Seize The Day

  • Gabbysaky
  • Capitulos 26
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 16 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 7

    Situação complicada

    Hentai, Linguagem Imprópria, Sexo

    Boa Leitura

    Antes 

    — Papai, tenho uma pergunta. – Sasuke ajudou o filho a se sentar na cadeira.  

    — E qual é essa pergunta?  

    — Como eu posso tê um irmãozinho? – Sasuke, que estava segurando uma panela, de costas para Daisuke, deixou a mesma cair no chão, desviando os olhos surpresos, para o filho. 

    Agora 

    Sasuke ficou pasmo. Estava estarrecido, sem conseguir se mover, de tão surpreso por ouvir aquela pergunta sair da boca de seu filho. Não sabia como responder, mas sabia que deveria, afinal Daisuke o olhava fixamente esperando por uma resposta. Sasuke pensava em como falar sobre aquilo, sem que deixasse o filho confuso, e o fizesse fazer mais perguntas.  

    — Papai, não vai respondê? – Sasuke pegou a panela do chão e a colocou em cima do fogão.  

    — Daisuke... – Suspirou, antes de se aproximar do filho. – Isso é um pouco complicado. 

    — Pur que? 

    — Porque somos só eu e você. Para você ter um... Irmãozinho, filho, o papai precisa estar com alguém, entende? – Daisuke inclinou a cabeça. – Seus tios são casados, o papai não. 

    — Pur isso eu não posso tê um irmãozinho? 

    — Isso mesmo.  

    — Mais o papai pode casá, né? – Sasuke engoliu em seco. Queria que o filho não tivesse feito aquela pergunta. 

    — Não. Para o papai casar... O papai precisa estar gostando de alguém. – O menino abaixou o olhar. – Você tem seus primos. É como se fossem seus irmãos. 

    — Mais não é a mesma coisa, papai. – Sasuke passou as mãos nos cabelos. – Pur que o papai não pode gostá de alguém? 

    — O papai ainda ama muito a mamãe, filho. – Foi sincero. – Por isso eu não posso gostar de outra pessoa.  

    — A mamãe... Não ia gostá de vê o papai feliz? – Sasuke se surpreendeu com a pergunta. Onde ele tinha ouvido falar aquilo, era o que se perguntava. 

    — Não é isso, filho. Ela ia gostar sim, mas... – Se interrompeu, passando as mãos nos cabelos mais uma vez, pensando em como era difícil falar sobre aquilo, ainda mais com uma criança. Respirou fundo. – Olha... O importante é que eu amo você. Você me ama? 

    — Amo, papai. Muito. 

    — Então... – Sorriu fraco, pegando nas mãos do filho. – Somos só eu e você, está bem? – Apesar de ficar triste, Daisuke assentiu. – Eu vou preparar nosso jantar. – Sasuke não queria deixar o filho triste, e vê-lo decepcionado, cortou seu coração, mas ele não podia mentir. Não podia dar espectativas. Por isso o melhor foi ser sincero com o filho, afinal, não tinha intenções de se apaixonar de novo.  

    **--**  

    Sakura dirigia até o apartamento de Sasuke. Sua filha teve alta á dez minutos. Tsunade tinha lhe dito que os sintomas continuariam a aparecer, que a cada dia, sua filha pioraria, e que apesar de estar tudo muito lento, sem o transplante sua filha não ficaria bem. Ela sabia disso. Ela entendia tudo daquilo, mas se recusava a desistir. Nunca faria isso. Sua filha tinha chances. Ela olhava para a filha pelo retrovisor, a cada segundo, ela tinha medo da filha parar de respirar. Sakura olhou pela última vez quando estava entrando no estacionamento do prédio.  

    Ela entrou no elevador com a filha no colo. Observando sua respiração calma. Seu coração se apertava só de pensar que seu bebê podia parar de respirar a qualquer momento. Ela não conseguia parar de pensar naquilo, mesmo que dissesse a si mesma, que sua filha seria salva. A porta do elevador se abriu, mas antes de sair, Sakura olhou no relógio. Suspirou ao perceber que passava das 9h. Odiava se atrasar, mesmo que já tivesse avisado. Tocou a campainha, e não demorou um minuto para a porta ser aberta por Sasuke. 

    — Bom dia.  

    — Bom dia. Me desculpe pela hora.  

    — Não precisa se desculpar. – Olhou para a pequena. – Como ela está? 

    — Ela está melhor. – Olhou para a filha. – Demoramos porque Tsunade quis refazer os exames nela... – Ele assentiu. – Os sintomas vão começar a aparecer cada vez mais fortes.  

    — Por falar em exames, trouxe eles para mim? 

    — Trouxe sim. – Mostrou a pasta na mão livre.  

    — Quer que eu pegue ela?  

    — Se não for incômodo... – Ele a pegou dos braços de Sakura. – Eu estou tão cansada, que até para pegar minha filha, estou sentindo mal-estar. 

    — Tem certeza de que pode ficar hoje? Se não der... 

    — Sasuke, eu vou ficar. É só cansaço. Normal. – Balançou a cabeça. – Tsunade me liberou por dois dias, então, vou ficar bem.  

    — Tudo bem, então. Eu vou para a empresa, mas eu vou chegar um pouco tarde hoje. Tenho uma reunião. 

    — Daisuke já sabe? 

    — Sabe, mas eu vou ligar para falar com ele novamente. – Ela sorriu ao ver o carinho de Sasuke para com o filho. – Eu vou deixá-la no quarto. 

    — Obrigada. Daisuke ainda está dormindo? – Estranhou. 

    — Dormiu tarde ontem. Minha culpa. – Balançou a cabeça, e Sakura sorriu novamente. – Mas ele deve acordar logo. – Subiu as escadas, abriu a porta devagar, e com cuidado, colocou a pequena criança no colchão. A cobriu e saiu do quarto. 

    — O que quer que eu faça hoje? – Pergunta quando ele aparece na sala. 

    — Peça comida. 

    — Ah, tá. – Riu. – Minha cara fazer isso. – Ele revirou os olhos. – Eu vou escolher então. 

    — Teimosa. – Ele não compreendia como aquela mulher podia ser tão teimosa. Era sempre a mesma coisa, tentava convencê-la a pedir comida, e ela sempre tinha a mesma resposta.  

    — Essa virou a sua palavra preferida, né? – Revirou os olhos. Sasuke sorriu de lado. 

    — Bom, eu vou indo. 

    — Bom trabalho. 

    — Obrigado. Qualquer coisa me liga. – Ela assentiu, e Sasuke saiu, fechando a porta em seguida. Sakura decidiu pegar um livro de receitas, pois naquele dia, ela faria algo diferente para almoçarem. 

    **--** **--** 

    — Boa tarde, irmãozinho. – Abriu a porta, sem bater, fazendo com que o irmão suspirasse.  

    — Você não sabe bater? 

    — Disseram que você estava sozinho, então... – Deus de ombros e Sasuke revirou os olhos. – Eu vim buscar os exames da Mayu.  

    — Ah... – Se virou com a cadeira, se aproximando de um armário baixo, com três divisórias. Abriu uma das portas de correr e pegou uma pasta rosa. – A Sakura disse que os exames de ontem também estão aqui.  

    — Como ela estava? 

    — Sakura ou Mayu? – Pergunta, voltando para onde estava. 

    — As duas.  

    — A Mayu estava dormindo, e estava um pouco pálida, mas parecia estar bem. Sakura estava cansada, o que não é novidade, já que passou a noite no hospital. Eu disse que se ela quisesse ir para casa, ela poderia ir, mas ela não quis.  

    — Ela deve estar querendo se distrair. – Sasuke concordou. – Bom, eu já vou. Shisui está me esperando.  

    — Bom trabalho. 

    — Para você também. – Itachi abre a porta e encontra Gaara. – E aí, Sabaku.  

    — E aí, Itachi. Eu soube que você tem uma noiva. – O outro sorriu. – E que você vai ser pai. Daisuke que me disse.  

    — É. Eu vou me casar e vou ser pai.  

    — O Gaara também, Itachi. – O irmão o olhou, que se aproximava da porta. Itachi logo voltou seus olhos para o ruivo. 

    — Ino está grávida de novo? 

    — Está. Ela e Temari. 

    — Que é isso? Virose? – Gaara riu. 

    — Seu irmão perguntou o mesmo. 

    — Mas sério. São muitas grávidas. A Yumi, a Izumi, a Ino, a Temari, a Hinata...  

    — É. Eu disse que é capaz da Tenten também estar.  

    — Não duvido. Tenho certeza de que isso é contagioso. – Eles riram.  

    — Izumi é a sua noiva? – Itachi assentiu. – Quando vamos conhecê-la? 

    — Vamos marcar. Pode ser no apartamento do Sasuke. – O irmão arqueou as sobrancelhas.  

    — Por que na minha casa? 

    — Porque lá é enorme.  

    — Assim como a mansão Uchiha. – Retrucou.  

    — Mas a Sakura passa a maior parte do dia na sua casa. 

    — Começou... – Revirou os olhos. Já deveria esperar por aquela resposta, era o que ele pensava. Seu irmão e sua mãe tinham "encasquetado" com aquele assunto. E agora, até mesmo seu pai achava que ele e Sakura fariam um "belo casal". Palavras, inacreditavelmente, saídas da boca de Fugaku 

    — A Sakura é a babá do Daisuke. – Gaara diz, não entendendo o comentário do Uchiha maior. 

    — Por enquanto.  

    — Não ouça o que meu irmão idiota diz, Gaara.  

    — Eu fiquei curioso. 

    — Eu e meus pais achamos que Sakura e Sasuke dariam um belo casal. – Gaara se surpreendeu com o comentário. 

    — Sasuke e Sakura? Bom, eu e Naruto já tivemos a ideia de apresentá-los... Antes dele começar a namorar a Karin.  

    — Você também? – Sasuke bufou. – Será que eu vou ter que repetir? Eu não quero relacionamento. Eu não quero mulher nenhuma.  

    — Por enquanto. Você não viu o... Como é que eu posso dizer... – Deu uma risada anasalada. – Entrosamento dos dois, Gaara. A Izumi disse que eles são fofos juntos. 

    — A Sakura já conheceu sua cunhada... – Gaara diz, com um sorriso. – E nós, seus amigos, ainda não? Estranho isso. 

    — Ah, não. Você não, Gaara. – Se virou, voltando para sua cadeira. 

    — Cara, qual é o problema? 

    — Ele acha que não deve amar mais ninguém. Que ele tem que viver pelo Daisuke. 

    — O Daisuke sente falta de uma presença feminina. – Sasuke suspirou ao ouvir aquilo pela quarta vez. – Na verdade, quando conversei com ele na semana passada, ele só falava da Sakura.  

    — É. Ele se apegou a ela. 

    — Até o Naruto percebeu o carinho que ele tem por ela. Deveria se dar uma chance. 

    — Que chance? Eu e Sakura somos amigos. 

    — Amigos? – Itachi riu. – Você quase socou o tal Sasori. 

    — Ele falou da Karin. – Retrucou. 

    — Não foi só por isso. Ele estava importunando a Sakura. 

    — Ino me contou essa história. E disse que você ajudaria a Sakura.  

    — Será que podemos parar de falar sobre isso? 

    — Cara, você não pode viver eternamente, pensando que amou e vai amar pelo resto da vida, a Karin. Vocês tiveram uma vida juntos, se amavam, e eram muito bonitos a cumplicidade e o carinho de vocês... Mas ela se foi, Sasuke. É triste, mas ela se foi. E ela não iria gostar de ver você... Assim. 

    — Foi o que eu e Naruto dissemos á ele. 

    — Eu não quero. – Se levantou, já se irritando. – Eu não consigo gostar de ninguém. 

    — Você nem mesmo tentou, irmão. – Sasuke bagunçou os cabelos. – Eu compreendo você, todos os seus sentimentos, mas não deixe que qualquer sentimento que venha, por outra pessoa, se apague.  

    — Você pode gostar de outra pessoa, Sasuke. Isso não quer dizer que você vai estar traindo a Karin. – Sasuke se jogou na cadeira. – Você também não acha que Daisuke iria gostar de ver você com alguém? 

    — Ele me perguntou ontem, se eu não poderia gostar de alguém. – Itachi e Gaara se aproximaram, curiosos. 

    — E o que respondeu? 

    — Que seríamos só nós dois. – Eles balançam a cabeça. – Eu não poderia dar falsas esperanças para o meu filho.  

    — E por que ele te perguntou isso? 

    — Eu disse que Ino e Temari iriam ter outro bebê... E ele me perguntou como ele poderia ter um irmãozinho. – Itachi riu. – Isso não tem graça.  

    — Você deve ter ficado chocado, né? – Gaara pergunta, se colocando no lugar do amigo. Não devia ter sido fácil falar sobre algo que ainda o machuca, para o filho. 

    — Não esperava ouvir isso do meu filho de cinco anos.  

    — Ele sente falta de uma criança para brincar. Não é todos os dias que ele vê os primos.  

    — Se bem que agora ele tem a Mayu. E eles se dão muito bem. – Itachi completou. – Eu acho que você deve deixar que seu coração escolha uma pessoa. 

    — Meu coração? Meu coração está estraçalhado demais para escolher alguém.  

    — Isso porque você insiste em dizer que é culpado pela morte de Karin. E você não é. Todos já não falaram para você? Será que terá que ouvir da Kushina e do Minato também? 

    — Por falar neles, eu não os vi até hoje.  

    — Eles ainda estão viajando. Só voltam daqui duas semanas. 

    — E não mude de assunto. – Itachi retruca. – Pare de se culpar por algo que você não tem culpa, e comece a refazer sua vida. Com Daisuke e alguém que possa fazer vocês dois felizes. Alguém... Por exemplo... Que está sempre por perto... E que têm uma filha. – Sasuke revirou os olhos, e se encostou na cadeira, decidido a não responder.  

    — Parece que sua família aprova.  

    — Como se isso fosse algum problema. Eu nunca me importei com o que diziam. 

    — Isso quer dizer que vai se aproximar da Sakura? 

    — Isso que dizer que eu não me importo com o que vão dizer, caso eu encontre alguém. E eu não estou dizendo que vou encontrar. 

    — É claro que não. – Itachi sorriu e sussurrou: você já encontrou. – Vou deixar você trabalhar. 

    — E eu vim te chamar para a reunião. O casal já chegou.  

    — E você conversou com o seu cliente? 

    — Ele insiste em ficar com a casa do lago. – Sasuke suspirou.  

    — Essa reunião vai ser um inferno.  

    — Eu disse para você que algumas eram insuportáveis, não disse? – Itachi diz, acompanhando Sasuke e Gaara para fora do escritório.  

    **--**  

    ***Duas Semanas Depois*** 

    Sakura estava sentada no tapete felpudo que se encontrava no chão, em frente ao sofá de quatro lugares. Daisuke e Mayu estavam deitados, com a cabeça apoiada em cada uma de suas coxas. Depois do café da manhã, Mayu se sentiu cansadinha, então Daisuke teve a ideia de Sakura ler um livro. Sakura então, com as costas apoiada no sofá, lia: "o jardim secreto". Era um livro novo, que estava na estante de livros de Daisuke. Ele havia dito á rosada que nunca tinha lido, então a rosada achou que seria uma boa hora para que as crianças conhecessem a história que a encantou em sua infância. Daisuke ouve a última frase que Sakura cita, e a interrompe, antes da rosada continuar a ler. 

    — Ela precisa de uma pessoa pra calçá seus sapato? – O menino pergunta, com as sobrancelhas arqueadas. – E ela é muito mal-educada, Sakura.  

    — Sim. Onde ela morava os "criados" faziam tudo para ela. Davam banho, a vestia, lhe calçava... 

    — A mamãe me ajuda a visti

    — É diferente, meu amor. Eu ajudo, mas você já sabe fazer algumas coisas sozinha, não é? – Ela assentiu. – A Mary não aprendeu a fazer isso, sempre fizeram por ela. 

    — Pur isso ela é mimada desse jeito, Sakura.  

    — Sim, é verdade. – Voltou os olhos para o livro. 

    "Mary dizia aquilo com muita frequência: “Era o costume”. 

    Os criados nativos estavam sempre dizendo a mesma coisa. Se alguém lhes dissesse para fazer algo que seus antepassados não tinham feito em mil anos, olhavam e diziam ‘Não é o costume’ e sabia-se que era o fim da questão. Não era o costume que Dona Mary fizesse qualquer coisa, exceto pôr-se de pé e permitir ser vestida como uma boneca, mas antes que estivesse pronta para o café da manhã, começou a suspeitar que sua vida em Misselthwaite Manor iria mudar, pois aprenderia um grande número de coisas novas, coisas, tais como: calçar seus próprios sapatos e meias, e pegar as coisas que deixava cair. Se Martha tivesse sido uma criada de uma senhora fina e bem treinada, teria sido mais subserviente e respeitosa, e saberia que era sua função escovar cabelos, abotoar botas, pegar coisas e colocá-las de lado. Era, entretanto, uma rústica de Yorkshire, sem treinamento, que fora criada em um chalé da região dos pântanos, com um bando de irmãozinhos e irmãzinhas, que nunca sonharam em fazer nada, exceto cuidar deles próprios e dos mais jovens, que também eram bebês de colo, ou apenas aprender a vaguear por todos os lados e a limpar as coisas. Se Mary Lennox fosse uma criança disposta a ser entretida, talvez tivesse rido com a disposição de Martha para conversar, mas só a ouvia friamente e se maravilhava com seus modos livres. A princípio, não se mostrou interessada de forma alguma, mas, gradativamente, conforme a garota tagarelava, usando de seu bom-humor e jeito caseiro, Mary começou a prestar atenção no que ela dizia. 

    ─ Eh! Ocê deveria vê todos eles. ─ disse ela. ─ Somos doze, e meu pai ganha só dezesseis xelins por semana. Posso lhe dizê que minha mãe se esforça muito para conseguir mingau para todos eles. Correm por todos os lados no pântano e brincam por lá o dia inteiro, e mamãe diz que o ar do pântano os engorda. Diz, ainda, que crê que eles comem a grama, como os pôneis fazem."  

    — Ela tem doze irmão? – Pergunta, surpreso. – Isso tudo? 

    — É muitão, né? – Sakura sorriu, e voltou a ler. 

    "─ Nosso Dickon tem doze anos e conseguiu um jovem pônei, e agora diz que é dele. 

    ─ Onde ele o conseguiu? ─ perguntou Mary. 

    ─ Encontrou-o no pântano com a mãe, quando era um bebê. Começô a fazê amizade com ele, a dar-lhe um pouquinho de pão e a arrancá grama nova para ele. E o animalzinho começô a gostá dele; então, o segue por todos os lados, permitindo que o menino monte nele. Dickon é um bom moço e os animais gostam dele." 

    — Pônei existe, Sakura? De verdade? 

    — Claro que existe, querido. Eles são cavalos bem pequenos. 

    — Eu queria vê como é um. – Sakura sorriu. 

    — Serve pela internet? – Mayu a olhou. 

    — Eu tamém quero 

    — Vou mostrar depois que terminarmos aqui. – Eles sorriram, e assentiram em seguida. Sakura voltou os olhos para o livro, e voltou a ler. – "Mary nunca teve um animal de estimação que lhe pertencesse e sempre pensou que gostaria de ter um. Então, começou a sentir um leve interesse por Dickon e, como nunca se interessou por qualquer pessoa, exceto por ela mesma, sentiu o despontar de um sentimento saudável. Quando entrou no quarto que fora transformado em quarto de criança para ela, achou que era melhor do que o outro no qual dormiu. Não era um quarto de criança, mas de uma pessoa crescida, com quadros antigos e sombrios nas paredes, e cadeiras de carvalho antigas e pesadas. Em uma mesa, no centro, estava servido um bom e substancial café da manhã. Mas ela sempre tinha muito pouco apetite, por isso, olhou de uma forma mais do que indiferente para o primeiro prato que Martha pôs diante dela. 

    ─ Não quero isso! ─ disse. 

    ─ Ocê não qué o seu mingau! ─ Martha exclamou com incredulidade. 

    ─ Não. 

    ─ Ocê não sabe como é bom. Coloque um pouco de melaço ou açúcar nele. 

    ─ Não quero isso. ─ repetiu Mary. 

    ─ Eh! ─ disse Martha. ─ Não posso me conformá em vê uma boa comida sê desperdiçada. Se esta mesa fosse posta para as nossas crianças, seria esvaziada em cinco minutos. 

    ─ Por quê? ─ disse Mary friamente. 

    ─ Por quê?! ─ ecoou Martha. ─ Porque quase nunca conseguem ficá de barriga cheia. São tão famintos quanto jovens gaviões e focas. 

    ─ Não sei o que é estar com fome. ─ disse Mary, com a indiferença da ignorância." 

    — Pur isso a vovó Miki disse que é feio reclamá da comida, né? 

    — Isso mesmo, querido. Tem pessoas que não têm nada para comer. 

    — É tristi

    — Pur que, mamãe?  

    — Por falta de dinheiro, querida. – A menina abaixou os olhinhos. – Nem todos conseguem trabalho, muito menos conseguem comprar comida. 

    — Mais Sakura, têm coisa que eu não gosto... – Sakura sorriu. 

    — Eu também não gosto de algumas coisas... Mas e se um dia, você só tiver aquilo que você não gosta, querido? Você vai ter que comer, não é? – Ele assentiu. – É por isso que não podemos reclamar. – Os dois assentem. Antes que Sakura pudesse continuar a leitura eles ouvem o barulho da porta. 

    — É o papai. – Daisuke se senta.  

    — Cheguei. – Ouvem, e Daisuke se levanta para correr para o pai. Mayu passa as mãos nos olhos assim que se senta. Sakura fecha o livro e o coloca sobre as pernas. – Ei, campeão. Como foi aqui hoje? 

    — A Sakura tá lendo uma história. 

    — Mesmo? – Ele assentiu. Sasuke chegou á sala encontrando Sakura e Mayu no chão. – Oi, Mayu. – Ela lhe sorriu. – Está melhorzinha?  

    — Uhum... – Ela balançou a cabeça. – O dodói passô. – Ele sorriu pela forma que a pequena disse.   

    — O almoço está pronto. – Ele desviou os olhos para a rosada mais velha. 

    — E eles comeram? 

    — Sim. Como você chegaria mais tarde hoje, preparei o almoço mais cedo para eles. – Sasuke assentiu. – Quer que eu esquente para você? 

    — Não. Eu mesmo faço isso. – Colocou o filho no chão. – Se você quiser ir, está liberada por hoje. – Daisuke olhou para a babá, um pouco desesperado ao ouvir a frase do pai. 

    — Ah, sim. Tudo bem, então. – Olhou para a filha. 

    — Você vai agora, Sakura? – Sasuke parou antes de chegar á cozinha e olhou para o filho. Tanto ele quanto a rosada percebeu o quão descontente o menino estava. 

    — Sim, querido. Mas a gente se vê amanhã. 

    — Você nem teminô a história. 

    — Eu termino amanhã, Suke. – Se levantou, colocando o livro na mesa de centro. Daisuke abaixou o olhar, tristonho, e Sasuke sentiu aperto no peito. – Não fique assim, eu vou voltar amanhã. – Ele assentiu, mas continuava triste. Sakura sentiu o mesmo aperto no peito que Sasuke. Ela tinha se apegado ao garotinho, e vê-lo daquele jeito, lhe quebrava o coração. Sasuke se aproximou. 

    — Vamos visitar a vovó Kushina. Ela chegou de viajem hoje. Deve estar com saudades. – O menino olhou para o pai. 

    — Pur isso a Sakura já tá indo? A gente não pode vê a vovó otro dia? – Sasuke não conseguiu responder ao perceber que o filho preferia ficar na presença de Sakura do que ir visitar os avós, no qual ele não via á dois meses.  

    — Daisuke, você não vê seus avós a tanto tempo... Eles devem estar com saudades. – Sakura se pronuncia, ao perceber que Sasuke não conseguia. – Você também não está? – Ele olha para a rosada. – Agente vai se ver amanhã, e eu vou pensar em um lugar para agente ir, se seu pai não se importar. – Sasuke voltou a si, ao ouvir a frase de Sakura. 

    — Claro que não. – Olhou para o filho. – Pode ser assim, filho? – Ele cruzou os braços, fez um bico e assentiu.  

    — Então está combinado. – Sakura sorriu.  

    — O Suke tá tristi? – Mayu pergunta para a mãe. 

    — Um pouquinho, querida. Mas ele vai melhorar. – Ela se abaixou na altura do menino. – Prometo que vou escolher um lugar bem legal para visitarmos. – Sakura se surpreendeu com o abraço carinhoso, mas o correspondeu. Sasuke passou as mãos nos cabelos negros do filho, voltando a se lembrar da conversa que teve com sua mãe e Itachi. Reprimiu um suspirar, ao perceber que era tarde demais. Seu filho já estava "amando" Sakura incondicionalmente. E só fazia um mês que eles se conheciam. Sakura se afastou e beijou o rosto de Daisuke. – Até amanhã, querido. 

    — Até, Sakura. – Mesmo que ele tenha dito isso, não soltou o pano da roupa da rosada.  

    — Daisuke. – Sasuke o chamou, e o filho o chamou. – Precisa soltá-la, filho. – O menino voltou os olhos para Sakura e lentamente a soltou. Sakura beijou o rosto dele uma última vez antes de se levantar.  

    — Vamos, filha? – Ela assentiu. – Eu vou pegar minha bolsa.  

    — Até amanhã, Suke. – Mayu diz, quando a mãe volta para a sala. Sasuke olhava para o filho desde o começo da conversa. 

    — Até, Mayu. – Sussurrou. A garotinha lhe sorriu, inclinando a cabeça.  

    — Bom, até amanhã. – Diz olhando para Sasuke. 

    — Obrigado por hoje. – Diz olhando-a. – E até amanhã. – A acompanhou até a porta, com Daisuke. – Tchau, Mayu. 

    — Tchau, tio Sasuke. – Ele sorriu ao ouvir. Era a primeira vez que ela o chamava daquele jeito. Tinha achado fofo. Sasuke fechou a porta quando as rosadas entraram no elevador, já que Daisuke saiu para fora do apartamento, observando-as. 

    — Daisuke, não precisa ficar triste.  

    — Mais eu não queria que ela fosse. – Sasuke percebeu os olhos do filho lacrimejarem, e se assustou. Ele iria chorar? Sasuke não sabia como se posicionar diante daquilo.  

    — Por favor, não chore. – Pede, quase implorando, enquanto o pegava no colo. – Vamos visitar a vovó Kushina, e depois podemos ir comer um sanduíche, o que acha? – O filho não respondeu. – Por favor, Daisuke, não fique assim. – Ele ouviu um soluço, e seu peito se apertou. – Não chore. Prometo fazer o que quiser, mas não chore.  

    — Não quiria que a Sakura fosse embora. – Sussurra. 

    — Eu sei. – O abraçou forte, enquanto caminhava para a sala. – Eu sei. – Repete, com um suspiro, sentando-se no sofá com o filho em seu colo. – Mas você vai vê-la amanhã. E você ouviu... Ela vai programar um lugar bem legal para irem. – Limpou as lágrimas que desciam pelo rosto do filho. – Ela não iria gostar de ver você chorando, assim como eu também não gosto. – Ele fungou. – Você dorme com o papai hoje, okay? – Ele assentiu e abraçou o pai. Sasuke passou as mãos nas costas do filho, levemente. Estava se sentindo impotente. Não queria ver o filho triste. Sua mãe estava certa quando disse que estava sendo egoísta. 

    **--** **--** 

    — Oi, meu bebê. Que saudades que eu estava de você. – Kushina diz, abraçando o neto. Ela não esperava vê-lo, então ficou muito surpresa quando abriu a porta e encontrou seu neto e o pai dele. – Nunca mais viajo por tanto tempo. – Beijou uma das bochechas de Daisuke. Sasuke percebeu que o filho ainda estava triste pelo que aconteceu a pouco. Ele não tinha um sorriso no rosto, mesmo que correspondesse ao abraço da avó. – Sasuke, que bom vê-lo. – Ele lhe sorriu. – Fico muito feliz por vê-lo fora daquele lugar. E por estar cuidando do Suke. 

    — Também é bom vê-la, Kushina. 

    — Entrem, por favor. – Deu passagem e fechou a porta logo em seguida. – Eu não os esperava... Na verdade, eu ia vê-los amanhã. – Diz com um sorriso enorme no rosto. – Minato vai ficar muito feliz por vê-los. – Olhou para o neto, e então, enfim percebeu o que não tinha percebido antes. Daisuke estava triste. – O que houve, querido? – Ele balançou a cabeça, e Kushina, estranhando, olhou para Sasuke. – Aconteceu alguma coisa, Sasuke?  

    — Daisuke só não está muito bem, hoje, Kushina. – Resolver dizer. O menino não disse uma palavra. Eles ouviram passos quando chegaram á sala. 

    — Sasuke. – O moreno olhou para o dono da voz. – Que bom vê-lo, filho. – O homem loiro tinha um sorriso no rosto. 

    — Olá, Minato. Também é bom vê-lo.  

    — Não vai me dar um abraço, Daisuke? – E então Sasuke viu o filho abraçando o avô, mesmo que ainda estivesse com a mesma cara de antes. – Aconteceu alguma coisa? – Pergunta, estranhando o neto.  

    — Vocês estão esperando alguém? – Sasuke perguntou ao ouvir a campainha. 

    — Sim. – Kushina sorriu. – Naruto vem jantar aqui com a família. Devem ser eles. – Se afastou para ir até a porta.  

    — Sasuke, o que aconteceu com o Daisuke? – Sussurra, quando o neto se afasta, sentando-se no sofá, com o celular do pai em mãos. Sasuke solta um suspiro, mas mais uma vez não pôde responder, seu amigo se aproximava com a família. 

    — Teme? – Sorriu. – Você aqui? 

    — Vovô. – As três crianças loiras correm para o avô. Minato pega os gêmeos no colo, depois de abraçar e beijar os cabelos do neto mais velho.  

    — É. Eu vim visitar seus pais. – Olhou para a esposa do amigo. – Como vai, Hinata? 

    — Vou bem. Fico feliz em vê-lo.  

    — Oi, tio Sasuke. – Boruto cumprimenta. Sasuke passa uma das mãos nos cabelos loiros. 

    — Oi, Boruto.  

    — Suke. – O menino corre até o primo, quando o vê. Sasuke olha para a cena. A expressão de Daisuke não tinha mudado, mesmo com Boruto por perto. Os mais novos, que tinham seguido o irmão mais velho, subiram no sofá, para ver o que Daisuke fazia no celular.  

    — Como vai a Himawari? 

    — Ela está ótima. Crescendo cada dia mais. – Hinata diz, sorrindo, enquanto passava a mão direita na barriga.  

    — Fico feliz.  

    — Você fica para jantar, Sasuke? – Ele olha para Kushina. 

    — Não, obrigado. Eu prometi comer um sanduíche com o Daisuke.  

    — Por falar no seu filho... – Naruto se aproxima do amigo. – O que está acontecendo? Ele não veio me abraçar ou á Hina... E ele sempre faz isso.  

    — Eu estava fazendo a mesma pergunta á ele, antes de entrar, filho. – Minato desvia os olhos do filho para Sasuke, que deu mais um suspiro. 

    — É algo grave, querido? – Kushina se preocupa. 

    — Não. – Balançou a cabeça. – Ele ficou chateado por Sakura ir para casa. – Minato e Kushina, que não sabiam sobre a babá, arquearam as sobrancelhas confusos. Hinata e Naruto ficaram surpresos. 

    — Está nesse nível, Sasuke? – Hinata pergunta. 

    — Quem é Sakura? 

    — A babá do Daisuke, mãe. – Naruto diz como se fosse óbvio. Antes que ele pudesse completar a frase, como ia fazer, Kushina o interrompe. 

    — Ele está assim por causa da babá? – Kushina e Minato estavam surpresos. – Ele teve uma babá uma vez, mas não aprovou. 

    — É. Eu fiquei sabendo disso. – Olhou para o filho. – Mas ele se apegou á Sakura. Muito. Eu... Eu nem sei como isso é possível, porque ela está cuidando dele á um mês. 

    — Eu não sabia que estava nesse nível, Teme. Eu sabia que ele estava gostando muito dela, porque quando eu liguei para falar com você e ele atendeu, ele só falou dela. – Voltou os olhos para o amigo. – Mas não imaginei que estivesse... Nesse nível. 

    — Há duas semanas atrás ele ficou emburrado porque não pôde se despedir dela na noite anterior... E hoje... – Suspirou. – Hoje ele chorou porque ela teve que ir.  

    — Daisuke sente falta de uma presença feminina, Sasuke. – Hinata diz, fazendo todos olhá-la. – Sakura está sendo para ele tudo que ele queria. Eu já tinha percebido que ele ficava estranho quando via eu e Boruto, ou eu e os gêmeos juntos... A forma como olha quando vê Ino abraçar os filhos. Quando vê a Tema colocar os filhos para dormir... – Sasuke voltou os olhos para o filho, que conversava com os primos. – Eu não comentei antes para não te pressionar. Ou te deixar... – Ela para de falar e ele entende. Eles não queriam que ele se culpasse ainda mais pela morte de Karin. 

    — Você ainda se culpa, querido? – Sasuke não a responde, nem mesmo a olha. – Não é culpa sua, Sasuke. Foi uma fatalidade. Você errou ao fazer o que fez, assim como Naruto e os seus amigos, mas..., você não é o culpado pela morte da minha filha. – Minato balançou a cabeça, concordando com a esposa. – Por favor, pare de se martirizar.  

    — Sasuke, quando tudo aquilo aconteceu, eu me decepcionei com todos vocês... – Sasuke o olhou. – Mas eu nunca te culpei pela morte da minha filha. Ninguém o culpou. Karin estava chateada pelas suas escolhas... Mas tenho certeza de que ela não ficaria feliz em te ver assim. 

    — Eu já disse isso, pai.  

    — Daisuke merece ter você por inteiro, Sasuke. Refaça sua vida. Se case.  

    — Por que todos me dizem isso?  

    — Porque amamos você, querido. – Ele desvia os olhos de Minato para Kushina. – Queremos vê-los felizes, sobretudo o Daisuke. Agora que eu ouvi você dizer que ele chorou porque não queria que a babá fosse embora para casa... Eu vejo que Daisuke merece ter uma mãe. Uma mulher que vai cuidá-lo, dar carinho, colocá-lo para dormir, ler histórias para ele. Fazer coisas que ele quer sentir. Saber como é. Ele tem cinco anos, mas tem desejos, Sasuke.  

    Ele concordava com Kushina, mas como faria isso? Ele não estava pronto para um novo romance. Por algum motivo ele se lembra dos olhos de Sakura. Balançou a cabeça, se impedindo de pensar nela. Desde aquele dia em que tombaram um no outro, ele não parava de pensar nela, no cheiro dela, nos olhos verdes e brilhantes. Era tudo confuso para ele, porque ele já não mais tinha sonhos e muitos menos lembranças com a Karin desde aquele dia. 

    — Acho que deveria deixar seu coração aberto. Vai encontrar alguém mais cedo ou mais tarde. – Hinata diz, sorrindo. Sasuke a olhou, surpreso por ouvir aquilo dela. Era como se ela soubesse em quem estava pensando. Hinata piscou com um olho, e Sasuke franziu o cenho. Ela estava mesmo dizendo o que ele pensava? – E sobre o Suke... – Olhou para o afilhado. – Não o afaste de Sakura, mesmo que ache estranho esse carinho que ele sente por ela. 

    — Eu não poderia fazer isso. Eu sei que isso o machucaria, e isso é o que eu menos quero. – Eles assentem. – Só me preocupo. Eu não soube o que fazer hoje. Ele começou a chorar... – Ele sentiu um nó na garganta, se lembrando da cena. Ele nunca se sentiu tão mal quanto sentiu quando seu filho começou a chorar em seus braços. Foi uma impotência maior do que sentiu quando Karin sofreu aquele acidente. – E eu não soube o que fazer.  

    — Eu compreendo, querido. – Kushina pegou em seu braço. – Ele é seu filho, e vê-lo sofrer..., é algo destruidor. Daisuke está passando por uma fase que algumas crianças na situação dele, passam. Ele tem a... Sakura, certo? – Sasuke assenti. Hinata olha para o marido, que franzia o cenho. Ela sabia o que ele se perguntava. – Então, ele tem ela o dia todo. Ele está de alguma forma, sentindo como é ter uma mãe. – Sasuke não pode descordar. – Não sei o que ela fez para ele vê-la assim, mas deve ser uma moça muito especial. 

    — Mãe, a senhora conhece a Sakura. – Naruto a interrompe, confuso. – Haruno Sakura. – Tanto Minato quanto Kushina olha para o filho e depois para Sasuke, surpresos. 

    — Haruno Sakura? A mulher de cabelos rosas que tem uma filha chamada Mayu? Essa Haruno Sakura? – Naruto quase revira os olhos. 

    — Sim, mãe. Essa mesma. 

    — Ela é a babá do Daisuke? – Sasuke assentiu apenas. – Ah, agora eu entendo, querido. – Sasuke arqueou as sobrancelhas. – Sakura é ótima com crianças. É impossível não se apaixonar por aquela mulher. – Sorriu. 

    — Concordo. Sakura sempre foi uma ótima garota. Virou uma mulher linda, adorável, agradável, atenciosa e encantadora. – Sorriu. – Nós gostamos muito dela. Boruto e os gêmeos a amam. Assim como os filhos dos seus amigos. Já era esperado que Daisuke sentisse o mesmo por ela. 

    — Ah, o Teme sabe disso, pai. – Diz rindo. Os pais o olham, confusos. Sasuke o fuzila. 

    — Como assim, filho? 

    — Itachi e Mikoto acham que Sasuke e Sakura dariam um belo casal. – Decidiu dizer.  

    — Ora, será? – Olhou para o garoto que viu nascer. – Vocês dois estão tendo... 

    — Não. – Sasuke a interrompe. – Não temos nada.  

    — Ainda. – Hinata segura uma risada. Seu marido gostava de provocar. Na verdade, ela mesma torcia pelo casal. – Eu acho que é questão de tempo. 

    — Você está achando demais. – Retrucou, olhando para o amigo. 

    — Ah, Teme, diz logo que concorda com a gente. – Ele preferiu não responder. – Quem cala consente. – Os outros seguram uma risada. 

    — Filho, deixe-o em paz. – Minato defende o garoto que vê como filho. – Se for acontecer, vai acontecer com o Sasuke querendo ou não. 

    — Até o senhor? – Olha para o homem, indignado. – Será que vou ouvir isso de todos? Eu e Sakura somos amigos, mais nada. 

    — Itachi disse que você quase socou Sasori.  

    — Itachi é um fofoqueiro. – Sussurrou. Respirou fundo, olhando nos olhos do amigo loiro que tinha um sorriso malicioso nos lábios. Balançou a cabeça, ao perceber que ele estava provocando-o. – Eu quase soquei o maldito porque ele falou da Karin. – Retrucou, mesmo sabendo que o amigo retrucaria de volta. 

    — E estava ameaçando a Sakura. – Naruto completou.  

    — Sasori está importunando Sakura? – Minato interrompe os filhos.  

    — Sim, pai. Ele está querendo ver Mayu.  

    — Mas ele não tem direitos, tem Minato? 

    — É claro que não, querida. Ele abandonou as duas. – Bufou.  

    — O Teme vai ajudar a Sakura com isso. Não se preocupem. 

    — Você anda falando muito com o Itachi, não é? 

    — Agora mais ainda. – Sussurrou, e Sasuke arqueou as sobrancelhas ao ouvir o que o amigo disse.  

    — Bom, eu espero que consiga deixá-lo longe dela, querido. – Kushina parecia preocupada. – Sakura já sofreu demais nas mãos desse homem. 

    **--** **--** 

    **Sasuke** 

    Eu observava meu filho dormir. Não tinha sido fácil fazê-lo adormecer. Ele ainda estava inconformado por Sakura ter ido embora. Vê-lo desse jeito, me fazia pensar no quanto meus amigos e minha família estavam certos ao dizer que meu filho sentia falta de uma "mãe". Estavam certos ao dizer tantas vezes, que eu precisava seguir em frente, mas eu não sei como fazer isso. Vendo a forma que meu filho olhava para Sakura, o carinho demonstrado em seus olhos, eu soube que se não seguisse em frente, meu filho sofreria muito. Aquela reação dele, de mais cedo, foi a prova. Eu só não sei se meu filho sentirá por outra mulher, a mesma adoração que sente por Sakura. E novamente eu estava pensando nela. Em Haruno Sakura. Desde que tombamos no corpo um do outro, os olhos verdes brilhantes não saíam de minha mente. O calor que eu senti, ao tocá-la, parecia estar ali ainda, em suas mãos. Suspirei, ao perceber que desde aquele dia, não tive mais lembranças com Karin. E isso fez eu me sentir tão confuso. Eu gostava e não gostava de pensar em Sakura. Fechei os olhos, passando uma das mãos nos cabelos. Eu não queria parar de pensar em Karin, mas ao mesmo tempo, sabia que era o melhor para mim. Umedeci os lábios, quando novamente os olhos verdes apareceram em minha mente, isso me fez abrir os olhos rapidamente, assustado. Balancei a cabeça. Passei minha mão direita nos cabelos negros de meu filho. Por que eu pensava tanto naquela mulher? Eu não acredito que estou mesmo começando a sentir algo por ela. Será que isso está mesmo acontecendo? Daisuke se mexeu, chamando minha atenção. Tudo que eu queria era vê-lo feliz. Daisuke tem apenas cinco anos, e já passou por tantas coisas, e a maioria era por minha causa. Eu quero que ele tenha tudo, em especial o carinho de uma "mãe", mesmo sabendo que a dele estava morta. Ele queria sentir isso, eu sabia disso, e Hinata só confirmou para mim, mais cedo. E de repente os olhos preocupados, carinhosos e confusos de Sakura, apareceram em minha mente. Ela tinha percebido o desgosto de Daisuke, quando ela disse que iria para casa. Balancei minha cabeça, me impedindo de pensar nela novamente. Daisuke se mexeu novamente, apertando o "Fred". 

    — Sakura. – O ouvi sussurrar. E isso me fez decidir. Eu vou mudar. Deixarei o passado para trás, seguirei em frente. E mais que tudo, tenho que me perdoar pelo que houve com Karin. Pela felicidade de meu filho.


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