Amor De Ceo

  • Aelita
  • Capitulos 21
  • Gêneros Romance e Novela

Tempo estimado de leitura: 6 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 14

    Capítulo 13

    Álcool, Hentai, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Não poderia me privar dos lábios definidos desse homem, ainda mais com tanta paixão. Ele desceu suas mãos pelo meu pescoço, depois os seios e ficou na barriga. Precisava pedir que parasse, que não avançasse, porque não poderia continuar a brincadeira. Ele inclinou o corpo para o lado e trouxe uma perna para envolver a sua, fazendo com que minha saia levantasse quase completamente.

    Seu quadril se mexeu, seu corpo me embalou e só em algum lugar da minha mente gritava para parar, mas estava tão envolvida nas sensações, no calor do momento e nos lábios ardentes que agarrei suas costas e com minhas unhas arranhei por cima da camisa.

    Liberou meus lábios para distribuir beijos pela minha face e seguir até meu ouvido.

    — Sei que sua mente pervertida só pensa em me ter dentro de você. Confesso que não consigo pensar em outra coisa quando estou ao seu lado, mas não se engane, há um Xbox One no meu apartamento, poderemos jogar como você planejava. — rouco de paixão e desejo, com uma protuberância na sua calça, fez mais um movimento de seu quadril no meu para me fazer gemer.

    Estava quase lá! Com toda essa fricção, esse movimento e toda a situação proibida, meu clímax estava próximo. Por que parar agora?

    Solto o ar pelo nariz frustrada.

    — E desde quando o CEO da Supermercados Star joga vídeo game? — Franzo o cenho enquanto todo o clima romântico e excitante se esvai.

    — Desde quando minha posição na empresa tem relação com meus hobbys? — Ergue uma sobrancelha com desafio.

    Emblemático, afasta de mim para pegar os itens descartados no chão. Pega minha mão e seguimos até o elevador. Na garagem, apenas carros de luxo e importados, automóveis que só veria em revista ou de longe na rua.

    Antes de apertar o botão para chamar o elevador, vejo um Porche, meu carro dos sonhos.

    — Ele é de verdade? — Solto da mão de Sesshomaru e sigo até a máquina de cor branca com faixas vermelhas, as cores da Martini. Com medo de tocar, apenas passei minha mão por cima do capô, dois dedos longe da lataria e olhei para dentro da porta do motorista. — Uau! Paulo ficará enlouquecido quando dizer que existe um 918 Spyder aqui na cidade. Preciso tirar uma foto. — Coloco a mão na minha bunda, percebendo que não havia bolso e depois ergui meu olhar para Sesshomaru, que segurava minha bolsa e me observava com indiferença.

    Será que fiz algo de errado?

    Com certeza sim, Maria-Gasolina. Sou repreendida pela minha mente e envergonhada, abaixo minha cabeça, respiro fundo e volto a olhá-lo, mas desta vez séria.

    Com toda a certeza do mundo me achou uma interesseira, só porque visualizou um carro que nunca viu ao vivo. Ele era rico, esse tipo de coisa com certeza não faria diferença na vida dele.

    Mais uma vez sou confrontada por nossa diferença social e o quanto tudo isso não teria futuro. Minha mãe sempre dizia que precisava encontrar alguém com o mesmo nível social que eu para casar, porque construir junto era o segredo para um relacionamento de sucesso.

    Estava pensando sobre isso, ter um relacionamento com sesshomaru, mas desta vez, como um banho de água fria, compreendi que não passaria de uma aventura. Depois que o pai dele voltasse e não precisasse de mim, com certeza tudo acabaria.

    Parada ao seu lado, ele me entrega minha bolsa e coloco a alça no ombro.

    — Não vai tirar uma foto? — questionou sem nenhum resquício de simpatia e intimidade que tivemos antes.

    — Pensei alto, não é nada.

    Como disse antes, meus pais e irmãos são fissurados em automóveis e consequentemente eu também. — Encarando os números acima da porta do elevador que não chegava, tentando fingir indiferença. — Você olha para carros importados todos os dias. Eu olho para carros populares, então, desculpe se me excedi.

    — Tem noção de quanto custa um carro desses?

    Ainda sem olhar para ele, respondo:

    — Bem, ele possui um motor é v8 e mais dois motores elétricos, que somando as forças de todos dá quase 900 cavalos. Então, com certeza ele vale mais de cinco milhões. Tem noção que esse carro faz mais de 300 quilômetros por hora? E em 2,5 segundos faz 100 quilômetros por hora! — Não consigo parar minha boca de falar sobre esse carro quando as portas do elevador se abriram e entramos nele. Encaro-o. — Tem noção que só existem 918 unidades do mundo e uma está a nossa frente? Esse carro é tecnologia pura!

    Sesshomaru aperta o botão do último andar, coloca as sacolas no chão ao meu lado, pega minha bolsa e faz o mesmo. Com um olhar predador, ele me enjaula com seus braços apoiados ao lado da minha cabeça na parede do elevador e posiciona nosso olhar no mesmo nível.

    — Quero que saiba, mia bella, que se não fosse pela sua situação atual, você estaria nua nesse elevador, implorando para que parasse de te fazer gozar, porque isso — ele pegou minha mão e colocou na sua virilha inchada e rígida — apenas você conseguiu fazer. Sua paixão por tecnologia me excita e não quero nada menos do que me perder em você.

    Apertando minha mão no seu membro, coloca sua testa na minha e geme frustrado.

    A recíproca era verdadeira, meu CEO.

    Muito rápido chegamos ao seu andar. Ele se afasta, recolhe tudo o que estava no chão com uma mão e me guia para o hall do seu apartamento com sua mão na minha.

    Hábil, abre a porta com as sacolas em mãos. Acende as luzes e vejo um apartamento tirado de uma revista de design de interiores.

    Deparo-me com três ambientes, sala de estar, jantar e de tevê. Tudo preto, amadeirado e cinza. Era elegante, sofisticado e... não queria pensar que era rico. Novamente a lembrança de que vivíamos em mundos completamente distintos. Enfim, só precisava me preparar para o tombo quando tudo isso acabasse.

    Deixa as sacolas em cima de um dos sofás da área de estar e me encara.

    — Vá para a tevê, os controles e os jogos estão no rack embaixo dela. — Beija minha testa e solta minha mão. — Vou providenciar um pouco de bebidas e aperitivos.

    — Mas acabei de comer!

    — E vai gastar energia tentando me derrotar no Mortal Kombat. — Despido de sua habitual polidez, sesshomaru estava descontraído e sorridente.

    — Você pode tentar. — Não resisto à provocação. Sorrio de lado, feliz que ele possuía um dos jogos que mais gostava. — Posso usar o banheiro?

    — Fique à vontade. — gritou de dentro da cozinha.

    Curiosa, ao invés de usar o lavabo, pego minha sacola com absorventes e sigo pelo corredor. Abro a primeira porta e vejo que é um quarto, está decorado como a entrada, marrom e cinza. Possuí uma cama de casal, guarda-roupa e criado mudo. Dou um passo para dentro, apenas para conferir o tamanho do banheiro e digo “uau” na minha mente. Era limpo e espaçoso.

    Confiro outras duas portas, todos os cômodos iguais ao primeiro. Então, a última seria o seu quarto.

    Abrindo vagarosamente, encaro uma cama muito grande, impecavelmente alinhada. Passo minha mão pelo edredom, olho em volta e chego à conclusão que não há nada pessoal dele exposto. Vejo ao lado um closet e mais à frente a porta do banheiro.

    Sorrindo, entro nele e tranco a porta para fazer o que precisava. O tamanho do banheiro concorria com o meu quarto. Havia uma banheira, um chuveiro e duas pias. Qual a necessidade de tudo isso? Não sabia, mas suspeitava que provaria se não precisasse dessa troca necessária entre minhas pernas.

    Volto para a sala escondendo um sorriso e meu pacote atrás das costas. Sesshomaru já estava no sofá em frente à televisão, controle e jogo a postos. Havia tirado todo o terno, arregaçado as mangas e tirado os sapatos. Não tinha quase nenhum resquício do executivo.

    Amendoins e batatas chips estavam expostos na mesa de centro junto com dois copos enormes de refrigerante. Precisei controlar minha língua para não o pedir em casamento novamente, porque isso era o céu.

    Guardo meu pacote na minha bolsa, sento ao lado dele e sorrimos um para o outro. Encarando-nos assim, conseguia nos ver em um futuro, onde no final de semana, competíamos no controle e quem perdia, tirava uma peça de roupa.

    — Vejo no brilho dos seus olhos os seus pensamentos. — com rouquidão, aproxima seus lábios dos meus e amplia o sorriso. Nossos olhos estão bloqueados um no outro. — Quero saber todos.

    — Se você ganhar, quem sabe eu faça algum deles. — Termino a distância entre nossas bocas e enlaço meus braços no seu pescoço. Ele corresponde a minha necessidade pelo seu toque, deslizando sua mão na minha coxa, por baixo da saia.

    — Quanto tempo vou ter que esperar?

    — De três a cinco dias. — Tento não o olhar e encaro a televisão, que mostra o início do jogo.

    — Cinco dias infernais. — sussurra e depois tromba seu braço no meu. — Escolha com qual avatar vai perder.

    Mudando a neblina de luxúria para descontração, seguimos a madrugada como dois nerds, entre beijos e jogos.

    ***

    Acordei sobressaltada, suada e confusa. Antes de surtar, descobri que estava dormindo em cima de Sesshomaru, no sofá, em seu apartamento. Os raios de sol estavam invadindo o local, anunciando que poderiam ser mais de seis horas da manhã!

    — Minha mãe vai me matar! — Sem delicadeza, me desvencilho do corpo que estava embaixo de mim e pego meu celular que estava na mesa de centro junto com os restos de petiscos que comemos. — Céus, estou atrasada! — Eram sete horas da manhã e haviam várias ligações não atendidas, que não ouvi, porque o celular estava no silencioso.

    Enquanto pego minha bolsa e corro para o banheiro do quarto principal, para tentar me aprontar para o dia, escuto Sesshomaru gritar um “bom dia”. Ele entrou em seu quarto e conseguia escutar seus movimentos mesmo com a porta fechada.

    Assim que terminei de escovar meus dentes com creme dental e o dedo, olho-me no espelho e suspiro. Era o momento de enfrentar as consequências de dormir fora de casa.

    Saio do banheiro ao mesmo tempo em que ligo para minha mãe, meu primeiro leão a ser enfrentado no dia.

    —Rin! O que a senhorita pensa que está fazendo passando a noite fora e sem dar nenhuma explicação? — Minha boca fica parada aberta para responder e por causa da minha visão. Sesshomaru havia removido sua roupa e estava, de cueca box branca, escolhendo uma roupa no seu closet. Não tinha visto ele nu antes, apenas senti seus músculos e pele, então, vê-lo dessa forma me fez ofegar. — Eu e seu pai queremos conversar com você assim que chegar em casa, mocinha. Você pode ser maior de idade, mas enquanto estiver sob o nosso teto, deve seguir as nossas regras, começando por dizer onde estava e com quem!

    Fecho os olhos, viro de costas para a minha visão magnífica de homem e dou passos para trás até chegar à cama e poder me sentar. Droga! Estava com um sermão agendado com meus pais. Mesmo sendo tão velha e direita, liberdade era um sonho distante, mas que planejava conquistar.

    — Mãe, bom dia. Acabei perdendo a hora e...

    — Perdendo a hora? E as ligações que fizemos? E a preocupação que ficamos até você decidir nos agraciar com esse contato? — pelo tom e nível de irritação, parecia que passei a noite roubando um banco ou me prostituindo.

    — Tudo bem! Estou bem como sempre! A preocupação é completamente desnecessária. Preciso ir trabalhar, nos vemos mais tarde — controlo minha ansiedade e raiva.

    — Quero saber onde estava!

    — Trabalhando, mãe. É tudo o que sei fazer desde que entrei nessa empresa. Trabalho, trabalho e trabalho! — exalto-me e abro os olhos para encarar a parede. — Em casa conversamos, tudo bem? Tchau. — Encerro a ligação frustrada e uma mão no meu ombro me faz pular e sair da cama.

    — Está tudo bem? — Sesshomaru, ainda trajando quase nada de roupa me pergunta e sinto as lágrimas ameaçarem cair. Merda de TPM!

    — Sim, sim, não se preocupe. — Balanço minha mão na nossa frente e finjo um sorriso. — Vou te esperar na sala.

    — Não vá antes de ser sincera comigo. — Segura meu braço a transmite seu calor e carinho pelo toque da sua mão.

    Tanto esforço para não me expor, mas não haverá saída.

    — Não estou legal, porque não posso sair e fazer o que quiser sem o aval dos meus pais. Não posso namorar, porque estou de TPM. Estou cansada, exausta, mas preciso trabalhar. Então, vamos para a empresa, vou comer meus bombons e tentar melhorar meu humor até o final do expediente. — Controlei meus lábios de se curvarem para baixo e o choro começar.

    — Que dia da semana é hoje? — Segura meu outro braço e começa a movimentar sua mão para cima e para baixo, numa carícia acalentadora e terna.

    — Sábado.

    — Folgue hoje e amanhã. Vá para casa. — Subiu suas mãos para meu pescoço e depois para meu rabo de cavalo. Desfez o penteado e massageou meu couro cabeludo. — Venha, vou te agradar um pouco.

    — Não! — gemi e segurei suas mãos, pausando a carinho. — Enquanto você faz isso, fico toda incomodada e precisando de alívio, o que, na minha atual situação, não é muito interessante de se compartilhar. Além do mais, sou a única de plantão no final de semana, preciso estar na empresa.

    — Dois dias de folga não matará ninguém, mia bella. — Remove minha mão da sua e continua a massagem, agora, com seu corpo quase nu mais próximo do meu. Direcionei meu olhar e minhas mãos para seu peitoral. Rígido. Firme.

    — Se o sistema de um dos supermercados parar, a empresa perderá dinheiro com as vendas, além da bronca que receberá dos clientes. — Tentei não fechar os olhos e gemer em apreciação. As mãos desse homem eram majestosas.

    — Rin.

    — Sim? — Ainda com as mãos no seu peito, ergo meu olhar para o seu.

    — Aprecio muito sua preocupação e empenho com a empresa, mas sou o dono e estou ordenando que não vá trabalhar hoje e amanhã. — Fecha as mãos em punhos com meus cabelos entre os dedos, me tornando cativa.

    — Bem, já que insiste. Contra os fatos não há argumentos. — Já hipnotizada pelo seu olhar dominante, ergo-me na ponta dos pés e Sesshomaru termina a distância entre as nossas bocas.

    Apesar dos seus lábios estarem quentes da noite de sono, os meus recém-refrescados dão uma sensação de soberania. Subo meus braços para envolver seu pescoço e as suas mãos descem para segurar a minha bunda e encaixar meu quadril com a sua ereção.

    Com pouco tecido entre nós, era fácil e irresistível a apreciação de sua  masculinidade. Sinto-me ficar mais úmida do que já estava e bloqueio da minha mente qualquer coisa vermelha que irá me fazer cair do céu que é estar nos braços e com os lábios colados com os de Sesshomaru.

    — Voglio così tanto ( Te quero tanto ), mia bella. — Assim que abandonou minha boca para beijar meu pescoço, disse e me fez gemer com a mistura de sensações entre tato e audição.

    — Estar com você numa cama e com essas palavras me levará a loucura. — sussurro, porque não pretendia falar em voz alta meus anseios.

    — Oh, mia bella. Será a primeira coisa que faremos assim que o chico for embora. — Sorriu contra minha clavícula e subiu suas mãos para apertar meus seios. — Meu pau quer estar entre eles quando isso acontecer. — Malicioso, apertou e massageou por cima da minha blusa, transformando-me em ousada.

    Com um passo para trás, esquecendo as consequências e implicações do que acabava de assolar minha mente, removo minha blusa aos olhos atentos de Sesshomaru, tão hipnotizado quanto eu nesse momento de luxúria.

    Removi meu sutiã, o que fez o sorriso dele sumir um pouco e se aproximar para que suas mãos voltassem para onde estavam. Sua mão estava abrasadora em meus seios, causando arrepios e proporcionando desejo.

    — Mia bella, perché è così perfetto. ( Por que é tão perfeita? ) Quero tanto o que você quer me dar na mesma proporção que precisarei recusar.

    — Me deixe fazer. — Um pouco acanhada por não saber o que ele achava tão perfeito e por querer recusar, coloco minha mão no cós da sua cueca e, andando para o lado, trago-o até a cama. Subo de joelhos em cima dela e agacho na sua frente ao mesmo tempo em que removo sua cueca.

    Com o poder em minhas mãos, segurei seu membro e admirei o quanto estava firme e ereto. Com poucos movimentos para cima e para baixo, percebi que movimentou seu quadril para encontrar com meu toque e gemeu mostrando o quanto estava apreciando.

    Sem esperar mais, cobri com minha boca sua masculinidade, sugando e circulando minha língua a cada investida. Sua mão segurou meu cabelo com cuidado, apenas para acompanhar  meus movimentos e os seus com os quadris. Ele estava em êxtase e tudo por minha causa.

    Presenciar um homem tão poderoso como Sesshomaru quase desfeito em meus lábios aumentou os meus pontos de habilidade de sexo oral. Não fiz muitos, mas assisti vários...

    — Rin... — pediu clemência e afastei minha boca para substituir pelos peitos. Não haveria calmaria enquanto esse homem não estivesse satisfeito.

    Segurei meus seios enquanto seu membro se movimentava entre eles. Sesshomaru estava afoito, encarava nosso vínculo com muito tesão.

    — Posso?

     — Sim! — respondi apressadamente.

    Entrosados, sabia que queria permissão para gozar neles, o que liberei sem pensar duas vezes. Entre jorros no meu pescoço e clavícula, senti nosso relacionamento mudar novamente.

    — Nonostante si punteggio, è tatuato in me ( Apesar de ter te marcado, você se tatuou dentro de mim.) — Com uma mão na minha bochecha, senti suas palavras estrangeiras como uma declaração de amor e desta vez, não ficaria sem saber o significado.

    — O que você disse?

    — Venha tomar banho comigo. — pediu rouco de paixão, mas neguei. Além de ter ignorado minha pergunta e ser algo íntimo, não pularíamos etapas, não essas.

    — Vou me limpar na pia, não vou tomar banho com você. Não fuja da minha pergunta, quero saber o que disse em italiano.

    — Que você é especial, mia bella. Muito te aguarda daqui há dois ou quatro dias. — promete com palavras e com seu olhar.

    — Está contando? — Arregalei os olhos divertida e o segui até o banheiro. Iria me limpar, mas só o suficiente para não ficar cheirando a sexo.

    — Cada minuto. — Piscou um olho, removeu sua mão do meu rosto e seguiu para o banheiro.

    Entrou no cúbico cercado pelo box transparente e começou a se lavar enquanto eu me limpava e não conseguia tirar o cheio dele de mim.

    — Droga! Estou cheirando porra. Minha mãe vai achar o máximo. — murmurei irônica encarando o espelho. Desta vez, a brincadeira sobre eu ser garota de programa seria interpretada de outra maneira por ela.

    — Tenho alguns perfumes no meu closet. Talvez exista algum que você possa usar. — preocupado, encaro o homem tomando banho e o vejo com o cenho franzido me observando. — Não vou lamentar nosso momento, mia bella. Se precisar, entrarei com você na sua casa.

    — Não! — discordei sem pensar. Ele não queria assumir nosso envolvimento, não sabia o que isso implicaria na empresa, mas sabia que para a auditoria seria ruim e para minha família... Seriam dias e dias de sermão. Não queria e não estava preparada.

    Mas...

    Essa seria a oportunidade de não ser simplesmente descartada quando toda nossa interação obrigatória fosse desfeita.

    Sem olhar para ele, saio do banheiro, coloco meu sutiã que estava abandonado perto da cama e sigo para o closet. Observei as roupas alinhadas e bem passadas até encontrar os relógios e perfumes. Fechei o olho assim que inspirei o cheiro que era de Sesshomaru impregnado nessa sessão.

    Até quando esse romantismo estaria vigente nas minhas ações quando se tratava do meu CEO?

    — Deu certo? — Aproximou-se com a toalha enrolada na cintura e os cabelos úmidos. Olhei por todo o seu corpo, apenas para mentalizar e materializá-lo nos meus sonhos sórdidos.

    É verdade que tive esse homem?

    Balancei minha cabeça para dispersar os sentimentos contraditórios e exalei.

    — Ainda não testei nenhum. Alguma sugestão?

    Antes de me ajudar, desenrolou a toalha da cintura, terminou de se enxugar e deixou a toalha em cima do banco que ficava no centro do closet. Em todo momento ele me encarava, desejoso, admirado e algo mais... Não consegui identificar, mas era algo que nunca percebi em olhar nenhum de outro homem.

    Colocou uma cueca boxer branca e se aproximou de mim, fresco e limpo.

    — Use esse, é uma colônia, o mais suave que tenho. — com sedução, ele espirrou um pouco do produto nele e depois no meu pescoço. Antes que reclamasse que era pouco, ele me envolveu em seus braços e me abraçou. Um aperto firme e romântico, que senti completamente o seu corpo.

    Envolvi meus braços nele e retribuí o aperto. Esse poderia ser o momento para revelar tantas coisas, declarar tantos sentimentos, mas minhas ações já mostraram muito de mim, não poderia me desnudar mais.

    — Obrigada pela folga. — decidi romper o silêncio, já que minha língua ameaçava soltar o que não deveria.

    — Descanse um pouco, você não deveria trabalhar tanto assim no final de semana. — Afasta-se de mim e vai até onde estava uma muda de roupa separada. Era uma roupa social, mas sem gravata e a jaqueta do terno.

    — Ossos do ofício. — respondo baixo e sigo até minha blusa. Torcia, profundamente, que não estivesse muito amassada.

    Os próximos passos foram realizados em silêncio. Terminamos de nos arrumar, saímos do apartamento e fomos até o estacionamento. Antes de se aproximar do seu carro, Sesshomaru tirou do bolso da calça seu celular, tirou uma foto do Porche que admirei no dia anterior e seguiu até onde estava.

    — Enviei para seu e-mail. — Sorrindo, destravou o carro e fiz uma careta divertida para ele. Abriu a porta e me ajudou a entrar, como sempre um cavalheiro.

    — Eu realmente aprecio sua gentileza com a porta. — assumo assim que ele se acomoda no seu assento.

    — Há certos costumes que nunca deveriam sair de moda. — Liga o carro e sai da garagem. Ousada, ligo o rádio, sintonizo minha estação favorita e começo a cantar com a música.

    — ...como um presente do céu, você vem comigo, vem comigo, meu amuleto da sorte, me deixa mais forte... — Apesar de criticada pelos meus colegas de trabalho quando souberam que gostava de NXZero, não me importava e continuava seguindo seu trabalho.

    — Você gosta de cantar? — perguntou sem desviar sua atenção da rua e fiquei irritada.

    — Não me venha com a piadinha, “você gosta de cantar?”, “Gosto”, “Então, por que não aprende?” — Cruzei meus braços na minha frente e fiz bico, indignada.

    E então, Sesshomaru riu. Muito. Deu gargalhadas e achei que a direção estaria comprometida de tanto que ele exagerou da reação. Continuei com minha pose, porque odiava a piada, por já ter caído muitas vezes.

    Assim que chegamos à rua de casa, ele reduziu o riso e respirou fundo. Parou o carro em frente do portão da minha casa e segurou meu braço antes que eu desafivelasse o cinto.

    — Me desculpe, não queria te chatear. — Sorria descontraído e se não estivesse apaixonada por ele, estaria nesse momento. O homem era lindo.

    — Já estou acostumada com a piada. Vindo de você foi a cereja do bolo. — disse amarga, o que fez ele se inclinar no painel do carro e unir nossos lábios de forma casta.

    — Não iria fazer essa piada, até porque não a conhecia. Minha pergunta foi sincera. Tenho o rock band guardado em casa, para quando jogarmos novamente. — falou olhando nos meus olhos e com os lábios próximos aos meus.

    Todo o nosso momento da madrugada voltou à minha cabeça. Entre as lutas no videogame, vitórias e derrotas, trocamos beijos, carinhos e piadas. Como imaginei, Sesshomaru tinha um lado brincalhão e irônico, que usou a todo o momento que perdia uma luta. Já gostava desse tipo de interação com os amigos, agora, com o namorado, teve outro peso.

    Perdemos a hora, jogamos a preço de beijos, o que mostrava que não havia perdedores.

    Quando um desses beijos ultrapassou os limites permitidos, quando suas mãos desesperadas invadiram minha blusa, paramos largados no sofá, apenas observando nossas características físicas. Deitei minha cabeça no seu peito e escutei seu coração bater a um ritmo acelerado. Acho que acabei pegando no sono e descobri meu remédio para a insônia: escutar o coração de Sesshomaru.

    — Estarei com minha irmã esse final de semana. Qualquer coisa me ligue, tudo bem? — Interpretei suas palavras como, não iremos nos ver nesse final de semana.

    Volta a se sentar em seu banco de forma correta.

    — Família em primeiro lugar sempre. Se precisar de mim, estou à disposição. — Sorrio fraca.

    — Quer que eu entre com você? — Tira-me do devaneio e solto meu cinto de segurança.

    — Pode deixar. Tchau. — Sem um segundo beijo, saio do carro e sigo para enfrentar meus pais e seu humor.

    Abro o portão, depois sigo para a porta de entrada com a respiração presa no pulmão. Mal a abro e minha mãe me surpreende.

    — Que roupas são essas, Rin? Você sai de casa com uma roupa, passa a noite fora, sabe-se lá com quem e volta com outra e ainda... — se aproxima de mim e inspira — cheirando a perfume masculino. Eu não te criei assim...

    Como toda discussão, meus irmãos apareceram, meu pai observou e todos falavam enquanto eu apenas escutava e mentalizava para tudo isso acabar o quanto antes.

    Era muita proteção, meus irmãos me ajudavam a conter os danos e meu pai tentava acalmar minha mãe. Claro que quando o assunto sexo entrou na discussão, fiz questão de mostrar meu pacote de absorvente e o quanto estava impossibilitada de atos libidinosos. Como anteriormente, era uma mentirinha por questão de sobrevivência.

    Depois de quase uma hora, sigo para meu quarto e lá pretendia me confinar pelo resto do dia. Se uma noite fora causava tudo isso, imagine contar que estava me relacionando com o dono da empresa. Sorri, imaginando a cara de choque dos meus pais.


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