ANUON 9999

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    12
    Capítulos:

    Capítulo 10

    Lupa, a garota que arde de desejos por Ethan - Parte 1

    Violência

    E aí, pessoal. Estão curtindo a história?

    Hoje teremos início de uma pequena saga.

    Espero que gostem.

    Anuon decide então contar a Ethan tudo sobre Lupa. O jovem, curioso em ouvir tudo sobre a garota, ajeita-se em sua cama e prepara-se para ouvir o que Anuon tinha a dizer.

    - Pode contar, Anuon...

    - Mas e o tempo? Vc não se importa?

    - Quem tá na chuva, é pra se molhar. Meu pai sempre disse isso.

    - Bem, então a história de Lupa começou dessa forma, Daniel com que Piece 1 me contou...

    E ela começa, retornando ao centro de pesquisas que já havia mencionado a Ethan a capítulos atrás.

    {Base de Pesquisas em Seres Vivos 01 (BPSV-01), meia hora depois da rebelião.}

    Piece 1 havia matado Shidoshi e conseguindo a união de todos os seres que ainda estavam vivos. Mas, no meio do caminho, sentiu a presença de algum ser que estava mesmo precisando de ajuda. Ele, acompanhado por seus aliados, diz

    - Fiquem quietos! Estou sentindo algo!

    - O que, Piece 1? - Disse uma águia, com um pouco de dificuldade no vôo.

    - Vão na frente! Logo alcanço vocês...

    - Mas...

    - VÃO, JÁ!

    E partem sem Piece 1, este que adentra em um outro corredor, procurando por este alguém. Continua seu caminho cuidadosamente e se depara com uma porta grande, onde havia um sensor, possivelmente o que acionou a abertura da porta. O felino então diz:

    - Bem, o que sinto está atrás desta porta. Mas como vou abrí-la?

    O felino pensa em algum modo, mas não demora muito para descobrir.

    - Já sei. Vejamos...

    E lembra-se de que aquele segurança que protegia a porta da sala de Shidoshi usava um crachá com um símbolo igual a esta porta. Corre até ele e encontra um tipo de cristal, exatamente como o do sensor!.Volta até a porta e consegue abri-la com o suposto dispositivo.

    A porta era selada a vácuo e por dentro era pressurizada, dando a entender que ela a uma ala destinada a projetos ainda mais importantes e sigilosos. O ar no lugar era até tóxico, mas Piece 1 não sofria com os efeitos e caminhava tranquilamente. Havia uma pequena camada de gás em sua frente, dificultando sua visão, mas mesmo assim continuava sua busca

    Logo adentra em uma sala onde há vários animais presos a máquinas, por meios de tubos. Era assim que os cientistas injetavam os compostos químicos neles, para suas experiências. Piece 1 fica indignado com tudo aquilo, tinuando em seguida, demonstrando todo seu ódio.

    - HUMANOS MISERÁVEIS! SEUS MALDITOS! EU JURO QUE VOU ACABAR COM TODOS VOCÊS!

    E se aproxima de um dos animais. Percebe então que eles reagem ao que ocorre ao seu redor. Piece 1 corta o cabo que levava os compostos a um outro felino, que parecia estar bastante debilitado.

    - Vc está bem?

    - Mate-me... por favor...

    - O que?

    - Não posso viver assim... Mate-me, por favor...

    - Mas eu... Nós vamos sair daqui e acabar com esses humanos desgraçados!

    - Mate-me... por favor... É preciso...

    E Piece 1, entendendo o desejo do felino, percebe então que o felino estava sofrendo com os compostos alojados em seu interior. Sabido que não haveria como salvá-lo, usando de sua poderes psíquicos, termina com seu sofrimento sem lhe causar uma dor intensa, dando-lhe um merecido descanso eterno.

    E o desespero de Piece 1 aumenta pé percebe que nenhum animal ali estava em condições de continuar vivo e baseando-se no pedido daquele felino, achou que todos iriam pedir o mmesmo e os executou. Lágrimas eram vistas saindo de seus olhos, externando uma reação comum em humanos: ódio e sentimento de vingança. E ele diz, chorando:

    - Eu não acredito... que possam ser... TÃO CRUÉIS!

    E, no seu momento de ira, consegue ouvir um barulho de uma sala paralela a que estava.

    - Quem está aí? Apareça!

    Nota então que haviam pegadas humanas sujas de sangue em direção contrária a uma mesa. E deu falta de um dos corpos. Alimentado pelo ódio, o felino diz:

    - Apareça agora, humano!!!

    Piece 1 caminha em direção a sala, de forma lenta, tomando todos os cuidados. Tenta olhar para dentro, mas a suposta sala era na verdade um corredor. Entrando ao lugar, com cautela, andava lentamente. Olha então para o chão e vê que as pegadas ficaram mais claras, mostrando que o alvo estava perto. Virando o corredor, se depara com uma humana abaixada, de costas para ele. Ainda transtornado pelo que viu anteriormente, diz:

    - Humana, já viveu o suficiente!

    E quanto iria atacá-la, ela se virou e estava segurando em seus braços uma loba. Piece 1 interrompeu seu ataque imediatamente, olhando para a humana nos olhos. Sua feiçao mudou, pois percebeu que ela não era uma inimiga. E a loba, visivelmente ferida, diz:

    - Você... É quem eles falaram? Piece 1?

    - Sim! Eu libertei os animais e dominei o centro.

    - Piece 1... por favor... leve esta filhote... cuide dela... por mim...

    - Mas...

    - Não sobra muito de mim... ela tentou me salvar... mas era tarde...

    - Espere, não morra...

    - Prometa que você será como um pai pra ela...

    - DA HUMANA? ELA É A FILHOTE?

    - Sim... esses humanos... fizeram isso com ela...

    - Desgraçados...

    - Cuide dela... por mim...

    - Se a colocou em meu caminho, nunca poderia dizer o contrário. Conte comigo. Riviera a aguarda, nobre lupina.

    Depois da confirmação de Piece 1, ela fechou seus olhos, extinguindo sua vida em seguida. A garota, que estava toda suja de sangue, usando somente uma camisola de hospital, segurava sua mãe, mas não chorava e não mostrava em sua face o sofrimento de perda. E Piece 1 pergunta:

    - Porque não choras, filhote?

    - Não seu o que significa...

    - Não sente dor por perder sua mãe?

    - Eu não sei o que significam. Ela deveria ser importante pra mim, mas eu não sei o que significa...

    - SUA MÃE ACABA DE DEIXÁ-LA NESTE MUNDO SOZINHA!

    - Mas ela foi para um lugar melhor! Riviera... Eu já ouvi sobre esse lugar... E ela agora descansa, em Riviera... E não estou sozinha, pois tenho você...

    - Eu? O que posso lhe oferecer, filhote?

    - Sabedoria... Você poderia me oferecer isso? Sinto que pode... Sei que pode...

    - Bem, filhote, eu não tenho experiência paternal mas, pela sua mãe, vou cuidar de você.

    - Eu sei... Sinto que você é um ser de grande força e é leal com seus companheiros...

    - Você sabe de muita coisa, sabia? É seus poderes, não é?

    - Você é sábio! Dá gosto em ser sua filha...

    - Você será tão sábia quanto eu um dia, filhote...

    - Você pode me dar um nome, pai?

    Piece 1 mostra-se pensativo. Olha nos olhos da garota e responde:

    - Bem... que tal Lupa?

    - Bonito nome...

    - Bem, de hoje em diante, se chamará Lupa. E eu me chamo Piece 1.

    - Estar em sua companhia agora me traz essa paz.

    E se retiram do local em seguida. Lupa leva o corpo de sua mãe e a enterra em uma floresta perto do centro. Piece 1 a acompanha e lhe diz:

    - Lupa, irei ensinar a desenvolver seus poderes. Vai nos ajudar a acabar com esses humanos que mataram sua mãe.

    - Sim, pai... Conseguiremos. Sinto isso...

    - Muito bem... Lupa.

    Meses se passaram. Lupa havia desenvolvido seus poderes a um nível acima de qualquer um dos animais que seguiam Piece 1. Mas neste meio não havia qualquer sentimento de inveja. Pelo contrário: todos morriam de orgulho de Lupa, que passou a amar Piece 1 como um pai de verdade.

    Piece 1 começou a pedir a Lupa que fizesse missões em cidades pequenas, causando um belo estrago. Duas cidades praticamente ficaram desertas e as escuras depois de sua presença, sem motivo aparente de aviso com as autoridades. Não se soube, nem mesmo os companheiros de Piece 1, os métodos usados por Lupa. Somente uma coisa ficou clara: Lupa é engenhosa e não demostra emoção alguma. Muito da população local das cidades atacadas ficou aterrorizadas e precisaram migrar para outras ao redor para fugirem dos supostos ataques sem que ninguém desconfiasse que se travava de uma jovem sua autoria.

    E Anuon termina a história, causando espanto por parte de Ethan, que diz:

    - Então essa é a história de Lupa?

    - Sim, Ethan. E seria prudente de sua parte que tivesse cuidado com ela. De alguma maneira, ela simpatizou com você.

    - Sei, mas ela é então uma experiência?

    - Tudo leva a crer que sim!

    - Bem, Lupa é uma pessoa que precisa de ajuda. Talvez eu consiga fazer com que ela fique no nosso lado...

    - Ethan, pense bem... Lupa não é muito confiável. Piece 1 tem um papel na vida dela.

    - Mas Anuon, se fosse pra ela me matar, ela já o teria feito.

    - Sei disso, Ethan. Mas não sabemos o que ela fez nas outras cidades que lhe contei.

    - E seus poderes? Ela pode então saber o verdadeiro caráter das pessoas somente no olhar?

    - Sim!

    - Bem, ao menos sei que sou bom caráter, hehehe... - Disse Ethan, brincando com a situação.

    - NÃO TEM GRAÇA, ETHAN! Ela é perigora! Não haja como um idiota! Ela deve estar planejando algo...

    - Ei, calma aí, Anuon. Só estou brincando.

    - Não há tempo para brincadeiras, Ethan! Bem... Melhor ir dormir! Amanhã vamos voltar a conversar depois que você voltar de sua escola.

    - Tudo bem. Boa noite então...

    Já estando um pouco tarde, o cansaço de Ethan era visível. Se prepara então para dormir, pegando Fhor cuidadosamente e o colocanfo sobre uma almofada. Em seguida, o jovem deita-se em sua cama para enfim dormir, mas antes disso, Anuon diz:

    - Ethan?

    - Hã? Sim, o que foi?

    - Obrigada por tudo!

    - Ah, que isso, Anuon. Eu que lhe agradeço por ter me curado. Eu gosto de você.

    - Bo-boa noite... - Disse a felina, um pouco envergonhada.

    E todos caem no sono.

    {Ao amanhecer...}

    De manhã, Ethan faz seu rito matinal e se apronta para ir a escola. Toma seu café a mesa, junto a seus pais. Durante a refeição matutina, conversa com sua mãe.

    - Mãe, sobre a conversa que queria ter comigo...

    - Ah, sim! Você sabe que vai começar o fim de semana, não é?

    - Sei. Porque?

    - Então trate de arrumar seu quarto amanhã, garoto, senãonão vai curtir o fim de semana. Ouviu?

    - Ah, só isso, mãe? Ele já está arrumado.

    - Sei...

    - Bem, mãe... tchau!

    - Até e boa aula!

    - Valeu!

    E segue então para a escola, tomando o ônibus em seguida.

    {Escola da cidade, 8:00 AM.}

    Chegando lá, logo na entrada, está Ryoga esperando por Ethan. O jovem então diz:

    - E aí, Ethan? Tudo bem?

    - Mais ou menos, cara...

    - O que ouve?

    - Um negócio aí... Nada demais...

    - Sei... Vamos pra sala, então...

    E caminham para a sala de aula conversando. Porém Ethan lembra-se de que tinha que comprar um lápis, pois havia esquecido em casa. Como tem aula de matemática, seria bastante útil o utensílio.

    - Droga, cara! Esqueci o lápis! Vai indo que eu vou comprar...

    - Valeu, Ethan! Falo pra professora!

    - Valeu! Volto jogo.

    Ethan então andava calmamente pelo corredor quando, de forma inesperada, uma mão aparece de dentro de uma das sala e o puxa para dentro. A porta então é fechada e seu corpo é encostado a parede o mesmo instante. O jovem, assustado, diz:

    - O que está acontec...

    - Shih! Não grite! Sou eu...

    -Lupa?

    - Sim... Você está assustado?

    - Um pouco, não? Lupa, o que você está faze...

    - Não fique... Você está bem comigo, agora... - Disse a jovem, aproximando seu rosto ao de Ethan.

    - Olha, Lupa, nós precisamos conversar... Coisa séria...

    - Eu também tenho algo sério a fazer... Ethan... - Continuou Lupa, com seu rosto ainda mais próximo.

    - Lupa, o que vai...

    Parecia que Ethan havia perdido totalmente o controle da situação. De forma inesperada e sem poder fazer nada para evitar, eis que a jovem dominou as ações: ela beija-o na boca de forma intensa e dominadora.

    Continua...


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