Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 16

    Capítulo 15

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    O resto da manhã passou tranquilamente. Uma mulher havia me ligado para confirmar minha consulta médica no horário de almoço e lembrei da minha conversa de domingo. Vega, importantes e conseguir um médico tão rápido assim era muito bom.

    — Vai almoçar com a gente? — Caio perguntou de pé na frente da minha mesa. Os outros dois estavam em suas mesas, claramente evitando o contato visual comigo. Tenho certeza que Anderson já contou tudo para eles, vou precisar saber mais sobre isso com Caio.

    — Vou ao médico, exames de rotina. — dispensei seu convite e segui para concluir o que estava fazendo antes de sair da empresa e pegar um táxi.

    Eles saíram segundos depois e eu, minutos.

    A viagem de táxi não foi tão longa e conheci mais uma mulher com nome estranho. O consultório não parecia ser comercial, já que não existia recepção e quem me recebeu foi a própria médica. Arc era uma mulher bonita, esbelta e muito simpática.

    Apresentou-se como sendo clínica geral, fez uma breve entrevista comigo e me deu duas opções de contracepção, injetável ou via oral. Escolhi o injetável e lá mesmo ela fez a aplicação.

    Orientou-me a consultar minha médica no próximo mês para dar prosseguimento as aplicações de injeções.

    — Você também é da SAI? — questionei depois de me despedir com um apertar de mãos.

    — Se cuida, Rin. — Com uma piscada de olho para mim, guiou-me até a porta, deixando no ar a sua resposta.

    Na calçada, pego meu celular de dentro da bolsa e vejo nele duas ligações não atendidas. Estava no silencioso, por isso não havia escutado. Percebo que ambas eram de Sesshomaru e meu coração acelera. Esperava, profundamente, que ele não fosse daqueles que odiavam não ser atendidos de imediato.

    Provavelmente queria falar comigo sobre sua irmã e a ida até o psicólogo. Retorno a ligação e no primeiro toque sou atendida. Apresso-me com a desculpa:

     — Oi, Sesshomaru, desculpa não a...

    — Onde está? Vou buscar minha irmã para ir ao psicólogo, preciso de você. — descarta a saudação e pergunta apressado.

    — Dei uma passada no médico, mas já estou voltando. — Começo a andar apressada pela rua, em busca de um táxi ou em chegar até o prédio da sede da Supermercados Star. O que acontecer primeiro.

    — Por que você foi ao médico? Está com algum problema? Tem a ver com seu desmaio? — Apesar da sua preocupação genuína, rolo meus olhos e respondo ofegante.

    — Não é nada demais, consulta de rotina. Já estou voltando.

    — Correndo?

    — Ou de táxi, se encontrar um no caminho.

    — Onde está? Vou te buscar.

    Dei minha localização, caminhei até o ponto de ônibus mais próximo e sentei no banco, para recuperar meu fôlego. Nem cinco minutos se passaram e o carro importado de Sesshomaru havia parado na minha frente.

    Rapidamente me acomodei no banco, coloquei meu cinto e olhei para ele, seu cabelo bem penteado, seus olhos cor de avelas e seu terno impecável. Sesshomaru me encarava sério, e os batimentos cardíacos que havia diminuído por causa do meu descanso, agora, aceleraram.

    — Eu preciso... — com voz rouca e seu olhar transmitindo tudo o que queria, sorri orgulhosa, soltei meu cinto e inclinei meu corpo sobre o painel do carro. Tudo dele me atraía e quando sua necessidade foi transmitida em suas reticências, não pude negar, apenas fiz.

    Com uma mão, ele trouxe meu rosto para mais perto e deslizou pela minha bochecha e pescoço. Seus olhos se fecharam antes dos seus lábios se encontrarem com o meu e seu sabor refrescante e mentolado me fizeram abrir a boca e receber sua língua.

    Se não fosse a buzina do ônibus nos alertando que estávamos na rua e parado em local proibido, com certeza pularia em seu colo. Voltei para meu lugar sorrindo e ele, seguiu dirigindo.

    — Senti sua falta. — Com o coração apertado, vi seus lábios sorrirem, mas nada ser proferido por sua boca. Odiava essa vulnerabilidade e comecei a me culpar por demonstrar meu apreço por ele.

    Depois de algumas curvas, ele falou:

    — Minha madrasta não gostou muito da ideia de você estar com Sofia, mas garanti a ela que nada do que acontecesse ou fosse dito perto de você seria exposto para terceiros. Sei que podemos confiar em você.

    — Sim. — Apesar da minha resposta firme, estava sendo esmagada por dentro. Minhas fadas baladeiras estavam embriagadas, causando um leve desconforto no meu estômago. Para me acalmar, decido saber mais sobre o assunto. — Conseguiu marcar uma visita no hospital, para ela ver seu pai?

    — Não, mas assim que deixar Sofia no psicólogo, irei ao hospital ver com meus próprios olhos o que está acontecendo. — Penso em oferecer minha companhia, mas mordo minha língua antes de proferir qualquer palavra. Apesar de ele parecer me querer, estava bloqueado para discussão afetiva.

    — Espero que dê tudo certo. — digo por obrigação e Sesshomaru vira o carro para parar em frente ao portão da mansão da sua madrasta.

    Ele aperta o botão para abrir o portão e suspira com frustração.

    — Estou com a cabeça cheia, Rin. Não leve em consideração minha distância nas palavras, releve apenas minhas ações. — Estende sua mão para o meu colo e aperta minha mão. Retribuo seu conforto e tento aceitar seu pedido de desculpas implícito.

    — Vai dar tudo certo. Vou te ajudar no que precisar.

    — Eu sei e é por isso que eu... — interrompe a fala assim que para o carro. Meu coração para algumas batidas e volta ao seu compasso normal assim que ele solta minha mão e sai do carro.

    Ele iria falar o que eu estava pensando?

    Claro que não. Homens como Sesshomaru não se declaram, muito menos em pouco tempo de relacionamento.

    Sofia e Mirsol entram no banco de trás do carro. Enquanto a filha sorri de orelha a orelha para mim, a mãe me encara como se fosse uma oportunista.

    — Oi Rin. Você vai ficar comigo durante a sessão?

    — Claro que não, Sofia! — Clara responde indignada e Sesshomaru se acomoda no assento do motorista e começa a dirigir o carro.

    — Mas mãe...

    — Sofia, esse é um momento íntimo entre você e seu médico. Se você quiser que eu participe de uma sessão, veja com ele a possibilidade.

    — É medica, não quero saber de homem na minha vida. — Com seu jeito rebelde, cruza os braços na frente, faz bico, olha para a janela e dá a conversa por encerrada.

    — Eu não vou ter uma filha sapatão!

    — Mirsol! — em tom de advertência, Sesshomaru tenta conter o clima tenso que se instaurou, mas de nada adiantou. Percebi que segurava o volante com força e queria muito poder colocar minha mão no seu braço e acalmá-lo, mas estava acanhada em fazer qualquer gesto carinho na frente de outras pessoas.

    Chegamos à clínica e todos entraram. Mal sabíamos o que nos aguardava quando sentamos na recepção, junto com outros pacientes. Parecia ter mais de um psicólogo atendendo e quando um homem saiu da sala vestido todo de branco, Sofia surtou e queria ir embora a todo custo, porque não queria ser atendida por um homem.

    Depois do show dramalhão por parte de Sofia, a sua psicóloga conteve os danos e nos liberou para ir embora. Mirsol foi a única a ficar e voltaria de táxi.

    — Ela não sabe dirigir? — perguntei enquanto seguíamos no carro para alguma direção.

    — Não e não gosta de motoristas. — Entorta a boca, achando a justificativa da mulher tão sem sentido quanto eu achava.

    Enquanto pensava se ligava o rádio, tocava seu braço ou dizia alguma coisa, Sesshomaru estaciona o carro na frente da empresa, mas não me olha, visivelmente desconfortável por me dispensar.

    Não querendo criar caso, soltei meu cinto, inclinei sobre o painel no carro e beijei sua bochecha, demorando apenas o suficiente para dizer baixinho:

    — Estou aqui para o que precisar.

    No meio da tarde e lembrando que me esqueci de almoçar, vou até a cozinha e encontro minha caixa de bombom parcialmente comida dentro da geladeira.

    Enquanto estou apreciando a comida nem um pouco ideal e repassando na minha mente o clima pesado na minha sala, Caio aparece na cozinha, mostra sua caneca e vai até a pia lavá-la. Escondi a caixa atrás do meu corpo e continuei mastigando o último bombom.

    — Nunca vi você na cozinha. Veio se render ao petrolão?

    — Apenas beliscando alguma coisa, não deu tempo de almoçar. — Faço uma careta assim que ele se inclina e vê a caixa de bombom.

    — Ganhou outra? — indigna-se.

    — É a mesma, me perdoa, mas estava morrendo de fome. — suplico seu perdão.

    — Só dessa vez... — Vai até a garrafa de café e me olha desconfiado. — O que você fez para Anderson?

    — O que eu fiz? — pergunto de forma alterada e abaixo o volume da minha voz ao mesmo tempo em que me aproximo dele. — O bonitão foi no RH me dedurar, porque fui muito ríspida hoje de manhã.

    — Sério? — Arregala os olhos e balança a cabeça de forma negativa. — Essa geração nutella...

    — Não é culpa da geração, ele que é cínico! — falo baixo, mas irritada.

    — Não quero colocar mais lenha na fogueira, mas ele nunca gostou de você, sempre te achou esnobe. — imitou meu tom baixo e como sempre, quando se tratava de fofoca, Caio era o mais informado.

    — Como assim? Sempre o defendi, fazia o seu serviço para não ficar feio perante Alex. Será que Vitor pensa isso também? — Aproximei mais e encarei Caio, que dava um gole de seu petrolão.

    — Ele vai com a onda, Rin. Se falam bem, ele fala bem, se falam mal, ele fala mal. — Deu de ombros.

    — E você? Fala bem ou mal de mim? — Mostrei-lhe minha cara mais séria e brava.

    — Não mate o mensageiro. Eu só escuto e quando me perguntam, respondo com sinceridade. — Olhou para mim como se fosse louca.

    — E quando é sobre mim, você responde o quê? — insisti.

    — Que é uma ótima profissional, apesar de se deixar levar pela emoção muitas vezes. Todo mundo te faz de gato e sapato. — repreendeu.

    Olhei para o teto, em busca de paciência e refiz o meu rabo de cavalo. Joguei a caixa de bombom no lixo, peguei um copo de plástico e fui enchê-lo de água.

    — Por que eu? — perguntei baixo, apenas para mim.

    — Rin, você já deveria saber. — Bebo minha água e encaro Caio, que também bebe de sua caneca. — Você é mulher, bonita e sabe tudo o que um homem gosta. Você nunca deu moral para ninguém dentro daquela sala.

    — O que uma coisa tem a ver com outra? — Jogo o copo fora e franzo a testa, tentando entender as palavras do meu amigo.

    — Você intimida. Não é à toa que não tem uma vida fora dessa empresa. Ninguém quer uma concorrente como companheira. Só gostaria de saber quem é o corajoso que você está...

    — Boa tarde! Olá, querida, como você está? — Mirela nos assusta entrando na cozinha com um enorme sorriso.

    — Tudo bem. — respondo receosa e sem o mesmo entusiasmo dela. Saio junto com Caio daquele lugar, em um silêncio incômodo.

    Por que essa mulher resolveu me tratar bem de um dia para o outro? Lembro que identifiquei uma alteração nas imagens das câmeras e não comentei com Sesshomaru sobre isso. Ele está tão cheio de problemas, será que investigo por mim mesma?

    Descemos as escadas sem dizer nada um para o outro e olho para cima, para a câmera que nos filma. Vejo algo diferente nela e decido olhar mais perto quando todos tiverem ido embora da empresa.

    O silêncio reinou, inclusive quando Vitor e Anderson foram embora, sem se despedirem. Depois de alguns segundos, bufei irritada.

    — Acho que tem alguém de TPM ainda? — Caio se levanta pronto para ir embora e coloca um bombom na minha frente.

    — Sua sorte é que sabe me subornar muito bem. — Abro o bombom, aceno adeus e abro o programa de vigilância na minha máquina. Precisava de todos fora da sala para poder começar minha própria investigação.

    Com o programa de monitoramento de computadores à esquerda e o de vigilância à direita, fui acompanhando a saída de todos os funcionários e o desligamento das máquinas. Vejo Sesshomaru sair do elevador e ir para a garagem. Por um momento pensei que iria me encontrar, mas seguiu direto para seu carro. Era visível o quanto estava cansado, muito além do que sei que está acontecendo na sua vida.

    Pelo jeito, ele não confiava tanto assim em mim, a ponto de revelar muito. Não sei como foi sua visita ao hospital e por impulso, pego meu celular e envio uma mensagem a ele.

    “Espero que tudo tenha dado certo hoje a tarde com Sofia e seu pai. Estou aqui para o que precisar. Beijos”.

    Assim que aperto “enviar”, me arrependo. Estava me tornando patética, uma adolescente apaixonada.

    Mesmo não esperando resposta, olho para meu celular de cinco em cinco minutos enquanto volto ao monitoramento.

    — Idiota... — resmungo para mim mesma e levanto da minha cadeira assim que a imagem da câmera de vigilância das escadas congela às dezenove horas.

    Com uma cadeira, saio da sala, coloco-a debaixo da câmera e tento identificar o que há de estranho no equipamento com a ajuda da lanterna do meu celular. Era um dispositivo estranho, provavelmente o que causava o congelamento das imagens. Tirei uma foto para pesquisar mais sobre ele.

    — Você tem certeza? — uma voz baixa e masculina vinda de algum andar acima me alcança. Não era estranha, mas minha memória não me lembrou de quem seria.

    Passos descendo as escadas me assustaram, me fazendo quase cair da cadeira. Desci dela o mais silenciosa possível e segui para frente da minha sala, querendo escutar mais, porém também querendo me manter oculta.

    — Sim, eu a vi saindo do carro dele no almoço, eles se beijaram, com certeza está dando para Switch. — apesar de também baixa, reconheci a segunda voz como sendo de Mirela. Meu coração congela e minhas mãos começam a suar. Era de mim que estavam falando?

    — Sempre desconfiei que ela era uma oportunista. Precisamos impedir que forneça as nossas informações comprometedoras. Já fui informado que existe uma empresa nos auditando. — a voz masculina começou a ficar mais forte e claramente identificável, mas estava muito nervosa, porque tinha certeza que era sobre mim que estavam falando.

    Entro em minha sala, apago a luz e fico escondida dentro, mas com o ouvido colado no vão, para escutar mais.

    — Fiquei sabendo sobre isso também, mas vou me aproximar dessa caçadora de CEO. — Limpei minhas mãos na minha saia e fechei os olhos, ansiosa por saber o motivo de me julgarem dessa forma.

    — Ou podemos denunciá-lo por assédio sexual. Até que eles esclareçam que foi consensual, conseguiríamos concluir nossa meta e sumir daqui.

    — Tem certeza que não estamos sendo filmados? — Mirela deveria estar passando pela câmera que identifiquei com o dispositivo para burlar.

    — Ah, ele não seria louco de fazer um serviço mal feito para mim.

    E quem quer que escute sobre isso, será devidamente silenciado.

    Não falaram mais nada, passaram na frente da minha sala em silêncio. Com a luz apagada e apenas com os leds dos dispositivos eletrônicos da sala, encontrei minha cadeira, sentei e escondi meu rosto nos meus braços cruzados em cima da mesa.

    Que loucura foi essa que me meti?

    Meu celular vibrando me faz assustar e olhar sua tela. Sesshomaru havia respondido e me deixado com o coração acelerado ainda mais, porém, por um motivo diferente.

    “Preciso de você, mia bella. Comigo, na minha cama, dentro de você”.


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