O Mago Das Espadas - Livro 0: Os Escolhidos

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    12
    Capítulos:

    Capítulo 12

    Pequeno Gênio Parte ? 2

    Linguagem Imprópria, Nudez, Violência

    Sempre riram dele...

    Cada dia, cada mês e cada ano eram assim. Os outros debochavam dele por ser o que é. Não era forte, nem rápido, apenas inteligente. Não importava as notas altas nem os prêmios nas feiras de ciência. Ele sempre esteve sozinho. Depois que seu irmão foi para a escola de magia então, tudo ficou pior. Graças a seu alto Q.I, foi capaz de se formar em sua escola em poucos anos, mais nem aquilo o satisfez. Para muitos era só um garoto inteligente e nada mais, mais quem ele realmente queria impressionar nunca o olhou, nunca o incentivou e nem nada.

    Desde que seus pais morreram e foram viver com sua tia a vida dos dois irmãos mudou. Antes tudo tinha um propósito e uma razão, mas depois disso... tudo mudou...

    Seu irmão se fechou em uma redoma de frieza e indiferença, mesmo tendo ido morar com sua animada tia ele não sorria nem brincava e não olhava para ele.

    As coisas mudaram de novo quando uma coruja adentrou na casa deles trazendo uma carta, coisa de louco ele pensou, mais nunca se esqueceu daquele dia, pois foi o primeiro de muitos meses em que viu seu irmão sorrir novamente e depois partir.

    E novamente ele ficou sozinho...

    Quando voltou para as férias era outra pessoa, era como se seu antigo irmão tivesse voltado, mas ainda assim por que ele o sentia longe? Mesmo voltando a sorrir e a brincar, porque ele estava distante?

    Mais tarde o menino descobriu por cartas que na escola, seu irmão havia feitos amigos, grandes amigos que ele os considerava irmãos...

    “Mas eu sou seu irmão, não eles!”

    Disse para si mesmo o menino e mesmo assim ele não era ouvido.

    Passaram-se três anos e seu irmão resolveu trazer seus “irmãos” para a casa. Sua tia ficou extasiada por ter tanta gente animada lá, mas ele não. Tinha assuntos mais importantes e sérios a tratar e ele estava fazendo isso agora!

    No meio do ringue o imponente robô negror e azul avançava, o Mamute Negro não conseguia ver, proteger-se ou sequer desviar dos golpes do adversário. Seu mestre Yama estava desesperado, havia apostado cada centavo que ganhou nas lutas do dia nesta. Estava ficando furioso com a petulância do menino que ficava apenas de braços cruzados deixando seu robô “brincar”.

    “Esse fedelho não vai me fazer de bobo, não mesmo!”

    E cuspindo ele grita:

    – Ataque combinado!!!

    O menino ergue uma sobrancelha ao ouvir aquele comando, mais logo sua feição fica seria ao ver dois outros robôs entrarem no ringue e cercarem Weltall.

    – Ei! Isso é trapaça! – Exclama Soluço ao ver as duas maquinas extras que entraram no ringue.

    – É, mas aprece que ninguém se importou, olha a multidão! – Diz Jack vendo o público vibrar alucinado com o desdobramento da batalha.

    – Parece coisa normal por aqui. – Comenta Mérida que se junta a eles.

    – E é! – Exclama Tadashi. – Aqui é onde o submundo age, não há regras! – E olha preocupado para seu irmão dentro do ringue. – Hiro...

    – Calma Tadashi vai ficar tudo bem. – Diz Rapunzel tentando tranquilizar o amigo. – Olhe para seu irmão!

    E o jovem olha e se assustou com o que viu.

    Os olhos de Hiro ardiam como duas chamas, mais era estranho, não parecia encarar nenhum dos robôs a sua frente, era como se o próprio Hiro estivesse disposto a enfrentar outra pessoa, foi pensando nisso que de relance e bem rápido viu seu irmão olhar para ele e sentiu medo. Nunca tinha sentido isso antes, remorso, dor, fúria era uma mistura caótica e isso convergia para fora do corpo de seu irmão.

    Devido ao estudo na escola, Tadashi e os outros conseguiam ver a Aura, força que emana do nosso corpo, nós fazendo realizar feitos incríveis. Nascido da união da mente, coração e espirito. A Aura era a energia que regia o mundo e as pessoas, algumas a manifestam e nem sabem o seu significado, já os magos conseguem se utilizar dela para evocação de magias, técnicas de luta e dar vida a objetos inanimados.

    E Tadashi pode ver a Aura de seu irmão se manifestar e se fundir com o robô negro e azul. Olhou para o lado e percebeu que seus amigos estavam com caras assustadas. Quando foi olhar novamente para seu irmão, viu que ele não o encarava mais e sim os adversários à frente e sorri dizendo:

    – Parece que seu robô não deu conta do recado, por isso chamou seus “asseclas” para virar o jogo?

    Yama ri:

    – HÁ, HÁ, HÁ!!! Isso mesmo garotinho! Este é o submundo, aqui não a regras, apenas uma! – Ergue seu dedo indicador para o alto. – Apenas um pode vencer e esse sou EU!!! ACABEM COM ELE!!!

    Ao dar a ordem os três robôs avançam contra o robô de Hiro.

    – Aí, Minha Deusa!!! – Grita Zie.

    – Ele vai ser massacrado!!! – Brada Mérida.

    – HIRO!!! – Exclama Tadashi avançando para perto do ringue, mas é contido por Jack e Soluço.

    – Calma cara! – Exclama Soluço.

    – Você vaia acabar morto no meio daquilo! – Responde Jack.

    – Mais é meu irmão!!!

    Antes de mais qualquer outra coisa ser dita o jovem Hiro olha seus adversários e diz em alto em bom som para seu robô.

    – Weltall... Freedon Mode!!!

    No mesmo instante os olhos do robô de Hiro brilham e como se fosse um homem avança ficando no meio dos três adversários.

    A primeira onda de ataques veio e Weltall desvio com um tapa, depois ergue sua perna esquerda esquivando de um chute, salta para trás com uma só perna e quando o último foi lhe acerta um potente soco, agarra o braço do robô adversário e salta com sua perna direita, roda no ar e acerta um devastador chute cruzado de esquerda na cabeça de um dos robôs. A máquina cambaleia, os outros dois tentam atacar, mas Weltall bloqueia todos os golpes com movimentos precisos.

    O público ia à loucura com tal espetáculo. O apresentador nem tinha palavras para narrar à luta e o que acontecia.

    Fora do ringue o quinteto de Draconia assistiam tensos a luta.

    – A gente tem que fazer alguma coisa! – Exclama Mérida.

    – Mais o que Méri? – Pergunta Zie. – A situação não está a nosso favor!

    – Eu sei, eu sei me deixa pensar... – Exclama a ruiva que olha para o ringue, depois envolta dele, para a saída, o depois para o teto e viu algo que lhe chamou a atenção. – Zie! Aquilo lá em cima são o que eu tô pensando?

    – O quê? – A jovem de cabelos longos acompanha o olhar da amiga e vê objetos circulares sobre o teto. – Parecem ser... equipamento anti-incêndio!

    Na mesma hora se vira e encara sua amiga ruiva que tinha um sorriso no rosto.

    – Ai, ai, o que você tá pensando, Méri?

    A jovem ruiva apenas pega na mão da amiga e diz:

    – Acabando com essa luta! Jack, Soluço!

    – Ah?! – Os meninos que estavam do lado de Tadashi ouvem o grito da amiga e se aproxima trazendo Tadashi meio que a força.

    – Fala ruivinha, algum plano? – Pergunta Jack.

    Mérida bufa pelo apelido, mas ignora.

    –É o seguinte, Zie eu vamos no afastar e causar um pequeno “acidente” acionando aqueles trecos anti... Sei lá o que!

    – Ant- incêndio? – Pergunta Soluço.

    – Essa merda ai! Depois a água vai fazer o pessoal se assustar, nessa hora Jack quero que transforme a água em neblina com seus poderes, assim vai bloquear a visão do pessoal barra pesada desde lugar, acha que consegue fazer isso?

    O albino sorri bobo.

    – Se tá brincando comigo né? É moleza!

    Mérida sorri com determinação e continua.

    – Depois disso, Soluço abra a grade com sua lamina de fogo.

    – Aí entro no ringue e tiro o irmão dele de lá, certo? – Pergunta o garoto sorrindo já entendendo o plano da amiga.

    – Sabia que eu amo esse seu cérebro de gênio?! – Exclama Mérida apertando as bochechas do amigo. – E então Tadashi, tá de acordo com o plano?

    O rapaz estava sério e parecia perdido, a ruiva ao ver isso grita:

    – TADASHI!!!

    – Ah!

    – Sei que deve estar em choque e tudo mais, mas precisamos de você! É pelo seu irmão, tá bom?

    Ao ouvir as palavras “irmão” Tadashi parece acordar e acena com a cabeça em afirmação.

    – Tudo bem!

    – Certo então... vamos nessa!

    E se separam para executar o plano.

    De volta ao ringue...

    Hiro de braços cruzados acompanhava a luta de seu robô. Sabia bem o risco que era de estar dentro do ringue, mais para que seu plano desse certo precisava correr esse “pequeno” risco.

    “E também é uma ótima oportunidade de eu testar a força do Weltall.”

    Pensa o garoto.

    O robô azul e negro dava um show no ringue. Seus golpes eram estonteantes e ferozes, o público todo já havia abandonado o atual campeão e torciam para o robô estreante e gritam seu nome em corro:

    – WELTALL, WELTALL, WELTALL!!!

    Enquanto o público berrava duas meninas passavam despercebidas pela multidão.

    – Zie, ali! – Aponta Mérida para uma porta feita de mental onde funcionários saiam com caixas de bebidas. – Ali dentro deve ser o deposito de bebida deles.

    – Tá bom, e então?

    – Quer distração melhor do que fazer a bebida desses babacas explodirem? – Pergunta Mérida com um sorriso diabólico.

    A ideia da amiga fez até a ingênua Zie sorri.

    – Você é maligna, sabia?

    – Você só descobriu agora? Minha filha sé tá atrasada!

    Depois dessas ambas riem, mas logo recuperam a compostura e Rapunzel pergunta:

    – Ok! E quanto àqueles brucutus ali? – Aponta para dois seguranças fortões que vigiavam a porta.

    – Deixa isso comigo. – Responde Mérida que se afasta um pouco de Zie. – Olhe e aprenda amiga! – Na mesma hora a jovem ruiva muda de fisionomia, e começa a caminha elegantemente deixando a amiga pasma.

    “Ah, Minha Deusa!”

    Pensa Zie não acreditando no que via.

    Os dois seguranças estavam de braços cruzados em frente ao deposito de bebidas quando ouvem passos leves e delicados. Quando se viram dão de cara com uma linda garota ruiva de enormes cabelos cacheados andando até eles. Caminhava cruzando as pernas, seus cabelos balançavam a cada passo, sua blusa semiaberta mostrava sua pele branca e lisa como seda, a calça justa realçava suas curvas e seus olhos azuis exalavam sexualidade. Os olhos dos dois seguranças quase saíram de orbita quando viram à ruiva se aproximando e com leveza e graça ela passa por eles, ambos agora olhando para seu bumbum que balançava e então ela para e num movimento de cabeça joga seus cabelos para o lado e dá uma piscadela para ambos que quase desmaiam e pra finalizar ela ergue sua mão esquerda e faz um sinal de “venham cá” com o dedo, para logo depois virar à direita e sumir da vista dos dois, que sem pensar saem correndo atrás da ruiva. Zie que olhava toda a cena não conseguiam fechar a boca. Sempre viu Mérida sendo durona, encrenqueira e maluquinha, às vezes até confundia ela com um garoto, mas agora...

    – Eu tô pasma! Mas preciso seguir com o plano! – E rapidamente sem que ninguém visse se aproxima do deposito, abre a porta e entra, lá dentro.         

    De volta aos meninos.

    – É, vai lá Weltall dá uma nele assim e depois assim e mais alguns...

    – Jack o que você tá fazendo? – Pergunta Tadashi para o albino que socava o ar todo animado.

    – Ehhhh, torcendo pro robô do seu irmão! – Responde o albino com um sorriso bobo.

    – Eu mereço! – Diz o irmão de Hiro que dá um tapa na testa e se lamenta. – Eu vou ter que ter uma conversa muito seria com ele quando isso acabar! – Resmunga o mais velho.

    – Olha não sei quanto a você, mais eu acho seu irmão bem tranquilo. Alias... – Soluço se vira para Tadashi. – Porque o senhor não nós disse que seu irmão tinha um robô tão incrível assim? – Pergunta o rapaz de Berk cruzando os braços enfezado.

    – O quê? – Pergunta Tadashi.

    – Bem lembrado Só! Aí Ta, porque não nos disse que vocês tinham uma coisa tão fodastica assim na família, era segredo? – Pergunta Jack para o amigo.

    Tadashi ficou em silencio em com cara de confuso.

    – E quem disse que eu sabia disso?! – Aponta para Weltall no ringue.

    – Como!? – Exclama Soluço.

    – Eu nunca soube que o Hiro tinha um robô assim, é a primeira vez que eu o vejo também!

    Aquilo surpreendeu os dois garotos.

    – Perai, perai, deixa eu ver se eu entendi, tá dizendo que seu irmão escondeu essa coisa linda de você? – Pergunta Jack com jeito de intelectual e coçando o queixo.

    – Creio que sim. – Responde Tadashi. – Eu nunca tinha visto ele e nem nada também eu... – E se cala no mesmo instante, em poucos segundos o tempo desacelerou, Tadashi olhava para Hiro dentro do ringue com outros olhos, havia se esquecido de quanto seu irmãozinho havia crescido e o quanto inteligente havia ficado, ou melhor... ele nunca havia se preocupado em saber disso.

    “Quando foi que... ficamos assim?”

    Estende sua mão, tentava alcançar seu irmão, mais parecia que ele se afastava cada vez mais.

    Foi quando uma explosão é ouvida, vindo da lateral do ringue e de repente e sem ninguém esperar o equipamento anti-incêndio foi ativado!

    – Ah?! – Tadashi se assusta ao ver a água caindo, não apenas ele mais todo o público.

    – Opa! Parece que as meninas começaram a agir! – Exclama Soluço.

    Em instantes todo equipamento anti-incêndio é ativado, caindo litros de água sobre todo o público e os robôs.

    – É um incêndio!!! – Gritam algumas pessoas aterrorizadas.

    – Corram!!!

    Não precisou nem de mais nada o pânico se instalou por todo o galpão, pessoas se empurrando para tentar chegar à saída.

    – E olha que é um falso incêndio, hein? Jack tá pronto?

    O albino na mesma hora invoca seu cajado de madeira com detalhes em branco cristal.

    – Sempre pronto amigo!

    Soluço sorri e dá à ordem:

    – Então vai!

    – Você quem manda!!! – E com toda sua força bate a ponta de seu cajado no chão, uma massa de ar frio começa a brotar da ponta do cajado e a água que cai do teto começa a se condensar criando uma grossa neblina que cobre toda a extensão do ringue. – Admitam... eu sou demais!!!

    Do lado do ringue no deposito de bebidas...

    – Rapunzel! – Grita uma Mérida preocupada que corre até a porta do deposito. – Rapunzel. Rapunzel, você tá bem?!

    Sem resposta.

    – Ah, não... amiga...

    – Cof, cof... – Som de alguém tossindo é ouvido.

    – Ah?

    Então de dentro do deposito sai uma menina com cabelos longos e dourados para o alto, sua cara cheia de fuligem, seu vestido liais chamuscado e em sua mão direita uma varinha que tinha uma pequena chama acesa.

    – Oi! – Responde a menina.

    – Z-Zie, é você?

    – Uhu-hu... miga... acho que exagerei na explosão. – E sorri mostrando os dentes também pretos de fuligem.

    Uma gota surge atrás da cabeça de Mérida e ela diz:

    – É... tô percebendo... – E sem aviso começa a rir quase se acabando.

    – Não ri de mim, eu tô toda suja aqui tá! – Diz chorosa a menina fazendo sua amiga se calar.

    – Foi mal é que você ficou muito engraçada, mais pelo menos o plano deu certo, olha pra água.

    Rapunzel olha para o teto e vê a água que caia sobre eles se condensando, Jack já estava agindo.

    – Parece que a segunda parte do plano começou!

    – É isso ai! Agora vem temos que nos preparar para sair. – Responde Mérida pegando na mão da amiga.

    – Tá! – Responde Zie e as duas começam a correr. – Méri só uma perguntinha?

    – Qual?

    – O que você fez com aqueles dois caras que te seguiram?

    Foi só dizer isso que um sorriso macabro se instalou na cara da ruiva, fazendo uma gota aparecer atrás da cabeça de Zie.

    – Eu simplesmente bati neles!

    – Só isso? – Pergunta à loira.

    – Sim... claro... na parte onde mais dói... KKKKKK!!!

    Zie abre a boca quase até o chão e pergunta.

    – Você chutou o saco deles?

    – Não... eu esmaguei! KKKKKKKK!!!!

    Vira-se e corre deixando sua amiga branca de medo.

    – Nossa, até eu fiquei com pena dos caras agora.

    – Zie! Anda logo!

    – Ah, já vou!

    Dentro do ringue:

    – Mais o que está acontecendo? – Berra Yama ao ver a nevoa cobrindo o ringue.

    – Se fosse você prestaria mais atenção no ringue! – Grita uma voz que Yama já conhecia bem. Serrou seus dentes e punhos e olhou em direção ao dono da voz.

    – Você!!!

    O dono da voz era o pequeno menino que estava humilhando ele e seus robôs.

    – Olha só parece que a situação mudou, não é Yama?! – Exclama o menino abrindo os braços e no mesmo instante as duas maquinas que haviam entrado no ringue são jogadas contra a grade bem a frente dele e do meio da nevoa sai ele... todo imponente e com seus olhos e punhos brilhando... Weltall!

    O robô de Hiro encarava Yama, o gangster tremeu ao olhar para aquele robô, parecia que olhava diretamente pra ele e aquilo lhe dava calafrios.

    “O que é isso que estou sentindo?”

    Suas mãos tremiam, sua testa suava, seus olhos tremiam ao olhar para o robô negro e azul e uma sensação de desconforto toma sua alma e por alguns segundos viu o robô de Hiro mudar de cor... não era mais azul e negro e sim vermelho como sangue, seus punhos dando lugar a garras, suas arestas de trás tornando-se assas de luz verde e seus olhos amarelos ficarem verdes.

    Yama gelou a ver aquele ser que mais parecia um pesadelo vivo que veio para assombra-lo.

    – Não pode ser... é impossível... você não é real... NÃO É!!!!

    Seu grito ecoou por toda a arena e Hiro ergueu uma sobrancelha não entendendo nada, foi então que o barulho de algo sendo cortado chamou sua atenção, olho para a direita e viu um rapaz de cabelos castanhos e desarrumados cortar a grade de proteção envolta da arena com algo flamejante e pular para dentro ringue.

    – Mais o quê?

    – Beleza invasão bem sucedida e agora! – Corre na direção de Hiro e sem dizer nada agarra sua cintura o joga para cima colocando em seu ombro.

    – Ei! O que é isso?!

    – Sem reclamações! – O estranho correr com Hiro até a abertura da grade e pula pra fora com garoto junto.

    – UAAAAHHHHH!!!! – Grita o menino e Weltall que encarava o Mamute Negro e Yama se vira ao ouvir o grito de seu mestre.

    Hiro...

    Ao chegar do lado de fora do ringue Soluço desativa sua espada de chamas e põe Hiro no chão.

    – Prontinho são e salvo! – Exclama o rapaz de Berk.

    Hiro se levanta meio desorientado com que aconteceu, mais não tem tempo para respirar quando sente dois braços o envolverem e uma voz familiar dizendo seu nome.

    – Hiro! Graças à Althena você tá bem, tá machucado, algum ferimento, lesão?

    O menino ergue seus olhos e se depara com os olhos preocupados e aflitos de seu irmão.

    – Tadashi? – Foi à única coisa que o menino conseguia dizer ao ver seu irmão ali, tinha tido a impressão de ter visto ele perto do ringue, mais achou que era outra pessoa, mas não... era ele mesmo!

    – Parece que você não está machucado, vamos temos que sair daqui o quanto antes. – Exclama o irmão de Hiro se levantando e pegando sua mão. – Vamos maninho, hora de sairmos daqui, depois conversamos...

    Mas ele não se mexeu.

    – Hiro...

    Seus cabelos cobriam seus olhos.

    – Tadashi o que foi temos que ir! – Exclama Soluço.

    – É! O que foi, congelou ai? – Pergunta Jack se aproximando.

    – Hiro, vamos, por favor, sem gracinha agora, aqui é perigoso!

    Nenhuma resposta.

    – Aí estão vocês! – Exclama Mérida que chegava com Zie ao seu lado, Jack ao ver a loira estranha o visual dela.

    – Ué Zie, mudou de cor?

    – Sem gracinhas Jack, por favor!

    – Consequências desastrosas de nossa CDF aqui, mais e então o que vocês estão... – Ela se cala, assim como todos os quatro que olham para o ringue e uma sombra os encobre.

    – Hiro seu cabeça dura, anda logo! Isso é uma ordem!!!

    Foi quando ele finalmente esboçou reação.

    – Ordena... quem é você para mandar em mim! – E olha ferozmente para seu irmão que gela e percebe uma sombra o encobrindo, ao olhar para cima lentamente vê uma figura azul e negra os encarando do alto do ringue. Seus olhos core de ambar reluziam como se fosse fogo vivo, fitando o grupo que estava envolta de seu mestre.

    – Gente... é impressão ou ele tá olhando par nós? – Pergunta Zie assustada abraçando o braço de Jack que não desgrudava os olhos do robô.

    – Acho que sim loirinha. – Responde Jack apertando forte seu cajado, estava alegre em ver o robô acabar com o convencido Mamute Negro, mas agora que estava diante deles, uma sensação nada agradável preenchia seu ser.

    “Parece que estamos diante de uma besta preste a atacar a qualquer momento.”

    Pensa o albino sentindo uma familiar pressão sobre o corpo.

    Soluço por sua vez encarava o robô e sentiu um sentimento muito familiar. Como de um Wervyn rosnando para quem estivesse ameaçando seu mestre e concluiu...

    – Isso não é bom... – Na mesma hora olha para Tadashi e Hiro e percebe que seu amigo continuava segurando o braço do irmão. Foi ai que ele matou a charada. – Tadashi!

    – Ah?!

    – Escuta larga seu irmão e recua, bem devagar!

    Tadashi ouviu aquilo e ficou perplexo.

    – O quê?

    – Você ouviu o Soluço, solta esse nanico e recua! – Exclama Mérida que entendeu o que Soluço havia dito.

    Tadashi olhou para seu irmão e hesitou.

    – Zé mane, solta logo ele e vamos conversar... não acredito que acabei e dizer isso! – Exclama Jack.

    – Ouça a gente Tadashi, por favor, seu irmão deve ter uma explicação para estar aqui! Solta ele tô te pedido! – Suplica Rapunzel e olhou para Weltall de novo, e treme ao vê-lo fechar os punhos.

    O mais velho ainda segurava seu irmão, não conseguia acreditar naquela situação em que se meteram. Tudo estava indo bem até que seu irmãozinho resolveu aparecer.

    – Sempre querendo chamar a atenção não é? – Resmunga o jovem. – Se metendo em brigas e causando destruição por onde passa. – Aperta mais forte o braço de Hiro. – Mande esse seu robô recuar! Não vou te perdoar se ele machucar meus “irmãos”!

    Aquilo foi o fim...

    – Seus “irmãos”? – Sussurra Hiro. – E desde quando você tem mais de um irmão?

    – O quê?! – Pergunta Tadashi sem entender.

    – Você some por três anos e volta com esses seus “irmãos” como se nada tivesse acontecido. Não se preocupou em saber sobre a tia Cass ou de min. O que passamos, o que vivemos, só quis saber de você! – Brada Hiro que tinha os olhos úmidos.

    O silencio se espalhou pela local, somente o som da água caindo dos equipamentos eram ouvida como uma chuva triste e fria.

    – Hiro... Você nunca entenderia o que essas pessoas fizeram por mim. – Tadashi olha para seus amigos. – Eles me salvaram... resgataram-me das trevas do medo e da solidão! Ajudaram a mim, um completo estranho e sem cobrar nada em troca, apenas uma coisa! – O jovem toca em seu próprio peito e diz; – Seja nosso amigo... nada mais...

    Todos ouviam as palavras de Tadashi e se lembraram de quando viram aquele jovem menino sozinho, triste e amargurado pelos cantos da escola e como foi difícil lutar para trazê-lo de volta a luz.

    – Tadashi... – Rapunzel sussurra o nome do amigo e ela assim como Mérida, Jack e Soluço, sorriem para o amigo, então aproveitando das palavras ditas por Tadashi, Soluço se aproxima com cuidado e diz:

    – É isso mesmo! Todos nós somos amigos do seu irmão e você pode ser também!

    – É verdade, o seu irmão pode ser meio maluquinho e um tremendo CDF às vezes, mas de resto ele é gente boa! – Comenta Mérida que recebe um olhar incrédulo de Jack como se dissesse:

    “Serio! É o melhor que você pode dizer?!”

    – Então Hiro, por favor, peça para seu robô para recuar... nós não vamos te fazer mal. – Exclama Zie. – Fizemos isso tudo pra te ajudar, então ajuda agente também, por favor?

    Hiro não respondeu. Apenas mantinha sua cabeça baixa e sentia Weltall encarando suas costas, aguardando suas ordens.

    A água do equipamento anti-incêndio caia sobre todos eles, aquela cena, aquele frio eram iguais ao daquela vez de quando se separaram, o mesmo dia que cada um seguiu seu caminho, o que seu irmão não sabia é que logo depois ele havia ganhado dois presentes muito especiais de alguém que ele acreditava estar morto... uma foi Weltall e a outra...

    – Vamos parar com essa palhaçada!!!

    Uma voz ecoa por todo o galpão, Hiro que estava inerte até aquele momento ergue a cabeça e com o canto do olho esquerdo vê Yama dentro do ringue apontar uma arma para ele e seu irmão.

    – Ninguém me faz de bobo! NINGUÉM!!!

    E puxa o gatilho tudo foi muito rápido, Hiro num misto de fúria torce a mão de seu irmão que grita em dor, para logo em seguida o empurra pra longe e pulando para trás evitando assim que ele e Tadashi fossem atingidos.

    Jack, Soluço, Mérida e Zie arregalam os olhos ao verem aquilo e mais ainda foi quando o menino gritou:

    – Weltall!!! ONDA DE THOR!!!

    Os olhos do robô azul e negro reluziram e no mesmo instante se volta para Yama, que por sua vez olha para o robô e ri:

    – Há, boa tentativa moleque! Mais todo mundo sabe que robôs são programados para nunca atacar humanos por isso seu robô nunca...

    Antes de concluir sua frase Wetall avançou e em um movimento rápido bate às palmas de ambas as mãos uma na outra, causando uma onda de choque que vibra pelo ar.

    O mundo de Yama se destrói, seus ouvidos são preenchidos por um zunido que faz seu cérebro chacoalhar, a sensação era como se uma bomba atômica estivesse explodindo entro de sua cabeça. O grupo de Draconia também é atingido pelo impacto mesmo a metros de distância.

    – Aí! Meus ouvidos! – Grita Mérida caindo de joelhos

    – Parece uma manada de drakes chorando! – Berra Soluço.

    – Tá doido! Isso é muito pior, parece um coral de velhinhas desafinadas cantando!!! – Exclama Jack com os olhos girando.

    – Tadashi!!! – Grita Zie ao ver seu amigo no chão tentando tapar os ouvidos, mas seu braço esquerdo estava deslocado e ele não podia fazer muita coisa pra escapar do barulho.

    – Droga... HIRO!!!          

    Mais seu irmão já não estava mais por perto, enquanto seu robô efetuava o golpe Hiro correu, saltou indo para dentro do ringue, Yama mesmo atordoado ergue sua arma para o menino.

    – MALDITO!!!!

    – Lento demais...

    Foram as palavras do menino que ao pisar no ringue, puxa uma pistola antiga de cano longo de dentro de seu casaco, mira e sem misericórdia puxa o gatilho de sua fiel Governet!!!

    Seu segundo presente...


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