro que tremeram ao sentir a Aura Assassina que vinha do professor, que adentra a cela fechando a porta dizendo; – O que estão fazendo ai parados... Sente-se os quatro!!!

    Não precisou dizer uma segunda vez, os quatro sentaram de imediato em um dos bancos e ficaram quietinhos e tremendo.

    – Muito bem... agora vamos bater um papinho!

    E os quatro engoliram seco após as palavras do professor.

    Fora da cela Tadashi foi levado até uma sala quadrada com uma mesa no centro, adentram pela porta e o jovem tem a visão de uma pessoa muito familiar sentada do outro lado da mesa.

    – Tia Cass...

    Então a tia do jovem ergue o rosto e olha serio para o sobrinho.

    – Olá... Tadashi...

    O garoto engole seco. Sua tia nunca o chamava pelo nome, vinha coisa ruim ai.

    E o guarda os deixa sozinhos para conversar, uma conversa que eles não tem há três anos...


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