Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 17

    Capítulo 16

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Oieee...

    sentiram saudades ? acho que sim XD

    Boa leitura....

    — Bom dia, minha filha. Sente e tome o café da manhã conosco. — minha mãe ordena. Beijo sua bochecha em cumprimento e nego com a cabeça.

    — Estou atrasada, mãe.

    — Você sempre está atrasada. Sandro, leve sua irmã ao serviço. Rin, sente e coma. — Olha-me brava e apenas cedo, já que não possuía argumentos quando se tratava de carona.

    — Você sabe que posso te levar no serviço sempre que precisar. Meu horário de entrada é flexível. — Pego um pão francês do saco pardo.

    . — Obrigada, Sandro, mas prefiro não depender dos outros. — Passo margarina, coloco uma fatia de mozarela e geleia.

    — Por que não compra um carro para você, filha? Sei que está guardando dinheiro, use-o para isso. — Meu pai me observa como um falcão e percebo que todos na mesa estão me olhando, como se fosse um bicho estranho.

    — Por que estão olhando para mim desse jeito? — Dou uma mordida no meu pão e vejo Paulo segurar o riso.

    Ele parecia saber de algo que não sabia.

    — Acho que depois que começou a trabalhar lá com os Switch, não sentou para tomar café da manhã com a gente. — Minha mãe senta à mesa e sorri, olhando para todos da família.

    Ainda bem que a oscilação hormonal havia ido embora, senão estaria em prantos nesse momento. Parecia que era o motivo da desunião da família. Engolindo meu orgulho, mordo mais uma vez meu pão e encaro minha mãe.

    — Vou aceitar mais vezes a carona de Sandro, mãe. — Olho para meu irmão. — Tudo bem para você?

    — Depois falo quanto ficou sua parte do combustível. — Brinca e faço uma careta.

    — Pode enviar a conta para mim quando chegar, mocinho. — minha mãe me defende e mostro minha língua a ele. Toma essa!

    Sem pressa, escovo meus dentes novamente e seguimos de carro para meu serviço. Como sempre, defino a estação de rádio que aprecio e começo a cantar.

    — E como está o serviço?

    — Bem. — Paro apenas para responder e continuo cantando, olhando para a rua.

    — E o seu chefe? Tem te assediado?

    Engasgo com a saliva, imaginando tudo o que eu e Sesshomaru fizemos. Se ele soubesse...

    — Tira isso da sua cabeça, Sandro. — falo entre tossidas.

    — Se ele fizer alguma coisa para te prejudicar, Rin, eu acabo com a vida profissional dele. — ameaça, me observando recuperar.

    — Não viaja. Ele está cheio de problemas na empresa e como sou da TI, estou ajudando.

    Decido não cantar mais e nem conversar sobre o assunto. Por esse e outros motivos acredito que meu relacionamento com Sesshomaru deveria ficar oculto. Minha família não lidaria bem com seu cargo e com seu dinheiro, tenho certeza.

    Despeço-me do meu irmão com um beijo no rosto, sigo desconfiada para o meu emprego devido à conversa que escutei no dia anterior. Precisava ter cuidado com minhas ações, inclusive com Mirela.

    Trabalhei a manhã pensando na voz masculina que escutei com Mirela, mas nada fez com que minha mente clareasse e a vinculasse com uma pessoa.

    Pouco depois das nove horas, Carina apareceu na nossa sala para conversar sobre minha promoção como chefe junto com Alex. Senti que o clima pareceu aliviar e para contribuir com o bom relacionamento, mesmo que internamente queira trucidar meus colegas de trabalho, fui almoçar com eles e banquei a sobremesa.

    Consegui deixar todas as atividades pendentes de Anderson concluídas. O atendimento aos incidentes de informática havia sido baixo, então assumi algumas tarefas e as executei. Tudo parecia ter voltado a sua normalidade, o que me agradava.

    Quando o final de expediente chegou e os rapazes me deram adeus, consegui respirar e meditar um pouco olhando para o teto. Trabalhar com Alex era desgastante, mas sempre foi claro o seu desgosto por mim, então, não precisava fingir cordialidade com ele e nem ele comigo. Mas fingir que estava tudo bem com Anderson, quando não estava... Sentia que sangue de barata corria pelas minhas veias, transformando-me numa pessoa falsa.

    Seria esse o ônus de ser chefe? Ter que aturar esse tipo de pessoa?

    Alex não tinha esse problema, já que nunca abri minha boca para reclamar de sua conduta comigo. Sempre achei que poderia mostrar meu potencial e reverter a situação a meu favor. Pelo visto, só eu pensava assim.

    Olhei para meu celular, tentada a enviar uma mensagem para Sesshomaru, mas um atendimento requisitado pelo gerente da filial tirou-me da tentação. Uma máquina havia queimado e precisava ser substituída. Apesar de simples, a ação era trabalhosa e por acesso remoto, realizei tudo o que precisava antes do meu plantão acabar.

    Saio da minha sala para ir embora e por curiosidade, vou até o estacionamento, constatar se meu CEO ainda trabalhava ou tinha ido embora. O seu carro importado estava lá, lindo e robusto.

    Como estava livre de qualquer impedimento, esquecendo a prudência, subo as escadas com o coração na mão e a desculpa na ponta da língua se encontrasse o leão de chácara ou se Sesshomaru me dispensasse.

    Enquanto subi as escadas, refiz meu rabo de cavalo, ajeitei a barra da minha saia, a gola da minha blusa e alça da minha bolsa no meu ombro.

    Sorri ao lembrar-me da calcinha que havia colocado e agradeci mentalmente o clima por ter secado minhas roupas durante a madrugada do dia anterior. Eu mesma lavei tudo, sem minha mãe ver. Não precisava dos seus sermões sobre o que uma calcinha cavada me fazia parecer.

    Não tive coragem de usar a fio-dental, apesar de ter ficado tentada. Quem sabe num evento, ou numa saída rápida.

    A conversa de hoje cedo com meu irmão veio a mente, mas fiz uma careta e afastei suas preocupações. Não adiantava sofrer por antecedência, não havia garantia no meu relacionamento com Sesshomaru, mas o hoje, o agora, sabia que poderia existir e ser real. Não iria desperdiçar essa chance.

    Assim que chego ao seu andar agradeço minha sorte, pois não havia ninguém na recepção. Então, segui direto para a porta do meu CEO. Duas batidas me fizeram suspirar e abrir a porta com um sorriso cauteloso.

    Com o mesmo semblante cansado do dia anterior que vi pelas câmeras de vigilância, Sesshomaru estava trajado com sua camisa social branca, gravata cinza escura e seu terno preto risca de giz. A jaqueta estava apoiada na sua cadeira e seus olhos saíram do notebook e me encararam com certo desespero.

    — Te atrapalho? — pergunto entrando na sala e fechando a porta atrás de mim. Não saí de perto da porta, aguardando sua resposta prendendo a respiração.

    Para minha surpresa, ele se levantou da cadeira e caminhou, vagarosamente até onde estava. No caminho, ele desabotoou os pulsos da sua camisa, soltou sua gravata e desabotoou o primeiro botão. O peso nos seus ombros parecia ter reduzido e seu olhar cansado se transformou em predador.

    Deixei a alça da minha bolsa escorregar do meu ombro, coloquei minhas mãos para trás e encostei meu corpo na porta. Não sabia como receber sua investida, então, decidi observar.

    — Um dia. — Parou na minha frente e passou o dorso dos seus dedos na minha bochecha. Ele ainda estava contando, por isso fechei os olhos e sorri.

    — Boa noite para você também, Sesshomaru. Estamos com sorte, porque houve uma antecipação, então... — Não me permitiu concluir, porque sua mão seguiu até minha nuca e apertou. Seus lábios encontraram os meus abertos e sedentos de prazer. Minhas mãos saíram do esconderijo, abandonaram a bolsa ao meu lado no chão e seguraram o cabelo sedoso e bem alinhado dele.

    — Mi sono sentito così tanto manchi, mia bela.  ( Senti tanta sua falta ) — Deixou-me louca com suas palavras e colei meu corpo no seu, ficando na ponta dos pés.

    — Em português, CEO. — ofeguei uma repreensão e devorei sua boca, sentindo meu corpo entrar em chama e meu núcleo começar a vibrar pela umidade.

    — Non, mia bella. — Sorriu contra os meus lábios. — Quero você selvagem, aqui, na minha mesa.

    Seus lábios não voltaram aos meus e seus olhos observaram sua mão descer do meu pescoço para meu seio. Apertou levemente e desceu para minha cintura e então, a barra da minha saia. Lentamente ergueu o tecido com a mão deslizando pela minha coxa, fazendo-me arrepiar.

    Minhas coxas estavam desnudas na mesma intensidade que minha alma. Esse homem conseguiu despertar a mulher em mim e não queria abandonar essa sensação tão cedo.

    — Mia bella... — gemeu assim que levantou toda a minha saia e cobriu meu sexo com sua mão. Vestia a calcinha de seda branca, bem diferente da calcinha de algodão que normalmente uso.

    — Para você. — Chamei sua atenção com essas palavras e sua admiração me deixou envergonhada, mas não desviei meu olhar do dele.

    Com um impulso, colocou suas mãos na minha bunda e ergueu meu corpo para que minhas pernas envolvessem sua cintura. Meus braços enlaçaram seu pescoço e sorri, me sentindo realizada.

    — Perché non ti ho incontrato prima?. ( Por que não te conheci antes? ) — Caminhou pela sala e pousou minha bunda em cima de sua mesa. Esse homem iria me enlouquecer com suas palavras estrangeiras.

    — Eu sei, essa calcinha deixa qualquer uma irresistível — fingi que entendi sua pergunta e respondi com ousadia e diversão. Ele sorriu, aquele sorriso que me fazia apaixonar cada vez mais.

    — Você é única. — Ainda com minhas pernas envolta de sua cintura, ele começou a beijar meu pescoço, sugar e morder, fazendo-me gemer. Coloquei minhas mãos atrás de mim como apoio e ofereci meu corpo para que ele fizesse o que bem entendesse.

    Parou de devorar meu corpo para me encarar, sorri maliciosamente e segura a barra da minha blusa. Com calma, ele ergueu aos poucos, expondo minha pele com cautela. Assim que chegou nós meu ombros, sorri cheia de desejo, ergui meus braços e o deixei descartar minha roupa em qualquer lugar.

    Com as mãos na minha cintura, beijou meu pescoço, meus seios e ombros. Ele estava com muito mais calma do que a nossa primeira vez e eu não tinha intenção de apressá-lo. Não tinha horário marcado para nada além de ser dele.

    Subindo pelas minhas costas, suas mãos encostaram-se ao fecho do meu sutiã e o abriram. Removi rapidamente, para que pudesse se fartar dos meus seios, que já estavam clamando por sua total atenção.

    Seus lábios e sua língua me provocando misturado com o ar condicionado da sala me fizeram arrepiar e gemer. Era bom, maravilhoso. Na verdade, me sentia linda e poderosa. Não era apenas um homem adorando uma mulher, mas um homem poderoso mostrando seu interesse por mim.

    Com a saia embolada na minha cintura, depois da atenção aos meus seios, ele pegou a cadeira e sentou, abriu minhas pernas e apreciou.

    Olhando-me nos olhos, removeu minha calcinha. Minha respiração estava ofegante e meus batimentos cardíacos estavam acelerados. Estava antecipando a sua ação, sua boca entre as minhas pernas me transportou para mundos que achei que nunca existia. O êxtase era maravilhoso.

    Removeu minhas sandálias e depois, terminou de tirar minha calcinha. Desviou seus olhos dos meus para acompanhar o caminho que sua mão fazia. Panturrilhas, atrás do meu joelho e coxas.

    Arrepiei-me novamente.

    — Está com frio, mia bella?

    — Se quiser chamar assim... — Apoiei-me nos cotovelos quando sua boca encontrou meu ponto mais íntimo. Engasguei um gemido quando não deu trégua para meu clitóris e movimento sua língua em todos os sentidos possíveis.

    Fechei meus olhos, e meus quadris se movimentaram com cautela em conjunto com sua boca. Estava quase lá, precisava apenas de...

    Um dedo invadiu minha entrada, curvou e me fez jogar a cabeça para trás quando meu clímax me encontrou, deixando rastros de sensibilidade por todo o meu corpo.

    Esse homem lidava com meu corpo com a mesma maestria que lidava com essa empresa. Era competente, ágil e sabia aproveitar todas as oportunidades.

    Com beijos de boca aberta em minha coxa, virilha e barriga, Sesshomaru me ergueu com suas mãos na minha cintura e voltou a beijar meus seios. Estava destruída, mas ele conseguiu reverter essa situação em segundos.

    — Primeira gaveta. — disse beijando abaixo do meu seio e acariciando minhas costas.

    — Oi? — Estava inebriada pela luxúria, não conseguia raciocinar corretamente.

    — Minha carteira está na primeira gaveta... — Chupou um seio. — Camisinha... estou quase explodindo aqui.

    Inclinei meu corpo para trás, o que me expos novamente para sua boca se fartar do meu sexo. Estava sensível, mas ele foi mais delicado dessa vez. Peguei sua carteira, abri e encontrei a camisinha rapidamente.

    Enquanto abria a embalagem, Sesshomaru abria sua calça, abaixou até o meio da sua coxa e tomou a camisinha da minha mão. Observei-o colocar em seu membro com atenção e curiosidade. Sua masculinidade se moveu em um momento e ele sorriu quando voltou a me encarar.

    — Ele gosta de seus olhos no dele tanto quando de estar escondido dentro de você. — Com suas mãos no meu quadril, me ajeitou no seu colo e na cadeira. Dentro de mim, ele deslizou sem nenhum impedimento, pois estava úmida e lubrificada o suficiente para transar com ele a noite inteira.

    Com a ponta dos pés alcançando o chão, tentei me movimentar para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que me esfregava no seu corpo. Apesar de imaginar ser maravilhosa sua pele junto com a minha, sua roupa esfregando no meu corpo nu era atrevido e emocionante.

    Uni nossas bocas em um beijo cheio de significado. Queria dizer que nele que me sentia poderosa, muito mais mulher do que imaginava poder ser. Sua resposta foi apertar minhas coxas e gemer nos meus lábios.

    Antes que eu pudesse cansar, ele assumiu os movimentos, ergueu-me um pouco e estocou na minha entrada, sem interromper nosso beijo.

    Abracei seu pescoço, soltei seus lábios e ofeguei no seu ouvido, apenas para deixá-lo enlouquecido e encontrar seu próprio clímax. Seu gemido final foi animalesco e seus movimentos rápidos.

    No final, ainda dentro de mim, ele me abraçou, enganchou seu pescoço no meu ombro e suspirou como se tivesse o melhor presente do mundo ou todos os seus problemas estivessem resolvidos.

    Suas mãos vagaram nas minhas costas nuas e quando ameacei me movimentar para que seu membro pudesse ser libertado pela minha entrada, senti-o se mexer.

    — Novamente? — Afasto de seu corpo e mostro meus olhos arregalados. Não havia gozado dessa vez, mas nem precisava, porque estava completamente sensível.

    — Estou tão surpreso quanto você, mia bella. — Beijou meus lábios, minha testa e voltou a me abraçar, mas desta vez me obrigou a deixar a cabeça em seu ombro. — Me dê dez minutos, uma nova camisinha e estarei pronto.

    — Você é um CEO ou um ator pornô? — Sorri quando senti seu peito vibrar pela risada contida e seu abraço me apertar.

    — É por essas e outras que não me arrependo de nada. Você vale todos os riscos. — Tentei processar suas palavras, pois pareciam muito mais profundas, com muito mais significados do que aparentavam, mas Sesshomaru me colocou sentada na sua mesa novamente e se levantou. — Espere aqui, já volto.

    Removendo a camisinha enquanto segurava a calça e caminhava até seu armário atrás da mesa, percebo que uma das portas era a entrada de um banheiro.

    Ele não demora, retorna arrumado e com suas folhas de lenço umedecido. Estendo minha mão para pegar, mas Sesshomaru senta na cadeira novamente e começa a me limpar.

    Estranho, para dizer o mínimo. Não interrompi, apenas observei suas ações e meus sentimentos por esse homem.

    — Você precisa saber. — Descartou os lenços, inclinou para o lado para pegar minha calcinha e começou a me vestir. — Esse é o tipo de coisa que faz uma mulher se apaixonar.

    — Uma mulher? — Inclina novamente para pegar meu sutiã, levanta e me coloca de pé no chão, nem um pouco incomodado com a revelação indireta que acabei de fazer.

    — Eu sou uma mulher, Sesshomaru. — Não gostei da vulnerabilidade na minha voz, por isso desviei meu olhar, coloquei o sutiã que me entregou, arrumei a saia e busquei minha blusa.

    Depois de colocar minha blusa e voltar para perto dele, para por minhas sandálias, meu CEO coloca a mão no meu queixo e me faz encará-lo.

    — Não, mia bella. Você é muito mais que uma mulher. E esse é o tipo de coisa que faz um homem correr... — parou e abaixou seu tom de voz. — Ou se apaixonar.

    Um silêncio caloroso e assustador se instaurou e precisei quebrar o clima. Não sabia se estava pronta para me declarar ou receber sua declaração. Estava com medo de todo esse sentimento magnífico ser manchado com “não vou te assumir” ou falarem que subi de cargo por causa do meu relacionamento com o chefe.

    — Me deu fome. — Sorri e dei um passo para trás, olhando por todo o escritório.

    — Você almoçou hoje? — Franziu a testa, pegou sua carteira em cima da mesa e colocou no bolso. Pegou sua gravata, a jaqueta do terno e colocou.

    — Por incrível que pareça, sim. Meu chefe não me passou nenhuma missão impossível, então pude ter meu horário de almoço. — Pisquei um olho, para mostrar que minha intenção era apenas provocar.

    — Bem, saiba que sua folga acabou e seu chefe te dará outra missão. — De lado, com uma mão na minha cintura trouxe meu corpo para mais perto e beijou minha testa. — Vamos sair daqui. Preciso te contar algumas coisas.

    Lado a lado, saímos do seu escritório e descemos pelas escadas. Pensei em falar sobre as câmeras, mas decidi escutar o que ele queria dizer antes.

    — Preciso da sua ajuda para identificar ações suspeitas de Felipe do financeiro e de todos do setor. — Acomodou-se no seu banco depois de abrir a porta para eu entrar.

    — Eu gerei a auditoria de todo mundo. Se tiver algo suspeito, aparecerá no relatório que te dei.

    — Desta vez, vou precisar da auditoria do tempo que você puder me dar. Não são muitas pessoas, Felipe e mais dois auxiliares. — Da partida no carro e começa a andar. — O que quer jantar?

    — Pizza? — Sorrio travessa.

    — Será pizza então. — Estende a mão para o meu colo e aperta minha coxa. — Vamos pedir para viagem e jantar no meu apartamento?

    — Por mais que minhas partes íntimas estejam de acordo com sua proposta, não são elas que enfrentam meus pais pela manhã. E falando em pais, como está o seu?

    — Não sei. — respondeu sombrio.

    — Como assim?

    — Ele teve alta do hospital há uma semana e não informou a ninguém, pelo contrário. Subornou a enfermeira que contratei para cuidá-lo a mentir. — Apertou o volante com força.

    — Você acha que isso tem alguma coisa a ver com o roubo na empresa?

    — Não sei, mas vou descobrir e tomarei medidas drásticas. — Ligou o som do carro e entendi isso como um encerramento de assunto.

    Para mostrar que não estava afetada com sua omissão de informação, apesar de querer reclamar, troco a estação da rádio e começo a cantar com a música.

    Seguimos para uma pizzaria de bairro, que indiquei por ser maravilhosa. Estava vazia e quase fechando, o que nos deu privacidade. Conversamos sobre carros e o motivo dele não ter um carro italiano e sim um alemão.

    — Só porque sou italiano, não quer dizer que tudo precise ser da mesma nacionalidade. — Comeu um pedaço de pizza e fez uma careta quando enchi meu prato com katchup.

    — Se posso comprar uma Ferrari, não ficaria com um alemão. — Iniciei um discurso sobre as vantagens e a tecnologia dos modelos de carros que competiam com o seu Porche. Seu olhar era atento e cético, apesar de no fundo estar admirado.

    Assustando-me quando puxou minha cadeira para o seu lado e beijou minha boca com gosto de massa, queijo e katchup. Não me preocupei com o sabor, apenas correspondi com um sorriso nos lábios. Ele ficava enlouquecido com meu conhecimento por automóveis tanto quanto eu ficava quando ele falava em italiano.

    — Se não fosse seu conhecimento por carros, iria te deixar aqui com seu katchup. — Colocou um dedo na minha pizza, sujou de molho vermelho e passou no meu nariz.

    — Hei, condimentos existem para serem abusados e devorados. — Tirei a sujeira do meu nariz, sujei sua boca e limpei-a com a minha língua. Seus olhos brilharam e sua mão apertou minha coxa por baixo da mesa.

     — Haverá vingança, senhorita

    — Pagarei para ver, senhor Switch. — provoquei aventureira, adorando nosso clima descontraído. — Não se esqueça de cobrar com juros e correção monetária.

    — Ah, não se preocupe com isso. — Com uma mão na minha nuca, trouxe minha cabeça para que nossos lábios se unissem novamente e sua mão na minha coxa foi para debaixo da minha saia e quase encontrou meu ponto sensível.

    Assustada com toda essa luxúria e despudor em local público, afastei-me e coloquei minha cadeira no lugar inicial, na frente dele, do outro lado da mesa. Senti meu rosto ficar quente e sabia que estava transparecendo minha vergonha.

    — Estou quase terminando. — Começo a devorar minha pizza e o olho de relance.

    — Eu só comecei. — rouco, provocou de forma sensual.

    — Amanhã continuamos. Preciso dormir. — pareci desesperada.

    — Venha comigo. — Estende sua mão e aperta a minha em cima da mesa. Havia acabado de devorar o último pedaço do meu prato.

    — Não posso... — parei e pensei no quão infantil seria justificando que meus pais não aprovariam, então, arranjei outra desculpa. — Na verdade, não podemos. Vamos com calma, pelo menos enquanto a auditoria está acontecendo.

    Uso suas próprias palavras para justificar o que não gostaria. Não queria ir devagar, não queria me conter quando se tratava dele.

    Vejo sua feição mudar, seu sorriso diminuir e o brilho dos olhos apagar.

    — É verdade. Obrigado por me lembrar de algo que estava quase esquecendo.

    Mesmo que meu coração tenha se apertado ao escutar sua concordância, meu lado irônico, que há muito não se manifestava, entra em ação. Isso mesmo, Rin, seja profissional até em seus relacionamentos amoroso.

    Sesshomaru pede a conta, seguimos para o carro e vamos embora em absoluto silêncio. No meio do caminho até em casa, ele pega minha mão e coloca no seu colo, me fazendo quase inclinar no painel para me manter junto dele.

    — Buona notte, mia bela. (Boa noite) — Não pude conter o sorriso quando soube exatamente o que ele falou.

    — Buona notte. — respondi em seu idioma, conseguindo o melhor sorriso de toda a noite. Inclinei para beijá-lo de forma casta e saí de seu carro com um sentimento de “pertencer a distância”.

    Cheguei em casa depois da meia noite. Todos já estavam dormindo, como sempre acontecia quando chegava do serviço. Fui à geladeira e peguei um copo de água quando a porta da frente é aberta e vejo Paulo entrando por ela.

    — Isso são horas de chegar em casa? — finjo repreendê-lo, o que o faz se assustar e suspirar de alívio por ser eu.

    — Pelo jeito você andou fazendo hora extra assim como eu. — Piscou um olho para mim e roubou minha garrafa de água.

    Inclinei meu nariz para perto do seu pescoço e inspirei. Apesar de nunca ter conversado sobre relacionamentos amorosos com meus irmãos, Paulo sempre foi receptivo para qualquer assunto e Sandro era muito preocupado e protetor.

    Ele cheirava a perfume de mulher e por isso sorri com conhecimento. Franzi o cenho ao processar suas palavras anteriores.

    — Espere aí, a moça do Porche Spider é sua chefe? — sussurrei, não querendo acordar ninguém em casa.

    Ele balançou a cabeça em concordância. Será que...

    — Sim, ela é mais velha, mais rica e muito mais gostosa. — Bati de brincadeira no seu braço e ele riu. — Bem, você será chamada apenas de interesseira e eu, serei chamado de michê. — Não parecia incomodado com nenhuma das duas coisas.

    — O seu caso é sério? — Acompanhei-o até a pia, onde descartava a garrafa de água.

    — Sim, o sexo é muito sério. — Fiz uma careta.

    — Homens... — Sigo para fora da cozinha, mas sou interrompida pela voz sombria do meu irmão.

    — Não se apegue, Rin . Esse tipo de gente gosta de brincar, então, entre no ritmo e saia dele assim que não quiserem mais.

    Fui tomar banho e dormi com os conselhos dos meus irmãos. Um pedia para ter cuidado e o outro, para aproveitar enquanto durasse. Ambos tinham a certeza de que um relacionamento com o chefe não teria futuro.


    Somente usuários cadastrados podem comentar! Clique aqui para cadastrar-se agora mesmo!