Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 18

    Capítulo 17

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    — Ah, não. — escutei Caio gemer e reclamar para a tela do seu computador.

    Era quase o horário do almoço e logo que cheguei ao serviço, não tive tempo para fazer ou pensar em quase nada que não fosse trabalhar. Foram muitos suportes e muito trabalho com os relatórios para Sesshomaru.

    — O que foi? — Não tirei meus olhos do computador. Faltava muito pouco para acabar de gerar a auditoria do último funcionário do financeiro para entregar ao meu CEO.

    — Vai ter comemoração dos vinte anos da empresa, lá no estacionamento do supermercado matriz. — continuou resmungando.

    — E qual é o problema? Essa festa está programada há dois anos. — Os resultados do último relatório saíram, então, peguei o tablet e o configurei para entregar a Sesshomaru. Achava que ele iria pedir minha ajuda, mas não seria tão ousada a esse ponto de começar a analisar sem antes ele me autorizar.

    — Sei, sei... mas agora, por livre e espontânea pressão, estamos sendo obrigados a participar. — Olho para Caio e os outros dois colegas de serviço que não pareciam contentes com a situação.

    Ainda sentada na minha cadeira, arrasto-a até chegar o lado de Caio e vejo que estava lendo um e-mail enviado pelo marketing.

    “É com muito orgulho e satisfação que anunciamos os vinte anos da Supermercados Star. Tradição, respeito e qualidade sempre foram os valores mais cultivados na nossa empresa.

    Os vinte anos serão muito mais que uma comemoração, mas uma mudança de gestão e de novos valores. Senhor Sesshomaru Leon Switch convoca todos os colaboradores para celebrar mais uma vitória e, com isso, anunciar as novidades para os clientes da marca.”

    Leio mentalmente o e-mail e não vejo nada de obrigação.

    — Caio, onde existe obrigação aqui?

    — Na parte do anúncio de novidades, não consegui esperar até semana que vem para saber. Por que informar apenas na festa? Justo neste sábado, no campeonato de CS go.

    Volto minha cadeira para minha mesa enquanto rolo meus olhos para sua curiosidade.

    — Vocês vão? — questiono os outros dois.

    — Comida e bebida de graça? É claro. — Anderson responde com um sorriso interesseiro e Vitor apenas concorda com a cabeça.

    — Maravilha! Vou pedir o carro do meu irmão emprestado ou uma carona. Quem precisar é só avisar. — ofereço por educação, mas com sinceridade para Caio.

    Por sorte, apenas quem eu queria aceita minha carona.

    Termino de configurar o tablet, dispenso o almoço com o pessoal da TI e subo as escadas com o aparelho na mão. Estava com uma roupa semelhante ao dia anterior e estava contente por estar me acostumando a subir escada de saia.

    — Olá, querida. Como vai? Vamos almoçar juntas? — Sou recepcionada por um leão de chácara risonho e simpático. Nunca conseguiria aceitar essa nova versão de Mirela, ainda mais depois do que escutei no outro dia.

    — Bem, Mirela. Preciso entregar um relatório para senhor Switch. — desconverso e mostro o tablet para me justificar.

    — Deixe para depois do almoço! — Levanta da sua mesa e vem na minha direção. — Vamos, precisamos conversar. — Ela parece mais séria e tento me desvencilhar de seu aperto, mas a mulher era mais forte do que muitos homens que conhecia.

    Ela e o homem misterioso tinham planos para me silenciar e comecei a ficar com medo de urgência em me tirar daqui.

    — Mirela, preciso entregar urgente...

    — Rin, Mirela, onde vão? — Olho para Sesshomaru como se fosse o meu salvador. Ele havia saído da sua sala, parecia pronto para ir almoçar.

    — Seu relatório, senhor Sessho... senhor Switch. — gaguejei e falei mais do que deveria.

    — Você me falou que ainda não estava pronto, Rin. Vamos almoçar e já voltamos, senhor Switch. — Mirela fala por mim e quase mostro minha indignação com algumas verdades.

    — Venha, Rin. Mirela, bom almoço. — Se não amasse esse homem, nesse momento o faria.

    A secretária liberta meu braço e consigo seguir Sesshomaru até sua sala. Assim que ele fecha a porta, abraço sua cintura e suspiro aliviada. Ele parece congelado com minha demonstração de afeto e me estapeio mentalmente por se tão espontânea.

    — Desculpa Sesshomaru. É que escutei Mirela falando algumas coisas sobre mim, depois mudou o jeito que me trata e estou com um pouco de medo... — Ele me olha sério e sem nenhum pingo de compreensão, por isso interrompo de começar a divagar, já que estava nervosa.

    — Rin, o que você escutou exatamente? Você a viu, ou foi a mesma coisa da última vez? — Sem nenhuma emoção, ele me questiona e me sinto uma menina ao invés da mulher como ele sempre me tratava e me fazia sentir.

    Estava decepcionada comigo mesma com tanto poder que havia dado para ele. Afasto-me dele e mostro o tablet.

    — Desculpe por te incomodar. Aqui está o relatório que solicitou. Consta dois anos de auditoria dos quatro funcionários do setor financeiro.

    Houve demissão e contratação de um novo, então adicionei ambos na auditoria mesmo assim. Algumas câmeras estão com um dispositivo para burlar as imagens, gostaria de saber a quem reportar a situação.

    — Como é que é? — Passa as mãos pelo rosto, segue para a cadeira mais próxima e senta. Coloca a outra cadeira na sua frente e me convida, com o olhar, para sentar.

    Mesmo contrariada, sento na sua frente e ele se apoia nos braços da minha cadeira. Lembro que foi nesse local que fizemos nossa loucura sexual e me remexo irritada no mesmo lugar, por sentir uma pontada de excitação.

    Olho em seus olhos e espero o que quer que seja que queira me dizer.

    — Meu dia estava sendo horrível e acabou de piorar assim que vi a decepção nos seus olhos, mia bella. — Deslizou sua mão para as minhas pernas e apertou. — Vamos almoçar?

    — Tudo bem. — Engoli minha birra e levantei ao mesmo tempo em que ele. — Levo o tablet?

    — Sim, por favor. — respondeu de forma mais carinhosa.

    Entendia que dias ruins existiam, que estando no mesmo ambiente de trabalho poderia sobrar para mim. O importante era ele ter reconhecido e ter se redimido, apesar de nunca usar a palavra desculpa.

    Lado a lado, saímos e descemos as escadas para o estacionamento.

    — Não gosta de elevadores? — perguntei assim que nos aproximamos do carro.

    — Te faço a mesma pergunta. — Abre a porta para mim, mas antes que entre no carro, ele alisa minhas costas e minha bunda.

    — Para quem teve um dia horrível, a mão boba está muito animada. — ironizo quando ele entra no carro.

    — Não é só minha mão que não foi afetado pelo meu humor. — Com um sorriso malicioso, sai com o carro para a rua. — Gostou do último restaurante que almoçamos? Ou prefere outro?

    — Se o outro for mais caro que a cantina, então prefiro o mesmo da última vez. — Mordo minha língua por deixar minha sinceridade ser externada.

    — Não se preocupe com dinheiro, mia bella. Tudo será resolvido na empresa e mesmo se não for, meus investimentos financeiros e na bolsa de valores garantirão nosso sustento.

    Arregalo meus olhos para o para-brisa do carro, recebendo essas palavras com o peso que elas deveriam conter. Ele pensava em um futuro comigo, nenhuma outra opção era válida depois dessa afirmação.

    Olho para ele rapidamente e vejo que está absorto em pensamentos. Será que se arrependeu de dizer algo como isso para mim?

    — Agora me conte sobre o que você escutou de Mirela e as câmeras.

    Enquanto estávamos no carro e no restaurante, contei com detalhes tudo o que descobri. Apesar de ser repreendida por não ter contado antes sobre minhas suspeitas, Sesshomaru me contou mais sobre a empresa de auditoria que contratou, a Stars Auditoria e Investigação, SAI. Além da auditoria, elas iriam encontrar o responsável por todo o caos na empresa.

    As auditoras eram mais do que mulheres que tratavam de burocracia e numa ligação enquanto almoçávamos, Sesshomaru pediu que contasse para Vega tudo o que fiquei sabendo.

    — Rin, você está proibida de ficar sozinha na empresa, está me ouvindo? — Escuto a voz de Prócion e percebo que a ligação estava no viva-voz do outro lado.

    — Mas...

    — Não hesite em nos comunicar quando achar que estiver em perigo, entendeu?

    Depois de replicar a bronca das mulheres da SAI, Sesshomaru decreta que me levará para casa todos os dias e que eu deveria trabalhar na sua sala no período noturno, assim que Mirela fosse embora.

    — Estou me arrependendo de ter contado tudo isso. — resmungo no caminho de volta para a empresa. Odiava superproteção. Já bastava meus pais, agora Sesshomaru.

    — Rin, não há motivo de se colocar em perigo por minha causa ou pela empresa.

    — Não é por sua causa, mas pelo meu cargo. Tenho acesso à informação e com certeza a solução desse mistério está no meio do bando de dados. — Começo a pensar sobre todos os lugares que poderei acessar para descobrir mais sobre os planos de Mirela e o homem misterioso. Seriam eles os responsáveis pelo rombo na empresa?

    — Vamos começar pelo relatório que você gerou. Vega me passou algumas informações chaves que servirão de referência, que são transferências suspeitas e saques sem prestação de contas. Comece pela auditoria dentro do sistema financeiro.

    Em modo profissional, pego o tablet e começo a anotar tudo o que servirá para minha pesquisa. Sesshomaru começa a dizer números, contas e empresas.

    — Não preciso dizer que é extremamente sigiloso inclusive que esse relatório existe. — Solta seu cinto e me encara. O carro estava estacionado e nem percebi que havíamos chegado à empresa.

    — Então só poderei mexer nele quando os rapazes forem embora, já que tenho alguns curiosos na minha sala.

    — Tudo bem. Me ligue no celular para saber se Mirela já foi embora.

    — Combinado. — Solto meu cinto, inclino para dar um selinho nos seus lábios, mas ele mantém minha posição com uma mão na minha nuca para continuar a me beijar.

    Poderia me acostumar a trabalhar dessa forma, entre beijos, almoços e assuntos sérios.

    — Mia bella... — clamou por mim.

    — Eu sei, também te quero, mas preciso trabalhar. — respondi praticamente fugindo do seu carro e indo para minha sala.

    Volto para minha estação de trabalho e pouco tempo depois, meu ramal toca.

    — TI, boa tarde. — Apoio o telefone no ombro enquanto respondo um e-mail.

    — Pelo visto, a menina da TI conseguiu o que queria, fisgar o dono da empresa abrindo as pernas. — a voz mecânica soa pelo meu ouvido e congelo meus dedos no teclado. Com sorte, estou com pensamentos a mil e rapidamente abro o sistema de telefonia da empresa. Não havia nada acusando uma chamada e minha perspicácia começou a ser afetada pelo desespero.

    — Quem é? — Não poderia ser Mirela, ou sim? Pego meu celular e envio uma mensagem para Sesshomaru, torcendo para que ele vá ver Mirela sem me questionar muito.

    “Ligação de ameaça novamente. Confira se Mirela está ao telefone”. Abandono meu celular e continuo pesquisando alguma forma de identificar de onde vem a chamada.

    — Ah, mas não se engane, ele perderá tudo, inclusive seus próprios bens. Acho melhor você aproveitar enquanto ele tem algum dinheiro e processá-lo por assédio. — Riu no final, o que fez meu coração apertar.

    — Você enlouqueceu se... — minha voz trêmula chamou atenção de Caio, que estava sem fones de ouvido.

    — Afaste-se dele, ou haverá consequências. — esbravejou. Fechei os olhos e abaixei a cabeça, para não chamar atenção.

    — Quem... — O barulho conhecido como ligação encerrada soou no meu ouvido e bati com a mão fechada na minha mesa. Olho para cima e percebo três pares de olhos me encarando confusos.

    Mordo meu lábio, revezando olhar para a tela do meu monitor e para meus colegas.

    — Está tudo bem? — preocupado, Caio abandona seu teclado e vira sua cadeira em minha direção.

    — Sim, era apenas alguém mal-educado. — Respiro fundo várias vezes e vou clicando em todos os menus do sistema que controla os telefones. Por que não encontrava o que precisava?

    — Quem? Tem um cara do caixa do supermercado matriz que é muito idiota. — Anderson destila seu veneno e meu sangue ferve.

    — Não se identificou, mas não consigo encontrar o número que ligou pelo sistema. — Faço uma careta, com vontade de socar o monitor com o teclado.

    Meu celular toca, anunciando o recebimento de uma mensagem e me assusto. Caio empurra sua cadeira ao lado da minha e observa o que estava fazendo.

    “Ela não estava em sua mesa. Venha na minha sala agora”.

    — Que estranho, cara, não registrou a chamada recebida no seu ramal. — Pegou o teclado e mouse para ficar na sua frente e começou a investigar.

    — Isso é possível? Como burlar um sistema que monitora tudo on-line?

    — Pergunta retórica, certo? — Caio me olha de canto de olho e volta sua atenção para o monitor. — Tudo pode ser burlado, alterado ou corrompido se está entre bits e bytes. E...

    Abre o programa para execução de ações por linhas de código e digita várias coisas. Entendia alguma delas, outras apenas observava os resultados.

    Caio tinha muito conhecimento hacker, o que não me surpreendeu quando apontou para a tela e sorriu triunfante.

    — Você descobriu, não é mesmo? — Sorri esperançosa.

    — Nada passa por mim. — Beijou o dorso da sua própria mão, depois a outra e continuou. Convencido. — Essa ligação foi feita fora da empresa, com um endereço de IP estrangeiro. Por que alguém sem educação teria tanto trabalho assim? — Olhou-me avaliativo. — Algo que preciso saber? — Levantou uma sobrancelha.

    Não poderia envolvê-lo nisso, além de Sesshomaru querer sigilo absoluto. Mas precisava saber quem era ou de onde vinha essas ligações suspeitas. Olhei para os outros dois na sala, que haviam retornado às suas atividades e falei baixo.

    — Faz um favor para mim? Consiga tudo o que você puder sobre isso. Como conseguiu burlar e qual sistema operacional a pessoa usa.

    Ele não respondeu e continuou me olhando, avaliando minhas feições preocupadas e provavelmente escutando o bater do meu coração.

    Meu ramal tocou novamente e num piscar de olhos, Caio digitou um comando e apontou para a tela com um sorriso.

    — Seu chefe.

    — Nosso chefe. — Coloco a mão no telefone e suplico. — Por favor!

    — Não precisa disso, sabe que vou fazer, mas queria que confiasse em mim e dissesse o que está acontecendo. — Um pouco chateado, ele afasta sua cadeira e atendo o telefone.

    — TI, boa tarde. — Mesmo sabendo quem era, optei pela saudação formal para tentar me acalmar.

    — Por que não está na minha sala? — Sesshomaru está desprovido de qualquer humor ou calor em sua pergunta.

    — Desculpe, senhor, irei imediatamente. — com formalidade, respondo.

    — Está tudo bem, mia bella? — baixo e preocupado, sorrio.

    — Sim, senhor. Levarei o tablet também. — Desligo o telefone, pego o aparelho, meu celular e anuncio a todos na sala que estarei ausente por um tempo para um atendimento.

    Subo o mais rápido que posso com o pequeno salto e saia. Chego à recepção e não encontro Mirela, então, sigo direto para a porta do CEO.

    — Com licença. — Bato duas vezes na porta, abro e entro.

    Vejo Sesshomaru se controlar para não levantar da mesa e me abordar, então, sento na cadeira a sua frente o mais rápido possível.

    — Então? — pede uma explicação.

    — Onde foi Mirela?

    — Teve que se ausentar para ir ao médico. E sobre a ligação?

    Percebo que mais uma vez tudo converge para essa mulher e relato para Sesshomaru tudo o que aconteceu e minhas teorias. No mesmo momento, ele acionou a SAI, que não me permitiu voltar a minha sala, obrigando-me a trabalhar com ele.

    Não ouviria reclamação da minha parte.


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