Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 19

    Capítulo 18

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Segui para casa no final do meu expediente com Sesshomaru e fui trabalhar com a carona de Sandro. Estava começando a desacostumar do coletivo e não sabia se isso era algo bom ou ruim. Por estarmos focados na auditoria que existia no meu tablet, acabei não me insinuando e Sesshomaru não tentou nenhuma aproximação. Ele havia me convidado para dormir em seu apartamento novamente, o que recusei, mesmo querendo muito.

    Misturar trabalho e prazer tinha suas vantagens e desvantagens. Ter pais protetores também. Achava que meu mochilão teria que ser adiado e providenciaria uma casa apenas para mim.

    Minhas descobertas com o relatório de auditoria foram reveladoras. Encontrei os saques e pagamentos que Sesshomaru suspeitava e com as informações da conciliação bancária que gerei no sistema contábil, descobri como os roubos eram feitos. Estava claro que havia manipulação diretamente no banco de dados do sistema, o que me fez gerar relatórios de auditoria diretamente na fonte. Só eu e Alex tínhamos acesso, então, ou era o próprio Alex que fazia isso, ou alguém tinha sua senha.

    Deixei para informar Sesshomaru no outro dia, para não atolá-lo de informações.

    A quinta-feira se arrastou em atendimento de impressoras desconfiguradas. Parecia mentira, mas tive que dividir os atendimentos entre Anderson e Vitor, já que quase toda a empresa parou.

    Acabei não falando e nem vendo Sesshomaru, apesar de incumbir uma das mulheres da SAI para me levar em casa. Prócion estava a par da festa de comemoração dos vinte anos da empresa e se convidou para me arrumar, já que a mulher do CEO não poderia ir sem uma produção.

    — Tirando o anônimo, ninguém sabe que estou me relacionado com ele. — Rolei meus olhos a sua sugestão.

    — Senhor Switch, o interessado no assunto, sabe. Fim de papo. Me aguarde sábado em sua casa.

    Falando com toda essa delicadeza e argumento, apenas assenti.

    Apesar de ter perguntado sobre a câmera de segurança adulterada e as suspeitas sobre Mirela, a funcionária da SAI não me deu nada além de:

    — Não se preocupe. Deixe tudo isso para as especialistas.

    Recebi apenas uma mensagem de Sesshomaru na manhã de quinta-feira, informando que ficaria com sua irmã e iria encontrar seu pai. Apesar de Sofia ter feito progressos nas sessões diárias, Mirsol, sua mãe, precisou de terapia também. O Sesshomaru pai parecia ter traumatizado não só a filha, mas também a ex-esposa. Ofereci minha ajuda e apoio, mas não obtive resposta.

    Antes de dormir, insisti numa resposta enviando mais uma mensagem.

    “Seu dia deve ter sido atribulado. Gostaria de poder estar com você todas as noites. Beijos!”

    Era sexta-feira, quase meio dia e nem sinal do meu homem. Olho a última mensagem que enviei a ele e entorto a minha boca. Não houve resposta de sua parte desde ontem.

    O que lhe impedia de responder uma simples mensagem?

    Acreditava que estava chateado e se sentindo sem apoio de minha parte, esse deveria ser o único motivo para me deixar no silêncio. Não queria assumir para Sesshomaru que mesmo com vinte e quatro anos, meus pais achavam que era virgem e não permitiam que eu passasse a noite fora.

    Numa tentativa de acalmar meu coração, liguei para o seu telefone celular e para Mirela. Chamou e chamou, mas não fui atendida. O carro dele também não estava na empresa, o que me fazia concluir que ele estava trabalhando em outro assunto ou... será que estava fugindo de mim?

    Rin, ele tem mais o que fazer do que ficar pensando em você e nessas hipóteses infantis, meu inconsciente zombou.

    — Ainda estou trabalhando no rastreio daquele IP. — Caio parou na frente da minha mesa e me tirou do devaneio de auto piedade. — Vamos almoçar?

    — Preciso terminar uma coisa, depois como. — Na verdade, estava com o estômago embrulhado. As fadas baladeiras estavam de ressaca e chateadas por não receber uma resposta satisfatória do CEO.

    Sozinha na sala, liguei as caixas de som e coloquei um pouco de música para tentar afogar minhas mágoas.

    O estagiário que costuma entregar documentos e protocolar entregas aparece na minha sala. Era magro, cabelo raspado e algumas espinhas no rosto.

    — Oi. — Abaixo o volume do som e sorrio para ele. Sempre vergonhoso, esticou o braço e me mostrou um envelope pardo lacrado e encaminhado pelo correio.

    — Chegou para a senhora. — Colocou o caderno de protocolo na minha frente, assinei e foi embora sem se despedir.

    — Tchau para você também. — falei para porta, olhei para os lados do envelope e vi que não tinha remetente.

    Com a testa franzida, rasguei a lateral e espalhei o conteúdo na minha mesa. Eram fotos e, assustada, pego as imagens na mão e detecto que são minha e de Sesshomaru na pizzaria, no restaurante, dentro do carro. Todos tinham intimidade ou estávamos nos beijando. Procuro mais alguma coisa dentro do envelope e não acho nada.

    Olho atrás das fotos com lágrimas ameaçando escorrer. Parecia coisa de filme, mas alguém esteve nos seguindo e está me intimidando.

    “Dono da supermercados Star é acusado de assédio sexual”. Com letras de forma, encontro essa frase, que mais parecia manchete de jornal sensacionalista.

    Ou podemos denunciá-lo por assédio sexual. Até que eles esclareçam que foi consensual, conseguiríamos concluir nossa meta e sumir daqui.

    Era certeza que Mirela estava envolvida nisso, as palavras que escutei da sua conversa com o homem misterioso tinham tudo a ver com isso.

    Guardo as imagens dentro do envelope, levanto para colocar dentro da minha bolsa e um barulho estrondoso acompanhado de queda de energia me faz gritar e me encurralar abraçada ao envelope.

    O que foi isso?

    Apesar de existir nobreaks para as máquinas, as luzes continuam apagadas e apenas os leds dos equipamentos iluminam a sala.

    Escuto passos e corro para minha mesa, tateando o espaço até encontrar meu celular. Grito quando batem com força na porta, fazendo meu coração acelerar e quase sair pela boca. Pego a chave da sala dos servidores que ficava escondida num compartimento debaixo da minha mesa e corro agachada até lá.

    Mais batidas à porta fazem com que derrube meu celular, mas não me impedem de abrir a porta do ambiente gelado que era onde ficavam os servidores e me trancar lá.

    Escondendo-me atrás de uma das raques, abraço minhas pernas, o envelope com as fotos, escondo minha cabeça e começo a chorar.

    — Último alerta. — a voz mecânica soa na minha sala e as luzes retornam ao ambiente.

    Como estava em choque, continuei com meu pranto silencioso. Toda essa situação era mais do que poderia suportar. Não podia deixar Sesshomaru sofrer, mas não queria me perder no meio do caminho.

    Escuto barulho de porta e vozes, o que me faz encolher mais ainda. Estava começando a tremer, por causa do ar condicionado, mas não tinha pretensão de sair enquanto não soubesse que era seguro.

    Lembro que deixei meu celular no chão, do outro lado da porta e mentalizo para que ele não tenha sido furtado. Não poderia ter deixado isso acontecer, precisava acionar Sesshomaru ou alguém da SAI.

    Não, iria esperar. Meu CEO está envolvido com seus problemas pessoais e Prócion iria à minha casa amanhã, para nos arrumar para a festa. Não precisava alarmar, até porque, daqui a pouco meus colegas de serviço voltariam do almoço.

    Depois de várias respirações e controle das minhas emoções, levanto do meu lugar e espio pelo vidro da porta. Todos já estavam em seus lugares trabalhando.

    Abro a porta, saio e procuro meu celular.

    — Gente, vocês viram meu celular? — Ajoelho no chão e começo a procurar debaixo das mesas e dos armários.

    — Por que você estava dentro da sala do servidor, Rin? — Caio coloca a mão no meu braço, me ajuda a levantar e faz uma careta. — Você está congelada.

    — Você viu meu celular? — Ignoro sua pergunta, uma vez que estava preocupada com o meu aparelho. Se a pessoa que me assustou agora fosse à mesma que bloqueou o rastreio da chamada de telefone, conseguiria acessar minha vida, inclusive as mensagens que troquei com Sesshomaru. — Merda!

    — Você está muito estranha, Rin. Tem certeza que está bem?

    Olho para os três rapazes que trabalham comigo e sinto vontade de chorar. Aperto o envelope que estava na minha mão e decido por ir para casa, porque a chance de começar a chorar novamente era grande.

    Precisava me sentir segura e como não tinha Sesshomaru, precisava da minha mãe.

    Peguei um táxi e fui para casa. Culpando uma dor de cabeça pelo meu retorno, minha mãe deixou que dormisse o resto da tarde e de noite, fez uma sopa. As perguntas foram poucas sobre o meu estado, agradeci ao sexto sentido dela por isso.

    Antes de dormir, acessei o site que mostra a localização do meu aparelho celular e suspirei aliviada por ter indicado que estava na própria sede. Tamanha era minha angústia que provavelmente devo ter chutado para algum canto e não encontrei.

    Acessei minha conta de e-mail pessoal, encontrei os telefones de Sesshomaru e Prócion. Com um aplicativo web, enviei uma mensagem de texto informando que estava sem meu celular. Não coloquei meu número residencial, porque não queria ser incomodada. Uma noite sem celular provavelmente me faria bem.


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