O Mago Das Espadas - Livro 0: Os Escolhidos

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    12
    Capítulos:

    Capítulo 11

    Pequeno Gênio Parte ? 1

    Linguagem Imprópria, Nudez, Violência

    Pessoal peço desculpas pela longa ausência, fiquei atarefado por demais para continuar a publicar a historia! Peço humildemente desculpas pleo atraso! E sem mais delongas vamos aos capítulos!

    Cidade de San Fransokyo, uma cidade a frente de seu tempo. Diferente de outros reinos e nações esta cidade se modernizou em ciência e tecnologia, sendo uma das cidades mais visitadas e badaladas do mundo.

    Localizada ao oriente, a cidade começou seu apogeu com a manipulação de vapor e pedras magicas chamadas Moonstones. Tais pedras cotiam em seu interior energia magica maciça, capazes de mover maquinas e realizar façanhas que os magos e pessoas comuns não conseguiriam sozinhas. Com uma fonte de extração rica desse mineral, San Fransokyo evolui e se tornou a “Cidade do Amanhã” como era chamada no resto do mundo.

    21h30min da noite, nas docas de San Fransokyo.

    Sons de metal se chocando eram ouvidos. Gritaria e euforia acompanhavam o espetáculo. Um galpão abandonado servindo de ringe improvisado, uma grade fechada no meio com luzes verde iluminado todo o ringe. E dentro desse ringe duas maquinas tentavam se matar.

    De um lado uma grande máquina de aço negro com punhos enormes, pés chatos e cabeça ainda menor golpeava o robô adversário com socos potentes e destruidores. A outra máquina por sua vez era ligeira, com pernas largas, braço curtos e usava uma peruca afro na cabeça, desviava dos pesados golpes e golpeava com chutes que cortavam o ar.

    REAL STEAL!

    Torneio de robôs lutadores, muito famoso em San Fransokyo. Pessoas do mundo todo viajavam para lá para verem as lutas desses gladiadores mecânicos. O esporte é tão popular que chega a rivalizar com o Blizball em termos de audiência e número.

    Para participar do Real Steal, você deve de início; ter um robô, vencer as eliminatórias que acontecem de um em um ano na cidade, para ai sim seu robô ter a chance de lutar contra os melhores do mundo. Os robôs são movidos à energia magica que vinha das Moonstones anexados a seus núcleos, fornecendo assim energia para que eles se movam e lutem.

    Infelizmente com o advento das Moonstones todos puderam criar suas próprias maquinas de lutar criando assim lutas ilegais onde pessoas apostavam altas somas em dinheiro e nesse ambiente que um menino iria começar sua aventura...

    Os dois robôs se digladiavam com ferocidade. O robô negro tomou distância e avançou com seu imenso punho direito sobre o adversário, o robô afro se esquivou com uma girada e encaixa um chute na cara do robô negro... que nem tremeu!

    – É só isso? – Grita o dono do robô negro do lado de fora da arena. Era gordo e usava um terno preto e em sua boca um charuto grosso ao qual dava diversas tragadas.

    Do outro lado o mestre do robô afro que também usava cabelo afro rosnou com a provocação, mexeu rápido nos controles e fez seu robô recuar. Rapidamente ligou o mecanismo de modo turbo do robô que começou saltar uma fumaça vermelha e seus cabelos afros a ficarem em pé.

    – Sinta o poder do meu Afro Boy modo Super Saiyajin!!! AHHHHHHH!!! – Berra o dono do robô que o manda avançar com tudo sem pensar.

    O mestre do robô negro sorri ao ver aquilo e simplesmente aperta um botão em seu controle que faz com que seu robô se feche tomando a forma de uma esfera negra blindada. Quando o robô afro super saiyajin aplicou seu chute seu corpo vibrou todo. Ambos pararam, todos na arena ficaram em silencio, os mestres de ambos os robôs ficaram tensos, mais logo o mestre do robô negro sorriu ao ver o robô afro liberar uma fumaça roxa e logo depois cair do mesmo jeito que fez o chute. A lona foi coberta por um liquido roxo que todos reconheciam como Moonstone derretido, significando que o robô não poderia continuar.

    De fora do ringue o juiz acompanhou o desfecho e gritou em seu microfone:

    – Afro Boy incapacitado de continuar! Vencedor e ainda campeão... MAMUTE NEGRO!!!

    E a multidão foi à loucura. Pessoas berrando, se jogando, comemorando, era sempre assim, mesmo ilegal Real Steal era um esporte que a maça adorava.

    – Não! Afrozinho! – Choraminga o dono do robô que é retirado com ganchos de metal sendo entregue do lado de fora do ringue.  – Fala com o papai, fala!

    A resposta foi um chiado de interferência, para logo depois a cabeça do robô cair e seu mestre gritar alto agarrando a cabeça do robô e chorando.

    – E essa foi mais uma luta de tirar o folego em nosso ringue! Vocês gostaram?! – Pergunta o juiz que é narrador, avaliador, caixa e dono do imóvel! Ou seja, o organizador das lutas. Era forte, magro, moreno e cercado de seguranças humanos e robôs.

    O público ovacionou em coro aprovando o espetáculo violento.

    – Então aguardem meus amigos, pois daqui a vinte minutos teremos outra luta de tirar o folego! Será que surgira um oponente capaz de enfrentar e vencer o invencível, Mamute Negro e seu mestre Yama!!!

    O público vai ao delírio enquanto o robô e seu mestre sobem ao ringue e erguem seus punhos juntos fazendo o público gritar ainda mais.

    Dentro do galpão, mais precisamente na área vip, um grupo de adolescentes assistia o embate.

    – Mais que visão do Abismo! – Diz uma garota de cabelos ruivos e cacheados olhando de longe sentada em uma mesa acompanhada de mais quatro pessoas.  Usava uma camisa xadrez verde abotoada só na parte dos seios deixando sua barriga magra a mostra, vestia uma calça justa brilhosa preta e botas marrons. – Não acredito que a gente pagou pra ver isso! De quem foi à ideia mesmo?

    – Sua! – Responde uma menina do outro lado da mesa encanto bebia um gole de seu suco, era loira de cabelos longos lisos presos em uma longa trança, usava um vestido lilás e sandálias da mesma cor. – Se esqueceu Méri? – Pergunta sorridente a jovem loira para a ruiva que dá uma tapa na própria testa.

    – Aí! É mesmo! – E os três patetas não vão dizer nada... – A ruiva se cala ao olhar para as feições dos meninos que estavam com elas, bom par dizer a verdade os dois mais novos.

    Seus olhos reluziam, lágrimas de emoção escorriam por suas caras, nunca tinham visto nada tão violento e tão lindo em toda a sua vida!

    – Meninos? Tudo bem? – Pergunta a menina loira preocupada.

    – Sim... – Disseram os dois em uni som mais bem baixo.

    – Xi!!! Deu “curti-cirtuti” neles! – Exclama a ruiva.

    – Curto circuito Mérida. – Responde o último dos rapazes, ao contrário dos outros dois era mais velho, dezesseis anos, usava jaqueta verde, um boné preto, calça jeans e tênis brancos.

    – Ah é... ainda não me acostumei com esses termos complicados do mundo humano, foi mal Tadashi. – Responde a menina que se chama Mérida encabulada.

    – Hi, hi, hi, fica de boa amiga, esse mundo pra nós é tudo novo é normal agente troca as peças!

    – As bolas Rapunzel. – Corrige novamente o mais velho.

    – Ah... é... esqueci. – Responde a menina de nome Rapunzel dando um cascudinho na cabeça e botando a linguinha pra fora.

    – Tudo bem. – Responde Tadashi, sorrindo.

    Tadashi nasceu e cresceu em San Fransokyo, sempre foi apaixonado por tecnologia e robótica, sonhava em um dia poder juntar a magia e a tecnologia em uma só, porém em uma terra onde a ciência domina era difícil aplicar tais conhecimento... principalmente quando você não sabe nada de magia. No entanto tudo mudou quando em uma tarde ele recebeu uma carta que veio trazida de pôr uma coruja dizendo que ele fora aceito na escola de magia e feitiçaria de Draconia! Depois disso sua vida mudou por completo, aprendeu tudo o que queria e ainda mais e de quebra fez ótimos amigos. Por isso os convidou há passarem as férias com ele e sua família na cidade, pedido que foi aceito sem demora, todos estavam eufóricos para conhecer a “Cidade do Amanhã”, afinal tecnologia de ponta era raro para esses quatros jovens.

    – ISSO É INCRIVEL!!! – Berra um dos meninos se levantando todo empolgado. Usava uma blusa marrom, calça jeans e sapatos pretos. Tinha os olhos verdes e cabelos castanhos e uma pequena cicatriz em seu queixo. Seu grito assustou as meninas e Tadashi que olhavam para ele.

    – Que isso?!

    – Endoido maluco?!

    – Acho que a luta foi de mais para o cérebro de alguém.

    Dizem Rapunzel, Mérida e Tadashi simultaneamente.   

    – Os dois! – Responde o menino. – Eu nunca pensei que fora de Berk existissem coisas assim tão mecânicas, tão engenhosas tão...

    – Fodas? – Pergunta Mérida.

    – EXATO! AHHHHH, queria que a Astrid estivesse aqui, ela iria adorar ver essas lutas! – Exclama o rapaz com os olhos reluzindo.

    Mérida ao ver a reação do amigo diz:

    – Soluço na boa... não acho que sua “namoradinha” ia curtir esse tipo de esporte.

    O jovem de nome Soluço olha pra sua amiga de maneira incrédula e responde:

    – Tá doida! Esse é o tipo de esporte violento e sem sentido que ela adoraria! Não acha Tadashi?

    – Olha... nesse ponto eu devo concordar.

    – QUÊ?! – Berra a ruiva.

    – Méri, você sabe como a Astrid é louca por esportes violentos, vinde os torneios lá da escola. – Relembra Rapunzel. – Afinal bem lembrado por que ela não veio Soluço?

    – Ela queria vir, tava até com a mala pronta, mais surgiu um imprevisto e ela não pode vir... em compensação! – Tira um pequeno cubo de dentro da blusa. – Pediu pra eu registar tudo com essa minha “Memory box”, já gravei uma monte de coisas bacanas aqui da cidade. – Responde o garoto rindo.

    – Aí que legal! Bem pensado Soluço! Depois me passa pra mim as imagens?

    – Claro. – Responde Soluço para Rapunzel. – E você Jack, vai querer algumas imagens?

    Quando Soluço se virou para sua esquerda viu que o acento em que seu amigo estava se encontrava vazio.

    – Ahhh, pessoal, não tinha um albino com cara de paspalho aqui do meu lado agorinha há pouco?

    Todos olham para o lugar.

    Silencio.

    Ambos se entreolham estáticos... até...

    – CADÊ O JACK!!! – Grita Rapunzel puxando os cabelos.

    – Não acredito tava bom demais pra ser verdade! À noite tava boa, meio caída é claro, mais tranquila! E esse magricela pálido resolve sumir!!! MERDA!!!! – Brada Mérida vermelha de raiva.

    – Foi mal devia ter ficado de olho nele, mas as batalhas estavam tão empolgantes que eu meio...

    – Se distraiu?

    O garoto abaixa a cabeça, derrotado.

    – Sim...

    – Espera pessoal mantenham a calma, ele não deve ter indo muito longe. – Diz Tadashi.

    – Isso! Provavelmente foi ao banheiro. – Diz Rapunzel.

    – Ou ter se metido em uma encrenca, isso sim seria a cara dele! – Esbraveja Mérida.

    – Ou pior... subir no palanque do apresentador, roubar o microfone dele, pegar um chapéu ridículo, se sentir o maioral e ainda tentar dar uma de fodão nos constrangendo! – Exclama Soluço pálido.

    – Nossa, Soluço você viajou agora, hein?! – Resmunga a ruiva.

    – Ehhhhh... – O jovem de Berk aponta com o dedo tremulo na direção do palanque do apresentador, os outros acompanham e olham na direção que o jovem apontou e eles têm uma desagradável surpresa.

    Em cima do palanque estava um rapaz de pele alva como a neve, cabelos também alvos e bagunçados. Trajava uma jaqueta azul, camisa branca por baixo, calças da mesma cor, usava anéis de prata com glifos encrustados neles, sapatos pretos e por último mais não menos importante usava na cabeça um grande e extravagante chapéu de espuma como o dos palhaços e mágicos usam em festas e pra completar um par de óculos escuros.

    – Boa noite para todos!!! – Exclama o rapaz pegando o microfone do apresentador que tinha uma expressão confusa, juntamente com todo o público que voltou sua atenção para ele.

    – Aqui quem fala é o superstar do mundo magia, o mestre da geada, o ladrão de corações apaixonados e o herói que derrotou vocês sabem quem, Sou Jack Frost!!!

    Ao dizer seu nome com pompa, um cajado de madeira se materializa em sua mão para logo em seguida bater com ele no assoalho do palco fazendo uma grande lufada de ar gélido percorrer todo o ambiente, arrancando olhares incrédulos e bocas abertas até o chão.

    – Ahhh, eu amo essas expressões de bocós! Mas vamos ao que interessa!

    Em segundos o jovem Frost estala os dedos e uma guitarra feita de gelo puro surge em suas mãos, bate o pé esquerdo no chão e bonecos de neve com vários instrumentos músicas surgem ao seu redor, todos usando óculos escuros como os dele.

    – Agora uma salva de palmas bem gostosa para a banda, FROSTMOURNE!!! – E começa a tocar em sua guitarra uma melodia potente e contagiante:

    Atravessei os rios congelados;

    As montanhas geladas;

    Apenas para te encontrar;

    Firme com o coração em chamas;

    Coloco-me a tua frente;

    I PRAY! – Gritam os bonecos de neve em coro.

    Pela gloria eu lutarei, pelo destino triunfarei;

    Pois tenho a ti como meu porto seguro!

    Never surrender!!! – Gritam novamente os bonecos em uni som.

    Pelas terras congeladas eu lutei;

    Pelo sino da vitória me chamas;

    Para além do oceano naveguei;

    Por ti minha rainha lutarei;

    E por ti enfrentarei as trevas;

    Derrotei os demônios mais profundos;

    E A PAZ ALCANCEI!!!

    Por ti minha doce rainha eu lutei...

    E por ti chorei...

    Mas no fim...

    A neve triunfou...

    Logo em seguida Jack solta um solo de guitarra, seu som melodioso parecia o de um bardo declamando sua história, várias pessoas não desgrudavam os olhos do palco. Vários inclusive apontavam suas Memory boxes para ele e sua banda improvisada. Cada um deles percebia que a cada acorde tocado a cada palavra cantada uma fina camada de gelo cobria o teto dando a impressão que uma cortina de gelo tremulava no teto. Era lindo, belo e triste.

    Os bonecos de neve tocavam lentamente e entoavam:

    For the queen of ice heart, we fight;

    For you love, we dance;

    And the end of our life we cry;

    Glory of the queen!!!

    E novamente a música acelera e Jack assume o vocal:

    Pelas terras congeladas eu lutei;

    Pelo sino da vitória me chamas;

    Para além do oceano naveguei;

    Por ti minha rainha lutarei;

    Para nunca mais te ver chorar!!!

    E bate sua guitarra de gelo no chão que se desfaz em várias e pequenos cristais de neve, assim como os bonecos de neve e os instrumentos que desaparecem restando apenas o frio de sua passagem. Por fim o jovem Frost tira seu chapéu e se curva para a plateia que estava em total silencio, o jovem ao perceber isso pega o microfone e fala:

    – Agora é a hora de vocês irem à loucura, né?

    Foi só dizer isso que uma avalanche de berros, aplausos, lágrimas por parte das meninas, e pessoas ovacionado o jovem mago do gelo que joga seu chapéu para a multidão.

    O apresentador se aproxima e cumprimenta pessoalmente o jovem:

    – Rapaz, por onde você andava? Há anos não vemos uma performance tão foda assim na nossa casa! Qual o teu nome camarada?

    O albino todo sorridente responde:

    – Jack Frost, ao seu dispor! Tá aqui meu cartão! – Responde criando um cartãozinho de gelo para o anfitrião.

    – Carraca meu irmão, você tem que aparecer mais vezes, até te pago uma comissão, o que acha?

    – Proposta tentadora! Prometo pensar com carinho no assunto, mais agora temos mais uma luta para assistir, não temos?

    O apresentador ao ouvir isso olha no relógio e vê que já se passaram vinte minutos, era hora de recomeçar as lutas.

    – Minha nossa tem razão a gente se fala cupade! – Estende a mão para o jovem Frost que cumprimenta na hora.

    – Demorou! Agora vou nessa... FUIIIII!!! – E se joga de costa pra multidão que o pega o carregando no ar. – EU AMO ESSA CIDADE!!!

    Jack é carregado pelo povo até a área vip onde o deixam.

    – Ah! Isso é que é vida e ai galera voltei! Pessoal?

    Diferente do público que ovacionava e cantou junto com ele, seus amigos de escola não estavam tão felizes assim.

    – Ah, que caras são essas? Parece que virão algo que os deixou sem folego, sem chão e até sem teto... a perai eu já sei o que foi, FUI EU!!!

    O silencio se seguiu por mais alguns segundos, até uma certa ruiva invocada perder a paciência.

    – SEU CABEÇA DURA!!! – Grita Mérida. – O que você tava pensando ao subir naquele palco?!

    O jovem mago do gelo olha para seus colegas e simplesmente sorri e dá de ombros.

    – JACK!!! – Todos berram sem exceção.

    – Ah, qual é gente, eu só fui me divertir um pouco, isso é algum crime?

    – É se você se amostra e a sua magia! Jack você perdeu o juízo?! – Exclama Soluço. – E se alguém da escola estiver aqui e tiver te visto? Sabe que só podemos usar magia em situações de emergência, lembra?

    – Mais isso foi uma emergência! – Explica o albino. – O pessoal tava triste e seco por uma luta, então eu resolvi melhorar o clima com uma musiquinha até a próxima seção de pancadaria começar e que por sinal! Já vai começar! – Exclama Jack que já ia se sentar quando Rapunzel o segura pelo colarinho da camisa.

    – Jack não foge do assunto, por favor, isso foi sério!

    – A Zie tem razão miolo mole, você pôs todos nós a um risco de sermos expostos, tem noção disso? – Pergunta Mérida que tem o olhar sonso do amigo, deixando-a ainda mais irritada. – Você tá pedindo pra morrer, né?

    – Pessoal, chega! – Impõe Tadashi finalmente se manifestando. – Acho que todo mundo aqui já disse o que queria, Jack você tem que ter auto controle e saber onde está!

    O garoto serra as sobrancelhas confuso.

    – Ahhh, não entendi?

    – Ah, Minha Deusa! – Exclama Tadashi tapando o rosto. – Jack, se liga! – Puxa o amigo pra mais perto. – Real Steal fora da liga e contra lei!

    – Hum...

    – Então esse lugar não devia estar funcionando.

    – Hum...

    – Em outras palavras, todo mundo aqui é mafioso ou contrabandistas de peças de robôs entendeu?!

    – Hum... HUH!!! – Exclama Frost finalmente se ligando. – Então esse pessoal pra quem eu cantei aqui é...

    – Foras da lei, paspalho!!!

    Os olhos azuis do rapaz se arregalam, de repente ele começa a reparara nas feições das pessoas, viu alguns portando armas e robôs com armamento pesado e algumas meninas compartilhando sua foto dezenas de vezes.

    – Aí, merda!

    – Caiu à ficha, panaca! – Resmunga Mérida.

    – Estamos aqui porque as lutas da liga só acontecem no final do ano! E como você e o Soluço queriam muito ver essas lutas viemos aqui, lembra? – Pergunta Rapunzel.

    – Ahhhh, tá eu lembro vagamente disso. – Responde se sentando em sua cadeira.

    – É mané, mais agora que você bancou a estrela saltitante, temos que dar o fora rapidinho, antes que nos chame para seus “círculos” de amizade! – Exclama Soluço. – Droga e eu queria ver a última luta, obrigado Jack!

    O garoto se sente mal, não teve intenção de estragar a festa e o passeio.

    – Desculpa pessoa, acho que passei dos limites... de novo!

    – Imagina, você só chamou a atenção de umas trezentas pessoas e nada de mais, idiota! – Rosna Mérida batendo na mesa. – Tadashi e agora?

    O mais velho fecha a cara, olha para todos os lados, ninguém parecia estar prestando atenção neles.

    – Vamos nos levantar com calma e sair antes que mais fãs do Jack resolvam cercar a gente e damos o fora, ok?

    Todos acenão com a cabeça em afirmação.

    – Zie está com sua varinha? – Pergunta Tadashi.

    – Nunca me separo dela. – Responde Zie erguendo sua bolsa.

    – Ok então, vamos!

    – Desculpe a demora senhoras e senhores! Mas o Real Steal vai continuar!!!

    O público grita em corro fazendo o ambiente tremer.   

    – Agora pessoal!!! – Exclama Tadashi e os cinco se levantam e saem de fininho da mesa deixando uma gorjeta em cima da mesa.

    Tadashi ia na frente guiando o grupo, sendo seguindo por Zie que segurava sua mão, logo atrás por Mérida, Soluço e Jack que batia nas mãos de todo mundo que o reconhecia.

    – Jack!

    – Foi mal mano! – Se encolhe e segue o amigo.

    A movimentação era grande dentro do armazém abandonado, seja lá quem iria lutar o público estava animado.

    – Pena que não vamos poder ver a última luta. – Lamenta Soluço.

    – Foi mal amigo, mais não se preocupe, pois vou te recompensar...

    Ante de Jack terminar sua frase o grupo ouve um corro de surpresa e depois silencio, todos olhavam para o ringue, menos os cinco.

    – Pessoal o que tá acontecendo? Porque todo mundo ficou quieto? –Pergunta Mérida preocupada.

    – Não sei e não quero saber, vamos aproveitar e sair daqui amiga. – Exclama Zie segurando a mão da amiga.

    – Ela tem razão é nossa chance, vamos! – Responde Tadashi.

    Logo atrás Jack e Soluço seguiam Tadashi e as meninas, mas a curiosidade de Soluço o fez parar.

    – Cara porque você parou? Tamo quase no final, vamos embora.

    Mas ele não ouviu e se virou em direção ao ringue e seus olhos se arregalaram com o que viu.

    – Meu Thor... – Exclama o rapaz deslumbrado.

    – Cara o que você tá... Minha Deusa! – Exclama Jack boquiaberto.

    Enquanto Tadashi e as meninas se aproximavam da saída se viraram para ver se os meninos as seguiam e viram que eles pararam no meio do caminho.

    – O que esses paspalhos tão fazendo?! – Rosna Mérida que caminha até eles. – Ei seus zé manes vamos embora qual o problema de... – Ela se cala.

    – O que vocês estão fazendo? – Zie e Tadashi se viram para os amigos e os olhos dos dois se focam no ringue.

    O que prendeu a atenção de todos e deixou o público calado foi isso:

    No meio do ringue o poderoso Mamute Negro estava caído, seu mestre Yama boquiaberto, o apresentador sem reação e palavras. A frente deles estava uma máquina diferente, tinha formato humanoide, era negro e azul, magro, pés divididos em três junções para dar mobilidade e força ao andar e correr. Seus punhos reluziam como laminas afiadas que emitiam ondas de choque, em suas costas duas arestas que se assemelhavam a asas mais dois foguetes acoplados as costas e seu rosto tinha uma expressão neutra, olhos cor de âmbar que emitiam um brilho fugaz de um antigo guerreiro recém-despertado.

    Ao lado do imponente robô um menino de cabelos espetados, pele morena, olhos castanhos, vestindo um casaco de moletom cinza, camisa vermelha por dentro, bermudão marrom e tênis cinza. Em sua cabeça usava um transmissor com um microfone embutido. Juntos mestre e robô contemplavam seu feito.

    – E ai... desiste? – Pergunta o menino para Yama que bufa e berra:

    – NUNCA!!! – E mexendo em seus controles faz o Mamute Negro se levantar aos trancos e barrancos.

    – Por mim tudo bem... Weltall... esmaga!!! – Exclama o menino no microfone embutido em seu transmissor, na mesma hora seu robô assumiu uma posição de ataque similar a um lutador de artes márcias humanas e avança contra o robô adversário.

    Fora do ringue o grupo de Draconia assistia aquilo pasmo.

    – É o robô mais lindo que eu já vi! – Exclama Soluço.

    – Cara pela primeira vez concordo com tigo. Que robô foda!!! – Responde Jack batendo na mão de Soluço, ambos sem desgrudar os olhos do ringue.

    Mérida por sua vez olhava para o menino ao lado do robô.

    – Não sei não, mais acho que conheço aquele moleque?

    Enquanto Zie e Tadashi olhavam para a luta pasmos.

    – T-Tadashi... aquele lá no ringue não é o seu...

    E o rapaz responde.

    – Sim... é o meu irmão! É O HIRO!!!

    Grita Tadashi que não é ouvido por ninguém, exceto por uma pequena coruja que sobrevoava o galpão.


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