ANUON 9999

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    12
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    Capítulo 11

    Lupa, a garota que arde de desejos por Ethan - Parte 2

    Violência

    Enfim os lábios de Lupa encontraram os de Ethan, que ficou surpreso com a atitude da jovem. Ele não sabia o que fazer, ficando sem ação ao beijo. Era possível ver em seus olhos a emoção de ser beijado por tanta vontade de Lupa. Depois do beijo, ela lentamente afasta seu rosto, olhando nos olhos de Ethan que, ainda sem fôlego, diz:

    - Lupa, eu... Nossa... Eu não entendo...

    - Não entende? Lhe beijei, Ethan...

    - Mas... Tipo, eu... você...

    - Isso só foi um presente... Nada sério... ainda...

    - Mas...

    - E você merece por ser assim, deste jeito...

    - Lupa... eu...

    - Shih! Não fale nada! Desfrute do momento... Sei que gostou... - Disse a jovem, colocando uma das mãos na boca de Ethan.

    - Mas Lupa...

    - Não diga nada, Ethan... Vamos voltar para a sala...

    - Es-está bem... Acho...

    Ethan, por alguns instantes, havia perdido a razão, no bom sentido evidentemente. Aquele beijo de Lupa realmente mexeu com seu emocional de uma forma tão profunda que estava até mesmo tremendo e suando na mãos. Tinha uma sensação excitante e ao mesmo tempo estranha, de um modo que nunca sentira por ninguém. Ele, já no corredor, com Lupa indo a frente, encosta em uma parede do corredor e reflete sozinho, colocando uma das mãos no rosto:

    - Cara... que foi isso? O que aconteceu?

    - Vamos, Ethan... - Apressava a jovem, já entrando na sala de aula.

    - Tô indo...

    E voltam a sala. Ethan estava vermelho de vergonha e era muito visível. Ele definitivamente não esperava por isso. Andava vagarosamente, tomando ainda o ar perdido pelo beijo. Estava desorientado, ainda mais por ter Lupa ao seu lado neste momento. Pela demora de entrarem na sala, a professora pergunta:

    - Vocês estão um pouco atrasados, sabiam? O que aconteceu?

    - Desculpe-nos, professora! Nãos vai se repetir... - Disse Ethan, ainda desorientado.

    - Tiveram sorte, pois ainda não comecei a aula. Sentem-se em suas cadeiras e peguem seus livros.

    - Sim, professora.

    Ethan senta em sua carteira e faz todo um esforço para não tiver olhares com Lupa. Ela, ao contrário dele, não esconde seus desejos de observá-lo o tempo todo. Ryoga percebeu algo de anormal em tudo aquilo. Como amigo próximo, não poderia deixar de se preocupar com Ethan.

    A aula transcorria sem problemas. Os alunos faziam seus exercícios tranquilamente, como de praxe e a professora corrigia, em sua mesa, os exercícios já feitos. Logo toca o sinal de intervalo. Os alunos guardam seus materiais e saem para o recreio. Ethan deixa a sala de aula com pressa e, mais uma vez, é seguido por Ryoga. Seu amigo parecia mesmo preocupado com o comportamento de Ethan. Logo o jovem diz:

    - Ethan! Peraí, cara!

    - Hã? Ryoga?! Depois, cara...

    - Depois, nada! Vem cá!

    - Pô, cara! Me deixa...

    - Vem cá, Ethan! Tu tá estranho pacas!

    - Droga... Tudo bem, o que quer?

    E Ethan, infelizmente, é obrigado a falar com Ryoga, que mostrava um leve sorriso no rosto.

    - Carinha, conheço esse seu jeito de falar, Ethan... Apressado, nervoso... O que você fez agora, rapaz?

    - Ryoga, é coisa minha...

    - Coisa sua? Você vai contar. sabia que você tinha feito algo...

    - Pô, cara... Tô aqui desnorteado ainda...

    - Caraca... Que foi?

    - Bem, cara... Sabe a Lupa?

    - Ah, claro... Peraí... Foi por ela que vocês entraram atrasado na sala? Conversaram o que?

    - Conversamos nada...

    - E então?

    - Ela não queria conversar, entende...

    - Hã? Como assim.

    - Até parece que você é tão inocente assim, Ryoga...

    - Sério mesmo, não tô entendendo o que você quer dizer com isso.

    - Tá... Rolou.

    - Rolou o que?

    - Ryoga! Tá de sacanagem, né?

    - Rolou... Rolou...

    - Isso. Rolou!

    - Rolou... Rolou... OH, MEU DEUS! ROLOU! ELA TE BEIJOU, CARA! Caraca!

    - Fala baixo, cara!

    - Mas Ethan... Foi muito rápido isso... Você é meu heroi!

    - Para com isso, Ryoga! Estou preocupado com isso até agora.

    - Preocupado? Com que?

    - Ela me beijou na surpresa... e foi estranho...

    - Lá vem você com essa de "estranho" outra vez...

    - Mas é, cara! Lupa é uma garota estranha e misteriosa...

    - Ah, como eu queria desvendar uma garota assim... Tu é um cara de sorte...

    - Você não está ajudando... Tem coisa aí, Ryoga.

    - Tem mesmo! Tu tá de galho a toa. Qual é a sua, cara?

    - Sabia que não devia ter contado a você isso...

    - Tá, Ethan! Pensa no que você quiser... Mas, me conta... foi bom?

    - Eh... Bem... foi sim... - Disse Ethan, desviado o olhar.

    - Hahaha! Sabia que você não me desapontaria...

    - Foi melhor até que eu pensava...

    - Porque fala isso? Pensou que ela iria lhe matar com o beijo?

    - Sinceramente? Pior que pensei...

    - Ela te deu um calor então, né Romeu? Hehehe...

    - É, Ryoga... Tu não tá me ajudando a relaxar!

    A conversa continuou durante todo o intervalo, com Ethan e Ryoga retornando a sala após o sinal. Passaram a falar sobre outras coisas em seguida. Na sala de aula, a professora pede para que os alunos sentem em dupla.

    - Ryoga, chega aí. Vamos fazer o... - Disse Ethan, sendo interrompido por Ryoga em seguida.

    - Ethan, é melhor deixar. já chegaram antes... - Disse seu amigo, apontando para seu lado.

    Lupa já havia posicionado sua carteira para bem próximo do jovem, perguntando:

    - Tem algum problema em fazer dupla com você, Ethan?

    - Nã-não! Po-pode ficar...

    E o professor diz, dando continuidade a aula:

    - Bem, alunos... Quero que cada um faça uma redação sobre o que sabe sobre seu colega de dupla. Esse exercício é pra saber o quando de empatia vocês tem uns com os outros. Sem gracinhas, ouviram?

    Ethan logo pensou:

    - *Ah não! Este exercício não... e logo com quem...*

    - Ethan... falar de você é fácil...

    - Lupa...

    - Shih! Não vou falar sobre o nosso beijo...

    - Escuta... eu...

    - Ethan, faça sua redação! Estou ansiosa para ouvir...

    - Lupa, eu... Tô perdendo o controle...

    Uma hora e meia depois, todos os alunos terminam seus trabalhos. Em seguida, começam a lerem suas redações, onde a leitura havia descontraído toda a sala. Somente Lupa não mostrava esta diversão, passando todo instante olhando Ethan, que tentava a tudo instante evitar o contato visual. A professora então diz:

    - Bem, só falta o Ethan e Lupa. Vamos, podem ler suas redações.

    - Vai, Lupa! Leia a sua primeiro... - Disse o jovem, ainda um pouco desconfortável.

    - Obrigada, Ethan...

    E ela se levanta calmamente, se dirige até a frente de todos e começa sua leitura.

    - "Ethan, o garoto que divide seu tempo com todos. Ajuda quem precisa. Não mais aquela meia amizade e sim algo mais forte. Companheirismo, lealdade, amor...

    Palavras poucas uso, pois me faltariam espaços para tantas qualidades. És um ser quase perfeito, que encanta a todos, cativando quem lhe fala. Não és rancoroso, pois perdoa falhas de amigos seus. E de seus inimigos perdão total, pois não guarda mágoas e sim esperança e redenção.

    Sim, este é Ethan, todos sabem seu nome, mas não sua pessoa. Posso dizer-lhes, ele conquista só no olhar, e poucos serão aqueles que não o gostarem.

    Feliz ele é, por ter esse brilho. Brilho este único, presente só em sua pessoa."

    Logo toda a sala fica comovida com as palavras de Lupa, causando uma intensa conversa no pé de ouvido entre os alunos. O professor bate palmas, tamanha sua emoção.

    - Muito bom, Lupa! Não esperava ouvir uma redação tão profunda como esta. E só pedi para escrever o que achava do seu colega, mas de forma simples.

    - Obrigada, professora.

    - Bem, pode se sentar... Só falta você, Ethan.

    Todos ficaram a postos para ouvir o que Ethan iria dizer de Lupa. E ele pensa:

    - *Caramba... Ela pôs isso em público... Está mais estranho ainda agora...* Tudo bem, professora...

    Ele anda, meio que desenquilibrado, para frente da classe, pega seu caderno e começa a ler.

    - "Bem, esta é Lupa.

    Uma garota bonita, de olhar calmo. É dedicada nos estudos e gosta de observar aqueles que estão a sua volta. Muitos a vêem como uma garota estranha, até eu acho isso. Pouco sabemos sobre ela, mas isso não é motivo para tratarmos com indiferença. Se não a ajudarmos a se enturmar, ela pode ficar distante de nós e sabemos que isso não seria legal.

    Bem, essa é Lupa, a garota dos olhos cor de mel."

    Todos na sala batem palmas e assobios são ouvidos. O professor gostou do que ouviu, dizendo:

    - Muito bem, Ethan. Simples e direto. E um pouco criativo. Vi um pouco de crítica pessoal aí, mas está bom.

    - Obrigado, professora! Procurei ser bem sincero.

    - E conseguiu. Pode voltar para seu lugar.

    E Ethan retorna para seu lugar, sentanfo-se em sua cadeira, ainda sendo observado por Lupa. Assim que se sentou, a jovem pegou em sua mão e disse:

    - Obrigada, Ethan... Sabia que gostava de mim... Por isso, eu te admiro...

    - De-de nada... Lupa...

    A professora então toma a palavra:

    Bem, alunos... Podem sair mais cedo, pois adiantaram a aula. Podem ir.

    Todos saem as pressas, aproveitando o adiantamento da saída. Ethan, Kaede e Ryoga se encontram no pátio em seguida e caminham, como fazem todos os dias, para irem embora. Pelo caminho, Ryoga diz:

    - É, pelo jeito o Ethan tá tendo um caso...

    - E lá vem você com isso de novo...

    - Mas não é verdade? Vocês dois, trocando aquelas gentilezas...

    - Era só um exercício simples, Ryoga! A professora pediu.

    - Sei... Até parece...

    - Para com isso, cara...

    - Fica tranquilo. Não vou espalhar, hehehe.

    Mas logo notam que Kaede está quieta, distante da conversa. Parecia triste. Logo Ryoga diz:

    - Que foi, Kaede? Tá quietinha. Brinque também!

    - É que eu não estou bem...

    - O que é? Diz!

    - Nada, não...

    - Vocês dois estou muito chatos com isso, hein - Ryoga não estava gostando.

    - Foi uma coisa que aconteceu na escola, nada demais.

    - Tá, se você não quer falar...

    - Foi algo que a incomodou, Kaede? - Perguntou Ethan.

    - Não, nada não...

    - Mesmo?

    - Sim...

    - Não quer... conversar sobre isso?

    - NÃO, EU NÃO QUERO, ETHAN! ATÉ MAIS!

    E a jovem acelerou seus passos, indo a frente, em direção a sua casa. Ryoga, surpreso, diz:

    - O que deu nela?

    - Sei lá...

    - Bem, cara... vou nessa.

    - Valeu! Até amanhã.

    - Até, Romeu. Hehehe.

    - Para com isso, Ryoga!

    E Ethan, logos aos se despedir de seu amigo, continuou seu caminho até dia casa. Mas percebe que está sendo seguido. E logo aparece Lupa, que andava devagar ao encontro a Ethan.

    - Sou eu, Lupa.

    - Lupa?! Tipo... Bem, queria mesmo falar com você.

    - Diga.

    - Eu sei tudo sobre você, Lupa...

    - Se sabe, porque não contou a todos?

    - Acha mesmo que irei dizer todos os segredos por trás de você?

    - Você não foi sincero...

    - Lupa, falo sério. Hoje você me expos de um modo que não posso esconder o que sinto.

    - E sei que gostou...

    - Mas Lupa... Você é que tomou o controle de tudo. E eu não tenho controle de nada. Você realmente está fazendo minha cabeça.

    - Sinto que você gosta disso... Você quer mais, não é? - Disse a jovem, se aproximando.

    - Falar com você é complicado, Lupa. É como se não tivesse noção do poder de suas ações...

    - O que muda entre nós?

    - No momento nada, mas...

    - Se incomodaria se eu o abraçasse? - Perguntou, agora ainda mais próxima de Ethan.

    - Lupa, eu acho que...

    E sem que Ethan pudesse evitar, a jovem o abraça com força, dizendo:

    - Shih! Não consigo me controlar, Ethan. Você é o máximo. Poucos são aqueles que me desafiam como você faz... E você não faz por coragem... e sim por vontade.

    - Você é uma garota estranha! É bonita sim, mas algo em você me deixa nervoso...

    - Não tenha medo de mim, Ethan. Eu demorei muito para te encontrar e não quero perdê-lo...

    - Por que o temor?

    - Sofri demais na minha vida... porém eu não entendo bem o que é esse sentimento. Você é a luz de que busco. O brilho a iluminar meus caminhos. Escuridão me toma sempre que estou só. Procurava alguém... e encontrei a ti.

    - Lupa...

    - Sim, Ethan... Minha busca terminou... o começo é você agora... Não me importa o que pensa do meu ser... sempre irei querer ter você pra mim... eu o quero... na miha vida... hoje... amanhã... Pra sempre.

    - Lupa, eu...

    - Você o que... Ethan? - Lupa estava completamente encantada por Ethan, o olhando nos olhos.

    - Eu acho de você uma pessoa especial, sério mesmo. Mas não sei... Você me parece uma boa pessoa e tem este carinho por mim que fico até constrangido em não retribuir...

    - Eu sei, Ethan... deixe eu lhe ajudar nisso.

    E de forma bem mais intensa e carinhosa, Lupa aproxima seu rosto ao do jovem, beijando sua boca. Porém, dessa vez, Ethan retribuiu o gesto, com uma das mãos ao lado do rosto da jovem, a acariciando enquanto sentia seus lábios macios.

    Ethan então abriu seus olhos, olhando para Lupa, que também o olhava, de forma penetrante. Cessando o beijo, Ethan, já mais tranquilo, diz:

    - Bem, Lupa... tenho que ir. Amanhã nos vemos, tudo bem?

    - Obrigada, Ethan... e pense no que disse. Até amanhã... - Disse a garota Anis, segurando uma das mãos de Ethan.

    Ethan, antes de entrar em sua casa, olhou mais uma vez para Lupa. Depois que o jovem entrou em sua residência, Lupa seguiu seu caminho de volta para sua casa. Caminhava calmamamente quando um grupo de rapazes, que caminhavam paralelo a ela, se aproximavam da jovem. E logo um deles diz:

    - Oi belezinha! Sozinha por aqui?

    Mas ela continua seu caminho, os ignorando. Logo todos os indivíduos a cercam, impedindo que continuasse sua caminhada.

    - Ei, belezinha... não vai se apresentar?

    - Pra quê me apresentar para alguém que vai morrer?

    - O que disse?!

    O jovem arruaceiro nem ao menos conseguiu completar sua frase. Lupa o destroça em segundos com um simples movimento de mão. Era como se um instrumento cortante o tivesse atingido. Os outros meliantes, vendo aquela cena grotesca, correram desesperados, mas em vão: Lupa os atinge e os dizima, transformando-os em um amontoado de vísceras e ossos. Lupa, suja de sangue em seu rosto, diz:

    - Simples humanos... se fossem como Ethan eu os deixaria viver... Mas vivem por luxúria... Não são dignos... Não passam de sujeira. Suas vidas são um erro que eu apagarei com meus poderes...

    Mas Lupa não havia percebido a tempo de que alguém que conhecia a estava vendo. Era uma garota bonita, de uniforme escolar, como o de Lupa. Tinha os olhos azuis e seus cabelos eram longos e loiros. Sim a pessoa que havia visto Lupa assassinar os indivíduos era uma das melhores amigas de Ethan: Kaede.

    Continua


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