Seize The Day

  • Gabbysaky
  • Capitulos 26
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 16 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 5

    Um problema chamado Akasuna no Sasori

    Hentai, Linguagem Imprópria, Sexo

    Esse é um capítulo especial. Sasuke e Sakura estarão mais ?ligados?.

    E Sakura fará descobertas sobre Sasori. Algo que ela nunca soube

    Bom, fiquem com o capítulo.

    Boa Leitura

    Sasuke jogou as roupas sujas na máquina de lavar quando ouviu a campainha tocar. Ele já tinha ido a empresa com o filho, deixado claro para sua secretária todas as regras, já que a mulher ficou a semana inteira doente e só voltou para a empresa naquele dia chuvoso. Ele tinha participado de uma reunião insuportável, enquanto seu filho ficava aos cuidados de Shikamaru, já que ele não confiava em sua secretária de jeito nenhum para tal serviço, e então voltou para casa. Como naquele dia ele ficaria o dia inteiro em casa, ele aproveitou para fazer alguns afazeres de casa. Apesar de não precisar de Sakura naquele dia, Daisuke tinha insistido que ela viesse, pois queria brincar com Mayu, e Sasuke não pôde negar aquele pedido. Tinha avisado Sakura no dia anterior de que ela poderia chegar 8h30 naquele dia. Sasuke caminhou até a porta e quando abriu, encontrou Sakura e Mayumi, que estava vestida de bailarina.  

    — Desculpe, estou atrasada. – Sasuke olhou no relógio. Uma hora atrasada, ele pensou, mas não se importou.  

    — Está tudo bem. Eu cheguei agora a pouco da empresa. – Ela suspirou aliviada. – Oi, Mayu. – Sorriu para a garotinha que lhe sorriu de volta. – Você está linda de bailarina. 

    — A mamãe comprô pra mim. – Sasuke sorriu ao vê-la balançar a saia. 

    — Combinou muito com você. – Ela sorriu, balançando o corpinho. 

    — Sasuke, eu não vou me atrasar novamente, é que eu tive um problema. – Sasuke a olhou, percebendo que ela estava um pouco incomodada. 

    — Está tudo bem, Sakura. Não preocupe com isso. – Ela assentiu, agradecida. – Entrem. – Elas entraram. – Daisuke está assistindo TV. Eu estava colocando a roupa para bater quando você tocou a campainha.  

    — Precisa de ajuda com alguma coisa?  

    — Não. Está tudo bem. – Sasuke olhou para a pequena. – Daisuke está na sala, pode ir lá, Mayu. – A menina olhou para a mãe, e só quando Sakura assentiu, ela foi.  

    — Vou fazer o almoço então. 

    — Não precisa. 

    — Naruto disse que você odeia cozinhar. 

    — Fofoqueiro, filho da... – Sakura riu.  

    — Eu não me importo em fazer o almoço, sério. – Sasuke então assentiu. – O que quer que eu faça? 

    — O que achar melhor. Mas não precisa começar a fazer agora, eu e Daisuke comemos agora a pouco. 

    — Tudo bem.  

    — Vou terminar de colocar a roupa para secar. – Se virou. – Fique a vontade. – Sakura caminhou para a sala, e viu sua filha rindo de algo que Daisuke disse, e isso a fez sorrir.  

    — Você gosta? É tão nojento. 

    — A mamãe fais bem gotoso. – Sakura arqueou as sobrancelhas. 

    — Do que estão falando? – Ambos pularam no sofá. Sakura riu. 

    — Que susto, Sakura. / Que susto, mamãe. – Disseram juntos.  

    — Desculpe, não foi minha intenção. 

    — Sakura, a Mayu come brócolis? – Fez uma careta. 

    — Come. Você não? 

    — Eca. – Ela quase riu. 

    — Não é ruim do jeito que eu faço.  

    — É ruim de todo jeito. 

    — Como você sabe, se nunca experimentou? – Colocou as mãos na cintura. – Vou fazer um dia para você experimentar. – Ele fez uma careta. – Ah, não faz essa careta. 

    — Só se eu tomá sorvete depois. – Ela riu.  

    — Combinado. Agora, me expliquem porque estavam falando de brócolis? 

    — Ah, é purque pareceu um homem vistido de brócolis. – Sakura arqueou as sobrancelhas e olhou para a TV.  

    — Ah. "A creche do papai". Eu e a Mayu já assistimos muitas vezes, né, Mayu? – Ela assentiu. Sakura se sentou ao lado da filha.  

    — É muito legal. Qual paite mais gosta, Suke? – Ela pergunta. Sua filha estava se acostumando com Daisuke. Já fazia quase uma semana que eles se conheciam, e tinham se dado muito bem. Sua filha estava menos retraída, tanto com Daisuke, quanto com Sasuke. E isso era bom. Gostava de ver sua filha mais animada. Os dois conversavam como se conhecessem á meses, e ela achava fofo os dois juntos. Daisuke era muito esperto para um garotinho de cinco anos, ele tem até mesmo ajudado a convencer sua filha a comer. Sorriu ao se lembrar da cena. 

    — Papai. – O menino chama quando o vê. – Vem assisti com a gente. – Antes que pudesse responder, viu uma mensagem do irmão. 

    — Droga. – Ouviram o Uchiha exclamar.  

    — Que foi, papai?  

    — Ah... Não é nada demais, filho. – Revirou os olhos. – Eu me esqueci que seu tio vem jantar aqui hoje.  

    — Verdade? – Pergunta animado. 

    — Sim. E eu não faço a menor ideia do que pedir. 

    — Você não vai cozinhar? – Sasuke a olhou. 

    — Mas nem morto. – Ela riu. – Eu avisei para ele.  

    — Eu não me importo de fazer isso. 

    — Sakura, você é a babá, não a cozinheira. 

    — É. Mas eu não tenho nada pra fazer além de cuidar do Daisuke.  

    — E a comida da Sakura é muito gostosa, papai.  

    — Daisuke. – Sasuke o repreendeu. 

    — Viu? Ele gosta da minha comida. – Ela sorriu para o menino que sorriu de volta. – Sério. Eu não me importo. Serão só vocês três? 

    — Não. A noiva dele também vem. – Sasuke balança a cabeça. – Não fale sobre isso para ninguém, por favor. 

    — Que ele tem uma noiva? – Sasuke assentiu. – Tá, mas que mau eu pergunte, por que? 

    — Porque o vovô e a vovó ainda não sabe. – Daisuke respondeu. 

    — Oh, Deus. – Ela diz.  

    — É. Eu também fiquei assim quando soube.  

    — A tia Izumi tá grávida. – Sasuke o olhou. – Não conta isso tamém, Sakura? – Pede quando percebeu ter falado demais. 

    — Seus pais vão surtar. 

    — É. Foi o que eu disse. 

    — Como diz o tio Shika, vai sê poblemático. – Os adultos riram.  

    — Bom, sobre o jantar, o que quer que eu faça? 

    — Algo prático. Meu irmão adora Yakisoba. Sabe fazer? 

    — Sei. E essa é uma ótima oportunidade de fazer esse garoto comer "brócolis". – O menino fez uma careta.  

    — É gostoso. – Mayumi diz, surpreendendo Sasuke. 

    — Ela come brócolis? 

    — Eu como. – Responde sorrindo.  

    — Ela come de tudo quando não está enjoada. – Sussurra, mas Sasuke ouve. – Disse para Daisuke que ele também gostaria.  

    — Bom, não vai matá-lo experimentar, não é, Daisuke? – Ele assentiu, mesmo que ainda fizesse a careta. – Eu vou sair para comprar as coisas.  

    — Eu quero i. – Daisuke diz. – Vamo no mercado junto, papai. 

    — Não. Você fica com a Sakura e a Mayu.  

    — Pur favor, papai? – Sakura segurou um sorriso, quando percebeu que o menino já tinha ganhado aquele pedido. – A vovó me levava. 

    — O que você quer fazer num mercado, filho? – Daisuke cruzou os braços. Ele não desistiria, e Sasuke sabia disso muito bem. – Tudo bem. Vamos todos no mercado.  

    — Todos? – Sakura desviou os olhos de Daisuke, para Sasuke. – Não... Não. Eu posso ficar aqui. Eu não me importo. 

    — Ah, Sakura. Não é justo. Tem que i todo mundo. – Sakura olhou para Sasuke e depois para Daisuke. – Sakura, pur favor... – Ela suspirou, sabendo que não conseguiria dizer não. 

    — Você usa essa sua carinha de anjo para conseguir as coisas, não é? – Ele riu e Sasuke sorriu. – Tá. Tudo bem. Eu ainda não entendi para quê irmos todos num mercado sendo que não tem muita coisa para comprar, mas tudo bem.  

    — Para crianças, tudo é festa, não é? 

    — Sim. Pode acreditar. Da última vez que eu sai com o Boruto, ele se escondeu de mim, no meio das roupas da loja. – Sasuke riu.  

    — Tinha que ser o filho do Dobe.  

    — Deve  legal. – Sasuke o olhou.  

    — Assustar seu pai? – Daisuke riu. – Acho que você passou muito tempo com o Boruto. 

    — Eu quase tive um treco, e o garoto estava o tempo todo me observando, rindo de mim. 

    — O que você esperava? Sendo filho de quem é... 

    — É verdade. – Ela teve que concordar.  

    — A gente vai no mecado, mamãe? 

    — Vamos, querida. – Se virou para Sasuke. – Você quer ir agora? 

    — É melhor. – Se afastou até a escada. – Vou trocar de roupa e já volto. Você pode trocar a camisa do Daisuke? Está frio lá fora.  

    — Claro. Eu vou aproveitar para pegar uma caneta e uma folha para fazer a lista. – Sasuke assentiu, enquanto subia as escadas. – Você escolhe a blusa que quer vestir, mas tem que ser com mangas. – Ele assentiu enquanto desligava a TV. Sakura e Aya o seguiram até o quarto. 

    **--** **--** 

    — É isso? – Ele fez uma careta quando viu três bandejas de "brócolis" no carrinho. – Essa coisa veide aí? – Os adultos riram. 

    — É isso mesmo.  

    — Vai colocá tudo isso?  

    — Provavelmente. – Diz enquanto pegava duas bandejas de couve-flor. – Tem cebola na sua casa, né? 

    — Tem sim. Eu acho... – Sakura riu. – Tenho quase certeza de que tem. 

    — Tá. Então eu não vou levar. – Olhou na lista. – Agora só precisamos do molho.  

    — E o sovete? – Os adultos olharam para Mayu.  

    — É, Sakura, você prometeu.  

    — Doce vocês não esquecem, né? – As crianças riram.  

    — Eu vou buscar, te encontro no setor de molhos. – Ela assentiu.  

    — Vo ficá com a Sakura, tá, papai? – Ele assentiu. – Sakura, podemos levá salgadinhu pra lanchá?  

    — Isso é com seu pai.  

    — Mamãe, eu quero salgadinhu. – Sakura a olhou.  

    — Nós vamos ver isso daqui a pouco.  

    — Sakura. – Ela olhou para trás, quando chegou no setor de molhos, e ao encontrar a pessoa que tinha lhe chamado, sua expressão mudou drasticamente, tanto que as crianças perceberam.  

    — O que você faz aqui? 

    — É um supermercado, Sakura. – Ele olhou para a garotinha. – Ela está linda.  

    — Quem é o moço? – Mayu perguntou. 

    — Ninguém, amor. – Sakura responde, sem olhar para a filha, algo raro de acontecer. – Já pedi para que me deixe em paz. 

    — Não pode me pedir isso. Afinal, ela é minha... 

    — Ela não é nada sua. – Ela o cortou. – Ela é minha, e só minha. – Ela estava irritada. Mais cedo ela tinha se atrasado porque o infeliz tinha descoberto onde estava morando, e apareceu com a maldita expressão falsa de arrependimento. Ela não cairia naquela conversa.  

    — Um exame de DNA pode resolver essa questão. – Ela fechou as mãos em pulsos. – E você sabe qual será o resultado.  

    — Isso nunca vai acontecer. Minha filha não vai ser submetida a isso.  

    — Você sabe que é só eu ir atrás de um advogado, não é? – Ela deu uma risada anasalada. 

    — E você acha mesmo que vai ganhar alguma coisa com isso? Você foi um desgra... – Se interrompeu ao se lembrar das crianças. – Você não tem direito algum sobre ela. Perdeu qualquer direito quando me traiu e nos deixou. – Ele se aproximou, perigosamente, e Sakura teve vontade de se bater por sentir medo. Ela se lembrava de como Sasori era bruto.  

    — Não chega perto dela. – Sakura se surpreendeu com a voz, e olhou para Daisuke, assim como Sasori, que sorriu debochadamente.  

    — Ora, e quem é essa criança? 

    — Não é da sua conta, Sasori, me deixe em paz. Eu quero você longe de mim, me ouviu? – Ele sorriu para ela. Era um sorriso que a deixava temerosa, ela conhecia bem aquele sorriso. 

    — Isso não vai acontecer, querida. – Daisuke, mesmo sendo uma criança de cinco anos, percebeu que Sakura estava com medo, e por isso entrou na frente dela. – Ora, esse garoto é mesmo corajoso. Quantos anos você tem, criança? – Ele não respondeu.  

    — Mamãe... – Sakura olhou para a filha que estava assustada.  

    — Está tudo bem, amor. 

    — Mayu, você sabe quem eu sou? – Sakura temeu que ele dissesse.  

    — Não se atreva, Sasori. – Sakura se colocou na frente das duas crianças, temendo que Sasori pudesse fazer algo com Daisuke também, afinal ele não tinha escrúpulos. – Vai embora. Me deixa em paz. 

    — O que está acontecendo aqui? – Eles ouvem uma voz rouca. Sakura se sentiu aliviada. Daisuke olhou para o dono daquela voz, aliviado. 

    — Papai, esse homem tá incomodano a Sakura.  

    — Uchiha Sasuke. – Ele sorriu. – Não acredito, então finalmente você está solto? 

    — Você não leu os jornais? – Retrucou, se aproximando. Percebeu que Mayu tremia e tinha os olhos lacrimejados, ela estava assustada. – Já faz mais de um mês, Akasuna.  

    — Seu filho é muito parecido com você. – Olhou para o garotinho, mesmo que ele ainda estivesse atrás de Sakura. – Apesar de que... – Sorriu, maldoso. – Ele tem alguns traços da Karin. Deve ser horrível, não é? Deve se culpar toda vez que o olha. 

    — Cala a boca, Sasori. – Sakura praticamente rosnou.  

    — O que? O que eu disse de errado? 

    — O que eu penso, ou deixo de pensar, e principalmente, o que acontece com a minha vida, não é da sua conta. – Sasuke tinha perguntas, quando se encontrou com Sakura pela primeira vez desde o colegial, e agora ele tinha a resposta de algumas delas. Sasori não estava morto, e Sakura não estava casada com ele.  

    — Eu não vim falar sobre você, Uchiha. Vim falar sobre a minha filha. – Olhou para Sakura. 

    — Filha? – Daisuke sussurra, se perguntando de que aquele homem falava.  

    — Dê mais um passo e eu juro que vou a polícia. – Ela diz. – Digo que está me perseguindo e que quero uma ordem de restrição.  

    — Como se fossem acreditar que eu estou fazendo isso.  

    — Eles podem começar a acreditar quando eu disser que você está importunando-a. – Sakura o olhou, agradecida. Sasori ficou sério. 

    — Não se meta onde não foi chamado. 

    — Você está incomodando uma amiga, e assustando meu filho e a filha dela, então eu vou me meter.  

    — Está acontecendo alguma coisa aqui? – Um segurança do mercado se aproximou.  

    — Sim. Ele está incomodando. – Sakura responde, sem tirar os olhos de Sasori. 

    — Senhor, eu vou pedir que se retire. – Sasori fechou as mãos em punho. 

    — Isso não vai ficar assim. – Desviou os olhos para Sakura. – Não vai mesmo. – Disse antes de sair. 

    — Vocês estão bem? – Sasuke o olhou. 

    — Sim, estamos.  

    — Obrigada. – Ela agradece ao segurança, que assentiu e se afastou.  

    — Está bem? – Sakura tremia. 

    — Estou. – Engoliu em seco, pegando a filha no colo. Ela tinha os olhos lacrimejados. – Eu estou bem. Obrigada pelo que fez. – Ele assentiu, se aproximando do filho. 

    — Está bem, filho?  

    — A Sakura vai ficá bem? – Ele pergunta quando a rosada se afasta um pouco com a filha. Ele percebeu que a amiga chorava. 

    — Vai sim.  

    — A Mayu ficô assustada. – Sasuke percebeu a preocupação do filho e sorriu. Ele não estava apegado apenas á Sakura, mas á Mayu também.  

    — Sakura vai acalmá-la. Logo ela vai estar sorrindo novamente. 

    — Papai, o que qué dizê "exame de DNA"? – Sasuke, que não esperava por aquela pergunta, arqueia as sobrancelhas, se perguntando porque seu filho iria querer saber sobre aquilo. Se lembrou de Sasori chamando Mayu de filha, e por isso decidiu questionar a pergunta do filho. 

    — Por que quer saber, filho? 

    — Purque aquele moço disse isso. – Sasuke suspirou. Então era essa a razão, ele pensou. Estava mesmo desconfiado de que era por causa de Sasori.  

    — Bom, como posso explicar?... – Pensou com cautela, para poder explicar de um jeito que seu filho de cinco anos pudesse compreender. – Sabe quando você vai ao médico e ele tira seu sangue? – O menino assentiu. – Bom, eles pegam seu sangue para averiguar se você tem alguma "doença"... Ou quando querem descobrir se você tem o mesmo tipo de sangue que seu pai. 

    — Então a gente tem o mesmo tipo, né, papai? 

    — Temos. Somos pai e filho. – Sorriu.  

    — Então é pra isso? Esse exame é pra sabê quem é o papai da criança? – Sasuke ficou surpreso por seu filho ter compreendido tão rápido. 

    — Sim. Isso mesmo. – Ele olhou para Sakura que voltava com a filha. – Não vamos mais falar sobre isso, está bem? – O menino assentiu, compreendendo o pedido de seu pai, ao ver Sakura se aproximar. – Ela está melhor? 

    — Está. Ela só ficou assustada. – Mayu pediu para descer e Sakura o fez. – Eu sinto muito que isso tenha sobrado para você e Daisuke. 

    — Não peça desculpas, você não tem culpa.  

    — Tá melhó, Mayu? 

    — Uhum... – Balançou a cabeça. – Só assustei um poquim.  

    — Me sinto mal por essa situação ter acontecido na frente do Daisuke. 

    — Ele está bem. Ele ficou mais preocupado com vocês, do que assustado. – Respondeu, mesmo que prestasse atenção na conversa das crianças. Eles observam Daisuke puxar Mayu para o fim do corredor.  

    — Eu deveria saber que ele não iria me deixar em paz quando o encontrei mais cedo. – Ele a olhou, curioso. 

    — Então foi por isso que se atrasou? – Ela assentiu.  

    — Ele descobriu onde estou morando. – Revirou os olhos. – E agora, acha que tem o direito de "conhecer" a Mayu.  

    — Bom, ele é o pai dela... 

    — Mas ele nos abandonou. Ele... Nós íamos nos casar, mas eu... – Ela se sentia humilhada por saber que foi traída durante todo o tempo em que esteve com Sasori. – Ele me traiu. – Sakura estranhou quando Sasuke não se surpreendeu com o que disse. – Você não parece surpreso por eu dizer isso. – Ele suspirou. 

    — Eu sabia que ele ficava com algumas garotas, na época da escola. – Sakura o olhou surpresa. – Não era da minha conta, por isso eu nunca disse nada. 

    — Você sabia... Então os outros do time... – Ela engoliu em seco quando ele ficou em silêncio. – Todos sabiam. Menos eu.  

    — Naruto e os outros não sabiam. Eu só sabia por causa de um livro.  

    — Livro?  

    — Livro que continha os nomes das garotas com quem "eles" ficavam. Sasori estava na lista, e seu nome estava lá, assim como os de outras garotas com quem ele ficou. – Sakura balançou a cabeça. – Eu só soube desse livro porque eu o encontrei por acaso. Decidi queimá-lo. Nem mesmo a Karin sabia. 

    — Não?  

    — Não. Eu sabia que ela contaria para você. – Sasuke se sentiu mal por dizer aquilo. – Não que eu não quisesse contar, eu só... Não queria me meter na vida alheia. – Ela assentiu. – Eu falei com ele. Mas não adiantou muito, então achei que não deveria me meter naquele assunto. Sasori era um lunático maldito, eu e ele nunca nos demos bem.  

    — É. Só eu o aguentei por tanto tempo. Quando a gente se apaixona fica cego. – Sasuke não disse nada. – Eu não percebi nada. Nunca tinha ficado sabendo sobre essas coisas.  

    — Os garotos que estavam envolvidos pararam quando eu ameacei tirá-los do time. Mas Sasori continuava a ficar com outras garotas, mesmo que não mais tivesse aquele livro idiota.  

    — E o que mais tinha nesse livro? 

    — Para que quer saber, Sakura? – A olhou. – Já faz muito tempo.  

    — É. Mas mesmo assim me faz pensar que teria mais que nomes de garotas.  

    — Tinha números em frente aos nomes das garotas. – Sakura balançou a cabeça, entendendo tudo.  

    — Claro que tinha.  

    — Vamos esquecer isso, eu nem deveria ter dito isso. 

    — Não, foi bom saber sobre isso. Mais um motivo para eu deixar ele longe de mim e da minha filha.  

    — Vai precisar de um advogado. – Ela o olha, surpresa. 

    — Você está se candidatando? – Sasuke deu de ombros. 

    — Por que não? Eu posso te ajudar. – Sakura olhou para a filha. 

    — Ela não sabe nada sobre Sasori... – Ela voltou os olhos para ele. – Não quero que ele tenha direito algum sobre ela. 

    — Ele anda te perseguindo... Já é um motivo forte para deixá-lo longe. – Ela assentiu. – E ele te ameaçou na minha frente e do segurança. Posso fazer isso, se quiser.  

    — Não posso perdê-la. 

    — Não vai. – Ele afirmou.  

    — Papai. – Os adultos se assustaram, e as crianças riram, nem parecia que eles tinham passado por uma situação estranha a pouco. – Desculpa. 

    — Tudo bem. – Dizem juntos.  

    — O que vocês querem? – Sasuke pergunta. 

    — A gente qué comê.  

    — Agora? – Olhou no relógio, pensando ser cedo. Estava errado. – Já são quase 13h? – Sakura ficou tão surpresa quanto ele.  

    — Tamo cum fome. – Mayu diz, e Sakura fica aliviada.  

    — Bom, então vamos comer por aqui mesmo.  

    — O sorvete deve estar derretendo.  

    — Não vai adiantar pegar o sorvete agora. – Caminhou até o carrinho. – Vamos deixar o sorvete, e compramos quando estivermos indo para casa. 

    — Não vai isquecê, né, papai? – Sasuke sorriu. 

    — Não. Prometo.  

    — E o salgadinhu? – Mayu se lembrou.  

    — Salgadinho? 

    — É, papai. Pra lanchá de tarde. – Sasuke olhou para Sakura. 

    — Ela pode? 

    — De vez em quando não tem problema. – Ele assentiu. 

    — Bom, então vamos comprar o salgadinho e depois vamos comer. – Sasuke viu as crianças irem na frente, enquanto ia mais atrás com Sakura. – Ela parece estar melhor. 

    — Ela está. – O olhou. – Mas tem dias que são piores, como pôde ver no início da semana. – Ele assentiu. – Eu não sei o que fazer. Ela precisa de um transplante, mas... 

    — Olha, meu irmão é médico. Eu não sei com o que ele é especializado... – Sakura o olhou, sorrindo, e ele ficou confuso. – O que? 

    — Você não sabe a especialização do seu irmão? 

    — Não. Eu nunca perguntei. É estranho? 

    — Muito. – Riu. Ele sorriu. 

    — Tá. É realmente muito estranho. Mas voltando ao que eu ia dizer... Ele pode dar uma olhada nela.  

    — Você acha? – Ele assentiu. – Tsunade está cuidando do caso dela, mas... 

    — Eu acho que vale a pena ela ir até outro médico. – Ela assentiu. – Talvez ele tenha alguma... Outra alternativa. 

    — Eu só não quero me... – Se interrompeu. 

    — Eu sei que pode ser complicado. Você não quer criar esperanças, mas, não é melhor do que ficar sem fazer nada? 

    — Você está certo. – Ela responde alguns minutos depois. Sasuke coloca o sorvete no freezer, e eles voltam a andar.  

    — Eu vou falar com ele.  

    — Obrigada. – Ele a olhou. – De verdade.  

    — Não precisa agradecer. Eu também tenho um filho. – Eles olharam para Daisuke e Mayu que riam de alguma coisa. – Eu também faria de tudo por ele, e iria querer ajuda se estivesse na mesma situação que você.  

    **--** **--** 

    Daisuke se vestia com a ajuda do pai, enquanto Sakura começava a preparar o jantar. Sasuke escolheu um look casual. Uma bermuda preta com dois bolsos na frente, cinza, uma camiseta vinho de mangas curtas, com um bolso do lado direito, em uma cor mais clara da camiseta e calçava uma sandália preta e cinza. Mayu já estava de banho tomado, já que estava frio, e quando chegassem em casa já estaria tarde. Ela escolheu uma camiseta lilás de mangas curtas, com uma borboleta grande e roxa no meio da mesma, uma saia jeans escura com dois babados, e um cinto roxo com várias pequenas borboletas lilás. E completando o look, ela calçava uma sandália branca e lilás. Sakura sabia que teria que esperar Itachi mandar a mensagem avisando que estava chegando para começar a preparar. Enquanto Sasuke vestia uma camisa, o filho amarrava o cadarço.  

    — Vamos descer? – Daisuke pulou da cama para o chão.  

    — Papai, a Sakura tamém vai ficá? – Sasuke o olhou. 

    — Ela vai para casa, Filho. 

    — Pur que? Ela pode ficá pra jantá, papai. – Sasuke realmente não ficou tão surpreso, não depois de ver o carinho que seu filho sentia por Sakura. – E ela ainda nem conheceu o tio Itachi... 

    — Daisuke...  

    — E também, papai... – Interrompeu o pai sem querer. – Só vai tê eu de criança?! – Ele fez uma careta em conjunto de um biquinho nos lábios, que Sasuke não pôde deixar de sorrir. – Não é justo. – O menino o olhou, com aqueles olhos brilhantes.  

    — Tudo bem. Vamos falar com a Sakura. – Ele sorriu, animado, e começou a descer as escadas com o pai ao seu lado. Sasuke ainda não compreendia aquele carinho que Daisuke sentia por Sakura, apesar de achar fofo. Fazia quase uma semana, e seu filho já amava a rosada. Isso o preocupava, apesar de saber que aquilo fazia bem ao filho. Ao entrarem na sala, eles veem Mayu, tentando montar um quebra-cabeça. – De quem é isso? 

    — Ah, a Sakura comprô. Eu e a Mayu ainda não conseguiu teminá ele. – Sasuke assentiu. – Eu não disse, papai? Ele tem 150 peça. – Sasuke se lembrou de o filho ter comentado sobre aquele quebra-cabeça do "jurassic word".  

    — Suke, não consigo teminá. – Ela diz ao vê-lo. 

    — Eu vo ajudá. – Mas então ele se lembra do que pediu ao pai. – O papai vai falá com a Sakura agora? 

    — Você não quer ir falar? – Sasuke não se sentia bem, por algum motivo, em ir até lá pedir para que ela fique para o jantar. Ele sabia que estava sendo idiota, mas não parava de pensar em Karin. No que ela diria sobre isso. Mas então ele se lembra que ela não diria nada, porque ele e Sakura nunca teriam nada, nem mesmo seriam amigos, se ela estivesse viva. O fato é que ela não está. E tudo é diferente. Ele viu Daisuke dizer alguma coisa para Mayu e ir para a cozinha. 

    — Sakura. – Ela deu um pulo, fazendo o menino rir.  

    — Você gosta de me assustar, não é?  

    — Só um poquinhu. – Ele riu, e ela balançou a cabeça, fingindo achar errado. – Sakura, posso pidi uma coisa? 

    — Claro. O que quiser. – Ela se virou para o que fazia antes. 

    — Fica pra jantá? – Foi direto. Ela se virou para o menino, surpresa. Sasuke entrou no cômodo no mesmo momento.  

    — O-O que?  

    — Fica hoje pra jantá com a gente. 

    — Ahmmm... Daisuke, seu tio vem para cá, hoje.  

    — E daí? – Ele inclinou a cabeça, confuso. – O tio Ita não se importa, nem o papai. E eu vo tê a Mayu pra brincá. – Sakura olhou para Sasuke por breves minutos, para depois voltar seus olhos para Daisuke. – Pur favor? 

    — Eu... – Ela realmente não sabia o que dizer. Achava que seria muito estranho. – Por que não deixamos isso para outro dia? 

    — Purque eu quero hoje, Sakura. – Sakura não se surpreendeu com a frase do menino, afinal ele era filho de Uchiha Sasuke. Ele não desistiria de ter o que queria. Iria insistir e fazer de tudo para que conseguisse fazer a rosada ficar. – Pur favor? Eu quero brincá mais.  

    — Você pode brincar mais na segunda. – Ela tentou mais uma vez. Daisuke cruzou os braços, ele definitivamente não estava disposto a voltar a atrás. Sakura percebeu isso tanto quanto Sasuke, que decidiu se pronunciar. 

    — Não vai ter problema nenhum. – Se aproxima, fazendo Sakura e Daisuke o olhar.  

    — Viu? Pur favor, Sakura. – E ela soube que não conseguiria dizer não ao menino. Sakura não sabia como ou quando tinha começado, mas ela já estava completamente apaixonada por aquele garotinho. Tudo que ela queria era vê-lo feliz, e ela gostava de ver que ele gostava dela tanto quanto ela gostava dele. Ela se perguntava se ele não sentia falta de ter uma presença "feminina" em casa. Uma mãe.  

    — Tudo bem. Eu fico. – Ele sorriu animado, e a abraçou. Sakura largou a faca, e o abraçou de volta, beijando os cabelos negros.  

    — Obrigado. – Ela sorriu. – Eu vou ajudá a Mayu a montá o quebra-cabeça. – Correu para a sala. Sasuke e Sakura se olharam. 

    — Tem certeza de que não vai ser estranho?  

    — Ah... – Sasuke caminhou até a geladeira. – Está tudo bem. – Sakura assentiu mesmo sabendo que ele não estava vendo. – Você precisa de ajuda? – Pergunta depois de colocar a jarra de suco de volta onde estava.  

    — Eu já piquei o que tinha que picar, agora é só esperar seu irmão mandar a mensagem dizendo que está chegando. – Ele assentiu. – Eu vou trocar de roupa e já volto. – Sasuke se sentia tão estranho quanto Sakura. Eles só estavam convivendo um com o outro a menos de uma semana, e Daisuke já estava completamente ligado á Sakura e Mayu. Sasuke, por mais que se preocupasse, sabia que não poderia negar que a mulher estava fazendo bem ao filho. Sakura deu a volta na bancada para sair da cozinha no mesmo momento em que Sasuke se virava, fazendo com que eles tombassem um no outro. Sasuke, sem perceber, colocou uma das mãos na cintura dela, e ela colocou uma das mãos no peito dele. Eles olhavam um nos olhos do outro, até que voltaram a si. Sakura ficou envergonhada e se afastou. – Desculpa. 

    — Tá. – Ele não conseguiu dizer mais nada, estava confuso com o que houve, e por isso demorou a voltar a se pronunciar. – Tudo bem, eu também fui culpado.  

    — Eu vou me trocar. – Ela diz, saindo do cômodo, tão envergonhada quanto Sasuke.  

    **--** **--** 

    **Sasuke** 

    Eu fechei meus olhos e balancei minha cabeça, pensando no quão estranho aquilo tinha sido. Minha mão ainda estava quente, por ter tido contato com a pele dela. Não acredito que eu fiquei desse jeito por causa... Não. Definitivamente não. Eu e Sakura nunca tivemos tanto "contato" um com o outro, e por algum motivo, quando estivemos perto demais, eu pude sentir com mais força o cheiro do perfume dela. E perceber o quão brilhantes os olhos verdes dela, eram. Arqueei as sobrancelhas. Por que raios eu estou pensando nisso? Tinha sido só um contato mais... íntimo que os outros. Foi só isso. Nada mais.  

    — Papai. – Eu me virei, encontrando meu filho e Mayu lado a lado. – A gente qué água.  

    — Cadê a mamãe? 

    — Ela foi se trocar. – Caminhei até o filtro.  

    — E quando o tio Ita chega? 

    — Eu ainda não sei, filho. Ele não disse nada até agora. – Entregou um copo para o filho e um para Mayu. 

    — Não vai liga pra ele, papai?  

    — O Suke disse que ele tá trasado. – Eu sorri pela forma que ela falou.  

    — É. Ele disse que ia chegá antes da sete. – Daisuke completa, cruzando os braços. Itachi tinha nos ligado mais cedo, quando estávamos almoçando, dizendo que talvez chegaria mais cedo. 

    — Ele disse talvez. Deve ter acontecido alguma coisa, por isso ele está atrasado. – Olhei no meu celular, quando tocou. – É seu tio. 

    — E o que ele disse? – Apertei para sair o audio. 

    "Estou indo buscar a Izumi agora, quando eu tiver saíndo da casa dela, eu aviso" 

    — Ele ainda nem buscô a tia Izumi. – Eu ri do desespero do meu filho. 

    — Ele vai chegar daqui a pouco. 

    "Tudo bem" 

    Respondi. Com certeza ele vai reclamar por eu ter respondido só um tudo bem. 

    — Vocês terminaram de montar o quebra-cabeça? 

    — Papai, é 150 peça. – Eu quase ri de como ele disse aquela frase. Ele parecia indignado com a minha pergunta. – É difícil. 

    — Querem ajuda? 

    — Vai ajudá a gente? – Mayu pergunta. 

    — Até meu irmão chegar, por que não? – Sorri. Eu achava ela muito fofa. O jeito comedido e envergonhado que ela ainda falava comigo, era fofo demais.  

    — Então vem, papai. – Me puxou pela mão. Mayu nos seguiu. 

    **Sasuke**  

    **--** **--** 

    **Sakura** 

    O que foi aquilo? Meu coração parecia que ia sair pela boca de tanto que ele batia rápido e desenfreado. Por que eu fiquei assim? Foi só um contato mais íntimo. Contato esse que nunca tinha acontecido. O que estava acontecendo comigo? Desde quando meu coração fica desenfreado desse jeito? Coloquei minhas mãos na altura do peito quando encostei a porta do quarto em que Mayu têm dormido. Eu não podia negar que Sasuke era bonito, muito bonito, mas é só isso. Tem que ser só isso.  

    — Chega, Sakura. – Sussurrei para mim mesmo. – Que ridículo, ficar desse jeito por causa de um homem. – Não é qualquer homem, meu subconsciente gritou. – Cala a boca. – Revirei meus olhos. – Ótimo, agora eu estou falando sozinha. – Eu sempre levava uma roupa extra para mim, porque brincar com crianças, tem suas desvantagens, né? Por isso eu peguei dentro da mochila da Mayu um macacão branco, curto, de alça grossa, peguei uma blusa rosa escura de alça fina e uma sapatilha rosa pink. Tomei um rápido banho, coloquei meu conjunto de lingerie, preto com bolinhas rosas, sendo a parte de cima, tomara que caia. Me olhei no espelho para fazer uma maquiagem simples. Escolhi apenas o delineador, a máscara para cílios e o blush, e na boca, eu passei apenas um brilho de cereja.  

    — Sakura. – Eu ouvi Daisuke me chamar.  

    — Mamãe. – Fui até a porta e a abri.  

    — Você tá linda. – Eu sorri para o garotinho.  

    — Obrigada, querido. Então, aconteceu alguma coisa? 

    — Não. O tio Ita ligô pro papai. 

    — Ah, já estou descendo. Está na hora do seu remédio, filha. – Caminhei até a mochila e peguei um vidrinho dentro de uma caixinha azul com branco. 

    — Eu não quelo. – Tampou a boca, balançando a cabeça. 

    — Eu sei que é ruim, amor, mas você precisa tomar. – Mayu fez uma careta. 

    — Sabe, quando a vovó tem que me dá remédiu, ela me dá um doce depois. – Mayu olhou para o amigo. E eu fiquei feliz por ele tentar ajudar. – Eu te  uma balinha.  

    — Daisuke, querido, não precisa.  

    — Mais é muito chato isso, Sakura. – Sorri. – Eu tenho no meu quarto. Vo pegá. – Correu para dentro do quarto, que ficava ao lado, voltando segundos depois. – Aqui. – Entregou na mão da amiga. – Você toma essa coisa e depois come a balinha.  

    — Bigada, Suke. – Ele sorriu. E eu achei tão fofo a cena que aconteceu á minha frente. A cada dia Daisuke e Mayu ficavam mais unidos, e mais amigos. 

    — Vamos descer então. – Nós descemos as escadas juntos. Não encontramos Sasuke na sala, mas assim que entramos na cozinha, o encontramos do outro lado da bancada. – Eu já vou começar a fazer. – Avisa, olhando para Sasuke. 

    — Não precisa ter pressa. – Eu sabia que ele me observava, e sabia que ele olhava eu colocar um líquido rosa dentro de um copinho. – O que é isso? 

    — O remédio dela. – Me abaixei na altura da minha filha, que tampou a boca novamente com as mãos. – É rápido, querida. A mamãe vai tampar seu nariz, e você engole. 

    — É ruim.  

    — Eu sei, amor. Mas é preciso. Faz como o Daisuke disse: você toma o remédio e come a balinha que ele te deu. – Ela olhou para Daisuke, e depois para mim. Retirou as mãos da boca e eu coloquei o remédio na boca dela. – Engole, querida. – Ela fez uma careta e engoliu, dizendo eca, em seguida. Eu tirei o plástico da balinha e ela colocou na boca. – Viu? Fácil. – Sorri, porque pela primeira vez, a minha filha não chorou. E eu não precisei me controlar para não chorar junto dela. 

    **Sakura** 

    **--** **--** 

    — Oi, irmãozinho. – Cumprimentou quando Sasuke abriu a porta a porta.  

    — Oi, Itachi. – Sasuke desviou os olhos para a mulher de longos cabelos castanhos claro, com mechas ruivo marçala e olhos cor mel. A mulher lhe sorriu. 

    — Essa é a Izumi.  

    — É um prazer.  

    — O prazer é meu. Itachi falou muito de você. – Sasuke assentiu. 

    — Entrem. – Deu passagem e fechou a porta logo em seguida. – Eu só soube de você a poucos dias... 

    — É. Ele me disse. – Ela olhou para o noivo por breves minutos, antes de se voltar para o cunhado.  

    — Cadê meu sobrinho? – Como resposta, eles viram o menino aparecer no corredor. 

    — Tio Itachi. – Ele abraçou o tio. – Você demorô pra caramba.  

    — Desculpa aí, carinha. Eu me enrolei um pouco.  

    — Oi, Suke. – O menino a abraçou.  

    — Agora eu não preciso dexá em segredo, né? – Os adultos riram.  

    — Só mais um pouco. Eu ainda tenho que falar com seus avós.  

    — Ah, é. Vai ser bem poblemático. – Sasuke balançou a cabeça. 

    — Isso que dá deixá-lo tanto tempo com o Shikamaru. – Izumi riu.  

    — Eu me surpreendi. Crianças nessa idade não conseguem guardar segredo. 

    — É. Eu acho que surpreendeu todo mundo. – Sasuke concordou.  

    — Ah, tio Ita... – Chamou. – Eu quero te apresentá uma pessoa. 

    — Quem? 

    — Vem comigo. – O puxou pela mão até a cozinha. Quando ambos entraram, os olhos de Itachi foram diretamente para uma garotinha com curtos cabelos róseos, que estava sentada á mesa, balançando as perninhas. Desviou os olhos para a mulher que estava de costas para eles, em frente ao fogão. – Sakura. – Ela se virou, encontrando Daisuke e o irmão de Sasuke. – Esse é meu tio Itachi. – Sorriu. – Tio Ita, essa é a Sakura. Ela cuida de mim.  

    — Ah, então é você a babá do meu sobrinho. – Comentou ao mesmo tempo que Sasuke e Izumi chegavam á cozinha. – Minha mãe falou de você. – Sasuke revirou os olhos, ao mesmo que tempo que Sakura olhava surpresa para Itachi. 

    — Falou? 

    — Não sabe o quanto. – Olhou para o irmão, que desviou os olhos. – Ah, essa é minha noiva. Izumi.  

    — É um prazer, Izumi. Eu sou Sakura. – Elas sorriram. 

    — O prazer é meu. – Olhou para a garotinha sentada, que olhava tudo, tímida. – E essa garotinha? Sua filha? 

    — Sim. Mayumi. Diz oi, Mayu. 

    — Oi. – Itachi e Izumi sorriram ao ver a timidez da pequena.  

    — Ela se parece muito com você. – Sasuke se lembrou de quando foi ele quem disse aquela frase, e Sakura respondeu: "graças a Deus". Agora ele entendia o porquê.  

    — É o que todos dizem. 

    — O que você pediu? – Itachi se vira para o irmão. 

    — Não pedi nada. A Sakura se prontificou em fazer nosso jantar.  

    — A comida dela é uma delícia, tio Ita. – Sakura sorriu.  

    — Se o Daisuke está falando... Esse garoto é enjoado pra caramba quando o assunto é comida. 

    — Não sô injuado nada. – Cruzou os braços. Os adultos riram.  

    — O que está fazendo? 

    — Yakissoba.  

    — Ah, parece que você adivinhou que eu estava com vontade. Eu ia até mesmo pedir para a mãe fazer amanhã. – Diz a última frase olhando para o irmão. 

    — Sasuke disse que você gostava. 

    — Eu amo. – As mulheres sorriram. – Daisuke nunca comeu por causa das verduras... 

    — Bom, hoje ele vai comer. Nós fizemos um acordo, não foi? – O menino fez um bico, mas assentiu. Itachi ficou surpreso.  

    — Não estou acreditando nisso... Nossos pais nunca tinham conseguido isso. – Sasuke deu de ombros quando o irmão o olhou. – Você faz milagres. – Ela riu. 

    — Não é pra tanto. – Se virou de volta para o fogão, desligando a chama. – Está pronto.  

    — Então vamos comer. – Izumi e Sakura se aproximaram uma da outra. 

    — Sua filha é tão linda... – Sakura lhe sorriu. 

    — Obrigada. Ela é a coisa mais importante pra mim.  

    — Ah, eu compreendo. – Passou a mão na barriga, não tão elevada, apesar do tempo de gestação. 

    — De quanto tempo você está? 

    — Sétimo.  

    — Já? – A olhou surpresa. – Mas sua barriga está tão pequena... 

    — O médico disse que era raro, mas normal. – Sorriu. – É uma menina.  

    — E vocês já escolheram o nome? 

    — Akanne.  

    — O nome é lindo. Significado mais lindo ainda. – Ela agradeceu. – Você está nervosa em conhecer seus sogros? 

    — Tremendo. – Elas riram. – Eu não sei como vai ser. Eu estou grávida. Eles nem mesmo sabiam que o filho mais velho estava com alguém.  

    — Entendo. Mas eu acho que não precisa ficar tão nervosa. Eu os conheci, e me pareceram ser ótimas pessoas. Vão compreender porque não contaram antes. 

    — Itachi não queria que os pais se preocupassem com mais uma coisa... Sasuke estava preso... – Sussurrou. – Daisuke precisava dele, assim como Fugaku, que precisava dele na empresa... 

    — Eu compreendo. E eles compreenderão também. 

    — O que vocês estão fofocando? – Elas olham para Itachi.  

    — Estamos conversando, não fofocando. – Izumi retrucou.  

    — Venham comer. – Sasuke se sentou. Sakura tinha percebido que tanto Daisuke quanto sua filha já estava comendo.  

    — Agora você tem alguém para tricotar, Izumi. – Ela o socou quando passou por ele. Itachi riu. – O que eu estou falando de errado? Você passa muito tempo sozinha. 

    — E sua família? 

    — Sou só eu, desde que me entendo por gente. – Sasuke e Sakura arquearam as sobrancelhas ao mesmo tempo. – Eu sou órfã.  

    — Ah, me desculpe... 

    — Ah, tudo bem, Sasuke. – Sorriu. – Eu não me importo mais. Eu já quis muito procurar pelos meus pais, mas desisti. 

    — Por que? 

    — Porque se eles não me quiseram, para quê abrir a ferida? 

    — Talvez não... Seja assim. – Izumi se sentou ao lado do marido ao mesmo tempo que Sakura se sentava ao lado de Sasuke. – Nunca quis saber por que fizeram isso? 

    — Já. Na verdade, eu ainda penso muito sobre isso...  

    — Izumi teme saber a verdade. 

    — Mas não é muito melhor saber de tudo? Se sentiria mais aliviada, não? 

    — Acho que sim. Talvez eu devesse fazer isso. Procurar saber quem são meus pais... E por que eles me abandonaram. – Não mais tocaram naquele assunto depois do comentário de Izumi.  

    **--** **--** 

    — Sakura, não precisa fazer isso.  

    — Já estou fazendo. – Sasuke revirou os olhos.  

    — Você é tão teimosa. – Sakura não respondeu. Itachi e Izumi se olharam, sorrindo. – Amanhã vai vir uma pessoa para arrumar a casa, por isso você não precisa lavar as louças.  

    — Eu já comecei, então vou terminar.  

    — Eu te ajudo. – Izumi se levantou. 

    — Ah, não precisa. – Izumi pegou o prato da mão da rosada, e Sakura revirou os olhos.  

    — Então, Itachi... – Sasuke resolveu mudar de assunto. – Aproveitando que as crianças estão na sala... – Itachi o olhou. – Eu queria te fazer uma pergunta. 

    — Fala aí. 

    — Você se especializou em quê? 

    — Neuro. Por que? 

    — Bom, é que... – Olhou para Sakura e Izumi, que não pareciam prestar atenção na conversa deles. – A filha da Sakura tem câncer. – Itachi o olhou surpreso, desviou os olhos para Sakura e logo se voltou para o irmão. – E ela precisa de um transplante, mas até agora não foi encontrado. 

    — De quê? 

    — Medula. – Itachi assentiu, mesmo que ainda estivesse surpreso. – Disse para a Sakura que falaria com você, se você não... Sabe de alguma coisa que possa ajudar. 

    — Sasuke, ela precisa da cirurgia. Mas antes de eu falar com precisão se pode haver alguma outra opção... Preciso ver os exames dela. – Sasuke assentiu. – Eu não sou especialista nisso, mas nosso primo Shisui, sabe mais sobre isso do que eu. Eu posso falar com ele.  

    — Faça isso então. – Assentiu.  

    — Vocês dois são só amigos mesmo? – Sasuke se encostou na cadeira, mudando sua postura. – É só uma pergunta, irmãozinho. 

    — Somos só amigos.  

    — Vou falar com Shisui. – Decidiu não mais tocar naquele assunto. – Mas eu preciso dos exames da menina.  

    — Sakura. – Ela se virou. – Você acha que pode trazer os exames da Mayu na segunda? – Ela se aproximou junto de Izumi.  

    — Posso. Mas por que? 

    — Itachi vai mostrar para nosso primo. Ele vai saber se tem alguma outra opção para o caso da Mayu. 

    — Apesar de que sim, ela vai precisar fazer a cirurgia.  

    — Cirurgia? – Izumi pergunta, confusa. 

    — A Mayu precisa de um transplante de medula. – Izumi ficou surpresa.  

    — Ela tem... – Se interrompeu, e Sakura apenas assentiu. – Faz muito tempo? 

    — Descobri quando ela tinha três anos. – Izumi sentiu um aperto no peito. Podia imaginar o desespero da mulher a sua frente. – E á pouco mais de um mês, nós descobrimos que ela precisava desse transplante.  

    — Não deve ter sido fácil. 

    — Não foi. Mas eu tive minhas amigas. Se não fosse por elas... Mayu teve que passar por uma cirurgia cerebral com três anos.  

    — Mas e seus pais? 

    — Eu os perdi em um acidente de carro poucos meses depois da minha formatura.  

    — Sinto muito. 

    — Eu já superei. Não foi fácil no começo, mas... Eu tive amigos maravilhosos. E tios maravilhoso. 

    — Mas... – Izumi estava curiosa. – Mas e o pai dela? 

    — Ela não tem pai. – Itachi e Izumi olharam para Sasuke, que balançou a cabeça. – Ele era meu namorado, desde a escola. Era do mesmo time de basquete do Sasuke.  

    — Então você o conheceu na escola. – Ela assentiu.  

    — Eu não imaginava que ele fosse um... Desgraçado. – Mordeu o lábio, se lembrando de quando o flagrou com a outra. – Eu o flagrei com a professora de faculdade dele.  

    — Que vagabundo. – Izumi não conseguiu segurar.  

    — Estávamos noivos. Então eu o deixei, e mandei ele ficar longe de mim. Ele ficou. Nem mesmo se importou... Disse que estava livre finalmente. – Balançou a cabeça. – Quando eu... Eu descobri a doença da Mayu, eu precisei de ajuda. Eu não tinha condição de pagar o tratamento dela... Então eu o procurei.  

    — E ele? – Itachi quem perguntou. Sasuke ouvia atento.  

    — Ele disse que não se importava. Disse para eu "me virar". – Sasuke nem percebeu quando apertou as mãos em punhos. – Então eu me virei. Eu paguei, com muito custo, o tratamento da minha filha. Minhas amigas ajudaram também, mesmo que eu tenha dito várias vezes que eu conseguiria sozinha.  

    — E você nunca mais o viu? 

    — Quem me dera. Ele apareceu na porta do meu prédio hoje mais cedo. Disse que tinha direitos sobre a Mayu. 

    — Ele não tem nenhum direito sobre ela. Ele abandonou vocês. Não quis saber da paternidade... – Itachi trabalhou ao lado de advogados por muito tempo, e por isso sabia de todos os direitos de Sakura. 

    — É. Mas vai dizer isso para ele. – Suspirou. – Ele apareceu no mercado mais cedo, dizendo que faria um exame de DNA. Eu não quero que uma pessoa como ele se aproxime da minha filha. Ele nem mesmo se importa. Está fazendo isso com segundas intenções. Tenho certeza.  

    — Você precisa de um advogado. 

    — Eu já me disponibilizei. – Itachi olhou para o irmão.  

    — Isso é ótimo. Sasuke vai saber te ajudar nesse caso. Enquanto isso, não deixe de trazer os exames dela na segunda. Sasuke vai levar para a empresa e eu irei lá buscar.  

    — Tudo bem. Eu agradeço. 

    — Não precisa. – Sorriu.  

    **--** **--** 

    — Foi muito bom te conhecer, Sakura.  

    — Digo o mesmo, Izumi. – Sorriu.  

    — Vamos marcar de sair.  

    — Claro. É só ligar. – Ela assentiu. – Boa sorte amanhã. 

    — Obrigada. Eu vou precisar.  

    — Não é pra tanto. Vai dar tudo certo. 

    — Itachi vai contar tudo antes de você chegar, Izumi. 

    — Eu conto para eles, e vou te buscar. 

    — Não precisa, eu vou de "uber". 

    — Izumi...  

    — Eu vou de uber. – Repetiu, e Itachi bufou.  

    — Mulher teimosa. – Sasuke e Sakura riram. – Tudo bem, não vai adiantar retrucar mesmo. – Olhou para o irmão. – Te espero antes do meio dia, preciso de ajuda com nossos pais. 

    — Pode deixar.  

    — Sakura, você quer carona? 

    — Estou de carro. E o apartamento é aqui perto. – Sorriu. – Mas obrigada.  

    — Então já vamos. – Ele a abraçou. – Foi um prazer. 

    — Digo o mesmo, Itachi.  

    — E obrigado pelo jantar, estava delicioso. Só assim para o Sasuke e meu sobrinho não morrerem desnutridos. 

    — Ah, cala a boca, Itachi. – Os outros riram. – Até parece que isso aconteceria. 

    — Eu não duvido. – Sasuke revirou os olhos. – Não deixe que ele fique pedindo comida, Sakura. 

    — Vai se ferrar, Itachi.  

    — Pode deixar, Itachi. – Sasuke a olhou, indignado. – O que? – Ele revirou os olhos.  

    — Boa noite. 

    — Boa noite. – Sasuke fechou a porta. – Precisa de ajuda com a Mayu? 

    — Na verdade, eu preciso. Não vou conseguir abrir a porta com ela dormindo no meu colo. – Sasuke assentiu. – Daisuke não vai se assustar, se acordar e não te ver? 

    — Vai ser bem rápido. Vamos rezar para que ele não acorde. – Sasuke pegou a pequena no colo, Sakura pegou a bolsa e ambos saíram do apartamento.  

    — Obrigada por hoje. – Fechou a porta de trás, depois de Sasuke colocar sua filha na cadeirinha. Os corpos deles ficaram muito próximos.  

    — Eu que agradeço por ter feito o jantar.  

    — Ah, tudo bem, eu adoro cozinhar. – Ele assentiu. Sakura, por algum motivo não conseguia se afastar. Sasuke respirou fundo, e então voltou a se pronunciar.  

    — Boa noite.  

    — Boa noite. – Consegue dizer. – Até segunda.  

    — Até segunda. – Sakura e Sakura olhavam nos olhos um do outro. Sasuke se afastou quando percebeu que olhava fixamente nos olhos dela e Sakura deu as costas, entrando no carro e dando a partida. nenhum dos dois compreendiam o que estava acontecendo.


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